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História Tabloide - Capítulo 6


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Notas do Autor


Olá, obrigada por estar acompanhando Tabloide.

Boa leitura <3

Capítulo 6 - Acordo


Fanfic / Fanfiction Tabloide - Capítulo 6 - Acordo

Park Jinyoung não conseguiu dormir naquela noite. Seus pensamentos não cessavam e giravam em torno de possíveis encontros desastrosos entre o jornalista e o herdeiro que há um pouco mais de um mês estava deixando sua vida de pernas para o ar. 

 

Jinyoung sabia que a causa de sua insônia era totalmente culpa sua, afinal, como Wonpil insistia em lhe dizer, ele mesmo tinha criado essa pequena obsessão pelo milionário, indo longe demais em sua ganância por um furo jornalístico. E como tudo o que se procura no fim acha, Jinyoung estava agora com uma bomba em suas mãos, com o contador decrescendo a cada segundo lhe deixando numa situação na qual ele nunca se imaginou quando começou todo esse caso. 

 

Quando ele saiu do escritório deixando seus amigos para trás, pensou em desistir de tudo. Afinal, qual problema ele poderia trazer para si se simplesmente abandonasse o caso e continuasse sua vida pacata de jornalista de um jornal de bairro? O problema era que Jinyoung já estava envolvido demais no caso e, como se não bastasse sua ânsia por uma melhora financeira e de status do Seoul Diário, o jornalista ainda estava curioso como nunca esteve antes para saber o que mais essa história de corrupção escondia e até onde Im Jaebeom tinha ligação com tudo o que ele mesmo já tinha escrito sobre o herdeiro. 

 

Jinyoung já tinha dado linha demais para o caso para simplesmente não ir até o final. Desistir nunca foi uma palavra da qual ele  utilizou e era por isso que ele perdia o sono a noite, tentando achar um meio de resolver seu problema e por problema entenda encarar Im Jaebeom de uma vez por todas.

 

Esquentando um copo de leite para ver se o sono lhe agraciava por pelo menos três horas antes do dia começar, Jinyoung aguardava o alarme do microondas com a testa encostada na sua janela, observando a luz do poste na rua abaixo oscilar algumas vezes. Dois dias se passaram desde a entrega do áudio melhorado por seus amigos e, até agora, o jornalista não tinha movido um dedo em direção as empresas IM ou para qualquer outra forma de contactar Jaebeom. Wonpil cansou de lhe aconselhar, Mark e Youngjae se propuseram a ir em seu lugar, porém Jinyoung sabia que não podia passar essa missão para outra pessoa, e, por mais que ele odiasse essa realidade, era uma tarefa que ele mesmo deveria fazer. 

 

O microondas apitou pelo pequeno apartamento despertando Jinyoung de seus devaneios. Segurou o copo em seus dedos e bebeu o líquido quente e enquanto fazia um pedido silencioso para que aquilo lhe trouxesse mais do que o sono, mas também a coragem necessária para prosseguir com o plano que seus amigos sugeriram. Hoje seria o dia e Jinyoung não iria dar para trás. 


 

  

O sol castigava os pedestres das ruas de Seoul, brilhando alto e refletindo sua luz nos arranha-céus espelhados da zona empresarial da cidade. Jinyoung segurava sua pasta debaixo do braço e com um exemplar do seu jornal tentava cobrir um pouco da sua cabeça a fim de evitar tanta luz em seus olhos naquela tarde quente. 

 

Diferente da última vez que esteve ali, a entrada do prédio principal da empresa IM estava vazia de outros jornalistas e câmeras, todas as pessoas a sua volta pareciam estar mais preocupadas com seus trabalhos do que em fazer alguma fofoca sobre o recente caso de corrupção que fora tão comentado naquela semana. 

 

Jinyoung subiu os poucos degraus que davam para a porta de vidro da entrada, sentindo seu estômago afundar em sua barriga como uma pedra cai num poço profundo. Agradeceu por não ter almoçado ainda, pois caso contrário correria o risco de pôr tudo para fora de tão nervoso que se encontrava. 

 

A brisa fresca do ar condicionado foi um presente divino a pele de Jinyoung quando ele passou pela porta de vidro automática e finalmente pisou dentro do prédio. Sua primeira reação foi respirar fundo o ar gelado, tentando assim acalmar os ânimos que ferviam em suas veias. Como esperado pelo jornalista, o saguão de entrada do prédio era luxuoso, não tanto quando a recepção do hotel do qual participara da cerimônia de inauguração, porém tinha sua exuberância, desde o chão de mármore até o balcão de recepção feito também da pedra. O pé direito daquela área deveria ter no mínimo uns quatro metros e o jornalista observou uma pequena queda d’água que ficava na parede atrás da recepção, tornando a placa de aço com as iniciais do grupo cravados em uma pequena obra prima. Além de outros móveis caros espalhados pelo saguão, ainda havia uma fileira de catracas em vidro e cobre separando a área da recepção do restante do prédio onde estavam localizados os elevadores. Definitivamente só entrava ali quem fosse autorizado. 


 

Jinyoung se aproximou do balcão e uma jovem mulher, muito bem vestida e com um coque perfeitamente penteado em seus cabelos, lhe sorriu questionando no que podia ajudar. 

 

— Eu estou aqui para ver Im Jaebeom. — O jornalista falou tentando parecer o mais confiante possível.

 

A recepcionista o encarou com uma sobrancelha levantada, em seguida o analisou dos cabelos até a camisa que vestia, não muito convencida de que Jinyoung falava a verdade. A questão não é que Jinyoung estivesse mal vestido, mas perto das demais pessoas que passavam por aquele saguão, ele definitivamente era o que menos se encaixava com o padrão, suas roupas eram visivelmente mais baratas e simplórias. 

 

— O senhor é? — perguntou a mulher mantendo uma voz gentil. 

 

— P-Park Jinyoung. — respondeu o jornalista se enrolando um pouco na própria língua. 

 

Usando o computador a mulher fez uma breve busca e depois encarou novamente Jinyoung, agora com a cabeça de lado como se incerta de como se comunicar com o outro.

 

— Não há registros para nenhuma reunião com Park Jinyoung na agenda do sr. Im hoje. Você não tem horário marcado? 

 

Era óbvio que uma pessoa importante como Jaebeom não teria um horário livre em sua agenda assim, mas Jinyoung respirou fundo e continuou a conversa.

 

— Não, na verdade ele nem sabe que estou aqui para vê-lo. 

 

A mulher arregalou os olhos, surpresa com a coragem do outro em ir sem horário marcado.

 

— Nesse caso creio que não será possível deixar você entrar senhor. 

 

— Você não poderia entrar em contato com ele e perguntar, por gentileza? Eu posso esperar um pouco para falar com ele. Preciso de poucos minutos, tenho certeza que ele consegue me encaixar em sua agenda. — Jinyoung pediu usando um pouco do seu charme. 

 

— Senhor Park, eu apenas recebo a agenda com os nomes dos visitantes do dia. Agendamento de reuniões com o Sr. Im devem ser feitas diretamente com o secretário dele. 

 

— Você não pode nem tentar, por favor? — Jinyoung ativou seus olhinhos de cachorrinho abandonado que funcionavam tão bem com Wonpil — Eu já estou aqui, o sol lá fora está de matar. Eu só preciso de cinco minutinhos. 

 

A mulher se afastou um pouco na cadeira, observando Jinyoung se debruçar sobre o balcão e lhe encarar com os olhos brilhando. Com um suspiro de redenção, ela pega o telefone ao lado do computador e faz uma chamada. 

 

Jinyoung sorri enquanto aguarda a mesma terminar no telefone, do outro lado do balcão ele batia seus pés ansiosamente no chão, torcendo para dar certo. 

 

Com uma expressão nada positiva em seu rosto, a recepcionista desliga o telefone e volta a encarar Jinyoung.

 

— Sinto muito senhor, mas como esperado não será possível sua reunião como Sr. Im. Ele está muito ocupado. 

 

— Nem por cinco minutinhos? Eu posso esperar, já disse.

 

— Está além dos meus poderes senhor, agora se me der licença eu preciso atender outras pessoas — ela falou gesticulando para dois homens de terno que aguardavam atrás de Jinyoung. 

 

O jornalista suspirou fundo e saiu da frente do balcão, caminhando lentamente para o lado e olhando o local à sua volta. Era tão difícil chegar ali, ele precisava de conversar com Jaebeom, não era algo superficial. Observou os dois homens que estavam atrás de si passarem pelas catracas e irem para os elevadores. Não parecia ser muito difícil pular uma daquelas catracas, contudo ele conseguia enxergar os dois seguranças com cara fechada nas extremidades. Com certeza aquela não seria a melhor ideia, sem contar que ele nem sabia o andar de Jaebeom, poderia se dar muito mal. 

 

Vencido pela resposta da recepcionista, Jinyoung voltou para a porta de saída, apenas aproveitando os últimos minutos do frescor do ar condicionado antes de voltar ao sol escaldante do lado de fora.  

 

— Park Jinyoung!

 

Uma voz masculina da qual Jinyoung não reconheceu chamou seu nome. O jornalista se virou surpreso e observou um homem magricela com óculos de arame grandes e redondos vir ao seu encontro passando pela catraca com seu cartão. 

 

— Ora, ora! É você mesmo. — O homem sorria observando Jinyoung dos pés a cabeça. 

 

— Desculpa, mas quem é você? — Jinyoung perguntou curioso.

 

— Pode me chamar de Jae. Eu sou o secretário de Im Jaebeom. Quando Nina disse que você estava aqui embaixo não resisti e vim conferir com meus próprios olhos. 

 

— Há um motivo para isso? — Jinyoung não estava entendendo onde o outro queria chegar. 

 

— Vamos dizer que você é bem famoso por aqui, principalmente depois de ter levado um banho no jantar do hotel. Eu estava lá naquele dia, mas perdi a cena. 

 

Jinyoung fechou os olhos e sentiu a temperatura das bochechas aquecerem mesmo com todo o ar frio a sua volta. Ele nem deveria estar surpreso pela fala do homem na sua frente, era certo que havia sido o assunto por alguns dias ali naquele prédio.

 

— O que veio fazer aqui? — Jae perguntou agora num tom mais sério — Não me diga que veio tentar se vingar, né? Nem processar Jaebeom, eu espero. 

 

 Embora vontade não lhe faltasse, Jinyoung sabia muito bem que vingança ou tentar um processo contra Im Jaebeom era algo totalmente em vão que não iria lhe acrescentar nada na vida a não ser algumas dívidas com advogados. 

 

— Eu vim para falar com Im Jaebeom. 

 

— Sobre? 

 

— É confidencial. 

 

Jae riu alto da resposta do jornalista, depois colocou o cartão que dava acesso ao lado interno do prédio no bolso de sua camisa e voltou a falar.

 

— Não existe isso aqui nesse prédio. Eu sei de todas as pautas de reunião do sr. Im, a não ser que ele mesmo peça explicitamente por privacidade.

 

— Eu tenho certeza que é um assunto de interesse dele, ele vai querer me ouvir.

 

— Você é muito presunçoso, sabia? — Jae falou um pouco ríspido. — Saiba que foi o próprio senhor Im quem mandou recusar a sua entrada, ele nem deixou eu terminar de falar seu nome e já me deu um não pelo nosso telefone interno. 

 

Jinyoung não esperava uma recepção amigável, mas o outro podia ter um pouco de consideração depois de ter lhe dado um banho de whiskey.

 

— Se você me adiantar o assunto eu posso conversar com ele, tentar convencer. Aproveite que ele parece estar de bom humor hoje. 

 

O jornalista ponderou suas alternativas: ele poderia adiantar o assunto, mas algo lhe impedia de dizer a verdade para o secretário na sua frente. Suas informações eram confidenciais e poderiam mudar o rumo das investigações das quais Jaebeom estava envolvido, e não era algo que pudesse cair em conversas de funcionários pelos corredores. 

 

— Não, seria apenas com Jaebeom minha conversa.

 

Jae deu de ombros, cruzando os braços.

 

— Nesse caso eu sinto muito.  Boa sorte para encarar esse sol lá fora. — respondeu virando as costas e voltando para a área restrita do prédio. 

 

Jinyoung apertou sua pasta debaixo do braço e saiu do prédio, ele iria encontrar uma outra maneira de falar com Jaebeom sem ter que expor suas informações. 


 

[...] 

 

— Que secretário mais intrometido ele tem — Wonpil falou abrindo uma latinha de cerveja enquanto Jinyoung misturava seu bibimbap. Eles estavam sentados em uma barraca de comida em uma praça perto do escritório do jornal e Jinyoung desabafava os acontecimentos do dia. 

 

— Você tinha que ver como ele me olhou, me senti um animal de zoológico quando chamou meu nome, tudo por conta daquele maldito whiskey. 

 

— Eu posso imaginar. Você odeia chamar atenção assim. O pior de tudo foi não ter conseguido nenhuma brecha para falar com o chefão.

 

— Nem me fala, foi tão cansativo chegar até lá debaixo do sol da tarde.

 

— Vai desistir? 

 

Jinyoung estava com as bochechas cheias de arroz, ele mastigava lentamente pensando em um novo plano de ação que pudesse dar certo Ele ainda não sabia como, mas não desistiria tão fácil.

 

— Até parece — falou com a boca ainda cheia — aquele Im Jaebeom está longe de ficar sem ver meu lindo rostinho. Por mais que eu odeie a ideia, agora vou até o final.

 

Wonpil engoliu a própria colherada da refeição e observou os olhos de Jinyoung brilharem a luz do poste ao lado deles. Internamente ele desejou boa sorte a Im Jaebeom. 



 

[...] 



 

O sol estava tão quente nessa nova manhã quanto no dia anterior, mas ainda assim Jinyoung adentrou o prédio da empresa IM com determinação. 

 

Nina, a recepcionista, se surpreendeu quando ele apareceu para falar com ela.

 

— Bom dia, estou aqui para falar com Im Jaebeom — Jinyoung falou sorrindo e se aproximando do balcão. 

 

— O senhor tem um horário marcado? — Ela perguntou por educação. 

 

— Não, mas sei que ele vai me receber hoje. Pode ligar para o Jae, o secretário.

 

A mulher respirou fundo e discou o número do escritório de Jaebeom, não foram precisos mais do que dois minutos para ela desligar e voltar com a resposta negativa para o jornalista.

 

— Ele recusou senhor. 

 

Jinyoung bufou e bateu os dedos ansiosos no balcão olhando em volta. Do outro lado da sala havia um sofá em couro preto para quem precisasse aguardar ser chamado e Jinyoung não pensou duas vezes antes de declarar:

 

— Eu vou me sentar ali, avise ao senhor Jaebeom que só saio daqui se ele aceitar conversar comigo. 

 

Nina nem conseguiu retrucar, pois Jinyoung já estava indo se sentar no confortável sofá. Ele cruzou as pernas e colocou sua pasta ao seu lado, confiante que em breve teria notícias. 

 

Três horas se passaram e nada. Pessoas entravam e saíam do prédio, mas nem sinal de Jaebeom ou de qualquer outra pessoa próxima a ele. Jinyoung era insistente, ele iria esperar mais. 

 

Cinco horas de espera. Jinyoung comia uma barrinha de cereal que por sorte tinha em sua pasta, sua bexiga estava cheia devido a quantidade de água que havia bebido do filtro ao seu lado, mas ele não sairia do seu posto. Não era possível que Jaebeom fosse lhe ignorar daquela forma. 

 

Jinyoung balançava ativamente suas pernas perto da sexta hora. Não aguentava mais tanto silêncio. Nina já tinha saído e voltado várias vezes do balcão de atendimento e nenhuma notícia do herdeiro. Num impulso, Jinyoung se levantou e foi novamente onde a mulher trabalhava. 

 

— Com licença, mas você poderia lembrar a Im Jaebeom que eu ainda estou aqui aguardando para falar com ele? 

 

— Senhor, eu não posso…

 

— Você é realmente persistente. — A voz de Jaebeom ecoou pelo saguão. 

 

Jinyoung se virou surpreso em direção a voz e encarou os olhos do outro lhe perfurarem. 

 

— Nós precisamos conversar — falou Jinyoung dando alguns passos e ficando mais próximo da catraca que os separava. 

 

Jaebeom passou a mão pelo relógio do pulso e voltou a encarar o jornalista. Seus dois seguranças estavam atrás de si aguardando qualquer sinal para tirar o outro dali.

 

— Não perca mais seu tempo vindo aqui. Eu sei que com um jornal tão ruim quanto o seu, deve sobrar muito tempo livre. Mas eu não tenho esse tempo e você está criando desconforto para quem trabalha por aqui. Vá embora!

 

Jinyoung piscou com a boca aberta por alguns segundos, o ataque gratuito de Jaebeom ao seu jornal despertou sua ira que até então estava adormecida.

 

— Quem você pensa que é para falar assim comigo? 

 

— Quem você pensa que é para causar dentro da minha empresa? — Jaebeom retrucou cerrando os punhos e tendo ambos seguranças se aproximando de si.

 

— Você acha mesmo que eu estaria aqui por todo esse tempo se não tivesse algo importante para conversar? 

 

Jaebeom respirou fundo e deu de costas para Jinyoung.

 

— Não tenho interesse no que você tem a me falar.  Por favor retire-se daqui por bem, ou os seguranças irão lhe tirar a força. — Jaebeom voltou para o elevador deixando um Jinyoung irritado para trás.

 

— IM JAEBEOM! — Jinyoung gritou uma última vez, antes que o segurança surgisse em sua frente bloqueando a visão do outro. 

 

Jinyoung estava com lágrimas nos olhos devido a fúria que sentia. Bufou novamente e saiu do prédio a passos largos, praguejando por ter gasto o seu tempo ali em vão. Não seria fácil conversar com Jaebeom e nessa altura ele já pensava se valeria a pena mesmo tudo aquilo.

 

Naquela noite, Jinyoung desabafou tudo o que aconteceu com Wonpil em seu apartamento. O amigo lhe aconselhou a dar um tempo, mas Jinyoung sabia que se ficasse mais um dia sem mostrar suas coisas para Jaebeom ele iria desistir de vez. Por isso ele decidiu que seria a última vez, engolindo todo seu orgulho ele iria novamente até a empresa para falar com Jaebeom e dessa vez seria ouvido, nem que ele tivesse que gritar aos sete ventos a razão de estar ali. 


 

[...]

 

Diferente dos dias anteriores, o sol não estava brilhando forte naquela manhã. Depois de tanto calor era comum se esperar que nuvens de chuva se formassem por toda a cidade e assim o tempo estava nublado, mas ainda quente e ainda mais úmido.

 

Jinyoung caminhou até o prédio e entrou sem cerimônias. Contudo, assim que foi visto por Nina, um dos seguranças da entrada já barraram a frente do jornalista, o impedindo de conversar com a mulher. 

 

— Senhor Jinyoung — a voz da recepcionista se fez ouvida, ela saiu de trás do balcão e foi até onde ele estava — o Senhor Im proibiu sua entrada aqui. 

 

— Como? — Jinyoung questionou abobalhado.

 

— Sinto muito senhor, mas por favor se retire, caso contrário os seguranças tem ordem para o fazê-lo.

 

— Tsc, ele está com tanto medo assim de falar comigo? 

 

A mulher não respondeu, em seus olhos era visível que ela estava constrangida por ele, mas não tinha o que fazer. Jinyoung sabendo que seria em vão insistir se virou saindo do prédio. Ele precisaria pensar em uma outra alternativa para finalizar essa conversa ainda hoje. 

 

Sentado numa banqueta ao lado do carrinho de cachorro-quente que ficava no pátio em frente ao prédio dos IM, Jinyoung aguardou. Era uma péssima ideia, ele sabia, mas era sua alternativa para o momento. Para sua sorte o sol não estava matador e se tudo desse certo ele conseguiria falar com Jaebeom até o horário do almoço. 

 

Jinyoung comeu um cachorro-quente e bebeu um refrigerante. Descobriu que o vendedor tinha uma filha chamada Yuna e que trabalhava naquele ponto há mais de oito anos, muitas informações que infelizmente ele iria depositar em uma das caixas de irrelevante no fundo de sua memória. As horas iam passando e nenhum sinal de Jaebeom ou até mesmo Jae. Jinyoung estava disposto a contar a verdade para o secretário se isso o fizesse ficar em um lugar privado com o seu chefe. 

 

— Você está tentando uma vaga de emprego na empresa? — perguntou o vendedor terminando de limpar o carrinho para ir embora.

 

— Não… Eu só quero conversar com o CEO, tenho uma informação importante para ele. — Jinyoung falou suspirando. A noite parecia se aproximar mais rápido naquele dia devido as nuvens escuras. 

 

O homem fechou o guarda-sol do carrinho e Jinyoung se levantou para ele poder guardar o banquinho extra na lateral. 

 

— Vai cair uma chuva forte, se eu fosse você ia embora antes.

 

— Eu sei. — Jinyoung olhou para o céu, era visível que em pouco tempo começaria a chover.

 

— A saída dos carros é pela rua lateral — o velho vendedor falou — Como vai chover é capaz do senhor CEO sair direto pela garagem, talvez você tenha alguma sorte.

 

Jinyoung encarou o homem como se ele fosse uma espécie de entidade divina. 

 

— Mu-muito obrigado! — Jinyoung agradeceu sentindo uma pontinha de esperança se acender. 

 

Ele correu até a rua lateral onde ficava localizada a entrada e saída da garagem do prédio. A rua era menos movimentada e Jinyoung encostou numa árvore esperando algum carro sair dali. 

 

Minutos se passaram até o primeiro carro sair, mas não era o de Jaebeom. Graças ao dia que Jinyoung veio fazer a cobertura do começo do escândalo de corrupção, ele sabia qual era o carro do herdeiro, inclusive o número da placa. A memória fotográfica de um jornalista é algo incrível e Jinyoung se surpreendia por lembrar de coisas assim.

 

Grandes gotas de chuva começaram a cair na rua. Jinyoung reclamou e se encolheu para mais perto da árvore, torcendo para não cair um raio em sua cabeça. As luzes da rua já estavam acesas e o jornalista sentia os ombros serem bombardeados com os pingos que passavam pela folhagem.

 

— Apareça, Im Jaebeom. 

 

O barulho do portão se abrindo novamente despertou a atenção do jornalista que rapidamente se posicionou para frente, tomando mais chuva do que na sua posição anterior. O carro que saiu da garagem era preto igual ao de Jaebeom e ele correu até a calçada mais próxima da entrada para tentar se comunicar. Mas assim que se aproximou viu que as placas não batiam e que os detalhes do capô também eram diferentes, provavelmente aquele carro era de um ano anterior e tinha leves mudanças ao original. 

 

Jinyoung passou as mãos nos cabelos molhados em frustração, ele estava perdendo sua vida atrás do outro e não aguentava mais aquilo tudo. Seus pés doíam por estar a três dias de lá para cá naquela região e agora ainda tinha a chuva para lhe ensopar e com sorte ele não pegaria uma gripe.

 

A luz dos faróis do carro subindo a pequena rampa para sair da garagem ofuscou a vista de Jinyoung, mas assim que ele foi um pouco para o lado conseguiu reconhecer aqueles dígitos da placa do carro do herdeiro. 

 

Num impulso Jinyoung deu dois passos em direção ao carro parando em sua frente. O motorista precisou frear com força, levantando uma fumaça avermelhada por conta dos faróis traseiros ao redor deles.

 

— IM JAEBEOM! — Jinyoung gritou olhando para dentro do carro. Seus óculos estavam embaçados pela chuva e as janelas do carro eram escuras, entretanto ele sabia que Jaebeom estava ali e ele iria o ouvir, agora ou nunca mais.

 

Um dos seguranças de Jaebeom desceu do carro, era um que sempre o acompanhava para todos os lados e Jinyoung segurou firme sua pasta entre os braços num sinal de defesa. 

 

— Eu preciso falar com ele — Jinyoung falou assim que o outro se aproximou de si.

 

— Você é muito insistente. Não quero te machucar, por favor saia da frente do carro. — O segurança falou tentando demonstrar calma, mas com os punhos cerrados na lateral do seu corpo.

 

— Você não entende, eu tenho informações importantes para discutir com ele. 

 

— Ele já disse que não se importa.

 

— Ele diz isso porque não sabe do que se trata. Por favor, deixe-me falar com ele. 

 

O segurança suspirou fundo e deu um passo na direção de Jinyoung o pegando pelo braço com força. 

 

— Chega dessa brincadeira, está causando dores de cabeça a todos.

 

— Me solta, você está me machucando! — Jinyoung reclamou sentindo os dedos do segurança lhe apertarem o braço com rispidez.

 

O homem não era mais alto que Jinyoung, mas sua força era incontestável. Ele começou a puxar Jinyoung para a lateral do carro e Jinyoung tentava por o peso do corpo contra ele, não adiantando muito.

 

— Eu tenho informações sigilosas de Park Jisung! — Jinyoung gritou enquanto disputava força contra o segurança, não se importando mais se aquilo poderia lhe causar algum problema maior ou quem estaria ouvindo ao redor. 

 

Um silêncio se fez em volta deles, o segurança parou de empurrar Jinyoung por um instante, mas ainda segurava seu braço firmemente. 

 

A porta do carro voltou a se abrir, um outro segurança desceu e abriu um guarda-chuva preto sobre sua cabeça, ajudando uma terceira pessoa a descer do carro. Jaebeom caminhou até Jinyoung com as mãos nos bolsos da calça. Seus olhos encaravam firmemente os do jornalista buscando alguma mentira no que ele havia falado.

 

— O que foi que você falou? — Jaebeom perguntou com a voz ríspida.

 

Jinyoung ainda tinha o braço apertado na mão do segurança.

 

— Fale para ele me soltar — pediu sem quebrar o contato visual com Jaebeom.

 

O herdeiro fez um gesto com a cabeça, sinalizando para o segurança fazer o que foi pedido. Jinyoung levou a própria mão até o local apertado no braço e respirou fundo antes de falar.

 

— Eu tenho informações sobre Park Jisung que podem lhe interessar. 

 

— Quais informações? 

 

— São sigilosas.

 

— Eles são as pessoas que mais confio, pode dizer na frente deles.

 

— Não! Eu quero uma reunião em particular. Não vou conversar disso aqui enquanto meus ossos estão encharcados. 

 

— Você acha que está em posição de argumentar? — Jaebeom falou se aproximando mais de Jinyoung e fazendo seu segurança fazer o mesmo, cobrindo assim o jornalista da chuva também. 

 

— Depois que você souber o que tenho em minhas mãos vai saber que estou em posição de argumentar muitas coisas. — Jinyoung falou estufando o peito e fitando o outro da mesma forma intensa.

 

— Está bem. Você ganhou. Mas aviso que se for um blefe você está perdido em minhas mãos.

 

— Eu não sou de blefar. 

 

— Venha amanhã às nove. Jae vai estar avisado sobre sua visita. Não se atrase, caso contrário não terá uma outra chance. 

 

— Às nove estarei na frente da sua sala, senhor Im. — Jinyoung falou dando um sorriso triunfante. 

 

Eles ficaram mais alguns segundos se encarando até Jaebeom dar de costas e voltar para o carro. Jinyoung saiu da frente do mesmo e observou o automóvel ir embora debaixo da chuva que caia. Ele apertou novamente a pasta em seus braços e rumou em direção ao metrô para ir embora. Finalmente vitorioso. 



 

Na manhã seguinte Jinyoung adentrou a recepção do prédio das empresa com um sorriso no rosto e foi direto se encontrar com a recepcionista.

 

— Vejo que finalmente conseguiu seu horário, senhor Park — a mulher falou antes mesmo que ele pudesse se anunciar.

 

— Você não consegue nada nessa vida sem persistência, minha cara. — Ele sorriu para a moça e pegou seu cartão para liberação da catraca das mãos das mesmas. 

 

— Vou levar isso como um aprendizado. A sala do senhor Im fica no último andar. 

 

— Obrigado! — Jinyoung agradeceu e passou pela catraca, acenando para os seguranças que no dia anterior o impediram de estar ali. 

 

“Obviamente a sala do CEO fica no último andar” Jinyoung pensou apertando o número do elevador e aguardando o mesmo subir vagarosamente até o destino. Agora que ele finalmente estava ali, os sentimentos de ansiedade e nervosismo voltaram a lhe corroer por dentro. Ele nem podia garantir que as informações do tal Park Jisung fossem de fato comprometedoras, mas pela reação de Jaebeom ontem, com certeza algo não estava certo. 

 

As portas do elevador se abriram para um amplo hall de entrada com uma mesa de madeira no meio e forrada com um carpete bonito em tons de vinho e verde musgo.  Do outro lado da mesa estava Jae, que parou o que fazia quando ouviu os passos de Jinyoung, o encarando.

 

— Bom dia! — Falou Jinyoung animado — Eu vim para minha reunião com o senhor Im. 

 

— Eu sei. — Jae respondeu mais seco do que o jornalista esperava — Ele está lhe esperando. 

 

O secretário se levantou e foi até a porta de madeira que antecede a sala de Jaebeom.

 

— Ele não está no melhor humor hoje, então recomendo cautela com o seu jeito de falar. 

 

Jinyoung não teve tempo de responder, porque Jae já abria a porta e anunciava a chegada de Jinyoung para o chefe. Ele viu Jaebeom se ajustar na cadeira que estava sentado e sinalizar para ele se sentar em sua frente. 

 

O barulho da porta se fechando atrás de Jinyoung foi um sinal de que finalmente ele estava ali, cara a cara com a pessoa que vinha lhe causando pesadelos seguidos nos últimos tempos. Os dois seguranças da noite anterior também estavam na sala, mas sentados em um sofá ao centro da ampla sala. Jaebeom já havia dito que confiava nos dois, então Jinyoung nem contestou quando se sentou na cadeira de couro na frente da mesa de Jaebeom e eles se encararam novamente.

 

— Eu tenho outros compromisso, senhor Park, seja breve no que deseja tanto me contar. 

 

“Nem mesmo um bom dia, que falta de educação” Jinyoung pensou abrindo sua pastinha. 

 

— Eu gostaria de beber um cházinho — Jinyoung falou parando seus movimentos e encarando Jaebeom — Ontem depois de toda aquela chuva, acho que acabei gripando um pouco, sabe como é.

 

— Senhor Park… — Jaebeom falou tentando manter a calma — Vamos ser breves.

 

— Eu vou ser, mas você não vai recusar um cházinho para mim, depois de tudo que me fez passar, uma falta de educação. — Jinyoung estava se vingando pelos dias que ficou esperando Jaebeom que nem um idiota e lhe dava uma certa satisfação ver o outro na sua frente desconfortável. 

 

Jaebeom ligou para Jae e pediu as xícaras de chá, se voltando logo em seguida para Jinyoung e aguardando o mesmo começar a falar.

 

— O que eu tenho para lhe mostrar, começa com uma ligação que eu gravei enquanto estava tentando limpar minhas roupas no dia do jantar de lançamento do seu hotel. 

 

Jinyoung começou a falar e passou o pendrive por cima da mesa para Jaebeom, gesticulando que ele deveria colocar o mesmo no seu computador para que prosseguisse com a conversa. O herdeiro hesitante fez o que foi pedido, ele sabia que plugar um pendrive na sua máquina poderia ser um erro, mas ficou curioso em como o outro iniciou a conversa. 

 

Enquanto Jaebeom passava um software de segurança no pendrive, Jae entrou com as xícaras de chá e Jinyoung sorrindo começou a beber. 

 

— É importante você prestar atenção na voz do áudio Jaebeom-ssi. — Jinyoung falou comendo um biscoitinho que veio junto com o chá — você é o único que eu acredito conseguir reconhecer essa voz. 

 

Jaebeom encarou o jornalista com a sobrancelha em pé, não entendendo o que significava aquilo tudo. Contudo não precisou de muito tempo depois que deu play no arquivo indicado por Jinyoung para ter as expressões faciais modificadas para espanto, ficando até um pouco mais pálido.

 

Jinyoung já havia decorado as falas da gravação de tanto ouvir, mas como tudo era novo para Jaebeom ele se divertiu vendo o outro cerrar os punhos no braço da cadeira enquanto os olhos faiscavam em raiva, semi cerrados em direção a tela.

 

— Jackson! — Jaebeom falou chamando a atenção do segurança que estava prestando atenção no áudio — Chame o Mook, agora. 

 

O segurança que havia segurando o braço de Jinyoung na noite anterior saiu da sala apressado e enquanto isso Jaebeom se ajeitou na cadeira, respirando fundo enquanto processava a informação ouvida, tentando não perder as estribeiras. 

 

— O que mais você tem? — Perguntou direto.

 

Jinyoung sentiu a pressão no ar da sala mudar, soube que não era mais hora para suas piadinhas birrentas e por isso logo apontou para outra pasta nos arquivos do computador, pedindo para o herdeiro abrir um dos documentos. 

 

O jornalista explicou sem dar muitos detalhes de como Mark e Youngjae chegaram naqueles dados, dando ênfase principalmente para as informações do tal Park Jisung e nas quantias de dinheiro ali envolvidas. Durante a explicação Jackson voltou com o advogado de Jaebeom, o mesmo homem que Jinyoung conheceu durante a festa do hotel, que rapidamente ficou sabendo de toda a história por Jaebeom, que reproduziu mais uma vez o áudio gravado.

 

— Eu não acredito que Jisung-nim está envolvido nisso — O advogado falou sentado ao lado de Jinyoung, passando os dedos em um de seus anéis — Ele sempre foi tão presente na sua vida, estava ao seu lado para lhe ajudar em tudo em relação a empresa. Desde que você é pequeno ele está ao seu lado, é como se fosse u…

 

— Não precisa me lembrar dos detalhes.

 

Jaebeom cortou o advogado de forma bruta e pegou seu telefone, chamando Jae.

 

— Cancele todos meus compromissos do dia, sem justificativas. — Falou desligando o telefone logo em seguida e depositando seu olhar novamente em Jinyoung.

 

— Você não tem ideia do que essas coisas significam, não é mesmo? 

 

Jinyoung mordeu seu lábio inferior antes de falar, pensativo em como deveria dar sua resposta.

 

— Eu tenho certeza que isso está relacionado aos casos de corrupção que sua empresa tem vivido recentemente. 

 

— Com toda certeza sim… Mas tem muito mais do que você possa imaginar. — Jaebeom se levantou e foi até uma mesinha na lateral da sala onde tinha umas garrafas caras de bebida e Jinyoung já temeu levar outro banho. 

 

— Essa ligação e as informações que me trouxe são apenas a ponta do iceberg — Jaebeom virou a bebida de uma vez, tombando o pescoço para trás e depois voltando ao seu lugar em passos lentos — mas são provas boas para ajudar a minha defesa no caso, além, é claro, de ajudar a revelar todas as pessoas por trás do plano que já estávamos suspeitando. 

 

— Eu sabia que essas informações seriam importantes para você, por isso fiz de tudo para vir lhe contar. 

 

Jaebeom se encostou no vidro e cruzou os braços, voltando a encarar Jinyoung.

 

— Agradeço pela preocupação… Mas eu sei que não foi por benevolência que se dedicou tanto a me contar. Diga qual é o seu preço. 

 

Jinyoung sorriu de lado e se ajeitou na cadeira, cruzando suas pernas e encarando o herdeiro de volta. 

 

— Preço? A não, não estou fazendo isso por dinheiro…

 

Jaebeom e seu advogado se olharam suspeitando do jornalista.

 

— Está fazendo pelo que então? 

 

— Eu quero exclusividade no lançamento pra mídia. Quero ser o primeiro jornal a noticiar que existem outros nomes envolvidos no caso. — Jinyoung falou sorridente. 

 

Jaebeom riu. Depois caminhou até o lado de Jinyoung, se encostando na mesa, se curvando para ficar mais próximo do jornalista e falando num tom mais baixo.

 

— Acha mesmo que vão dar moral para as matérias que saem no seu jornal?

 

— Da última vez que eu publiquei algo tive uma repercussão muito boa, caso você não se lembre. — Jinyoung se virou na cadeira para ficar de frente para o outro, se referindo a matéria das atividades suspeitas do herdeiro. 

 

A expressão de Jaebeom se fechou e ele pareceu contemplar a ideia por alguns segundos antes de rebater a fala.

 

— Certo! Você ganha exclusividade, porém antes de publicar qualquer coisa, Mook deve ser avisado com uma cópia. 

 

— Vai querer revisar meus conteúdos agora? — Jinyoung se levantou para confrontar Jaebeom.

 

— Estou fazendo isso para sua própria segurança. Você não tem ideia do que as pessoas envolvidas são capazes. 

 

Jinyoung ficou quieto, analisando se fazia sentido essa revisão toda, correndo o risco de ter informações censuradas. 

 

— Temos um acordo? — Jaebeom estendeu a mão para fechar o acordo com o jornalista — Você ganha exclusividade e eu tenho certeza que não vai falar além da conta. 

 

Não tinha motivos para Jinyoung recusar a proposta, antes ter seu conteúdo revisado do que ele perder esse furo e nunca ter o Seoul Diário valorizado na sociedade como ele sonhava.

 

Jinyoung estendeu a mão e apertou a de Jaebeom, sentindo os dedos gelados do outro contra os seus quentes, dando um leve arrepio ao toque. O herdeiro apertou firme suas mãos, selando um pacto entre os dois. Jinyoung finalmente teria seu destaque como jornalista e tinha certeza que novos dias estavam a caminho. 


Notas Finais


Espero que tenha gostado, a partir de agora eles vão aparecer mais vezes juntos!

Comentários são muito bem-vindos para eu saber se estão gostando da história. Não se esqueça de favoritar e adicionar na lista de leitura para receber as notificações de atualização <3

XoXo


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