História Taboo - Capítulo 32


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Categorias Carrossel
Personagens Alícia Gusman, Diana Ayala, Jaime Palillo, Jorge Cavalieri, Kokimoto Mishima, Marcelina Guerra, Margarida Garcia, Mário Ayala, Paulo Guerra
Tags Amizades, Amor, Briga, Crimes, Defeitos, Desejo, Fachada, Gangue, Guerra, Incesto, Pecados, Tortura, Turma Do Terror
Visualizações 100
Palavras 2.587
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Hentai, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 32 - Esses prazeres violentos tem fins violentos


TIME 1

ARREDORES DA CIDADE

Paulo- Ele é esperto. -diz com riso na voz- Quer dizer se desconsiderar que ele errou tudo sobre a autoria dos nossos crimes.

Samuca- Você tem uma visão bem esquisita sobre o que significa ser esperto. Ele veio pra um lugar desabitado, sem tecnologia, eletricidade... em resumo ele veio pra cá para morrer sozinho. Como isso é esperto?

Paulo- E você é que deveria ser o gênio do grupo. -Ele revira os olhos- Isso aqui é uma ratoeira.

Samuca- Como assim? 

Marian- Ele se refere a uma situação onde algo desejado parece muito fácil com o objetivo de conduzir aquele que acha ser o caçador pra uma situação onde ele se encontre em desvantagem. Em resumo: uma armadilha.

Samuca- Impossível, não tem eletricidade aqui, nem sinal de Internet, nada tecnológico conseguiria se manter aqui.

Janjão- Nem todas as maneiras de defesa dependem dessas coisas, Samuca. 

Bel- É tudo questão de perspectiva. -Ela faz um quadro com os dedos e observa como se fosse tirar uma foto- foi feito pra parecer que ele se isolou e não tem a quem pedir ajuda, mas na verdade ele fez isso planejando que quem o atacasse não pudesse ter a quem recorrer pra que não houvessem testemunhas.

Janu- Então ele não está  planejando fazer prisões.

Alicia- Assim que é divertido.

Marian- A questão é como passar por isso sem se ferir.

Jaime- Cadê o colete, pai?

Diana- Comigo.

 

Ela estende um equipamento pra ele. O "colete" é uma peça de metal com injetores e duas alças ajustáveis. Quando Jaime o coloca as alças se ajustam de modo que os injetores fiquem alinhados sobre a coluna dele.

Paulo se aproxima e pluga, em cinco dos espaços sobre os injetores, cinco ampolas pequenas. Cada uma contendo um líquido amarelo-mostarda. Ele tira um controle do bolso muito parecido com uma chave elétrica de carro: em formato parecido com uma gota, preto e com apenas 3 botões.

 

Paulo- Acho que 5 doses serão suficientes, ok, meu filho?

Jaime- O que o senhor achar necessário, papa.

Paulo- nessas ampolas está uma droga desenvolvida pelo meu falecido amigo, Mário. Um tipo de esteróide desenvolvida com base em DNA animal. -ele ergue a mão com o controle- 3 botões: um pra ajustar as correias, um para a inserção primária e o último injeta o líquido direto na medula do meu filho.

 

Como que para demonstrar ele aperta ambos os botões em sequência. Jaime cai de joelhos, range os dentes, arrregala os olhos, mas não emite um único som de protesto. Paulo sorri orgulhoso e aberta os dois botões novamente para libertá-lo. 

Jaime se levanta e se livrar do colete com um gesto dos braços, os músculos estão inchados e distendidos, as veias estão ressaltadas e ele parece muito mais animalesco. Ele se vira para Alicia e Paulo a espera de ordens.

 

Alicia- Abra caminho para nós, bebê.

Paulo- Use a árvore pra te ajudar.

 

Diz ele indicando a única árvore próxima, com cerca de 4,5 metros de altura e 1 metro de diâmetro. Jaime sorri e com um único salto cobre a distância de 3 metros entre ele e a árvore, deixando os cinco membros da equipe da Marian chocados.

Jaime põe as mãos nas laterais da árvore e com um puxão ele arranca a árvore do solo com raiz e tudo. Ele ergue a árvore e com 2 saltos volta pra perto do time.

Ele a põe no chão com leveza como se fosse um lápis e não uma árvore que provavelmente pesava quase uma tonelada. Uma vez no chão ele coloca o pé na árvore e com um impulso faz ela sair rolando, como um rolo compressor. Revirando a terra e ativando várias armadilhas: Minas terrestres,  granadas de estilhaço, bombas incendiárias e até armadilha para ursos.

 

Paulo- Vamos? -ele pergunta sorrindo olhando para a árvore que havia parado cerca de 2 metros da casa.

Marian- Vocês sabem fazer um show, isso eu digo. -Ela e os comparsas puxam armas com silenciadores e começam a andar.

Diana- Armas. -Ela diz com desdém- Coisa de covardes.

Marian- Antes uma covarde viva, do que corajosa e morta. -ela revira os olhos para a menor- Não se preocupe, dessa vez usaremos balas de borracha. Como dissemos antes esperamos muito tempo por isso. Não vamos correr o risco de acabar com a nossa diversão rápido.

 

TIME 2

BOATE FLOR NEGRA

 

Paçoca- Então seu apelido era "mili"? -ele ri- É sério?

Mili- Aham. Milena virou mili. Apelidos, quem entende como eles funcionam? -Ela toma um gole do seu drink e sorri- E você algum apelido de infância escroto? 

Paçoca- Acredita que não? Não dá pra inventar muita coisa com Otávio.

Mili- Otis, vou te chamar de Otis.

Paçoca- Então você vai ser "Lena"

Mili- Otis e Lena, soa bem.

Paçoca- Será que encaixa bem também?

Mili- Direto. -Ela vira o resto do drink de uma vez- que tal irmos para a minha casa?

Paçoca- Hum, eu estava pensando em algo...

Mili- Mais... precoce? -ela provoca com sorriso nos lábios

Paçoca- Nem nos seus pesadelos. Só que eu não posso sair daqui. Estou supervisionando duas amigas minhas, mas se você não tiver medo de arriscar podemos ser ousados e... "testar nosso encaixe" aqui mesmo na boate.

Mili- Medo? Nem sei o que significa.

Paçoca- Então vamos, Lena.

 

 

 Boate Rosa Negra, Corredor da Área de Trabalho

Algumas horas antes

 

 Jorge e Margarida estavam lá já algum tempo. Ambos estavam indignados, frustados por terem sido vetados da verdadeira diversão, que ficasse para a a cadela e para o  capacho da outra equipe a missão de enrolar a senhorita Almeida Campos.

O Cavalieri havia dado algumas notas para o responsável e eles conseguiram ficar naquela área sem serem incomodados. O olhar do guarda ao encarar as notas dizia que para ele os dois eram apenas mais dois adolescentes que queriam transar em um lugar mais reservado mas sem sair da boate. Dava para praticamente ver a condescendência no olhar dele, Jorge poderia ter posto tudo a perder e quebrado a garganta dele usando apenas um ou dois dedos, mas ele focou no prêmio principal e deixou passar. Afinal de contas ele e todos os outros supostos "adultos" do  mundo Jamais terão um terço da maturidade que qualquer um dos membros da família possui.

 

Margarida- O que foi Jorge? você tem estado impaciente a noite inteira.

Jorge- Eu nunca fui um cara muito supersticioso, sabe, Marga? mas tem alguma coisa estranha no ar.

Margarida- Como assim estranha no ar?

Jorge- Deixa eu colocar no seu idioma para você entender.

Margarida- Meu idioma?! -ela fala irritada- tá querendo perder alguns dentes, loirinho?

Jorge- Um dia, Margarida, eu realmente vou aceitar suas provocações -ele sorri- E aí nós finalmente vamos ver quem vai perder o quê.

Margarida- Eu estou pronta mauricinho -ela desencosta da parede e sorri provocativa- quando você quiser.

Jorge- Por mais tentadora que seja sua oferta não estou no clima hoje -ele encosta na parede oposta e a observa- o que eu quis dizer quando falei em colocar no seu idioma foi que realmente fica mais fácil de entender quando eu uso um exemplo que para você que vem do campo é muito mais fácil de entender do que alguém que mora na cidade.

Margarida- Ok, Cavalieri. Que tal você falar de uma vez o que está te incomodando?

Jorge- Como a gente mora no Brasil você provavelmente nunca teve que se preocupar com furacão tornados e etc, mas com certeza se não teve que se preocupar já deve ter ouvido seu pai, seu avô, seus tios, alguém da sua família preocupado com tempo e ouvido alguem falar que tinha que colocar os bichos para dentro porque o tempo ia virar, certo?

Margarida- Sim, porquê?

Jorge- E você já deve ter visto pelo menos um deles saber que o tempo ia virar sem ter nenhuma nuvem no céu, naqueles dias, quando o dia estava maravilhoso mas um deles virou e falou: "coloca os bichos para dentro porque tá vindo uma ventania, Tá vindo uma tempestade" já viu ou isso é só coisa de filme?

Margarida- Não, não é coisa de filme. Realmente meu avô consegue adivinhar quando vem uma tempestade muito tempo antes da tempestade de fato acontecer. Às vezes era um dia maravilhoso e antes da hora do almoço ele já tava falando: "assim que acabar o almoço vamos colocar os bichos para dentro que vai vir uma tempestade" ninguém acreditava, mas todo mundo obedecia e era tiro e queda. Lá pelo final da tarde caia um pé d'água e todo mundo ficava olhando para ele abismado, mas o que isso tem a ver com motivo de você tá tão inquieto?

Jorge- Por que é exatamente assim que eu me sinto tá tudo direitinho, tá tudo certo, mas alguma coisa está me dizendo que está vindo uma tempestade por aí e que ela vai acertar nossa família em cheio.

Margarida- Ah! Mas isso tem explicação. Você tá pensando, a mesma coisa que todo mundo: "Quando a gente terminar com o delegado Pedreira, com certeza os 6 mercenários vão querer nos atacar e eles são talentosos, mas relaxa, loirinho, nós além de estarmos em maior número, somos bem mais talentosos.

Jorge- Sabe, caipira, em momentos como esse eu  penso que podia casar com você, mas aí eu lembro que você é uma vadia e desisto da idéia.

Margarida- E quem disse que eu quero casar com você, Cavalieri?

Jorge- E você não quer?

Margarida- Eu não. Como você mesmo falou, principezinho, eu só sou uma vadia. E eu adoro ser uma vadia, porque eu ia perder toda a diversão me casando com você? Até porque, desculpa te dizer, bebê, mas você não é tudo isso.

Jorge- não sou, não? -ele se aproxima dela cola seus lábios no lóbulo dela e sussurra com uma voz exageradamente rouca- que tal eu mudar sua opinião?

 

 Ele desce os lábios pelo pescoço dela, aternando entre distribuir beijos e chupões, fazendo uma trilha da lateral do seu rosto até o começo do decote do vestido. Ele suspira com irritação por ter que se livrar da peça sem destruí-la. A única coisa que o segura é a lembrança de que eles estão em um lugar público e muito mais importante que isso, que apesar das aparências eles estão trabalhando, tem um papel a desempenhar e deixar a Margarida sair nua da boate desviaria um pouco do planejamento.

A peça cai e ele a encara nua com uma mistura de assombro, malícia e fome uma imensa fome. Seu corpo reage visivelmente à aquela visão. O mesmo cuidado que ele teve com a roupa dela ele não se preocupa em ter com as suas com apenas um puxão todos os botões da sua camisa voam e ela sorri provocativa ao ver aquilo

 

Margarida- Você parece muito animado para foder apenas uma vadia.

Jorge- E você parece muito ansiosa para uma vadia que vai ser fodida por apenas um mauricinho. 

 

 Ao vê-lo abrir o cinto sem se dar ao trabalho de se livrar completamente da calça ou da cueca Margarida nem se dá ao trabalho de responder ela se ajoelha e e abocanha todo o membro dele de uma vez sem se importar com a própria respiração que foi praticamente obstruída por completo. Simplesmente apreciando a textura, o comprimento, o sabor e principalmente o som que ela ouve sair da boca dele quando ela passa lentamente sua língua por toda a extensão do membro.

 Jorge se sente menos que humano, mais um animal do que qualquer outra coisa. E esse sentimento chega ao ápice quando ele solta uma mistura de gemido e rosnado.

Ele para de pensar. De pensar no trabalho que eles deviam estar fazendo, de pensar nas pessoas que pode ou poderiam vê-los.

Ele simpletsmente para de pensar e deixa o instinto controlá-lo. Ele envolve os cabelos negros dela com sua mão, a puxa para cima com brutalidade, cola seus lábios aos dela com ferocidade, choca seu corpo contra o dela e sente prazer ao ouvir o meio gemido meio resmungo de dor que ela solta ao sentir as costas se chocarem contra a parede dura.

 

Jorge- Vamos ver se agora você não muda de ideia sobre eu ser ou não isso tudo, "bebê".

 

 

Corredor da área de trabalho,

AGORA

 

 

 Paçoca guia Mili pelo meio da multidão com um sorriso no rosto. Ele se dirige até a porta onde se lê em letras garrafais: não entre somente pessoal autorizado.

Ele puxa algumas notas do bolso, um valor bem superior ao que o Jorge entregou ao mesmo segurança algumas horas atrás, e dando sorriso ele a arrastou pra dentro. Eles andam para ganhar uma distância da porta é quando eles avistam Margarida e Jorge embolados um no outro.

 

Paçoca- oooolha, Georgie e Marguerita! -a voz dele alta e audivelmente embriagada- Vocês também estão aqui!

Margarida- Meu nome é Margarida seu bossal!

Jorge- se você tá aqui quem tá olhando as garotas?

Paçoca- Eu!

Jorge- Como você tá de olho nas garotas se você tá aqui, seu bêbado?!

Paçoca- Eu tô de olho na sua garota e na minha -ele ri- Logo estou de olho nas garotas 

Mili- Alguém me explica o que está acontecendo?

Jorge- É bem simples...

Paçoca- Nós estamos te apagando. -Ele fala com a voz normal e crava uma seringa no pescoço dela- Relaxa, você não vai morrer não queridinha, só dormir um pouco.

Mili- Po..por....quê?

 

Ela tenta se segurar nele, mas Paçoca se livra das mãos dela e a deixa cair de joelhos no chão. Um sorriso brota em seus lábios enquanto ele puxa um revólver da parte traseira da calça e aponta pra testar dela.

 

Jorge- Que merda você está fazendo? 

Paçoca- Quando a mandaram que eu viesse, por ter menos chance de você me reconhecer eu achei que isso não era tão confiável assim, afinal não foram poucas as vezes que nós nos vimos, mas eu sou um soldado, sigo ordens. E exceto quando você me disse que eu te lembrava alguém você não demonstrou nenhum sinal de reconhecimento. Realmente parece que a Ex-órfã só tinha espaço pro "mosquito" e pra "gansa" na parte de meninos de rua.

Mili- Paçoca?

Paçoca- Bingo. -Ele puxa a trava da arma e diz- Bons sonhos, Órfã.

 

O rosto dela mal registra o medo antes dela revirar os olhos e desmaiar. Paçoca solta uma gargalhada baixa e se põe a trabalhar.

Ele pega a seringa no pescoço dela e guarda no bolso interno do casaco, de outro bolso tira duas outras seringas uma com quase nada dentro dela e a outra pela metade. Ele coloca a quase no fim no mesmo ponto que cravou a que tinha o sonífero e injeta o resquício na corrente sanguínea dela deixa a seringa vazia jogada ao lado dela e coloca a outra na mão frouxa dela.

Ele se vira para os outros já vestidos e sorri.

 

Paçoca- Já podemos ir.

Jorge- Eu achava que a cena planejada era "um pouco" diferente.

Margarida- Eu realmente achei que você ia explodir os miolos dela e estragar tudo.

Paçoca- Nah! Quando vi vocês percebi que não precisava seguir exatamente o plano, ela já estava onde devia estar então -ele dá de ombros- resolvi aproveitar um pouco também.

Jorge- E não é arriscado? Pro plano?

Paçoca- Como? -ele ri- Ela não vai falar nada do que aconteceu naquele corredor, lembra?

Margarida- Realmente, um plano de mestre.

Jorge- Como será que os outros estão se saindo?

Paçoca- Com certeza se divertindo mais que a gente.



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