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História Taboo- Pinecest - Capítulo 9


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Notas do Autor


Esse capítulo foi uma bagunça, eu tive que escrever ele todinho e passar o que seria realmente o capítulo 8 pra frente porque não ia ficar coerente com história e eu preciso fechar arcos importantes antes da reta final.
Ele foi revisado muito por outras pessoas porque eu li tanto ele que enjoei num nível que deu dor de cabeça.

Essa é a pior função de ser escritor(a), você tem que reler tanto e revisar tanto seu trabalho que ele perde a graça, não dá mais vontade de escrever.

Porém, hoje é meu aniversário e eu vou dar um presente pra vocês pra comemorar.

2° parte da história tá vindo com tudo e com novos projetos importantes referente a história.


Escutem Apocalypse do cigarettes after sex

Capítulo 9 - Capítulo 8



Era um dia de chuva, mas dentro do teatro escolar havia fileiras e mais fileiras de poltronas vermelha acolchoadas e um grande palco de madeira, nas primeiras três fileiras os alunos do último ano com becas pretas com detalhes em dourado.
No palco, ao fundo estava os professores, os diretores e no meio com um microfone a frente estava uma aluna fazendo seu discurso sobre finalizar uma etapa da vida e começar outra. Como se fosse um renascimento.
Três canhões de luz iluminavam o palco refletindo no auditório o banhando em uma luz quente fraca, de fundo alguns professores bocejavam ou esticavam os braços encostando numa grande cortina carmesim. No canto direito estava a diretora da escola, com um terninho feminino cinza chumbo as duas mãos cruzadas na frente do corpo e um sorriso orgulhoso nos lábios.

Na terceira fileira estava o grupo dos cinco alunos. Mabel estava na ponta, ao lado de seu irmão, ao lado dele Gideon, Grenda e Candy.

Os três conversavam cochichando sobre a aluno que estava recitando o discurso, Gideon e Grenda soltaram uma risada alta o suficiente para receber um olhar rígido da diretora, os dois automaticamente ajeitaram sua postura encostando a coluna na poltrona. Os rostos ficaram um pouco vermelho e os lábios começaram a tremer por segurar uma risada.
Candy, que estava com a mão entrelaçada com sua namorada apertou ela rapidamente para chamar a atenção para ficar quieta.
Mabel virou a cabeça em direção ao Gideon, que olhou pra ela com um sorriso no rosto, ela riu com carinho da situação dele.
Quando ela soltou um riso balançando a cabeça o garoto não aguentou e soltou uma gargalhada, tendo que colocar a mão na frente da boca para abafar o som. Grenda não aguentou e começou a rir junto.

Quando a voz irritante da aula enchia todo o teatro, Dipper foi aproximando seu dedo mindinho do dedo de sua irmã. Os dois se olharam, sorrindo sem mostrar os dentes. Mabel olhou para frente do auditório e pegou firme a mão do rapaz, entrelaçando os dedos enquanto puxava a mão dele para ficar pousada na sua coxa. Lentamente o polegar de Dipper esfregava na mão de Mabel como um tipo de carinho.

Não deu 1 minuto até alguém pedir para Gideon e Grenda saírem do auditório, os dois saíram dando gargalhadas e falando que tinha válido totalmente a pena.

Após as belas palavras da jovem no auditório, os alunos começaram a receber seus diplomas.
Gideon foi o segundo do grupo, ele começou a correr até o auditório, pegou seu diploma e jogou o capelo preto com uma fita dourada para o alto, pegando em seguida recebendo aplausos e assobios dos alunos.
Dipper ficou em pé, começando a gritar e aplaudir. Gideon fez uma referência para todos no auditório antes de sair, recebendo mais aplauso.
Os gêmeos não foram juntos pegar o diploma. Primeiro foi Mabel e depois Mason.

Após o último aluno, a diretora fez um pequeno discurso. Os alunos vibraram quando ela terminou.
Todos levantaram, jogaram os capelos para cima gritando, aplaudindo e pulando um em cima dos outros.

Quando todos saíram da escola, já vestidos, foram para o restaurante da Lazy Suzan mas antes fazendo uma parada em uma loja ilegal de bebida para comprar whisky e cerveja.
No carro dos gêmeos, Mason dirigia com Grenda ao lado, no passageiro.
Atrás estava Mabel no meio, Candy a direita e Gideon a esquerda.
Os três tentavam bolar um baseado enquanto o carro acelerava vinte quilômetros acima da velocidade permitida.
O moreno pegou o caminho mais longo, dando tempo do baseado ser acendido.
Inconscientemente a mão de Mabel foi para a coxa de Candy, os olhos castanhos do motorista olhou pelo retrovisor, o aperto no volante ficou mais forte. Se Grenda percebeu ela não comentou nada.

O carro começou a ficar com uma fumaça densa dentro, fazendo os vídeos terem que ser abaixados. Os dois sentados na frente começaram a sentir uma certa leveza no corpo.
Quando o carro estacionou no estacionamento na frente do restaurante em formato de árvore, as portas foram abertas, o garoto Gleeful foi saindo do carro com as duas mãos na porta do carro jogando seu peso para o chão até as pernas chegarem naquele chão de brita.
Mabel e Candy não conseguiam para de rir e empurrar o garoto para ele sair logo.
Mabel logo se apoiou em seu irmão, abraçando seu braço direito, que colocou as mãos nos bolsos puxando a morena para si.
Candy se apoiou em sua namorada e Gideon em Candelissa.

Antes deles entrarem no restaurante, o garoto com cabelos brancos chamou a atenção de todos enquanto tentava se firmar sem cambalear para trás. Tirou um cantil de aço inox do bolso da calça jeans, abriu e ergueu o braço em posição de brinde.

- Amigos! Hoje nossas vidas não irão apenas mudar, mas irão se transformar. Não somos apenas crianças sem rumo descobrindo o que fazer da vida, nós agora somos bêbados e chapados também! Eu sei que, acontecimentos passados fizeram tudo se complicar e nem sabemos se o que passamos foi um grande delírio coletivo. Mas eu quero que saibam que a partir de agora, tudo o que acontecer iremos ter um aos outros, é um aos outros sempre iremos ter!!- O garoto levantou o cantil, despejando um pouco no chão arenoso e bebendo um gole logo em seguida.

Todos deram um curto grito, pegando e bebendo um pouco do whisky barato.

Os cinco entraram no restaurante, pegando o lugar deles como de costume ao lado da grande janela.
Ambos pediram hambúrgueres, alegando que seria um dos últimos hambúrgueres que comeriam unidos assim.

A noite foi indo com uma das últimas reuniões naquele restaurante, eles conversavam, bebiam e riam.
Pessoas entravam e saíam do estabelecimento como se fosse um flash na memória dos jovens.
Quando menos se esperou já havia dado dez horas da noite quando eles foram praticamente expulsos do lugar cambaleando pelo whisky fazendo efeito, Dipper abriu a porta do restaurante tocando o sininho em cima dela, tropeçou no próprio pé quase caindo de cara no chão se não tivesse se apoiado com as mãos.

Mabel começou a rir disso andando até o irmão, na penumbra o álcool já começara a deixar seu corpo mole, colocou suas mãos cheias de calos no estômago dele e a outra no meio das costas o puxando para cima.

Quando ele passou seu braço direito por cima de seu ombro, ela finalmente conseguiu pedir ajuda para alguém ajudá-la a carregar ele.
Gideon e Candy pegaram o moreno pelos ombros e começaram a levá-lo até o carro, deixando Candy e Mabel para trás.

- Eu vou ter que dirigir...- Falou Mabel rindo, colocando a mão dentro da jaqueta marrom que era do seu irmão.

- Ele não sabe beber não é?- Falou a outra menina abraçando o braço de Mabel, que negava com a cabeça.

Todos entraram no carro e foram a caminho de uma floresta, seguindo um caminho de terra enquanto o carro tremia pelos buracos que a chuva havia feito na estrada. Os bêbados ficaram ainda mais bêbados com essa tremedeira.
Para no fim chegar a um pasto, no topo de um penhasco a beira de uma pedreira. a poucos metros aonde o carro tinha parado havia um grande carvalho. A madeira era escura, as cascas já estavam soltando, alguns galhos grossos faltando metros pra encostar no chão enquanto outros já estavam encostados com as folhas verdes brilhando sobre a luz neblinada da lua.
No topo daquele carvalho rodeando os galhos, uma casa na árvore feita de madeira de pinho clara. A entrada era por aquele grande galho encostado no chão, com placas grossas de madeira grampeadas simulando degrau de escadas.
Eles começaram a entrar, um por um, menos Mabel, que foi até uma caixa de madeira ao lado do tronco da árvore, abrindo ela e encontrando um pequeno gerador protegido do vento e da chuva.

Após ligar o gerador e ver a única lâmpada da casa acender e ouvir alguns gritos de felicidade ela subiu. O teto não era tão alto e estava frio. Ela teve que abaixar seu corpo pois não cabia em pé, então se sentou ao lado de seu irmão que por sua vez, estava ao lado da porta que dava para uma pequena varanda resistente com vista para o lado da pedreira.
A casa não tinha móveis, além de uma mesa de centro feita de papelão e madeira de construção e travesseiros que estavam com capas de plástico envolta.

Não demorou muito para Gideon descer acompanhado de alguém para buscar o cooler com cerveja e cobertores no porta mala do carro.
Quando o reforço chegou, os cinco ficaram na varanda. Dipper e Mabel do lado direito, encostando as costas na parede da casinha, do lado esquerdo Candy e Grenda. E no meio, sentado no meio da porta, Gideon.
Todos com cobertas e bebendo umas cervejas.

Já era tarde quando Mabel acordou do cochilo. Ela olhou para o lado e não viu nada, então decidiu puxar o seu irmão para dentro da pequena casa, encontrando Gideon dormindo em posição fetal que nem um bebe, não encontrou o casal de amigos, porém não ligou muito. Apenas forrou o chão com cobertores extras e pegando os travesseiros para tirar daquela capa de plástico para colocar no chão e dormir.
Tampou aquela porta aberta com o pedaço de madeira que eles usavam para tal finalidade.

Após deitar com seu amado repousando a cabeça em seus seios, começou a passar levemente os dedos nas costas coberta dele, ele involuntariamente apertou carinhosamente Mabel, enterrando o rosto no pescoço dela.

- Eu te amo- Murmurou o menino tão baixo que Mabel teve que se esforçar para ouvir.

- Eu também te amo.- Respondeu ela beijando a têmpora dele em seguida.

-----

Semanas se passaram desde a formatura, o inverno havia começado forte com uma nevasca do lado de fora de casa.
Mabel respirava calmamente no peito nu de Dipper, ela já estava acordada, olhando para o maxilar fofo do garoto, uma barba falhada ao redor subia para a bochecha gordinha dele. Um pouco abaixo dos olhos, estava vermelho por causa da queimadura do frio do dia anterior que o rapaz ficou fora de casa.
Com a ponta do indicador, Mabel foi traçando a clavícula até o peito com pelos, em busca de conforto e carinho.

Lentamente, os olhos pesados começaram a fechar e o sono começou a vir.

Então de repente, Mabel começou a ouvir passos pesados em direção ao seu quarto e como se fosse um choque, seu corpo todo se levantou fazer seu irmão se assustar.

- Merda! Merda! Merda!- Mabel começou a repetir desesperadamente, se levantando da cama dando uma joelhada no estômago de Dipper sem querer, mas resultou em um gemido de dor.

- O que?...- Disse o rapaz se sentando na cama, bagunçando o cabelo enquanto bocejava.

A morena começou a pegar as roupas que estavam no chão e começou a se vestir rapidamente, os passos chegaram mais perto do quarto.

- Você... Tem... Que... Se esconder!- A cada pausa jogava uma peça de roupa para seu irmão, que derepente se tocou que não estava em seu quarto e sim no da sua irmã.

Dipper levantou assustado pegando as roupas que foram jogadas pra ele, correu para o banheiro e começou a se vestir até que ouviu duas batidas na porta do quarto. Sua respiração parou e seu corpo todo gelou.
Ouviu alguns murmuros e não escutou a porta fechar.

Ele tentou se vestir mais rápido que podia sem fazer barulho, o que não foi uma tarefa fácil como pensava.
Quando finalmente conseguiu colocar a calça moletom, ouviu batidas na porta do banheiro.

- Vou abrir.- Ouviu a voz doce de sua amada, todo seu corpo relaxou.

Quando ela abriu a porta do banheiro ele já estava colocando a camiseta branca.

- Cabana do mistério, hoje.- Mabel disse colocando as duas mãos no tórax de Dipper, se aproximou dele e deu um beijo longo em seus lábios.

- Te busco as oito.- Disse o rapaz com um sorriso besta nos lábios.

A morena deu um beijo no sorriso bobo dele, passando por ele indo em direção ao box do banheiro para tomar um banho.

Ele virou e a ficou olhando quando ela se banhava. Toda suavidade de seu corpo, a leveza que ele lhe dava em seu coração e que sempre puxava algo no fundo de seus sentimentos.

- Você vai ficar só olhando?- Falou ela de olhos fechados passando a mão pelos cabelos tirando o excesso de shampoo.

Dipper sorriu de fora a fora, retirando as roupas e entrando no chuveiro. Colocou as mãos nos quadris dela, a pele quente por causa da água deixando tudo mais relaxante.
Ele se aproximou dela encostando seu nariz na bochecha rosada, Mabel entrelaçou os braços no pescoço dele com um sorriso no rosto, suspirando quando sentiu o corpo de Mason colado com o seu.
Era tudo tão suave enquanto sentia as gotas de água entre os corpos. Era como se aquele momento fosse pra ser.

Já era tarde, quase cinco horas, quando os dois ainda estavam na cama de Mabel.
O polegar de Dipper circulava a palma da mão de Mabel.

- O que você pensa sobre?- Perguntou Mabel percebendo a inquietação do seu irmão.

Ele suspirou pesado e perguntou dando um tiro no escuro:

- Por que a Pacífica?

De repente todo o ambiente ficou pesado e uma sensação ruim se apresentou no estômago da morena.

- Como assim?- Perguntou Mabel depois de um tempo pensando na resposta.

- Toda vez que eu penso que você ainda ama ela, eu fico triste.- Ele parou os movimentos com o polegar.

- Eu disse a você para não colocar esperanças nesse relacionamento.- Falou Mabel se sentando.

- Eu não coloquei.- Dipper se sentou com as costas na cabeceira.- Eu só quero saber o que vocês duas tem. Ninguém sabe e você sempre desconversa quando alguém pergunta.

- Você quer saber o por que eu não conto?

Assentiu o garoto.

- É ela...- Falou olhando pro chão.- Toda vez que alguém pergunta sobre ela eu não consigo responder, porque toda vez parece algo tão íntimo, só eu e ela apenas. É como se você fosse conversar pessoalmente com alguém, não sai a conversa e você fica conversando por olhares e suspiros.

- É ela o que?- Perguntou o rapaz.

- É ela que é o meu mundo. Foi com ela que eu me descobri, com quem eu decidi ser alguém melhor, com que eu me dei por inteira. Foi com ela que eu decidi apenas ser e não fingir. Quando as pessoas perguntam o por que dela sendo que brigavamos direto quando crianças, eu só consigo lembrar que nós ainda brigamos, toda vez. Eu era perdida, andando sem chão e eu sei que sempre fui covarde fugindo de tudo e ela... Ela não deixava eu fugir. Mesmo quando é pra brigar ela não deixav eu fugir. Ela tem algo dentro dela que me faz querer que ela saiba até dos meus sentimentos mais profundos, mesmo que seja ruim.

- Ela deixou você fugir da última vez...

Mabel engoliu em seco com essa lembrança, uma sensação ruim se estabeleceu em seu corpo e um gosto amargo inundou sua boca.

- É...- Ela concordou com a cabeça.

- Você ainda ama ela?

- Eu não vou negar, toda vez que eu vejo ela eu tenho medo de ama-lá. Eu carrego muitas cicatrizes de todos os relacionamentos que pra sempre eu vou levar em outras coisas. Mas ela não vai embora, nunca vai, ela pode sumir mas ela não vai. Ela é boa demais pra mim.

- Você não respondeu a pergunta...- Disse Mason.

Mabel o olhou nos olhos, castanho encarando castanho.

- Eu amo tanto ela que dói.- Disse sem humor.

- Por que ela? Ela abandonou você.

- Ela não me abandonou Dipper.

- Eu não vejo ela aqui.- Disse o garoto com calma.- Já eu, eu me vejo aqui.

- Você não entende o que ela faz comigo. Não importa quantas vezes nosso relacionamento vai e volta.

- Olha... Mabel, não importa o que ela faz com você, ela faz você sofrer.- Ele falou em um tom frio.

- Você também faz.- Disse a garota devolvendo o mesmo tom frio, endireitou suas costas e olhou com o olhar mais morto que ela viu. Ela se levantou da cama e começou a se vestir.

- Eu faço você sofrer?

- Você não entende.

- Então me explica!- Ele bateu as mãos no colchão levemente.

- Ela é aquela pessoa que você pega fogo por dentro só de olhar, é aquela pessoa que transmite segurança só de olhar pra você, ela é aquela pessoa que apesar de tudo não desiste de você. Ela é aquela pessoa que o seu coração bate mais forte. É complicado o nosso relacionamento, sempre foi desde que éramos crianças, a única diferença é que de grosseria invertemos os papéis. Agora eu sou mesquinha e grossa e ela é a compreensível.

Dipper começou a se vestir.

- Então quer dizer que tudo o que eu faço pra você é um mero nada? Como se todo o meu esforço pra te amar fosse em vão?

- Você me ama tanto que isso virou um esforço pra você?- Perguntou Mabel.

- É difícil lidar com você sabendo que todo mundo que tá do seu lado já quis ou te matar ou pegar você. Ou os dois.- Disse com desdém.

- Eu falei pra você que eu não ia conseguir ter um relacionamento perfeito. Eu não sou uma pessoa perfeita-

- Ah eu sei muito bem disso.- Dipper a interrompeu.

- Você procura algo que não pode ter!- Continuou Mabel o ignorando, eles ficaram frente a frente, Mabel ficou ao lado da porta com a mão na maçaneta.- Eu falei desde o começo que eu não poderia ter um relacionamento sem saber o que eu quero!

- Depois de quase meses você ainda não decidiu o que quer?

- Não! Tá legal?

- Então eu vou simplificar pra você- Ele falou andando até a porta a abrindo.- É eu ou ela!

Ele fechou a porta com força.

Mabel abafou um grito no travesseiro com toda a força que tinha. A sede começar a surgir aos poucos, as ondas sonoras rebatendo ao redor da sua boca, sentindo lentamente degradando sua garganta, esfolando-a.

- Porra! - Gritou ela no travesseiro em seguida jogando ele com força na porta de seu guarda roupa.

Ela caiu de costas na cama tentando controlar sua respiração, mordendo sua bochecha e controlando as lágrimas. Sentia uma sensação de queimação no seu peito, que subia até seu rosto. Era uma sensação que a deixava inquieta e que ela conhecia bem: raiva.

Era um arrepio ruim que subia e descia pela espinha queimando tudo, a fazendo sentir todo seu corpo como se fosse uma tortura.
Ela se levantou da cama com toda atitude que reuniu, indo até um gaveteiro dentro do quarto, abrindo a gaveta com raiva e revirando tudo com ódio.

Até achar uma pequena caixinha branca com logo vermelho pintado.

Marlboro

E por um longo minuto foi apenas ela e aquele maço de cigarros na sua mão tremendo, com o olhar fixo esperando em alguma esperança que desistisse de alguma coisa que no fundo ela não sabia.

Enquanto tudo isso acontecia no quarto dela, do outro lado do corredor seu irmão não estava diferente.
Dipper estava inquieto no cômodo, andando de um lado pro outro conversando consigo mesmo do que tinha acabado de acontecer.

- Você é um idiota! Idiota! Como teve coragem de se colocar assim? É claro que ela vai escolher a Pacífica, a compreensível e doce loira oxigenada com olhos azuis perfeitos.- Resmungava o rapaz, mexendo os braços sem parar como se estivesse concluindo um raciocínio.

Então por um segundo com uma ideia na cabeça, ele pegou seu telefone e discou o número.

- Alô?- Disse a voz do outro lado.

- Candy! Eu preciso da sua ajuda.

- Dipper... Eu juro que se você-

- Só me escuta!

Então ele contou o que havia acontecido, recebendo minutos de silêncio da garota do outro lado da linha.

- Então...

Um longo suspiro foi soltado pela menina.

- É a Pacífica. Você pode dizer qualquer outra coisa que queira, colocar o que quiser na sua cabeça, mas nunca vai conseguir bater de frente com a Pacífica desse jeito.

- E o que eu faço?

- Primeiro parar de se comparar com a Pacífica é um bom começo.

Mason bufou com esse comentário, se jogando sentado na cama.

- Mabel gosta de grandezas em pequenos detalhes. Mostre que se importe mais que Pacífica e isso vai dar certo.

- Eu não posso fazer nada agora. É decisão dela depois do que eu disse.

- Então de espaço para ela mas mostre que se preocupa, sei lá, abrir a porta do carro, dizer que a ama, e essas coisas... Talvez você consiga bater de frente com a Northwest se for desse jeito.

- Ok. Ok! Eu consigo. Agora eu preciso ir, vejo você na cabana?

- Sim! Estarei lá, até daqui a pouco.

Então a ligação se encerrou e ele foi se trocar depois do banho. Vestiu sua melhor roupa casual fria, jogando o novo cabelo que estava crescendo para trás com uma touca vermelha para ajudar, passou uma loção de barba na sua barba rala e um seu melhor perfume.

As oito horas em ponto, ele bateu com os nós dos dedos cobertos por uma luva quentinha.

Mabel abriu a porta, ela usava uma camisa grossa de manga longa branca com uma carinha de emoji estampada, a camisa estava por dentro de uma calça preta, seu cabelo castanho solto tinha um perfume que inundava o nariz de Dipper afetando diretamente a melatonina no seu sangue. E de sapatos uma bota baixa marrom.

Dipper engoliu em seco e ficou sem reação.
Quando ele abriu a boca, Mabel disse antes.

- Vamos?- Perguntou a menina passando por ele, em direção as escadas.

----

Eles entraram na cabana, as luzes amarelas estavam acesas e um cheiro doce de vinho quente pairava a casa toda.
Colocando os casacos no cabideiro ao lado da porta e tirando os sapatos logo foi notado a diminuição da sala e o aumento da cozinha, daonde vinha o cheiro e uma conversa aflorada de todo mundo.

Antes de entrar na cozinha, os dois pararam na sala e Mabel desmontou sobre o braço do sofá com as duas mãos cobrindo o rosto.
Dipper chegou mais perto, segurando carinhosamente o ombro da sua irmã como uma forma de mostrar seu apoio e dar conforto.

- Sempre pensei que eu era uma pessoa ruim, agora eu sei que é verdade. Porque eu sei que você é tão bom enquanto eu não sou nada como você.- Falou Mabel com uma voz quebrada, encostando seu corpo no de Mason, o usando como apoio.

Dipper começou a fazer carinho nas costas da morena.

- Mas é aí que tá, eu não quero alguém como eu.- Respondeu ele.- Eu só quero algo que seja recíproco.

- Por que você acha que eu posso dar isso pra você?- Perguntou Mabel, tirando finalmente as mãos dos olhos, olhando diretamente pra ele. Os olhares se cruzaram.

- Porque que te amo. Eu preciso acreditar que você também me ama, se não eu não vejo motivos para continuar isso.- O garoto disse parando de esfregar as costas dela, segurou sua mão e puxou para eles irem em direção a cozinha ver todo mundo.

Chegando na cozinha, uma grande panela de aço continha um líquido roxo com vários condimentos dentro, estava quente mas não havia fervura.
Os gêmeos comprimentaram todos lá, pegaram uma caneca do líquido que estava na panela, e sentaram um ao lado do outro quando Dipper puxou a cadeira para sua irmã sentar.
A mesa era redonda e cabia todos lá com um grande espaço, no meio da mesa um suporte rotatório feito de madeira bruta com uma enorme tábua de queijo e frios em cima.

Mabel sorriu para sua mãe e bebericou um pouco da bebida. Automaticamente sentiu o gosto de vinho, seguido de uma mistura de sabores doces e azedo ao mesmo tempo, no fim sentindo um forte gosto de canela com gengibre anestesiando sua garganta.

Passou um tempo, a conversa foi e veio várias vezes.
A comida foi acabando junto ao vinho, sobrando apenas conhaques e whisk's.
Com o tempo o corpo de Dipper foi se amolecendo com o álcool, primeiro foi a visão, que começará a ficar turva. Depois uma sensação engraçada o rodeava, a falta de sensibilidade dos membros do corpo e por último a perspectiva começou a falhar.
Ele recebeu um aperto em sua mão de sua irmã, eles se olharam e o olhar dela o decepcionou tanto que ele decidiu parar de beber naquela noite.

Mais uma vez, os gêmeos dormiram na casa de Soos. Não só os gêmeos mas como quase todos que estavam lá: Os outros gêmeos Pines, sua mãe e o namorado, Wendy, Gideon e a família de Soos.

Os dois decidiram dormir na sala enquanto o resto ou dormirá no porão ou nos quartos de visitas.

Dipper deitou no sofá xadrez que tira cheiro de mofo e dormiu na hora que sua cabeça parou de girar.
Mabel ficou na cozinha conversando com Candy, pois ela iria para casa.
Ela mexia com uns arame de pão na mão e um copo de chocolate quente na sua frente, que Candy tinha acabado de fazer paras duas.
Coincidentemente, os marshmallows tinham feito uma carinha em cima do líquido marrom.
As duas sentaram uma de frente para outra e ficaram se encarando as vezes, nas outras desviavam os olhares.
Mabel abria e fechava a boca como de quisesse dizer algo, outras vezes Candy fazia isso.

- Eu sei que...- Disse as duas juntos, elas riram um pouco.

- Lamento pelo...- Elas falaram juntos de novo, riram novamente.

No final isso ajudou a quebrar o gelo.

- Lamento pelo o que houve entre você e Grenda.- Disse Mabel finalmente.

Candy deu de ombros olhando para o lado.

- Não foi nada, realmente.- Disse a garota bebendo um pouco do seu chocolate quente.

- Você tem certeza que não quer falar sobre isso?

Candy concordou com a cabeça enquanto tomava a bebida, seus olhos sempre atrás de Mabel, nunca encarando seu olhar.

- Tá tudo bem, sério. Términos acontecem todos os dias. Eu só fiquei triste porque eu magoei ela. Me arrependo disso até hoje.

Mabel estendeu sua mão e segurou carinhosamente no antebraço de sua amiga, que sorriu como agradecimento.

- Eu estou aqui por você.

- Sei disso Mabs.

As duas ficaram em um silêncio confortável depois disso, ficando juntas sem dizer nada até Candy decidir que já era tarde e precisava chegar em casa.

Elas se despediram com um abraço, acidentalmente dando um beijo no canto dos lábios.
Quando a morena virou, viu seu irmão sentado no sofá olhando em sua direção.

Ela deu um suspiro longo e foi em sua direção.

- Não da pra voltar atrás do que eu disse?- Falou o garoto com uma voz arrastada.

Mabel sentou de seu lado segurando as duas mãos grandes dele com a suas frágeis mãos por cima.

- Eu não queria que tudo isso fosse assim. Sei que temos problemas.- Continuou ele.- Nada foi como eu esperava, mas eu sinto que todos os meus sentimentos vão morrer nessa madrugada. Não é?- Olhou esperançoso para ela, querendo que estivesse errado.

A bochecha quente dele foi envolta com uma mão, ele lentamente se apoiou naquele toque fechando os olhos.

- E se você não acreditar que eu te amo? O que acontece?- Perguntou Mabel para ele, com uma voz baixa.

- Eu paro de acreditar.- Respondeu ele.

- No que?

- Em tudo.

Mabel respirou fundo com aquela resposta, fechou os olhos e encostou sua testa com a dele, lágrimas saíram de seus olhos.

- O que me faz tão especial para você?- Perguntou ela sussurrando, o hálito batendo no rosto do rapaz.

- Eu mudaria para você, eu até aprenderia a amar você.- Falou ele.

- Eu acho que você precisa aprender a se amar primeiro.- Respondeu ela.

- O que isso quer dizer?

Mabel se levantou, começando a arrumar seu colchão que estava no chão de madeira daquela casa. Afofou o travesseiro branco e estendeu o edredom extremamente quente.
Ela olhou para deu irmão, o deitou no sofá esticando uma coberta em seu corpo frio, beijou sua testa e disse:

- Vai dormir um pouco. Você precisa descansar.

Então, o garoto fecha os olhos e cai em um sono profundo.


Notas Finais


Also, estou procurando leitores betas pra revisar os próximos capítulos, então se você está interessado(a) me manda uma mensagem aí pra gente trocar uma ideia


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