História (Taekook) - O Raro Híbrido de Tigre - Capítulo 7


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Gato, Gravidez Masculina, Híbrido, Namjin, Romance, Taekook, Taekookflex, Tigre, Vkook, Yoonmin
Visualizações 1.900
Palavras 2.487
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ecchi, Fantasia, Ficção, Fluffy, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Gostaria de agradecer a @In_decisa que deu de presente a capa para a fic <3

Capítulo 7 - Uma simples fatia


Fanfic / Fanfiction (Taekook) - O Raro Híbrido de Tigre - Capítulo 7 - Uma simples fatia

Jungkook foi acordando aos poucos, estava se sentindo pesado, como se a gravidade estivesse mais forte…

Quando sentiu o ronronar e a respiração perto de seu pescoço foi que lembrou que estava assistindo um filme com Taehyung quando de repente apagou. Abriu os olhos preguiçosamente. A televisão já estava desligada por inatividade depois de ter terminado o filme chato, e Taehyung continuava dormindo sobre si como um cobertor e com o focinho perto de seu pescoço. Kook já havia percebido que aquela não era a primeira vez que, junto de seu híbrido, acabou dormindo sem precisar de medicação.

- Tae - chamou com carinho lhe massageando as costas - Vamos pra cama.

Taehyung se espreguiçou um pouco mas não saiu do lugar, continuou jogado em cima de Jungkook como se este fosse seu ninho de almofadas.

- Vamos Tae. - chamou de novo.

Taehyung resmungou, com o rabo e as orelhas se mexendo.

-Taehyung… - chamou mais uma vez tentando tirá-lo de cima de si e o tigre rosnou em protesto. - Você rosnou pra mim? - riu baixinho - É isso mesmo?

Ele rosnou mais uma vez, resmungando, e Kook soltou uma risadinha.

- Mas que atrevido esse meu tigre, hein. – tentou se levantar sem sucesso - Vem, dormir na cama é melhor.

- Não.

- Porque?

- Preguiça. – disse se acolhendo mais em seu peito e com o focinho em seu pescoço.

- E isso lá é desculpa?

- É.

- Você já tomou banho? – perguntou lhe tomando a mão e dando beijinhos nela.

- Já. Com os patinhos...

- Gostou dos patinhos? – perguntou apertando a ponta de seus dedos vendo as garras surgirem, como acontecia com os felinos e suas patas de “almofadinhas”.

- Uhum.

- Fomos no supermercado e eu esqueci de comprar algo para você afiar as unhas - suspirou. Taehyung mexeu as orelhinhas ao ouvir a palavra “supermercado”. – Eu vivo esquecendo, me lembre da próxima vez. Devíamos ter comprado no dia que saímos para comprar a coleira.

Taehyung se mexeu se acolhendo mais na curva de seu pescoço.

- Kookie...

- Hum? – o olhou.

- Eu sei o que a maioria dos humanos faria comigo... se tivessem me comprado no seu lugar.

Kook olhou para o teto. Ele também sabia. Ricos só compravam híbridos raros e/ou bonitos por dois motivos: desfilar com eles por aí como seus troféus pessoais, e também (na maioria dos casos) para entretenimento próprio na vida sexual. Taehyung havia passado uma grande parte da vida com maus-tratos e abusos, e deve ter pensado que assim que fosse comprado tudo se repetiria. O tigre ergueu o tronco e sentou sobre Jungkook, o olhando de cima.

Suas pupilas estavam em fendas verticais. Eram felinas, alertas e... perigosas…

O olhar de Taehyung era sério.

O olhar de um verdadeiro predador.

Ele encarava o pescoço de Kook e colocou a mão ali, deslizando as garras e arranhando a pele de leve.

- Humanos são tão fáceis de matar. – disse sem desviar os olhos de seu alvo. Kook permaneceu parado sem reagir. As listras do tigre começaram a aparecer aos poucos marcando sua pele como fracas tatuagens. As marcas nas laterais do rosto eram as mais notáveis.

- Já matei humanos antes. - contou - Um chegou perto demais na hora de me dar choque, e um outro não me acorrentou direito na hora do banho… - sua garra fez um pouco de sangue escorrer da pele alheia - São tão frágeis... Uma mordida forte no pescoço... – levantou os olhos perigosos e hipnotizantes – e eles sangram até parar de se mexer.

Os dois ficaram se encarando. Kook sentia arder a ferida no pescoço.

Muitas vezes se esquecia de que Taehyung não era um gatinho.

Ele era um híbrido de tigre.

Um animal grande e perigoso.

O olhos ameaçadores de Taehyung se abaixaram para sua jugular, depois voltou a levantar para conectar outra vez os seus olhares - mas agora havia lacrimejo junto ao brilho felino.

- Se um dia o Kookie... começar a me tratar como aquele humanos tratavam... – disse sério - Eu vou te matar.

Olhando no fundo de seus olhos, Jungkook conseguia ver que ele não estava blefando, mas também viu que não era Taehyung quem estava falando aquelas coisas: era seu instinto de sobrevivência. Ele faria de tudo para não voltar para aquele inferno de vida que tinha antes.

Mas apesar de ter em seu colo um tigre o ameaçando de morte, Jungkook não estava com medo, e resolveu proferir isso em voz alta:

- Eu não estou com medo.

Taehyung estranhou sua resposta, e Jungkook continuou:

- Eu não tenho medo, pois nunca vou te tratar como eles tratavam você. – começou a se sentar e o outro se afastou um pouco para lhe dar espaço - Nunca vou te forçar a nada, nunca vou te acorrentar, nunca vou te agredir. – lhe tocou o rosto com carinho - Por isso você não precisa ficar defensivo comigo.

Taehyung o encarou por uns segundos, piscou os olhos marejados e se jogou nos braços do dono o derrubando de volta no sofá. Rindo, Jungkook o abraçou sentindo o outro fungar em seu pescoço de forma carente.

Jungkook havia comprado para Taehyung uma fatia de bolo de morango no passeio deles, mas Taehyung o devolveu um bolo inteirinho, e feito pelas próprias mãos. Era assim que sentia que se resumia o como o relacionamento deles começou.

Kook deu uma fatia de si para o tigre...

E havia recebido muito mais em troca.

--

--

Depois do banho tomado, Kook foi até a cama, onde o outro já o esperava sob o cobertor. Se deitou com ele junto ao mesmo travesseiro.

- Kookie… - chamou antes que este desligasse o abajur.

- Hum?

- Porque você não bate?

- Como assim?

- A maioria dos humanos bate, puxa, machuca… o Kookie não faz isso. – seu olhar era curioso.

Jungkook suspirou.

- Você esteve nas mãos de pessoas horríveis Taehyung, mas nem todos os humanos são maus. Você viu os meus amigos, e a Nana também.

- Porque você me comprou? - perguntou de repente, curioso.

Jungkook ficou pensativo por alguns segundos.

- Vou ser sincero. – lhe afastou a franja - Uma pessoa bem ruim ia te comprar e eu quis te salvar. Quem sabe ganhar também um colega de quarto – riu fraco.

Dessa vez foi Taehyung quem ficou pensativo, esfregou o rosto no travesseiro e fechou os olhos para dormir. Jungkook se virou e desligou o abajur.

Depois de muitos segundos em silêncio, ouviu no escuro:

- Kookie...

- Hum?

- Obrigado. - disse doce.

Jungkook fechou os olhos e chegou mais perto, encostando suas testas. O confidenciou baixinho:

- Eu é que agradeço.

 

- Boa noite.

 

- Boa noite.

 

--

Jungkook acordou no outro dia sentindo a mão ser mastigada. Estava embriagado de sono. Escutou seu tigre repetir várias vezes animadamente “Bom dia, bom dia, bom dia! Kookie, Kookie, Kookie!” enquanto saltitava ajoelhado na cama. Jungkook puxou o travesseiro para tampar a cara, se arrependendo de ter ensinado o outro a dizer bom dia. Talvez o estivesse enchendo de muito açúcar... Tae continuou a repetir insistente até que Jungkook se sentou, o puxou e derrubou pelo pescoço na tentativa de desligar aquele despertador barulhento que agora ria em seus braços. Naquele aperto o tigre começou a morder seu braço tentando escapar, mas Jungkook ignorava querendo dormir por mais uns minutinhos com seu travesseiro que mordia.

--

Nana entrou pelo grande portão da frente ajeitando seu coque de cabelo. Ficou surpresa ao ver Jungkook e Taehyung àquela hora da manhã no jardim agachados perto das flores. Eles conversavam com seus sorrisos bobos, rindo vez ou outra de forma divertida enquanto apontavam e mexiam nas flores.

Kook arrancou uma margarida e colocou sobre a orelha humana de Taehyung. Este mexeu as orelhinhas e rabo de tigre sem entender o que aquilo significava, e seu dono pegou o celular do bolso da calça, tirou uma foto, depois mostrou ao outro. Taehyung arregalou os olhos e abriu a boca em um grande “o”, encantado com a tecnologia e também com a própria foto. Kook lhe explicou como funcionava o aparelho, mostrando a câmera frontal, e o tigre se sobressaltou ao ver sua imagem ao vivo como em um espelho estranho. Kook o abraçou pelo ombro, pediu para que o felino sorrisse e depois tirou uma foto juntos.

Nana suspirou consigo mesma colocando as mãos na cintura. Poderia apostar que aquela seria a nova foto de plano de fundo daquele dono babão. Ficou se perguntando se Jungkook não desgrudaria dele, assim como fez no dia anterior.

--

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Naquela manhã de terça-feira Jungkook recebeu uma mensagem de Nana enquanto estava trabalhando. O plano de fundo da tela bloqueada era a foto de Taehyung dormindo em cima na estante de livros e o da tela de início era a que tirou naquela manhã, dos dois juntos com o tigre sorrindo quadrinho com a margarida no cabelo. A mensagem que recebeu de Nana tinha uma foto anexada que mostrava o hall da casa, onde se via pegadas descalças de lama atravessando o cômodo inteiro até desaparecer longe.

Jungkook começou a rir sozinho imaginando o quão puta da cara Nana deve ter ficado com isso. E poderia apostar que Taehyung se escondeu dela.

Outra foto foi mandada. Desta vez era do micro-ondas todo sujo com restos de ovos que explodiram ali dentro.

Uma mensagem logo abaixo dizia:

“Já limparam o hall e o micro-ondas. Ele sumiu, mas quando eu encontra-lo, ele vai ver só.”

Riu mais ainda ao ver que estava certo. Alguns minutos depois recebeu uma ligação de casa.

- Alô?

- Kookie.. – ouviu seu tigre sussurrar do outro lado da linha.

- Taehyung?

- Nana disse que só pode te ligar se for uma emergência. – sussurrou - Eu estou em perigo Kookie!

- Onde você está agora? – perguntou sorrindo se inclinando na cadeira.

- Embaixo da cama. Ela vai me pegar, Kookie... o que eu faço?

- Se acalma. Nana não morde. – disse risonho.

- Será? - Kook ouviu o som da porta do quarto abrir. “Taehyung?” ouviu Nana chamar séria. - Ela está aqui. – sussurrou com medo.

- Fica quietinho, quem sabe ela sai.

Longos segundos de silêncio se passaram. Kook conseguia até ouvir o som dos passos da mulher pelo quarto.

Os passos pararam.

- TE ACHEI!

- NÃAAAaaao! – a voz do tigre foi se afastando. Provavelmente foi arrastado pelos pés para fora do esconderijo.

Jungkook desligou a ligação com um sorriso enorme no rosto. Pobre Taehyung, não foi páreo para a governanta.

--

Quando chegou em casa no fim do dia, Jungkook estranhou que Taehyung não apareceu para recebe-lo. Nana esperava na cozinha e reportou de como foi o dia.

Explicou que Taehyung sabia os números e conhecia alguns hangul, mas não sabia ler frases complexas ou ler as horas no relógio. Ela o ensinou o básico de ambos, mas demoraria um pouco para que pegasse o jeito. Naquela tarde Nana e o tigre também saíram para comprar um celular para ele, conforme Jungkook havia instruído aquela manhã para a governanta. Pelo menos assim, quando Tae estivesse em perigo debaixo da cama, ligaria pelo celular ao invés do telefone de casa.

- Mas onde ele está? – o dono perguntou estranhando.

Nana suspirou.

Contou que enquanto tomavam sorvete na praça algumas horas atrás, Taehyung ajudou um bebê humano que quase caiu de cara no chão pois mal sabia andar direito. O tigre o colocou de pé com cuidado e o bebê sorriu pra ele. Encantado, Tae retribuiu o sorriso, pelo visto ele amava todo tipo de filhote, e o pequeno quis tentar pegar sua cauda, que se balançava a sua frente.

A mãe da criança apareceu, pegou o bebê no colo rapidamente, se afastou e fez um escândalo, dizendo que animais selvagens não deveriam andar soltos e que Taehyung devia ser acorrentado. Todos que estavam ao redor olharam a cena apreensivos.

Taehyung se afastou e se pôs atrás de Nana. Não porque temesse algo, mas para mostrar a todos de que ele não era uma ameaça. Nana retrucou para a mulher barraqueira que ela, ao invés de meter o nariz na vida dos outros devia ficar de olho no próprio filho que a segundos atrás estava andando sozinho e que quase havia dado com a cara no chão. A outra mulher saiu bufando levando seu bebê, que deu um tchauzinho para Tae por cima do ombro.

Nana nunca perguntou diretamente, mas Kook sabia que ela desconfiava das coisas que aconteceram no passado de Taehyung, principalmente porque já deve ter notado as cicatrizes nos pulsos dele... Então imaginou o quanto ouvir “que deveria ser acorrentado” deve tê-lo machucado.

--

Jungkook fechou a porta do quarto atrás de si ao ver Taehyung deitado no meio da sua cama, enrolado como uma bolinha. Estava de costas e parecia desanimado. Jungkook foi até lá, engatinhou pela cama, e se deitou ao seu lado. Tae se virou em sua direção para abraça-lo.

- Oi meu tigrinho. – lhe acariciou atrás da orelha.

- Bem-vindo, Kookie. – disse baixinho se enroscando em seus braços e cheirando seu pescoço.

- Nana me contou o que aconteceu hoje.

Taehyung ficou alguns segundos em silêncio. Suas orelhas para baixo mostravam o quanto estava tristonho.

- Eu ajudei o filhote e a moça não disse “obrigada”.

Era difícil ensinar boas maneiras para alguém quando o próprio mundo ao redor não cooperava dando um bom exemplo. Jungkook o abraçou bem juntinho.

- Você não deve ser mal-educado que nem ela. Deve sempre dizer obrigado.

Taehyung concordou.

- Que tal aprendermos a mexer no seu novo celular? – Kook perguntou tentando o animar.

E funcionou.

Os dois passaram as horas seguintes mexendo e personalizando o novo aparelho. Taehyung gostou bastante de descobrir como funcionava a câmera e adorou quando descobriu que dava para ligar por vídeo-chamada.

Aquela noite tomaram banho juntos de banheira com espuma e o Kit família de patinhos, depois Kook pediu uma entrega de Sushi. Comeram de pijama sentados no chão sobre as almofadas, com o sushi na mesinha de centro da sala, e Taehyung havia amado demais a comida, provavelmente era seu lado felino que apreciou o peixe cru. Na hora de dormir Taehyung já carregava um sorrisão. Jungkook desligou o abajur, depois sentiu Taehyung esfregar o rosto contra o seu em um gesto de carinho. Kook deu umas risadinhas sentindo cócegas com as fungadas contra sua bochecha.

- O que está fazendo? – perguntou risonho.

Taehyung levou a mão até seus cabelos lhe fazendo cafuné.

- O Tae não é o único que precisa de carinho. – disse sorrindo.

 

Jungkook sorriu também, fechando os olhos.

 

Sentiu as carícias na cabeça até adormecer.

 

Jungkook havia pago um trilhão de wons para comprar Taehyung.

Poderia até soar errado pensar assim, mas... quem diria que a felicidade tinha um preço.

 

Jungkook havia dado uma fatia...

E recebeu um bolo inteiro em troca.


Notas Finais


Uma vez me disseram que meu jeito de escrever é infantil e que eu demoro muito pra desenvolver o romance. Aí eu pensei...
Dane-se, a velocidade do relacionamento é dos personagens, não minha. Deixa eles se cheirarem do jeito deles (* •̀ᴗ•́*)و ̑̑

O "kit família de patinhos" foi o apelido que a @LauraPoderosa deu pra eles. Amada, amo seus comentários <3

Gostaria de agradecer mais uma vez a @In_decisa que deu de presente essa capa para a fic <3


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