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História Taekook-O Rei da Máfia - Capítulo 11


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Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 11 - Olhos brilhantes!


Já fazia três dias que Jeon andava livremente pela casa, ele parecia mais bem humorado agora, isso de certa forma me deixava mais confortável. Era lastimável entrar naquele quarto e o ver jogado aos cantos com uma feição triste.

Jeongguk agora, por mais que ainda estivesse preso, sorria frequentemente! Um sorriso que eu já não via faz tempo.

É claro, o único motivo para ele estar aqui é por puro capricho meu, afinal, eu que sou o monstro da história.

Eu já não aguentando mais o trabalho, decidi largar tudo por um tempo e deixar alguns assuntos na mão de Namjoom, e os assuntos mais relevantes eu resolvia no meu escritório aqui nesta casa.

P'Nana vinha com mais frequência agora, ela e o garoto criaram um grande laço, por mais que se conhecessem a tão pouco tempo.

Nana me contou sobre a vontade do menino em relação ao jardim, prometi a ela pensar no assunto... E para ser sincero, este fato me incomoda um pouco... Não sei se estou pronto para deixa-lo ir para fora, a casa poderia estar sobre constante vigia, os muros enormes da mansão não escondem tudo.

E agora, cá estou eu, tomando uma taça de vinho sentado no sofá da sala, estou solitário na madrugada. Ninguém estava acordado a essa hora, a não seu eu.

Precisava espairecer, tem tanta coisa me deixando desconfortável ultimamente que nem me lembrava da última vez que beberiquei um delicioso vinho seco, somente a minha companhia.

A escuridão da sala, iluminada somente por uma única vela aromática, e o barulho do vento lá fora era tudo o que eu precisava para relaxar naquela noite.

Mas para minha surpresa, eu não estava sozinho.

- O que faz acordado essa hora, Jeon? - O pergunto sem olha - lo

Ele se aproxima

- V-Você me viu? -Ouço sua voz oscilar

Eu sorrio

- Convenhamos, você não é muito discreto.

Em pequenos passos ele chega mais perto.

- Esta sem sono?

Ele concorda.

-Sente e beba comigo.

Ele nega com a cabeça.

- Eu não bebo senhor Kim.

Eu gargalho.

- Desculpe minha memória, Me esqueci que crianças não bebem.

Ele faz um biquinho irritado.

- Eu já sou de maior! Não sou criança!

Eu não conseguia tirar meu sorriso do rosto.

- Certo, certo, apenas me faça companhia então, Senhor Adulto.

Ele se senta no outro sofá

- E então, Por que não consegue dormir?

- Tive um pesadelo.

Um biquinho de choro se forma em seus lábios.

Senhor, que criatura adorável.

- Que pesadelo.

Vejo seus olhinhos se encherem de água.

- Sonhei com meu pai.

Céus, ele estava prestes a chorar! O que eu Faço?

- Com seu pai? E o que tem demais nisso?

Uma lágrima solitária desce pelas bochechas de Jeon, e rapidamente ele a seca com as mangas da blusa.

- Meu pai não era uma pessoa muito legal... Ele vivia me batendo e...

E ele deixou todas as lágrimas caírem.

- H-hey, Jeongguk, Não chore!

Coloco a minha taça de vinho na mesa e me sento ao seu lado.

- Eu não deveria estar chorando, Desculpe senhor Kim! -Ele diz entre soluços.

Passei meus braços ao seu redor o abraçando com força, sua cabeça se encostou no meu peito e suas lágrimas molharam minha camisa.

- Pode me contar Jeonggukie, Eu prometo ouvir.

Timidamente suas mãos foram até minha camisa e a segurou.

- Meu Appa, Ele dizia que tinha vergonha de mim... Falava coisas horríveis sobre mim, e... e... um dia ele quebrou meu nariz, minha mãe foi tentar me proteger e ele a espancou até quebrar três da suas costelas e o lado esquerdo da Pélvis.

Eu aperto ainda mais meus braços ao seu redor.

- Mesmo eu estando machucado, eu corri até a cozinha e liguei pra policia... Ela chegou um tempo depois e prenderam meu pai... E ele está preso até hoje... Mas, Esse ano, ele vai terminar de cumprir sua pena e vai atrás da minha Omma!

Eu não sabia o que dizer, definitivamente não era o que eu esperava!

- Eu não vou estar lá para proteger ela!

Ele gritou em meio ao choro.

- Jeon, se acalme e escute.

Ele levantou o rosto me encarando com seus olhinhos brilhantes.

- Sei que não confia em mim, e também sei que me odeia, mas eu prometo pra você, Esse cara não vai encostar um dedo na sua mãe, ok?

Ele concorda freneticamente com a cabeça.

- Obrigado Tae.

Tae? Ele me chamou de Tae? Ninguém nunca me chamou de Tae sem ser a P'Nana.

Ele volta a encostar sua cabeça no meu peito me abraçando.

- Sobre o que você disse... Eu não te odeio Tae...

Eu abri um enorme sorriso.

Ficamos assim por mais alguns minutos até eu perceber a respiração dele mais leve... Ele estava dormindo.

- Aish, Agora eu vou ter que leva-lo no colo. -murmurei

Eu sem muita vontade o pego e subo as escadas em direção ao quarto, abro a porta com dificuldade e o deito na enorme cama o cobrindo.

A Sacada estava aberta e o vento batia fortemente ali, caminho até as portas de vidro para as fechar.

Eu nunca tinha percebido, mas aquele quarto tinha uma visão incrível do jardim, o enorme jardim com quase 1 Km de flores magníficas e luzes cativantes...

- Talvez eu deixe você ir até lá, Jeon...

Sorrio e fecho as portas.

Deixo o quarto do garoto e volto a sala para voltar a tomar meu vinho...

Me sentei no sofá tentando buscar a tranquilidade que tinha até alguns minutos atrás, mas é em vão.

- Eu estou com raiva?... do que estou com raiva?

Minha mente se volta as palavras do Jeongguk.

- entendo...

Eu não queria admitir, pois poucas coisas me tiravam do sério mas... Aqueles olhinhos brilhantes me encarando...

Eu estava decidido! Iria proteger a mãe do garoto com todas as minhas forças!

Aquele maldito homem nunca mais iria ver a maldita luz do sol! E eu iria garantir que os últimos dias de vida daquele cretino, seria os piores de toda a sua vida!

Bebeu mais um gole do vinho e subiu para o quarto já sentindo o sono bater.

- Eu prometo Jeon, Prometo dar a aquele homem tudo o que ele merece.



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