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História Taekook-War For Love. - Capítulo 37


Escrita por:


Notas do Autor


finalmente o cap onde é tratado o assunto sobre o que ocorreu naquela bendita sexta!

espero que não julguem os personagens que tomarão suas devidas decisões a partir daqui.

Capítulo 37 - Repreensão.


Fanfic / Fanfiction Taekook-War For Love. - Capítulo 37 - Repreensão.

Segunda. Jeongguk começou a sentir raiva do dia da semana. Mas tinha seus motivos.

Não quis tomar café da manhã antes de sair de casa com sua mãe ao lado, a mesma parecia devidamente mais bonita quando ficava séria, apesar do que houve ser algo extremamente grave já que envolveu agressão, Yeji ainda sim sentia que ficar cem por cento chateada com aquilo não parecia necessário.

No entanto, pensar que deixava Jeon nervoso com aquelas expressões, a mesma se divertia um pouco ao cogitar isso, então poucas vezes sorriu ao caminhar com seu filho do lado, em silêncio. Agora, no corredor que dava pra diretória, sentados enquanto aguardava o restante chegar, Jeongguk começou a sentir seu organismo de graça com sua cara.

Na verdade, quem faltava mesmo chegar era Niel e o Backyham com seja lá quem viessem com eles: Jeon percebeu que ficar no mesmo ambiente que Taehyung vendo como ele parecia desconfortável, o deixava da mesma maneira. Foram acenos silenciosos, tantos por sua parte e de Yeji, como por parte do Kim e do Bang, na sua cabeça isso só significava que as coisas estavam realmente complicadas.

— Bom dia a todos, o diretor Min Jun-Gung pede para que todos entre, por favor. – a secretária Yuk Samir disse ao sair da sala, chamando a atenção de todos por um instante, fazendo com que os quatros ficasse de pé logo em seguida.

Jeon estranhou e se perguntou se iriam fazer a pequena reunião sem os verdadeiros causadores de problemas, os quais nem haviam chegado. Entraram um por um, curvando e cumprimentando o diretor formalmente, perceberam que havia somente as duas cadeiras em frente a mesa do mais velho, então Yeji e Bang Chan foram os únicos a se acomodar.

Logo atrás dos mesmos, Taehyung e Jeon ficaram de pé um ao lado do outro onde seus ombros tocavam sutilmente, ato no qual deixava o Jeon um pouco menos nervoso.

— É, vejo dois bons alunos metidos em uma encrenca. – o Min alternou o olhar entre o Kim e Jeon, vendo ambos garotos corarem envergonhados. — também vejo que os outros dois estão seis minutos atrasados, mas tudo nessa vida tem um motivo, uh?

Riu sem humor, embora estivesse cansado do dia que mal começou. — Senhor diretor, peço desculpas pelo caos que os garotos participaram. – Yeji apressou-se em falar com um tom de mãe protetora, indicando com o polegar de quais garotos ela mencionava. — adolescentes costumam ser rebeldes muitas das vezes, nada justifica todo o reboliço da semana passada...

— Sinto muito tia Yeji... – atrás do irmão, Taehyung murmurou chateado, recebendo um sorriso acolhedor da mesma.

— Rebeldia muita das vezes não traz coisa boa pra vida, já conversei com os dois no dia do acontecido, conversei com o treinador, com os colegas deles, e pensei bastante antes de tirar o Park, Jeon e Ham do time e campeonato. – suspirou, enquanto explicava em ordem para a mais velha e todos que ouviam atentamente.

— Se o senhor fez assim, não tenho porquê contrária-lo. 

— Que bom que pensa assim, sei que para os pais são deveras importante que os filhos apareçam nas atividades escolares, mas como diretor é necessário tomar algumas decisões para o bem dos alunos. – disse educadamente, alternando o olhar de um para os outros. 

— Senhor diretor, e o meu irmão? – Bang chamou a atenção do homem logo em seguida, sentindo no dever de cuidar do seu caçula. — eu sou o responsável dele, nossos pais moram em Busan, então preciso saber o que acontecerá...

Min assentiu, desviando os olhos para o Kim que mantinha as mãos para trás e a cabeça abaixada: era nítido a vergonha e culpa de Taehyung, logo Jeon seguiu com o olhar e observou o namorado de perto. Tão bonito, uma pena que estava naquela situação, uma pena que não podia fazer nada para livrá-lo daquilo tudo: sentiu raiva novamente, não gostava de vê Taehyung triste e tão amuado, não gostava de expôr ele daquela forma.

Seria mais fácil se o Kim não estivesse ali ao seu lado, suspirando baixinho enquanto olhava o chão, emanando um cheiro suave tanto pelas roupas como pela pele amorenada, a única coisa que conseguiu pensar foi em como seria confortável abraçá-lo agora. 

— Eu tive em mãos os documentos do Kim no dia em que foi feito a transferência, e hoje mais cedo pra ter certeza com quem eu iria lidar. – Min Jun voltou a falar novamente, assustando Jeon de repende. — me surpreendi com você Kim Taehyung. Com suas notas, seu comportamento. É difícil acreditar que acertou a cabeça do seu colega.

— Foi por instinto de defesa, senhor diretor, eram dois contra um! – lembrou-o Jeon, já que havia contado tudo no dia.

— Eu sei, você estava lá também. É difícil esquecer de como ficou o rosto do colega que você violentou. – lembrou-o também, fazendo menção em continuar. — e senhor Bang, por mais que tenha a custódia do seu irmão, ainda sim não é certo eu confiar o castigo a você.

— Com todo o respeito que meus pais deram-me, mas eu sou bem responsável com as coisas. Não é porque eu sou da mesma faixa etária que meus colegas que tenho que ser um inresponsável.

— Sim, concordo com você, mas não podia pensar em algo melhor do quê minha decisão.

— E qual seria, senhor? – perguntou, controlando o máximo a raiva pelo insulto.

— Liguei para seus pais e conversei sobre o ocorrido. Claro que ficaram preocupados, mas eu fiz questão de explicar a "gravidade" do assunto. – Taehyung que até então ouvia tudo calado, levantou o rosto para encarar a expressão despreocupada do mais velho. 

— Meus deus, isso não é nada bom... – esbravejou Bang Chan, escorando as costas na cadeira e fechando os olhos com força. — eles podem tirar o Taehyung de mim, por achar que não estou cuidando dele direito.

— Isso pode acontecer mais pra frente, por agora Taehyung continua na escola e morando com você. – assegurou o Min, mostrando um sorriso de canto. Antes que pudessem dizer mais alguma coisa, ouviram três batidas na porta e logo o corpo magro de Yuk adentrou o lugar depois que abriu a porta.

— Senhor Diretor, os demais chegaram. Posso mandar entrar?

— Por favor. 

A mesma assentiu e saiu da sala, logo depois Ham adentrou o cômodo de cabeça baixa acompanhado por um homem logo atrás se si. De espanto, Taehyung tremeu os ombros e levou o indicador até os dentes para que pudesse maltratar algumas carnes mortas que estavam ali em excesso, temendo o pior dentro daquele ambiente.

Jeon olhou brevemente para trás vendo o homem de cara fechada enquanto tinha a mão apoiada no ombro do Backy, o garoto que mordia o lábio inferior em excesso de cabeça baixa, deixando Jungkook com cara de interrogação.

— Bom dia a todos. Peço desculpas pelo atraso, acontece que meu filho não estava colaborando em vir até à escola hoje. – disse o homem de forma séria e grave, deixando não só Jeongguk surpreso, como Taehyung que também virou o rosto na direção dos mesmo.

Logo atrás dos dois, uma mulher jovem e bonita adentrou a sala acompanhada do Park, o garoto que usava uma máscara branca e óculos escuros. — Com licença e bom dia, desculpem-me pela demora. Esqueci completamente dessa reunião. – disse ela, sorrindo sem graça.



Foi questão de segundos para que todos estivessem de pé, incluindo o diretor, que respirou fundo depois de um pigarrear; àquela altura, todo mundo se encontravam exaustos.


•••


— Não sei mais o que fazer senhor diretor. Eu sou uma boa mãe, sempre fiz de um tudo pra educar e amar meus filhos, mas o Park parece que não entende muito bem isso. – explicou Park Jinhyo calmamente, olhando com sinceridade para o Min. 

Yeji, Jinhyo, Kyuh Gyoham e Bang Chan, estavam mais próximos do diretor do quê os quatros meninos que ficaram próximos à porta. Estavam ali a quase quinze minutos, conversando e explicando coisas triviais ao diretor que ouvia e opinava, o mesmo que estava sendo educado em ouvir os responsáveis de seus alunos, mas que já tinha tomado sua decisão.

— Posso compreender perfeitamente, tenho como prova o meu filho Backyham. Não respeita a mãe, nem os colegas da escola. Fiquei indiscutivelmente frustrado quando recebi o recado pela minha ex-esposa, não pensei duas vezes pra vir em seu lugar. – explicou Kyuh com a tom de voz quebrado, dava-se pra notar como àquilo o deixava irritado.

— Não posso dizer o mesmo do Jeongoo, meu filho nunca foi de arrumar briga em lugar nenhum. Me respeita e é educado, a questão em relação o que aconteceu, foi para ajudar Taehyung. Foi errado, de fato, agressão não resolve nada.

— Pais, é uma situação dura de lidar. Mas vamos fazer isso dá certo e resolver sem qualquer meio de agressão seja ela física ou verbal. – a voz serena do diretor soou, fazendo com que todos o olhassem. — eu conversei com alguns colegas dos meninos, como havia citado outrora, e no mesmo dia eu resolvi castigá-los.

— Vai expulsá-los? – perguntou Bang Chan, nervoso.

— Calma, eu vou dizer o que tenho em mente. – pontuou, indo até sua cadeira e sentando. — de acordo com o processo penal, vulgo algo extremamente sério, eu pude analisar as situações por quatro visões diferentes. – divagou, pegando uma caneta para que batucasse a mesa. — Backyham, como capitão do time de basquete, perde seu posto e está expulso do time e do campeonato-

— O quê?! – espantou-se o mesmo, levantanto o rosto para encarar o mais velho. — ser expulso do campeonato tudo bem, agora deixar de ser capitão já é demais! 

— Backyham, fique calado e aceite as consequências dos seus atos! – ordenou o pai, frustrado.

— Continuando – pigarreou o Min. — você, Backy, praticou dolo direito, o que significa que tinha conhecimento mais vontade de machucar seu colega. – estreitou os olhos na direção do mesmo, fazendo-o negar enraivecido. — tinha intenção de matar.

Houve um silêncio desconfortável dentro da sala, mas que pareceu essencial naquele minuto. — Park Junghyung, companheiro de Backyham, também está expulso do time e dispensado do campeonato por ter praticado associação criminosa – ele pausou buscando olhar na direção do menino que parecia escondido atrás daqueles utensílios. — significa que reuniu-se com seu colega para praticar algo criminoso e pior, que ambos tinham objetos que poderiam fazer um estrago danado.

— Eu sinto muito mesmo diretor. – foi tudo que disse por trás da máscara,  sua mãe assentiu decepcionada indo até o filho passando a mão no meio de suas costas.

— Jeon Jungoo, é interessante a ideia de querer proteger um colega, mas violentar é algo fora do normal. – suspirou, seguindo o olhar até o moreno que lhe encarava envergonhado de volta, seus braços estavam jogados ao lado do corpo e seu rosto estava vermelho. — ao mesmo tempo que você praticou violência, também praticou a culpa que significa infração de dever de cuidado. – explicou como fez na vez dos outros dois, vendo os olhos de Jeongguk fechar devagar. — não teve intenções de "matar" ou algo assim. No entanto, você está fora do time e dispensado do campeonato. 

— Tudo bem. – disse, ouvindo o coração bater forte na caixa torácica.

— Agora, Kim Taehyung. – Min o olhou de imediato, assim como Jeongguk e Bang Chan que foi direto para seu lado segurando seus ombros, na intenção de acalmá-lo. — ouvi o que tinha pra dizer, foi sincero em cada palavra proferida. Confessou que depois de muito tempo vendo a situação sobre o bullyng que seu colega praticava, fez tomar coragem para confrontá-lo. Mas que pelo visto, as coisas desandaram, hein?!

Taehyung assentiu, comprimindo a vontade de chorar na frente de todos. Sentiu logo em seguida as mãos de Jungkook acariciar sua nuca, fazendo um carinho legal e o confortando. Àquilo encheu seu peito. — então, no meio da confusão, disse que sua única opção naquele instante foi acertar a cabeça do colega para poder se defender. 

— Agi da pior forma no pior momento. – confessou, arrependido. 

— É fácil você dizer isso agora, já que nem apanhou ou levou uma bordoada na cabeça. – provocou Backy, recebendo um olhar severo do pai. 

— Mas eu confesso o que eu fiz foi errado. A partir do momento que fui até vocês para suplicar paz, ao invés de vir conversar com o diretor. – devolveu Taehyung, fechando os punhos ao lado do corpo. — nenhuma desculpa que eu der agora vai apagar o que quer eu tenha causado a você, Niel, porém saiba que sinto muito pelo que fiz. Minha intenção era só me defender, e não te machucar.

O Park o olhou por trás dos óculos, surpreso por isso. — Compreendo. – foi tudo o que conseguiu verbalizar.

— Vai puni-lo também, diretor? – perguntou Backy, impaciente.

— Não vou pedir outra vez para que fique quieto, tá me entendendo? – proferiu seu pai, mais impaciente ainda.

— Bem, Taehyung não participa das atividades de educação física, então não tem como tirá-lo do time ou dispensá-lo do campeonato. – esclareceu, ponderando um segundo. — você causou problemas no fim de contas, praticando violência e culpa assim como Jeongoo. Então pra ser justo, é obrigatório você participar dos treinos as sextas, todos os quatro na verdade, estar fora do time não quer dizer que vão parar de correr pela quadra. – explicou, e Taehyung assentiu conformado. 

— Obrigado, senhor diretor. – sorriu triste, curvando levemente o corpo em direção ao Min que apenas assentiu, achando a reação diferente, interessante.

— Agora senhores pais, e irmão mais velho, eu não irei expulsá-los da escola na reta final de suas jornadas. Não quero complicar ainda mais o futuro de vocês garotos, então por tudo que vocês almejam, parem e pensem no que fizeram. – disse, ficando de pé. — busquem sempre conversar, busquem ajuda de um adulto. Seus pais são tudo que tem como arma, são seus único e melhores amigos. Por mais que algumas relações estejam embaraçadas, o ideal é o diálogo. Pais, isso servem pra vocês também, ok? – suspirou, olhando de um para o outro. — não misturem assuntos de adultos com seus filhos, embora já sejem de maior, isso não evita confusões internas.

— Vamos tomar mais cuidado agora. – disse a Park.

— Vou tomar uma atitude baseada nisso, senhor diretor. – Kyuh concordou firmemente, olhando de soslaio para o filho que inalou o ar com dificuldade.

— Obrigada pelo concelho, tenha ciência que irei repensar em algumas ações. – Yeji sorriu, determinada.

— Como irmão mais velho, vou cuidar mais do meu caçula na ausência dos nossos pais. E ser mais responsável. – por fim, Bang imendou.




— Muito bem, agradeço a todos pela presença. Hoje os meninos não irá assistir aula, creio que se concentrar depois disso seja um pouco complicado. – sorriu de lábios cerrados, vendo os três menos Backy, agradecer enquanto curvava o corpo em sua direção. — dispensados.


                          ~×~



Eu ainda posso sentir todo o meu corpo tremendo, mas agora não havia culpa, medo ou pesadelos. E por mais que eu deteste tudo que há em Backyham, não posso negar que fiquei aliviado em saber que nem ele e nem Niel, foram expulsos da escola.


Já ao lado de fora, depois de ser dispensado da sala do diretor, eu pude sentir meu ar circular de forma certa. Minha mãe estava ao meu lado ainda massageando meu ombro, e creio que foi a forma de dizer em silêncio que estava tudo bem, Taehyung tava do outro lado conversando parcialmente com Niel e sua mãe, enquanto Bang-shi esperava em silêncio.


Backy e seu pai já foram embora, vi de relance a forma como qual o olhar do senhor Kyuh deixava o Ham nitidamente desconfortável, talvez, a relação deles dois não fosse lá essas coisas. — Espero não ter que lidar com algo parecido, outra vez. – disse minha mãe, parando de mexer no meu ombro. — fiquei com medo do que pudesse acontecer com você e o Taehyung.


— Eu prometo que não vai voltar acontecer, ok? Foi um deslize horrível, vou fincar os pés no chão a partir de agora.


— Eu confio em você, meu amor, e também no Tae. Como será que ele deve está? – perguntou ela, a voz carregada de ternura. — ligar para os pais dele assim do nada deve ter o deixando desconfortável.


— Vou conversar com ele. – ela concordou, sorrindo logo em seguida, depois olhando na direção na onde ele estava.


— Ele é tão precioso, viu como se desculpou do colega na frente de todo mundo?! Eu fiquei tão orgulhosa, espero que seus pais tenham a mesma sensação. 


— Taehyung-shi é... – olhei na mesma direção, vendo o Kim sorrir de forma dócil na direção da senhora Park. — apaixonante... É impossível não se encantar por ele.


— Um genro desse, não tenho do que reclamar.


— Mamãe! Não diz isso assim... – rimos, ainda olhando pra ele. — meu coração é fraco.


— Estou feliz por vocês, meu filho, espero que conversem bem. – aplicou, agora olhando pra mim. — eu sinto tanto por ter envolvido você e o Yang no divórcio do seu pai, acho que não associei direito naquele momento.


— Hey, mamãe, tá tudo certo agora. Vamos superar juntos, ok? – trouxe seu corpo para mais perto e a abracei, sentindo seus braços envolverem minha cintura e seu rosto descansar na minha clavícula coberta. — eu e meu irmão te ama muito, não queremos que fique triste por nada nesse mundo.


— Eu sei, e é recíproco. Não quero ver meus filhos frustrados com alguma coisa. – argumentou, afagando minhas costas. — eu amo vocês, demais, certo?


— Certo. – findamos o abraço, sorrindo.


Antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, notei que Taehyung e Bang-shi se aproximavam um ao lado do outro, os mesmo que sorriam de forma doce na nossa direção. — tia Yeji, eu sinto tanto por tudo... – disse Taehyung, sendo acolhido entre os braços da minha mãe, tal cena que fez meus lábios curvarem em um sorriso grande. — não quero que pense que sou um garoto mau.


— E você não é, meu amor! – assegurou, de forma maternal. — eu nunca ficaria contra você, jamais, porque tenho minha consciência de que é uma pessoa maravilhosa, uh?! – sorriu, ambos se afastando do abraço. — agora, quero que fique tranquilo.


— Obrigado tia, você é muito adorável... – sorriu, timidamente.


— Adorável e linda, obrigado por gostar do meu irmão, tia Yeji. – Bang a cumprimentou, selando sua bochecha rosada.


— Eu gosto dos dois, certo? E obrigada, querido, não sei o que faria caso acontecesse algo com vocês. – tremeu os ombros, olhando para nós. — vocês são especiais pra mim, podem ter certeza que irei cuidar dos dois a partir de hoje.


Sorri mais ainda, vendo que a relação entre minha mãe, meu namorado e cunhado, é a coisa mais linda que já vi. Olhei para Taehyung que tava ao meu lado, sorrindo enquanto ouvia minha mãe tagarelar pelos cotovelos, e senti uma chama ascender dentro de mim como lembrete do quão apaixonado sou por ele.


— E então, o que acham de almoçarem conosco hoje? – ouvi sua sugestão sem desviar os olhos do Kim, esse que assentiu virando-se para me olhar também.



— Agradecemos de coração tia. – ouvi Bang dizer.


                        ~×~


Apertei a alça da bolsa logo que pus meus pés capados por meias, dentro de casa. 


— Bom, ainda é cedo. Mas eu tou pensando em fazer bastante comida! – mãe bateu palmas, mostrando o quão feliz estava. 


Taehyung e Bang-shi deixaram seus sapatos ao lado da porta, entrando de pés descalços enquanto suas mochilas descansavam nas costas. — Bang-ah, querido, o que acha de ajudar essa pobre mulher a cozinhar, uh? 


Bang riu, concordando. — corrigindo, ajudar essa linda e excelente mulher a cozinhar. – ambos riram, e o mais velho se livrou da mochila logo após deixando-a no sofá.


— E vocês dois – chamou nossa atenção, e eu até sei porquê dela ter inventado tudo isso. — vão resolver o que tem pra resolver. – sem esperam por uma resposta, ela saiu junto com Bang para cozinha.


Assenti por mais que ela não tivesse visto, me virando de frente para o Kim e sorrindo sem jeito. Pelo menos ele retribuiu. — vamos para o meu quarto? 


Ele assentiu, olhando nos meus olhos. — vamos.


•••


Deixamos nossas bolsas em cima da cama, logo Taehyung encontrava-se escorado na janela enquanto observava o lado de fora em silêncio.


Me aproximei dele parando ao seu lado, desviando os olhos para a rua também. — Como você tá? – perguntei, realmente preocupado com sua quietude.


— Mais leve depois de hoje. – confessou, suspirando em seguida. — obrigado por ontem, digo, por ter ido me ver passar vergonha. – riu sem humor.


— Não seje bobo, você nem deu tanto trabalho assim...


— A não? – dessa vez ele me olhou, parecendo querer me pegar no pulo. — tem certeza do que estar dizendo?


— Tem razão, você deu só um pouquinho de trabalho. – rimos, e aos poucos, senti que o clima entre nós estava ameno. — não queria tomar banho.


— Vamos fingir que eu não fiz toda àquela cena, agh! – voltou a olhar para fora. — acordei cedo com batidas na porta, logo dispertei com o Bangunie me servindo chá.


Então Casper realmente avisou ao hyung?


— Ele não brigou?


— Não... Só me entregou o chá e depois me deu concelhos. Vejo que anda se esforçando para cuidar de mim e da casa, então sou grato por tudo que ele faz. Meu irmão é tudo pra mim.


Concordei, admirando o amor entre eles. — eu.. Bem.. Queria me desculpar pelo o que aconteceu. – disse de uma vez, agora olhando novamente pra ele. — sei que já pedi desculpas, mas, você não tava nas melhores situações.


Concordou, virando o rosto para que pudesse me olhar. — Já foi agora, tá bom? Eu quero apagar aquele dia da minha vida. – suspirou, virando de frente pra mim e deixando seus braços caídos ao lado do corpo. — e eu também gostaria de me desculpar, sabe, por não ter entrado em contato.


Sorri, sem saber o real motivo. — agora você tá aqui, na minha frente. Então, não vejo pra quê se desculpar, eu penso que precisavámos de um tempo.


— Isso, era de tempo mesmo. Mas vejo que ficar longe de você é... Desconfortável. – franziu o cenho, antes de sorrir triste.


Por que ele parecia ainta tão melancólico?


— Vem cá... – o puxei pelos ombros quando envolvi meus braços em sua cintura, aspirando seu cheiro de forma carinhosa enquanto ele me apertava pelo pescoço, com o nariz enterrado no lugar. — eu senti tanto sua falta, hyung... Por gaia, garoto, como amo ficar com você!


— Não faça minhas bochechas queimarem, seu bobo! – riu verdadeiramente, deixando um beijo sútil em minha pele. Gostei. — eu também amo ficar com você... Muito. 


O apertei ainda mais, sentindo seu coração bater numa velocidade absurda, enquanto eu fazia um carinho bom com os polegares na sua cintura por cima do seu cardigan. — tá tudo bem mesmo? Tipo, não querendo ser invasivo ou algo assim, mas estou te sentindo um pouco triste ainda.


Ele suspirou, assentindo lentamente com a cabeça, quando desfez o abraço para me olhar novamente nos olhos, levando sua direita para alisar minha bochecha em um cafuné agradável. — você confia em mim?


•••


— E aí? Caprichamos ou não, hein? Hein? – perguntou a doida da minha mãe, feliz o bastante para dá pulinhos engraçados.


— Tia, oraboeni, vocês arrasaram! – Taehyung a acompanhou nos pulos, sorrindo feito criança.


— Valeu maninho, trabalhar com a tia foi realmente incrível.


— Formamos uma baita de uma dupla, an?! – riu, deixando o pano de prato em cima do balcão. — agora, sentem-se, vai! Quero todo mundo na mesa pra já, mocinhos! – fez sinal com a mão e todos nós fizemos o que fora pedido.


Logo depois, Jeongin entrou no cômodo vestindo uma camisa grande e shorts curtos, faz pouco tempo que ele chegou da escola, e sentou-se ao lado da nossa mãe. — wow mãe, é muita refeição.


— Quero meus anjinho de barriga cheia. – sorriu orgulhosa, e logo todo mundo começou a se servir.


Percebi que depois de muito tempo, ela voltou a usar a grelha elétrica, e sobre a mesma tinha carne quitute e de porco, também tinha quiabo e batata. Bang-shi virava à mistura com um hashi, enquanto mãe fazia questão de por arroz no prato dele junto com alga nori e teriyaki com brócolis.


— O cheiro tá divino, nossa! – esbravejou Taehyung, levando o macarrão até o nariz para cheirar e depois até a boca, enfiando tudo nela e revirando os olhos. Charmoso ele. — e o sabor uma maravilha! – disse de boca cheia.


Coloquei uma boa quantidade de arroz dentro da alga nori, mergulhando logo em seguida dentro do molho doce. Não ponderei muito em levar até a boca, me derretendo com o sabor tão familiar e ouvindo suspiros pela mesa após degustarem da comida da melhor mãe do mundo.


Do contrário que pensei, todos conversavam numa boa enquanto comiam demonstrando uma satisfação de dar gosto. Vez ou outra eu participava das brincadeiras do Jeongin, Taehyung ao meu lado parceria mais a vontade e melhor do que minutos atrás, ria e tagarelava junto com sua tia Yeji. 


É confortável encontrar a mesa cheia novamente, não falo da comida, mas sim das pessoas que preenche o local de risadas e humor, da companhia, do carinho e dos olhares carregados de ternura.




Naquele momento, vendo a gratidão no rosto de cada um, eu pude me sentir adorado outra vez; porém, mais específicamente, quando senti a mão de Taehyung segurar a minha em cima da mesa.


                            ~×~


Notas Finais


cacete, iae meu povo?!


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