História Tainted Love - Capítulo 11


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Juugo, Karin, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Orochimaru, Pain, Sai, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Suigetsu Hozuki, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Tags Sasusaku
Visualizações 154
Palavras 2.575
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Hentai, Luta, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, como estão nesse domingo?

Estou voltando para a faculdade amanhã e não estou nada feliz de acordar cedo...

Mas enfim, não se preocupem que sempre dou meu jeitinho de escrever <3


Espero que gostem do capítulo, ainda que não seja o desenrolar desse rolo!


Boa leitura e ótima semana!

Capítulo 11 - Capítulo X


Fanfic / Fanfiction Tainted Love - Capítulo 11 - Capítulo X

 

Ao acordar a primeira coisa que Sakura sentiu foi uma dor excruciante na cabeça, provavelmente pela coronhada que recebeu.

Ainda que estivesse em total  desvantagem, sendo uma mulher com metade do tamanho daqueles homens – de um deles, o que dirá três – Sakura simplesmente não era o tipo de pessoa que se deixaria ser pega sem lutar. Tão logo se viu jogada dentro da van ela começou a espernear e chutar, tendo acertado o queixo do outro ruivo e a barriga do loiro, mas logo viu o cara dos piercings pegar uma arma e tudo o que sentiu antes de apagar foi uma batida na parte de trás da cabeça.

Assim que sentiu sua cabeça parar de girar e seus olhos focalizarem novamente, ela ergueu a cabeça e começou a escanear cada detalhe do lugar, tentando entender onde estava.

O lugar não passava de um pequeno depósito, com muita poeira e caixas espalhadas por todo o lugar. Não devia ter mais que cinco metros quadrados, com apenas uma porta que certamente estaria trancada e sem janelas. A tinta verde descascava na parede e Sakura conseguia sentir um forte cheio de mofo, denunciando a umidade do lugar.

Seus olhos logo começaram a percorrer todo o ambiente, à procura de algo que pudesse lhe servir.

Mas não que fosse fazer tanta diferença naquele momento.

A segunda coisa que Sakura havia se dado conta logo depois de acordar, foi a dor que sentiu em seus pulsos e tornozelos, devido às cordas que a apertavam, a ponto de lacerar a carne.

Encostando a testa nos joelhos, Sakura deu um longo suspiro, tentando recuperar a calma e manter a mente fria, assim como Sasuke tantas vezes lhe dissera. Podia ainda ouvir as palavras dele em sua cabeça, podia sentir os braços fortes ao redor dela, o hálito quente em seu pescoço “Mantenha sua mente fria, o pânico só irá piorar tudo. Lembre-se de tudo o que eu te ensinei e mantenha-se firme. Fique firme até eu ir te buscar”.

Estaria ele tentando alcançá-la agora?

Essa era uma pergunta que não precisava de resposta, sabia que ele iria até o inferno atrás dela.

Sakura tinha plena noção de quem era Uchiha Sasuke, sabia com o que estava se envolvendo em todas as vezes que se negava a se afastar dele. E Sasuke já tendo desistido disso há muito tempo, não viu outra opção senão ao menos ensinar algumas coisas à ela, mesmo que rezasse para que ela nunca precisasse usá-las.

Ela deu mais uma olhada ao redor. Ainda que estivesse esperando algo como uma sala enorme com uma mesa cheia de aparelhos de tortura, algo totalmente ao contrário de onde estava agora, Sakura era esperta o suficiente para saber que mesmo assim não devia subestimar seus captores.

Tentava formular um plano de como ao menos libertar um de seus pulsos quando a porta abriu de uma vez.

Seus olhos voltaram-se ao rosto do homem alto que adentrou a sala, sendo seguido de perto pelos três que haviam capturado-na.

Mesmo sem perceber, seu tronco se endireitou e seu rosto assumiu a mesma máscara impassível que poucas horas antes tanto irritou o ruivo de piercings.

O homem se aproximou dela a passos lentos, agachando-se a sua frente e seus lábios abriram-se num sorriso maldoso.

Sakura sentia o peso daqueles olhos escanearem todo o seu corpo e não conseguiu evitar de mostrar o leve tremor que percorreu o seu corpo.

O homem aproximou mais o seu rosto e Sakura instintivamente foi para trás, encostando na parede.

– Cerejeira, hum?  –  o homem disse e se Sakura achou que a voz do ruivo havia lhe dado arrepios é porque ainda não havia ouvido a desse homem. – Combina com você.

Ele pegou uma mecha rosa e começou a enrolar entre os dedos, ainda sem parar de sorrir.

Sakura jogou a cabeça para o lado, tentando se desvencilhar da mão, sem se importar com quem aquele homem era e o perigo que ela poderia estar correndo. Uma das coisas que sempre deixou seus pais e Sasuke loucos, era sua impulsividade. Por mais intimidante que a situação fosse e mesmo que por dentro ela estivesse a ponto de surtar ou deixar o medo dominá-la, ela simplesmente não conseguia abaixar a cabeça. Sabia que isso podia colocar sua vida em risco – como nesse exato momento – mas era assim que ela era.

– Calma, querida. – disse ele, desenhando o maxilar de Sakura com a ponta do dedo e apreciando seu corpo tenso sob seu toque. – Não irei fazer nada que você não queira. Ainda.

O dedo dele ameaçou descer pelo modesto decote da blusa azul que Sakura usava e ela se lançou para a frente, fugindo do toque do homem e acertando a cabeça dele no processo.

O homem levantou-se e limpou com um dedo, o sangue que escorria do seu lábio, levando-o à boca.

– Já sei porque o Uchiha gosta tanto de você.

O homem virou-se e quando Sakura achou que enfim ficaria novamente com seus pensamentos, ele virou-se de repente e desferiu um tapa em seu rosto, fazendo com que sua cabeça fosse para o lado pela força do impacto.

Sem que ela tivesse tempo de recuperar os sentidos, ele agarrou o queixo dela, apertando-o entre os dedos e fazendo com que Sakura encarasse seus olhos escuros.

– Eu também gostei, talvez fique com você para mim. – disse com uma voz que em vez de sedutora apenas causava arrepios. – Mas antes terei que amaciá-la, deixá-la um pouco mais subserviente.

E tão logo quanto apareceu, ele se foi, dando um sinal para os dois homens que até aquele momento continuavam na porta, fazendo com que eles rissem.

– E não é que eu vou conseguir brincar com você mais cedo do que eu esperava, rosinha? – falou o ruivo de piercings.

E então ele começou a se aproximar, sem nunca tirar o sorriso maldoso do rosto.

Ela fechou os olhos com força "Por favor, venha logo!", pediu em pensamentos.

Dessa vez Sakura não conseguiu mais segurar o grito de horror.

 

*****

 

Gaara continuava sentado pacientemente, indo para frente e para trás na cadeira de rodinhas do computador, enquanto ouvia atentamente o que Sasuke lhe dizia pelo celular.

Sim, pacientemente, mas não de forma quieta, ele simplesmente não conseguia parar quieto, era como se estivesse o tempo todo ligado em duzentos e vinte volts.

Matsuri havia voltado menos de dez minutos após sair, mas ele delicadamente mandou-a voltar para a porra de onde havia saído, com essas mesmas palavras, antes de dar um sorriso enorme e dizer que estava ocupado no momento.

A mulher já conhecendo sua loucura – assim como ele costumava chamar, porque sim, ele era muito louco e nem precisava de drogas, ao menos nem sempre –  simplesmente deu meia volta e disse que voltaria no dia seguinte, no mesmo horário de sempre.

Ele ficou olhando para aquela bunda apertada naquele vestido minúsculo enquanto ela se afastava, mas no momento tinha trabalho a fazer então logo livrou a mente de todos aqueles pensamentos impuros.

– Deixa eu ver se entendi – disse Gaara, calmamente – Você quer que eu dê uma de GPS e localize sua namorada, o que me leva a pensar: por que você não tentou o GPS?

Ele ouviu um suspiro vindo do outro lado da linha e ainda que não fosse uma das pessoas preferidas do Uchiha, conhecia-o bem o suficiente para saber que nesse momento ele estaria tentando reunir a pouca paciência que devia lhe restar, antes de ir até o outro lado da cidade e esgana-lo.

Isso preocupava Gaara? Nenhum pouco.

Ao menos não naquele momento, mas provavelmente preocuparia dali a algumas horas.

Se eu me dei ao trabalho de ligar para você, é porque já tentei isso. – respondeu Sasuke, contido, mas claramente furioso. – Posso não ser um fodido hacker, mas não sou nenhum idiota. O celular dela foi desligado e simplesmente não é possível rastreá-lo.

– Certo, por mais que isso seja quase uma ofensa às minhas habilidades eu vou ajuda-lo…

Como se tivesse escolha – Sasuke cortou-o, rudemente.

– Por um pequeno preço.

Ouviu Sasuke rir debochadamente no outro da linha.

Que tal eu poupar sua vida? Parece-lhe um preço justo?

Gaara engoliu em seco, audivelmente.

– Justo. – respondeu ele, sem mostrar-se minimante atingido pela clara ameaça de morte. – No entanto, você disse algo sobre “honrar minha dívida” e isso muito me interessa.

Sasuke suspirou, mas logo respondeu “Certo” e Gaara munido das informações necessárias rapidamente pôs os dedos para trabalharem no teclado.

Após poucos minutos achou o que precisava e chamou pelo nome de Sasuke, que estava esperando silenciosamente ainda em ligação.

– Tem papel e caneta? – perguntou o ruivo.

 

*****

 

– Certo –  disse Sasuke, bufando e em seguida rolando os olhos em irritação – Conversamos sobre isso depois.

Karin ao lado de Suigetsu apenas observava atentamente os modos do Uchiha. Mesmo a certa distância, podia ver como seus ombros estavam tensos e o maxilar rígido e isso dava a ela uma certa agonia, parecia que a qualquer momento os dentes quebrariam se ele usasse um pouco mais de força.

Ele estava muito, muito puto mesmo, e ela não queria ser a pessoa a estar na minha de toda aquela fúria que o homem mal conseguia conter.

– O que aconteceu? – sussurrou ela à Suigetsu, que se aproximou da ruiva, ambos sem tirar os olhos do chefe.

– Eu não sei – devolveu ele no mesmo tom de sussurro – Ele apenas chamou e eu vim. Mas desconfio que tenha algo a ver com a rosada, afinal, o que mais deixa o Sasuke tão irado assim? Nem o tiro de raspão que ele levou de Pain deixou o homem tão bravo.

No momento em que Sasuke desligava o celular e enfiava-o de qualquer forma no bolso, os dois voltaram às posições iniciais, sem dizer mais nada, enquanto observavam Sasuke andar pela sala passando a mão pelo cabelo; um claro sinal de que ele estava pensando. E nervoso. Puto.

Finalmente parando, Sasuke olhou para seus homens parados e obedientemente esperando suas ordens, enquanto ele buscava as palavras corretas.

Falar, em qualquer situação que fosse, nunca foi seu forte.

– Vamos ao esconderijo da Akatsuki – ele disse simplesmente, observando as reações deles. Alguns arregalaram os olhos, mas nenhum emitiu qualquer som de protesto. – Eles se atreveram a pegar algo precioso para mim e hoje eu não volto para casa sem a cabeça daquele ruivo maldito em uma bandeja para servir aos porcos.

Suigetsu inclinou-se levemente na direção de Karin sussurrando um “eu disse” e recebendo um discreto revirar de olhos da mulher, em resposta.

Sasuke observou novamente as reações de todos aqueles homens – que já não eram tantos assim – e não vendo nenhum sinal de oposição ou mesmo questionamento, balançou a cabeça satisfeito e gritou para todos irem para os carros.

Suigetsu aproximou-se do chefe juntamente com Karin em seu encalço, esperando instruções de como proceder.

– Pegaram a Sakura – disse Sasuke, com os punhos fortemente cerrados em puro e animalesco ódio.

Qualquer esperança de Suigetsu estar errado em sua aposta, sumiu ao ouvir o nome da velha amiga.

Sakura, Ino e Karin costumavam ser um trio inseparável quando no ensino médio e ainda que os caminhos diferentes que escolheram tenham afastado as três terrivelmente, Sakura continuava sendo uma grande amiga e o coração da ruiva doeu ao pensar no que ela poderia estar passando naquele momento nas mãos da Akatsuki.

Não querendo que Sasuke percebesse a linha de seus pensamentos, Karin apertou levemente o braço do Uchiha, tentando passar-lhe alguma confiança.

– Eu também irei, pode ser que ela precise de cuidados médicos.

Ouviu Sasuke dizer um baixo “Obrigado” antes que ela tirasse a mão de seu braço e ele marchasse a passos rápidos até a porta.

Suigetsu deu um último olhar à mulher antes de depositar um beijo em sua têmpora. Dificilmente ele era sério com ela, mas o momento tenso não permitia brincadeiras.

– Não quero nem imaginar se chegarmos muito tarde. – disse ele após certificar-se de que Sasuke estivesse já longe, para não ouvir seus medos.

Karin virou-se para Suigetsu e depositou um leve beijo em seus lábios antes de responder.

– Não pense assim. Sakura não é uma mulher fraca.

 

*****

 

Cerca de duas horas depois, o pequeno comboio de carros estacionou nos arredores de uma pequena floresta, que fazia a divisa de Suna e Konoha.
Estavam em pouco mais de vinte homens e ainda que não fosse um número muito grande, eles ainda assim eram os melhores, todos escolhidos a dedo e que não exitariam sob quaisquer ordens. Além disso Sasuke também contava com que Pain não tivesse muitos homens lá, a fim de não causar muita desconfiança em quem quer que vivesse ou mesmo passasse pela área.

As coordenadas do celular de Sakura, que Gaara fornecera, apontavam diretamente para uma área há pouco mais de um quilômetro de distância de onde eles haviam parado com os carros.

Sasuke sabia que seria estupidez ir até lá anunciando sua chegada com um monte de carros. Tinha certeza que Pain esperava que ele fosse aparecer em algum momento, mas Sasuke ainda teria uma certa vantagem já que o outro não tinha como saber o momento exato, então o mais inteligente seria adentrar o esconderijo dele silenciosamente por entre a mata.

Fazendo um leve sinal para Suigetsu e vendo ele por sua vez passar aos demais, eles começaram a se mover por entre as árvores.

Cerca de vinte minutos depois, o Uchiha e os demais chegaram na encosta de um morro.

O esconderijo tratava-se de um complexo na parte mais baixa da floresta, para se ter acesso de onde estavam seria necessário descer a enorme encosta até ele. Era um local cercado, com vários galpões e contêineres de diversos tamanhos. Podia até se passar por abandonado, se não fosse o movimento de algumas pessoas próximos aos galpões e alguns outros parados em frente às cercas. De onde estava, Sasuke podia contar quatro homens armados e tinha certeza de que havia mais escondidos lá dentro.

Suigetsu e mais dois homens aproximaram-se de Sasuke e nem precisaram vocalizar algo para ele saber qual seria a interrogação.

– Vamos precisar de uma distração – ele disse e pelo canto dos olhos viu o platinado concordar – seria muita burrice simplesmente descer. E mesmo que matássemos alguns, estaríamos mortos antes de chegar lá embaixo.

Sasuke jogou no chão a sacola de armas que trazia no ombro e logo tirou de lá um rifle que permitisse acertar alvos a uma considerável distância. Checou as balas do M16 antes de se virar novamente para trás.

– Suigetsu e mais três irão pela esquerda e provocarão algum tipo de distração  – disse ele apontando para o dito homem enquanto vasculhava com os olhos um lugar que pudesse ficar camuflado com a arma  – enquanto isso Juugo e seu grupo farão o mesmo pela direta. Karin ficará comigo, iremos acertar os que começarem a debandar assim que o alarme for dado, sua ótima mira virá muito a calhar – disse ele, recebendo um aceno da ruiva.

Enquanto seus homens rapidamente saíram dali e foram assumir suas posições, Sasuke arrumou um lugar para sua arma e deitou-se no chão, observando o lugar mais de perto pela mira dela.

Assim que ouviu o primeiro barulho de explosão, seguido do alarme do complexo, levou a mão esquerda até o pescoço envolvendo entre os dedos o anel prateado que trazia pendurado em uma corrente desde os quatorze anos.

Olhou a grafia cheia de floreios do “Sakura” que nele estava gravado antes de deixar sua voz se perder ao vento.

– Fique firme, estou chegando, cherry.

 

 

 


Notas Finais


Quem mais quer um Sasuke assim?

Acho que nem preciso dizer a fúria com que ele irá entrar nesse lugar, né?

Tirem um tempinho e me digam o que acharam!


Até a próxima <3


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