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História Tais Quais Seus Pais - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Voltei rápido né? Já vou pedir antecipadamente pra não se acostumarem, bloqueio criativo pra mim é que nem tomar água JAHSNAHSN

Infelizmente 😔🤞

Boa leitura!

Capítulo 2 - 2. Se a vida te der um limão...


Assim que passaram pela porta de casa, Sasuke respirou fundo e estendeu a mochila que carregava no ombro para a mais nova. A mesma a pegou e lhe deu as costas, concentrada em digitar algo no celular enquanto subia as escadas para o quarto.

– Ei – chamou, e ela parou no meio da escada para fitá-lo. — Precisamos conversar mais tarde.

Tentou soar sério, mas quando o assunto era ser um pouco mais rígido, simplesmente não conseguia. Hana assentiu, e sem dar muita importância, subiu para o segundo andar. O Uchiha mais velho suspirou e passou a mão por seus cabelos, sentindo seus ombros pesados pelo cansaço.

Sempre foi difícil cuidar de uma criança, principalmente quando era um jovem universitário que nunca tinha trocado nenhuma fralda em sua vida. Porém, ainda era mais fácil fazer um bebê parar de chorar do que educar um adolescente. Sabia que não era o melhor pai do mundo, mas podia dizer que se esforçava, já que durante a sua infância não tinha tido uma imagem – de fato – paterna para se inspirar. 

Tinha ciência do quanto Hana havia adotado seus trejeitos e o quanto eram parecidos em personalidade – levando em consideração que ela nunca conheceu a mãe –, e sabia que era por esse motivo que se entendiam tão pouco e dificilmente conseguiam ter conversas sérias.

Enquanto se despia para entrar no banho, sua mente voltou para as lembranças que tinha naquela mesma escola. Era difícil acreditar que havia se reencontrado com Sakura, afinal, qual era a probabilidade? A última vez que haviam se encontrado havia sido na formatura do ensino médio, mal podia contar quantos anos se faziam. Não foi uma despedida ou algo do gênero, apesar de ter acabado de forma emblemática.

Quais eram realmente as chances dos seus filhos terem herdado aquela rivalidade infantil? Mesmo que continuassem não se entendendo nos dias atuais, eram adultos e saberiam a hora de parar. Ou não?

Saiu do banheiro vinte minutos depois, prendendo o cinto à parte de baixo da farda. Ainda faltava colocar a camisa quando a campainha da casa tocou, e sabendo que Hana não desceria para atender, se apressou em colocar a primeira peça de roupa que encontrou para cobrir seu abdômen.

Ao abrir a porta, encontrou um Naruto sorridente, e a sua versão pocket, Boruto, logo ao lado.

— O que faz aqui essa hora? – ergueu a sobrancelha direita.

— Wow, eu costumava ser mais bem recebido nessa casa – torceu a boca. — Hinata pediu para eu trazer esses doces, e eu vim visitar minha afilhada. Me contaram que tem um garoto implicando com ela.

— Não foi isso que eu disse – o Uzumaki mais novo negou com a cabeça. — E aí! – estendeu a mão para dar um toque no Uchiha, que apenas riu fraco e bateu na mão do outro.

— Entrem.

Deu espaço para que os dois loiros passassem pela porta. Quando um ao lado do outro, a semelhança ficava ainda mais nítida, mesmo que insistissem que não. Era engraçado para quem via.

— Acho que ela está dormindo no quarto – apontou para o andar de cima com o queixo. — Se estiver, pode fazer bastante barulho.

Sorriu de lado e piscou para o mais novo, que soltou uma risada e deixou a sala para subir para o andar de cima. Os dois mais velhos se acomodaram um de frente pro outro nos sofás e ficaram em silêncio por algum tempo, e depois de alguns minutos, foi possível ouvir um grito feminino vindo do quarto, seguido por algumas risadas escandalosas do Uzumaki mirim. Sem se conter, Sasuke gargalhou.

— Idiota como você – acusou, voltando a encarar Naruto.

— Você quem deu a ideia – se defendeu entre um riso fraco. — E então? O que aconteceu?

— Nada muito grave. Foi só uma briga de criança, mas o menino apanhou e sobrou pra mim – suspirou e o loiro riu nasalmente. — Você sabia que a Sakura teve um filho?

— Sakura Haruno? Da nossa turma? – franziu o cenho. — Quando?

— Acho que foi quando nós tivemos – deu de ombros. — Na verdade, ele é o garoto que brigou com a Hana.

— Você tá falando sério? – Naruto uniu as sobrancelhas, e logo em seguida riu alto. — O destino é hilário!

— Não é engraçado, idiota.

— Claro que é, a vida deu um jeitinho de juntar vocês de novo, isso só pode significar alguma coisa – esfregou o queixo. — Talvez vocês tenham que formar uma família. Espera, ela é casada?

— Se fosse eu teria algum interesse – brincou e os dois riram. — Eu não sei se ela é casada ou não, no que isso importa?

— Como ela está?

Sasuke passou a mão pelos cabelos outra vez – era como uma mania – e se pôs a lembrar da aparência da Sakura que havia encontrado horas mais cedo. Se fosse para comparar com a Sakura do ensino médio, não podia dizer que havia mudado muito. Só podia considerar que estava mais... Madura?

— Acho que ela continua a mesma de sempre, só que… – procurou pela palavra certa em sua mente. — Mais bonita? Eu não sei, ela nunca foi feia – voltou seu olhar para o Uzumaki, e esse tinha um olhar sugestivo acompanhado de um sorriso malicioso no rosto. — Que cara é essa?

— Eu não perguntei nada sobre a aparência dela… – insinuou. 

— E eu deveria ter adivinhado?

— Talvez você tenha sentido algo.

Sasuke revirou os olhos. Mais do que ninguém, sabia o quanto Naruto podia ser infantil quando queria.

— Sabe… Ela pode ser outra mulher.  O tempo é o melhor professor. Você deveria tentar descobrir.

— E o que você quer? Acha que eu deveria ligar e chamar ela pra um encontro? – zombou.

— Qual é, Sasuke, você sabe o que eu acho de você viver sozinho com a Hana nessa casa – coçou a própria nuca. — Se a vida te der um limão, faça uma limonada.

— O que você tá sugerindo? E que metáforas são essas? – franziu o cenho. —  Não tem a menor chance de isso dar certo, esqueça.

— Eu só acho que… EI!

Naruto foi interrompido por um peso enorme sobre suas costas, tendo seu corpo sendo levemente empurrando para a frente. Demorou para entender o que estava acontecendo, até sentir os dois braços abraçando seu pescoço por trás.

— Por Deus, garota, você costumava ser tão levinha… – Brincou e logo em seguida riu.

— É você que tá ficando velho e sem forças, a tia Hinata deve passar maus bocados – Hana bagunçou os cabelos loiros antes de dar a volta no sofá e ver o rosto corado do mais velho.

— Que nojo! Por que você é assim? – Boruto fez uma careta. 

— Incrível? – gabou-se.

— Desnecessária.

— Vai se-

— Hana – Sasuke repreendeu.

— Certo, certo. Senta aqui – Naruto deu duas batidinhas ao seu lado do sofá, que não demorou a ser ocupado pela Uchiha. — Como foi o primeiro dia de aula?

Houve alguns segundos de silêncio em que os dois mais novos apenas se entreolharam. Não se orgulhava do que tinha acontecido, mas tinha que admitir que o pós havia sido engraçado. 

— Ela deu uns amassos no Haruno, foi lindo de ver – Boruto contou. 

— Que palavra péssima, eu não dei uns amassos nele! – a garota negou com a cabeça. — Ele me irritou e eu acabei… Não vou fazer de novo… – torceu o lábio.

— Se acontecer de novo, você pode me ligar e eu vou lá dar uns ama- Ow! – Naruto acariciou a própria cabeça ao sentir um enfeite da sala voar na mesma.

— Segura a onda, Highlander, as coisas não se resolvem assim. E além do mais, você pretende agredir um garoto de quinze anos? – caçoou Sasuke. 

Os três fizeram bico ao mesmo tempo e o Uchiha revirou os olhos. Naruto poderia facilmente ser colocado na mesma idade mental de dois adolescentes. 

— Ele é um saco e todo mundo já sentiu vontade de dar uns cascudos nele, a diferença é que ela pos em prática – Boruto riu. 

— Porque se tivesse sido você, a sua mãe acabaria com a sua raça – Naruto olhou para o filho. 

— Ele não ganha uma briga nem contra uma barata. Me arrisco a dizer que nem contra o Nara...

— Ei! Assim você me ofende – cruzou os braços.

— O filho do Shikamaru? – Naruto ergueu a sobrancelha e ambos assentiram. — Ele é muito parecido com o pai, só entraria em uma briga se fosse forçado.

— Exatamente – Hana riu fraco. — É um medroso.

Enquanto riam, o relógio de Sasuke apitou em seu pulso, lembrando-o que tinha um horário a seguir.

— Okay, hora de ir – se levantou do sofá. — Meu expediente começa em meia hora. 

Bateu algumas palminhas, como quem dizia que era o toque de recolher. Hana subiu para o quarto com a sacola de doces depois de se despedir e os Uzumaki's deixaram a casa. Levou mais dez minutos para que Sasuke terminasse de colocar a farda policial, e vinte minutos depois ouviu a buzina da viatura à frente da sua casa.

Ouviu apenas um "Bom trabalho!" gritado do andar de cima antes de sair. Não precisava se preocupar em deixá-la sozinha, sabia que sua garota se cuidava muito bem.

[...]

— Tem certeza que não quer uma carona? Meu pai chega daqui a pouco… – Shikadai olhou com certo receio para o outro. 

— Não, tá tudo bem! – colocou um dos lados do fone e ajustou a mochila nas costas. — Até amanhã. Vê se não se atrasa – piscou, dando as costas para a casa em seguida.

— Só quando você parar de apanhar da Hana!

Os olhos verdes se reviraram dentro das órbitas e Kenji se sentiu na obrigação de erguer o dedo do meio para o outro, mesmo sem olhá-la. Em seguida, pôs o outro lado do fone e seguiu seu caminho. Teria que apressar o passo, já estava tarde e sua casa não ficava exatamente perto dali, caso demorasse muito, Sakura não ficaria nada feliz.

Deveria ser cerca de dez da noite, o que já era considerado tarde, mas havia perdido o horário ao ingressar em um campeonato de videogame com Shikadai. Sabia que ela já estaria uma fera quando chegasse em casa.

Deixou que uma playlist aleatória começasse a tocar, e sem perceber, se distraiu assobiando as músicas que saíam do fone. Era um bom método para não se assustar com a escuridão eminente das ruas. As únicas fontes de iluminação eram alguns postes de luz, mas podia se sentir mais tranquilo em saber que não estava passando por ruas perigosas.

Olhou para os próprios pés cobertos pelo all star branco, se deixando levar pelas lembranças do que tinha acontecido naquele dia. De fato havia sido humilhante levar alguns tapas na frente de todo mundo, mas já esperava que fosse acontecer em algum momento, conhecendo o temperando da Uchiha e mesmo assim se dispondo a provocá-la. Sabia que alguns dias mais tarde estaria achando hilário, mas ainda não era o momento.

E era pior ver o quanto Sakura havia ficado chateada e irritada com a situação, o sermão que tinha levado no carro ainda ecoava na sua cabeça. 

Suspirou, olhando para frente novamente ao virar em uma das ruas. Ao mesmo tempo, sentiu algo tocar sua cintura. A presença de alguém atrás de si fez com que parasse de caminhar e ficasse congelado onde estava. 

— Se gritar, eu te mato – a voz rouca soprou próxima do seu ouvido. 

Engoliu em seco, sentindo seu coração disparar ao constatar que aquilo que tocava sua cintura provavelmente era uma arma. Independente se fosse de verdade ou mentira, não iria reagir contra.

— Me entrega o celular e a mochila, devagar – pedia com calma, mas com muita seriedade. 

Sem hesitar, fez o que o homem pediu. De forma lenta, tirou a mochila de suas costas e o celular do bolso, virando para entregá-los. Ao olhar para o assaltante, percebeu porque não tinha o notado antes. Estava todo de preto, provavelmente se escondia nas sombras para atacar o primeiro que dobrasse a esquina. Mesmo com a pouca iluminação, conseguiu notar os olhos azuis e um cabelo castanho caindo sobre o rosto, uma cicatriz na bochecha e a barba por fazer.

— Os tênis também – pressionou a arma com mais força contra o quadril do garoto. — Anda!

Sentiu um bolo em sua própria garganta, e então se abaixou para tirar os próprios tênis. Já sem eles, os entregou para o homem.

— Agora corre – engatilhou a arma. — Vai logo!

Sem pensar duas vezes, Kenji correu para longe, sentindo que poderia levar uma bala nas costas a qualquer momento, o que não aconteceu. Sequer olhou para trás, apenas usou todas as suas forças para se afastar daquele lugar enquanto sentia seu rosto sendo molhado por algumas lágrimas. A única coisa que lhe restava era fugir de volta para a casa, em estado de choque.


Notas Finais


Aperta F pro tênis do Kenji 😔


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