História Take Me To Church - Capítulo 16


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Anti-homofobia, Crítica, Fanfic Pesada, Homofobia, Kyravee, Minjoon, Namjoon!centric, Nammin, Violencia, Yoonseok
Visualizações 201
Palavras 3.200
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


ela mora na lua, na cidade lunar; e toda noite quando estou só saio pra te ver brilhar...

último capítulo, boa leitura ♡

Capítulo 16 - Minha amada tem humor, ela é a risadinha no funeral!


Fanfic / Fanfiction Take Me To Church - Capítulo 16 - Minha amada tem humor, ela é a risadinha no funeral!

My lover’s got humour

 

 

2014. Porto Alegre. RS.

23 de setembro, 22: 24.

 

O som dos aplausos faziam meus batimentos cardíacos se descontrolarem. Era o alivio que percorria minhas veias a cada passo pelo palco, conseguia sentir toda a energia do público com a minha presença. Sorri ao ter rosas lançadas em minha direção, naquela noite os frequentadores do BY só jogariam flores, nada de dinheiro, calcinhas ou cuecas, apenas flores.

O evento não tinha um real envolvimento com dinheiro, não era esse o objetivo das apresentações daquela noite.

Meus dedos tocaram o microfone com cuidado, mostrei minhas covinhas antes de levantar a cabeça com um sorriso enorme no rosto. Por algum motivo desconhecido, mostrar minhas covinhas me traziam como resposta os aplausos. Ainda hoje; os buraquinhos em minhas bochechas rendem comentários nas redes sociais e suspiros da plateia!

–Essa noite eu vou fazer algo totalmente diferente do meu normal. Nos meus shows o meu foco são as piadas erradas, pesadas; o meu visual nada convencional... – Ouvi alguns assovios. Normalmente minhas roupas eram inspiradas em instrumentos de tortura, BDSM, era uma forma de canalizar todo o sofrimento que passei. – E desta vez vocês me verão dublar uma música com um vestido preto extremamente simples e uma peruca loira que eu geralmente faria piada. – Risos, haviam fãs fieis meus naquela plateia. – Isto se deve ao fato que essa noite é extremamente importante, estamos aqui para lutar contra as pessoas que odeiam o amor! – Exclamei, recebendo palmas pela frase. – Eu e muitas das drags talentosas que puderam ter a honra de ver hoje, viemos de longe para nos manifestarmos junto de vocês! Há quase uma semana atrás, um casal de mulheres foi impedido de se casar em Santana do Livramento, como todos aqui estão cientes, foram impedidas por um incêndio criminoso. Elas seriam o primeiro casal gay a se casar em um CTG*, e por fobia de amor, incendiaram o local que tanto cultuam. – Meu timbre tremeu. – Eu irei dublar uma música... que... – Abaixei a cabeça. – É uma música especial. Take me to church, na voz de Sofia Karlberg.

O som do piano fez com que um silêncio da parte dos expectadores fosse presente, todos os olhos fixados em mim.

 

Até este exato momento eu não sei como descrever o que senti naquela noite, durante aquela batida, aquelas palavras. Eram muitos sentimentos transbordando em um peito só! Aquela noite tinha um significado, não somente um protesto colorido lutando pelo amor, mas eu iria tomar uma decisão importante, dar um passo importante em minha vida. Iria pedir meu namorado em casamento, seria a noite mais memorável de minha vida.

E foi, mas pelos motivos errados.

Coloquei toda a minha emoção e todo o restante de minha dor na dublagem daquela música, nenhuma lágrima derramada.

Eu fitava Park Jimin sorrir para mim, em sua frente na mesa uma dose de vodka com limão que o garoto provavelmente empurraria para Jung Hoseok por não ter garganta para tal ardência, trajava o meu moletom escrito “cidade lunar”, as mangas ficavam enormes em si!

Todas as minhas roupas caiam por seu corpo e não se encaixavam corretamente, mas mesmo assim Jimin as usava. Porque elas não precisavam estar corretas com as medidas de seu corpo para ficarem perfeitas em si, minhas roupas só precisavam estar nele para estarem certas!

Pela manhã, saía de minha cama usando uma camisa que ia até suas coxas, corria de meu quarto até o escritório com cuidado para que minha mãe não notasse suas vestes, passava grande parte do dia a trabalhar em seu TCC. Seu descanso era à noite, no horário de meu shows. Seja onde fosse – em São Paulo, Guarulhos ou Ribeirão Preto – ele estaria lá, trajando uma de minhas camisetas folgadas em si, com pulseiras também roubadas acompanhadas de nosso anel de compromisso!

Portanto, enquanto meus olhos focavam em si minhas lágrimas não tinham liberdade, porque Park Jimin apenas me representava força. Mas eu não podia permanecer a somente olhá-lo, então troquei meu foco para a minha mãe; a minha estrela!

A senhora Ryung-So chorava, ao contrário de meus amigos – que a abraçavam para que a mulher parasse de derramar lágrimas – era a única da mesa e tinha a maquiagem borrada pelo choro. Fora ela quem havia insistido para que eu viesse, eu estava com compromissos em São Paulo, agenda lotada porque, modéstia à parte, eu tinha um excelente agente! Tenho.

Minha mãe me disse que isso era importante, que eu precisava estar presente para dar apoio a outras pessoas que talvez precisassem da minha ajuda. Repetiu a viagem inteira que eu iria chorar como um bebê de tanta emoção em meu peito. Vejam só, ela estava chorando no ombro do Gustavo enquanto tinha suas mãos dadas com Yoongi, Hoseok ocupava o ombro do Min e segurava a outra mão.

Procurei Jeon com o olhar, ele não estava junto do grupo; se encontrava apoiado no batente da porta, parecia ser uma nova tradição sua. Uma garrafa de Heineken na mão, sorria com os olhos fixos em mim, correspondi seu sorriso.

Ele sabia dos murmúrios e burburinhos que causava, depois de um tempo passou a ficar na porta dos lugares para não chamar tanta atenção. Homens, mulheres, garotinhos, garotinhas, todos queriam um pedaço do meu empresário, agente, eu nunca sei.

Era tão estranho, eu sempre o achei bonito mas as pessoas parecem enxerga-lo bonito apenas agora que está crescido; isto é um erro, Jeon sempre foi bonito. Mas eu o entendia em querer manter-se longe dos elogios, cantadas e olhares, estava noivo. Isso era outra coisa estranha, Jeon Jungkook estar noivo antes de mim!

Será que era pelo cigarro que ele acendia embaixo de um poste de luz em pleno frio da madrugada? Garotas acham isso sexy, certo? Ou era porque ele usava calças de couro que realçavam sua masculinidade? Por masculinidade eu quero dizer que seu membro ficava marcado no tecido colado. De qualquer forma, ele estava noivo e era fiel.

A única coisa em sua aparência que sempre tentavam criticar eram o uso de mangas longas, seja inverno ou verão. Jeon queria esconder as marcas, e isso era a coisa mais desnecessária que ele fazia. Está noite ele trajava um moletom meu, não bastava o meu namorado roubar minhas roupas, Jeongguk fazia a mesma coisa; no tecido havia bordado “eu sou um problema, ok?”.

O garoto goleou sua bebida, voltando a sorrir alegremente para mim. Eu devia ter desviado o olhar de seu corpo, pois aquela foi a minha primeira lágrima da noite.

 

 

Meu pai adentrou o local por aquela porta.  

Foi a primeira vez que o vi após ser tirado da clínica. A última vez que tive o azar de contemplar seu semblante de desgosto fora em 2010 quando o homem me enfiara em um voo para Manaus.

Um calafrio, a dor instantânea no peito e na cabeça. Era como se eu revivesse minhas alucinações do coma novamente.

 

 

O homem estava velho, tinha regredido desde o divórcio com a minha mãe. Vestia um terno preto, sapatos chiques e bem lustrados.

Meu coração falhou inúmeras batidas, por um segundo jurei que iria precisar de uma descarga elétrica máxima pela quarta vez para continuar vivo. Tudo doeu, mas eu não parei a minha performance. Eu não podia parar! Eu persisti, agora com lágrimas descendo pelas minhas bochechas e emocionando ainda mais a plateia.

A música teve seu fim, finalmente. E os aplausos não foram o suficiente para que meu coração esquentasse e voltasse ao normal, as rosas, os lírios, as íris arremessadas ao palco também não me deixaram confortável. O que ajudou-me a voltar a ficar estabilizado foi Jeon, o garoto correu para o palco e me tirou de lá o mais rápido possível, me arrastou para fora do BY, precisava respirar, ele conseguia ver isso.

Vi a figura de meu pai sentado em frente ao barmen, cabeça baixa e uma expressão de pura vergonha misturada com extrema decepção.

Jeon e eu nos sentamos no banco de concreto em frente ao bar, permanecia ali depois de todos esses anos. Somente o campo abandonado atrás dele mudara, agora era uma pracinha bem cuidada.

Jungkook posicionou entre meus lábios um cigarro, em sua boca outro. Acendeu o seu com rapidez, acendendo o meu com mais calma. Guardou o isqueiro, e pegou minha mão esquerda.

–Respire. – Sussurrou. Assenti. – Trague. – O moreno segurou o cigarro firmemente para que eu pudesse tragar, minhas mãos estavam trêmulas demais para exercer tal função. Eu não gostava de fumar, Jeongguk sabia disso, mas conforme o tempo passava, eu peguei o hábito de fumar quando estava nervoso. E, para variar, Jeongguk sabia disso também. – Solte. – Removeu o fumo de meus lábios, fitando a fumaça sair de minha boca. – Jimin vai me matar quando sentir o teu cheiro! – Exclamou, circulando meus ombros com seu braço e me puxando para um abraço de lado. Tragou o próprio cigarro. – Mas foi necessário, você estava a ponto de explodir.

–Sim. – Sussurrei, sentindo o tabaco queimar e a nicotina me dominar. – Por que ele está aqui? – Murmurei, meu timbre deixava nítido o meu desequilíbrio.

–Juro que se eu soubesse te responderia com total sinceridade. – Afagou meu cabelo. – Mas eu não faço ideia, Nam. – Movi minha cabeça por seu moletom. – Confie em mim, ele logo irá embora.

 

 

Confiei em Jeongguk, sempre tive confiança total em si, mas não dependia dele. Afinal, não era culpa dele aquela noite ser a pior noite de minha vida.

 

O homem alto, desprezível e enojado, saiu do BY com a expressão carrancuda. Andou até nós, nem sequer olhou para o outro lado da rua quando atravessou a rua, apenas caminhou em nossa direção, olhou fixamente em meu rosto e me entregou um bilhete.

–Você é uma aberração de merda. – Murmurou com a cabeça erguida, Jungkook cerrou o punho. – Vocês todos são. – Abaixei a cabeça, fingi não ouvir nenhuma de suas palavras. – Se esse bar pegasse fogo igualmente aquele CTG seria ótimo. Não consigo acreditar que o mundo está pecaminoso desse jeito! – Seu tom machucava mais do que suas palavras, ele possuía repugnância. O maior ergueu a mão em minha direção, fincando-lhe um tapa agressivo em minha bochecha direita. Típico. Segurei Jeon para que ele não se levantasse. – Você é nojento! Eu tenho nojo de você, sua bichinha! – E Jeon se levantou com força, golpeando o rosto repleto de cicatrizes de meu pai.

–Tu acabou de apanhar de uma bichinha. – Jeon cuspiu no rosto do homem no chão, que se colocou em pé com dificuldade. – Se aproxime do Namjoon novamente e eu te mato. – O maior sorriu sarcástico.

–Pode ter certeza que eu nunca mais me aproximarei.

O homem andou até seu carro, saindo de lá com certa dificuldade. Jeon voltou a se sentar ao meu lado, jogando fora a bituca do cigarro.

–O que ele escreveu? – Fitei o papel em minhas mãos.

–Não sei se faço questão de ler. – Sussurrei. – Jeongguk não precisava ter batido nele. Você mesmo vive dizendo que não se devolve ódio com ódio. – O moreno sorriu.

–Essa situação é diferente. – Respirei profundamente. – Leia o bilhete... – Balancei a cabeça por alguns segundos, desamassando o papel minimamente rasgado.

–“Você é um pedaço de merda nojento que queimará no inferno.” – Li em alto e bom tom, fazendo Jeon arregalar os olhos. – “Eu não me arrependo de nada. De nenhuma surra, de nenhuma palavra dita. Você e seus amigos igualmente desprezíveis são a definição do que há de errado no mundo.” – Conforme as palavras saiam dentre meus lábios, meus olhos se enchiam de lágrimas. – “Eu não me orgulho de você. Sua mãe foi corrompida, ela é fraca perante a Deus. Tem a mente moldável, sempre teve.” – Lia pausadamente, não acreditando nas palavras jogadas sobre o papel. – “Sei que essas palavras não valem absolutamente nada para você, você ao menos é um homem. Só queria lhe dizer que estou extremamente envergonhado de você ser fruto do meu sangue!” – Pressionei meus lábios antes de ler a última frase – “Estou me matando por sua causa, não aguento mais sentir tanto desgosto pela sua existência inútil neste planeta. A vergonha e o nojo estão me corroendo. Esse é o meu adeus, irei me encontrar com Deus daqui a pouco!”

 

 

Não foi na última palavras que eu me desmanchei em lágrimas, na verdade, eu apenas cai em lágrimas quando cheguei em seu apartamento antigo após correr por oito quarteirões; o salto de meu pé esquerdo quebrou no quinto quarteirão, onde Jeon me segurou e gritou para que voltássemos ao bar.

Eu não podia! Algo me forçava a ir até aquele homem que eu nem conseguia pensar em chamar de pai!

Aquilo precisava acabar, e eu nem sabia como. Eu só precisava chegar lá.

Não me importava com o vestido caro que havia acabado de rasgar, com a dor em meus pés devido aos sapatos, com um de meus cílios terem voado e se perdido entre as lágrimas, com a maquiagem desgraçando o meu rosto.

Quando cheguei naquele prédio eu ouvi a sirene. Uma sirene psicológica. A sirene da ambulância que buscou Jeon Jungkook em 2010. Senti uma pontada, não consegui subir o degrau da entrada sem a ajuda de Jeon, estava doendo lembrar dos sons que um simples condomínio me trazia.

Os corredores me lembravam os gritos, os berros das brigas agressivas e tradicionais das noites infernais naquele apartamento! A sirene de fundo e uma dor de cabeça enorme até chegarmos a porta.

Só percebi que Jeon tinha tirado meu moletom quando o abracei e escondi meu rosto em sua camisa branca remangada. Outro arrepio. Não bastava ver meu pai morto com os restos de seu cérebro no teto, eu via as marcas dolorosas de meu saeng nítidas em sua pele.

Jungkook começou a cantar. Cantava baixinho. Calmo.

 

 

Ele tentava me transpassar calma enquanto me embalava em seu colo. Removeu minha peruca, removeu o salto de meus pés. E cantou durante horas a mesma música, sussurrada com leveza para que eu conseguisse processar todas as informações.

 

Meu pai se suicidou por vergonha de ter um filho homossexual.

 

Deixou claro que seu coração estava repleto de desgosto e vergonha por ter um filho homem que gosta de outros homens; que namora um homem e quer viver o resto de sua vida com este homem.

O que ele me deixou foi a amargura de ter nascido errado; de ter nascido como uma aberração de merda!

 

 

–Eu ia pedir Jimin em casamento hoje. – Sussurrei ao ter Jeon acariciando meu cabelo, parando de sussurrar os versos de All I Want – Tinha tudo planejado. – Detalhe por detalhe. Contei meus planos ao meu melhor amigo, ele também chorava. – Mas... meu pai interrompeu as coisas, mais uma vez. – O garoto apertou-me em seus braços, se ergueu. – Para onde está me levando? – O garoto apenas caminhou comigo em seu colo.

Jeon não disse nada. Era como se eu não tivesse perguntado nada. Jeon andou muito. Me tinha em seu colo mostrando que estava mais forte que eu.

Tudo o que fiz foi agradecer a Deus por ele existir e por me tirar daquele lugar, não me importava para aonde ele estava me levando. Ele fez o certo.

 

 

24 de setembro, 07:03.

 

 

Lembro-me de acordar com uma dor de cabeça latejante; um casaco maior que eu a cobrir-me e um vento frio a dominar Porto Alegre, estávamos próximos ao porto. A brisa do mar atingiu meu rosto, eu dormi em um banco de frente para o mar no colo de Jungkook. Suspirei. Eu era um homem de batom, sem peruca, com a maquiagem derrotada, usando um vestido que dormiu em um banco.

Respirei profundamente, suspirei. Jeon me entregou um copo de café expresso duplo, tinha mais dois copo em seu colo. Estava quente, ele havia acabado de buscar. Sorte eu acordar quando ele chegou.

O menino posicionou um cigarro entre os lábios, o acendeu e tragou enquanto olhava o sol refletido na água.

–Você não é a merda de uma aberração. – Fitei seus braços, a cicatriz em seu braço chamou minha atenção. – Preciso que acredite nisso, porque foi você que me fez acreditar que eu não sou uma aberração. – Removeu do bolso da calça um bilhete, um bilhete que eu conhecia bem. – Você escreveu essa porra no dia em que eu fui internado após tentar me matar. FOI A ÚLTIMA COISA QUE VOCÊ ME DEIXOU ANTES DE IR PARAR NAQUELA FODIDA DAQUELA CLINÍCA! – Peguei o papel de sua mão, sentindo sua raiva beirar por toda sua lucidez. – Essas palavras jogadas nessa merda dessa folha inútil foram o que me fez ficar vivo por anos... – Os olhos avermelhados pelo choro do menor me fizeram ter o coração a doer novamente, o menino chorava. – Nós não somos uma aberração. Nós somos seres humanos! Essa porra que nem rima que você me deixou diz isso! – Tragou o fumo totalmente trêmulo – Sabe porquê eu finjo ser hétero o tempo todo? Porque é mais fácil. É mais fácil de se esconder, de encarar esse mundo de merda! – Li minha escrita. – Eu admiro a sua força em conseguir encarar toda essa bagunça fodida, mas eu não consigo... – Sussurrou.

 

“Jeongguk, você não é uma aberração

Somos uma mera confusão;

flores sem donos...

Estradas apaixonadas por seus viajantes;

Somos o florescer de uma linda cerejeira...

Já viu uma flor ser uma aberração?

apenas para alérgicos...

Mas não é nossa culpa, se um alérgico nos arrancar da terra...

deu pra entender?”

 

 

–Somos flores e pertencemos a um buquê. – Murmurou, posicionou sobre minha coxa um buquê de flores azuis e vermelhas. – Um fodido buquê. – Sorriu entre as lágrimas. – Tenha um bom dia! – Deixou um dos copos de café ali, selou vagarosamente a minha testa e saiu caminhando.

Inspirei lentamente o ar gostoso daquela manhã, um arrepio me percorreu quando o aroma mais adocicado e maravilhoso que existia adentrou minhas narinas. Jimin se sentou ao meu lado, o terceiro copo de café é para ele. Sorri. O menino me correspondeu. Seus lábios rosados e carnudos tocaram o copo, o garoto goleou o café lentamente.

Selei sua bochecha, Jimin me olhou alegre. Entreguei ao meu namorado o buquê, o fazendo sorrir abertamente. Peguei minha caixinha aveludada escondida em uma parte de meu vestido, a abri e lhe mostrei uma linda aliança.

–Preciso que você diga sim. – Murmurei, o menino estava corado. – Quer casar comigo? – Os olhos de meu amado brilharam como eu nunca havia visto antes, tive a certeza de que meu coração sorriu.

–Sim! Seria imbecilidade dizer não depois de tudo, né?! – Deu-me um selinho.

–Eu tinha um texto para te convencer a casar comigo... – Sussurrei, estávamos próximos um do outro, os lábios quase se tocando. – Eu tinha tudo planejado.

–Ainda não entendeu que seus planos nunca dão certo? – E seus lábios se grudaram nos meus.

 

Sua língua deslizou sobre a minha, e um beijo suave teve início. Ouvia seus batimentos, acompanhavam os meus. Estávamos nervosos, mas estávamos felizes.

 

 

Éramos simples crianças sobre um balanço colorido. Crianças que tiveram de crescer e amadurecer rapidamente, porque a vida lhes daria a pior surra que podia dar. Eu e Jimin tínhamos o amor mais puro, mais perseverante.

 

Espero que todos que leram essa biografia sejam fortes, basta acreditar e respirar fundo.

 

Sou Kim Namjoon, mas pode me chamar de Ryung-So!

 

 

She’s the giggle at a funeral


Notas Finais


ela mora na lua, e as vezes vem me visitar
pra me lembrar do azul do infinito
diz que eu não to sozinho e que eu só preciso cantar ♡

CTG - Centro de Tradições Gaúchas, um lugar extremamente cultural para nós gaúchos, o conservadorismo faz parte da nossa cultura sulista, portanto, alguns levaram isso longe demais e... incendiaram o ctg para que um casal gay não pudesse se casar lá.

boa noite, estou impressionava com você leitor que chegou até aqui ♡ estou consciente de que a história possa ter lhe abalado em algum momento, por isso admiro sua força em continuar a lê-la, e fico feliz por compreender que a culpa não é minha e sim do mundo cruelzinho em que vivemos. mas tudo pode melhorar, certo? portanto, apenas lembre-se que o amor prevalece, que amor não é doença, e que queens não choram! obrigada pelos +250 favoritos na história, espero que venham muitos mais mas já estou SUPER feliz com a quantidade de pessoas que essa história simplória alcançou.
escolhi fazer de kim namjoon uma drag pelo seguinte motivo: a arte drag me dá forças para continuar a viver de um jeito inexplicável, elas representam força, superação, toda a sua dor é convertida em talento, e isso, sinceramente, me inspira. espero que inspire você também ♡


namkook: https://www.spiritfanfiction.com/historia/sad-clown-13952544

sinopse:
× jeongguk não compreendia as tatuagens de namjoon, principalmente o seu amado palhaço na virilha ×

namkook – criminal – britney spears bitch – álcool&drogas – songfic – jk!bottom – nj!topster


obrigada por tudo ♡


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