História Take Me To Church - Capítulo 14


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Notas do Autor


Oii! Espero que gostem <3

xoxo, melissa :)

Capítulo 14 - Juntos


O carro estava silencioso. Nenhum dos dois queria comentar o que aconteceu na caverna. Os segundos de coragem de Garfield haviam desaparecido, dando lugar à timidez jamais habitada em sua mente antes, vagando como se fizesse reconhecimento da área. Ravena, por sua vez, não falou mais nada depois da ligação de Asa Noturna. Pularam na cachoeira, mergulharam juntos mais uma vez e foram correndo para o veículo em direção à igreja. Os uniformes estavam na mala para alguma emergência. Dividia a atenção entre a notícia do padre morto e a tentativa de Garfield de beijá-la. “O que ele queria com aquilo? Sou mais uma brincadeira para ele? Por que eu estava correspondendo?” Ainda assim, preferiu a mudez, pelo menos temporariamente. Precisava manter o controle para o que viria a seguir.

Ao chegarem na já conhecida igreja, a empata foi preenchida por emoções ruins. Respirou fundo, fechou os olhos e as bloqueou. Saiu do carro um pouco extasiada, cambaleando. Colocou a capa, afinal, não precisava que a vissem mais pálida que o normal. Garfield sequer a esperou. Andou na sua frente, praticamente correndo, como se quisesse fugir da presença dela.

- Aqui estão eles. – Ciborgue avisou para Dick.

- Nós avisamos para ele. Avisamos que seria imprudente ficar aqui e ele ficou mesmo assim. – Disse Garfield, com a expressão séria e os braços cruzados.

- Não importa agora. O que é importa é esse bilhete deixado. – Asa Noturna entregou para Ravena.

- “Passo cinco: paraíso”. – Amassou o papel, entregando de volta para o titã. – Vocês sabem o que isso significa? – Todos ficaram em silêncio. Todos sabiam. – Eu sou a próxima. Eu sou o oposto do paraíso.

- Você não... – Kory tentou intervir.

- Não adianta. Quem mais aqui está tão próximo do inferno quanto eu? Quem mais aqui é o próprio inferno? – Seus olhos tinham lágrimas pesadas, que não foram mostradas graças á sua capa escura. – Estou farta disso. – Se aproximou do padre morto, não sentindo nada. – O que eu deveria fazer agora? Esperar ser pega?

- Você precisa ter calma. – Asa Noturna a instruiu.

- Calma? – Riu ironicamente. – Eu não vou ficar calma enquanto aquele filho da put... – Foi interrompida com partes da igreja caindo. Todos a olharam.

- Eu falei para você se acalmar! – Gritou.

- Não estou fazendo isso... – Disse em quase um sussurro. – Ele está aqui. – A construção era cada vez mais destruída. – E não tem mais ninguém para prendê-lo.

- Titãs, fiquem preparados para atacarem! – O líder avisou.

Uma risada alta e estrondosa foi ouvida, parecida com um trovão. Uma fumaça escura saiu da igreja e todos os policiais apontaram as armas, assim como os titãs se puseram em posições de luta. Ravena e Estelar tentaram sobrevoar o local com a intenção de encontrar Cobak, em vão. Ele se escondia perfeitamente entre o vulto negro que a fumaça formava, rindo, debochando de todos ali.

- Você não terá o que deseja! – Asa Noturna gritou, fazendo-o gargalhar.

- Eu já tenho. – Sua voz ecoou com o volume de mil megafones, grossa e imponente. – E está bem na minha frente. Só falta se libertar... – A fumaça atingiu a todos com velocidade surpreendente. Quando se dissipou, estavam paralisados, porém conscientes, com exceção de Ravena.

- O que você fez? – Voou alto.

- Não quero que nos incomodem. Só converso com seres iguais a mim.

- Não sou igual a você!

- Tem razão. – Seus passos batiam no chão como terremotos. Quando saiu da fumaça, sua altura parecia maior do que antes, e sua força também. Apesar de não mostrar sua aparência por estar trajado com uma capa completamente preta e pesada, a diferença era nítida. – Eu sou melhor.

- Foi a mesma coisa que disse quando nos encontramos da última vez e, bem, nós dois sabemos o final dessa história. – Ele riu.

- Aquela experiência patética? Era todo o seu potencial? – Suas mãos grandes pegaram o corpo pequeno de Ravena, apertando-o. – Porque você não viu nada do que eu sou capaz.

Sua equipe tentava reagir de longe, mas o feitiço jogado pelo vilão era forte demais para se libertarem sozinhos. Quando a empata estava já fechando os olhos, sem ar, foi jogada cruelmente no chão, batendo com a testa. Estava sozinha, machucada e em desvantagem. Tentou com todas as forças se levantar, mas sua visão estava turva e confusa devido à pancada.

- Azarath... – A tentativa de conjurar qualquer feitiço foi frustrada com sua mão sendo esmagada fortemente. Seus gritos ecoavam por todo o local, que soavam como uma orquestra para ao vilão e martírio para seus amigos.

- Não se preocupe, eu não vou te matar. Ainda preciso de você, mas não inútil dessa forma! – A chutou. – Quando for a hora nos encontraremos novamente, criança.

- Não vamos nos encontrar... isso acaba hoje. – Ficou de joelhos, com muito esforço, cuspindo sangue no chão. Se virou para trás, vendo todos os seus amigos sendo mantidos presos, apenas com os olhos em liberdade. Apesar de toda a sua vitalidade estar direcionada para o processo de cura do seu corpo, encontrou vigor para criar um grande feixe de energia, que se tornou uma explosão de fogo negro. Sabia que não havia capturado Cobak, mas precisava afugentá-lo antes que causasse mal aos seus amigos e policiais ali presentes. Ademais, com a sua fragilidade, poderia ser controlada pelo vilão caso ele tivesse capacidade para tal ato.

Ao ver o fogo negro se espalhando pela igreja, usou seu último suspiro de poder para apagar as chamas e tirar todos do transe de congelamento imposto pela entidade ainda muito desconhecida. Caiu no chão já totalmente sem forças e debilitada. Seu corpo estava cansado, sobrecarregado demais para continuar com o processo de cura.

- Ravena! – Escutou Garfield gritar e todos os outros titãs correndo em sua direção, assim como muitos policiais. Sua visão ficou turva e o sangue passou a escorrer pelo seu nariz.

- Não a deixe fechar os olhos! O corpo dela não está se curando, vamos logo para a torre! – Ciborgue gritou.

- Ela está fechando! – A voz de Kory saiu embargada.

- Rae, fica com a gente. – Garfield falou enquanto a carregava. – Escuta a minha voz. Não para de prestar atenção nela, ok? – Ela tentou assentir com a cabeça, sem sucesso. – Vamos te levar para a torre e tudo vai ficar bem. Você nos salvou, foi uma grande heroína – Entrou no carro. Ciborgue começou a dirigir na maior velocidade possível, já que a empata estava no colo do metamorfo. Estelar foi dirigindo o veículo dos titãs, enquanto Asa Noturna foi em sua moto.

O trajeto de volta para casa não era demorado, aproximadamente dez minutos. Durante todo esse tempo, Garfield não parou de falar, e Ravena se agarrou em sua voz como uma última esperança. Ele estava ali no fim das contas, como disse que estaria. Não a abandonou. Esse era o acordo implícito e não dito pelos dois.

Já na torre, Ciborgue anestesiou e deu alguns pontos na testa da empata. Ela só precisava de descanso, pois era sua própria médica. Entrou em um pequeno coma induzido por si mesma, para que o processo de cura agilizasse e fosse mais bem-sucedido. Mesmo assim, o titã verde permaneceu na enfermaria durante o resto do dia.

- Vai demorar muito para ela acordar? – Perguntou para Victor.

- Provavelmente vai demorar em torno de vinte e quatro horas. Ela gastou muita energia, energia que nem tinha. – Ele suspirou, segurando delicadamente a mão dela. Ciborgue olhou o gesto, ficando curioso com o porquê daquilo.

Logicamente, todos eram amigos e se preocupavam uns com os outros. Mas Garfield e Ravena sempre foram os mais afastados e os que mais brigaram durante toda a vida da equipe. E, de repente, estavam próximos sem um motivo aparente.

- Ok, verdinho, o que tá rolando?

- O quê? Como assim? – Apesar da surpresa, não soltou a mão da empata.

- Isso aí. – Apontou. – Não é normal entre vocês. Ela te chutaria se visse você segurando a mão dela, no mínimo. – Garfield bufou, pensando sobre como responder.

- Eu não sei. Não sei o que está acontecendo. – Riu abafado. – De uma hora para a outra, sem mais nem menos, ela me deixou entrar um pouco na sua vida e cá estou eu.

- E o que isso significa? – Sentou-se ao lado do amigo, interessado.

- Significa que eu pensei que sustentaria essa amizade da mesma forma que todo mundo aqui. Eu estava realmente animado em poder ajudar, fazer parte. Mas eu não sabia que era tão gratificante ficar perto dela e agora parece que eu dedico todo o meu tempo pensando em alguma forma de fazê-la um pouquinho mais feliz, desde a hora que acordo até quando vou dormir. – Suspirou, derrotado.

- Cara, você está gostando da Ravena? – Pousou uma de suas mãos pesadas no ombro do metamorfo.

- Eu estou é tentando me convencer de que não estou. – Olhou a empata na maca, ajeitando uma mecha de cabelo roxo que se encontrava jogado em seu rosto. – Mas está muito mais difícil do que eu imaginei.

- Você sabe que isso é muito sério, não sabe? – Olhou preocupado para a amiga em coma. – Você não pode tratá-la da maneira que trata as outras. Na verdade, não deveria tratar nenhuma mulher de forma descartável, mas isso tem que ser atenuado no caso da Ravena... é literalmente caso de vida ou morte, maninho. – Riu.

- Eu sei. Eu tô inseguro, cara, pela primeira vez eu tô inseguro com uma mulher em muito tempo. E agora eu também tô preso nisso.

- É melhor ser sincero com você mesmo e principalmente com ela. Ela está correspondendo?

- A Rae é mais difícil do que eu. – Garfield riu. – Preciso contar que hoje a levei para uma cachoeira, uma que gosto de ir quando quero fugir da realidade, sabe? – Ciborgue observava com cuidado, ouvindo com carinho o que o amigo dizia. – Só pra ela ficar um pouco melhor... e eu não sei se cometi uma loucura ou não, mas quase a beijei. Eu quase beijei a Rae e ela não disse nada depois! Se ela estava querendo também ou se estava pensando em uma maneira inovadora de me torturar, cara, eu não sei. Mas eu também fui covarde e fiquei em silêncio. Estou com medo, ok? Pode rir, mas essa é a verdade.

- Você quase beijou a Ravena? – Exclamou, surpreso, como se fossem as únicas palavras que havia escutado seu amigo dizer.

- Fala baixo! – Pediu um pouco desesperadamente. Se Asa Noturna ouvisse aquilo, estaria em coma da mesma forma que a empata. Ou pior.

- Você quase beijou a Ravena! – Sussurrou, rindo.

- Foi o que eu disse! – Sussurou também, nervoso.

- Boa sorte, maninho, vai precisar. – Se levantou. – Saiba que vou apoiar as decisões de vocês, mas se você for um idiota com ela, vou precisar te dar uma lição. – Mostrou os músculos. – E vá descansar. Ela não vai acordar hoje.

 

Mas ele não descansou, nem mesmo um pouco. Garfield passou o dia seguinte indo visitar a empata religiosamente a cada hora, inclusive durante a noite, mas nada dela acordar. Apenas na outra manhã, como Ciborgue havia alertado, Ravena abriu os olhos.

10:30, faltando apenas trinta minutos para a checagem de rotina do metamorfo, ela se viu sozinha na enfermaria. Suspirou, preferindo se dirigir ao seu quarto sem preocupar os outros moradores da torre. Estava bem, afinal. Ou pelo menos o que tentava se convencer para que essa mentira se aproximasse cada vez mais da realidade.

Tomou um merecido e demorado banho, vestindo um conjunto de moletom confortável. Ainda com os cabelos molhados, deitou em sua cama. Apesar de estar totalmente recarregada fisicamente, sua mente e alma e pareciam não ter tido descanso algum. Cobak, agora que se libertou, estava mais forte do que antes, algo que a assustou um pouco, mesmo não sendo o suficiente para fazê-la desistir. Garfield, mais próximo do que nunca, parecia confundi-la cada vez mais. O que os dois queriam com ela, no fim?

Tinha receio de não aguentar. Não queria prejudicar seus amigos, sua verdadeira família, por conta de uma herança maldita de sangue. Não queria se magoar novamente com o afeto, com o carinho e outras emoções agregadas. Tinha medo de conhecer o amor cara a cara (jamais vista em Nevermore) e ver que ele é só mais um dos seus monstros internos, não aquele bom sentimento retratado em filmes e na literatura. Apesar de todo o seu esforço, não queria cair na cachoeira porque, como já havia confirmado à Garfield em uma de suas conversas sinceras no terraço, deve doer. E muito.

Mesmo sem sentir, involuntariamente uma lágrima molhou seu rosto, sendo seguida por diversas outras.

 

Ao abrir a porta da enfermaria, encarou uma maca vazia. A sala bem iluminada não abrigava mais a empata, e uma pontada de desespero surgiu no peito de Garfield. “Será que aconteceu alguma coisa com ela?”, pensou. Correu para o quarto em frente ao seu próprio, primeiro lugar que ela iria se estivesse de fato bem. Caso não se encontrasse ali, chamaria os outros titãs para uma busca pela torre. Nas circunstâncias em que se encontravam, todo cuidado ainda era pouco.

Bateu desesperadamente na porta, esperando uma rápida resposta. Ravena, de dentro do quarto, pôde sentir a presença indiscutivelmente autêntica do metamorfo, algo único que só ele tinha. Refletiu se abriria, se só gritaria um simples e seco “estou bem”, ou se o deixaria bater até cansar. Vencida, não conseguiu pensar na possibilidade de ele desistir tão cedo de chamá-la, assim como fazia quando eram mais jovens.

Levantou-se, secando as gotas que caíram em seu rosto de forma teimosa. Respirou fundo e abriu a porta, não saindo do seu cômodo escuro e forçando um pequeno sorriso sem mostrar os dentes.

- Já estou bem.

- Rae? Você estava chorando? – Atrevidamente, pôs uma de suas mãos na bochecha da empata.

- Não. – Tentou desviar o rosto, mas Garfield se aproximou.

- Como mente assim na minha cara? Duas vezes?

- Duas?

- Você não está bem e estava, sim, chorando.

- O que quer aqui? Já acordei e estou recuperada.

- Posso entrar? – Encarou-a nos olhos, que foi incapaz de negar aquele pedido, assentindo com a cabeça. Entrou no quarto escuro, mas não o suficiente para que sua visão melhorada não captasse o travesseiro da empata completamente molhado. Sorriu sem vontade, passando a mão pelos cabelos. – Fui te ver todas as horas, literalmente. Estava ansioso para que você acordasse e... –

- Bom, já estou aqui, obrigada pela preocupação. – Disse de forma rude. Desviou o olhar quando viu o de Garfield encarando-a com curiosidade. – Você já pode ir e avisar aos outros que estou bem, como disse antes. – Manteve sua postura. Quem sabe, assim, ele cansasse desses jogos sentimentais com ela. Mas para sua surpresa, o metamorfo não recuou um passo sequer.

- Vamos ser honestos. Por que está me tratando assim? O que aconteceu com você?

- O que aconteceu comigo? – Abriu os braços, indignada. – Estou cansada, só isso. – Virou o corpo para não ter que encarar o titã verde.

- Para de tentar me enganar! – Aumentou o tom de voz, fazendo Ravena fechar os olhos e deixar uma lágrima pesada escorrer. – Acha mesmo que não sei que você estava chorando? Rae, eu só quero te ajudar, só quero estar aqui, porra!

- Eu não quero que você esteja aqui, consegue entender? – Sua voz saiu embargada e o choro começava a ficar incessante. Garfield, logicamente, percebeu.

- E por que não? A gente estava se dando tão b... –

- Porque eu não quero que você esteja aqui hoje e vá embora amanhã. – Se virou para encarar ele, apesar de estar chorando. Já não haviam motivos para se controlar naquela altura. – Durante toda a minha vida eu tive que lidar com perdas e despedidas. Não quero ter que lidar com você indo embora também.

- Eu não... –

- Nós quase nos beijamos, Garfield. E pra que? O que você precisa mais de mim? Existe algo que você esteja procurando? – Limpou um pouco as suas próprias lágrimas.

- Nós quase nos beijamos porque nós dois queríamos, não percebe? Isso não é uma brincadeira para mim, Rae. Do que você tem tanto medo ao ponto de não seguir as suas emoções?  

- Eu estou caindo. – Fungou, respirando fundo. – Mais uma vez, como acontece em todos os momentos ruins. E nos momentos ruins eu sinto medo de mim mesma. – Os dois se encaram por alguns poucos segundos, até que Garfield se aproximou.

- Quantas vezes eu vou ter que dizer que vou estar com você? Que o que eu mais quero é te ver bem? Não sei que merda está acontecendo comigo, Ravena, mas estou quase enlouquecendo tentando preencher esse vazio que eu nem sabia que existia no meu peito. – Segurou a nuca da empata, secando as lágrimas com seus dedos. – Eu não vou embora amanhã, e nem depois, porque eu não quero entregar para outra pessoa a minha melhor parte. – Juntou suas testas, fechando os olhos e sentindo a já conhecida respiração da mulher em sua frente.

Ravena sentiu seu corpo estremecer com o toque do metamorfo em sua cintura. Sua razão deu lugar ao desejo, e quando seus lábios se colaram, não pensou em mais nada. Ambos pareciam aproveitar cada segundo daquele momento, sem pressa e sentindo o gosto do outro. Garfield, que estava acostumado a situações carnais, onde o sexo no fim da noite era o seu maior objetivo, sentia todos os seus pelos se arrepiarem e seu coração acelerar. Ravena, apesar de todo o medo de ser enganada, sentia-se protegida naquele beijo e nos braços do titã. Experiências diferentes que se completavam, indivíduos diferentes que criavam dependência entre si.

Quando lhes faltaram ar, se separaram, ofegantes. Ele sorriu timidamente, colocando o cabelo da empata atrás da orelha. Ela, num ato de impulso, o abraçou, que retribuiu o gesto imediatamente.

- Eu vou acreditar no que disse. E vou me agarrar naquilo.

- É o que eu espero. – Apertou o abraço. – Vamos passar por esse momento ruim juntos. 


Notas Finais


ps: há trechos que foram inspirados nas músicas "Shallow" e "I'll Never Love Again".


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