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História Take Me To Church - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


feliz aniversário na hora é a minha rola

Capítulo 1 - Good boys take you to the heaven, and then go to the hell


Minhyung sentia os cabelos serem puxados com força, apertando as próprias coxas com vontade enquanto encarava Jisung, seus olhos brilhavam, tanto quanto o rosto alheio. Não sabia se ele suava pelo calor das roupas que ainda não havia se acostumado a usar, ou pelo efeito da pouca luz que os iluminava. Ouviam o culto claramente, e mal sabia o pai do Lee que a falta do filho se fazia devido ao garoto que lhe acompanhara desde que saíram de casa, carregando um sorriso tímido impresso no rosto de traços quase infantis de tão delicados, mas ao mesmo tempo marcados. O mais velho não perdeu tempo em o elogiar, dizer que era um garoto bonito, que aparentava ser de boa família, e que logo se tornaria um homem! Um homem casado com uma boa mulher, e o Park se aproveitou que abaixou o rosto, fingindo vergonha, para lançar uma daquelas encaradas para o garoto ao seu lado. Queria rir alto do homem, mas ainda sentia uma leve dó de si. 


Como imaginaria que aquele garoto seria a causa dos sumiços do filho? Que ele era o culpado pela vez em que Minhyung chegou em casa com um forte cheiro de maconha e os lábios tão vermelhos que pareciam a ponto de sangrar? Ou então, o culpado pelo dia em que encontrou o filho se masturbando contra os lençóis quando foi falar consigo sobre os planejamentos para os dias seguintes na igreja? (A situação fora vergonhosa, mais ainda pelo sermão sobre aquilo ser pecado que Minhyung teve que aguentar sem revirar os olhos sequer uma vez. Mas agradecia pelo mais velho pelo menos não ter o escutado gemer o nome de Jisung enquanto gravava um áudio para ele, poucos minutos antes) E mais ainda, quem se lembraria que ele era o garotinho indefeso que fez Minhyung se meter em uma briga logo no dia de sua formatura do ensino médio? 


Bem, o Lee mais novo lembrava, porque ele nunca deixou o Park sozinho desde aquilo. O viu crescer, virar o Jisung que era agora, o viu se entregar ao mundo e virar um rebelde sem causa. O viu de tantas formas que existiam milhares de versões do outro para si, assim como ele confessou ter suas, e todas se davam extremamente bem. Eles dois se davam extremamente bem, era uma combinação estranha, mas perfeita. 


Mas aquela proteção do mais velho sempre despertou algo em ambos, apenas não sabiam descrever o que era de início. Até que aconteceu o clichê momento em que tiveram de jogar sete minutos no paraíso, e para não deixar que passassem apenas os sete minutos desgastantes dentro do armário, Minhyung teve a brilhante ideia de fazer parecer com que houvessem feito algo a mais, bagunçando os cabelos alheios e suas roupas, mas quando o pediu para fazer o mesmo em si, fora como se estivesse em um leve transe, e ao sentir a boca macia do Park contra seu pescoço, chupando levemente ali enquanto subia para seus lábios, somente lhe restou a alternativa de apertar a cintura de Jisung, mordendo o lábio dele e aproximando seus corpos. Por um momento poderia dizer que aquilo era apenas excitação reservada, tesão reprimido ou qualquer outra variação disso. No seu interior sabia não ser, mas faria de tudo para não se enganar por si próprio, para não cair mais ainda nos encantos do mais novo. 


Muito previsivelmente, aquilo não aconteceu, por insistência de Jisung em lhe carregar para todos os lugares que ia com os amigos e sempre arrumar uma desculpa para que ficassem sozinhos, e mesmo com a negação fingida, não demoravam muito para que começassem a se agarrar onde quer que estivessem, e aquilo não seria diferente sequer quando o maior pediu manhosamente para que o outro lhe levasse para “conhecer” a igreja em que seu pai era pastor. Ah, se soubesse... Teria evitado aquilo sem pensar duas vezes.


Teria evitado porque agora estava ali, ajoelhado de frente a si, o chupando, sentindo o pau alheio roçar em sua garganta, ouvindo os gemidos que eram como música para si enquanto, agora, o som do culto parecia ser abafado a suas orelhas e apenas existisse a voz melódica de Jisung ali, o fazendo estremecer quando o seu tom engrossava um tantinho, ou quando seus cabelos eram puxados com mais força, o obrigando a parar os movimentos, mas não deixando de continuar a passar a pontinha da língua na glande, e foi quando sentiu o olhar do coreano queimar em si, juntamente de sua mão a lhe rodear o pescoço e o fazer levantar para em seguida ser prensado contra a parede e beijado de forma tão afobada que quase não conseguira acompanhar o ritmo alheio.


Aos poucos o mais novo pareceu se conter, descendo as mãos para sua cintura enquanto o beijava mais lentamente, unindo seus lábios com tanto carinho que parecia transbordar, mas suas mãos ainda refletiam suas ações anteriores, o puxando para si, ansioso, querendo mais. Se afastou ao chupar seu lábio, o mordendo de levinho, sorrindo e encostando suas testas, deixando selares leves consecutivos ali, antes que o pusesse de costas para si. 


Minhyung automaticamente pôs as mãos na parede, encostando a testa ali e gemendo baixinho da forma como o mais novo adorava enquanto o sentia desabotoar seu cinto e calça, a abaixando até metade de suas coxas e não perdendo tempo antes de estalar um tapa em uma das bandas branquinhas do outro, apertando ali com força, ouvindo um choramingo por parte do Lee, que jogou a cabeça levemente para trás, resmungando algo sobre eles não poderem fazer muito barulho que Jisung pareceu fazer questão de ignorar, já que deu outro tapa em sua bunda, dessa vez mais forte, o fazendo morder o lábio para que contesse os gemidos, o sentia beijando seu pescoço, tomando um cuidado para não o marcar que chegou a lhe surpreender, visto que parecia ser a coisa favorita do mais novo para que fizesse em seu corpo, e aquilo parecia ainda mais prazeroso conforme a respiração do maior se tornava mais ofegante. 


Fechou os olhos, aproveitando o contato enquanto a adrenalina corria por suas veias. Sabia do quão arriscado aquilo era, seu pai com certeza surtaria caso o visse ali, naquela situação, tão entregue ao Park enquanto o tinha a acariciar sua pele leitosa com os lábios macios, quase como uma massagem quentinha extremamente necessária para que se sentisse a ponto de derreter por culpa do contato, rebolando contra o pau ereto alheio, podia jurar que sentir as bandas de sua bunda em um contato direto com aquela região nunca pareceu algo tão delicioso de se fazer. 


Soltou um resmungar baixo em reprovação quando o sentiu se afastar, mesmo que seu corpo estivesse prestes a entrar em combustão, sentia necessitar do calor alheio em suas costas. Precisava o sentir, precisava do contato entre suas peles, do desejo se esvaindo de seus corpos conforme o outro descontasse tudo o que usou como provocação de vez em si, o fazendo ter que tapar a própria boca para que evitasse gemidos altos demais de escaparem dali, assim como sua consciência parecia querer escapar de seu corpo, como seus suspiros escapavam de sua boca sem que pudesse controlar, e mesmo que pudesse, sabia que não o faria apenas pelo prazer de deixar o outro ainda mais duro apenas sendo influenciado pela sua voz e a forma que não demonstrava sequer um mínimo probleminha em ser tão submisso a si. 


Mordeu os lábios quando ouviu um estalinho baixo, e em seguida sentiu o contato molhado em sua entrada, que a fez se contrair instantaneamente. Um risinho quase de deboche pôde ser ouvido, enquanto os beijos subiam para suas bochechas, e em seguida para sua orelha, que percebeu estar quente como nunca antes na vida. 


— Está nervoso, hyung? — Debochou, e pôde sentir o riso em sua fala, de forma que o fez sentir o próprio sangue esquentar numa mistura de raiva e tesão, ambos causados pelo maldito tom de voz encantador do mais novo, que arrepiava até mesmo os cabelos que o canadense não tinha — Ou está estressadinho por eu ter te provocado tanto no quarto e não ter te comido de vez do jeitinho que você quer? — Se inclinou sobre seu corpo, mordendo de levinho sua bochecha e o fazendo resmungar pelo ato um tanto quanto infantil vindo de si — Não se estresse, meu bem, eu vou te dar o que você quer... Quando eu quiser dar — Esfregou novamente os dedos ali, a sensação levemente gélida agora depois de um tempo fazendo o Lee se arrepiar, mas não pôde conter o revirar de olhos quando sentiu que se afastara novamente. 


Jisung arrumou a própria roupa, a boca avermelhada denunciando o que acabara de acontecer. De resto estava como quando entrou na igreja. 


— Onde está indo? 


— Assistir o culto, hyung. Foi para isso que vim — O encarou. 


— E eu?


— Ué, pode usar seus dedos. 


Riu, saindo.





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