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História Take Me To Church - Capítulo 15


Escrita por:


Notas do Autor


Algumas coisas antes de vocês lerem o final dessa história. O mundo criado junto de alguns personagens são meus oc's, principalmente o protagonista dessa história Belzebu, por esse motivo essa fanfic tem um apresso meu que mais nenhuma outra tem. Eu amei escrever ela e apesar de ter um pouco de dificuldade em ter mudado diversos oc's meus pra personagens de Bungou, valeu a pena.

Esse capítulo pode ser pequeno mas eu sinto que ele não precisa de cenas extras nem muita complexidade pra passar a importância que ele tem na história, eu espero que todos vocês consigam entender o porque do final ser esse e ter entendido o porque *daquilo* ter acontecido.

Eu coloquei personagens aqui que não pertencem a Bungou então se quiserem procurar sobre eles pra ver as aparências ou algo do tipo, eu vou deixar aqui de onde são.

Merlin (Fate/Grand Order)
Enma Ai (Jigoku Shoujo)
Wanyuudo (Jigoku Shoujo)
Hone-Onna (Jigoku Shoujo)
Ichimoku Ren (Jigoku Shoujo)
Semiramis (Fate/Apocrypha)
Shibazaki (Zankyou No Terror)
Illyasviel (Fate/Stay Night)

Hades, No.1, Senhora, Marcaria, Melinoe não possuem um personagem pra representar eles e são exclusivamente meus oc's.

Espero que tenham gostado da história e agradeço a todos que acompanharam até aqui então saibam que não acabou!

Até agora tenho outras 6 histórias que contam sobre as vidas passadas do Poe, posso acrescentar mais mas até o momento são;

O terror que lhe vejo pela fina e pequena mão
Uma noite na floresta
Uma melodia boa de se ouvir
A princesa cujo lhe pertencia o miserável
Papparazzi
Devil's Trill Sonata

Capítulo 15 - Fim


Sua direita apertava a cintura alheia quanto a outra o prendia contra a parede, os beijos eram molhados e abafados apesar da forma romântica como tudo aquilo havia começado Poe conhecia a natureza de seu amado. Talvez o local onde estavam o impedisse de fazer o que bem entendia mas sabia que entre quatro paredes aquilo não seria feito com o mesmo carinho que agora.

 

Seu tom de voz autoritário e grosso ordenando com que ajoelha-se fez todas as partes do corpo de Poe se arrepiarem e o obedecer de imediato. Ficou cara a cara com o volume que se dava dentro da calça de couro, suas bochechas estavam coradas e ficaram ainda mais ao impacto do membro acariciando sua bochecha antes de ser enfiado (talvez com certa brutalidade pelo tamanho não muito habitual de um demônio) em sua boca. Sentia que poderia facilmente se engasgar com aquilo, até porque ia fundo em sua garganta fazendo saliva sair de sua boca enquanto seu cabelo era puxado contra a pélvis alheia por um homem com um sorriso malicioso no rosto. 

 

A impaciência de Belzebu se mostrava cada vez maior a aquele ato, diferente do resto de seus dias não tinha todo tempo do mundo para mostrar o que realmente gostaria de fazer ao obrigar seu amado a chorar para tê-lo dentro de si. Puxou o cabelo do outro o fazendo se levantar, reparou na lágrima ao canto dos olhos cinzas e deu uma pequena risada nasal. Poe sabia como conquistar o que queria e se agradecia cada vez mais pelo seu resquício de memória. 

 

Sua calça foi abaixada e seu corpo empurrado em uma das meia paredes da torre, com seu olhar que enxergava apenas o chão distante cheio de flores sentiu uma dor terrivelmente boa em sua traseira. Enquanto seu cabelo era puxado e tapas dirigidos na pele branca de suas nádegas, o membro duro do outro estava sendo fincado em seu buraco de forma impaciente e rápida, como se o demônio estivesse esperando a anos por aquilo. 

 

A dor que sentia era agonizante, aquele corpo nunca havia feito aquilo e ser penetrado de forma tão bruta e sem lubrificação piorava a dor, mas isso era incrível para Edgar, adorava sentir aquela dor, principalmente se fosse causada pelas mãos habilidosas de seu amado. Seus gemidos saiam sem nenhum tipo de censura e até mesmo lágrimas de seus olhos caiam, sentia suas nádegas cada vez mais e mais quentes devido aos tapas bem dados, a região completamente avermelhada e possuindo até traços de sangue que foram limpados com os grandes e finos dedos de Dostoyevsky os levando até sua boca. 

 

Apertava a cintura alheia com tanta força que sua mão ficou marcada ali, puxava a traseira do outro contra sua pélvis com tanta força e firmeza que ao ouvir os gemidos sôfregos soltava pequenas risadas nasais se deliciando até mesmo com o som que ouvia. Aquele cheiro doce fazia ambos sentirem a presença do terceiro membro daquela relação, como no passado Merlin apenas observava nunca tocava em nenhum dos dois em momentos de prazer, apenas sentava no muro da torre e assistia. 

 

O ápice de Poe chegou duas vezes antes de ser preenchido pelo líquido quente do outro que no mesmo instante guardou o membro de dentro da calça e se sentou no mudinho daquela torre, com um cigarro entre os lábios. Edgar estava muito envergonhado para olhar diretamente ao outro, após arrumar sua roupa desajeitada continuou parado no meio daquele pequeno círculo com o rosto inteiramente vermelho.

 

— Falta uma hora, tens mais alguma coisa que quer fazer? — Ainda com o cigarro na boca se levantou e ficou parado em frente ao menor. 

 

— N-não… — Apertava suas mãos uma contra a outra e tentava disfarçar o olhar do outro. 

 

— Então eu te levarei para a casa da Senhora, durma e descansa, não tenha vergonha de dizer a ela que transamos, até porque seu corpo deve estar inteiramente dolorido. — Riu e levou uma mão até o rosto do outro o puxando para olhar para si. — Eu te amo Eddie. 

 

— E-eu também te amo… — Fechou os olhos e um pequeno biquinho surgiu em sua boca já esperando o beijo que o outro o daria e após mais uma risada nasal aquilo se concretizou. 

 

De volta a aquela pequena casinha Fyodor arrumou um lugar para Poe dormir e sem se despedir saiu rapidamente daquele lugar, parando na frente de uma longa escadaria. Levou uma outra caixinha de cigarros na boca, uma que não fumava habitualmente, aquela era a mesma marca que via seu pai fumando a anos e anos atrás, a marca que seu velho dizia ser especial e ser fumada apenas quando decisões importantes iam ser tomadas.

 

Aquele hábito não pertencia unicamente a Belzebu, alguns minutos depois sua irmã se sentou em seu lado com a mesma caixinha de cigarros.

 

— Quero que saiba que eu não vou te impedir de fazer nada, apenas… pense com carinho. — Suspirou e deu um sorriso fraco para o outro. — Liberte a verdadeira forma de Semiramis quando chegarmos lá ok? — Se levantou e começou a descer lentamente os degraus daquela longa escada.

 

— Pode deixar, donzela. — Sorriu também fraco para outra e acompanhou seus passos.

 

Aquele lugar onde estavam era no topo do submundo, um templo em cima de uma montanha que antes abrigava aquelas duas pessoas descendo a escada. No meio do caminho o cigarro acabou e foi jogado ao chão, algo que Dostoyevsky não faria em situações normais, mas aquela não era uma situação normal. Não sabia onde estava sendo levado apenas sabia quem estaria lá, Agatha parecia receosa e em meio ao silêncio diversas vezes Belzebu viu lágrimas saindo dos olhos dela. Quando foi alertado que estava quase chegando colocou a cobra antes enrolada em seu pescoço no chão, o toque de seu poder nela fazia o animal se tornar uma criatura imensa e bestial, apesar de sua aparência e formato continuarem o mesmo.

 

— Por favor Belzebu… pense com carinho… — Sequer segurava as lágrimas e agora chorava como se tivesse voltado a ser uma pequena criança. 

 

Sabia que o outro não ouviria seus pedidos, conhecia o irmão como a palma de sua mão, apesar de não se encontrarem desde criancinhas, aqueles dois eram o mesmo mal, praticamente a mesma pessoa e tudo que pensavam possuía um toque de coinhecidencia anormal. Porém havia um motivo que os dois se tornaram tão diferentes, e esse motivo estava parado na porta em frente aos dois irmãos. 

 

— Quanto tempo... filho. — Sorriu cerrando seus olhos, uma mulher alta e com cabelos que rastejavam no chão, sua aparência não era demoníaca igual aos dois que entraram naquela casinha, o vestido que usava era branco e sem nenhum tipo de detalhe, seus olhos carregavam olheiras profundas e uma cara de cansaço que nunca mudaria. 

 

— Faz realmente muito tempo, Marcaria. — Respondeu o outro sem tirar o semblante sério do rosto, se sentou em um sofá ao lado de sua irmã e em sua frente aquela que havia lhe trazido a vida continuava com um sorriso no rosto.

 

— Não devo fazer nenhuma iniciação e pretendo ir direto ao assunto, eu chamei vocês dois aqui após saber que Hades morreu e isso fazem anos e anos. Mas após um tempo vocês aceitaram meu convite e eu posso falar o que sempre quis.

 

— Não disse que iria direto ao assunto? Então vá. — Cortou Belzebu.

 

— É um grande assunto não é? Apenas pedir desculpas e voltar a agir como sua mãe não vai mudar nada. Melinoe me contou tudo que Hades fez contigo até porque eu fiquei extremamente brava que você havia matado meu pai, até alguns anos atrás eu continuei enxergando você como o vilão que matou as pessoas que eu amava… Eu me arrependo de ter te largado na rua, eu me arrependo de ter feito você fazer coisas horríveis pra conseguir ser alguém na vida… eu me arrependo de tudo que eu fiz contra ti. Shibazaki amava vocês dois como também te amava e eu sei que até hoje a alma de seu pai o ama e quer que eu lhe peça desculpas e tudo volte ao normal. Eu sei que palavras não adiantam de nada, mas foi eu quem permitiu que Medusa e não eu pegasse o trono e também sou eu que permiti sua volta ao submundo, meu filho. Seu pai estaria orgulhoso de ver onde chegou sozinho, de ver onde vocês dois chegaram. — Olhou para Lilith que continuava apreensiva batendo seu pé no chão. — Eu sei que já tivemos essa conversa minha filha mas sou muito orgulhosa de ver a família linda que tens, mesmo que ela seja apenas você e Kroni. E você Belzebu, descobri a pouco tempo que és pai da donzela do inferno, o trabalho dela é de longe o mais surpreendente que há no submundo! Apesar dele e de Yumeno me evitarem sempre que me vêm… bom não é como se a Senhora não fizesse isso. Eu gostaria de ir até o palácio com vocês e pedir desculpas pessoalmente a minha mãe, parece que ao tentar defender Hades eu errei com todos vocês. Eu lhe peço mil perdões meu filho, eu me arrependo do fundo do coração e farei qualquer coisa no mundo para que você me perdoe.

 

— Ora não precisa disso tudo Marcaria, é claro que lhe perdôo afinal fazem anos não fazem? — Sorriu para a outra. — Não tens culpa de ter defendido seu pai afinal não sabia o monstro que Hades era, peço perdão pelos meus filhos lhe ignorarem e tomarem minha dor para si, não mereces ser tratada mal por um passado tão distante. — Se levantou e caminhou até a frente da mulher sentada. — Antes de irmos até o palácio porque não me abraça? — Abriu seus braços e deu um sorriso gentil. 

 

A mulher sem pensar duas vezes se levantou e se afundou no abraço do filho, lágrimas de felicidade saiam de seus olhos e havia um sorriso mais do que genuíno em seu rosto. Finalmente após anos tinha se livrado da angústia de ter abandonado seu filho e o deixado ser maltratado e usado na rua, finalmente poderia voltar até a família que sempre sonhou em ter.

 

— Pra eu lhe matar igual matei seu marido. — Antes que uma resposta da outra fosse dada ativou sua habilidade fazendo a mulher morrer abraçada a si no mesmo instante.

 

Soltou aquele corpo morto e sequer se importou no modo como cairia no chão, olhou para trás e viu sua irmã de olhos fechados chorando em meio a prantos doloridos enquanto sussurava para si mesma "porque isso teve que acontecer?" 

 

— Lilith eu não tenho motivos pra perdoar a mulher que estragou a minha vida, se ela teve a coragem de abandonar seu pequeno filho nas ruas do inferno então porque eu não teria a coragem de a matar? Eu posso ter esquecido que a senhorita não se pós ao meu lado naquela situação, mas eu não lhe perdoei, sua sorte é que eu não possuo o mesmo rancor de ti que possuo da nossa "mãe" — Disse fazendo aspas com as mãos. 

 

— Ela estava verdadeiramente arrependida! — Gritou.

 

— E o que no passado isso muda? 

 

— Eu não sei Belzebu... eu não sei… — Abaixou o rosto e chorou com cada vez mais afinco, era melhor para si manter os olhos fechados do que ver o sorriso aliviado e malicioso de seu irmão após ter matado a própria mãe.

 

Não acreditava que aquela vingança estava errada, mas após ver sua mãe inocentemente indo abraçar Fyodor e morrendo numa cena que lembrava sua própria infância, começava a questionar se Marcaria estava realmente errada em ter abandonado Belzebu. Lilith se levantou com os olhos ainda fechados, caminhou até a porta e apenas os abriu quando estava fora daquela casa, olhando para frente viu embaçado o palácio onde morava, queria apenas correr e ir para os braços de seu amado porém seu trabalho ainda não havia terminado.

 

Após alguns segundos seu irmão se pós ao seu lado e ela pode ver aquele sorriso que tanto odiava, não queria reclamar agora, criar uma intriga com o outro apenas a deixaria mais furiosa e chateada então partiu em direção ao castelo sem olhar para trás.

 

Não havia sequer um resquício de arrependimento no coração de Fyodor, o último sentimento de ansiedade que possuía foi embora junto a sua mãe e agora o homem apenas caminhava elegantemente pela ponte que levava ao trono onde sua avó estava sentada. Medusa continuava com um semblante triste até ver Belzebu se aproximar do lugar, não pensou sequer uma vez para ir correndo até o outro e o abraçar com toda suas forças.

 

— Finalmente tu voltastes. — A diferença de altura fez a mulher ficar pendurada no pescoço alheio. — Eu senti sua falta criança, esse lugar apenas será completo quando for ti que vais sentar ao trono. 

 

— E eu vim exatamente para isso, minha rainha. — Se soltou do abraço da mulher e se reverenciou. 

 

— Agora não sou mais a rainha, tu que eres meu rei. — Se reverenciou com um sorriso no rosto.

 

— Ora que bobagem, tu és a única que será minha rainha em toda minha vida. — Ao dizer isso com um sorriso gentil no rosto os olhos vermelhos de Teruko se inundaram e ela foi de imediato encontro ao abraço de Lilith que os observava ainda meio a um choro.

 

— Bem vindo ao lar, Majestade. — Uma pessoa com uma máscara branca no rosto, longos chifres e uma armadura com um símbolo que se instaurava em todos os lados daquele reino.

 

— Não nós vemos desde criança, No.1 — Cumprimentou a antiga amiga.

 

— Ora eu ouvi tu dizer que Medusa é sua única rainha? — Com um longo vestido preto e olhos amarelos uma mulher incrivelmente bela apareceu no salão.

 

— É claro que tu também és minha rainha Semíramis, afinal és minha paixão desde a infância. — Riu, aquela era apenas uma piada entre os dois velhos amigos que possuíam um casamento arranjado desde o momento que nasceram (apesar do nascimento de Belzebu ser como uma mulher).

 

— Fico feliz que tenha voltado ao reino, confesso que tive bastante voz ao pedir pra Pazuzu ir te trazer as forças. — Riu e estendeu a mão para o outro. — Mas ainda tens uma boa briga comigo por ter nomeado sua cobra de estimação com meu nome. — Apertou com bastante força a mão alheia. 

 

— Oh é apenas por eu lhe amar Semi, por qual outro motivo seria? — Riu novamente antes de soltar a mão da outra e voltar seus olhos para sua irmã e sua avó paradas um pouco a frente dele. 

 

— Bom, nada de cerimônia de coroação não? — Perguntou Medusa.

 

— Por favor me livre dessa. — Disse Belzebu.

 

— Você já é o Rei, não precisa dessa ladainha. — Falou Semiramis. 

 

— Aí... a gente chegou… meu deus do céu.… — Howard falava quase caindo no chão pelo cansaço. 

 

— O que a gente perdeu? — Atsushi falou em sua forma meio tigre. 

 

— Ora que tristeza, pensei que o trono finalmente fosse ser meu. — Shibusawa entrou no salão e foi de encontro a Agatha. 

 

— Era pra ser meu, babaca. — Lilith cumprimentou o marido. 

 

— No.1. — Medusa disse chamando atenção da guarda real. — Peça prós outros fazerem um banquete, hoje todos celebraremos a volta do Rei. 

 

— Como desejar, Alteza. — Se reverenciou e saiu do cômodo.

 

A noite passou e os convidados que não passavam daquelas pessoas que moravam no templo e os amigos que vieram junto a si do mundo humano, chegaram. Algumas surpresas foram vistas a Dostoyevsky, seus tios Melinoe e Illyasville (um pequeno homúnculo criado por Hades) foram o visitar, alguns amigos antigos, os mais exóticos demônios, todos foram até o jantar de celebração. 

 

O assunto se dava inteiramente pelas histórias que a Senhora contava com tanta animação, Poe parecia tímido e envergonhado naquele lugar mas ao mesmo tempo feliz, podia olhar para todos os lados e ver pessoas que eram sua verdadeira família, pode olhar para o seu lado e ver o amor de sua vida com um pequeno sorriso (diferente dos outros, sem ser forçado) nos lábios. Até mesmo Yumeno não parecia mais irritade com seu próprio pai.

 

As memórias voltavam a sua cabeça e a cada momento tinha mais certeza ainda, aquele pequeno acaso de ter sido mandado a uma igreja como castigo era a benção que havia recebido dos demônios pra finalmente encontrar a felicidade em sua vida. 


Notas Finais


Um beijo no bumbum e até a próxima


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