História Take Off Your Skirt - TaeGi - Capítulo 5


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Amor, Bts, Investigativo, Policial, Taegi, Taehyung, Yoongi
Visualizações 181
Palavras 3.830
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lemon, LGBT, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiii meu povo (≧∇≦)/
Perdoem-me a demora para postar, acabei ficando ocupada e muito cansada para escrever nesses dois dias, então só estou postando hoje.

E eu gostaria muito que vocês que estão acompanhando, cerca de 60 leitores (isso me deixa muito feliz!), mas estou somente com 18 favoritos e eu sei que é pedir muito mas ajudaria bastante a fanfic crescer se vocês dessem seus favoritos a história.
Ficaria muito feliz se pudessem me ajudar nesse quesito e prometo até fazer um especial com os pensamentos do Taehyung.

Agradeço desde já e tenham uma boa leitura meus amados (*^▽^*)

Capítulo 5 - Choque


Fanfic / Fanfiction Take Off Your Skirt - TaeGi - Capítulo 5 - Choque

Min Yoongi — Apartamento, sexta-feira, 14:35 da tarde.



Estava em meu apartamento separando a papelada que juntei nesses últimos dias quando percebi que na verdade eu não juntei foi nada.

Já se passaram cinco dias desde que começamos com a investigação e até agora eu só tive dor de cabeça com aquele raio de festival e meus novos coleguinhas de classe que estão insistindo muito em ensaiar na minha casa.

MAS ELES NÃO PODEM VIR AQUI!

Ou podem... Ainda vou pensar nisso.

Meu estomago resmungava com a fome e eu ainda estava de toalha depois do banho. Infelizmente os pelos da minha perna continuam a crescer e eu tive que depilar.

Por que pelo visto, mulheres coreanas detestam pelos corporais e se você não depila é considerada uma porca.

Ridículo.

Andei pela sala a procura da minha carteira.

Tudo estava organizado como sempre. As janelas enormes abertas com as cortinas brancas fechadas, o sofá de três lugares estava totalmente imóvel como sempre, o chão limpo, Tv desligada, estante de livros lotada, tapete limpo, minhas plantas regadas, tudo certo. Porém parecia que ninguém mora aqui de tão arrumado que tudo fica.

Preciso viver mais.

Achei minha carteira em cima da mesinha de centro, peguei ela e notei que infelizmente esqueci de tirar dinheiro do banco. Então estava sem dinheiro físico, sendo que minha cafeteria favorita não aceita cartão.

Então o único jeito é ir tirar dinheiro.

[...]


Depois de tirar o dinheiro do banco, me encontro novamente na indecisão de entrar nessa cafeteria ou não.

A semana inteira estou fugindo dela para não me encontrar com Taehyung. Mas isso é ridículo! É a minha cafeteria favorita, ele que tem que embora.

Mas ele não vai. Pois ela também gosta daqui.

E eu não sei reagir a isso.

Taehyung vem se mostrando insistente, fica tentando se aproximar, tentando conversar, e ele é doce de mais pra mim. Me faz perder a merda do foco e isso não é bom.

Não posso ter distrações no meio dessa investigação, vidas correm perigo e eu não estou nem perto de conseguir as provas.

Tudo isso é muito frustrante.

E antes mesmo de entrar o vejo sentado em uma mesa afastada, lendo alguma coisa e separando alguns papeis. Provavelmente os papeis das apresentações que ele estava organizando.

E para falar a verdade, ele era muito bom nisso.

Estava animado e sempre que podia encorajava os alunos dizendo o quanto eles eram bons e talentosos e o quanto eles eram capazes, sempre os fazendo acreditar neles mesmo.

Taehyung era uma pessoa boa.

E as apresentações iriam funcionar como um show de talentos onde eu iria me apresentar com Jungkook e Jimin com a musica que ele escolheu, -pois o festival inteiro valia como pontos nas matérias - teriam seis grupos dançando, outros dois músicos apresentando uma canção e outros cantores solo. Tudo seria apresentado no palco que estava sendo arrumado pela comitiva de organização do lado de fora da escola, no campo longo e verde que tem lá. Fora as barracas de comida, jogos, seria uma grande festa de primavera.

Até agora eu não tinha visto pessoalmente o Diretor em meus rodeios pela escola, mas ele vivia dando anúncios pelos auto-falentes e parecia mais animados que todos.

Tentei algumas vezes entrar na diretoria mas a dupla sem noção não me largava e o romancista desesperado ficava enchenco minha paciência. Aqueles três estavam me dando muito trabalho.

Enfim, eu não posso ficar fugindo de Taehyung para sempre.

Preciso entrar na cafeteria e simplesmente fingir que não vi ele, se ele me chamar eu dou uma de educado e saiu de fininho sem ele ficar magoado. Por que quando estou de Hwajae, quanto mais eu me afasto, mais ele tenta ficar perto de mim.

Entrei com o cu na mão dentro da cafeteria, fazendo de tudo para não olhar em volta, ficando o mais pleno que consiguia.

Deus, eu sou um policial! Pra que tanto medo de um único cara? Sem condições de ficar assim. Sem condições!

Caminho até a bancada dos doces e faço meu pedido educadamente. O lugar rústico e todo verdinho me trazendo a paz que eu tanto queria e ainda me deixando relaxado.

Mas estava um pouco frio, eu estava usando somente shorts jeans, chinelos e uma camisa bem fina de mangas longas num tom de bege bem clarinho. Meu cabelo estava um pouco grande de mais, estava na hora de cortar e talvez sair do preto.

Talvez pintar de um azul...

— Min Yoongi. — chamou a garçonete, me tirando de meus pensamentos. — Vai pagar no dinheiro ou cartão? — perguntou educadamente.

— Cartão? Pensei que não aceitassem. — ditei um pouco indignado de mais.

Que porcaria! Tirei dinheiro do banco atoa...

— Estamos fazendo algumas melhorias, senhor Min. E uma delas é a nova forma de pagamento. — sua voz era doce, um sorriso meigo, seu nome era Rose e ela era sempre quem me atendia. Mas só agora percebi o quão bonita era.  — Então de qual forma pretende pagar?

— Hm, dinheiro. Vou pagar com dinheiro mesmo. — e pego a carteira.

Pago e ela agradece, dizendo que em alguns minutos estaria pronto o meu chá e os bolinhos.

Um tanto desligado, acabo caminhando lentamente olhando para o lado de fora da cafeteria, indo em direção a área das mesas sem me lembrar que bem a frente Taehyung estava ali, sorrindo e acenando para mim.

Aish... Ele me viu.

— Min Yoongi! — Chamou animado, acenando para mim. — Até que enfim apareceu. — seu sorriso era deslumbrante como sempre, gentil e caloroso.

E eu quis correr. Correr tanto que me sentiria preso naquele labirinto idiota. Mas que também não era tão diferente das minhas situações diárias. Estava tudo tão confuso...

— Hyung. — cumprimentei me curvando e puxei a cadeira a sua frente, me sentando logo em seguida, sorrindo o mais doce que podia.

Minha cabeça latejava e meu estômago doia com a fome.

Estava um pouco perdido quando me lembrei de quase toda a semana em que ele ficara sempre tentando se aproximar, perguntando como eu estava e se eu precisava de ajuda com o piano. Sempre perto de mais.

Na quinta-feira, ontem na escola, ele tinha quase me infartado de vez.

Estávamos na sala de música praticando nossa canção. Eu, Jungkook e Jimin.

Enquanto outros alunos ensaiavam suas partes do outro lado, eu estava concentrado no meu piano.

E foi diferente tocar de novo. Faziam quase anos que eu não tocava nem sentia o frio daquele instrumento nas pontas de meus dedos.

Mesmo que Hwajae tocasse direto na minha casa a um tempo atrás, todos os dias para mim, eu mal chegava perto dele no meu tempo livre. No entanto, assim que sentei naquele banquinho de couro, deslizei meus dedos sobre as 88 teclas brancas e negras daquele piano enorme e toquei a primeira nota, sentindo o primeiro Dó a cantar, meu corpo todo se arrepiou com aquela sensação incrível que era ter meus dedos fazendo mágica novamente.

Meu coração deu um salto, a cada nota ele acelerava mais e eu senti meus olhos se fechando, a música fluindo pela sala inteira, tocando meu coração.

E sem perceber, eu estava tocando Nocturne in E flat Major Op. 9 com toda a minha alma, roubando a atenção de todos a minha volta. Eu ignorei aquela atenção e aproveitei aquele momento em que me fundi com aquelas notas, toquei sem parar por cinco minutos antes de perceber alguém sentado ao meu lado, olhando fixamente para meu rosto e uma lágrima escorrendo por sua bochecha inchadinha.

Naquele momento Taehyung tinha se emocionado com a minha performance, e isso fez algo dentro de mim se aquecer. Ninguém jamais me olhou daquela forma, nem mesmo Hwajae me olhou com tanta admiração. E isso foi perigoso.

— Ei! Esta me ouvindo? — estava tão aéreo que não percebi Taehyung me chamando. — Você esta bem? — ele me olhava preocupado, sua mão estava estendida diante ao meu rosto, como se fosse toca-lo, na mesma hora fiquei tenso e ele se afastou tossindo. — Er... Desculpe, estou te chamando a um tempo e você não me respondeu. Fiquei preocupado.

— E-eu ouvi sim, Hyung. Só estava um pouco distraído, perdoe-me. — ditei e me ajeitei mais na cadeira.

— Tudo bem, eu entendo o quanto a cabeça de um policial é cheia. Ainda mais um investigador como você. — sorriu, um sorriso genuíno e brilhante. — Agora se puder me esperar guardar essas folhas, sera que eu teria a chance de ter sua companhia por algumas horas? Você não apareceu aqui em nenhum momento dessa semana. Parecia que estava fugindo de mim.

— Fugindo? De você? — ditei, o deboche incorporando dentro de mim e moldando meu rosto. Me fazendo lembrar que eu agia assim na escola e que eu devia tomar cuidado. — Hm, cof cof... quer dizer... — Taehyung estava me encarando, as sobrancelhas erguidas e um sorriso divertido estampado no rosto. — Eu só fiquei sem tempo, só isso. Não tenho motivos para fugir de você, Hyung.

O mesmo empurrou os óculos para trás, ajeitando ele no nariz e abrindo sua bolsa-pasta.

— Imagino que Hwajae tirou todo aquele gênio de você. — disse rindo um pouco. — A menina voltou completamente diferente. Imagino que seja sua culpa, policial. — seu tom era sugestivo e brincalhão.

Diferente da forma como me tratava na escola quando estava infiltrado.

— Minha? — ergui a sobrancelha e Cruzei os braços.

Quem ele pensa que é para dizer que tenho o gênio ruim?

— Sim. Você é tão amargo quanto ela. — riu. — Mas você ainda tenta ser educado. Mas aquela menina... Tsc tsc tsc.

— Você parece conhecê-la bem. — ditei, se eu queria descobrir algo, agora era a chance.

Mesmo que alguma coisa ruim se remexia dentro de mim pedindo para não saber nada.

— Digamos que sua sobrinha foi uma das minhas alunas favoritas. E sua mãe me pagava um bom dinheiro para dar aulas particulares a ela de piano. — sorriu ladino. — Hwajae tinha talento, mas era bruta e cabeça quente. Sempre que não conseguia tocar uma música ela desistia.

Ela desistia. — falamos juntos.

Mesmo rindo, ele ainda prosseguiu, ainda organizando os papeis dentro da pasta ao mesmo tempo.

— Mas ontem... — disse, sua voz atingindo um tom mais suave, e eu pude ver o quanto estava eufórico no olhar, Taehyung parando de organizar as folhas e olhando para mim. — eu a vi tocar como nunca a vi tocar antes em toda a minha vida. — seus olhos brilhavam, do mesmo jeito de quando ele me olhou ontem. — Foi lindo, Yoongi.

No mesmo momento senti meu coração bater forte, me fazendo ficar com vergonha, meu rosto corando violentamente.

Deus ele estava falando de mim e não sabia...

— E eu sei que não fui eu quem ensinou aquilo a ela. — ele dizia com certa inveja, mas ele também parecia maravilhado. — Mas aquela performance não pode ser ensinada. Somente alguém com uma forte ligação com o instrumento chega a esse nível.

— Eu tenho que concordar... — comecei a dizer, estava sendo gostoso conversar com ele pela primeira vez. — Mesmo ensinando o que eu aprendi a ela, Hwajae tem uma forma única de tocar.

Olhando agora, ele estava realmente cheio de coisas para fazer. Vários papeis, alguns exercicios de canto, tinha também um esboço de um desenho que eu acabei por pegar entre a pilha de folhas.

— Oh... — comecei, esquecendo os bons modos em casa e olhando o desenho.  — foi você quem fez?

Na mesma hora ele tirou os olhos da pilha que estava guardando e olhou para o desenho em minhas mãos.

Era um homem de costas, nu, debruçado sobre uma bancada com as pernas no famoso formato do Número quatro, o pé estando apoiado na outra perna e um copo na mão.

O corte de cabelo e as costas me lembrando alguém.

Na mesma hora Taehyung pegou o papel da minha mão rápido, porém de forma delicada.

— Sim. Fui eu. — seu rosto estava vermelho e ele guardou correndo o resto dos papéis na bolsa e depois a fechou, como se nada tivesse acontecido. — É só uma inspiração... — tentou se explicar.

Eu acabei rindo, me encostando desleixado na cadeira.

— Tudo bem, não sou preconceituoso. — na mesma hora pude ver aquele homem ficar ainda mais vermelho do que estava e isso foi a coisa mais fofa que eu tinha visto naquele dia, me fazendo rir e me aproximar dele apertando suas bochechas. — Que meigo, Kim Taehyung ficando com vergonha.

— Por Deus, Yoongi... — ele acabou sorrindo também, tapando os lábios.

— Não esconda.

— O quê? — perguntou confuso.

— Seu sorriso. — sem pensar muito, acabei falando. — É bonito.

E aos poucos sua mão foi abaixando, e eu pude ver o sorriso bonito que ele esbanjava. Seus olhos bicolores me encarando profundamente. Eu teria arranjado tempo para me sentir desconfortável se não fosse graças a garçonete interrompendo o momento ternura e me trazendo meu pedido.

— Aqui, senhor Min. Espero que aproveite. — e saiu.

Depois daquele momento desconfortável, ficamos conversando por um bom tempo até ele ter que ir embora e me pedir meu número de telefone.

O que me deixou confuso e indeciso.

Droga, eu dou ou não? Sera que pode dar algo de errado? É impossível... Não vai dar errado.

— Meu número? — perguntei de novo.

Taehyung rindo, já de pé com o celular na mão.

— Eu vou entender se não quiser me dar seu número e...

— Não! — acabei por falar alto de mais. — Quer dizer... Hm... Só me passa o telefone.

O moreno sorriu e me deu seu celular em minha mão. Anotei o número e salvei como Min Yoongi, entregando o mesmo para ele logo em seguida.

— Quando precisar de mim... — comecei, um tanto tímido. — É só chamar.

— Eu irei. — sorriu, colocando o celular no bolso. — Até.

— Até.

[...]


Já era cedo de manhã quando acordei um tanto tonto.

Dormi muito e isso me deixou exausto e totalmente indisposto. Me fazendo querer agarrar a cama e faltar a aula.

Deus! Eu preferia mil vezes estar na delegacia. Escola é horrível, ainda mais num sábado!

Graças aquele festival miserável, eu teria que ir a escola para ajudar a montar algumas barracas e ensaiar mais um pouco com os meninos que enchiam meu saco querendo meu número de telefone ou ir na minha casa.

Chatisse! Por que só eu tenho um piano em casa? Todo mundo deveria ter um! Isso só me dificulta.

Não quero ir... — resmunguei me arrastando pelo chão do quarto. O carpete me esquentando. — mas o mundo precisa de miiiiim...

Me levanto xingando e ando até o banheiro, me deparando com o espelho e tomando um susto ao me ver e querer chorar com o estado da minha cara.

EU ESTOU GRIPADO! GRIPADO!

MEU ROSTO ESTA ROSA E INCHADO!

POR QUE DEUS!?

Suspiro sentindo o peito pesar, minha garganta arranhar e a voz ficar falha e pego um comprimido no armário do banheiro, engolindo em seco o antialérgico para ver se ao menos minha cara melhorava.

Tinha que ser hoje? Logo em um sábado?

Entrei no chuveiro frio e tomei um banho rápido para abaixar a temperatura do corpo, me preparando para o processo de maquiagem, colocar o cabelo e todo o resto. Estando pronto com dez minutos de antecedência jogado no sofá a espera de Seokjin, tento checar se todos os preparativos para hoje estavam certos.

Dessa vez eu iria conseguir entrar na sala do diretor e implantar algumas micro câmeras de som e uma única de imagens, para poder ajudar os meus parceiros de investigação com as conversas privadas do diretor.

E com tudo pronto, me agasalho o máximo possível e espirro meu pulmão mais uma vez, odiando a minha vida completamente.

Eu vou morrer...

[...]


Chegando na escola, estava totalmente agasalhado com um dos meus casados quentinhos e neutros.

Assim não dando muita pinta de que o casaco era masculino. Mas também estou cagando! Ninguém tem nada haver com meu casaco!

Vou caminhando para o campus onde vejo um aglomerado de alunos, conversando e rindo, alguns dando ordens e o professor de música ajudando a montar uma das barracas.

Me aproximei o suficiente para ver o que Taehyung fazia, me tremendo todo com aquele raio de saia curta ventando no meus fundilis.

O professor de música suava ao ligar os pontos da barraca, parafusando logo em seguida e tirando a franja da testa molhada. A água salgada de seu corpo escorria pela linha definida do pescoço, descendo e curvando na clavícula a mostra. Os óculos na ponta do nariz mostrava o quanto estava suado, suas costas molhadas agarravam a blusa fina, me deixando um pouco sem fôlego.

Desde quando Taehyung é tão sexy?

— Perdeu o olho em algum lugar, pequena? — diz uma voz em meu ouvido me assustando dos pés a cabeça.

Quando viro para trás pronto para aplicar um golpe, vejo que eram somente Jungkook e Jimin.

Rindo da minha cara.

Novidade.

— Você estava comendo o professor com os olhos. —dizia Jimin rindo, porém um tanto incomodado. — Cuidado para ele não sentir as mordidas daqui, hein.

— Ah, vê se me erra. — ditei irritado, fungando e abraçando meu próprio corpo.

— Tão amarga que até azedou minha bebida. — Jungkook disse olhando o copo de suco que tinha em suas mãos.

Soquei seu braço direito o fazer rir e acariciar o local em que bati.

Estava ficando irritado e o frio não me ajudava.

— Que forte.

— Você não viu nada. — falei antes de sair dali e caminhar até Taehyung que tinha acabado de parafusar a última barraca do lado esquerdo do campo.

Senhor Kim. — chamei, minha voz saindo fina e baixinha, mas ele ouviu.

Odiava falar como Hwajae, ainda mais gripado.

Funguei de novo, esperando sua resposta. Mas em vez disso ele olhou preocupado para mim e se aproximou, me fazendo paralisar no lugar ao sentir seus dedos extremamente quentes e macios em meu rosto.

— Esta doente? Hwajae, você esta bem? Sente algo? Por que não ficou em casa? Seu rosto está pelando e totalmente quente. Não devia estar aqui. — ele fazia perguntas sem parar.

Querendo saber o por que de minha mãe ter me deixado vir nesse estado, querendo saber se eu estava sentindo muito frio ou se eu queria ir para a enfermaria.

Mas nada parecia estar de verdade fazendo algum sentindo naquele momento, eu só consegui sentir seus dedos acariciando meu rosto quente e inchado. Meu coração batendo forte e desenfreado, como se fosse explodir a qualquer momento.

Minha respiração presa na garganta, eu fiquei encarando aqueles olhos bicolores que estavam mais escuros hoje. E totalmente preocupados a minha frente, os lábios fartos que perguntavam sobre mim me tirando a atenção do mundo.

— E-eu não sei... — ditei por fim, respirando fundo ao perceber que fique muito tempo sem respirar. — Quer dizer, — percebi que todos estavam olhando, principalmente Jungkook que tinha um.expressão esyranha, e me afastei de seu contato, vendo em seus olhos que o machuquei. — Estou bem, só com frio. Mas estou bem! Eu juro! — tento explicar, infelizmente uma simpatia surgindo. Me fazendo sorrir. — Agradeço por se preocupar comigo, Senhor Kim.

Hwajae... — chamou meu nome de forma triste e lenta. Meio manhosa, mas não permito que termine.

— Por favor, — sussurrei. — estão todos olhando. — e só ai ele percebeu. Se afastando com certa lentidão. — Só preciso da chave da sala de Música para ensaiar com os meninos. Prometo devolver na hora do almoço.

Ele pareceu pensar, coçando a cabeça, suspirou como se estivesse se sentindo derrotado.

— É só isso? — pergunta como se sentisse alguma esperança.

— Sim.

— Então venha a mim na hora do almoço. Estarei no lugar de sempre. — lugar de sempre? Que lugar?

Ele não me deu tempo de perguntar, só me deu a chave em minhas mãos frias como sempre e saiu andando com uma expressão muito preocupada.

Fiquei parado no lugar por um tempo, um pouco perdido e com frio. O local onde ele havia tocado estava quente como o inferno.

Olhei a chave da sala de música que tinha um pingente bonitinho em forma de coração balançando por conta do vento.

Respirei algumas vezes bem fundo e tentei me focar no que eu deveria fazer desde muito cedo.

Me infiltrar!

A escola estava praticamente vazia hoje, tendo somente as pessoas que queriam participar do festival e algumas que só queriam ajudar. Então os corredores estariam vazios e consequentemente a sala do diretor também.

Era a minha chance de entrar na sala dele e colocar as câmeras que eu trouxe. E nada vai me impedir.

Dei alguns passos para trás, olhando onde estavam os meninos. Pois seria um grande problema se eles me seguissem e eu não tinha muito tempo até eles sentirem a minha falta.

Avistei Jimin um pouco longe de mim falando com alguns garotos e Jungkook eu tinha perdido de vista assim como Taehyung. Aproveitei que não tinha nada me atrapalhando e corri/andei para dentro da escola, fazendo o menos de barulho possível.

Já que esses saltinhos demoníacos ficavam estalando no chão como marretas.

Entrei na escola e segui corredor a frente, passando pelos armários, as salas, refeitório, salas, a quadra, e enfim a sala de música, que ficava perto da diretoria e dos banheiros.

Andando com a mochila em meus braços, agarro com força a mesma e respiro fundo, a adrenalina começando a agir em mim.

Mas antes que eu pudesse chegar na virada do corredor, onde ficavam os bebedouros e a sala do diretor no final do mesmo, escuto vozes altas vindas do banheiro, me fazendo paralisar no lugar.

Mas que droga, Taehyung! Por que não? — a voz parecia agitada e chorosa.

Fiquei preocupado que pudesse ser algo sério e me aproximei da porta do banheiro, olhando pelo buraco da porta, dou de cara com um Jungkook choroso e um Taehyung nervoso com a mão na testa, massageando a mesma.

Eu disse que não, Jungkook. Não é não e isso não vai mudar! — O professor dizia com total convicção e eu podia sentir a raiva dele em cada palavras arrepiando meu corpo.

O que esta acontecendo?

O que foi, hm? Vai me dizer que é por ela? É sério isso? Depois de tudo você ainda insiste nisso!? — Jungkook estava eufórico, tentando toda hora se aproximar de Taehyung mas ele o empurrava gentilmente com as mãos. — Prefere ela do que a mim, não é? Vai me dizer que ela o beija melhor do que eu? — Ela? Quem é?

Meu coração estava totalmente acelerado e pulando batidas, como se eu estivesse fazendo a coisa mais errada do mundo ao espionar os dois.

Meu deus... Eles? Impossível...

Jungkook, ela não tem nada haver com isso. Você sabe que é errado e que escolhemos esperar você chegar a maioridade. — sua voz saindo triste, cansada. Seus braços abaixando pela desistência, Jungkook se aproveitando e os pegando, colocando os braços do professor em sua cintura. — Vão me demitir se descobrirem. Serei lixado e vou perder meu respeito, emprego, vão me acusar de milhões de coisas e ... É proibido. Não tem nada haver com ela, meu amor... Sabe disso. Só não pode...

E como todo o choque que eu estava recebendo, o maior de todos foi quando o rapaz que tanto insistia estar perto de mim, foi beijado por um aluno chorão e infantil.

Bem na minha frente eu vi, Taehyung e Jungkook se beijando.


Notas Finais


Opaaaaaaa que ai tem tretaaa HEUEHEUHE

Espero de coração que estejam gostando e que considerem meu pedido e favoritem a fic ❤ Me ajuda muito

Obrigada por acompanharem e até o próximo O(≧∇≦)O


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