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História Take on me - Michaeng - Capítulo 65


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Capítulo 65 - Always together


Chaeyoung...

 

Corremos até a entrada da faculdade quando Momo chegou num carro preto, na verdade era um uber, não ia caber todo mundo.

 

- Quem é essa gente toda, Jihyo? - Momo perguntou surpresa nos encarando. 

 

- Todas querem ir, principalmente a Dahyun. - Jihyo explicou. 

 

- Eu quero falar com a Sana. - Dahyun estava decidida. Envergonhada, mas decidida. 

 

- Entendi... - Momo sorriu para ela. 

 

- Mas não vai dar todo mundo no carro. - O motorista falou. 

 

- AH NÃO, MAS A GENTE TEM QUE IR É NOSSA AMIGA... - Todo mundo começou a reclamar de uma vez, ninguém mais entendia nada, acabamos brigando com o motorista que se rendeu e nos deixou entrar no carro. Dahyun foi colo de Jeongyeon, eu até ofereceria para ir no meu, mas ainda estava me recuperando das pernas. 

 

Naquele horário o trânsito estava livre, por tanto não estávamos demorando para chegar no aeroporto. 

 

- Gente, a Sana já chegou no aeroporto. - Jihyo falou depois que olhou para o celular. 

 

- Meu senhor acelera isso daí. - Dahyun falou desesperada, pulando no colo de Jeongyeon. 

 

- Se acalma aí, Dahyun. Você tá sentada... - Jeongyeon reclamou.

 

- Você tá sentada no colo da Jeong, Dubu. - Sorri maliciosamente - Calma que o pau dela não aguenta. 

 

- Deixa de ser idiota, garota. - Jeongyeon me empurrou com raiva, continuei rindo, Dahyun ficou toda vermelha, Momo estava na frente rindo e Jihyo impaciente com a situação caótica que estava no carro. 

 

Quando chegamos no aeroporto as meninas saíram correndo do carro e eu fui a última, eu não podia fazia o mesmo, estava de muletas. As meninas voltaram e se juntaram a mim. 

 

- Se vocês me acompanharem vão se atrasar, principalmente você Dahyun, corre lá. Eu vou correr também da forma que eu posso. - Sorri pra ela. Eu tinha conseguido fazer um macete pra "correr". 

 

Seguimos o mais rápido possível para a entrada do aeroporto quando um segurança nos parou. 

 

- Deixa a gente passar, moço. - Momo falou - Uma amiga nossa tá indo viajar. 

 

- E temos que impedir. - Dahyun disse desesperada. 

 

- Impedir? - O segurança encarou Dahyun incrédulo. 

 

- Ela quer se declarar para o amor dela, é isso. - Jihyo explicou. 

 

- Vocês estão fazendo muito barulho, vão assustar as pessoas. Não posso permitir que entrem assim. 

 

- AH NÃO... - Começou a gritaria de novo e dessa vez era mais fácil de resolver a situação. 

 

- Gente, calma! - Pedi e as meninas olharam pra mim - Vamos ser civilizadas e entrar sem fazer barulho. Se continuarmos debatendo só vamos perder tempo. 

 

- A amiga de vocês tem razão, aqui é um lugar público mas precisam ser menos barulhentas. - O guarda sorriu bondosamente para mim. 

 

- Certo, vamos nos comportar. - Jeongyeon falou - Obrigada e desculpa pelo transtorno causado. 

 

Nos curvamos para o guarda e então entramos no aeroporto. Seguimos Jihyo que nos levou até onde Sana estava, ela já tinha feito o check-in e estava quase indo para a sala de espera para o embarque. Junto de Sana estava Tzuyu, Nayeon e Mina. Eu fiquei encarando Mina, que também me encarou de volta. Que bom que ela estava aqui, aliás, ela não poderia faltar. 

 

 

 

Mina... 

 

 

- Vocês demoraram. - Nayeon falou - Não sabia que todas as meninas vinham também. 

 

- Quase fomos barradas na entrada. - Jeongyeon falou indo para o lado da namorada - Estávamos eufóricas demais. 

 

- Mentira, vocês estavam gritando. - Jihyo acusou. 

 

- Você também estava. - Momo disse imediatamente. 

 

- Era pra você ficar do meu lado. - Jihyo deu uma cotovelada em Momo. 

 

- Algum motivo especial para ela ficar ao seu lado, Jihyo? - Tzuyu sorriu, entendi as intenções dela. Eu desviei o olhar da mini discussão das garotas e voltei a encarar Chae, que sorria para mim dessa vez. 

 

Chae tomou coragem e veio até a mim, não sei porque ela estava tão nervosa.

 

- Eu não sabia que viria. - Falei quando ela já estava próxima. 

 

- Nem eu. Ficamos sabendo da viagem em cima da hora e resolvemos vim por causa da Dahyun. - Chae explicou.

 

- Dá Dahyun? - Eu a encarei sem entender.

 

- Você vai ver. - Chaeyoung apontou para as meninas e eu vi Dahyun mais tímida no canto, enquanto as outras meninas estavam em cima da Sana. Dahyun ficou tão tímida que veio para onde eu estava junto de Chaeyoung. 

 

- Dahyun, o que aconteceu mulher? - Chaeyoung perguntou. 

 

- Eu não sei se consigo, agora me bateu a maior vergonha. 

 

- Mas se você não fizer isso a Sana vai embora. Precisa fazer alguma coisa. 

 

- Eu já disse que não consigo. - Dahyun protestou. 

 

- O que tá acontecendo? - Tentei entender acabando com a discussão das duas. 

 

- A Dahyun não quer correr atrás da Sana. - Chae explicou superficialmente - Viemos aqui pra isso. 

 

- Mas agora eu tô envergonhada. 

 

- Isso não é hora pra isso... - Chaeyoung suspirou - Olha, então faz o que estiver mais confortável pra você, ok? Se não quiser fazer isso então tudo bem, se não conseguir nada disso vai ser culpa sua. 

 

- Mas eu queria... então você me entende se eu não fizer? - Dahyun encarou Chaeyoung. 

 

- Claro que entendo e ainda vou estar ao seu lado para limpar suas lágrimas e te amparar quando a saudade da Sana bater. 

 

- Você é uma amiga incrível, eu te amo. - Dahyun derramou algumas lágrimas  e Chaeyoung segurou sua mão. 

 

- Gente minha chama, tenho que ir. - Sana falou - Vamos dar um abraço coletivo? Quando eu chegar no Japão mando uma mensagem para vocês. 

 

Fomos até Sana e demos um abraço coletivo nela. Eu já tinha me despedido dela várias vezes por te chegado antes, de uma certa eu tinha aproveitado. Saninha estava indo embora e eu tinha que me acostumar com a ausência dela. 

 

- Se cuida, Sana. - Momo falou dando um abraço nela por último  - Eu vou te visitar no Japão. 

 

- Eu vou esperar. - Sana sorriu - Tchau para todas vocês, se cuidem. 

 

Sana pegou sua bolsa e nos deu as costas seguindo para o portão de embarque. Segurei o braço de Chaeyoung e fiquei observando as costas de Sana, ela iria embora mesmo, quando eu estava pensando nisso Dahyun correu até ela e segurou sua mão, todo mundo ficou apreensivos e em silêncio. Era tudo ou nada. 

 

- Não Sana. - Dahyun falou quando Sana se virou para ela - Não vai antes de eu te dizer... 

 

- Dahyun...? - Sana estava impressionada. 

 

- Me desculpa por toda a bobagem que eu fiz com você, eu só queria ser melhor para você e eu sei que não deu certo, mas por favor não vai embora, eu te amo. Eu não sei o que faria sem você por perto, meus dias não são perfeitos sem você, eles nunca mais foram desde que terminamos. Se você for tudo bem, mas eu nunca mais serei a mesma, talvez eu até lide com isso, mas jamais iria superar, a verdade é que eu nunca superei seu amor. 

 

Sana encarava Dahyun com tamanha surpresa, era nítido que ela havia ficado abalada. 

 

- Eu realmente não sei o que dizer... Dahyun, eu tenho que ir. A passagem já foi comprada. - Sana a encarava. As duas estavam bem próximas. 

 

- Eu sei, por isso acho injusto estar te pedindo isso, mas é que eu precisava falar tudo o que estava preso no meu coração. Eu passei muitas vezes lá na sua casa, eu queria ver como você estava se saindo. Eu fiquei tão feliz por você ter me confortado nos meus momentos tristes, nos momentos que eu mais precisava. Você foi a força que eu precisava, por tanto tudo bem em ir embora, se isso for te fazer bem então eu vou ficar feliz com isso. - Dahyun secava suas lágrimas e sorria ao mesmo tempo - Eu quero que faça uma boa viagem e manda mensagem pra mim quando chegar lá pra eu não ficar preocupada, ok? 

 

- Dahyun... 

 

- Tudo bem Sana, eu vou torcer por você. Como eu não poderia torcer por você? Eu te amo tanto a ponto de querer o seu melhor

 

- Obrigada Dahyun. - Sana sorriu - Era isso o que eu precisava, era essa minha certeza mesmo que ela tenha vindo um pouco tarde. 

 

- Do que você tá falando? - Dahyun a encarou sem entender nada. 

 

- O que eu quero dizer é isso. - Sana se abaixou um e selou seus lábios nos de Dahyun, fazendo eu e as meninas vibrar de felicidade, elas estavam mesmo se acertando. 

 

- A Dahyun é sangue nos olhos. - Chaeyoung falou animada. 

 

- Sana...?! - Dahyun falou depois que Sana se afastou dela. 

 

- Vamos fazer as coisas darem certo agora? Eu vou ficar por você, por tudo que sentimos uma pela outra. - As mãos de Sana foram até as de Dahyun e as seguraram.

 

- Eu nem acredito! - Dahyun vibrou - Somos namoradas então? 

 

- Claro, depois de tudo o que aconteceu aqui não podia ser diferente. Eu te amo tofu. 

 

- Eu também te amo, Sana. - As duas se beijarem novamente e então Sana desistiu da ideia de viajar, o que foi bom, só que depois disso tivemos que ir na casa dela explicar tudo para os seus pais, que estranharam, mas aceitaram por não ter muitas opções. 

 

- Vamos comemorar. - Sana falou nos levando para o Jardim de sua casa, onde ficamos tomando saquê com os seus pais. Sana aproveitou para falar do seu namoro com Dahyun, os pais da japonesa eram bem abertos quanto a quem a filha se relacionava. 

 

Eu e Chaeyoung nos sentamos afastadas das meninas, em um balanço que cabia duas pessoas. Chae estava encarando as meninas, ela não me encarava, alguma coisa nela mudou... 

 

- Parece que a Sana e a Dahyun estão vivendo um conto de fadas onde no final da tudo certo, não é? Com direito a fortes emoções e cena no aeroporto. - Falei sorrindo. 

 

- É verdade, elas estão felizes e elas merecem isso principalmente depois que Dahyun reconheceu o erro que cometeu e se redimiu em grande estilo. - Chaeyoung gargalhou - Essa é a minha garota.

 

- Já tá bêbada, Chaeyoung? - Encarei o copo em sua mão. Desde que chegamos na casa da Sana Chae estava bebendo saquê. 

 

- Não, só estou animada. - Ela me encarou sorrindo e com o rosto um pouco vermelho - Mas confesso que saquê é forte, vou até deixar de beber. 

 

- Pode ficar a vontade. 

 

- Não, tudo bem. Além disso não quero estragar o clima aqui. 

 

Achei que ela estava falando da gente, mas na verdade ela estava falando do clima em geral e da Sana e Dahyun principalmente. Seria difícil, mas eu teria que correr um pouquinho para tê-la de volta. 

 

- Mina! - Chaeyoung me chamou e eu me virei rapidamente - Se nada daquilo tivesse acontecido, entre eu, Chan e Kuma você acha que estaríamos tão bem quanto elas? - Chae apontou para Sana e Dahyun que se abraçavam. 

 

- Eu acho que sim. Não consegue lembrar dos momentos maravilhosos que tivemos? - Aquela pergunta me doía porque eu não estava com ela e de uma certa forma me dava esperanças. 

 

- Eu consigo me lembrar perfeitamente de todos os nossos momentos. Foram momentos únicos, Mina. - Chaeyoung pegou na minha mão e foi o necessário para eu me tremer, meu coração palpitar forte e eu ficar nervosa sem saber lidar com isso. - Eu realmente tive os melhores momentos com você, éramos muito boas juntas. 

 

- Éramos? - Eu a encarei sem entender, na verdade aquilo tinha uma interpretação para mim e era uma interpretação péssima. 

 

- Chaeyoung, vem cá! - Jeongyeon a chamou. 

 

- Tô indo. - Chae se levantou e esqueceu de dizer que estava saindo, ela simplesmente saiu, separando sua mão da minha. 

 

Eu segui Chaeyoung, indo até as meninas. Elas falavam besteiras e se divertiam, aproveitei a situação para beber água, eu já conhecia a casa de Sana e tinha liberdade de andar por ela. Fui até a sala e pensei que mais alguém poderia querer água, então voltei até o jardim, mas antes de sair parei na porta e ouvi as meninas conversando, algo que me chamou atenção. 

 

- Então quer dizer que a Chaeyoung já tá arrasando corações na Universidade? - Nayeon sorria. 

 

- Ei, calma aí. - Chaeyoung disse sorrindo. 

 

- Calma aí o quê? A anão já se recuperou e já tá pegando as veteranas da faculdade. 

 

- Eu não tô pegando ninguém, Nayeon. Só aconteceu de uma garota elogiar minhas tatuagens e piscar para mim. 

 

- AH, então você não tá pegando. - Nayeon tinha um tom de voz provocante. - Naninca do jeito que é não é capaz de pegar ninguém mesmo. 

 

- Qual é? Eu posso pegar quem eu quiser... - Sai de lá antes que eu pudesse me machucar mais, Chaeyoung estava levando bem a sério o fato de sermos só amigas, eu tinha que aceitar isso. 

 

Fui até a cozinha e me deparei com Sana e Dahyun, elas estavam abraçadas, uma de frente para a outra. 

 

- Promete que vamos ficar juntas para sempre? - Sana tinha um sorriso bondoso no rosto. 

 

- Pra sempre? Pra sempre é muita coisa e se acontecer alguma coisa? 

 

- Não vai Dahyun, mas se acontecer a gente conversa e tenta resolver qualquer situação. Eu vou tentar até o fim, então promete que vai ser pra sempre? 

 

- Prometo que vai ser para o nosso sempre. - Dahyun acariciou o rosto de Sana e as duas se beijaram.  

 

Fingi que havia chegado de novo na cozinha, só que dessa vez fazendo barulho. 

 

- Minari. - Sana falou me encarando. - Tá se divertindo? Eu bem vi você e a Chae. 

 

- Nada a ver, eu e Chaeyoung somos só amigas. - Balancei a cabeça e sorri - Sana, eu tenho que ir pra empresa. Papai precisa de mim para resolver algumas papeladas, eu tenho mesmo que ir. - Menti. 

- Poxa, que pena. - Sana me abraçou - Promete que vamos sair mais vezes? Não fica em casa trancada ou só trabalhando. 

 

- Você é fofa, Sana. - Beijei sua bochecha. Sana era realmente muito fofa quando estava com Dahyun, elas juntas faziam bem uma para a outra. - Eu fico feliz que tenham voltado sabia, torço por vocês. 

 

- Obrigada. - Dahyun agradeceu. 

 

- Vou me despedir das meninas, já chamei o uber. - Sana, Dahyun e eu fomos até as meninas que estavam no jardim - Gente, eu já estou indo. O trabalho me chama. 

 

- Mas já? - Jihyo perguntou. 

 

- Fica, você tem que ouvir isso daqui. - Nayeon falou vindo em minha direção, mas Chae a puxou. 

 

- Sai dessa Nayeon, a Mina não precisa saber de certas coisas. Além disso se eu quiser dizer algo então eu digo. - Chaeyoung parecia brava. 

 

- Relaxa gente, aproveitem. - Sorri e me despedi das meninas. Quando o uber chegou eu saí imediatamente da casa de Sana tendo a plena certeza que eu e Chaeyoung não daríamos mais certo. Ela estava voltando aos eixos e eu não poderia me encaixar nisso tudo. Eu queria muito lutar por ela, mas acabou que minha luta não foi o suficiente, eu havia perdido Chaeyoung de novo e de vez. 

 

 

Chaeyoung... 

 

 

Depois que voltei pra casa naquele dia encontrei Félix sentado na calçada em frente da nossa casa, ele estava meio pra baixo, pelo menos era o que aparentava. 

 

- Félix tá tudo bem? - Perguntei - Não foi ao cursinho porque? 

 

- Eu queria falar com você, que bom que apareceu.

 

- O que aconteceu? - Me aproximei dele desconfiada - Eu não aprontei nada, juro. 

 

- Não você, mas sim eu. - Ele me encarou com um sorriso esperto, estranhei aquilo e me sentei ao lado dele. - Sabe quando fizemos aquela aposta, lá no começo do primeiro ano? 

 

- O que tem? Você ganhou e eu perdi por ter me apaixonado por Mina. - Dei nos ombros - Confesso que nunca fiquei tão feliz por perder uma aposta. 

 

- Pois é, então... meio que você não perdeu, não. - Félix tinha um sorriso constrangedor no rosto. 

 

- Como assim? 

 

- Eu menti um pouco... 

 

- Félix como assim? - Encarei ele meio aborrecida. 

 

- Naquele ano eu não fiquei com ninguém, eu só fingi que havia ficado com algumas pessoas pra você me dar sua grana. A verdade é que eu não fiquei com ninguém e não quis ficar,  me desculpa Chaeyoung. 

 

- Depois de tudo você só me contou agora? - Pensei - Por que? 

 

- Fiquei pensando no Chan, ele era meu amigo e sempre me pediu para ser honesto com você. - Félix suspirou - Eu sinto falta do Chan e vou te devolver seu dinheiro. 

 

- Ei, não precisa fazer isso. -Abracei Félix - Tá tudo bem, só vamos esquecer essa aposta idiota, ela já não faz mais sentido. 

 

- Valeu, irmãzinha. - Félix enxugou as lágrimas e sorriu pra mim. 

 

- Irmãzinha não, eu sou alguns minutos vai velha que você. - Brinquei bagunçando seu cabelo. 

 

- Só nisso mesmo porque de tamanho... - Agora foi a vez dele brincar com os meus cabelos. 

 

- Você é chato, Félix. - Fiquei sentida, mas acabamos sorrindo um para o outro. Eu realmente não me importava mais com quem ganhou aquela aposta, graças a ela eu tive a oportunidade de ficar com a Mina, ou talvez não. Fiquei pensando e decidi que a aposta não tinha nada a ver com Mina, desde o início a aposta me proibiu de ficar com ela, mas então graças a ela eu pude ficar com Mina, o que é confuso e bom. Eu queria ter algum futuro com Mina. 

 

Dois dias se passaram e enfim era meu aniversário, 18 anos, finalmente a minha maior idade. 

 

Acordei com mamãe e Félix me trazendo na cama um pequeno bolo  de aniversário, com duas velinhas singelas, uma com o formato de C e outra F, hoje também era aniversário do Félix, éramos gêmeas não idênticos.  

 

- Feliz aniversário para nossa Chae. - Mamãe falou e me abraçou.  

 

- Obrigada. - Sorri. - Por que o Félix não ganhou essa surpresa também? 

 

- Eu acordei cedo pra escapar dessas frescuras. Não gosto de festas de aniversário. - Disse o garoto todo convencido. 

 

- Deixa de ser chato Félix, isso é só uma celebração. - Mamãe reclamou - Meus dois meninos estão crescidos e eu desejo o melhor daqui pra frente nas suas vidas de adultos, sejam pessoas boas, agora vocês vão ser responsáveis pelos seus atos e pelos atos de outras pessoas. 

 

- Mãe, a senhora tá chorando. - Félix falou surpreso e depois me encarou - Chae você também tá chorando. 

 

- Deixa a gente. - Limpei meus olhos - A mamãe tá sendo fofa. 

 

- O Félix é um insensível. - Mamãe lançou para Félix um olhar mortal. 

 

- Galera, tá tudo bem. - O garoto sorriu - Obrigada por tudo isso, é singelo esse bolinho, mas é bom porque estou dividindo com a minha família. Obrigada por estarem comigo, dividindo comigo minhas loucuras. Eu, como homem da casa, vou cuidar de vocês. 

 

- Então trate de começar a lavar as roupas. 

 

- Ai quer demais, mãe. - Félix virou de costas revoltado - Eu tava sendo fofo com vocês e o que eu recebo é isso. 

 

- Não adianta Félix, agora que tá de maior vai ter que lavar roupa. - Sorri. 

 

A "discussão" durou por alguns minutos quando me levantei, me arrumei e fui para a faculdade. Lá já fui recebida por Dahyun e Jeongyeon, que me abraçaram. 

 

- Feliz aniversário Chae. - Dahyun falou me soltando depois de me abraçar e me beijar na bochecha. 

 

- Félix aniversário, bro. - Jeongyeon tirou uma Barra de chocolate da bolsa e me deu - É um bom presente inicial. 

 

- Que meigo, mas poderia esperar o dia dos namorados. - Falei brincando e Jeongyeon me mostrou a língua. 

 

- Certamente a Nayeon te mataria. 

 

- Que louco, não é?  - Sorri. 

 

- O quê, a Nayeon te matar? 

 

- Não, você namorando com a Nayeon. Nunca pensei que vocês poderiam ficar juntas. 

 

- Assim como você e a Mina não tinham nada a ver uma com a outra. As pessoas acabam se adequando sem querer com o tempo. - Jeongyeon piscou. 

 

- A Nayeon tem um temperamento difícil, é diferente. - Disse por fim e no final fomos para a aula. 

 

Quando acabou a primeira aula eu e Dahyun fomos andando pelo campus da Universidade. 

 

- Dahyun eu queria te perguntar algo. 

 

- Manda! 

 

- Você acha que eu devo ir atrás da Mina? - Perguntei bem envergonhada. 

 

- Claro que sim. - Dahyun sorriu - Eu nem sei para o que é, mas apenas vá. 

 

- Depois que nos beijamos no hospital eu não parei de pensar nela, a verdade é que eu preciso dela. Eu quero voltar a namorar com ela e fazer as coisas direito. 

 

- Você tem meio apoio, Chae. Liga pra ela e fala o que pensa. Faz as coisas antes que possa ser tarde demais e você não fique com ela. 

 

- Como assim? Que papo é esse? - Encarei Dahyun sem entender nada. 

 

- Só liga pra ela, faz isso antes que se arrependa. - Dahyun sorriu para mim, ela parecia meio pra baixo, deveria ser as atividades da faculdade, tínhamos muitas. 

 

Depois que a aula acabou eu fui com Dahyun no shopping, ela insistiu que deveríamos ir para comprar um presente para mim, mesmo eu dizendo que não era necessário, mas com Dahyun era assim, não poderia dizer um não para ela. 

 

- Tenho pena da Sana, sendo arrastada para esse lugares com você. - Falei quando andávamos pelo shopping e olhando para as vitrines. 

 

- Por que fala isso? Eu sou um amor com a Sana e quero sempre ser um amor pra ela até o último momento. Você é minha amiga então posso te forçar a fazer qualquer coisa. - Dahyun sorriu. 

 

- Então a Sana tem um tratamento especial... - Arqueei uma das sobrancelhas e sorri. 

 

- Claro, ela é a pessoa que eu amo. - Dahyun suspirou - Sabe Chae, eu passei por muitas coisas até encontrar na Sana o amor. Eu não sei se nosso lance vai durar para sempre, mas é com ela que eu me libertei de todas as minhas amarras. Eu já fui louca por você até entender que eu estava confundido nossa amizade e fui iludida por Momo, ela não me tratou bem, mesmo quando deveria, acho que isso me frustrou tanto, mas com a Sana é diferente, ela é simples, meio lenta, mas ela me trata bem, me respeita e faz tudo para o nosso relacionamento dar certo. Ela me confortou quando não estávamos mais juntas. Eu aprendi a ama-la muito mesmo e foi só crescendo.  

 

- Que fofa você toda apaixonadinha. - Abracei Dahyun, que tentou se soltar. 

 

- Você é idiota, Chae. - Ela me empurrou levemente. - Olha, aqui a loja que eu encomendei seu presente. 

 

- Espera, não viemos aqui para eu poder escolher? Você disse que eu poderia escolher. - Fiz bico. 

 

- Eu te enganei, meu pequeno anão de Jardim. - Dahyun deu palmadinhas amistosas no topo da minha cabeça. - Você acha que eu iria te deixar escolher mesmo? Jurou. 

 

- Só porque eu ia escolher um play 5. - Sorri, óbvio que era brincadeira. 

 

- Talvez daqui a 10 anos. 

 

- Daqui pra lá vamos ter 28 e 27 anos. 

 

- Não seríamos tão velhas assim. 

 

- Na verdade não, estaríamos entrando na vida adulta ainda e estaríamos quase perto da idade do sucesso. - Pisquei para ela e entramos na loja. Dahyun informou a moça o número da encomenda e pegou um pacote, era algo muito bem embrulhado. 

 

- Você vai ser mais feliz com isso. - Dahyun me entregou o presente e eu abri quando chegamos na praça de alimentação. O presente de Dahyun era um casaco verde com outras parte xadrez. Era um casaco bem colorido e a minha cara. Eu simplesmente amei. - É lindo pra caralho! Você é a melhor, Dah. - Fui até ela e beijei sua bochecha. 

 

Voltamos para a minha casa depois do milkshake, já era de tarde e Dahyun insistiu que havia perdido uma peça de roupa lá em casa, uma vez que foi lá. Eu chamei ela pra ir porque Dahyun era teimosa e não tinha roupa nenhuma dela lá em casa, só um conjunto de moletom, mas era da Mina. 

 

Assim que chegamos em casa e eu abri a porta fui surpreendida com minha família e meus amigos gritando "surpresa". Havia um bolo em cima da mesa com velas, salgadinhos e bebidas. Aquelas festas bem infantil, mesmo eu completando 18 anos. 

 

- Gente, o que é isso? - Falei totalmente desnorteada. 

 

- É nosso aniversário, otaria. - Félix falou - Vem, vamos fazer um pedido e apagar as velas. 

 

Fui até ele, no caminho olhei para todos que estavam ali, minhas amigas estavam todas lá e por um lado achei incrível, mas por outro fiquei meio mal pois Mina não estava, ela não veio para o meu aniversário. 

 

Tentei disfarçar a decepção e então fui até o centro da mesa, segurei a mão de Félix e juntos fechamos os olhos e fizemos nosso pedido. Apesar de tudo o que eu mais queria era que as coisas comigo e com as pessoas que eu amava corressem tudo bem e que Chan estivesse feliz onde quer que estivesse e que alguma divindade poderosa, Deus, ou quem ele acreditasse, estivesse cuidando dele. 

Abri meus olhos e Félix também então assopramos as velas, todo mundo comemorou e depois fomos atacar a comida. Mamãe ligou o som e as meninas começaram a dançar, eu fiquei sentada ao lado de Jihyo olhando Momo arrasar no meio da sala, ela era muito boa. Jeongyeon e Nayeon estavam abraçadas bebendo refrigerante, Dahyun e Sana estavam juntas também, Tzuyu e Elkie falavam sobre a viagem que iriam fazer, Félix estava com os amigos, inclusive Lucas, que depois de tanto tempo havia se tornado uma pessoa melhor. Aconteceu que depois que me revoltei, depois que Mina foi embora, eu cumpri a missão de quebrar a filmadora e depois de tudo Lucas nunca mais foi o mesmo, mas esse moleque havia crescido junto de mim e de Félix então sempre haveria uma segunda chance para ele. 

 

- A Momo manda muito bem dançando, não é? - Jihyo falou. 

 

- Demais, mas não só nisso. 

 

- O que você quer dizer... - Jihyo se tocou e então me empurrou, me fazendo rir - Safada, lembro bem que você e a Momo já tiveram um caso. 

 

- Foi só um lance uma vez, a gente nunca deixou ser amigas por causa daquilo, meu lance de verdade era outro, mas depois de hoje. - Suspirei. 

 

- Sinto muito, eu tentei falar com a Mina, mas ela deve estar muito ocupada com o lance do trabalho e faculdade. 

 

- Deve ser isso, Mina tem que cuidar da vida dela, mais do que certa. - Dei um gole no meu refrigerante. Depois de hoje eu sabia que Mina não queria nada comigo, mas era isso mesmo, eu que disse que queria só amizade então eu que arcasse com as consequências.  

 

De repente a música parou e todo mundo começou a se olhar. 

 

- Espera gente, vou pegar meu notebook, lá tem umas músicas da hora. - Corri até o meu quarto, abri a porta e procurei meu notebook que estava pela bagunça da minha cama. Fiquei jogando as roupas que estava na cama no chão quando meu celular vibrou, eu o peguei e era Mina me ligando. Meu coração deu tipo uns pulo, fazendo um 360° de tão nervosa que fiquei - Oi? - Falei quando atendi. 

 

- Chae, sou eu a Mina, na verdade você viu que era eu. - Ela sorriu do outro lado da linha, a risada dela era calma e fofa. - Eu fiquei sabendo da sua festa, mas não pude ir por causa do trabalho, desculpa. 

 

- Eu imaginei que fosse isso, só faltou você aqui. - Falei tentando parecer bem com a ausência dela. - Olha, não precisa pedir desculpa tá? Eu vou guardar um pedaço de bolo pra você.  

 

- Oba, eu quero. - Ela sorriu de novo - De qualquer forma eu quero te desejar um feliz aniversário, que você possa ter uma vida tranquila daqui pra frente, com as meninas ainda te enchendo o saco, com sucesso na faculdade. Sabe que tudo o que eu desejo é de coração porque eu te amo, eu amo tanto e sempre vou amar. Seremos amigas sempre. 

Então era isso, Mina comprou minha ideia de sermos amigas, eu não poderia culpa-la, eu que fiz isso. 

 

- Seremos sempre amigas. - Repeti o que ela havia 

dito - Obrigada por ter ligado, Mina. Eu também te amo e te amo para um caralho. 

 

- Não pode dizer palavrões. 

 

- Estou de maior, agora eu posso. - Brinquei. - Bem, eu tenho que ir, vou ser a Dj da minha própria festa e a galera tá esperando o som. 

 

- Que importante! Arrasa nessa festa então. Se cuida. 

 

- Você  também. - Foi a última coisa que disse e ela desligou a chamada. Eu estava estranha, não com vontade de chorar ou aborrecida, mas só meio triste, então era assim a vida de um adulto ou quase isso? 

 

Desci para a sala onde dei continuidade para a festa, mas lembrando da ligação de Mina e com o coração acelerado. Ela mexia muito com os meus sentimentos e sempre iria mexer, ela era a única dona do meu coração. 

 

 

Mina... 

 

Dois dias haviam se passado e era sábado. Eu ainda lembrava da voz da Chaeyoung dizendo que me amava pra caralho. Foi nossa última conversa, a verdade é que eu não fui pra festa dela para não confronta-la, Chaeyoung iria voltar a ser aquela garota que saía com várias pessoas e eu a amo tanto que não iria suportar vê-la com outras pessoas e para não me magoar resolvi me afastar um pouco. 

 

Naquele dia eu estava em casa organizando algumas roupas para doações, eu tinha terminado de falar com Phil que havia voltado para os Estados Unidos. 

 

De tarde Jeongyeon e Dahyun se juntaram a mim para fazer as doações, elas sempre eram voluntárias, assim como a Tzuyu, mas dessa vez Tzuyu não pode participar porque estava focada em sua viagem. 

 

- Esse ano você vai doar muitas coisas, Mina. - Dahyun observou.  

 

- Sim, mas na verdade eu deixei muita coisa quando viajei para os Estados Unidos, acabou que juntou tudo. - Expliquei dobrando as roupas e guardando em caixas. 

 

- Isso é bom, vai ajudar muita gente, mesmo que o inverno esteja acabando. - Jeongyeon me ajudava a guardar algumas roupas. 

 

- É, acho que devo doar algumas roupas de verão também, fiquei muito preocupada com o inverno. -Fui até meu antigo armário, peguei mais algumas roupas que estavam lá e joguei na cama, perto de onde Dahyun estava sentada. 

 

- Essas são roupas de crianças? - Dahyun pegou uma blusa amarela na qual eu tinha botado ali. 

 

- São roupas de dois anos atrás, eu acho que cresci um pouco ou era muito magra para caber. - Sorri e voltei a dobrar as outras roupas. 

 

- Essa roupa da pra botar em bonecas. - Jeongyeon sorriu - Mina, o que aconteceu com você? Antes de eu viajar você era mais fofinha. 

 

- Jeong! - Gargalhei um pouco - Eu só fui ficando mais velha e um pouco mais magra, talvez. Agora eu ganhei peso e estou ótima. 

 

- Essas roupas cabem na Chaeyoung, ela é pequena e tal. - Jeongyeon falou inocentemente, mas aquilo me causou um desconforto e foi nítido para elas - Desculpa, vocês não estão bem, não é? Não queria ter falado sobre ela. 

 

- Não, tudo bem. Estamos bem. - Mantive a postura descontraída, afinal apesar de tudo eu e Chaeyoung estávamos bem, sim. 

 

- Então porque você não foi no aniversário dela? A Chaeyoung ficou muito triste por você não ter ido. - Dahyun me encarava, ela não estava tão séria assim. 

 

- Eu estava ocupada e liguei para ela. Além disso a Chaeyoung não estava triste por eu não ter ido, fala sério. Aposto que foram várias garotas da Universidade. 

 

- Do que você tá falando? - Jeongyeon parecia não entender onde eu queria chegar. 

 

- Gente, qual é? Quando estávamos na casa da Sana naquele dia eu ouvi a Chaeyoung dizer que "poderia pegar quem quiser" vocês estavam falando sobre uma garota que deu em cima dela ou algo do tipo. 

 

- Deixa eu lembrar... Ah! Naquele dia. - Jeongyeon sorriu - Você tem certeza que ouviu tudo? 

 

- Tudo? Como assim? 

 

- A Chaeyoung realmente disse que poderia pegar quem quisesse, mas ela logo completou que não faria isso pois não conseguiria por gostar de outra pessoa, logo então quando falamos que era você ela ficou toda envergonhada e depois a Nayeon até disse que queria te contar algo, ela queria dedurar a Chaeyoung pra você, mas a Chae é muito tímida pra essas coisas e não deixou. 

 

- Tá falando sério? - Eu queria enterrar minha cabeça no chão, eu praticamente tirei conclusões precipitadas por causa de uma conversa pela metade. Eu deixei de ir para o aniversário dela por uma paranóia minha. 

 

- Sério, Mina. A Chaeyoung é louca por você. 

 

- Ela é mesmo, estávamos conversando esses dias e ela queria muito falar com você porque ela se sente arrependida de dito que queria só ser sua amiga e que depois que se beijaram no hospital ela não pensa em outra coisa. - Dahyun falou calmamente - Ela ficou bem triste quando você não foi para o aniversário dela, deu pra ver, ela te queria muito lá. 

 

- Eu não posso acreditar! - Me sentei na cama totalmente incrédula - E eu deixei de ir ao aniversário dela por algo tão... Eu não mereço a Chaeyoung, ela é demais para mim. Como eu posso ser tão idiota? 

 

- Vocês duas são idiotas. - Jeongyeon se aproximou de mim e segurou minhas mãos - Ela por ter achado que poderia viver bem sendo só sua amiga e você por ter ouvido metade da conversa e ter tomado decisões tão precipitadas. Agora que sabe de tudo isso o que pretende fazer? 

 

- E-Eu devo ir atrás dela? - Encarei as meninas confusa. 

 

- Tem que fazer o que seu coração mandar. - Dahyun sorriu gentilmente para mim. 

 

- Eu quero ir atrás dela! - Me levantei decidida. - Eu vou até a casa dela agora. 

 

- Já deveria ter ido. - Jeongyeon se levantou e me encarou sorrindo e braços cruzados. 

 

- Eu vou... Eu vou de carro. - Corri e acabei esquecendo das meninas, que ficaram na minha casa. Bom, pelo menos elas conheciam muito bem o meu lar e não tinha problema delas ficarem lá, fora que elas deveriam entender que eu estava a flor da pele, eu simplesmente peguei a chave do carro e dirigi em alta velocidade até a casa de Chaeyoung, chegando lá em pouco a minutos. 

 

- A Chaeyoung  tá em casa? - Perguntei tentando manter a calma quando a mãe dela atendeu a porta. 

 

- Ô minha querida, a Chaeyoung foi para o hospital fazer alguns exames, faz algum tempo que ela foi. Quer esperar? 

 

- Eu vou atrás dela, obrigada. - Me despedi da senhora Son e voltei a dirigir indo até o hospital onde Chaeyoung estava. 

 

Estacionei o carro assim que cheguei e entrei no hospital, indo até a recepção. 

 

- Boa tarde, poderia me informar qual o andar em que Son Chaeyoung se encontra? Ela foi paciente daqui, ela veio hoje para fazer exames, eu vim busca-la. 

 

- Ok, deixa eu olhar aqui no computador. - A mulher que ficava na recepção informou e começou a digitar no computador - Ela veio mesmo pra cá, mas tá com mais de uma hora que ela saiu, isso porque a médica que a consultou já terminou o horário. 

 

- A mãe dela disse que ela estava aqui há pouco... Ok, obrigada. - Sai e voltei para o carro. Fiquei sentada pensando onde Chaeyoung estaria e eu queria poder falar pra ela o que eu estava sentido. Eu precisava liberar meus sentimentos para ela, eu não poderia ficar assim... liguei para Dahyun e ela me disse que não fazia ideia de onde Chaeyoung estava, liguei até para Chae, mas o celular estava desligado. - Droga Chaeyoung, porque você complica tanto as coisas? - Pensei mais um pouco e de repente uma ideia veio a minha mente, então liguei o carro e dirigi até o outro lado da cidade, Chaeyoung só poderia estar lá. 

 

Não demorou tanto quando eu cheguei lá, o mesmo lugar onde tivemos nosso primeiro encontro depois que começamos a namorar, Chaeyoung me disse que ela adorava vim a esse lugar sozinha antes de namorar comigo. Era aqui que rolava alguns filmes e que tinham várias exposições de arte, eu não fazia a menor ideia se hoje estava rolando alguma coisa, mas foi só chegar no parque que eu vi uma galera reunida no gramado, que tinha um telão enorme. Chaeyoung estava aqui, agora não sei aonde, isso se eu não estivesse errada. 

 

Sai a procura dela, passando por várias pessoas que estava sentadas, o lugar era bem extenso por isso não estava conseguindo acha-la. Chaeyoung também era pequena demais, o que dificultava ainda mais as coisas. 

 

Passei quase 15 minutos procurando até não aguentar mais, tava sendo uma tarefa difícil encontra-la e pensando bem eu nem sei se ela estaria aqui. Ela deveria ter voltado pra casa, é que eu só por um momento senti que ela estaria aqui... Olhei para trás e vi aquele pequeno corpo magro deitado sobre uma toalha xadrez, era Chaeyoung. Ela estava com as pernas cruzadas, mãos atrás da cabeça e encarando o céu. Meu coração disparou na hora, só de vê-la assim, sem ela me ver, ela tranquila, isso me dava paz. Era ela, o meu mundo. 

 

Tomei coragem e fui até lá. 

 

- Chaeyoung. - Chamei. 

 

Chaeyoung me encarou assustada e depois se sentou, dessa vez surpresa. 

 

- Mina? 

 

- Por incrível que pareça eu senti que você estaria aqui. - Sorri timidamente pra ela. 

 

- Você? Mas... - Ela ainda estava surpresa, era normal a reação dela, eu também ficaria assim. Ela me amava e eu a amava. 

 

- Eu vim te ver, eu precisava te ver. - Me sentei com cautela perto dela. - Eu preciso falar algumas coisas e preciso que você me ouça. 

 

- Eu vou te ouvir sempre, Mina. - Ela estava séria e me encarava bem nos olhos. 

 

- Eu não quero ser só sua amiga, eu cansei disso. Eu não me sinto bem longe de você, temos uma conexão incrível. O tempo que passamos separadas foram tão longos e nada pode me salvar, a não ser você. Me desculpa Chae, mas ser só sua amiga não basta, eu te amo.

 

- Mina...! - Chaeyoung segurou minhas mãos e depois sorriu, como se esperasse aquilo de mim. - Eu também não consigo ficar longe de você, esse lance de sermos amigas não faz sentido pra mim e percebi que foi uma besteira, eu só queria te proteger, mas fazendo isso eu te machucava e me machucava. Eu não quero ficar longe de você Mina, eu te amo. - Chae me puxou de uma vez e me abraçou - Eu queria tanto te dizer isso, eu queria mesmo ter tido a oportunidade de te dizer isso quando me ligou. Me desculpa Mina. 

 

- Não tem nada pra desculpar, Chae. Eu amo o modo como você quer sempre me proteger. Obrigada por isso, eu te amo muito. Vamos começar de novo e dessa vez pra valer. Me aceite de volta. - Eu a abracei forte para não perde-la de vez. Eu não iria mais ficar sem ela, não mais. 

 

- Já que vamos fazer isso de novo. - Chae me soltou e tirou algo do seu bolso - Podemos fazer do jeito certo e além disso eu prometi que te daria isso. 

 

Olhei para a mão dela e ela segurava uma caixinha com alianças. 

 

- Ainda são aquelas que você iria me dar no dia dos namorados e eu... - Lembrar daquele dia era difícil porque eu estava muito mal e Chaeyoung muito desesperada para me ter de volta, naquele dia eu neguei seu pedido fugindo, mas agora eu não iria para lugar algum sem ela. 

 

- Sim, eu guardei porque sabia que um dia elas voltariam pra você. Eu sempre andei com elas esperando qualquer oportunidade porque no final eu tinha esperança de que você voltaria pra mim. - Chae segurou minha mão e sorriu - Se você aceitar essa aliança de compromisso então vai aceitar passar o resto da sua vida comigo e eu prometo que vou cuidar de você, te amar e jamais vou me meter em situações para não te causar nenhum mal, eu te amo e quero você comigo pra sempre. Eu te aceito, Mina, eu te aceito pra sempre. Você me aceita? 

 

Aquela boba me fazendo chorar, era óbvio que eu a aceitava, eu só precisava dizer isso a ela. 

 

Limpei minhas lágrimas, me aproximei dela e lhe dei um selinho. 

 

- Eu te aceito, eu aceito sua aliança e eu aceito uma vida inteira com você. É tudo o que eu mais quero. - Segurei seu pescoço e sorri, encarando-a. 

 

- É a melhor coisa que eu poderia ter nessa vida. Mina. - Ela disse meu nome por fim e eu sabia que dessa vez teríamos uma vida longa juntas, dessa vez eu sabia que tudo iria dar certo, pois tínhamos amadurecido, além disso nossa conexão era incrível, era algo inabalável. Dessa vez as coisas dariam certo. 

 

Fim. 

 

 

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10 anos depois...

 

 

Acordei de madrugada com o celular vibrando, ele vibrava alto na cômoda ao lado da cama. Olhei para o lado para ver se Chaeyoung havia acordado, mas ela continuava dormindo. Achei que fosse trote ou algo do tipo, mas me assustei ao ver a chamada de Sana, atendi imediatamente. 

 

- Sana, pelos deuses são três da manhã. O que aconteceu? -  Falava baixo para não acordar Chaeyoung. 

 

- Ela voltou! - Sana estava chorando e pela sua voz ela havia bebido de novo.

 

- Onde você está Sana? Eu vou te buscar, você tá falando nada com nada. - Afirmei meio sonolenta. 

 

- Não Mina, você não entende. Ela voltou, depois de todos esses anos e de tudo ela voltou. - Sana insistia. 

 

- Ela quem? - Eu realmente não estava entendendo o que Sana falava. 

 

- A Dahyun, ela voltou. Eu a vi. 

 

Fiquei chocada com a notícia, Sana não poderia estar mentindo até porque ela desenvolveu um ódio por Dahyun depois de tudo. Dahyun de volta era algo que todos nós teríamos que lidar de várias formas e eu não sei se estaríamos preparadas para isso. 


Notas Finais


Esse 10 anos depois é só uma ideia para uma futura fanfic quw eu não sei se vou postar aqui e no watt, se eu for postar lá vai demorar bem mais pq nunca usei a plataforma e vou postar aqui tbm, seria uma fanfic saida, mas talvez não saia tão cedo ksksks então fica como "final alternativo" enfim, relevem os erros e obg pra quem leu a fic!


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