História Taken - Capítulo 55


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camila G!p, Camilag!p, Camren, Camren G!p, Camreng!p
Visualizações 255
Palavras 4.923
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, FemmeSlash, Hentai, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Continua o Pov Dinah

Sem revisão e talvez um pouco confuso

Capítulo 55 - 54 - Medo


O que eu fiz? (N/A: Pulei o hot) Tive relações sexuais com Hamilton.

Porra, Hamilton tinha sido uma ótima ideia o que não era o problema. Ele balançou meu mundo tão forte, como sabia que faria. 

O problema era que balançou um pouco demais. Balançou algo tão forte, que fui abalada em meu coração.

Eu queria mais e não apenas mais sexo, ou foder forte. Sim, eu queria isso também. Mas problematicamente, precisava mais dele

Mais do Norman, o homem que beijou minha têmpora, o homem que gentilmente segurou minha garganta enquanto ainda estava dentro de mim, apenas me sentindo. 

Mais do homem que pensava que era perfeita. Eu não gostaria de querer mais do que isso. Mais era perigoso. 

Isso significava mudança total. Tudo já tinha mudado e se quisesse Norman, se quisesse estar com ele o tempo todo como um vício, teria que mudar novamente e me perderia. Me sacudi.

— Controle-se, Dinah. - Disse a mim mesma, em voz alta. Fiz xixi e então liguei o chuveiro. 

Quando a água estava, morna entrei e molhei o meu cabelo, deixando cair pelo meu corpo. Perdi o foco, não pensei, não senti, não me preocupei. 

Apenas deixei a água quente bater nas minhas costas e couro cabeludo e tentei deixar ela lavar os meus problemas. 

Não percebi a porta do chuveiro ser aberta. Não percebi nada até que senti suas mãos sobre meus quadris e lábios na minha coxa. Pulei gritando, depois parei porque era de madrugada.

— Puta merda, Hamilton! - Abaixei a cabeça. — Que porra está fazendo? - Ele estava ajoelhado na banheira na minha frente me olhando.

— Você não achava que ficaria longe tão facilmente, não é?

— Bem, mais ou menos. - Ele apenas sorriu.

— Boa tentativa.

— Estou tomando banho.

— Não, você não está. - Agarrou meu tornozelo, levantou minha perna, e colocou a parte de trás do meu joelho em seu ombro.

— Não? - Negou com a cabeça. — Não.

— Então o que eu estou... ooh... - Sua língua deslizava até o interior da minha coxa, lentamente, avançando cada vez mais perto do meu centro. — Oh... oh... oh. - Puta merda.

— Você vai querer se agarrar a algo, querida. - Ele apertou os lábios na minha boceta, chupou meu clitóris e depois recuou. — Isso pode demorar um pouco. - Demorou. Oh, ele me pegou.

Sua língua circulou o meu clitóris até que eu estava ofegante, ele parou e deslizou os dedos, para me foder quando chegou dentro encontrou esse ponto alto dentro de mim e esfregou. 

Com sua língua deslizando lentamente contra o meu clitóris até que eu estava movendo contra o seu rosto. 

Hamilton parou e simplesmente apertou minúsculas e rápidas rajadas da ponta da sua língua contra o meu clitóris, provocando, brincando.

Segurei, pressionando minha palma contra o azulejo molhado para ter equilíbrio, estando em um pé, minhas costas contra a parede, água escorrendo no meu pescoço e sobre os meus seios.

Quando eu estava frenética e desesperada, montando a borda, mas incapaz de cair, porque ele simplesmente não me daria, não me daria o ritmo ou a consistência que eu precisava, comecei a rosnar, agarrando a sua cabeça com as duas mãos e esfreguei contra a sua boca, empurrando contra ele. E então... se afastou.

— Que porra é essa, Hamilton? - Rosnei. — Eu estava ... estou bem aqui. - Fechou a água, saiu da banheira e empurrou a porta. 

Me levantou tão facilmente como pegar uma mala. Me levou pingando para fora do banheiro e me pôs na cama.

— Norman, eu estou molhada...

— Não importa.

— Há novos lençóis? - Se inclinou sobre mim, com olhos intensos.

— Não me importo. - Ele alavancou, ficando com o rosto a polegadas do meu, percebi que estava duro e pronto novamente. — Porque sei o que você está fazendo.

— O que eu estou fazendo?

— Você não pode ficar longe disso, Dinah.

— Longe de quê? - Estocou entrando lentamente, seus olhos nos meus, empurrando até as bolas.

— Não se faça de tímida comigo, Dinah Jane. Eu conheço você. E sei que está apavorada.

— Não estou. - Respondi ofegante, porque estava totalmente apavorada, odiava isso e também porque ele era tão malditamente perfeito dentro e encima de mim.

— Não há problema em ter medo. - Falou e se moveu lentamente, deslizando em um ritmo suave. — Eu não lhe machucarei. Não desaparecerei. Não deixarei você para baixo.

— Porra. - Minha garganta estava quente, apertada. — Porra, Norman.

— Você é a única pessoa que já me chamou assim, sabe. - Se inclinou para capturar meu mamilo em sua boca e então meus lábios. — Você não pode escapar. Não pode parar isso. E no fundo, não quer.

— Cala a boca e me foda, Hamilton. - Contrariei com raiva agora. Ele apenas riu e continuou se movendo lentamente, com cuidado. 

Me pressionou com seu peso, me prendendo e acariciou o meu rosto daquele jeito só dele, com o polegar acariciando meus lábios.

— Oh, eu vou. Vou foder você, várias vezes. Vou lhe foder até que não possa andar em linha reta. De lado, de cabeça para baixo, na sua bunda, vou foder sua boca, vou foder seus peitos e vou foder sua boceta doce até que esteja crua.

Engoli em seco, piscando, quando ele estocou, levantando minhas pernas sobre seus ombros e conduzindo ainda mais fundo.

— Oh ... oh ... caralho. Norman... - Ele estava tão fundo agora que doía perfeitamente, me enchendo completamente, esticando e me abrindo.

— Mas sabe o que mais, Dinah? - Mordi a isca. Não tinha escolha.

— O que, Norman?

— Eu não irei apenas te foder.

— Não?

— Oh não. Eu te mostrarei o que significa ser possuída por mim. Ser estimada. Ser o objeto de devoção e paixão. - Se moveu ritmicamente. Suave e terno. — Eu mostrarei o que significa ser minha. E você nunca mais vai querer outra coisa novamente. - Mal sabia, já eu já não queria mais nada. Tão arruinada. Eu estava tão arruinada.

Em seguida, o bastardo me estragou ainda mais. Bem quando sabia que estava no limite, puxou para fora.

— Eu te matarei. - Retruquei. Ele não respondeu.

Nos rolou, então estava em cima, encontrando o meu equilíbrio e deslizou seu corpo até que o seu rosto estava debaixo de mim.

"Cavalo dado não se olha os dentes", seja lá o que porra a frase signifique, me sentei em seu rosto. 

Sua língua me tocou e engasguei. Sacudiu pelo meu clitóris me fazendo gemer. Então me chupou forte ... e eu gritei.

Montei no seu rosto como se fosse um maldito pônei movido a moedas de supermercado, ele chupou e me comeu até que estava gritando sem parar e frenética, esfregando meu clitóris em sua boca, morreria se Hamilton parasse.

Mas o filho da mãe não terminou. Ele só aumentou a aposta, porque era um bastardo. O melhor tipo de bastardo, mas ainda um bastardo. O que ele fez, você pergunta?

Colocou o dedo na minha boceta. Não o dedo mindinho da mão esquerda. Botou três dedos de uma vez no fundo da minha boceta.

Então, me segurou pelo quadril com a mão direita e pressionou seu dedo médio contra o meu ânus. 

Já coroando a borda do orgasmo, isto foi quase o bastante. Mas só porque sou uma gulosa de castigo, me segurei. Eu queria o dedo inteiro antes. 

Me obriguei a relaxar e abri, enquanto ele massageava o músculo. Agarrei a sua mão, a puxei para o meu rosto e cuspi nos seus dedos.

Sem vergonha no meu jogo, cadelas.

Ouvi e senti o estrondo baixo de sua risada. Esfregou a minha saliva contra a minha entrada traseira até que eu estivesse bem revestida e pressionou o dedo dentro, suave, com cuidado.

Uma junta, pulsando ritmicamente dentro e fora, a língua trabalhando lentamente no meu clitóris, me mantendo na borda, mas não me empurrando.

Balancei meus quadris e valeu a pena, outra junta pelo meu esforço. Não conseguia parar os gemidos e não tentei.

Ele aumentou o ritmo de sua boca, a língua sacudindo em círculos acelerados, os dedos deslizando dentro e fora da minha fenda quente, molhada.

O dedo médio longo e grosso, agora totalmente inserido, sua palma da mão contra a minha bunda.

Poderia não ser uma posição confortável, seu pulso se curvava ao redor assim. Então me deixei ir.

Senti que começava na minha barriga e no peito, meus músculos apertaram, meu coração estava selvagem, minhas coxas trêmulas pelo esforço de me segurar no alto sobre ele.

Amaldiçoei e comecei a convulsionar, movendo no seu rosto sem ritmo, descontroladamente, balançando contra seus dedos, que causou um grande efeito os estocando em um ritmo constante.

O grito, quando gozei, provavelmente acordaria pessoas na China. Hamilton ainda não tinha acabado comigo.

Ainda gozando, não tinha escolha, a não ser agarrar seu ombro para ter equilíbrio quando ele saiu de embaixo de mim, se levantou e se sentou.

Minhas coxas estavam acabadas, torradas, viraram geleia, me agarrei ao seu pescoço, tremendo toda com o orgasmo que ainda me tinham em suas garras.

Hamilton não perdeu tempo, nem o movimento. Espalmou minha bunda, me levantou e eu, experiente com suas intenções, alcancei seu pau entre nós e o guiei para casa.

Porra. Será que eu realmente acho isso? Casa? Não havia nenhuma casa. Não tinha casa. Mas era como me sentia.

Segurando no forte pescoço e amplos ombros de Norman, envolvi minhas pernas em volta de sua cintura e me deixei afundar em torno do seu pau me sentando em suas coxas...

Agarrando Hamilton, ainda rasgada pelas ondas do clímax, o senti dentro de mim. 

Com um de seus antebraços sob minhas nádegas, o outro recolhendo meu cabelo em um rabo de cavalo e o segurando na base do meu crânio, ele repuxou minha cabeça para trás, para que visse seus olhos...

Eu estava em casa. Merda. Ele me segurou assim. Sentada no seu colo, com minha cabeça inclinada para trás, minhas mãos como garras nos seus ombros.

Tão fundo, grosso dentro de mim. Latejante, quente. Minha boceta pulsou em torno dele, senti meu gozo escorrer. Norman não se moveu, apenas me olhava.

— Você não sente? - Empurrou uma vez, com força.

— Sim. - Respirei e tentei fechar os olhos.

— Porra, olhe para mim, Dinah. - Deu um puxão no meu cabelo. — Me diga o que você sente. Em voz alta, agora. - Outro impulso, este lento, mas ainda forte, me levantando com o poder de suas coxas.

— Eu sinto a nós dois. Sinto você. - Enterrei meus quadris para seu pau, precisando de mais, mesmo que ele não pudesse ir mais fundo.

Eu já tinha chegado ao orgasmo tão forte que ainda estava fora do ar, mas havia os fatos: eu precisava de mais e me odiava por isso. Odiava minha fraqueza para a droga que era Norman.

— Amarelou.

— Não é amarelar, isso é o que sinto.

Puxou meu cabelo até que me inclinasse para trás, assim, meus seios foram empurrados em seu rosto.

Ele lambeu o primeiro grande círculo marrom escuro da minha aréola e passou rapidamente a língua sobre o meu mamilo. Outra estocada, dessa vez mais forte e lento, me levantando.

Hamilton estava distribuindo os impulsos para que eles estivessem em falta e isso estava funcionando, me fazia desejá-los mais.

— Não me diga que você não sente, Dinah. Estou dentro de você. Não posso ir mais fundo. - Mordeu meu pescoço, minha garganta, beijou meu queixo, mantendo um aperto firme no meu cabelo, eu não podia me mover nem mesmo para beijá-lo de volta. — Eu sei que você nos sente. Me diga o que está dentro de você.

— Você está. - Ele riu.

— Verdade. Mas sabe o que quero dizer. Não seja uma boceta, Dinah.

— Me diga o que você sente, então, Sr. Estou em contato com meus sentimentos. - Rebati. Ele pode não ter ouvido as letras maiúsculas sobre isso, mas elas estavam lá. 

— Eu fodi um monte de mulheres na minha vida...

— Uau. Maravilha. Saber isso quando está dentro de mim. - Continuou como se eu não tivesse falado.

— Nenhuma delas jamais me fez sentir uma fração do que você faz, Dinah. Você me arruinou para outras mulheres. Me arruinou para o sexo com outro alguém. E sabe como eu falava sobre estar com medo cada vez que ia para o combate? Bem, não tenho vergonha de admitir o jeito que você me faz sentir emocionalmente, minha cabeça está fodida. Eu tenho medo de você. Você me assusta para caralho.

— Quantas mulheres você fodeu, Hamilton?

— Você está com ciúmes?

— Não. Deus, não. - Estava, totalmente. Não queria, mas o tema de toda essa confissão com Hamilton estava em guerra comigo mesma.

— Você está.

— Não, não estou. É apenas ridículo se gabar de quantas mulheres já fodeu, enquanto está transando com uma mulher.

— Não me vangloriava. Apenas afirmava um fato.

— Por que essa conversa? - Perguntei. — Porque agora?

— Porque você está me evitando. Você pensou que poderia me evitar, apenas se afastando de mim. - Só para garantir que as coisas ficassem... relevantes, ele estocou, provocando um suspiro de mim. — Você não pode evitar isso. É real. Está acontecendo.

— Não estou evitando qualquer coisa.

— Você é uma mentirosa de merda, Dinah. - Eu era. O homem me conhecia. Era uma péssima mentirosa e estava mentindo.

— Porra, Norman. O que quer de mim?

— Eu quero que você admita que é mais do que apenas sexo incrível. É mais do que apenas uma foda. - Ele puxou meu cabelo novamente para que ficasse com a coluna arqueada e se inclinou para acariciar meu clitóris.

Em seguida, me fodeu, se movendo forte e rápido, batendo seu quadril em mim, me dirigindo com todo o poder considerável para que os nossos corpos se chocassem.

Meus seios saltaram, minha bunda bateu nas suas coxas e balançou como gelatina. Merda, adorei.

— Você gosta disso, não é, Dinah?

— Porra, sim. - Admiti, sem fôlego.

— Você gosta quando a fodo com tanta força que não pode ver em linha reta.

— Não pare, Hamilton. Por favor, não pare. - E parou.

Soltou meu cabelo e me empurrou para trás, assim que bati no colchão ele ficou encima de mim ainda dentro, a mão na parte de trás do meu joelho levantando minha perna em direção ao meu peito, me abrindo e empurrando cada vez mais fundo. 

Ele prendeu meu joelho no lugar com o braço, e sua mão livre tirou meu cabelo do rosto.

Hamilton se moveu lentamente, com um ritmo tão suave que não havia nenhuma maneira de saber onde o impulso de empurrar parava e o de puxar começava.

— Que tal isso? - Perguntou. — Você gosta disso? - Solucei em resposta. Levantei meus quadris para encontrar o seu.

—Sim. - Era tudo que podia dizer.

— É essa porra? - Neguei com a cabeça.

— Não. - Hamilton soltou minha perna e passei meus calcanhares em torno de suas costas. 

Ele se preparou com as mãos ao lado do meu rosto e acabou de mudar nossa posição para baunilha missionário. Isso nunca tinha me feito sentir tão bem. Ou tão íntima.

— Que tal isso?

— Calado, Norman.

— O que estou fazendo com você, agora? O que é isso, Dinah?

— Merda. - Eu sabia o que ele fazia e diria.

Hamilton levantou a mão e fez a sua coisa, cobrindo meu rosto, escovando o polegar sobre meus lábios. Dobrando, beijou meu peito, entre os seios.

A inclinação de um dos seios. Lambeu um mamilo, atravessou para o outro lado e beijou a inclinação do outro, a grande aréola e o mamilo.

— O que estou fazendo, Dinah? - Agarrei suas costas com meus dedos, com êxtase e raiva. 

Mordi seu ombro até que doesse, mas ele sequer pestanejou, apenas me deixou mordê-lo.

— O que é essa coisa acontecendo entre nós, Dinah? - Beijou minha bochecha. Minha têmpora. Minha testa. Sempre em movimento, lento, suave, rítmico e perfeito. — Diga, baby. Eu quero ouvir. - Neguei com a cabeça outra vez.

— Não? - Perguntou. Eu balancei minha cabeça novamente, me recusando a me trair falando. 

Se o fizesse, a minha voz iria quebrar. Seria forçada a admitir... merda, um monte de coisas que eu não queria admitir.

O filho da puta puxou para fora e saiu da cama, respirando com dificuldade, com os olhos castanhos queimando, o peito arfante e com raiva, suor brilhando em sua pele.

Entrei em um acesso de raiva, chutando meus pés e minhas mãos batendo, gritando de raiva.

— Porra, Norman! Não faça isso comigo!

— Por que não?

— Por que não pode ser apenas sexo?

Ele estava tão duro que tinha que ser doloroso, sua ereção na sua barriga vazando na ponta, meu gozo untava e brilhava no belo eixo de seu maldito pênis perfeito. Eu o queria.

O queria novamente em mim. Queria senti-lo gozar, queria sua respiração na minha pele, seu peso sobre meu corpo.

Eu queria seu gozo escorrendo de mim e deslizando pelas minhas coxas. E seus braços ao meu redor.

Eu queria acordar com ele e partilhar a intimidade de não ter relações sexuais, apenas conversar, partilhar, tocar, tomar café e estarmos juntos.

E nunca quis isso antes. Não pensei que poderia querer. Estava com medo, tanto quanto queria tudo isso.

Norman Hamilton, o homem que queria e precisava, mais do que jamais quis ou precisei de alguma coisa em toda a minha vida, esse estúpido queria saber por que estava tão assustada.

— Por que não pode ser mais? - Empurrou. — Do que está com tanto medo?

— TUDO! - Gritei. Nem me importei que ainda era madrugada e que não estávamos sozinhos na casa.

— Estou com medo do quanto preciso de você, como tudo aconteceu de repente. Eu não acredito em amor instantâneo. Nem acredito no amor! Não acredito em qualquer coisa, exceto minha própria capacidade de cuidar de mim mesma. Eu não preciso de ninguém. Nunca precisei. E não quero precisar de ninguém. Mas eu... porra... preciso de você e odeio isso. Odeio. E o odeio por me fazer precisar de você. Por ser tão incrível, que não apenas preciso de você, como te quero. Eu imploro por você. E odeio isso também.

— Por quê? Por que é tão ruim precisar de alguém? - Ele não estava sentado e sua ereção massiva não estava desaparecendo.

— Porque...

— Por quê? Me dê uma resposta real.

— Ou o quê?

— Ou nada. Ou a levarei de volta para Detroit depois do casamento, colocarei um guarda te vigiando e nunca mais a verei. Você nunca me verá novamente. Você pode ter sua vida patética e solitária, viciada em trabalho, se é isso que quer. Não vou me forçar para você.

— Mas você está. - Mesmo no meio de ter meus sentimentos arrancados e colocados em exposição, não conseguia tirar os olhos de seu pênis.

O pênis de Hamilton era grosso o suficiente para me esticar, grande o suficiente para me encher. Quase como se...

Porra.

... Quase como se tivesse sido feito sob medida, especificamente para mim, para me encaixar como um quebra-cabeça, me completar e para dar prazer somente a mim. Engasguei com minhas próprias emoções.

Finalmente me sentei, coloquei meus pés no chão e cruzei as mãos no meu colo, entrelaçando e apertando até que meus dedos protestaram.

Mantive meus olhos no chão. O que quero? Ele? Isto? Ou a minha vida anterior em Detroit?

— Diga alguma coisa, Dinah. - Eu tentei. Não consegui. Foi tudo muito, muito forte, muito rápido e tudo de uma vez. Apenas balancei a cabeça. — Tudo bem. - Conseguiu dizer a palavra com um suspiro e um piscar de olhos.

— Faça do seu jeito. - Ficamos em silêncio por alguns minutos. Hamilton voltou para cama e me puxou para deitar de conchinha.

— Eu não sou bom com as palavras.

— Não, Norman, eu...

— Cale a boca e ouça um segundo, Dinah. - Interrompeu. — Apenas me deixe falar. Eu não sou bom com palavras, em me expressar. Merda, não sou bom com as pessoas. Sou bom em uma coisa: avaliar e eliminar ameaças. É tudo que sei. Nunca estive em um relacionamento. Nada jamais durou mais do que um fim de semana. Não sou do tipo para compromisso, você poderia dizer. Eu viajo muito e meu trabalho é muito perigoso. E só... ninguém jamais despertou meu interesse. Eu nunca quis fazer nada durar mais do que alguns dias. E agora, sinto como se fosse muito velho para mudar meu jeito.

— Quantos anos você tem? - Perguntei.

— Eu tenho quarenta e dois. - Ele achatou a mão sobre a minha barriga, com dedos abertos, Me pressionando de volta nele. — Ainda não acabei. Apenas ouça. Meu ponto é: eu fodi isso com você, alguns minutos atrás. Não tenho o direito de exigir nada e de agir como agi. Posso enfrentar homens com armas e não recuar. Eu tomei tiro, fui torturado, fui esfaqueado, espancado e deixado para morrer. Eu tive malária, tifo, disenteria, febre e dengue e sobrevivi a tudo isso. Mas não sei como lidar com uma mulher assustada.

— Estou feliz, honestamente. Mas não queria que me visse assim. Foi feio.

— Nenhuma parte de você é feia, Dinah. Nada. Você é a mulher mais linda que já conheci, por dentro e por fora. - Ele falou um pouco acima de um sussurro, sua voz era inebriante, um sopro zumbido no meu ouvido. — Você não me deve nada.

— Eu devo.

— Como você sabe?

— Você estava certo. Estou morrendo de medo do que sinto. Como, veio isso? Por que é tão forte, tão rápido? O que isso significa? Eu não sei como fazê-lo. Como deixá-lo entrar. Como ser... eu não sei. Esse tipo de garota. Porque eu não sou, Norman. Nunca fui. Você disse que dormiu com um monte de mulheres e de verdade não estava te julgando por isso, porque eu estive com um monte de homens.

— Ainda não entendo por que acha que me deve algo, apesar de tudo. - Suspirei.

— Porque... não sei mesmo. Porque estava certo. Porque você teve a coragem de confessar como se sente e eu não tive.

— Isso é estúpido. Não faz sentido.

— Bem, caramba, Norman, não meça palavras, nem nada. Me diga como realmente se sente. - Ele riu.

— Eu não vou fazer besteira com você. Posso lhe prometer isso.

Ainda estávamos completamente nus e desta vez sua mão deslizou logo abaixo dos meus seios, apenas mal escovando a parte inferior.

— Porém, posso lhe dizer uma coisa. - Falou.

— O que é?

— Não foi rápido, para mim. Minha atração por você, quero dizer. Se esqueceu, segui Lauren por anos. Pouco menos de sete anos, para ser exato. Eu estava lá quando ela conheceu você, observando de longe através de uma lente telefoto. Eu assisti tudo o que aconteceu entre vocês duas. Tenho uma gaveta cheia de cartões de memória com milhares de fotos. Vocês duas juntas. No bar, na faculdade, almoçando juntas. Se mudando para o seu primeiro apartamento juntas. Cada namorado que você trouxe para casa, para o apartamento com Lauren, eu tenho cada um e uma imagem, tenho arquivo em uma conta da nuvem cheia de dossiês sobre todos eles, registros criminais, transcrições, registros médicos e informações financeiras. De seus ex- namorados. Se ficou com um cara mais de uma vez, tenho um arquivo, também.

— Isso é um monte de arquivos. - Tento não ficar assustada, para ser honesta. A ideia me deixa um pouco doente, na verdade. — Por quê? Por que está me contando isso?

— Divulgação completa, acho. E porque eu... - Ele tropeçou em suas palavras, pela primeira vez desde que o conheci. — Eu me apaixonei por você há muito tempo atrás, Dinah. Quando não estava cuidando de Lauren, mantendo um olho nela, impedindo que algo acontecesse, eu estava seguindo você. Te protegendo. Não podia ajudá-la. Nunca fui pago para isso, porque nunca coloquei nos relatórios de Cabello para receber. Eu não faria isso. Era pessoal. Tinha que ter certeza que estava a salvo. Sei sobre o cara na escola. Encontrei-o, aliás e tenho a certeza que ele engasgou com sangue pelo que fez com você.

— Puta merda, Norman. - Senti as lágrimas escorrerem dos meus olhos. Meu coração apertou.

— Eu queria você. Mas não ousava me aproximar. Como poderia explicar isso? Não havia nenhuma maneira. Finalmente, quando se juntou a Lauren e Cabello no Allyson, tudo veio à tona. Você estava lá, deitada no convés durante todo o dia usando biquínis minúsculos, me provocando. Me torturando. Sabe quantas noites me masturbei pensando em você? Lembrando daquele biquíni amarelo, que é basicamente só cordas estrategicamente colocadas. Lembrando de você tirando a parte superior. Cada maldita noite, por meses. Eu não conseguia pensar em mais ninguém. Fui a terra várias vezes e tentei tirá-la do meu sistema com outra pessoa, mas não podia seguir adiante. Eu não estive com ninguém desde que você veio a bordo.

— Você se masturbou pensando em mim, Norman?

— Sim. Muito.

— Muito? - Eu deveria ficar enojada? Porque não estava. Isso... me excitou outra vez, na verdade. — Quanto é muito? - Ele hesitou por um momento.

— Toda noite. Toda manhã. Por que acha que eu era um idiota mal-humorado o tempo todo?

— Pensei que você não gostava de mim. - Falei

— Eu me sentia culpado. Mas não podia parar. Me sentia sujo, doente e fodido, gozando em minha mão, enquanto pensava em você. E então tinha que vê-la e falar com você, e  tudo que conseguia pensar era no que tinha feito apenas algumas horas antes. E então você apareceria, de biquíni furtivo e seus peitos querendo saltar e sua bunda balançando e eu juro por Deus, ficava meio duro só de olhar. - Ele ficou de costas e esfregou seu rosto com ambas as mãos. — Não ajudava que era aproximadamente vinte anos mais velho do que você. Fazia me sentir ainda mais sujo.

— Você tem quarenta e dois? - Rolei para o meu outro lado, então ficamos de frente. Ele assentiu. — Eu tenho vinte e oito anos, isso faz você 14 anos mais velho que eu. Não vinte. E não faz diferença, de qualquer maneira.

— Catorze anos, Dinah. Eu estava no segundo ano da escola, quando você nasceu. E era um veterano de combate decorado quando se formou no colegial. Isso faz diferença. - Coloquei minha mão em seu peito.

— Sua idade é a menor das minhas preocupações, Norman. De verdade. Não me importo.

— Você irá. Em algum momento, você se importará.

— Por quê? O que o faz ter tanta certeza? - Ele não respondeu. Me sentei, enfrentei-o sentando de pernas cruzadas. — Posso responder a sua pergunta agora, Norman. Eu poderia ter feito quando você perguntou antes, mas só... estava com muito medo. Eu preciso de você, Norman. Eu o quero. Tenho lutado contra isso... por um longo tempo. Mesmo agora, não quero precisar de você. Porra. Agora preciso de você... dentro de mim. - Finalmente me olhou, lábios arqueando.

— Reeeealmente? - Disse com sarcasmo lascivo.

— Não era isso que quis dizer, mas sim, de tal maneira, também.

— O que mudou? Entre antes e agora?

— O fato de que senti medo e me senti vazia quando você saiu. O fato de que, mesmo com tudo o que já passei em minha vida, o pensamento de perder você me fez ter muito medo, quando nada mais o fez antes. - Seus olhos estavam fixos nos meus, castanhos e turvos.

— Dinah, eu não queria...

— Mas, aconteceu. Eu precisava disso. Precisava para acordar, acho. Para ver as coisas, como elas são. - Esfreguei minha mão sobre meu rosto, deixando escapar um suspiro. — Foda-se. Eu estou fodida. Você está fodido. Toda esta situação está fodida. - Deixei escapar um suspiro. — Mas agora sei que não quero voltar para Detroit. Eu não quero voltar a viver sozinha, trabalhando em três empregos e ir à faculdade. Depois do que passei, me sentar no meio de palestras e fazer testes... parece estúpido.

— O que você quer, então? - Dei de ombros.

— Não sei. Eu vou ter que descobrir isso quando voltar. - Olhei para ele. Deixei que visse o calor nos meus olhos, a necessidade e o desejo. — Nós não acabamos. - Sorri.

— Eu quero você aqui, Dinah.

— Não esconda mais nada, Norman. Apenas... me leve. - Sussurrei.

-*-

Momentos mais tarde, eu estava embrulhada em seus braços, a cabeça apoiada sobre seu coração, ouvindo o pulso lento depois de um trovão frenético.

Eu te amo. Senti que isso borbulhava na minha garganta e tremia com o desejo de dizer. Para ouvi-lo me dizer.

Lauren Jauregui foi o único ser humano que proferiu as palavras "eu te amo" para mim. Eu queria desesperadamente ouvir Norman Hamilton dizê-las primeiro e não conseguia falar.

— Dinah? - Sua voz era um murmúrio sonolento.

— Sim, Norm?

— Eu não vou dizer. Sei que você sente e vê. - Suspirou. — Eu direi isso, porque é real. Mas não assim. Não quero que pense, que tem alguma coisa a ver com o quão forte gozei. Quer dizer, gozei forte, mas não é por isso. - Ele soou quase desajeitado e Hamilton nunca era estranho. Era bonito.

— Norman?

— Sim?

— Não diga, se não for para sempre. Eu posso lidar com praticamente qualquer coisa. Mas não diga se não quer dizer e se não for... para sempre.

— Dinah, eu não faria...

— Eu não quero falar sobre isso agora. Preciso dormir, para o dia cheio de amanhã. E quero aproveitar o brilho. - Hamilton me apertou em seus braços. Ele pode não ter dito que me amava, mas deixou claro que sim.

Era o suficiente por agora. Mais do que o suficiente. Talvez até mesmo tudo o que eu poderia lidar, nesse ponto. Pequenos passos para me apaixonar.

— Eu falarei. - Norman murmurou.



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