História Taking care of Han Jisung (ChanSung) - Capítulo 3


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Categorias Stray Kids
Personagens Bang Chan, Han Ji-sung
Tags Chanminsung, Chansung, Lemon, Não Sei Colocar Tag, Straykids
Visualizações 195
Palavras 6.207
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi. Demorei, nem sei se alguém vai ler, mas vamo lá. kk

Não revisei, ignorem os erros. ;)

Aliás, li todos os comentários, viu? Muito obrigada a cada pessoa que comentou, agradeço o apoio.
Vou tentar responder em breve. <3

Ps: Foto do pitico pra isso aqui ficar mais bonito.

Capítulo 3 - Parte 3 - Vacation.


Fanfic / Fanfiction Taking care of Han Jisung (ChanSung) - Capítulo 3 - Parte 3 - Vacation.

Parte 3 – Vacation.  

 

Mais uma semana se passou sem que Bang Chan percebesse o quanto estava atolado em seus trabalhos da faculdade. Seu estágio já havia acabado fazia alguns dias, seu patrão o cortando do quadro de estagiários, alegando que a empresa não tinha condições de contratá-lo pelo valor que Bang Chan merecia receber. Pessoalmente, Chan sabia que era verdade, afinal, se tinha uma coisa que se orgulhava, era de seu talento no ramo de produção musical. Porém, mesmo sabendo disso, não podia deixar de se entristecer ao perder aquela oportunidade, afinal, estava em seu último período e depois das férias de verão, teria apenas mais um trimestre para arrumar um estágio e finalizar seu curso.  

O diretor da empresa lhe entregou uma carta de recomendação, e Chan esperava que aquilo fosse o suficiente, junto de sua mixtape minuciosamente escolhida para impressionar, para que conseguisse um novo estágio e então um contrato fixo e longo. Entretanto, não estava pensando nisso naquele momento. Estava havia alguns dias quebrando a cabeça para que conseguisse terminar um trabalho para quinta-feira, seu último dia de aulas antes das férias, e sinceramente, não conseguia encontrar o ponto que estava deixando o arranjo arruinado.  

Fazia horas que estava sentado em frente ao seu laptop e seu teclado, ouvindo o arranjo de trás para frente várias e várias vezes, tentando encontrar aquela notinha que estava fazendo toda a diferença no produto final, mas não encontrava nada. Tentou mudar uma sequência, tentou alterar tempo, fez de tudo e nada adiantava. Sabia que talvez fosse só sua mente cansada pedindo para que desse uma pausa e fosse respirar um ar puro, e só depois de mais algumas horas de teimosia, ele resolveu sair de seu pequeno estúdio. 

Comeu, tomou um banho e depois de verificar as horas – quatro horas da manhã, realmente... – ele resolveu deitar e dormir um pouco. Talvez, com a mente descansada, conseguisse resolver seu problema. Sua sorte era que no dia seguinte só teria uma aula por volta das três da tarde e outra às cinco, então decidiu nem mesmo colocar seu celular para despertar. E mesmo rolando por mais uma hora na cama, a mente cheia, ele conseguiu dormir. 

 

Na quinta-feira, às duas e quarenta, Bang Chan havia entregado seu trabalho ao professor. Aguardou, como todos os outros alunos, e recebeu sua nota cinco longos minutos depois. Seus ombros relaxaram e ele achou que fosse chorar de alívio ao ver o dez escrito na folha de anotação de seu professor, ao lado de seu nome. O homem até mesmo salvou sua música ao próprio laptop e o entregou seu pendrive antes de lhe dar alguns tapinhas nas costas e o dispensar, lhe desejando boas férias.  

Agora Bang Chan estava livre de obrigações por um mês e meio e ele mal podia esperar por aquilo. Precisava desse descanso, tanto físico quanto mental, e queria ainda mais poder se divertir com seus melhores amigos. 

Ao sair de seu prédio, não foi sua surpresa ao encontrar seus amigos amontoados à plataforma da estátua do fundador da universidade, gritando uns com os outros no lugar de conversarem como pessoas educadas e civilizadas que eram. Obviamente Bang Chan não se importava com os olhares que recebiam sempre que estavam os nove juntos, e achava até mesmo engraçado que a maioria das pessoas reconhecessem o grupo só pelo barulho que faziam juntos.  

– Channie hyung! 

Chan sorriu abertamente ao ouvir o gritinho animado de Jisung antes de ter seu corpo atacado em um abraço forte do menor. Fazia exatamente duas semanas que não se encontravam por conta de toda a confusão de finalizar trabalhos de faculdade, e Chan não conseguia negar que estava morrendo de saudades de Jisung. O apertou no abraço, afundando o rosto no pescoço quentinho do menor e aspirando aquele perfume que amava. Aproveitou para deixar uns beijinhos rápidos, fazendo cócegas leves que fez Jisung se contorcer para sair do ataque em meio aos risos.  

– E aí, hyung, qual foi sua nota?  

Jisung conseguiu fugir ao que Chan levantou o rosto em direção a Changbin, mas o menor não conseguiu ir muito longe, Chan o pegando pela cintura e o abraçando por trás. Andaram juntos e desengonçados até os amigos e só então, depois de cumprimentar todos eles, Chan respondeu ao amigo sua nota.  

– E surpreende exatamente zero pessoas... – Hyunjin brincou, sorrindo todo orgulhoso.  

– Valeu a pena ter quase morrido de sono e de fome então. – Minho zombou, piscando um olho para Chan de forma brincalhona e fazendo os outros rirem contidos.  

– Valeu sim, mas estamos de férias agora e a última coisa que eu quero falar é sobre trabalhos e faculdade. – Chan retrucou e não demorou um segundo para que Seungmin e Jeongin já começassem a puxar um assunto aleatório. 

Mais cedo haviam marcado de se encontrarem ali para que pudessem ir lanchar num restaurante que todos amavam, e Chan aproveitou que os amigos começaram a se afastar para virar Jisung em seus braços. O menor tropeçou nos próprios pés, rindo e se apoiando nos ombros de Chan, para logo envolver os braços ali e grudar seus corpos. 

– Oi. – Chan sorriu, sua voz saindo baixinha e fazendo Jisung derreter e suspirar, um sorriso doce e mínimo em seus lábios.  

– Senti sua falta, hyung. – sussurrou de volta, se inclinando sobre Chan e grudando suas testas.  

Chan não respondeu, pois sabia que não precisava. Apertou mais um pouquinho o menor contra seu corpo e suspirou, roçando levemente seus narizes antes de se inclinar e tomar a boca vermelhinha na sua. O suspiro forte de ambos fora inevitável, o toque delicado e casto fazendo com que ambos sentissem seus peitos esquentar e seus corações acelerar. O encostar de lábios não passou disso, fazendo Jisung se afastar e voltar a apoiar sua testa na de Chan, suspirando mais uma vez e sorrindo.  

– Vocês vão vir ou vão ficar aí o dia inteiro? 

Jisung deu um salto com o grito de Woojin, e Chan gargalhou, recebendo um empurrão leve do mais novo no processo, levemente chateado por ter levado um susto e por ter sido zombado daquela forma. Mas Chan não parou de rir. Bem, na verdade ele parou sim por alguns segundos, o suficiente para beijar o biquinho de um Jisung emburrado e fazê-lo sorrir todo bobo. E seu sorriso bonito só fez aumentar ao que Bang Chan tomou sua mão, entrelaçando seus dedos e seguindo em direção ao grupo.  

 

Durante essas duas semanas que não se viram, fizeram questão de se falar por mensagens todos os dias. Jisung lhe contou que Felix havia pedido para que conversassem, e mesmo Chan achando que não seria uma boa ideia, Jisung foi mesmo assim. Chan ficou o dia inteiro com uma sensação esquisita em seu peito, preocupado, enciumado, com medo que Felix pudesse fazer mais alguma coisa para magoar Jisung. E nesse meio tempo, Chan ligou para Minho depois de se certificar que o amigo estava livre para conversar consigo.  

E, mesmo que Minho não tivesse conseguido tirar a sensação esquisita de seu peito, Chan conseguiu se acalmar um pouquinho mais, afinal, Minho ainda era o melhor amigo de Jisung, e sabia melhor que ninguém o quanto aquela conversa com Felix faria bem para os dois e principalmente para o grupo. E Minho acabou contando que também havia conversado com o australiano, e Felix se mostrou arrependido de muitas coisas e pediu desculpas sinceras.  

Chan não acreditou de início, mas conhecendo Minho como conhecia, não tinha como não dar um voto de confiança, afinal, Minho tinha essa mania de perceber tudo sobre uma pessoa apenas julgando pelo olhar, e se ele falou que Felix estava arrependido de tudo o que fez para com Jisung, então Bang Chan acreditaria no julgamento de Minho. O moreno até brincou naquele mesmo dia, se fingindo de prepotente, metido mesmo, e fez Chan rir como não fazia algum tempo, devido ao tanto que estava se preocupando com os trabalhos e afins.  

No fim daquele dia, Chan ainda estava preocupado com Jisung, mas Minho conseguiu deixá-lo mais tranquilo sobre todo o resto, e quando Jisung deu sinal de vida, dizendo que estava se sentindo leve pela conversa definitiva, Chan não sabia realmente o que pensar.  

Felix era, querendo ou não, o ponto que ligou Bang Chan a Han Jisung. O ponto que fez com que tudo aquilo começasse entre os dois e se desenvolvesse o suficiente para que Chan entendesse que seus sentimentos haviam passado de desejo e cuidado para paixão e então, talvez, amor. Felix era o ponto que fazia com que nada entre Chan e Jisung fosse sério o suficiente, que não passassem dessa “amizade colorida”, afinal, para todos os casos, Chan só estava ali para ajudar Jisung a não pensar em Felix.  

Mas agora Felix não era mais um empecilho entre os dois. Agora Han Jisung estava completamente livre para ir e vir, e fazer o que quisesse de sua vida, já que ele mesmo havia dito a Chan que seus sentimentos para com Felix haviam acabado. Ou acabado o suficiente para que ele não se incomodasse mais quando Felix falava de alguma pessoa com quem estava saindo.  

Não havia mais nada entre Chan e Jisung que os impedisse de seguir em frente e tentar algo, tentar desenvolver esse romance. Bem, não havia Felix, mas havia a insegurança de Chan. Sim, aquela insegurança de não se sentir o suficiente para o mais novo, mesmo que Minho ainda lhe dissesse que ele era o ideal, e que Jisung estava literalmente comendo em sua mão. Chan, por vezes, conseguia acreditar naquilo, mas na maioria delas, ainda se sentia incapaz.  

Bang Chan era seguro de muitas coisas em sua vida, como seu talento e esforço para a música, como seu desempenho em aprender rápido, sua motivação, proatividade, e enfim, várias outras coisas que o faziam se sobressair em várias “áreas” de sua vida. Mas se tinha uma única coisa que ele era inseguro, era sobre sua vida amorosa. Chan não tinha um bom histórico com relacionamentos sérios, e isso era o que lhe deixava sempre com um pé atrás para que assumisse de vez o quanto estava apaixonado por Jisung, e o quanto queria chamá-lo de namorado e o ter para si como Changbin tinha Hyunjin e vice-versa.  

Entretanto, Chan precisava se entender consigo mesmo antes de deixar que aquilo se aprofundasse ainda mais. Mas sabia também que não faria nada para magoar Jisung. Só precisava de mais um empurrãozinho para que entendesse de vez que Jisung estava ali para si, completamente entregue, antes de finalmente dar esse passo.  

 

– Hyungie? Channie-hyung, ‘tá aí? 

Chan focou seu olhar na mão que acenava em frente ao seu rosto e só então notou que o garçom estava o encarando com um bloquinho em mãos, e Jisung quem estava acenando para chamar sua atenção, uma expressão preocupada e os olhinhos brevemente arregalados. Tão fofo, que Chan precisou se conter para não encher as bochechas de beijos e mordidinhas.  

Fez seu pedido simples e voltou sua atenção para a mesa, tentando focar na conversa que todos faziam parte, até sentir uma mãozinha atrevida pousar em sua coxa por baixo da mesa. Fingiu que não havia sentido nada, ainda concordando com uma fala ou outra de Changbin e Woojin, até sentir os dedos pequenos deslizarem para o meio de suas pernas, subindo pelo interior de sua coxa até parar bem pertinho de sua virilha.  

Virou seu olhar para Jisung e segurou uma gargalhada ao perceber que o menor estava agindo como se nada estivesse acontecendo, o queixo apoiado na palma da mão, o olhar brilhante e fascinado na direção de Seungmin e Jeongin, que mais uma vez estavam falando algo aleatório e divertido. Mas a mãozinha continuou, delicada e com movimentos pequenos para não chamar a atenção, até deslizar com as pontinhas dos dedos por cima do zíper de sua calça, parando no botão logo acima, brincando com o objeto antes de o abrir sem pressa.  

Chan suspirou, negando levemente com a cabeça antes de segurar a mão de Jisung levemente, entrelaçando seus dedos e tirando a mão do menor dali. Jisung o encarou com um biquinho e Chan se inclinou para selar seus lábios levemente, rindo ao se afastar e Jisung continuar com o biquinho chateado. 

– Vai fazer o que hoje? – Chan perguntou baixo, levando sua mão livre ao rosto de Jisung e deslizando o polegar levemente pela bochecha dele, começando uma carícia que fez Jisung derreter ao seu toque.  

– Vou pra fraternidade arrumar as malas. Você não vai fazer o mesmo? 

Chan franziu o cenho e Jisung riu baixinho antes de explicar a conversa que Chan perdeu enquanto viajava em meio aos próprios pensamentos.  

– Então nós vamos viajar amanhã de manhã pra casa do Minho em Gimpo e eu só soube disso agora? – Chan indagou, fingindo estar aborrecido e Jisung girou os olhos, rindo. – E ainda vou ser o motorista?  

– Bem, se você não quiser ir, tud-... 

– Mas é óbvio que eu vou. – Chan o cortou, rindo ao que Jisung girou os olhos de novo, grunhindo em fingida irritação. – Mas queria ficar um pouquinho com você hoje, sabe... Pra matar a saudade...  

Chan sorriu ao que as bochechas de Jisung ficaram vermelhinhas, e se inclinou mais uma vez para enchê-lo de beijinhos, arrancando mais umas risadas baixas e contidas.  

– Ew, acho que vou vomitar. – A voz enjoada de Minho fez os dois se separarem aos risos, e encararem o moreno, que estava sentado à frente dos dois. Diferentemente das palavras e do tom, Minho tinha um olhar doce direcionado aos dois e um sorriso tão bonito quanto seu olhar.  

– Inveja porque ‘tá há milhares de anos solteiro... – Seungmin alfinetou ao seu lado, recebendo um soco leve do objeto de sua zombaria. – Custa muito arranjar um namorado e deixar os casais em paz? 

– Sou solteiro por opção, ok? E mesmo se um dia eu mudar de ideia, vou continuar enchendo o saco dos casais, porque é muita melação e eu não tenho estômago pra isso. – Minho retrucou, arrancando risadas dos amigos ao redor.  

– Mentiroso... – Jisung quem alfinetou dessa vez, um sorrisinho malvado que dizia saber todos os podres do melhor amigo. Minho se preparou para que todos seus piores segredos fossem revelados naquele momento, mas acabou rindo quando Jisung começou a contar apenas alguns momentos entre os dois.  

Todos ali sabiam o quanto Minho e Jisung eram próximos, e também sabiam que a amizade deles era cheia de mimos do mais velho para com Jisung (e foi exatamente por isso que Bang Chan pensou que Minho seria uma pessoa melhor para Jisung, porque eles eram muito mais próximos do que algumas pessoas podiam imaginar, e porque Minho sempre fora cuidadoso com o mais novo).  

– Você só finge que não gosta de carinho, mas é o primeiro a se chegar todo cheio de manha pra cima de mim. – Jisung apontou, rindo do revirar de olhos de Minho. – E nem faz essa cara, porque é verdade. Pior ainda quando a gente assiste algum filme romântico e você fica todo choroso, querendo abraço e carinho.  

Changbin foi o primeiro a começar a zombar, logo Hyunjin se juntando ao namorado para tirar Minho do sério, afinal, o casal sempre se juntava para aquele propósito, já que Minho era o que mais implicava com eles também.  

Nesse meio tempo o garçom voltou com seus pratos e bebidas e logo um silêncio divino foi caindo sobre a mesa enquanto se empanturravam de comida, já que a maioria dali ainda não havia comido nada durante o dia e estavam apenas com o café da manhã no estômago. Porém não demorou até que uma nova conversa voltasse, divertida e leve.  

No final do lanche barra almoço, ficou decidido que eles se encontrariam em frente ao prédio de Minho e Woojin, já que era caminho para a estrada que os levariam até Gimpo, e Chan pegaria os rapazes que moravam no caminho até lá e então se dividiriam entre os carros de Chan e Woojin. Voltou para o estacionamento da faculdade, pegando seu carro e levando Jisung, que morava um pouquinho mais afastado, se despedindo dos amigos que moravam ou no dormitório da faculdade, ou que iriam com Woojin para o outro lado.  

Por fim restou ele e Jisung dentro de seu carro, e Chan demorou alguns segundos, no silêncio e conforto de seu carro, pensando em como queria levar Jisung para seu apartamento e ficar o dia inteiro beijando o menor e o mimando do jeitinho que gostava. Por fim deu partida, ouvindo Jisung comentar sobre uma novidade aleatória de seus pais – que ainda moravam na Malásia e tinham inaugurado um mercadinho na cidadezinha, e que os negócios estavam indo muito bem. A saudades era perceptível na voz do mais novo enquanto lembrava de alguns momentos de sua infância, e Chan prometeu a si mesmo que, se tudo desse certo e ele conseguisse um emprego que pagasse bem, ele levaria Jisung para ver seus pais – afinal, sabia que o rapaz só não tinha o feito por falta de dinheiro.  

No fim, Chan mal percebeu que já havia parado em frente à fraternidade de tão concentrado que estava na voz de Jisung e nos movimentos abrangentes que o mais novo fazia com as mãos enquanto falava. 

– O que você acha, Channie?  

Chan voltou a si num estalo, focando seu olhar antes perdido no rosto de Jisung, e pediu desculpas, rindo enquanto Jisung reclamava divertido que Chan não estava prestando atenção em si.  

– Eu perguntei se você quer entrar e me ajudar a fazer minha mala... E depois, se você quiser, eu posso ir com você pro seu apartamento e... dormir lá... O que você acha?  

Bang Chan demorou exatos dez segundos para entender o que Jisung tinha sugerido, e mais cinco para que seu coração disparasse como se quisesse sair para fora de seu peito. É claro que já havia pensado naquela ideia, mas não quis falar para que não parecesse que estava desesperado para ter Jisung pertinho de si, mas lá estava seu pequeno... As bochechas coradas, as mãozinhas se apertando e o olhar baixo, esperançoso, enquanto Chan não lhe respondia.  

E demorou mais alguns longos segundos até que Chan tentasse normalizar sua respiração, sorrindo doce e se inclinando sobre Jisung. Tomou as mãos em uma das suas, acariciando com o polegar, enquanto levou a outra ao rosto do menor, o puxando delicadamente e tomando sua boca num beijo. E dessa vez Chan se aproveitou do momento e realmente beijou Jisung do jeito que queria e sentira falta. Seus lábios deslizando sem pressa, as línguas que se encontravam da mesma forma, numa carícia quente e úmida que deixava Bang Chan ainda mais sensível e dependente daquele gosto e sensação.  

Jisung quem se separou primeiro, sem fôlego, a boca vermelhinha assim como as maçãs do rosto. Seus olhos ainda estavam fechados, ainda com o rosto bem pertinho de Chan e mole como sempre, derretido nas mãos do mais velho, entregue. Totalmente entregue.  

Chan deslizou a mão pelos fios da franja de Jisung, tirando uma mechinha ou outra dos olhos dele, continuando até colocar outra maior atrás da orelha dele, e continuou com a carícia leve e doce, desenhando os traços da bochecha, chegando ao lábio superior e o contornado com o polegar, sem pressa alguma, e fazendo o mesmo com o inferior, apertando-o para baixo sem força, apenas para arrancar aquele suspiro mais pesado de Jisung. Quando o soltou, voltou a se inclinar, substituindo seu dedo pela sua boca, onde tomou o lábio de Jisung entre os seus, resvalando a língua por ali antes de o chupar sem força, repuxando e mordiscando por fim.  

Jisung ofegou alto demais e se remexeu no banco do carro, só então abrindo os olhos e encarando os de Chan.  

– Eu já te falei... – Chan começou sussurrando, seu polegar voltando a escorregar pelos lábios de Jisung. – Que eu amo sua boca?  

Jisung sorriu pequeno, fechando os olhos por breves segundos antes de encarar Chan novamente. E no silêncio daquele carro e da rua, tudo o que podia ouvir era seu coração descompassado e suas respirações pesadas que se envolviam no pouco espaço entre seus rostos.  

– Eu também amo a sua. – Sussurrou de volta, mirando a boca que realmente amava, antes de voltar a encarar Chan. – Amo como ela faz eu me sentir. 

– É? – Perguntou baixo, num fio de voz, se aproximando novamente, molhando seus lábios com a língua antes de selar os de Jisung, lento e quente. – Eu também amo como a sua faz eu me sentir... Como você inteiro faz eu me sentir.  

Chan mordeu a boca ao ouvir o ofego que Jisung soltou, e mal teve tempo de reagir ao que Jisung avançou sobre si, começando um beijo totalmente diferente dos que haviam trocado naqueles poucos minutos. E, mesmo depois de tanto tempo em que estavam naquela relação sem rótulos, era a primeira vez que Chan recebia um beijo tão desesperado de Jisung. Não que ele estivesse reclamando.  

E naquele instante, enquanto Jisung ofegava entre o beijo urgente, enquanto suas mãos pequenas se afundavam em seus cabelos e o trazia mais para perto da forma que dava pela posição nos bancos do carro, Bang Chan percebeu que não seria nada difícil assumir para o mais novo o quanto estava perdidamente apaixonado.  

O beijo só se encerrou ao que Jisung quase se ajoelhou no banco do carro para subir no colo de Chan, ambos rindo ao perceberem o quão excitados estavam e o quanto precisavam um do outro. Chan estacionou ali mesmo, apenas puxando o carro um pouco para frente e então os dois seguiram em direção à casa da fraternidade. 

Chan o ajudou a fazer uma mala pequena, já que ficariam apenas duas semanas na casa de Minho, e não demoraram a escolher o que levar, Chan ligando para Minho no processo para perguntar que tipo de roupa deveriam levar. Estavam no verão, mas a casa de veraneio da família de Minho ficava à margem de um lago, em meio a algumas árvores e o Lee os avisou que durante a noite esfriava um pouco, diferente do dia, que faria um calor absurdo, mas que havia o lago – que sim, eles poderiam nadar sem problemas – e também tinha a piscina da casa.  

Por fim, arrumaram tudo o que precisavam, assim como os objetos de uso pessoal de Jisung e no meio deles, alguns brinquedinhos que Chan já conhecia. Jisung lhe lançou olhares divertidos ao enfiar um monte de preservativos e frasquinhos do gel lubrificante que gostava de usar, falando um “melhor prevenir” baixinho. Além disso, havia o inseparável plug de aço, que Jisung acenou para Chan, piscando um olho em meio aos risos.  

– Se eu soubesse que ia dormir com você hoje, teria usado hoje de manhã, sabe... – Jisung comentou enquanto terminava de guardar suas coisas no bolso interno da mala e a fechava em seguida. – Mas ontem eu já não estava mais aguentando de saudades de você e usei um dos meus dildos e hoje eu tomei um banho pra tirar o lubrificante então acho que não vai precisar de preparação e... 

– Sung? – Chan chamou, ainda rindo da forma como Jisung falava rápido e como se estivesse falando do tempo, de tão natural que soava. O menor o encarou, só então as bochechas ficando coradinhas. – Vem cá, meu amor...  

Jisung mordeu o lábio antes de seguir até Chan, que estava sentado na ponta de sua cama, e passou uma perna de cada uma de cada lado do maior, sentando sobre suas coxas. Chan sorriu, o abraçando pela cintura antes de selar seus lábios.  

– Você sabe que eu não me importo e até gosto de preparar você, não é? – Perguntou, baixo, e Jisung desviou o olhar, sem responder a pergunta. – Você não precisa fazer isso sozinho e sempre, a não ser que você prefira desse jeito, mas... Só quero deixar claro que eu amo tocar você de todas as formas possíveis, então se isso for por medo de eu não gostar ou não ter paciência, saiba que é totalmente o contrário.  

Jisung não respondeu de toda forma, continuou olhando para baixo, mas Chan viu o sorrisinho doce e contente adornar seus lábios, e não segurou sua vontade de encher o rosto e pescoço de beijinhos, apertando-o contra seu corpo e o abraçando com força. Jisung gargalhava, se contorcendo, mas também abraçava Chan pelos ombros e não queria sair daquele momento por nada.  

 

-x-x- 

 

O gemido alto ecoou pelo quarto de Chan e penetrou seu corpo como um estímulo forte que o fez estremecer e travar seu quadril dentro de Jisung, que estremecia, dando espasmos enquanto seu gozo melava seu abdômen, chegando ao seu peitoral. Chan o seguiu instantes seguintes, despejando-se dentro do preservativo e, por fim, caindo por cima do corpo do menor.  

As respirações demoraram a se regularizar e Jisung ainda tremia e ria baixinho ao comentar com Chan o quanto suas pernas estavam dormentes.  

No fim, Chan levou Jisung no colo até o banheiro, rindo pelas reclamações de que conseguia andar sem ajuda, mas não se deu por vencido. Só colocou o menor no chão quando chegaram ao box, e mesmo assim não deixou que Jisung fizesse nada. Lavou os cabelos e o corpo do menor, dando beijinhos em seu pescoço e ombros vez ou outra e amando cada momento daquele, afinal, era a primeira vez que conseguia tomar um banho e cuidar do mais novo depois de uma transa.  

E depois de estarem limpos e trocarem as roupas de cama, se encaixaram num abraço gostoso e confortável, onde Chan tinha os braços ao redor dele e o rostinho de Jisung grudado em seu peitoral, ouvindo as batidas calmas de seu coração.  

 

(...) 

 

A manhã seguinte fora um caos e a viagem de duas horas se seguiu da mesma forma no carro de Chan, com Minho, Seungmin e Jeongin no banco de trás enquanto Jisung sentava ao seu lado. A música de algum girl group tocava alta e o trio atrás achavam que estavam em alguma balada ou gravando um mv, porque até a coreografia eles dançavam, fazendo o carro balançar inevitavelmente. Jisung ria e filmava tudo, meio contorcido no banco, enquanto Chan o cutucava para se sentar corretamente e não causar nenhum acidente.  

Por fim, assim que chegaram à entrada da cidade, o rádio foi desligado e Minho começou a direcionar Chan, que como estava no carro da frente, também direcionada Woojin, que estava o seguindo desde que saíram de Seul. Pegaram uma estradinha de terra e pedrinhas até chegarem na frente de uma casa bem típica de filmes. Bonita, grande e bem conservada. Ficava no meio de algumas árvores frondosas, mas havia todo um cercado alto para a segurança dos moradores, e Minho precisou sair do carro para abrir o portão, ficando por lá mesmo e seguindo o restante do caminho a pé, que não era tão longo assim.  

A casa estava limpa e abastecida, já que Minho havia dito aos seus pais que passaria as férias com os amigos por lá, e eles prontamente pediram ao caseiro para deixar tudo em ordem e também fizeram uma boa compra para eles, a dispensa cheia de besteiras. Quem não conhecia Minho, pensaria que ele era um filhinho mimado por vir de uma família com mais condição que a do restante dos amigos, mas na verdade era que ele era mimado sim, mas era bem mais humilde que qualquer outro ali. Não esnobava ninguém por ter dinheiro e vir de uma família rica, e na verdade, quase ninguém sabia de seu status, já que ele vivia em seu apartamento pequeno com o dinheiro que conseguia de seu emprego de meio período num hospital veterinário particular de Seul (mas quando a situação apertava alguns meses, ele pedia ajuda aos seus pais e não se orgulhava muito disso).  

De toda forma, a casa era grande e tinha quartos o suficiente para que se dividissem em duplas e Minho ficasse em um sozinho. A divisão ficou por conta dos rapazes mesmo, Minho só indicando os quartos e dizendo que ficaria com o dos pais. E assim eles se acomodaram, levando suas malas para seus respectivos quartos e deixando por lá mesmo, já que estavam ansiosos para visitar o local e aproveitar o solzinho quente do dia.  

E aproveitaram tudo, da melhor maneira possível. Ficaram de molho na piscina, usaram os botes que estavam no deck do lago, se jogaram no mesmo e, por ser raso o suficiente, fizeram diversas brincadeiras por lá. Só saíram quando a fome começou a bater, e logo os três mais velhos tomaram conta da cozinha, deixando os mais novos livres para continuarem na brincadeira.  

– Gente, não tem arroz! – Minho gritou, instantes depois, de dentro da dispensa, revirando o local de ponta a ponta. – Eles compraram um bando de besteira, mas não tem um arroz, uma massa, não tem nada que dê sustância pras crianças!  

– Já viu na geladeira se tem algum pré-cozido? – Woojin perguntou, não esperando a resposta e seguindo em direção a geladeira. Estava abastecida com vários doces, sucos e refrigerantes, assim como legumes e verduras, mas nenhuma massa.  

– Vou ter que sair pra comprar. – Minho resmungou, voltando da dispensa com uma cara emburrecida. – Alguém me empresta o carro?  

– Deixa que eu te levo. Pode ser? – Chan se ofereceu e Minho concordou rapidamente e saiu saltitando da cozinha, indo buscar uma blusa e sua carteira e chave do portão.  

Woojin encarou Chan por alguns segundos antes dos dois rirem e seguirem para a sala. Chan seguiu para o quarto que estava e também pegou uma camiseta e suas coisas, logo saindo e indo esperar Minho no carro.  

Não demorou até que estivessem fazendo o caminho até a cidade que não era tão longe dali, bem, vinte minutos de carro não era tão longe assim. E Minho estava estranhamente calado durante o trajeto, só falando qual rua Chan deveria entrar. Pelo canto dos olhos Chan pode ver o porquê do mais novo estar caladinho, os olhos expressivos piscando lentamente com sono. 

– Ainda não conseguindo dormir direito? – perguntou baixo e desacelerou um pouquinho o carro, seguindo sem pressa.  

– É, o mesmo de sempre... Muita coisa na cabeça, pouco tempo pra dormir, acabo dormindo duas horas por dia e no final de semana eu compenso. – retrucou, deixando a cabeça pender e tocar no vidro da janela do carro. – Mas agora estamos de férias, então vou conseguir recuperar o sono perdido.  

– Quando a gente chegar... Vai dormir um pouco que eu e o Woo fazemos o almoço, e quando ficar pronto eu te chamo. O que acha?  

– Eu acho que você é um anjo na vida de todo mundo, Bang Chan hyung. – Chan riu baixinho, voltando a olhar rapidamente para Minho, que tinha um sorrisinho bonito nos lábios e os olhos fechados. – E fico feliz que o Ji tenha encontrado você, sabe? Ele é forte e independente, mas sempre reclamou de sentir que faltava mais uma coisinha pra ele ser completamente feliz... E que bom que foi você, hyung.  

– Você acha mesmo? – Chan perguntou inseguro, parando o carro ao chegar no estacionamento do mercado, mas continuou ali, esperando Minho. 

– Como assim?  

– Você acha que eu sou essa pessoa pro Ji? Que eu tenho o que ele precisa pra ele ser feliz?  

– Eu não entendo de onde tem vindo toda essa sua insegurança, hyung... Você não é assim.  

Chan ponderou se deveria ser sincero com Minho e contar como estava se sentindo, mas, por um breve momento, achou melhor deixar aquele assunto de lado. Sabia que estava sendo inseguro, mas ainda havia algo em sua cabeça que martelava e não parava de jeito nenhum. E aquele “martelar” era justamente sobre o cara que estava sentado ao seu lado e o encarando com olhinhos bonitos e sonolentos. Chan ainda tinha essa pontinha de alguma coisa que o dizia que, talvez, Jisung e Minho fizessem um casal muito melhor que Chan e Jisung.  

Algo insistia em lhe dizer que, talvez, os dois só não tivessem tentado algo ainda, afinal, o amor que sentiam um pelo outro era indiscutível, e a química era mais ainda. Talvez... Talvez eles precisassem de um empurrãozinho, talvez eles precisassem trocar um beijo e como nos contos de fadas, entenderem que o que sentiam era mais válido do que Chan sentia por Jisung e vice-versa.  

Eles precisavam tentar. Não... Chan precisava tentar. Precisava tirar essa pequena coisinha de sua cabeça para, só então, conseguir seguir em frente. E ele daria um jeitinho para que aquilo acontecesse logo.  

– Minho, você transaria com o Jisung se ele quisesse?  

Chan viu como em câmera lenta a expressão de Minho mudar. De confusa para surpresa, de surpresa para irritação, e então de irritação para uma breve malícia, típica do mais novo.  

– Ainda pensando nisso, Channie? – Minho brincou, mas seu tom continuava malicioso, e Chan se preparou para o que viria a seguir ao que Minho retirou o cinto de segurança e se inclinou para perto de si, mas deixando espaço e sem tocá-lo. – Eu acho que isso é uma desculpa pra fazer um sexo à três... Acho que você só quer me colocar no meio de vocês dois pra saciar algum fetiche seu. Ou ‘tô errado?  

Bang Chan engoliu em seco de forma audível, sentindo o hálito quente de Minho tocar sua orelha ao que o mais novo riu baixinho. E bem, não era isso. Não era nada do que Minho havia falado, afinal, ele estava pensando em ver se Jisung e Minho iriam se resolver, não se enfiar no meio dos dois ou colocar Minho entre eles. Mas, bem, também não podia negar que a ideia era bem tentadora.  

Minho era incrivelmente gostoso, e numa brincadeira de girar a garrafa anos atrás, ele pode experimentar o que aquela boca de lábios bem desenhados conseguia fazer apenas com um beijo. E ainda tinha aquelas coxas fortes que Chan não ia reclamar de se sufocar no meio delas. Mas não era isso! De jeito nenhum era o que Chan queria resolver.  

– Não é isso, Minho... Eu só... Eu acho que vocês ficariam melhor como um casal, entende? Você conhece Jisung como ninguém, e sabe o que o faz feliz e o que o deixa triste. Você saberia cuidar dele da forma que eu não vou saber cuidar, e eu não quero magoar o pitico de forma alguma, então, se tiver um jeito de vocês tentarem e... Não sei, dar certo? E ele pode se apaixonar por você e assim eu saio do meio de vocês e não vou correr o risco de magoar ele e... 

– Bang Chan, você realmente está se ouvindo? – Minho perguntou ríspido, o cortando no meio de sua fala confusa. – Olha, eu entendo que você esteja inseguro, entendo de verdade, hyung. Mas pensa em tudo o que você acabou de me falar. Você não pode deixar essa insegurança tirar de você uma oportunidade de ser feliz assim.  

Chan desviou o olhar, sua garganta fechando e seu coração passando a palpitar com mais força. Ele sabia, bem no fundo, que era tudo uma desculpa esfarrapada. Uma desculpa para não tomar uma atitude, para não se deixar envolver ainda mais naquela paixão forte que estava sentindo. Era uma desculpa para não tentar ser feliz mais uma vez, e Minho fora inteligente e rápido em captar o que sentia e o que estava tentando mascarar.  

– Olha... Nós dois sabemos que nossos passados condenam, tivemos má sorte do amor algumas vezes e, infelizmente eu não consegui superar ainda. Mas eu sei que você tem tentado, hyung, e eu sei que o Jisung ajudou muito nisso de propósito ou não. – Chan acenou, sentindo as mãos de Minho procurar as suas, e ao encontrar, as entrelaçando levemente. – E no meio disso tudo, eu sei que você está apaixonado por ele e ele por você. E, sinceramente, depois de tudo isso que ele passou com o Lix, e de você estar do lado dele, eu acho um desperdício de tempo ficar pensando de forma tão negativa.  

– Eu só... Eu não quero magoar ele mais pra frente, Minho. Você sabe que a gente carrega muito dos nossos relacionamentos passados e mesmo sem querer, podemos fazer algo inconscientemente que vá magoar e... Eu não sei se estou pronto pra ver o Jisung se machucando por minha culpa.  

– Christopher Bang, me escuta! – Chan arregalou os olhos, e mesmo no meio do assunto sério e da confusão que ainda estava em sua mente, teve vontade de rir de Minho, da forma como ele havia falado seu nome e da fingida autoridade que tentou passar. – Para de pensar no futuro, tá bom? Só aproveita o momento, aproveita o que vocês dois tem e deixa as coisas acontecerem. Se você ficar pensando nisso, aí sim vai magoar o pitiquinho. Estamos entendidos?  

Chan acenou, e só então riu da seriedade de Minho, seus ombros caindo lentamente, como se um peso estivesse saindo deles.  

– Mas assim... – Minho continuou, aproveitando que o clima havia amenizado e voltando a sorrir malicioso, sua voz naquele tom divertido que fez Chan relaxar ainda mais. – Se você ainda quiser ir em frente com essa ideia de sexo à três, eu não vou negar.  

Não havia mais o que fazer a não ser rir de Minho e dar o assunto por encerrado, por ora.  


Notas Finais


serase o 3some vem? kk


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