História Tale as Old as Time - Capítulo 5


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Naruto Uzumaki
Tags Fnhbr, Naruhina, Naruto, Sbfernanda
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Palavras 2.137
Terminada Sim
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, gente!

Vamos começar a semana com capítulo, não é? Corri aqui nesse fim de domingo pra trazer mais um capítulo pra vocês! Fico cada vez mais contente em saber que estão gostando dessa história. Eu sei que algumas coisas estão indo "rápidas", mas é porque como é uma shortfic, o tempo precisa passar um pouco mais rapidinho. Fico muito feliz em saber que vocês estão entendendo e apreciando isso. Obrigada pelo carinho! <3

Capítulo 5 - Capítulo Cinco


Capítulo 5

Quando Naruto chegou em casa naquela noite, seus pais já haviam chegado e ambos estavam lhe esperando, sentados no sofá. Kushina estava de braços cruzados, fitando-o com uma expressão séria. Minato também estava sério, mas não parecia tão fechado quanto a esposa. No mesmo instante, Naruto sentiu receio, como há muito não sentia.

Naquele momento, Naruto não se lembrou de seu estado “especial”, de como tinha se sentido todos aqueles dias anteriores. Era como se tivesse voltado tudo ao normal. O que ele não sabia é que para aquelas pessoas, a única coisa que impedia a normalidade de acontecer constantemente, era o próprio Naruto.

― Posso saber por que da demora? Achei que íamos chegar depois de você ― obviamente, Kushina falou antes do marido e assim que viu o filho fechar a porta.

― Eu e Hinata paramos para comer e depois fui deixá-la em casa. Ela mora longe e eu não podia deixar que ela ficasse com fome, né? ― Apesar do sentimento que tivera, Naruto estava calmo como nunca, pois daquela vez estava certo e tinha conhecimento disso.

Tanto é que Kushina relaxou no mesmo instante, soltando os braços e suspirando. Ela tinha pensado em diversas coisas ruins, mas nenhuma incluía Hinata como companhia até então. Minato encostou-se no sofá, olhando para o filho com ainda mais atenção, sabia que a esposa em breve falaria alguma coisa e não errou quando, no momento seguinte, ela apontou para a poltrona à frente deles e disse:

― Filho, sente-se, por favor.

Naquele momento, Naruto temeu. Ele não tinha feito nada demais, mas seus pais teriam uma conversa séria com ele mesmo assim. Caminhou, vacilante, até o local indicado, a todo instante encarando os pais.

― Você gostaria de nos falar alguma coisa sobre a Hinata?

― O que? ― Naruto não fingia estar surpreso, ele realmente estava. ― Vocês sabem alguma coisa dela que eu não sei? Se sim, me falem logo, porque eu convidei ela pra ir ao baile de máscaras da escola e não quero acabar passando vergonha porque ela esteve esse tempo todo armando alguma coisa.

― Não! Calma, filho! ― Kushina se desesperou junto com o filho e olhou para Minato em busca de ajuda. Ela não era boa com conversas como o marido era.

― O que eu e sua mãe queremos saber é sobre os seus sentimentos com relação a Hinata, filho. ― Minato esperou um pouco mais, vendo a expressão de Naruto mudar para surpresa. ― Nós notamos o quanto você mudou na presença dela e também o quanto isso lhe fez bem. Agora sabemos que a convidou para o baile, mesmo sem saber se já terá feito a cirurgia até lá... Bem, acho que isso responde nossa pergunta e cria outra.

― O que? Qual? ― dessa vez, Naruto e Kushina perguntaram junto. Minato riu baixo. Às vezes, sua esposa era tão lenta quanto o filho. Eles eram mesmo muito parecidos.

― Que Naruto sente alguma coisa por essa menina, é inegável. ― Novamente ele observou o filho, que parecia ainda mais surpreso. ― Mesmo que até então ele não tenha pensado sobre isso, não é mesmo? Mas a pergunta que fica para que o Naruto passe a pensar agora é: o que exatamente é esse sentimento? Amizade? Algo a mais?

­― Naruto, não ouse não saber o que sente por ela e depois partir o coração da menina! ― Kushina se virou rapidamente para o filho, apontando o dedo para ele. ― Ela é uma moça maravilhosa e não merece ter o coração partido.

― Ei, o seu filho sou eu! ― protestou o rapaz.

― Você gosta de partir corações que eu já vi ― justificou a mulher, dando de ombros. ― Estou falando sério, filho, você ainda não notou?

― O quê? ― Ele estava ficando cansado de toda hora perguntar aquilo.

― Que Hinata... ―  começou Kushina, mas foi interrompida pelo marido, que colocou a mão em seu braço.

― O que acha de amanhã, quando ela vier lhe dar aulas, você observar como Hinata se comporta com você? Não espere ver os mesmos sinais que as outras meninas que você conhece, mas observe-a e lembre-se que ela é diferente. Pode descobrir o que ela realmente sente assim.

Minato disse aquilo de forma enigmática para que o filho pudesse observar melhor a menina e, assim como descobrir os sentimentos dela, pudesse descobrir os próprios. O homem, mesmo que nunca tivesse ficado muito tempo com os dois, já tinha visto como a menina se comportava com o filho. Podia estar errado, mas tinha quase certeza dos sentimentos dela.

O casal se levantou, Kushina deu um beijo na testa do filho e Minato um tapinha carinhoso em seu ombro. O rapaz, por outro lado, ficou ali sentado, olhando para a parede e pensando em tudo aquilo. Não dormiria direito aquela noite, pois realmente não tinha pensado em nada daquilo, mas seus pais trouxeram esses pensamentos e, agora, ele não conseguia mais deixar de lado.

O que ele sentia sobre Hinata? E como ela se sentia sobre ele? Ansiava pelo dia seguinte, como há algum tempo não acontecia.

 

Quando Hinata chegou à casa Namikaze no dia seguinte, Naruto estava de pé, a esperando. Tinha uma bandeja nas mãos e assim que a viu, sorriu. Ele, que antes não gostava mais de sorrir por achar que ficava mais horrível, agora sorria o tempo todo para ela. Essa foi uma das coisas que fez o rapaz perceber o que sentia na noite anterior.

― Ocasião especial? ― Hinata perguntou, abrindo um pequeno sorriso sem graça. Ele não sabia como interpretar aquilo.

― Não, só para lhe agradecer em me acompanhar ontem e também por ter aceitado ir comigo ao baile. O que acha de comermos lá fora? ― Hinata se distraía demais quando estava na biblioteca e naquele dia ele a queria prestando atenção e interagindo consigo.

― Claro! O dia está lindo! ― Não estava calor, mas o céu estava azul e o vento delicioso. Hinata estava feliz por ele sugerir aquilo.

Ambos caminharam para o lado de fora, para a mesma varanda do início das aulas. Hinata levou a mochila do rapaz, já que ele se preocupava em equilibrar copos e uma jarra de suco na bandeja.

Assim que se sentaram nas cadeiras e Naruto terminou de arrumar as coisas em cima da mesa, começaram a comer. Hinata o servia, se sentindo muito mais à vontade do que nas últimas vezes que estivera ali. E ele a observava a todo instante, buscando os tais sinais que seu pai havia dito. Por que era tão difícil ver alguma coisa?

Hinata não flertava, não ficava mexendo no cabelo e dando risadinhas, nem mesmo o olhava nos olhos durantes muitos segundos, piscando-os de forma sugestiva. Ela não era nada sugestiva!

Mas aí se lembrou que seu pai tinha dito que ela não iria agir como as outras, que ele não esperasse isso. Como saberia então? Não estava acostumado com isso.

― Sabe, tenho uma coisa para confessar ― ele começou a puxar assunto. ― No início eu lhe trazia aqui para fora para que você se distraísse com a beleza do jardim e não percebesse a minha aparência. Idiotice, porque é impossível não perceber a minha aparência...

― Sim, até porque eu explicava a matéria para você. ― Hinata riu, fazendo com que Naruto ficasse confuso. ― O lugar é lindo, Naruto, não tem como negar, mas o fato de você estar com o rosto machucado não lhe faz alguém desprezível.

Ela abaixou o olhar e suas bochechas ganharam uma tonalidade rosada. Foi impossível para Naruto não achar aquela reação encantadora.

― Você não deixou de ser bonito, Naruto. Só está machucado ― ela dissera aquilo tão baixo que o rapaz quase não conseguiu ouvir. Assim que o olhar de Hinata levantou, ele viu o rosto bem mais vermelho. ― Acho que deixou isso afetar sua autoestima, mas não deveria, afinal, você ainda é o mesmo.

― Não sou. ― Se havia uma certeza em Naruto, é que aquele tempo, ainda que pouco, tinha lhe mudado. ― Passei a ver as coisas de forma diferente. Acho que você é responsável por me ajudar nisso.

― E-eu? ― Hinata gaguejou e Naruto sentiu vontade de a abraçar, mas apenas sorriu, afirmando com a cabeça. ― Eu não fiz nada.

― Você me tratou como sempre. Lembro de você na escola, sempre muito prestativa. Não éramos amigos lá, mas sempre estava sendo gentil e me olhava com carinho. Isso nunca mudou, nem quando eu era arrogante e pensava que você estava aqui para rir de mim.

― Eu sabia que você estava infeliz por estar nesse estado e por seus amigos não entenderem isso. Quem eu era para lhe julgar por isso? Mas fico feliz por ter lhe dado confiança de ser quem quer ser.

― Obrigado, Hinata! ― Naruto esticou a mão e pegou a dela sobre a mesa, apertando com carinho. ― Você fez muito mais que isso. Fez com que eu me sentisse normal de novo. Estou feliz por ter tido a chance de lhe conhecer e me tornar seu amigo. Por que agora você vai ter que me aturar também na escola quando eu voltar.

O coração de Hinata acelerou com a promessa. Ser amiga de Naruto poderia ser uma tortura para o seu coração, mas era um também um sonho realizado, pois poderia estar perto dele. Tinha se acostumado com a sua presença e saber que não a perderia futuramente lhe alegrava.

 

Os dois tinham estudado bastante no resto do dia e, vez ou outra, Naruto a tinha pegado o olhando com um sorrisinho nos lábios. Hinata não era clara com seus sentimentos, mas quando pensava que não era observada, ela deixava esses sentimentos transparecerem. Ele poderia estar errado, pois não a conhecia tão bem e estava acostumado com outros tipos de meninas, mas desconfiava que Hinata tinha sentimentos um pouco além de amizades para com ele.

Mas e ele?

Quando seu pai chegou, a Hyuuga já havia ido embora, por isso o abordou assim que a porta foi fechada. Os dois seguiram para o quarto do rapaz e se sentaram frente a frente. Naruto estava na cama, enquanto Minato ficou sentado na cadeira junto à escrivaninha.

― Deixe-me adivinhar... Você percebeu o que a moça sente.

― Sim, mas eu ainda não sei o que sinto. Ela é diferente das demais. É tímida e não demonstra seus sentimentos, a não ser quando pensa que eu não estou vendo.

― Já pensou que ela pode ter medo de ser rejeitada? Você era o rapaz mais popular da escola e nem olhava pra ela, filho.

― Eu não... Não tinha pensado nisso! ― Naruto bateu a mão esquerda na testa e se jogou para trás. ― É claro! Tudo o que ela sempre disse faz todo o sentido. Mas, pai, será que ela arriscaria algo comigo?

― Acho que o que depende aqui é se você arriscaria algo com ela mesmo quando não estiver com o rosto machucado. As pessoas voltarão a se aproximar e você vai voltar a ser popular, provavelmente.

― Essas pessoas são falsas. Tenho meus amigos que não se afastaram e são os que bastam.

­― Você vai continuar pensando assim quando tudo voltar ao normal? ― Minato conhecia o filho, sabia que ele tinha um bom coração, mas também sabia que ele se deixava levar pela popularidade. Esperava que ele mudasse isso.

― Eu acho que sim... ― Mas como poderia ter certeza?

― Bem, eu tenho uma notícia para lhe dar. E agora tenho uma proposta também. Pode ser? ― Esperou que o filho concordasse e se sentasse para o ouvir. ­― Ligaram da clínica e disseram que seus exames de ontem foram muito satisfatórios e que como sua fisioterapia só progrediu, você está apto para a cirurgia plástica. Será já na semana que vem.

― Sério? Pai, eu vou poder ir ao baile de máscaras sem medo de mostrar o rosto! Minha vida vai voltar ao normal mais cedo do que eu imaginava!

― Exatamente. Então agora virá a minha proposta. Sua vida vai “voltar ao normal”, como você diz, e você poderá analisar bem como se sentirá sobre Hinata, levá-la ao baile da escola e, principalmente, a ter uma chance com ela. Não magoe essa menina, ela realmente gosta de você.

― Vou fazer isso, pai. Obrigado.

Por mais que tivesse achado a saída dada pelo pai a mais correta, Naruto tinha certeza que não mudaria de ideia. Ele se sentia diferente em relação à Hinata. Só de imaginar como seria tocar os lábios dela com os seus, sentia algo em seu interior queimar. Aquela doçura e força o tinham encantado. Será que sua aparência poderia mudar aquilo? 


Notas Finais


Como a minha rotina semana está uma loucura, o próximo capítulo será postado apenas na sexta-feita, ok? E aí o último capítulo eu posto no domingo novamente, combinado?

Espero que tenham gostado.
Até o próximo!


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