História Tales of an Empty Girl - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Baseado Em Fatos Reais, Drama, Romance, Triste, Vazio
Visualizações 13
Palavras 1.667
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Esporte, Famí­lia, Festa, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


~~°~~ Yooo anjos, aqui quem fala é a Gaby, estou aqui para postar a fanfic que vocês tanto ama - ou não - Tales of an Empty Girl *Palmas* (sqn)

~~°~~ Não demorei tanto para postar dessa vez, esse capítulo já estava escrito a uns dois dias, mas, como a linda pessoa que sou, que tem uma autoestima baixíssima, acabei ficando com medo de postar, mas aqui estou eu, não é mesmo? Não sei se vocês gostam dessa fanfic, espero que sim, ela é relativamente sem sal, mas... não sei, gosto de escrever ela :p

~~°~~ Para aqueles que viram, ou não, estou de capa nova, Khi-chan vai me comer viva, eu vou ser espancada e morta, então se vocês ficarem sem capítulo, já sabem. Mas eu tive que trocar porque aquele modelo tava bugando tudo e... sei lá (-.-
(Não me mateeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee)

~~°~~ Logo logo a história vai tomar um rumo mais interessante, eu acho... por enquanto é só o básico do básico sushusahsa

~~°~~ Acho que é só isso que tenho a dizer, espero que gostem do capítulo e até as notas finais, anjinhos!

Capítulo 3 - Chapter 2


Fanfic / Fanfiction Tales of an Empty Girl - Capítulo 3 - Chapter 2

"Pena e nojo… são as únicas coisas que eu sinto por você. Os sorrisos desmerecidos, falsos amigos. Sem maneira de curar. De ajudar. De voltar a ser o que era antes, se você já foi boa. Tenho nojo da sua existência. Ela é repugnante. Desnecessária. O ódio que eu sinto… o nojo que eu sinto… são fruto do que você fez, você causou… e isso, apenas por ser… você."

 

30 de maio

    Enquanto a dupla, Kayla Lin Louis, garota de cabelos longos cinzentos, praticamente pretos, ondulados, olhos negros que transbordavam de maldade, porém escondido pelo falso brilho de amizade e compaixão. Era alta, possuindo um metro e setenta e três, ótima nos esportes e vivia se gabando por tal, apesar de ser péssima nos estudos. Fazia parte da minha sala e eu a odiava, no começo do ano podíamos ser amigas, mas tudo mudou e meus olhos foram abertos para a realidade.

    Quanto mais perto elas chegavam, mais memórias surgiam na minha mente.

    “— Ashley, é sério, eu estou com medo — Dizia Kayla Lin para mim enquanto estávamos na fila para a montanha russa.

    — Vamos lá Kay, vai dar tudo certo, eu já fui, nem dá medo — Sorri para minha melhor amiga, tentando dar-lhe confiança.

 

 

    — Kay, o trabalho de química pode ser em casa, eu tenho todos os materiais, você só tira as fotos e nós dividimos os custos e você imprime por que minha impressora está sem tinta e minha mãe não pode comprar porque é muito caro, tudo bem? — Perguntei para a morena maior que se distraia com as unhas, aqueles dias ela vinha estando muito estranha

    — Claro, claro, Ashley, vou estar lá, você já tem todos os materiais que vamos precisar? Não quero que falte nada — Disse ela, rabiscando alguma coisa no caderno.

    — Sim, tenho tudo, que dia vamos fazer? — Perguntei me animando minimamente.

    — Não sei, que dia podemos? — Perguntou, não olhava para mim e seu tom era quase indiferente, estava estranha.

    — Posso terça depois do crossfit, quarta e quinta depois do crossfit — Disse calmamente.

    — Só posso segunda, vai ser segunda, na sua casa, às três — Ordenou ela.

    — M-mas… — Tentei argumentar, porém, ela me cortou.

    — Se não for esse dia, esse horário, não posso e ficaremos sem trabalho — Sorriu sarcasticamente para mim, minha vontade era de dizer para ela que faria o trabalho sozinha, porém seria eu a culpada no final, decidi me calar, e sai de cabeça baixa.

 

 

    — Ashley, eu fiz tudo daquele trabalho, eu fiz tudo, você não fez nada, não pode me questionar, você tem que imprimir — As palavras eram em um tom cruel e duro. Rasgavam minha alma. Ela sabia, sabia que me deixaria com o sentimento de culpa e eu teria que fazer tudo, novamente. — Eu que sempre faço tudo nos nossos trabalhos, você só fica olhando ou dando sua opinião que não vale nada, eu estou com as fotos, posso tirar seu nome do trabalho — O sorriso que ela deu era de cinismo puro, como se tivesse ganhado algo. E ela tinha, estava derrotada, a culpa iria me consumir então… apenas aceitei com um acenar de cabeça”

    E era sempre assim, ela brigava comigo e eu ia me desculpar, odiava quaisqueres brigas com os outros, sempre me submetia a humilhação das desculpas. Eu sempre fui e sempre serei a culpada de tudo, me conformei com isso a tempos, me acostumei a ser pisada e usada.

A segunda Kayla chegava ao lado de Kayla Lin, com seus cabelos presos em duas tranças laterais que contrastavam com seu belo rosto e olhos castanhos claros, os cabelos eram longos e castanhos escuros, moldavam e casavam muito bem com seu rosto e corpo, que era repleto de curvas que, por sinal, ela fazia questão de acentuar com roupas provocativas. O que, agradecia, pelo uniforme não deixar.

Kayla Moore não tinha o melhor dos históricos, havia sido expulsa do último colégio que estudara, depois de um tempo convivendo com ela percebi que não era a pessoa ideal para eu me envolver.

    Moore, apelido dado pelas garotas para Kayla Moore, sentou-se - lê-se, jogou-se - no banco, justamente do meu lado. O sorriso falso surgiu na minha face quase que instantaneamente.

    — Que que tá pegando galera? — Moore perguntou desleixadamente, apoiando-se em meu ombro, tive vontade de empurrar ela, odiava que se apoiassem em mim, ao menos aqueles que não gostava, ou não tinha intimidade o bastante.

    Do outro lado da mesa Kaylin, apelido dado a Kayla Lin Louis, sentou-se ao lado de Kat.

    — Agora vocês podem sorrir, nós chegamos — “Como se o mundo girasse em torno de vocês, como se vocês fossem tão especiais. Ingênuas” pensei assim que ela terminou a frase e quebrou um pedaço do cookie de Mary, que protestou.

    — Ah, não estávamos fazendo nada de interessante — Respondeu Mary, virando-se de lado para que Kaylin não roubasse mais seus cookies, era seu único doce.

— Na verdade estava prestes a comentar — Emy começou. — Ash, você anda comendo muito pouco, não acha? — Perguntou, eu fiquei um pouco tensa, havia tempo que não tinha vontade de comer, mas comia forçadamente.

    — Não, Emy, eu tô comendo bem, é só coisa da sua cabeça — Sorri amarelo, mordendo novamente meu snickers.

    — Sei — Não se deu por vencida. — Estou de olho em você, Ashley Black — Enquanto dizia, estreitou os olhos com seu “Judgment look”°.

    — Ei, me dá um pedaço? — Moore pediu, queria negar e mandar ela comprar o próprio, mas ela viria com drama, Kaylin brigaria comigo por ser “chata” e “não dividir” e o ciclo continuaria, decidi, então, ceder um pedaço.

    — Pode pegar — Estendi-lhe o doce, porém, o pedaço que ela pegou, levou quase todo meu doce.

    Suspirei baixo para não ser notada e terminei de comer meu snickers.

    De dentro do meu bolso tirei um embrulho vermelho em forma de meio coração, era um bombom de morango envolto por creme de leite condensado e chocolate, um dos doces que eu mais amava, o abri cuidadosamente e um sorriso nasceu em minha face ao observar o bombom. Porém, antes que pudesse levá-lo a boca, Moore pegou-o de minha mão.

    — Uhh isso parece muito bom — A garota observou o doce, quase babando. — Me dá um pedaço? — Pediu esperançosa.

    — Não, Kayla, você já pegou um pedaço do meu precioso snickers — Disse, afastando ela do meu ombro.

    Antes que pudesse pegar o bombom de volta a garota fez algo inacreditável, passou a língua pelo doce todo. O nojo surgiu no fundo de meu âmago e ficou preso na garganta, junto ao bolo que se formava a anos.

    — Vai querer mesmo? — Sorriu cinicamente, estendendo o doce pra mim. Bufei, tentando me controlar. A raiva começava a me consumir, isso não era bom, não podia fazer algo precipitado e estava tentada a quebrar a cara dela, mas não faria isso, não era certo.

    Levantei-me de supetão, fazendo as garotas que conversavam, me olharem.

    — Vou ao banheiro — Minha voz saiu rouca e a raiva era quase visível, mantinha a feição impassível, sem expressão, não demonstraria minha raiva, minha fraqueza, não daria o gostinho de saber que me atingiam a elas.

    Sai da mesa às pressas, pisando duro, a cabeça quente, tinha que fazer algo para me acalmar. Suspirei baixo, me dirigindo ao banheiro.

    Antes que entrasse no local, senti uma mão em meu ombro.

    — Ei, Ash, o que foi? — Virei-me, dando de cara com Mary.

    — Não é nada Mary, só estou de cabeça quente — Respondi, entrando no banheiro.

    — Hmm… foi pelo que a Moore fez? — Perguntou-me de forma inocente. — Aquilo foi muita mancada, admito, ela já havia feito isso comigo, mas não fique estressada com ela, não se rebaixe ao nível dela — Disse-me enquanto eu abria a torneira e molhava meu rosto com a água gélida que escorria.

    Apoiei-me no mármore ao lado das pias, encarando meu reflexo cansado no espelho. Fiquei por um tempo me encarando, pensando no que havia feito para aquelas duas zombarem tanto.

    — Mary, eu não aguento mais aquelas duas — Disse quase em um sussurro, dando um leve impulso para trás e ficando ereta. — A Kayla não tem limites, ela acha que tudo é permitido, isso me irrita — Disse enquanto secava o rosto. — A Kayla Lin só sabe brigar comigo, você sabe, eu te mostrei a conversa — Disse me referindo a conversa que eu e Kayla Lin tivemos dias atrás, onde, novamente, eu me humilhei, pedindo desculpas.

    — Sim, Ash, mas não tem como se livrar delas — Mary aconselhou enquanto saia do banheiro e ia comigo até o bebedouro.

    — Eu sei, mas às vezes eu só queria um tempo de todos esses problemas, queria ser apenas uma aluna normal, em uma escola normal, amiga de pessoas normais e sem essas pessoas problemáticas — Suspirei, sabendo que aquilo era impossível.

    — Você sabe que não dá, né? — Mary perguntou, colocando água em um copo.

    — Eu sei, mas não queria ser a nerd, a garota inteligente que tem um vocabulário diferente — Suspirei cansadamente ouvindo o sinal tocar.

    — Vamos voltar para a sala, Ash — A loira me chamou, bagunçando meu cabelo como se fosse uma criança. — Quem sabe um pouco de matéria pro seu cérebro não te faz esquecer os problemas? — Disse ela, rindo.

    — Claro, claro, Mary — Revirei os olhos, começando a andar junto a loira de volta para a sala.

    Chegando na sala, me dirigi a meu lugar, sentando-me confortavelmente e arrumando meu material para a próxima aula.

    — Ash, você sumiu no recreio, pensei que tinha morrido naquele banheiro, mulher — Kat chegou junto a Emy. As duas sentaram em mesas aleatórias ao meu lado.

    — Que nada — Sorri forçadamente. — Só fui lavar o rosto e, aliás, a Mary estava comigo — Procurei meu fichário na bolsa, tirando-o de lá.

    — Você estava estressada, já tá melhor? Esses dias você anda se estressando com facilidade — Disse Emy.

    — É, daqui a pouco já está pior que a Emy, que é o demônio em pessoa — Kat provocou, levando um tapa de Emy.

    — Só ando estressada com umas coisas, nada demais — Tranquilizei-as.

    Todos começaram a se dirigir aos lugares, sinal que o professor havia chego. Suspirei, mais aulas me aguardavam.

 


Notas Finais


Judgment look°
É um olhar dado com o intuito de acusar alguém de algo ou culpá-la, geralmente desconfiando dela. Emy costuma usar muito esse olhar no seu dia-a-dia.

~~°~~ E é isso, espero que tenham gostado...

~~°~~ Não tenho muito o que falar aqui, espero suas opiniões... bem... Khi-chan, não me mate... e... é isso

~~°~~ Até a próxima e beijinhos da Black


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...