História Tales of The Lightwood-Bane Family - Capítulo 2


Escrita por: e morgenddario

Postado
Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Tags Lightwood Bane, Malec, Sizzy
Visualizações 56
Palavras 5.695
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


oie

Capítulo 2 - 2: The Dinner for Max's Girlfriend


Fanfic / Fanfiction Tales of The Lightwood-Bane Family - Capítulo 2 - 2: The Dinner for Max's Girlfriend




— Não deixem a tia Izzy chegar perto da cozinha, preciso que seja um jantar legal para a Emi. — Max pediu baixinho, quase implorando entrando no quarto dos pais. — Mas se ela perguntar quem não deixou, vou falar que foram vocês.

Alec levantou uma sobrancelha para ele e Magnus apenas riu alto, terminando de abotoar a blusa do marido.

— Não se preocupe, querido. Quem vai fazer a comida sou eu.

Max deu um suspiro aliviado se apoiando no batente da porta, os cachinhos azuis caindo em seu rosto.

— A tia Izzy acabou de ligar da portaria, todo mundo já está subindo. — Rafe apareceu na porta do quarto e bagunçou ainda mais os cabelos do irmão. — Tá bonitão pro jantar da sua namorada falsa.

— Falsa é essa sua barba, seu idiota — Max rebateu entediado — porque não vai buscar o Steven em vez de ficar me atormentando?

— Porque ele já tem um motorista — Rafe respondeu dando de ombros. Ele adentrou mais o quarto dos pais e ajeitou a jaqueta de couro preto que usava.

— E você não deveria buscar a Emily, Max? — Alec perguntou enquanto Magnus terminava de ajeitar sua camisa.

— As mães dela vão trazê-la — Max respondeu tentando controlar a voz e adentrou o quarto também, empurrando Rafe da frente do espelho.

Max se olhou de cima a baixo no mínimo quinze vezes em um minuto. Usava uma calça jeans com alguns rasgos no joelho, tênis, e uma camiseta preta com uma estampa aleatória em azul na frente. Seus cabelos estavam bem azuis, pois havia retocado a tinta recentemente. Estava bem, tirando o fato de sentir que iria vomitar a qualquer momento. Era a primeira vez que traria uma namorada em casa, era a primeira vez que tinha uma namorada.


Um barulho na porta se fez presente e os quatro viraram a cabeça, mas antes que alguém pudesse se mexer, Max já tinha disparado pelo corredor gritando por Isabelle.

— Tia Izzy!

Isabelle abriu os braços assim que Max abriu a porta para eles, abraçando o sobrinho pelos ombros, deixando beijinhos em seu rosto.

— Oi meu smufinho. — ela sorriu, limpando a marca de batom vermelho na bochecha dele.

— Oi outros membros da família. — Max sorriu docemente abrindo  porta para todos passarem.

Magnus passou por eles negando com a cabeça, Max parecia nervoso apesar de continuar suas gracinhas de sempre. Realmente o lembrava Alec da primeira vez que o apresentou para Isabelle e Jace.

— Não criamos você assim, Maxwell. — disse com falsa decepção e seguiu para a cozinha ouvindo Simon rindo da sala.

— Mamãe disse que vai se atrasar um pouco, o trânsito está horrível. — Izzy avisou, se jogando no sofá depois de deixar um beijo no rosto de Rafael e Alec. — Você e Magnus por acaso proibiram Max de ir na minha casa? Ele só apareceu lá quatro vezes essa semana.

— Senti falta do meu irmãozinho. — Thalia zombou se sentando ao lado da mãe.

Sua prima parecia uma mistura muito harmoniosa de Izzy e Simon, até mesmo em suas roupas, metade nerd, metade aspirante a estilista com suas blusas de saga e calças de couro e salto.

— Não venha roubar meu irmão, Thaly. — Rafe reclamou. — Eu estou vendendo ele, podemos negociar o preço depois. Ele é vacinado e arruma a cama todos os dias de manhã.

— Sinto muito Rafe, mas não quero nem de graça — Thalia deu uma risada gostosa, enrolando o dedo em uma mecha de cabelo castanho.

— Espero que esteja claro que eu só aguento vocês porque ainda preciso de um lugar para morar — Max declarou se sentando em uma poltrona, com o interesse tomado pelos fios do rasgo em sua calça.

— Vocês não têm jeito — Isabelle murmurou se levantando do sofá — vou ver se Magnus precisa de ajuda.

— Não! — Max praticamente pulou da poltrona. Isabelle o olhou com as sobrancelhas arqueadas — é que... eu preciso de ajuda para escolher uma roupa para vestir, tia.

Todo mundo sabia que era mentira, mas ninguém disse nada. Qualquer coisa para manter Isabelle longe da cozinha era válida.

— Mas você já parece pronto.

— Mas eu não gostei dessa roupa — Max disse com um sorrisinho meigo e desesperado.

— Tudo bem, vamos — Isabelle deu de ombros e logo os dois sumiram pelo corredor.

— Pois é família, não vai ser dessa vez que vamos morrer intoxicados — Rafe comentou em um suspiro fraco e distraído.

— Não deixe sua tia ouvir você falando isso — Alec disse com o olhar preso em seu celular.

— E eu lá sou doido a esse ponto? — questionou Rafe, tirando uma risadinha do pai. Ele se virou para Thalia, que estava limpando a lente do óculos com um lencinho — e então Thalia, onde está a sua namoradinha?


Thalia deu um sorriso bobo erguendo o celular para Rafael ver uma foto dela com a namorada no papel de parede, era uma garota ruiva muito bonita.


— Ela não é a coisa mais linda que você já viu? Daqui a pouco ela chega aqui, ela só tá esperando o Uber.


— Sério. Você e Max acharam um desses sites que alugam namoradas para famosos?


A garota revirou os olhos, voltando a olhar para os celular, Alec deu um sorriso para o filho e deu um tapinha em seu ombro.


— Deixe as crianças, Rafe.


O garoto soltou uma risada, enrolando a manga da camisa até os cotovelos.


— Vou ajudar o papa na cozinha.




— Você parece nervoso. — Izzy comentou, sentada na cama de Max enquanto ele revirava algumas gavetas no armário.


— Emily é a primeira garota que vou trazer para casa, e vocês chamaram a família inteira para presenciar esse momento. É claro que estou nervoso, tia.


A mulher deu um sorriso, dando uma batidinha no colchão ao seu lado, Max se sentou ao lado dela, colocando a cabeça em seu ombro.


— Vai dar tudo certo, querido. O máximo que pode acontecer é sua vó mostrar fotos suas nu para ela.


— Eu sei mas... — Max continuou com a cabeça no ombro da tia mas se levantou subitamente, a olhando. — espera, a vovó não faria isso, faria?


Isabelle caiu na risada e passou a mão pelo rosto enquanto Max revirava os olhos.


— É claro que faria, até parece que você não conhece sua avó — declarou ela, se forçando a parar de rir — mas não é nada demais, Max, jantar em família alguém sempre precisa passar vergonha. Vai dar tudo certo, meu anjo, se a garota gosta mesmo de você não vai ser uma foto de você sem roupa que vai mudar isso. Até porque eu tenho certeza que ela já te viu sem roupa pessoalmente.


Max ficou branco depois virou um tomate, olhando para a tia com os olhos arregalados.


— Eu não sei do que você está falando.


— Eu não sei porque você está negando — Isabelle suspirou e bagunçou os cabelos do sobrinho antes de se levantar e ir até o armário dele. Ela pegou uma camisa xadrez que estava pendurada e estendeu para Max — aqui, coloque isso por cima da camiseta.


Max pegou a camisa e se levantou também. Vestiu a peça e deu um sorriso em frente ao espelho. Ficará realmente bom.


— Você está ótimo, Max. Não precisa ficar assim tão preocupado. — Izzy segurou os ombros dele sorrindo. — Rafe já trouxe o namorado para esses jantares e deu tudo certo.


— É. Acho que eu só tô pirando atoa. — ele suspirou, enlaçando o braço com o da tia e seguindo para a sala. — Vai ser divertido, vai ter tanta gente que não vai nem dar tempo deles me envergonharem.


Izzy se sentou no sofá ao lado do marido assim que chegaram na sala, beijando sua bochecha, Max se sentando no braço da poltrona da prima.


— Certo pessoal, Maryse Lightwood está subindo. — Magnus anunciou entrando na sala, as duas sobrancelhas erguidas em diversão. — Steven também está lá embaixo, então só precisamos que as namoradas de vocês dois cheguem.


— A Skyllyn já está a caminho — declarou Thalia, olhando para seu celular.


— E a Emily, Max? — Magnus perguntou calmamente, e se sentou no braço da poltrona onde Alec estava sentado.


— Está saindo da casa dela.


Antes que mais alguém pudesse cogitar falar alguma coisa, a porta da frente se abriu de supetão e Maryse Lightwood adentrou o apartamento com um sorriso brilhante.


— Meus meninos! — ela exclamou abrindo os braços.


Por um momento de ilusão Magnus e Alec cogitaram que ela estava falando com eles, mas não demorou muito para Rafe e Max estarem nos braços da avó.


Maryse olhou sob o ombro de Rafe e fez um sinal com a mão para Thalia, que imediatamente se juntou ao abraço.


Eles se separaram e Rafe foi até a porta com um sorriso, onde Steven estava parado. Os dois mal falaram oi e já estavam aos beijos.

Maryse olhou para os dois trocando beijos um pouco vorazes demais para o horário e então se virou para Magnus e Alec, com um olhar de repreensão.


— Estão vendo? Isso é resultado de vocês dois fazendo barulho para meus netos escutarem, eles perdem toda a inocência deles.


Alec fez uma cara de ofendido, pegando o casaco na mão da mãe.


— Boa noite pra você também, mãe. Como foi a sua semana?


— Você saberia se tivesse me ligado, seu ingrato. — Maryse reclamou, beijando a bochecha de Alec e deixando uma mancha vermelha de batom. — Magnus, meu querido!


Ela abraçou Magnus rapidamente, deixando um beijo em sua bochecha também e então foi até Izzy e Simon no sofá abraçando os dois.


— Max, você continua pintando seu cabelo assim? Vai acabar destruindo seus cachinhos.


— Eu hidrato eles toda semana, vó. Vai dizer que tá feio?


— Como se você pudesse ficar feio de algum jeito, Max. — ela sorriu. — E a sua namorada? Deveríamos começar esse jantar, ela não está atrasada?


— Na verdade, faltam quase meia hora pra hora marcada. — disse Simon sem desviar os olhos do joguinho do seu celular.

— Como você consegue passar essa fase tão facilmente? — reclamou Thalia, olhando Simon jogar — eu estou parada aí a séculos, papai.


— É prática, querida — Simon declarou com um sorriso.


— Rafe pare de engolir o Steven, ele precisa da cabeça dele, sabia? — disse Max, olhando os dois rapazes que ainda se beijavam.


— Vá atrás da sua namorada invisível, Smurf — Rafe resmungou e entrou com Steven, que cumprimentou todo mundo ali.


O celular de Thalia apitou e ela o olhou. Seu rosto se iluminou e ela correu porta a fora.
Minutos depois voltou de mãos dadas com uma garota ruiva, que usava um vestido florido.


— Olá Skyllyn — Magnus foi o primeiro a cumprimentar a garota.


Ela deu um sorriso e cumprimentou as outras pessoas até se sentar no sofá ao lado de Thalia.


— Parece que você levou um bolo, Max — Rafe provocou, deitando a cabeça no ombro de Steven.


— Rafe... — Alec repreendeu o filho.


— Certo, desculpe Max. — Rafael colocou o braço livre ao redor dos ombros do irmão e beijou o lado de sua cabeça. — Tô só brincando, smuf. Sabemos que você paga muito bem pra ela te deixar na mão.


Max resmungou um palavrão empurrando o irmão de leve para Steven.


— Ria enquanto pode, palhaço.


— Max, olhe o palavreado. — reclamou Maryse. — Eu me lembro da vez que Isabelle disse o primeiro palavrão, foi tão engraçado mas eu tive que fingir que não foi e colocar ela de castigo.


Todos na sala soltaram uma risada ao ver Isabelle revirar os olhos com carinho para a mãe.


— A Emily e as mães dela chegaram, eu devia descer pra buscar elas lá em baixo, papa? — Max perguntou um pouco desesperado para Magnus.


— Só peça para o porteiro deixar subir, Max. — ele se levantou bagunçando o cabelo dele. — não se preocupe, vamos nos comportar.


— Esse é o meu medo — resmungou Max e voltou a atenção para o interfone.


— Simon, guarda esse jogo — disse Isabelle, dando um tapinha na mão do marido.


— Mas ele está quase passando de fase, mamãe — protestou Thalia.


— Está tudo bem querida, eu passo depois — Simon guardou o celular e deu um sorrisinho para a filha.


Batidas na porta ecoaram e Alec se levantou alarmado porque tinha quase certeza que Max iria desmaiar.


— Ok, Max, é só sua família — Max sussurrou baixinho para si mesmo — para todos os efeitos você é adotado.


Ele abriu a porta e seu rosto iluminou no mesmo instante. Uma garota baixinha de cabelos rosas estava parada ali com um sorriso. Emily estava com os cabelos presos em um coque frouxo e usava uma saia preta com uma fileira de botões, uma camiseta vermelha um pouco mais curtinha, escrito "first of all... NO!". Ela ajeitou os óculos redondos e modernos e se jogou nos braços de Max.
Atrás dela vinham duas mulheres, uma de olhos puxados e cabelos pretos e a outra loira dos olhos azul esverdeado. Eram Aline e Helen, as mães de Emily.
Max deu um selinho em Emily, cumprimentou as duas e se afastou para que todo mundo pudesse vê-las.


— Gente, essa é a Emily — declarou ele com um sorriso, entrelaçando seus dedos com os da garota.

A garota deu um sorrisinho para eles, que retribuíram com cumprimentos animados.


— Essas são as mães da Emi.


Aline se inclinou para apertar a mão de Alec e Magnus, a esposa sorrindo atrás dela.


— Obrigada pelo convite, foi muito gentil.


— Vocês são muito bem vindas, Max não para de falar sobre a Emily desde que se conheceram. — disse Magnus.


— Papa!


Rafael apareceu em um pulo ao lado dos pais, um sorriso inocente no rosto.


— É muito bom conhecer vocês. — ele indicou o caminho da sala para as mães de Emily e então se virou para ela, sussurrando: — Se você estiver sendo obrigada a namorar o Max, pisque duas vezes, prometo te ajudar.


Max revirou os olhos, dando um peteleco na cabeça do irmão, mas a menina riu alto.


— Tudo bem, ele me pagou muito bem para está aqui.

— Viu, pai? — Rafe se virou para Alec que sorria — eu avisei.


Max revirou os olhos pela enésima vez e suspirou parando ao lado do sofá.


— Emi, essa é minha vó, minha tia Isabelle, tio Simon, minha prima Thalia e a namorada dela, Skyllyn, e o Steven, namorado do Rafe — Max apresentou e Emily deu um aceno com a mão para eles.


— Agora entendi porque você gosta tanto de cabelo colorido, filho — brincou Magnus.


— Você é muito linda — Isabelle disse com um sorriso — pena que se magoar o meu bebê eu não vou deixar continuar assim.


— Tia!!! — Max arregalou os olhos e olhou para as mães de Emily, mas elas riam também.


— É claro que sua tia está brincando, Max — interveio Alec — por mais que ela realmente fosse capaz disso, nós a segurariamos claro.


— Desculpe por isso — Max sussurrou para Emily.


— Está brincando? Eu estou adorando, Max, relaxe — Emily disse com um sorrisinho meigo, com a cabeça adoravelmente levantada para poder encarar o namorado nos olhos.


— Então, pais — Rafe declarou se colocando entre Magnus e Alec — quanto de mesada vocês estão pagando para o smurf poder pagar a garota para levar o namoro para frente?


— A mesma quantia que pagam para você pagar o Steven — retrucou Max.


— Isso é injusto! — Emily protestou — eu tenho que ganhar mais que o Steven.


Todo mundo caiu na risada. Max abraçou a cintura de Emily e por um instante ficou observando-a rir. Magnus olhou para Alec e acenou com a cabeça para a cena. Alec olhou e imediatamente deu um sorrisinho.

— Nossos bebês estão crescendo. — magnus comentou com uma voz chorosa e Alec sorriu, deixando um beijo atrás da orelha dele.


— Crescendo muito bem, fizemos um bom trabalho. — ele sorriu novamente para Max que observava a namorada entrar em uma conversa animada com Thalia e Simon. — Porque não vamos para a sala de jantar?


— Ah, finalmente! Eu estava morrendo de fome. — Simon disse, suspirando aliviado e gritou quando Isabelle lhe deu uma cotovelada. — Desculpa.


Todos levantaram dos seus lugares e seguiram para a sala de jantar em conversas animadas, Maryse muito feliz em ter encontrado em Steven alguém disposto a escutar todas as histórias engraçadas da família.


— Guarde algumas para envergonhar eles no jantar, tia Maryse. — Sky gritou, ouvindo resmungo de protesto de todos os outros.


— Sua família é uma graça, Max. É por isso que você é assim. — Emily comentou, dando outro selinho nele antes se sentar à mesa.

Max deu um sorrisinho envergonhado e se sentou ao lado dela.


— Não acredite em nada vergonhoso que minha vó falar sobre mim — Rafe murmurou para Steven. — isso é um hobby dela.


— Não seja chato, Rafe — Steven riu afagando o ombro do namorado e os dois se sentaram também.


Magnus e Alec terminaram de por a mesa e logo se sentaram também. Quando todos já estavam servidos, houve um segundo de silêncio mas logo todo mundo desenfreou a conversar novamente.


— Emily, onde você estuda? Acho que nunca te vi no colégio — Thalia perguntou de súbito.


— Eu estudo no instituto — respondeu Emily gentilmente — é mais perto da minha casa.


— Eu pensava que o instituto era o lado negro das escolas — comentou Rafe.


— Só é muito rígido — Emily deu de ombros — já estou acostumada. Acaba ficando até legal.


— Ah! — Thalia exclamou — então é por isso que eu te vi lá perto aquele dia, Max! Lembra Sky?


— Lembro — disse a ruiva — que feio Max, você disse que estava indo em algum lugar para os seus pais.


— É claro. — Max disse como se fosse óbvio — se eu contasse para vocês que eu estava indo ver uma garota, no mesmo instante a família toda iria saber!


— Oh, então é por isso que você estava demorando tanto para chegar em casa — disse Helen a Emily, mas tinha um olhar suave.


Emily deu um sorrisinho fofo para a mãe.


— Bem, como vocês se conheceram então? — Steven perguntou segurando um copo de suco no ar.


— Max derrubou uma pilha de tinta de cabelo em cima de mim. — a garota falou, ajeitando os óculos no nariz. — e depois ele pediu meu número.


— Foi sem querer!


— Meu garoto! — Isabelle sorriu, piscando para Max. — Eu ensinei tudo o que ele sabe.


— Ah, eu me lembro de quando descobrimos sobre a Emily — Rafe sorriu malicioso. — Todos ficamos chocados pelo Max já ter beijado na boca.


— É foi no mesmo dia que você quase pariu um filho por causa de uma camisa pra se encontrar com o Steven.


— Soube por fontes confiáveis que ele chegou depois das duas — Thalia comentou inocentemente, antes de levar o copo aos lábios. — No fim a camisa não foi nem necessária.


Steven e Rafael coraram até o último fio de cabelo enquanto todos na mesa riam, Maryse olhando para os dois com lágrimas nos olhos.


— Mal posso esperar pelo casamento.


— Espere, vocês estão pagando por casamento também? — perguntou Emily. — quais as cláusulas do contrato?


Aline revirou os olhos sorrindo para a filha.


— Bem, pelo menos meu encontro me rendeu um ano de namoro. — Rafe comentou já recuperado. — Já Max ficou vermelho por uma semana quando o pai perguntou se ele ainda era virgem.


— Pelo anjo, estamos comendo. — Simon reclamou.


— Tio Simon tem razão, estamos comendo — Max comentou coçando a cabeça.


— Estamos comendo — confirmou Rafe — mas a grande questão aqui é se você já comeu.


— Rafael! — Magnus virou a cabeça, cortando Rafe ao meio com o olhar.


— Desculpe, papa.


Max estava realmente titubeando se entrar embaixo da mesa agora seria muito estranho. Emily deu uma risadinha e pegou a mão dele sob a mesa.


— Desculpem por isso — Alec disse olhando para Aline e Helen.


— Sem problemas — Aline sorriu.


Um silêncio repentino caiu sobre a mesa, mas obviamente não durou muito.

— Mamãe — Thalia chamou fazendo Isabelle olha-la — porque você não conta para a Emily do dia que o Max brigou com o tio Magnus e o tio Alec e ele chegou lá em casa dizendo que ia morar com a gente.


— Não! Por favor — Max pediu.


Isabelle olhou da filha para o sobrinho e deu um sorriso devasso.


— Max tinha doze anos e não queriam deixar ele pintar o cabelo, ele chegou lá em casa fazendo o maior drama, achamos que alguém tinha morrido.


— Tia… por favor…


— Ele se trancou no banheiro e se recusou a sair até Magnus e Alec passarem a guarda dele pra mim. Alec chegou lá chorando igual uma criança, temos vídeos!


Emily tentou se segurar para não rir mas foi totalmente sem sucesso, como todos os outros na mesa, deixando Max e Alec completamente vermelhos.


— Eu estava animado para ser filho único, íamos transformar o quarto do Max em uma pista de boliche.


— Você está terrível hoje, Rafe. — comentou Sky no meio de uma risada.

— Eu acho que deveríamos comer a sobremesa. — Maryse interrompeu, salvando a vida do neto, mas não por muito tempo. — Podemos comer na sala, e eu posso mostrar os álbuns de fotos!


— Eu acho uma ótima idéia. — Magnus sorriu, se levantando da mesa. — Temos aquela foto do Max chorando e o Alec chorando junto de desespero.


— Você não ousaria — Alec disse olhando para Magnus.


— Eu ousaria sim, meu amor — Magnus se inclinou e deu um selinho em Alec — venha me ajudar com a sobremesa.


— Eu queria lembrar a você que eu insisti para irmos comer uma pizza só nós dois — Max sussurrou para Emily.


— A pizzaria não estaria tão animada — Emily respondeu se levantando.


Não havia sofás o suficiente para todos, mas os mais novos não se importaram em sentar em almofadas no chão enquanto cada um devorava seu pedaço de bolo.
Max cutucou Rafe e quando ele olhou, só sentiu o chantilly em seu rosto.


— Muito engraçado, Max — Rafe bufou limpando o rosto com um guardanapo.


Emily se sentou entre as pernas de Max e ficou rindo de Thalia e Skyllyn. Ambas estavam com as mãos sujas de chantilly também e tentavam inutilmente sujar uma a outra. Pareciam duas crianças.



Rafe estava com o bolo a meio centímetro do cabelo de Max, até Isabelle passar e pegar o prato da mão dele.


— Eu não quero presenciar um assassinato hoje — disse ela.


Max se inclinou e passou o dedo no bolo de Emily e levou até a boca. Ela o olhou tentando fazer uma cara brava que acabou ficando muito fofa e Max se rendeu ao ímpeto de beijá-la.


— Max não engula a garota! — declarou Rafe.


Max ergueu o dedo do meio para ele e Rafael se fez de ofendido.


— Como você está mal educado.


Alec estendeu a mão para bagunçar o cabelo do filho mais velho.


— Pare de envergonhar Emily na frente das mães dela. — ele reclamou, antes de voltar a conversar animadamente com Aline.


— Esperem. — Thalia cutucou Max para chamar atenção de todos no chão. —Vocês também escutam seus pais ou só eu tenho esse privilégio?


— Todos os dias… — murmurou Emi, negando com a cabeça.


— Às vezes, acho que tem alguém morrendo no quarto — Rafe continuou.


— Ei! — reclamou Helen — pare de difamar a gente!


— Desculpe, mommy, é a verdade.


— Porque vocês não comem o bolo logo e deixa os constrangimento pra quando minha mãe voltar com os álbuns? — perguntou Isabelle, recolhendo os pratos — mostre seu quarto para para sua namorada Max.


— Portas abertas, mocinho. — disse Magnus com naturalidade e Rafael riu. — Você também.


Rafe revirou os olhos e pegou na mão de Steven, arrastando-o para o quarto. Max se levantou também e se inclinou para Alec.


— Quando a vovó voltar com os álbuns, diga a ela que Emi e eu fomos para outro país.


Alec gargalhou e assentiu como se realmente fosse fazer o que ele pediu.
Os dois foram para o quarto e quando Emily entrou, soltou uma exclamação ao ver a quantidade de posters que havia nas paredes.


— Maneiro — declarou baixinho olhando para cada cantinho.


— Emily — Max chamou em um suspiro e ela se virou para ele, que agora estava sentado em sua cama — você está realmente gostando? Digo, se quiser sair daqui, eu posso inventar alguma desculpa...


Ele foi interrompido pelos lábios da garota nos seus. Emily se acomodou no colo de Max e deu um sorrisinho quando se afastaram.


— Eu estou adorando, Max. — afirmou enquanto enrolava um dedo em um cachinho de cabelo azul. — sua família é incrível, divertida, e agora eu vejo de onde sai todo seu bom humor.


— Mas é uma diversão um pouco vergonhosa — disse ele com um sorriso, acariciando as costas de Emily com as mãos.


— Mas eu estou amando, de qualquer forma.


Max sorriu para ela, seus narizes se tocando levemente naquela posição.


— Gosto que você seja minha namorada. — ele disse, afundando o rosto em seu pescoço.


— Eu também gosto, seu fofo.


Eles se beijaram novamente, as mãos de Emily se enroscando nos cachos azuis do namorado.


— Estou louquinha para ver suas fotos de quando era um bebê.


— Você não me quer ver pelado numa banheira. — ele resmungou.


— Quem disse isso?


Max ficou corado e ela soltou uma gargalhada, descendo do seu colo e voltando a mexer nas coisas do quarto.


— Hoje é o dia internacional de deixar Max Lightwood-Bane com vergonha. Até minha namorada está nessa, é um complô.


— Não se preocupe, um dia minhas mães também vão me envergonhar pra você — Emily riu e ficou olhando a coleção de CDs na prateleira.


— Não vejo a hora — Max disse em meio a uma risadinha.


— Eu adorei o seu quarto — Emily disse com um sorrisinho e soltou os cabelos, para fazer outro coque.


— Não tem nada demais.


— Tem coisas que te agradam, coisas que você gosta — ela respondeu com um sorriso pequeno e se encostou contra a escrivaninha.


— É... — Max se levantou — agora realmente tem tudo que eu gosto.


Max acariciou o rosto de Emily, que fechou os olhos para aproveitar o carinho, e enfiou as mãos por dentro da camisa dele, abraçando seu corpo sobre a camiseta. Novamente seus lábios se encontraram.


Ela suspirou entre o beijo, sentindo as mãos de Max apertarem gentilmente sua cintura a fazendo se sentar na escrivaninha, seus lábios se movendo calmamente e pequenas mordidas sendo deixadas entre o beijo.


— Pelo visto só manter a porta aberta não é suficiente. — Steven sorriu escorado na porta — Se eu fosse vocês me arrumaria antes que o Rafe apareça. Dona Maryse já chegou com as fotos.


Emily soltou uma risadinha, limpando os lábios e Max começou a desamassar a blusa.


— Já estamos indo. — ele disse e o cunhado sorriu seguindo pelo corredor.


Eles sorriram, saindo do quarto novamente, Max abraçando o corpo dela.


— Ei, smuf, quero falar com você. — Rafe gritou ainda no corredor, colocando os braços ao redor dos ombros do irmão.


— Vou indo na frente. — Emi avisou, deixando um selinho no namorado.


— Que foi, palhaço?


— Desculpe por aquilo lá na mesa, você não está chateado, né?


— Não. — Max suspirou — mas poderia não fazer isso na frente da Emily?


— Tudo bem, eu espero ela ir embora — Rafe deu um sorrisinho acariciando os cabelos do irmão.


Max negou com a cabeça, mas sorria. Ele deu um tapinha no ombro do irmão e saiu, se preparando para o bombardeio de vergonha.


Maryse estava sentada no sofá, com Alec de um lado e Isabelle do outro. Eles riam descontroladamente sobre alguma coisa.


— Eu me lembro desse dia — disse Maryse — foi tudo por causa de um ursinho de pelúcia.


Max se sentou e ela virou o álbum para quem estava sentado no chão poder ver. Ele deveria ter uns três anos, e estava sentado emburrado em uma cadeira enquanto Thalia, com marias chiquinhas, chorava.


— O que foi que aconteceu aí? — Emily perguntou curiosa.


— Thalia tentou pegar o ursinho favorito do Max — explicou Isabelle — e ele a beliscou.


— E Magnus deixou ele de castigo, como se ele entendesse muita coisa — declarou Maryse.


— Na hora de beliscar ela, ele entendia as coisas muito bem — Magnus resmungou com um sorriso bobo enquanto olhava a foto.


— Thalia já era chata desde essa época — Max disse calmo, acariciando os cabelos de Emily.


— Falou o senhor legal — reclamou Thalia, revirando os olhos.


— Eu mesmo, por que?


Thalia revirou os olhos para o primo.


— Olha o dia que o Rafe chegou em casa. — Alec sorriu emocionado — Max ficou tão feliz, quem imaginaria que se tornariam esses dois chatos?


— Pai! — eles reclamaram juntos e Alec riu.


— Dona Maryse me prometeu fotos do Rafael vestido de ursinho. — pediu Steven animado e a mulher começou a folhear o álbum até as fotos de Max, Rafael e Thalia vestidos de pijamas de animais quando pequenos.


— Pelo anjo quem foi o maluco que comprou isso? — Rafael perguntou indignado.


— Fui eu. — Magnus falou ofendido. — Para sua informação, não me arrependo nem um pouco, foi um investimento.


— investimento em que? — perguntou Thalia.


— Na vergonha de vocês três.


Aline e Helen sorriram vendo as fotos.


— Emily tinha um desses pijamas, eram de coelhinho. Ela amava tanto eles.


— Ela chorava quando precisava tirar pra lavar, uma vez ela ficou três dias seguidos com ele no corpo.


— Ainda não é a minha vez de passar vergonha, pessoal. — ela reclamou, emburrada.


— Coelhinho é? — Max deu uma risadinha.


— Nem comece.


A próxima foto foi de Isabelle grávida de Thalia, depois uma de Rafe todo sujo de bolo e outras milhares de fotos com os malditos pijamas.


— Papa, você tem certeza que não comprou um desse pra você também? — Max questionou com as sobrancelhas arqueadas.


— Na verdade ele queria — disse Alec, e deu uma risada ao levar um tapa do marido.


Depois foi a tão esperada foto de Alec chorando com Max também chorando no colo.


— Pelo anjo, pai — Rafe comentou tentando segurar uma risada.


— Quero ver quando você tiver um filho — bufou Alec.


E então chegou a foto de Max pelado na banheira. Rapidamente o álbum foi entregue a Emily.


— Max você era adorável — declarou ela em meio a uma gargalhada.


— Eu ainda sou — disse ele com um sorrisinho convencido.


— Bom gente, está tudo muito bem, mas eu preciso ir pra casa — disse Skyllyn, se levantando do chão.


— Papai — Thalia chamou — podemos leva-la? Está tarde para ela ir sozinha de Uber.


Simon olhou para Isabelle que assentiu com um sorriso fraco.


— Claro, querida.


Thalia sorriu e se levantou também.


— Bem, então acho que já vamos de uma vez — Isabelle suspirou ajeitando os cabelos. — vá em casa amanhã, Max.


— Você sabe que ele não é seu único sobrinho, não é? — Rafe reclamou emburrado.


— Acontece que o outro sobrinho tem aula o dia todo amanhã — disse Magnus.


— Vou sim, tia — Max respondeu com um sorriso.


— Foi bom conhecer você, Emily, dá pra ver de longe o quanto Max gosta de você — Isabelle disse se levantando do sofá.


— Foi um prazer — Emily sorriu devolvendo o álbum para Maryse.


Eles se despediram de todos, Izzy apertando Rafael em um abraço e o enchendo de beijos.


— Apareça para almoçar lá em casa qualquer dia, ciumentinho da tia Izzy.


Ele riu, resmungando sobre não ser mais um bebê.


— Eu também vou, então. Preciso trabalhar amanhã cedo. — Maryse disse, se levantando e entregando os álbuns na mão de Magnus. — Foi maravilhoso todo o jantar, e ótimo conhecer vocês.


Ela beijou os netos e Magnus e Alec antes de ir embora junto com Isabelle e companhia.


— Acho que devíamos ir também — comentou Helen — o jantar foi maravilhoso, e um prazer conhecer vocês.


Ela e Aline se despediram de todos, engatando em uma conversa sobre marcar um drink qualquer dia desses com Magnus e Alec.


— Eu… esqueci meu celular no quarto de Max, vou lá pegar. — Emily sorriu docemente. — já voltamos.


Max foi com ela até o quarto, mas estava vendo o celular dela no bolso da saia. Ela deu um sorrisinho quando eles entraram.


— Diga o que você está planejando, eu estou vendo seu celular no seu bolso — Max disse com uma voz divertida, encostando a porta.


— Eu só quero me despedir do meu namorado.


Max sorriu de lado e puxou a garota pela cintura, colando seus lábios em um beijo desesperado.
Emily arfou e se afastou um pouco apenas para tirar seu óculos que estava ficando embaçado. As costas de Max colidiram com a parede ruidosamente e ele desceu uma das mãos pela perna de Emily até levantá-la, para sua mão poder deslizar mais facilmente pela coxa da garota.
Eles se separaram quando o ar começou a fazer falta.


— Eu... Adorei o jantar — ela disse ofegante, voltando a por o óculos.


— Que bom. Eu… gostei muito que você veio. — ele sorriu, também um pouco ofegante.


Emily sorriu, ainda abraçada a ele.


— Foi divertido.


— Emily! Já estamos indo.


Eles sorriram, trocando um último beijo antes de saírem do quarto de mãos dadas.


— Tchau, obrigada pelo jantar, foi maravilhoso.


— Sempre que quiser voltar, minha querida. — Magnus sorriu.


Ela sorriu para eles e acenou para Rafe no fundo da sala antes de sair com as mães.


— Acho que é minha deixa para ir, agora. — Steven sorriu, beijando de leve os lábios do namorado.


— Até amanhã — Rafe se despediu e assim que Steven saiu, ele e Max desmontaram no sofá praticamente juntos.


— Max, tem batom no seu queixo — avisou Alec, também esparramado no sofá.


Max passou a mão pela boca e suspirou pesadamente, fechando os olhos.


— Ela é um doce, filho — Magnus comentou de algum lugar.


— Ela é. — Max deu um sorrisinho sem perceber.


— Que adorável, ele está apaixonado — Rafe brincou. — mas e então, Max, agora que só está a gente aqui... você continua virgem?

Max abriu apenas um olho e suspirou pesadamente antes de se levantar e disparar corredor a dentro em direção ao quarto, ouvindo seus pais repreenderem Rafe.


OoOoOoOoO


Notas Finais


❤❤


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