História Tales of The Lightwood-Bane Family - Capítulo 3


Escrita por: e morgenddario

Postado
Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Tags Lightwood Bane, Malec, Sizzy
Visualizações 90
Palavras 5.266
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


ainda deixando claro que nenhum gato foi ferido durante a escrita desse capítulo

Capítulo 3 - 3: Magnus and Max's Pseudo Virginity


— Ei mano, me arranja uma camisinha?


Rafael ergueu os olhos do livro que lia para olhar Max, chocado. O garoto parecia completamente despreocupado remexendo em suas coisas na cômoda ao lado da cama.


— Como é? — ele perguntou surpreso.


— Eu te arrumei umas quando você precisou, mano. — ele continuou revirando suas coisas. — Além do mais, eu preciso mais que você. A Emily pode engravidar, você não.


Max finalmente se virou para ele de novo, uma sobrancelha erguida ao notar o rosto chocado do irmão. Rafael parecia prestes a ter uma síncope, os olhos arregalados e boca ligeiramente aberta.


— No seu tempo…


— Você é virgem dos pés à cabeça, como diabos está transando?


— Você realmente quer que eu explique?


O moreno balançou a cabeça em negação, ainda um pouco atordoado porém mais calmo. Seu irmãozinho estava pedindo camisinhas!


— Então, vai poder me arranjar? Umas três ou quatro, se possível.


— Os pais por acaso sabem que você anda no mundo da perversão agora?


Max revirou os olhos observando o irmão começar a mexer na gaveta das cuecas.


— Eles não precisam saber né, vai me arranjar ou não? Tô perdendo tempo aqui.


Rafe se virou para ele e lhe estendeu alguns pacotinhos vermelhos, o rosto bem sério.


— Acho melhor você usar mesmo hein? Não quero ser tio tão cedo.


— Não estaria te pedindo se não fosse usar — Max deu um sorrisinho devasso e pegou as camisinhas, guardando-as no bolso da calça.


Ele pegou seu casaco e saiu do quarto, deixando um Rafe completamente inerte no quarto.
Rafe fechou o livro e saiu do quarto também. Max já havia saído ele acabou se jogando no sofá, espantado. Seu irmão mais novo estava indo transar.


— Rafe? — a voz de Magnus tirou Rafe de seus pensamentos com um susto. — o que houve?


— N-Nada — Rafe piscou e pigarreou fraco, enquanto seus pais se sentavam ao seu lado.


— Fala, filho — Alec interveio — senão eu queimo suas roupas.


Rafe arregalou os olhos e ficou alguns instantes em silêncio antes de engolir seco e falar tudo de uma vez


— Max foi transar, me pediu camisinha e eu dei.


— O QUE? — Magnus gritou arregalando os olhos.


— Magnus...


— COMO VOCÊ PERMITIU ISSO, RAFAEL?


— Ei! Você queria que eu deixasse ele transar sem camisinha? — Rafe pareceu ofendido.


Magnus se levantou no sofá com as mãos na cabeça um tanto apavorado que chegava a ser até cômico.


— Eu vou buscar ele! — anunciou — vou ligar pra Helen, pra ela impedir eles de fazerem isso!!


— Eles já estão fazendo, papa — declarou Rafe.

— EU VOU LÁ AGORA! — Magnus começou a caminhar em direção a porta, segurando um casaco nas mãos.


Alec se levantou também, indo atrás dele, suspirando.


— Eu vou atrás dele, antes que ele arrombe a casa da Aline e da Helen.


Ele se virou pegando a chave do carro na mesa de centro e então saiu de casa, alcançando Magnus ainda no corredor do prédio.


— Magnus, amor, o que vai fazer lá pelo amor do anjo?


— Seu filho está transando! — ele respirou fundo, apertando o botão do elevador com fúria. — Você estava sabendo disso? Eu não estava!


Alec revirou os olhos, segurando os ombros do marido quando eles entraram no elevador.


— Você precisa mesmo ir até lá? Podemos conversar com Max quando ele voltar. — ele tentou, mas Magnus parecia realmente desesperado.


— Ele vai para a casa da Isabelle depois, ele avisou. E provavelmente vai falar com ela.


Eles desceram para a garagem, Magnus disparando para o carro deles, entrando no banco do carona quando Alec destravou a porta.


— Não é melhor ele conversar com ela do que com ninguém? Quer dizer, pelo menos ele sabe que precisa usar camisinha e tudo mais.


Magnus revirou os olhos.

— Dirija! - rugiu.


— Estou dirigindo — Alec ligou o carro e saiu da garagem o mais devagar que pode — querido, você está exagerando, Max já é um adolescente.


— Alexander, se você não está preocupado o problema é todo seu, pois eu estou então eu sugiro que você acelere antes que eu te jogue pela janela!


Alec se esforçou pra segurar uma risada e apenas acelerou. Tentou fazer o caminho mais longo que pode, mas Magnus estava quase realmente o jogando pela janela então finalmente chegaram em frente ao prédio onde Emily morava.
Magnus saiu desesperado do carro, antes mesmo de Alec estacionar corretamente. Alec puxou o freio de mão de qualquer jeito e saiu atrás do marido. Por alguma graça divina — ou não — Max e Emily estavam saindo pela porta do prédio.


— Não faça nada, Magnus — Alec implorou.


— Seu filho estava transando e você está calmo assim?


— Não é isso que fazemos toda noite? — Alec deu de ombros — além disso, ele não é mais criança.


— Ele é só um bebê!


— Ele tem dezesseis anos!


— Ai meu Deus, o que vocês estão fazendo aqui? — a voz de Max fez com que os dois se virassem para ele e Emily, que estavam abraçados.


— Eu já sei de tudo! — berrou Magnus — porque você não me contou sobre isso?


— Papa... — Max coçou uma sobrancelha.


— Eu pensei que você ainda era um menino puro!


— Dormindo do lado do quarto de vocês? — Max deu uma risadinha — impossível.

— Isso não é desculpa!


Max passou a mão no rosto, suspirando um pouco impaciente.


— Eu vou assassinar o Rafe


— Você pediu camisinha pro seu irmão! — Magnus falou, alto mas não o suficiente para ser um grito.


— Preferia que eu tivesse vindo sem?


— É claro que não!


Max olhou para Alec atrás do pai, parecendo completamente envergonhado e assustado pelo pequeno show do marido, Emily parecia prestes a abrir um buraco para se esconder.


— Papa, eu sei usar. Tá tudo bem, ok?


— Não era precisar usar não era pra você fazer isso.


— Olha Mags, por favor não vamos fazer um escândalo aqui, tá bom? Vamos pra casa.


— Tá bom vamos pra casa e a gente conversa lá.


Ele se virou em direção a saída do prédio, andando novamente para o carro. Alec soltou um suspiro de alívio e olhou para os adolescentes.


— Pelo menos não vou gastar dinheiro de uber né

— Você não cutuque a onça com vara curta. — Alec avisou, também voltando para o carro.


Max se virou para a namorada corado de vergonha.


— Meu deus, desculpe por isso.


A garota sorriu, embora também estivesse um pouco vermelha e apertou sua mão.


— Minha mãe interrompeu a gente lá em cima, acho que estamos quites. — ela se esticou na ponta dos pés para beijar ele.


Max segurou a cintura dela para aprofundar o beijo, deixando os dois sem ar depois de alguns minutos. A buzina do carro soando alta do outro lado da rua e ele podia apostar que havia sido seu pai.


— Boa sorte na conversa. — a namorada sorriu, provocativa. — Qualquer coisa me liga.


Ele deixou mais um selinho nela e então saiu do prédio em direção ao carro.


Seria uma longa e cansativa conversa.


***

Max entrou em casa e praticamente voou em cima de Rafe, que ainda estava no sofá.


— Porque você contou pra eles seu ingrato?!


— Papai ameaçou queimar minhas roupas! — Rafe disse erguendo as mãos para se proteger dos tapas do irmão.


— Eu não acredito que você fez isso — Magnus disse entrando em casa.


— Você já deveria saber papa — Max se levantou do sofá.


— Ela maltratou você?


— O que????? — Max gritou incrédulo.


— Bem que ele queria ser maltratado por ela — comentou Rafe.


— Rafael! — Alec gritou de trás.


— Não pode nem falar nessa casa mais.


— E nem dar camisinha pro irmão — disse Magnus.


— Se ele transar sem camisinha e a garota aparecer grávida a culpa vai ser sua — Alec comentou se sentando no sofá.


— É só não transar!


— Papa, a gente namora, somos adolescentes é claro que a gente vai transar pelo amor de Deus, pare com isso, eu já achei algemas cor de rosa no seu quarto tudo que eu tinha de pureza já foi — disse Max.


— Eu disse pra você guardar aquilo no cofre! — Alec exclamou corado.


— Não precisava disso tudo — Max bufou. — o Rafe transa com o Steven aqui em casa e você não fala nada.


— Rafe é maior de idade.


— Papai não era maior de idade quando você tirou a pureza dele.


— Mas... — Magnus respirou fundo algumas vezes e se sentou no sofá também — desculpe filho... eu só fiquei assustado com isso tudo.


— Tá tudo bem, só não tinha necessidade daquele chilique na frente da Emily.


— Ela vai se acostumar, Steven se acostumou — Magnus deu um sorrisinho — mas não faça nenhum bebê, ok?


— Foi por isso que eu pedi camisinhas pro Rafe — Max deu de ombros. — se você já terminou, eu vou pro meu quarto.


— Pode ir — Magnus respondeu — e me desculpe novamente, querido.


Max apenas assentiu e se levantou do sofá, sumindo corredor a dentro.


***


Max estava sentado no sofá, um episódio qualquer de alguma série passando na televisão enquanto ele trocava mensagens com Emily. A casa estava incrivelmente silenciosa para um fim de semana, o que provavelmente era resultado do pequeno desentendimento deles na noite passada.


Ele ergueu os olhos do celular quando ouviu choramingos de Presidente Miau ao lado do sofá, quando ele foi atrás do gato o encontrou deitado e miando, uma poça de líquido gosmento ao lado dele.


— Droga! Sabia que não devia ter deixado você comer salgadinho.


Max afastou o gato do vômito, colocando-o na cama do canto da sala, o bichano ainda miando infeliz e com cara de dor. O garoto correu em direção ao corredor, para chamar os pais, provavelmente teria que levar Presidente para o veterinário ou qualquer coisa do tipo.


Ele empurrou a porta do quarto e a abriu com facilidade.


— Papai o senhor… — a frase morreu em sua boca quando eu soltou um pequeno arquejo de susto. — Oh meu deus.


Seus pais estavam na cama, no sentido menos inocente que existia na frase. Felizmente cobertos pelo lençol mas as posições e corpos suados não deixavam muito espaço para imaginação, Alec arregalou os olhos enquanto Magnus despencou com tudo em cima dele.


— Vocês não estavam fazendo barulho então eu pensei… ai meu deus.


— Max… saia.


— Ok… ah… eu não posso. — ele não poderia estar mais vermelho, completamente estático no lugar.


— Você pode sim garoto, não me faça levantar.


Alec se afundou no colchão, cobrindo o rosto com as mãos e murmurando algo como “de novo não”, Max preferiu ignorar.


— Por favor não levante!


— Saia do quarto, por favor.


— Não dá! O Presidente Miau tá vomitando lá na sala, não sei o que fazer.


— Max, podemos levar ele no veterinário depois de nos vestirmos.


— Ele vomitou no tapete de sala. — disse lentamente, tentando ao máximo evitar olhar para os pais na cama.


— NO MEU TAPETE PERSA? — Magnus gritou e se levantou puxando o lençol na cintura.


Uma sessão de gritos começou, pois tudo que cobria os dois era o lençol. Alec gritou e puxou o travesseiro para frente, colocando sobre suas partes. Nesse momento, Rafe entrou.


— Max, o seu gato vomi... — ele parou e arregalou os olhos — DE NOVO NÃO!


Agora Max entendeu porque seu pai estava murmurando "de novo não" mas acabou ignorando a informação por hora.


— Papa, eu limpo o tapete se quiser, mas pelo amor do Anjo, veste uma roupa antes, esse lençol não é anti volume! — Max exclamou olhando para um quadro qualquer do quarto.


— Saiam pra gente se vestir!! — Alec praticamente ordenou.


— Agora vocês se preocupam com roupas, né — Rafe resmungou.


— Ninguém se preocupa em gemer baixo a noite. E nem com o meu gato que já deve tá morrendo.


— Acho que deveríamos por um isolamento acústico no quarto — Magnus murmurou enquanto vestia uma bermuda por baixo do lençol, que logo foi jogado novamente para Alec.


— Vocês deveriam ter pensado nisso quando tinham duas crianças pequenas em casa e perceberam que o fogo não apagava.


— Você está muito espertinho para o meu gosto, Rafael — ralhou Magnus.


— Era você que tava transando as três da tarde!


— SAIAM! — Alec bufou com as mãos no rosto e Rafe puxou Max para fora.


— Você já presenciou isso uma vez? — Max perguntou já no corredor.


— Sim, em uma posição mais peculiar — disse Rafe com uma careta — agora eu bato na porta três vezes, pergunto do lado de fora se eles tão vestidos e entro de olhos fechados. Ver o papai de quatro não era algo que eu colocaria na minha lista de coisas para fazer antes de morrer.


— Por favor, não chame o papai de papai, eu já tô traumatizado o suficiente.


Nesse momento a porta do quarto se abriu novamente e seus pais saíram. Magnus passou correndo gritando alguma coisa sobre o maldito tapete, o que fez Max rolar os olhos.

— Vou ligar pra tia Izzy pra levar o Presidente no veterinário já que ninguém aqui vai fazer isso mesmo. — ele resmungou seguindo para a sala com Rafael atrás dele.


— Quer que eu leve você? Provavelmente ele não tem nada demais, deve ter comido alguma coisa ruim.


— Tanto faz, não é como se alguém realmente se importasse.


Ele se abaixou para pegar o gato do chão aos pés o pai enquanto Magnus resmungava alguma coisa olhando para a poça no tapete.


— É o seu gato Magnus, você tá preocupado com tapete? Aquele tapete já recebeu líquidos piores — Alec reclamou se virando para ele ainda sentado no sofá


— Meu gato não, o gato do Max, o meu gato estava comigo na cama há alguns minutos mas parece que não se pode fazer mais nada nessa casa


— Será que vocês poderiam parar de falar sobre isso? Não queremos mais vômito nesta casa. — reclamou Rafem


— Eu vou dormir na tia Izzy hoje, não tentem me impedir


— Então eu posso dormir no Steve? Pq sinceramente se vocês fazem isso às três da tarde imagina de madrugada


— Mas eu disse que você não vai mais pôr o pé na casa da sua tia sem supervisão.


Max revirou os olhos de novo, olhando irritado para o pai


— tudo bem, fique com o seu tapete, vou pra casa da minha tia, pai não deixe ele matar o meu gato


— Te dou uma carona, vou pra casa do Steve


— Ah, vocês não poderiam sair antes de atrapalhar a gente? — Magnus reclamou indo até a cozinha indo pegar um pano molhado.


— Desculpa se somos indesejados nesta casa, sempre bom lembrar que foram vocês que escolheram a gente. Não adianta reclamar agora. — Max se sentou no chão com raiva para calçar os tênis. — Se vocês ligarem pra tia Izzy chorando de novo dizendo que eu fui embora, o Rafe é testemunha que você está me expulsando de casa.

— Sou testemunha de quem me pagar mais — disse Rafe.


— Você vai pra casa da sua tia e não volta mais — Magnus se defendeu entrando na sala novamente.


— Pelo menos você tem o seu tapete — Max murmurou apertando os cadarços e bufou quando Presidente Miau correu para o corredor. — e além do mais, você que me expulsou de casa para transar.


— Você só está arrumando desculpas para ir na sua tia, Max.


— Talvez porque o meu gato tá doente, eu ainda sou de menor, e se dependesse de vocês ele poderia morrer aí. E bem, caso você precisar de algo, peça para o tapete. — Max deu um sorrisinho debochado.


— Tudo bem, se você precisar de algo peça para a sua tia!


— Eu já faço isso — Max disse com uma cara de tédio.


Rafe e Alec se entreolharam, discutindo quem iria segurar Magnus.


— Você está agindo como uma criança — disse Magnus.


— Pois é, sempre bom lembrar que vocês que me escolheram.


— Você preferia que a sua tia tivesse te escolhido, né?


— Não, se ela fosse minha mãe eu teria que aguentar-lá naqueles dias. — ele deu uma risadinha e se levantou do chão, arqueando uma sobrancelha ao ver a expressão do pai — eu vou fingir que você não estava falando sério.


— Já chega, gente — Alec disse se levantando do sofá.


— Eu não queria ser adotado por outras pessoas, mas já que o que eu sinto nunca faz diferença, eu vou buscar o Presidente e vou pra casa da minha tia. — Max declarou e saiu andando pelo corredor, ajeitando os cachos de cabelos azuis com as mãos. — AH QUE DROGA PRESIDENTE, EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ ESTÁ NA CAMA DOS MEUS PAIS! VOCÊ NÃO SABE O QUE ELES DERRAMARAM AÍ AGORA POUCO!

— Pra sua informação você já dormiu nela várias vezes quando teve pesadelos tá? Quem foi que cuidou de você hein? Pois é.


— Não é como se você tivesse outra opção.


— Max, você está sendo injusto em me atacar desse jeito! — Magnus seguiu ele para o corredor o parando em frente ao quarto.


— Então me vende e compra outro tapete pra me substituir!


Magnus respirou fundo, passando as mãos pelos cabelos nervoso.


— Você está sendo infantil, Max.


— Posso pedir uma pizza o que vocês acham? — Alec tentou, se colocando entre eles e segurando seus ombros em um aperto firme. — Podemos parar com essas atitudes?


— eu vou comer na tia Izzy.


— Tem certeza? Posso comer a sua parte da pizza então?


— Rafael por favor, pare de incentivar isso. — Alec repreendeu e o filho apenas deu de ombros, se encostando na parede do corredor.


— Você pode, pega a minha parte na casa também, na vida deles, pode fazer sua pista de boliche, dessa casa eu só vou levar o meu estoque de tinta de cabelo e o meu gato.


— Max, eu não gosto dessas brincadeiras, pode parar imediatamente. — os olhos dourados já queimavam com lágrimas contidas


— Eu não estou brincando. Vou buscar o presidente — Ele respondeu, se desvencilhando do toque de Alec


— Max Michel Lightwood-Bane! Eu te proíbo!


— Você vai me acorrentar na cama, então? Eu vou ficar preso aqui?


— Você não vai embora dessa casa nem por cima do meu cadáver


— Até parece, daqui a pouco você vai voltar a transar e nem vai perceber


— Falando assim parece até que eu não ligo pra você!


— e você liga?


Todos eles pararam por um minuto, Magnus não parecia muito certo do que fazer naquele momento, apenas encarando o filho assustado.


— Max você está sendo injusto com seu pai, peça desculpas. — Alec disse firme, preste a segurá-lo novamente mas Max se desviou a tempo ignorando ele e indo para o quarto, batendo a porta com força.


— Devo dizer que estou totalmente chocado com o rumo que os acontecimentos tomaram. — Rafael finalmente comentou, quase sem fôlego apesar de estar calado todo esse tempo. — O que exatamente aconteceu aqui?


Alec parecia tão confuso quando ele, Magnus simplesmente deixou o pano no chão e seguiu para a sala, Max aparecendo logo depois para pegar Presidente Miau e logo começando a voltar para o quarto.


— Max, volte aqui. — Magnus segurou seu pulso com delicadeza, fazendo o garoto virar para ele, emburrado. — O que aconteceu, docinho? Porque você está assim?


Max respirou fundo, colocou Presidente Miau no chão e ficou de frente para Magnus, agora só os dois ali.


— Eu vi meus pais pelados!! E depois você praticamente me expulsou de casa e ficou mais preocupado com um tapete do que com o trauma do seu filho e o gato do seu filho, e você fala tanto que eu queria ter a tia Izzy como mãe que acho que no fundo você que queria isso, sem contar que você foi na porta da casa da minha namorada dando chilique porque eu comecei a transar sendo que o Rafe e o Steven transam praticamente na sua cara! E você não se preocupou nem em perguntar em como eu me sentia com isso!


— Max...você sabe que isso não é verdade. Você é uma das pessoas que eu mais amo no mundo, é claro que eu não me preocupo mais com tapete que com você, estava brincando. Pelo anjo, eu só queria proteger você, isso não tem nada haver com você está ou não transando. Eu não pergunto porque Rafe sempre falou conosco sobre isso e você não parece confiar em mim ou no seu pai, desculpe se eu me importo com o fato de você não compartilhar nada comigo


— Se eu começar a falar você começa a chorar falando que eu não tenho idade pra isso! — Max bufou — eu não posso nem trazer a Emily aqui direito que você já fica todo diferente comigo. Isso é porque? Porque eu namoro uma garota e não um garoto? Desculpe te decepcionar pai


Magnus arregalou os olhos.


— Eu não acredito que você realmente está dizendo isso. Eu não acredito nem que você sequer pensa isso, você acha mesmo que eu, entre todas as pessoas, ia estar preocupado com a sua sexualidade? Desculpe se eu sinto como se você não confiasse em mim, porque  você nunca nem comentou comigo que estava saindo com essa garota, e eu tive que descobrir pelo Rafael! E que você sempre parece pronto pra ir embora daqui quando ela está aqui em casa como se não se gostasse que ela soubesse que somos a sua família... A única coisa que me decepciona é você não me amar como eu amo você.


Dessa vez foi Max que parecia ter levado um tapa.


— Eu ia contar pra vocês, acontece que o Rafe é um bocudo, pai. Eu fico assim porque parece que você não gosta que fiquemos aqui, eu não tenho vergonha da minha família, papa, eu brinco sempre, faço piadas, eu sei, mas se não fosse você e o papai eu não sei o que teria acontecido comigo, nem se eu estaria aqui. Não digo isso sempre, mas eu sou muito grato por ter vocês dois, por ter vocês três aliás, por ter a tia Izzy, tio Simon, a vovó, e até a Thalia. Vocês me deram uma família. Eu sei que eu passo muito tempo com a minha tia, mas não é como se ela fosse substituir você. Ela apenas sabe o quanto a Emily é importante pra mim, sem eu precisar dizer, ela se preocupa em perguntar se o que eu tô fazendo me faz feliz, se eu me sinto bem começando uma relação com a Emily. Eu sinto falta disso aqui. É só isso. Não quero uma mãe, eu sou feliz assim, com meus dois pais. Eu te amo muito papa, mais do que qualquer coisa no mundo, não duvide disso.


Magnus estava aos prantos, mas mesmo assim puxou Max para o seus braços, enterrando o rosto nos cabelos azuis do filho.


— Eu também amo você, muito. Anjo, eu amo você Max, é claro que eu quero que você fique aqui com a Emily ou com qualquer pessoa, que você fique confortável. Me desculpe se não perguntei, você sempre foi tão independente, Max, eu pensava que quando você quisesse falar, você falaria. Não tem nada mais importante pra mim do que você e seu irmão saberem que são a melhor coisa que já aconteceu comigo e com Alec. Por favor, me desculpe por passar uma impressão errada, tudo bem?


— Me desculpe se eu me abrir mais com a tia Izzy te magoa, eu não faço por mal. E desculpe por ter falado com você daquela forma — Max apertou Magnus mais contra si.


— Está tudo bem — Magnus sorriu limpando as lágrimas — bem, podemos levar o Presidente Miau para o veterinário agora, e depois pedimos pizza, e você pode trazer a Emily para ficar aqui, o que você acha?


— É sério? — Max perguntou se afastando — você e o papai não vão ficar gemendo?


— Nós vamos aproveitar para resolver o problema do isolamento acústico o mais rápido possível — Magnus juntou uma sobrancelha e deu uma risadinha — eu só quero que você tome cuidado, Max, e fale conosco sobre qualquer coisa.


— Vou fazer isso. Eu prometo.


Magnus deixou um beijo na testa do filho, o abraçando mais um pouco e depois se afastou.


Eles sorriram, voltando para a sala, encontrando Alec e Rafael os encarando com expectativa.


— Vamos no veterinário, está bem? — Magnus disse, lançando um olhar de “falamos sobre isso depois” para Alec e se voltou para Max. — E você pode chamar a Emily para dormir aqui hoje. Vamos pro quarto de hóspedes até resolvermos o problema do isolamento acústico.


— vocês sabem que também é perto né? — Rafe perguntou, sorrindo malicioso.


— Vamos tentar ser silenciosos, eu acho que tenho uma mordaça em algum lugar no armário? — Magnus perguntou para o marido.


— Podemos usar uma das suas gravatas.


— PAIE!

— DESCULPE! DESCULPE! — eles riram, todo o clima pesado da briga ficando finalmente para trás.


— Já que estamos num momento de união familiar, posso trazer o Steven também?


— Ok, a ideia da mordaça não é tão ruim agora, o Rafe parece que tá sendo assassinado e não comido


— Pra sua informação isso se chama satisfação

— Não, isso se chama escândalo.


Rafe jogou uma almofada nele, acertando com tudo na cara do garoto que devolveu o gesto mostrando o dedo do meio.


— Max!


— Foi mal. Mas falando nisso, falando nisso, escandaloso, você tem camisinha aí?


— Acho que vou ter que começar a deixar camisinhas no banheiro. — Alec resmungou pra si mesmo.

— Pode ser, não aguento mais ter que entrar escondido no quarto dos dois pra pegar


— Eu sabia que algum de vocês estava fazendo isso! Eu falei que não tinha sido o presidente, Mag.


— porque o meu gato pegaria camisinhas? Como ele iria abrir a última gaveta do criado mudo no lado do papa?


— Nunca se sabe! Esse gato é muito esperto.


— Claro, ele é meu


— Ah lá, exibido. — resmungou Rafael


— sou, vou ligar pra Emily


Magnus parou no mesmo momento, olhando um pouco receoso para Max.


— Ela não me odeia também não né?

Max deu um sorriso para o pai, abraçando ele de lado.


— É impossível te odiar, papa.


Alec começou a abrir a boca para dizer alguma coisa mas acabou desistindo quando Rafe o interrompeu.


— Muito bem, veterinário! Agora. Não vamos desencadear mais uma briga. — ele pegou Presidente Miau nos braços e começou a abrir a porta. — Vamos, vamos, vamos.


*****



— Meu papa vai perguntar se você odeia ele mesmo se odiar fala que não, pode ser? Ele é sensível tá? Finge que gosta dele, hoje ele tá ainda mais sensível porque a gente brigou então por favor


Emily encarou ele, encostada do outro lado do elevador, um sorriso divertido no rosto. Ela usava um shorts jeans com uma das blusas do namorado por dentro dele, parecia adorável na luz fluorescente, mas para Max ela sempre parecia adorável.


— Eu não odeio seu pai.


— não?


Emily deu uma risadinha e atravessou o corredor, ficando ao lado de Max.


— É claro que não, porque ele acha isso?


— Porque a gente brigou hoje e eu disse que ele fica diferente quando você está lá em casa.


— Eu pensei que ele era assim como todo mundo que namorava você ou seu irmão — disse ela.


Max deu de ombros, passando a mão pelos cabelos cor-de-rosa da namorada.


— De qualquer forma, ele vai ficar mais... ele, daqui pra frente.


— Devo me preocupar com isso? — Emily perguntou cerrando os olhos por trás do óculos redondo.


— Talvez — Max respondeu e eles riram.


— Tenho certeza que vou gostar ainda mais dele — Emily sorriu e deslizou para o lado para dar um beijinho em Max.


— Eu espero.


A porta do elevador se abriu e Max se inclinou, pegando a pequena mochila preta cheia de bottons de Emily, que estava no chão, e colocou a alça no ombro antes de pegar na mão dela e sair do elevador.


— Não sei porque trazer roupas, você fica maravilhosa nas minhas — Max disse com um sorrisinho.


Emily apenas gargalhou e logo eles entraram no apartamento, onde o cheiro de pizza exalava. Max colocou a mochila no sofá e antes de pensar em gritar que haviam chegado, seus pais saíram da cozinha rindo um com o outro. Max sorriu, tinha realmente muita sorte.


— Emily! — Magnus exclamou quando viu os dois e se aproximou com um sorriso, dando um beijinho na bochecha da garota — que bom te ver... Então, você não me odeia, não é?


Max bateu na própria testa, porém sorria abertamente.


— De jeito nenhum, senhor Bane.


— Ótimo — Magnus sorriu — e pode me chamar de Magnus.


— Tudo bem, Magnus. Max falou que teríamos pizza, sem querer parecer mal educada, mas estou morrendo de fome.


— eu também, vocês não subiam logo, estava quase comendo sem vocês


— Max estava todo preocupado que eu odiasse você, acredita? — Emily perguntou, sorrindo ao lado de Magnus


— Vindo dele? Acredito.


— Ei!


— Você estava fazendo drama por causa do gato mais cedo, Max


— E você por causa de um tapete

— Pra sua informação eu ganhei aquele tapete do Ragnor, ele é persa! Raríssimo.


Alec apareceu na porta da cozinha olhando para eles bravo.


— Não vamos começar de novo, por favor. — então ele sorriu para Emily: — Como vai, querida? E suas mães?


— Todo mundo está muito bem, obrigada.


— Ótimo. Venham comer.


Quando eles entraram na cozinha novamente Rafe estava colocando o útil pedaço de pizza na boca, Steven ao lado dele bebendo um copo de refrigerante.


— Eu não acredito que você comeu tudo, seu monstro! — Max gritou, admirado e bravo em proporções iguais.

— tenho que me alimentar bem pra aguentar a noite toda


— Meu deus do céu Rafael olha as coisas que você fala pros seus pais — Steven reclamou corado


— você não sabe o que eu já vi


— Não vamos reviver memórias traumáticas por favor — Max pediu e Emily soltou uma risada se sentando na mesa


— Tudo bem eu comprei outra pizza e escondi no forno — Alec disse indo buscar a dita pizza.


— Nossa pai, você não confia em mim é?


— Com comida? Não mesmo


— Eu sou uma pessoa que come bem, igual ao papa. — disse com um sorriso malicioso

— Você já viu o meu marido? Por acaso teria como não comer bem? — Perguntou Magnus divertido
— Meu deus PAREM COM ISSO


— Bem, se você não comesse bem não estaríamos aqui hoje, não é?

— Não estaria mesmo porque vocês não têm noção da noite que tivemos antes do dia de adotar vocês oficialmente. — Magnus respondeu — Na noite anterior de buscar você, tivemos que deixar o Max com a Isabelle


— Uma das melhores noites da vida, com certeza — completou Alec.


— Quase não conseguimos ir, Alec não estava conseguindo se movimentar muito bem.


Alec quase engasgou com a pizza e Emily deixou o garfo cair no prato enquanto gargalhava descontroladamente.


—Meu deus pai, que informação desnecessária — Max murmurou.


— Minhas mães me disseram que elas fizeram a mesma coisa — disse Emily limpando as lágrimas de risadas por baixo do óculos.


— Acho que todo casal gay ou lésbico faz isso. — Magnus respondeu — Você também vai fazer Rafe e não me olhe assim!


— Vamos esperar muito por isso, tá bom? Quero terminar minha faculdade antes


— Mas você nem ouse pensar no contrário! — disse Alec.


— Você também Max, tome muito cuidado, sou muito lindo para ser chamado de vovô — Magnus deu um sorrisinho.


— Nem pensamos nisso Magnus, não se preocupem — respondeu Emily, já que Max estava vermelho demais para conseguir pronunciar uma palavra.


— Agora vamos comer né gente? Vamos — disse Rafe.


— Quando eu queria comer mais cedo vocês me interromperam — Magnus resmungou.


— Shiii, não vamos nos apegar ao passado.


— Vou me vingar essa noite — Magnus disse olhando para o prato com um sorriso.


— Pai!!


OoOoOoOoO



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...