História Tales of The Lightwood-Bane Family - Capítulo 4


Escrita por: e morgenddario

Postado
Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Tags Lightwood Bane, Malec, Sizzy
Visualizações 47
Palavras 5.222
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


maxily é muito precioso

Capítulo 4 - 4: Infinity War Against Condor Package


Fanfic / Fanfiction Tales of The Lightwood-Bane Family - Capítulo 4 - 4: Infinity War Against Condor Package


Já era quase noite quando Max chegou do colégio. Ele jogou a mochila no sofá e deu um grito quando se virou e deu de cara com seus pais.


— É a minha alma que vocês querem? Porque ela acabou de sair do meu corpo!


— Não seja tão exagerado. — Alec disse cruzando os braços. — Você demorou, ehn, pensamos que tinha sido sequestrado.


Max arqueou uma sobrancelha para seu papa, que bebia calmamente uma xícara de café.


— Estou vendo o quanto vocês estavam preocupados — declarou ele, se jogando no sofá, ao lado da mochila.


— Enfim, a Emily vai com a gente para a viagem de férias? — Magnus perguntou colocando a xícara vazia na mesinha de centro.


— Vai — Max respondeu. — E sobre isso, vai todo mundo? Tipo, todo mundo mesmo?


— É claro — Magnus se sentou na poltrona enquanto Alec se sentava ao seu lado abrindo um livro no colo — Nós, sua vó, Luke, Isabelle e a tropa dela.


— A tropa da tia Izzy é só o tio Simon, a Thalia e a Sky. A tropa de verdade somos nós.


— Eu prefiro nos chamar de máfia. — Magnus disse animado, Alec revirou os olhos, olhando para ele com carinho.


— Meu deus papa, vou fingir que nem ouvi isso.


— Seríamos uma máfia incrível! — ele se defendeu. — Máfia Lightwood-Bane. Seríamos temidos.


Max parou para pensar por um tempo, toda sua família enfurnada em uma casa por quase um mês.


— Pensando bem, acho que quero ficar por aqui mesmo...


— Sem chances. — Alec disse, sem levantar os olhos do livro que estava lendo.


— Mas pai!


— Sem conversas, Max, você vai nessa viagem sim. Daqui a pouco você vai pra faculdade igual o Rafe, e aí vocês vão ficar ocupados e esquecer da gente, preciso de momentos com vocês antes disso.


Max sorriu para o pai, como se tivesse condições dele esquecer dos dois.


— Mas só uma perguntinha, vocês nunca pensaram em por um isolamento acústico lá na casa de Idris?


— A gente vai lá uma vez por ano no máximo, não vale a pena — Magnus parou por um momento e olhou sério para o filho. — Compre suas próprias camisinhas, não quero você roubando as nossas.


— O Rafe compra por nós dois — Max sorriu, pegando a mochila e levantando.


— Ele concordou com isso? — Alec perguntou


— Não mas ele vai — estalou um beijo na cabeça dos pais — Qualquer coisa eu pego de vocês, a Emily pode engravidar, você não, nem o Rafe, e o tio Simon vai estar tão bêbado que se ele conseguir abrir a camisinha já vai ser uma vitória.


— Espero que ele consiga, senão a família vai aumentar pelo lado de lá, não sei se suporto uma Isabelle grávida pela segunda vez — Alec fez uma expressão tão horrorizada que Max e Magnus soltaram uma gargalhada.


— Realmente não quero a tia Izzy tendo outro bebê, ela já tem um.


— A Thally? — seu pai perguntou.


— Eu.


— Ah. — Magnus rolou os olhos — Vai lá com a sua tia então...


— Vai lá com o tape...


— Não comecem! — Alec disse com uma expressão desesperada.


— Sou seu bebê também, papa — Max disse com um sorrisinho.


— Acho bom — Magnus deu um sorrisinho fraco — Com isso você ganhou o direito à segunda suíte da casa, bem longe da nossa.


— Isso é um sonho? Porque se for, não me acorde!


— Meu Deus, Max — Alec negou com a cabeça.


— Bem, já que vocês estão tão prestativos, e já vai tanta gente na viagem... Será que a Aline e a Helen podem ir também?


Um instante de silêncio se estalou na sala e Max já estava preparando argumentos na sua cabeça para que eles permitessem que suas sogras fossem também.


— Na verdade nós já estávamos pensando em chama-las mesmo — Alec respondeu.


— É sério? — um sorriso se formou nos lábios de Max.


— Sim, querido, elas são maravilhosas.


— Isso vai impedir vocês de sequestrar a Emily.


— Nunca faríamos isso, ela vem aqui por conta própria! — Alec se defendeu.


— Vocês praticamente estão tirando ela de mim! — ele reclamou.


— Não seja rabugento. Preferia que a gente não gostasse dela?


— NÃO! Mas vocês mimaram ela nesses meses mais do que me mimaram a vida toda

Era verdade, Emily não podia por os pés na casa que Magnus já estava fazendo todas as comidas preferidas dela. Sua namorada se gabava por isso por semanas.


— Não podíamos estragar você porque quem pagaria o pato seríamos nós mesmos. A Emi mimada é problema das mães dela. — seu pai disse.


— Ah, então é por isso que a tia Izzy me mima assim?


— Sim, aquela traíra — Magnus reclamou cruzando os braços.


— Não fala assim da minha tia!


— Você por acaso quer perder a suíte?


— Calei — Max deu um sorrisinho cínico e suspirou passando a mão pela gola da camisa do uniforme.


— Tudo bem, vá tomar um banho e comece a arrumar suas malas — Alec disse jogando a cabeça para trás, apoiando-a no encosto da poltrona.


Max assentiu e saiu da sala, jogando a mochila sobre o ombro.
Magnus se levantou da sua poltrona e tirou o livro do colo de Alec para se sentar no colo do marido.


— Vai ser uma viagem e tanto.


— Nem me fale. — Alec riu acariciando as costas de Magnus.

                                   * * *

— Pelo amor de Deus, eu pensei que a gente não ia chegar nunca — Rafe reclamou praticamente se jogando para fora do carro antes mesmo de Magnus estacionar.


— Olha aqui Rafael, eu passei sei lá quantas horas ouvindo você reclamar, se você reclamar de mais uma coisinha que seja eu esqueço que sou seu pai e te afogo na piscina! — Alec respondeu quase gritando, saindo do carro.


Os outros três carros pararam atrás deles, e logo todo mundo estava no gramado, tirando as coisas dos quatro porta-malas.


— Mas vocês já estão brigando? — Maryse disse se colocando ao lado de Rafe, que estava revirando os olhos para o pai.


— Max, saia já do carro da Helen! — Magnus gritou — Se você acha que você vai se livrar de ajudar a levar as coisas para dentro você está muito enganado!


Max saiu do carro com uma carranca, o cabelo todo amassado de um lado e o rosto sonolento de quem dormiu a viagem inteira.


— Cada um deveria levar sua própria mala. — ele reclamou.


— Sua tia tem cinco, seu pai seis, Rafe trouxe até um travesseiro, precisamos de ajuda. — Alec ditou, praticamente jogando as malas no chão.


Magnus revirou os olhos, deixando um beijinho na bochecha do marido.


— Pare de reclamar, estamos de férias! Levem as coisas para dentro, vou preparar meus drinks especiais para todos. — ele sorriu, segurando duas de suas malas. — Menos para os menores de idade, é claro.


Rafe se apoiou no ombro de Max e balançou a cabeça.


— Isso significa que todos vão ficar tão bêbados que não vão nem saber o que fizeram no dia seguinte.


— Isso inclui você. — disse para provocar o irmão. — Vamos só levar isso pra dentro.


***


Eles se sentaram em volta da grande mesa de carvalho no quintal depois de quase uma hora arrumando as malas e decidindo os quartos. Magnus e Isabelle ocupados preparando bebidas.


Max se sentou entre Emily e Sky perto de onde todos os jovens estavam, discutindo como eles iriam conseguir uma garrafa de vodka.


— A gente pode pegar uma na geladeira e misturar com o suco... — disse Thalia, acariciando os cabelos ruivos da namorada — Eles não vão nem notar mesmo.


— Vocês têm certeza? — Emily perguntou fazendo um coque alto nos cabelos cor-de-rosa.


— Ninguém vai pegar a jarra de suco. — Max disse em um suspiro — Vão todos beber os drinks do papa.


— Minha mãe e o tio Magnus vão demorar um pouco para ficarem realmente bêbados, mas com certeza vão ficar antes da gente — Thalia declarou.


— E aí eles nem vão notar que tem algo errado com a gente — Sky concluiu — Mas e suas mães, Emily?


Emily soltou uma gargalhada fraca, deitando a cabeça no peito de Max.


— Minha mommy vai ficar bêbada na segunda taça... E minha mãe na terceira.


Os quatro caíram na risada e logo se levantaram. Eles foram para a cozinha, fizeram uma jarra enorme de suco e esperaram.
Não demorou muito para Magnus aparecer e provar o suco.


— Isso está muito bom.


— Verdade — Max disse com um ar distraído.


Magnus assentiu e saiu para o quintal novamente. Emily se virou e abriu a geladeira, tirando uma garrafa de vodka de lá. Ela a abriu com uma certa facilidade e despejou no suco.


— Você acha mesmo que o tio Magnus caiu nessa do suco? — Thalia perguntou, enchendo um copo para ela e outro para a namorada.  — Quer dizer, de todos ele é o que mais tem experiência com bebedeiras.


— Ele não disse nada, então é melhor não esquentar a cabeça com isso. — Max deu de ombros, enchendo o resto dos copos.


Todos começaram a voltar para fora, levando a jarra de “suco” também. A mesa principal já estava com todos levemente bêbados. Alec quase sentado no colo de Magnus e contando para Helen e Aline o quanto o amava, Max sorriu, seus pais eram muito fofos. Mas ele não admitiria isso em voz alta.


Sky e Thalia estavam conversando baixinho, já no segundo copo enquanto Emily ria de alguma coisa que uma Maryse risonha dizia. Sua avó bêbada era um perigo para sua integridade moral.


Ela já estava contando milhares de histórias constrangedoras para sua namorada e para Luke, namorado dela.


— Tenho certeza que Max era uma gracinha dizendo que amava o Rafael.


— TEMOS VÍDEOS! — ela gritou. — Posso mostrar eles quando não estiver tão tonta.


Luke riu dela, beijando sua testa. Emily sorriu adorável e Max não resistiu à abraçar ela.


— Por favor, vamos ignorar o meu constrangimento agora.


— Não seja chato, Max — Emily disse rindo.


— Se minha vó for te mostrar todos os vídeos que ela tem de mim não vamos ter tempo para fazer mais nada.


— Verdade — Maryse murmurou com a cabeça deitada no ombro de Luke.


Antes que mais alguém pudesse falar alguma coisa, um barulho ecoou e os dois se viraram assustados. Deveria ser preocupante, mas tudo que todo mundo conseguiu foi rir ao ver Simon no chão em meio a uma poça de suco batizado. Felizmente haviam feito o suco em uma jarra de plástico.


— Meu Deus do céu, Simon — Isabelle estava rindo tanto que era impossível não rir também.


— Ajuda ele, mãe! — Thalia berrou do canto.


Mas Isabelle apenas gargalhava, até que Simon se forçou a se levantar sozinho. Ele pegou a mão da esposa como se nada tivesse acontecido e deu um sorrisinho idiota.


— Oh, minha doce Isabelle, sua beleza é a luz da minha vida... Ou algo parecido.


Isabelle gargalhou novamente e se aproximou do marido, o beijando um pouco mais ferozmente do que o permitido.


— Steven, ¿me has traicionado? — a voz inconfundível de Rafe ecoou. Max não precisou de um tradutor para saber que ele estava perguntando se Steven já havia o traído.


— É claro que não! — o rapaz respondeu, e ao ver a expressão confusa de Rafe negou com a cabeça — ¡es claro que no!


— ¿Está seguro? — o irmão parecia a ponto de chorar e Steven olhou para ele apavorado.


— Sí, es claro que sí. Rafael, yo te amo. — ele segurou as mãos do namorado entre as suas e as beijou. — No pense una cosa de esas.


Max desviou o olhar quando eles começaram a se beijar de modo agressivo. Eles eram explícitos demais para um lugar público.


Ele arrastou Emi de volta para onde Thalia e Skyllyn estavam, abraçadas uma na outra e claramente bêbadas, porque a metade do suco batizado que não foi derramado foi bebido por elas.


— Elas são muito fofas, não é? Sua família toda na verdade. — Emily sorriu, alisando seus cachinhos com as mãos, suas unhas curtas e pintadas de vermelho raspando de leve na sua nuca.


— Eu sou fofo também? — perguntou, se aconchegando mais nela, que soltou uma risadinha


— Sim, você é o mais fofo. — disse descansando a cabeça no peito dele. — Estou tonta. — e riu


Max riu também, porque seu coração estava batendo rápido e tudo parecia muito engraçado.


— Ele realmente acha que eu amo mais o tapete do que ele? — a voz de seu papa ecoou e Max riu baixo.


Estava prestes a responder quando Rafe começou a subir na mesa. Todo mundo se virou imediatamente na direção dele, que começou a cantar uma música que dizia algo sobre dentes ou qualquer coisa parecida.


— Desça daí, Rafael! — Alec disse se levantando rapidamente da cadeira, o que provavelmente o deixou muito tonto, pois Max teve certeza que se seu papa não tivesse o segurado ele teria caído. No fim, os dois quase caíram, e de uma forma que Max não conseguiu acompanhar, eles estavam se beijando.


Rafe continuou cantando, atraindo toda a atenção para ele, então Max aproveitou e discretamente pegou outra garrafa de vodka na mesa de bebidas e saiu andando calmamente, puxando Emily pela mão e fazendo sinal para Sky e Thalia irem também.
Os quatro deram a volta na casa e se apoiaram contra a parede enquanto Max abria a garrafa. Ele deu um gole generoso, depois passou para Emily, que passou para Thalia, que passou para Sky. A garrafa fez esse caminho até ficar vazia, então Max a colocou no chão e se virou para Emily, que no mesmo instante já estava atacando os lábios dele.
Thalia pegou Sky no colo, prendendo-a contra a parede enquanto se beijavam loucamente.
As mãos de Emily estavam embaixo da camisa de Max quando ele se afastou.


— Vamos entrar — ele disse ofegante.


Ela assentiu e eles saíram de lá, deixando Thalia e Sky quase despindo uma a outra para trás. Os dois passaram pela mesa, onde Alec estava no colo de Magnus, beijando-o loucamente e Isabelle estava contra a parede com uma das pernas em volta da cintura de Simon. Os outros provavelmente já haviam entrado.
Max ignorou a cena e entrou. Quando percebeu, já estava beijando Emily em cima do sofá, com a mão na coxa dela.


— EMILY LÍVIA PENHALLOW-BLACKTHORN!!


Max pulo do sofá e logo Emily se levantou também, mesmo com o óculos sua visão estava um pouquinho turva, mas conseguiu distinguir suas mães ali, uma apoiada na outra. Ela estava pensando em algo pra dizer quando Helen continuou.


— Vá para um quarto, é mais confortável.


Max corou dos pés à cabeça mas a namorada apenas riu, ainda se segurando no seu pescoço.


— Vocês também, mommy parece pálida.


— E você parece bêbada. — Helen rebateu, seguindo em direção ao corredor.


Por alguns segundos tudo ficou em silêncio, apenas os passos cambaleantes ecoando pela casa, Emily sorriu para Max, beijando seus lábios com calma.


— Vamos para o quarto.


***


Sky sorriu com os olhos cheios de lágrimas, Thalia estava ajoelhada na sua frente tão bêbada quanto ela, segurando uma rosa amarela de plástico.


— Você vai casar comigo? — sua voz era embolada e confusa — Quer dizer, depois da escola, e da faculdade, e quando formos maior de idade mas você casa comigo? Eu vou cuidar e proteger você, eu juro.


A ruiva pulou sobre ela, derrubando ambas na grama, beijando todo o rosto da namorada.


— Claro que sim. Eu amo você. — ela acariciou as costas úmidas de orvalho, subindo para descansar as mãos no rosto de Thalia. — Eu amo você mais que tudo.


Elas não fizeram idéia de como foram parar do lado de dentro da casa, emboladas no meio dos lençóis do quarto que estavam dividindo. Beijos ardentes e lentos e mãos por todos os lados.

                                    * * *

Emily foi empurrando Max aos beijos pelo corredor sem saber direito onde estavam e onde deveriam ir.
Algumas risadinhas escaparam do beijo, até que Max colidiu com algo, dando um grito de surpresa, que foi acompanhado por outro grito, que fez os dois se virarem.
Seria engraçado se não fosse preocupante, porque a coisa que Max colidiu foi as costas de seu papa, que estava praticamente sem blusa e com os lábios vermelhos provavelmente por mordidas. Seu pai estava pendurado ele.


— Oi, papa.


— Oi, Max — Magnus respondeu abaixando a blusa.


— Oi, papai. — Max disse o mais calmo que pode.


— Oi, filho — Alec disse com o rosto no pescoço do marido, tentando controlar sua respiração.


— Oi, sogrinhos — Emily disse tentando manter uma expressão decente.


— Oi, Emily.


— Tchau, pais.


— Usem camisinha — Alec disse enquanto começava a caminhar.


— Ok. — Max deu um sorriso cínico e saiu puxando Emily, novamente aos beijos, enquanto seus pais já estavam se agarrando também do outro lado do corredor.


Eles entraram na primeira porta destrancada que conseguiram encontrar, e assim que se virou, Max teve que por a mão na boca para conter um grito. Rafe e Steven estavam na cama, e Rafe estava sentado, da forma mais indecente possível. Tão concentrado que nem percebeu a presença de Max e Emily ali, que não ficaram mais nem um instante lá dentro e foram atrás de seu quarto.


— Eu nunca mais vou olhar pro Rafe na minha vida.

                                     * * *

— Meu Deus, Simon, abre logo isso — Isabelle disse deitada na cama, completamente sem roupas. — Não abre com o dente que fura!!


Simon revirou os olhos, ainda em uma guerra infinita contra o pacote de camisinha, o qual parecia estar girando em suas mãos.


— Eu sei, querida, não sou nem louco de te deixar grávida novamente, eu tenho amor a minha vida — ele resmungou com a voz embargada.


— O que você quer dizer com isso?


— Apenas que estou satisfeito com a Thalia — Simon respondeu e finalmente conseguiu abrir o pacote. — Olha só, abri.


— Vou deixar isso pra lá só porque eu estou com tesão.


— Ótimo, não vamos perder mais tempo, não é? — Simon colocou a camisinha e sorriu subindo em cima da esposa, colando seus lábios nos dela em um beijo afogueado que logo se transformou em outra coisa.

                                    * * *

— Rafe comprou camisinha com sabor. — Max disse respirando com dificuldade, mesmo tentando não pensar muito no irmão.


Emily deu um sorriso malicioso que combinava perfeitamente com o olhar que ela dava para ele.


— O que estamos esperando aqui então?


Max se abaixou para abraçar suas pernas e a erguer no colo antes de correr pelo corredor até o quarto, abrindo a porta com dificuldade, quase a ponto de  abrir a base do chute.


— Já tentou girar a maçaneta? — Emily perguntou, escondendo o rosto em seu pescoço e dando beijos leves.


— Ah. Claro.


Quando eles finalmente entraram, Max trancou a porta para garantir que ninguém abrisse ela por engano.


Eles tombaram na cama ainda aos beijos, soltando risadinhas quando acabavam se embolando na hora de tirar as blusas.


— Liga a água da banheira. — ela sussurrou contra os seus lábios. — Vou procurar as camisinhas.


Ele a beijou lentamente mais uma vez, ambos relutantes em se separar, os óculos de Emily jogados em algum lugar pelo quarto.


Max finalmente parou de beijá-la, indo para o banheiro da suíte e ligou a água da banheira, ouvindo a namorada xingar em alguma língua desconhecida enquanto procurava os óculos e as camisinhas antes dela entrar no banheiro.
Ela estava completamente sem roupa, o que fez Max arfar ao vê-la.
Emily o beijou e logo toda sua roupa estava no chão do banheiro. Ele colocou a camisinha e os dois entraram na banheira.
Emily se encaixou perfeitamente sobre o namorado, enquanto seus gemidos tomavam conta do banheiro.


Após muito tempo, os dois estavam ofegantes na banheira. Emily com o cabelo todo molhado, tentando controlar sua respiração e tentando se recuperar. Ela estava no peito de Max, e deu uma risadinha o olhando.


— Você está cheirando lavanda e álcool.


— E você ainda está um pouquinho bêbada — Max respondeu acariciando os cabelos dela.


— Um pouquinho só. — ela riu novamente e beijou a bochecha dele — amo você.


— Também amo você — Max sorriu e segurou o rosto de Emily antes de beija-la novamente.

                                  * * *

No dia seguinte, estavam quase todos em volta da mesa de carvalho no quintal novamente, só que as bebidas haviam sumido e tudo que havia na mesa era várias garrafas de café bem forte, pãos e outras coisas que consistem em um café da manhã, mas que ninguém além de Magnus e Isabelle ousaram tocar.
Emily estava com o maior moletom de Max que encontrou, com o pescoço pálido completamente roxo e uma carinha de morta por trás do óculos. Max estava abraçado com ela, com uma expressão não muito diferente.
Alec estava sentado sozinho com os olhos pesados, observando Magnus servir uma caneca de café para ele.
Sky e Simon estavam jogados no chão, como se estivessem apenas esperando para serem enterrados.
Thalia estava procurando seus óculos pela casa. Helen estava vomitando em algum lugar, com Aline em sua cola.
Maryse e Luke nem sequer desceram. Isabelle e Magnus pareciam que nem haviam bebido, ao passo que Rafe e Steven estavam debruçados sobre a mesa.
Eles estavam em um silêncio mortal, até que Aline chegou carregando uma Helen pálida.


— Nossa mommy, você está parecendo um fantasma. — Emily comentou.


— E você parece que rolou dois lances de escada. — Helen rebateu fraquinho apontando para o pescoço da filha.


— Alguma coisa coisa me diz que nenhum de vocês seguiu a recomendação do governo de não beber antes dos 21. — Magnus deu um sorriso irônico por detrás da xícara de chá. — Bem feito.


O restante dos presentes nem se dignaram a olhar para ele, muito ocupados em tentar encontrar suas respectivas dignidades. Como se tivessem alguma.


Alec estava com os olhos quase totalmente fechados, a cabeça explodindo enquanto se aconchegava em cima da mesa.


— Porque tudo parece tão escuro?


— Talvez porque seus olhos estão fechados? — o marido comentou, só pra provocar


— Minha nossa Magnus, precisa ser grosso assim?


— Desculpe, meu amor, vem cá — ele abaixou a xícara e estendeu os braços para puxar Alec para si, deixando ele se acomodar em seu peito. — Pronto, eu cuido de você.


— Eu devia ajudar a Thaly a procurar o óculos, mas se eu levantar daqui eu vou cair, juro. — Sky se lamentou, seguindo a namorada com os olhos.


— É. Eu preciso do meu óculos para enxergar o mundo novamente.


Isabelle olhou preocupada para a nora.


— Vocês estão realmente bem? Todo mundo usou camisinha? Precisam de lavagem estomacal? Glicose na veia?


Todos confirmaram com a cabeça parecendo muito distantes para formular respostas verbais, mas ninguém parecia precisar realmente de um posto de saúde.


— Não quero que a família aumente por enquanto, alguém precisa sei lá, de uma pílula do dia seguinte? Izzy? Emily? — Magnus ergueu os olhos do marido se esfregando como um gatinho nele. — Espere, alguém fez algo com alguém que não deveria?


Todos olharam para ele chocados, os rostos em caretas de puro nojo.


— O que? Preciso de certeza! — se defendeu


— Eca, papa. Só eca. — Rafe murmurou se sentando com cuidado ao lado de Steven


— Thalia tem certeza de que mais nada entrou em você? — Isabelle perguntou após um momento de silêncio.


— Tenho, mãe. — reclamou, achando finalmente o óculos e o colocando no rosto, feliz por finalmente ver o mundo em foco.


— Absoluta? Pode me falar.


— Mais que absoluta. Pode me passar o café agora?


— Rafael tem certeza que não explorou lugares impróprios com o seu você-sabe-o-quê?


O garoto engasgou com o café depois da pergunta de Isabelle, cuspindo uma boa quantidade no rosto do pai.


— Eu acho que tenho sim.


Alec deixou Magnus limpar seu rosto murmurando alguma coisa sobre todo mundo estar sendo malvado com ele, que era totalmente adorável e ele não resistiu à deixar um beijinho em sua bochecha, ouvindo ele ronronar.


— Ah, eu tenho absoluta. — comentou Max olhando de relance para Emily.


— Isso. Espere, o quê? Você entrou no meu quarto!?!?


— Essa casa tem muitos quartos! — se defendeu.


— E tem chave em todos por um motivo — Emily resmungou.


— Meu Deus — Rafe enfiou o rosto nas mãos.


Thalia se aproximou da mãe com o olhar perdido e uma expressão de dor.


— Você tem certeza que usou camisinha? — ela perguntou, e Isabelle a olhou assustada.


— É claro! Porque está perguntando isso?


— Não quero um irmão.


— Você está bem?


— Estou.


— Certeza? Você não fez nada de errado, não é? — Isabelle a olhou com uma sobrancelha arqueada.


— O que eu poderia fazer?


— Eu sei lá, vai que vocês acharam algo para usar, olha só Thalia se você se meter com drogas não é esforço nenhum para eu queimar seu guarda roupa, tá entendendo? Você tem bastante liberdade até certo ponto.


— Não estou usando drogas, mãe! Fique longe do meu guarda roupa.


— Eu adoro essa ameaça — Alec murmurou ainda no colo de Magnus, aproveitando o carinho.


— É claro, você é o único que pode usá-la sem medo da vingança — Isabelle respondeu. — Você passaria a vida toda com a roupa do corpo.


— Que sonho.


— Eu te bateria se você já não estivesse quase desmaiado.


— Não fala assim com o meu marido, coitado — Magnus disse dando um sorrisinho para Alec.


— Falando em marido, cadê o meu?


A mão de Simon apareceu atrás da mesa e Isabelle se inclinou para vê-lo sentado no chão.


— Seu marido aceita um carinho também.


— Thalia, faz carinho no seu pai.


Depois de um longo silêncio, Izzy sorriu para o rosto indignado de Simon.


— Brincadeirinha.


Ela se abaixou para plantar um beijinho na bochecha dele, fazendo carinho em seu cabelo enquanto ele se apoiava em seu colo.


— Melhor esposa do mundo. — ele disse sorrindo para ela.


— Há controvérsias — cantarolou Aline, praticante enfiando comida na boca da esposa, que parecia menos pálida e mais humana depois de algumas xícaras de café.


Simon não expressou em voz alta seus pensamentos, estavam próximos a facas e ele decididamente não queria encarar a fúria da mulher logo em uma manhã de ressaca.


Depois disso todo mundo pareceu entrar em seu próprio mundo, o silêncio só sendo quebrado por conversas baixinhas e o tilintar de xícaras na mesa.


— Você está se sentindo bem? — Magnus sussurrou, ainda acariciando o cabelo de Alec, enrolando mechas no dedo e soltando.


— Se eu disser que não, você continua com isso? — perguntou com uma carinha de sono


— Se você dizer a verdade, posso pensar no seu caso


Ele soltou uma risadinha com o som de indignação que o marido soltou.


— Bem melhor, mas cansado. Minhas costas estão me matando.


— Você não quer subir e dormir um pouco?


— Só se você for comigo.


Magnus amava um Alec bêbado, dizendo que o amava aos quatro ventos e contando a todos sobre seus encontros, mas um Alec de ressaca era seu ponto fraco. Ter seu marido enrolado o dia inteiro nele, com carinha de cachorro sem dono e ronronando como um gatinho era com certeza maravilhoso.


— Sem problemas, podemos deitar e dormir juntinhos o resto do dia o que acha?


Alec sorriu, deixando um selinho demorado e com gosto de café nele.


— Eu amo você.


— Também amo você. Muito.


Eles se levantaram, Magnus se oferecendo pela última vez para ajudar alguém necessitado de cuidados médicos e então subiram as escadas para o quarto.


— Quando a gente casar, eu quero que você seja assim. — Steven disse olhando para Rafe, estava descansando em seu ombro.


Max olhou para eles com cara de nojo e então para Emily que dormia apoiada em seu braço, dando uma risadinha.


— Vou levar ela lá pra cima também.


Ele se levantou com um pouco de dificuldade e pegou Emily nos braços. Ela agarrou o pescoço dele inconscientemente e Max deu uma risadinha roçando o nariz no rosto dela.
Uma seção de suspiros com a cena começou, e Max apenas sorriu saindo dali com Emily nos braços, em direção ao quarto.
Por fim, todos subiram também.

                                 * * *

Thalia e Skyllyn estavam deitadas de conchinha na cama. Sky acariciava calmamente os cabelos da namorada, que apesar do cansaço e da dor de cabeça, continuava acordada.


— Obrigada por me trazer — disse a ruiva.


— Quando precisar, amor — Thalia sorriu fraco.


— Gosto da sua família — Sky disse enrolando uma mecha de cabelo de Thalia em seu dedo.


— Ainda bem porque não ia dar pra mudar.


As duas deram uma risadinha fraca e Thalia se virou de frente para Sky.


— É legal o jeito que eles aceitam todo mundo...


— É... Eu também acho. Eles sempre acolhem quem a gente ama.


— E aceitam vocês do jeito que vocês são, isso é bonito. — a voz de Sky estava pesada e Thalia franziu o cenho.


— Eu agradeço todos os dias por isso, estaria perdida sem eles.


— Fico feliz por você.


— Eles são sua família também, mais ou menos.


— Eu sei... É só que... Você sabe, meus pais nunca aceitaram muito bem eu gostar de garotas — Sky abaixou o olhar.


— Eu sinto muito por isso. Eles estão perdendo uma menina maravilhosa, sabe disso não é?


— Acho que sim.


Thalia se aproximou de Sky e a beijou calmamente, entrelaçando seus dedos.


— Eu te amo, e se seus pais não te aceitam, o azar é todo o deles. Independente de qualquer coisa, eu estou aqui por você, todos nós estamos. — Thalia deu um sorriso verdadeiro acariciando o rosto da namorada, que sorriu abertamente.


— Obrigada... E eu também amo você.


***


Magnus deixou que Alec se acomodasse da melhor maneira em seu peito. Eles haviam tirado as camisas e ele abriu a janela para deixar o vento entrar e aliviar o calor, o sol em Idris era forte nessa época do ano.


Rodeou os braços ao redor do marido, beijando sua testa com carinho sentindo Alec retribuir com um beijo demorado em seu ombro. Ele passou uma das pernas por cima das do outro e começou a acariciar com calma seu cabelo, as unhas pintadas de azul escuro raspando levemente no couro cabeludo e fazendo Alec se arrepiar.


Havia algo em simplesmente ficar deitado com o moreno que deixava Magnus calmo, sentir o calor e a respiração tranquila dele contra seu corpo, ouvir seu coração bater contra o seu.


— Não faço a mínima idéia do que disse sobre você ontem, mas quero reforçar todas as coisas boas. — Magnus soltou uma risada com aquilo. — Obrigado por cuidar de mim, amor.


— Alexander, eu vou sempre cuidar de você.


Alec sorriu, mesmo que Magnus não pudesse ver seu rosto claramente. Ele ficou passando a ponta dos dedos pelo peito moreno do marido, aproveitando o carinho em seus cabelos.


— Eu que preciso te agradecer, Alec — Magnus continuou — Você me deu uma família, dois filhos maravilhosos, uma cunhada maluca e linda, uma sobrinha incrível e uma sogra que eu não tenho palavras para descrever. Nossa família está crescendo tão rápido, e eu estou tão feliz por você ter me proporcionado isso.


— Não existe outra pessoa no mundo com quem eu desejaria formar uma família — Alec respondeu fraquinho, com os olhos já um pouco pesados. — Eu não poderia estar mais feliz, querido.


Magnus levantou o rosto de Alec e o beijou tranquilamente, antes de se ajeitar melhor ao lado dele e voltar a acariciar seus cabelos.


— Eu te amo, meu bêbado.


— Eu também te amo, bobo. — Alec deu uma risadinha e fechou os olhos.


Magnus ficou observando o sono levar Alec, e continuou ali, cuidando e acariciando o marido, até que ele próprio também acabou dormindo.


OoOoOoOoO



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