História Tales of The Lightwood-Bane Family - Capítulo 6


Escrita por: e morgenddario

Postado
Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Tags Lightwood Bane, Malec, Sizzy
Visualizações 95
Palavras 6.197
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


a série e os livros se encontram

Capítulo 6 - 6: Max's Past


Todos estavam reunidos na sala dos Lightwood-Bane. Era sábado a noite e haviam acabado de comer pizza e doces, agora estavam apenas jogados pelo chão e sofá, conversando.


 

Isabelle estava entretida com um dos álbuns que Alec deixava em baixo da estante. Um sorriso de deboche se formou em seu rosto quando ela levantou uma foto em que ela estava ao lado de Lydia prestes a entrar no altar e mostrou para o irmão.


 

— Ei. Olhe só o que eu achei, maninho. — disse rindo. — Sabia que eu encontrei ela outro dia no mercado?


 

Alec arregalou os olhos, mais pálido do que ele já era. Magnus só revirou os olhos ao lado dele.


 

— Quem é essa? Acho que estou apaixonado. — Max comentou, pegando a foto da mão da tia e mostrando para Emily e Rafael que estava do seu lado.


 

— Nossa. Ela é bonita mesmo, meu deus. Onde foi isso?


 

Rafe franziu as sobrancelhas olhando melhor para a foto, se concentrando no detalhe ao fundo.


 

— Esse aqui no altar é o papai?

 

— Não — Alec respondeu sem emoção, cruzando os braços.


 

— É sim — Isabelle declarou calmamente.


 

Todos os mais novos arregalaram os olhos, olhando de Alec para foto. Já haviam ouvido histórias do quase casamento de Alec com uma mulher, mas ninguém pensou que era realmente verdade.


 

— Eu pensei que essa história era brincadeira! — Max exclamou incrédulo.


 

— Bem, não é — Isabelle deu de ombros com um sorrisinho.


 

— Acho que eu estou traumatizado — Rafe resmungou com uma expressão nauseada. Max pensou que ele realmente iria vomitar, então se afastou um pouco do irmão.


 

— Ok, vocês podem parar de falar do quase casamento do meu marido, por favor?! — Magnus disse com um semblante descontente. — Não é necessário relembrar isso!


 

— Concordo — Alec murmurou encarando o teto.

 

Alec puxou o álbum da mão da irmã, de cara feia e começou a folhear ele rapidamente.

 

— Eu ainda não posso acreditar que você guarda essa foto, Alec. — Magnus resmungou.


 

— Eu não guardo! Isabelle guarda! É ela que tá na foto. — fazendo um barulho de chateação, ainda mexendo desesperadamente no álbum.


 

— Papai, você tá procurando outras fotos do casamento?


 

Magnus olhou por cima do ombro dele e deu um sorriso debochado pra Isabelle quando viu a foto que Alec estava parado.


 

— Ah, essa é uma boa foto.


 

Alec ergueu o álbum, todos se amontoaram na frente dele para poder enxergar direito a foto um pouco tremida e embaçada de uma Izzy abraçado e beijando na boca uma garota de cabelos muito pretos.


 

— Elas estão fazendo o que eu acho que estão fazendo? — Perguntou Emily já chocada.


 

Izzy cruzou os braços.


 

— Para que você guarda essa foto?


 

— Pelo menos motivo que você guarda as fotos do meu casamento. — Alec rebateu rindo.


 

Rafe olhou pra eles com ainda muita cara de náuseas, uma expressão de choque.


 

— Será possível que todo mundo dessa família já colocou o pé no Vale Homossexual? E no Hétero, no caso do papai.

 

Todo mundo ainda estava meio chocado pela foto de Isabelle beijando uma mulher, mas todos deram de ombros.

 

Thalia ainda estava encarando a foto no colo do tio como se estivesse procurando algo de errado na imagem. Sempre pensou em sua mãe com uma mulher, mas ver uma prova já era outra história. Por fim, ela deu um sorrisinho com a pergunta de Rafe e se virou para Max.


 

— A hora é agora, Max, conta pra gente se você já beijou algum menino ou foi a Emily quem tirou seu BV?


 

Max engasgou com a própria respiração e encarou Thalia com as sobrancelhas arqueadas. Todos pareciam curiosos para saber a resposta daquilo, inclusive Emily, o que deixou Max ainda mais nervoso.


 

— Então... hã... já.


 

Um silêncio mortal tomou conta da sala. Todo mundo ficou olhando para ele como se de repente sua pele tivesse ficado azul. Esticou o braço para ter certeza que ainda estava pálido como de costume, apesar de sentir suas bochechas esquentarem.


 

— Como é que é? — Magnus perguntou após alguns segundos. — E toda aquela história de 'ah só porque eu namoro uma menina e não um menino'?!


 

— Eu namoro uma menina, papa — Max respondeu rolando os olhos.


 

— Eu sempre soube!!! — Rafe exclamou com um sorriso brilhante e uma empolgação exagerada.


 

Max quase estapeou a própria testa, mas se conteve. Seria cômico as expressões de todos em sua direção se ele não estivesse nervoso. Nunca havia contado sobre isso a ninguém.

 

— Como eu nunca fiquei sabendo disso? — Magnus perguntou parecendo muito magoado. — Quem foi? E porque não soubemos dele?

 

Rafe olhou pro irmão, ainda com um sorriso de quem havia acabado de ganhar uma aposta de trinta dólares com a prima, e bateu no ombro do irmão mais novo.

 

— É. Porque eu nunca soube disso? Eu sou o seu irmão mais velho, tinha direito de saber.

 

Max só deu de ombros, muito vermelho e de repente também muito na defensiva. Emily olhava para ele com a sobrancelha franzida, eles já haviam conversado sobre isso e ele nunca havia mencionado um menino que havia beijado antes.

 

— Quem é? — perguntou interessada também, Thalia se inclinando sobre ela, curiosa.

 

— Quem é, eu sou sua melhor amiga você não me contou isso, Max. Estou ofendida.

 

Magnus cruzou os braços.

 

— E eu sou seu pai, porque não me contou isso?

 

Max só suspirou, sabia que em algum momento aquilo poderia aparecer mas não esperava que fosse daquele modo.

 

— Não era um segredo só meu pra contar. Ainda não é e então não posso dizer quem era ele. — deu de ombros — E porque isso importa? A gente nem… namorou de verdade.

 

— Importa porque é uma informação muito chocante — Isabelle replicou. Acabou recebendo expressões que diziam 'sério? a gente acabou de ver uma foto de você beijando outra mulher', mas simplesmente ignorou.


 

— Agora até eu estou curiosa — Sky murmurou de seu cantinho, mas com o olhar ainda preso no celular que estava na mão de Simon, que provavelmente não fazia ideia do que estava acontecendo por estar absorto demais no jogo.


 

Max abriu a boca para falar alguma coisa, mas se calou quando seu pai começou a falar.


 

— Deixem o Max, pessoal — Alec murmurou. — Não podemos forçá-lo a contar.


 

— Bem... na verdade podemos — Thalia disse calmamente, recebendo um olhar fulminante da mãe e do tio. Malditos Lightwoods e seus olhares de morte, ela precisava aprender a fazer isso algum dia. — Mas é claro que não vamos fazer.


 

Max assentiu, parcialmente aliviado. Emily se afundou em um silêncio, como se não tivesse mais interesse de prestar atenção no que estava acontecendo, e isso não o estava deixando nem um pouco aliviado.

Ele olhou para seu papa, sabia que um daqueles dramas de você-não-confia-em-mim estava prestes a começar, então se adiantou.


 

— Olhem, eu realmente queria contar para vocês, juro. Era difícil passar por tudo sem poder falar para ninguém, mas ele não é assumido, bem, eu tecnicamente não era até cinco minutos atrás mas nem toda família é compreensiva como vocês, ok? Nós só ficamos por um tempo e acabou.

 

Magnus suspirou, balançando a cabeça em compreensão.

 

— Ok. Entendemos. Mas você ainda poderia ter falado conosco, não iríamos obrigar o garoto a se assumir ou algo assim. Ele é da sua escola?

 

— É. E ele queria segredo, não podia fazer isso com ele e sair contando pra minha família toda, ainda mais que Rafe e Thalia estavam lá, ele não queria.

 

Alec apertou o ombro dele com carinho, recolhendo o álbum.

 

— Está tudo bem, querido. A gente entende, ele precisava levar o tempo dele e você foi muito bom em respeitar isso.

 

— Obrigado, papai.

 

O homem deu um sorriso para ele, apertando seu ombro mais uma vez antes de sair da sala para guardar o álbum longe dos olhares curiosos. Rafe e Thalia estavam muito entretidos tentando listar todos os meninos da escola com quem Max poderia ter ficado para se importar com o resto da família tendo segredos obscuros de relacionamentos passados.

 

Max se aconchegou mais nas almofadas que estava sentado com a Emily e passou o braço pela cintura dela.

 

— Porque quando eu te perguntei você não disse que já tinha saído com um garoto?

 

— Não queria trazer esse assunto. — dando de ombros — Isso é um problema?

 

— Claro que não, Max. Mas eu queria que você tivesse sido honesto comigo. Vocês… ficaram juntos por muito tempo?

 — Quase um ano por aí — Max respondeu puxando Emily contra si e afastando uma mecha de cabelo rosa do rosto dela. — Desculpe não ter te contado, Emi, é um assunto meio delicado para mim, entende?

 

— Está tudo bem — Emily suspirou. — Eu o conheço?

 

Max tinha certeza que desde que Emily virara líder de torcida — porque estava precisando de nota e foi a única forma que ela encontrou para se recuperar. Ela simplesmente odiava ter que se submeter àquilo — ela provavelmente já o vira várias vezes, mas nem sequer deveria ter prestado atenção.

 

— Não — respondeu calmamente.

 

— E você... gostava dele? — ela perguntou um pouco mais baixinho, encostando a cabeça no ombro dele.

 

Max chegou até a pensar que ela estava bem com isso, mas viu que ela estava estrangulando uma almofada, quase rasgando-a com as unhas compridas pintadas de vermelho.

Emily ficava uma fofa desvairada quando estava com ciúmes. Ao mesmo tempo que Max tinha um certo medo, queria apertá-la em seus braços e enchê-la de beijos.

 

— Eu acho que sim, na verdade nunca parei realmente para pensar nisso — Max suspirou pesadamente e abraçou a namorada mais forte, dando um beijo na bochecha dela. — Não precisa esquartejar a almofada, coelhinha, estou aqui com você. Só com você.

 

Ela deu um sorrisinho pra ele, abraçando pelos ombros e largando a almofada. Max deixou um beijo estalado na bochecha dela.

 

— Acho bom mesmo. Mas eu ainda vou descobrir quem ele é. — Max revirou os olhos, mas sorria.

 

Sabia que ela não poderia descobrir quem era, ele e Erik sempre foram muito discretos, ainda eram, principalmente durante os jogos. Mas se aquela era uma maneira de Emily se sentir melhor, ele não se importava de deixá-la acreditar.


 

*****

 

— Thalia, eu achei ele. Já sei quem é. — Emily quase gritou no telefone, Thalia precisou afastar o celular da orelha. — Desce aqui agora, e traga o Rafe ou eu vou cometer um crime de ódio! ELE ESTÁ COMENDO O MAX COM OS OLHOS! SÓ EU POSSO FAZER ISSO!

 

— Tá bom, tá bom. — ela olhou para Rafe, que estava segurando a risada ao lado dela ouvindo o que a cunhada dizia — Nós já estamos indo, doçura.

 

Thalia se segurou para não rir dela, ou o crime de ódio seria contra ela. Começou a descer as arquibancadas até onde as líderes de torcida ficavam, vendo uma Emily furiosa quase enfiando o pompom dela em lugares indevidos do garoto.

 

Ela estava adorável com o uniforme azul e vermelho das líderes de torcida do time do instituto. Os cabelos cor-de-rosa estavam presos com uma fita vermelha, e ela estava depenando seu pompom.

 

— Emily, você fica muito fofa com essa roupa — Rafe comentou se apoiando na grade do campo, claramente querendo irritá-la ainda mais.

 

Emily o olhou como se estivesse calculando uma forma de chegar até o pescoço dele para estrangulá-lo. Thalia pressionou os lábios para não cair na risada.

 

— E então? O que foi? — ela perguntou a Emily.

 

A garota se virou de volta para o campo ela apontou discretamente — pelo menos na cabeça dela — para onde o time de Max estava se aquecendo para o jogo contra o time do instituto.

Fato observável: Emily nunca torcia para o time do instituto, principalmente quando seu namorado estava no outro time. Ela não era uma das melhores líderes de torcida.

 

— O Max está se aquecendo, e daí? — Rafe perguntou confuso.

 

— Não é para vocês olharem o Max, e sim o garoto do lado dele que está dando pra ele em pensamento — Emily murmurou irritada.

 

De primeira Thalia não viu nada demais, mas depois conseguiu ver um menino de cabelos castanhos olhando Max de cima abaixo. Rafe provavelmente viu também, pois abafou uma risadinha.

 

— É o Erik — Thalia disse com uma expressão pensativa. — Faz quase todas as aulas com o Max sem contar os treinos. Ninguém nunca conseguiu conquistá-lo e agora eu entendi o porquê.

 

Emily estava olhando pra ele furiosa.

 

— Só eu posso dar mentalmente para o meu namorado. Quem ele pensa que é?

 

— O ex do seu namorado talvez. — Rafe deu de ombros, rindo. — E ele é muito gatinho. Tenho certeza que ele já apareceu lá em casa duas ou três vezes.

 

Emily respirou fundo, ignorando o Rafe e voltando a olhar pro campo. Max e o garoto estavam aos berros um com o outro agora, parecendo muito stressados. Max revirou os olhos, tirando o cabelo da testa e dando as costas para ele, se abaixando para pegar as cotoveleiras no chão.

 

— Meu Deus, olha que olhada ele deu na bunda do Max, se eles não tiveram alguma coisa ele quer ter. — Thalia continuava olhando pra eles, tentada a tirar uma foto ou até fazer um vídeo para usar em algum momento. — Se eles eram discretos assim quando estavam juntos, como eu nunca reparei?

 

— Que climão, hein. — disse Rafael, olhando eles também. — Como nunca vimos isso?

 

— Eles tem todas as aulas com ele? Ele fica olhando pra ele assim sempre? — Ignorando o fato do jogo ter começado e que ela deveria já estar torcendo, não que ela fizesse aquilo bem.

 

— Como eu vou saber? Não estudo mais aqui e… WOW! GOL! Foi do Max!

 

Emily se virou rapidamente, finalmente dando algum sinal de entusiasmo, mesmo sendo para o time adversário. Ela até conseguiu dar um sorrisinho mas depois viu que Max estava comemorando abraçado com o garoto. E para ajudar, como se não pudesse ficar pior, Erik deu uma fungada no pescoço de Max.

 

Emily precisou se segurar para não invadir o jogo, ela se virou para Rafe e Thalia. Estava um barulho por causa da cesta recém feita, e por isso ninguém deu importância para o grito de Emily.

 

— Ele está fungando no pescoço do meu namorado!!! Meu Deus, eu vou pagar alguém do instituto para quebrar a perna dele.

 

Tanto Thalia quanto Rafe olharam incrédulos para Emily. Sabiam que ela não faria isso, ela não era tão doida, mas ficaram com um pouco de medo.

 

— Você deveria pagar alguém para ficar com ele — Rafe resmungou, levando uma cotovelada de Thalia. — Ai!!

 

— Não dê idéias! — Thalia resmungou e voltou a olhar para o jogo.

 

Realmente o garoto comia Max com os olhos, olhava para ele sempre que podia, mas Max não parecia notar muito. Thalia se perguntou como seria quando eles estavam juntos, o que faziam no vestiário, etc.

Arregalou os olhos ao perceber que tinha pensado alto.

 

— Ok, eu vou entrar naquele vestiário depois do jogo e quero ver alguém me impedir — Emily resmungou com as bochechas avermelhadas. Infelizmente não era por vergonha.

 

— Relaxa, Emily. Max não tá nem olhando, awn, ele te mandou um coração. Meu irmão é um fofo.

 

Thalia soltou uma risada alta.

 

— Olha lá, o Erik ficou putinho.

Emily revirou os olhos, prestes a entrar no campo quando anunciaram o intervalo e a maioria das pessoas na arquibancada saindo para comer e os jogadores se separaram no campo para se hidratar e aquecer para o próximo tempo e ela foi arrastada pelas líderes do Instituto para dentro do vestiário, provavelmente para mandarem ela parar de torcer para o time adversário.


 

****

 

Max e Erik formaram duplas para o aquecimento. Os dois se encarando constrangidos e vermelhos como era sempre depois que se separam. Quando não estavam tendo conversas tensas, estavam gritando um com o outro dentro do campo.

 

— Como vai a sua namorada? — ele perguntou enquanto se agachava para segurar as pernas de Max durante as abdominais.

 

— Vai bem… e a saúde?

 

— Vou bem… então… você parece gostar muito dela.

 

— Eu gosto. Emily é importante pra mim. E os namoradinhos?

 

Erik olhou pra ele com a testa franzida, quase como se não acreditasse que ele estava mesmo perguntando algo assim, daquela maneira.

 

— Ainda não encontrei ninguém tão bom quanto você. — disse dando um sorrisinho amarelo quando Max se engasgou com a própria saliva.

 

— Obrigado? Eu achei que você estava saindo com aquele garoto do segundo ano.

 

Pode ser que Max tivesse dado um jeito de conseguir essa informação de modos não muito normais. Como perguntando ou ouvindo fofocas. Ele nunca acreditou que tinha realmente boas habilidades de stalker até isso.

 

— Estava. Mas ele era um idiota… então, a gente acabou terminando.

 

— Ele foi idiota com você? Se quiser posso dar uma assustada nele — Max perguntou um pouco mais sério. Erik deu uma risadinha.

 

— Não, não, ele só é um idiota mesmo — Erik deu de ombros. — Não faz meu tipo.

 

— Entendi — Max respirou fundo, jogando a cabeça para o lado para tirar o cabelo da testa. — Você vai encontrar um cara legal.

 

— É, quem sabe um cara legal não termina logo com a namorada — ele murmurou com um sorriso pequeno. Max ficou pálido e depois vermelho. Erik gargalhou estendendo a mão para ajudá-lo a levantar. — Estou brincando, relaxa.

 

Max deu um sorrisinho sem jeito e pegou na mão dele para se levantar. Ficou encarando Erik enquanto segurava a perna dele para ele se alongar. Antes eles adoravam esses momentos como o de se alongarem juntos, ficavam conversando sobre coisas aleatórias e o treinador precisava quase estourar o apito para tirá-los do mundo deles.

 

Agora era um tanto constrangedor. Erik era lindo, os cabelos castanhos e lisos sempre jogados para o lado, os olhos claros e um sorrisinho torto de deixar qualquer um sem fôlego. O corpo de Max começou a agir no piloto automático, enquanto a mente dele devaneava em lembranças.


 

Erik olhou para ele por cima da porta do armário do vestiário, dando um sorrisinho adorável que quase fez o Max se derreter ali mesmo.

 

Eles tinham acabado de sair do treino, era quase final de tarde. Todos os outros garotos estavam muito entretidos falando sobre as técnicas do jogo e em como eles iriam massacrar o time adversário no próximo jogo enquanto os dois estavam distraídos demais apenas se olhando para se importar com aquilo.

 

Peter deu um sorrisinho para eles e bateu de leve nas costas de Erik para chamar a atenção deles, rindo um pouco.

 

— Vocês vão demorar ainda? Nem tomaram um banho nem nada ainda.

 

Max se esforçou ao máximo para não ficar corado e encarou o amigo com cara de desinteresse.

 

— Hã… a gente só se distraiu aqui, conversando sobre o jogo. Nós já vamos.

 

Peter ergueu uma sobrancelha, rindo. Olhou para eles com uma expressão de malícia muito engraçada antes de assentir, vestido a jaqueta.

 

— Ok. Não demorem, por favor. Vou ficar esperando vocês na lanchonete de perto do seu prédio, Max. — ele bagunçou o cabelo do Erik — Nada de ficarem se agarrando por ai. Deem um descanso para as meninas.  — mexendo as sobrancelhas sugestivo.

 

Max ficou vermelho, observando ele sair por último do vestiário e apenas encostando a porta defeituosa. Erik envolveu seus braços pelos ombros dele, deixando um beijo na sua bochecha, carinhoso.

 

— Um dia eu espero poder dizer que na verdade eu estou me agarrando com você. Assumir nós dois pra todo mundo.

— Espero ansiosamente — Max respondeu levantando o braço e envolvendo a mão de Erik com a própria.

 

Ele virou a cabeça um pouco, o bastante para conseguir alcançar os lábios de Erik, em um beijo calmo e singelo. Max estava prestes a se virar e abraçá-lo, mas se forçou a se afastar. Caminhou até a porta e a fechou com força.

 

Aquela porta era toda defeituosa, se ela batesse, era muito difícil de abrir, pois ela ficava emperrada. O treinador sempre dizia para eles apenas a encostarem.Mas os dois já haviam pegado a manha para abrir a porta a contar com todas as vezes que a emperraram de propósito para poderem ficar sozinhos no vestiário.

 

Ele se voltou para Erik, que sorria lindamente para ele. Voltou para os braços do garoto e o beijou novamente, dessa vez abraçando o pescoço dele.

 

— Hum, fiquei esperando por isso o dia todo — Erik murmurou contra os lábios de Max, segurando-o pela cintura.

 

— Eu também, parecia que o treino não acabava nunca — Max respondeu com uma risadinha pequena.

 

Max começou a dar passos para frente, até Erik colidir com uma fileira de armários. Ele se encostou e abriu as pernas, colocando Max entre elas.

 

— Você é lindo — Erik disse com um sorrisinho, passando a mão pelos cachinhos azuis de Max, enrolando o dedo em alguns.

 

— Você também — Max respondeu e o beijou novamente, passando a mão pelo peito descamisado dele.

 

Ainda precisavam tomar um banho, então Max se afastou, dando um sorrisinho pecaminoso.

 

— Vamos tomar banho.

 

Erik sorriu puxando ele para mais perto pela passadeira do shorts, grudando os peitos e deixando um beijo no canto da boca dele.

 

— Convite tentador, docinho.

 

Apesar de ainda não terem passado de alguns amassos mais quentes, principalmente nos vestiários, os dois já estavam mais que acostumados a dividir o chuveiro dali. Eles precisavam treinar se eles queriam ser discretos para todo o resto do time.

 

Max desceu o shorts e a cueca enquanto Erik estava mexendo no chuveiro para conseguir água quente, uma habilidade que eles aprenderam muito rápido. Abraçou ele por trás, as mãos espalmadas na barriga já quase trincada do — tecnicamente — namorado, os dedos roçando na barra do short dele.

 

— Eu senti sua falta, você ficou lá em casa um dia e eu já senti falta de ficar com você agarradinho lá.

 

Max deu um sorriso, beijando o ombro dele.

 

— Também senti sua falta.

 

Erik se desvencilhou dele para poder tirar sua própria roupa antes de se jogar embaixo do chuveiro, molhando os cabelos e fechando os olhos. Max precisou de um momento para recuperar o fôlego de ver ele daquele jeito antes de se deixar ser puxado pela cintura para se molhar também.

 

Eles se beijaram por longos minutos, as mãos de Erik massageando suas costas enquanto mordia seu lábio, descendo as mãos para a apertar sua bunda devagar, fazendo Max soltar um gemidinho em meio a uma risada.

 

— Seu safado. — acusou, apoiando as mãos no peito dele e sorrindo.

 

Erik sorriu também, beijando ele de novo e o puxando para ainda mais perto, se fosse possível. O beijo tomando proporções muito grandes em pouco tempo como geralmente acontecia com eles.

 

Max se roçou em Erik, arrancando um gemidinho fraco entre o beijo. Ambos já estavam dolorosamente duros, o que deixava tudo mais intenso.


Max empurrou Erik até chegar na parede e continuou a beijá-lo, descendo a mão desde o ombro dele até seu membro. Erik arquejou para frente, soltando a boca de Max para gemer.


Os lábios de Max grudaram no pescoço de Erik e ele foi descendo os beijos, se ajoelhando no chão molhado.


Os dois trocaram um olhar intenso até que Max tomou o membro dele em seus lábios.


Erik gemeu alto, enfiando as mãos entre os cachos molhados de Max, puxando com um pouco de força. Ele definitivamente não estava esperando por isso, mas não seria louco de reclamar. Que boca maravilhosa Max tinha!


O corpo de Erik estremeceu enquanto ele estimulava os movimentos do outro, e nem teve tempo de avisar que estava perto. Simplesmente gozou na boca dele.


Max gemeu se afastando, e engoliu tudo que estava em sua boca. Passou a língua pelos lábios e se sentou no chão. Erik se sentou ao seu lado.


Os dois voltaram a se beijar intensamente, e no instante seguinte Max estava sobre o colo de Erik, rebolando enquanto o beijava.


Gemidos sôfregos escapavam da garganta de Erik, enquanto ele tateava todo o corpo de Max.

— Eu não vou conseguir me controlar se você continuar fazendo isso — Erik murmurou após uma rebolada mais forte de Max.

— Se controlar? Eu não quero que você se controle.

O corpo de Erik começou a queimar de tesão e ele agarrou as coxas de Max.

— Senta em mim — pediu em um sussurro rouco.

Max ficou tenso.

— Aqui?

— Sim?

O garoto suspirou, Erik continuou beijando os ombros dele.

— Agora não, Erik... Só me faz gozar.

— Eu te faço gozar fodendo você — Erik rebateu com a voz pesada pelo tesão.

O corpo de Max ficou ainda mais tenso, sentindo seu coração pulsando na garganta. Queria aquilo, mas não ali.

— Eu não quero agora, não aqui — respondeu fracamente, pensando que Erik iria afastá-lo, mas ele simplesmente continuou com os carinhos e apertando sua bunda.

— Por favor...

— É estranho pensar em fazer isso pela primeira vez aqui.

Erik suspirou contra sua pele.

— Tudo bem, não vou insistir — disse sem nem mesmo decepção na voz, apenas sorriu minimamente e beijou Max novamente.

 

Max suspirou contra os lábios dele, um pouco aliviado. Ele gostava de com Erik era nesse sentido. Nunca insistia. Nunca pressionava.

 

Ele voltou a beijar ele com urgência, segurando os ombros dele com força e Erik começou a apertar sua bunda e coxas novamente, esfregando a palma da mão nelas, roçando os dedos em sua virilha.

 

— Você gosta? — perguntou com os lábios contra o peito dele, mordendo e chupando, rodeando o mamilo com a língua.

 

— Gos-to. — gemeu, apertando mais os ombros dele, as unhas curtas deixando marcas vermelhas ali.

 

— Então geme gostoso pra mim, Max. — pediu em uma voz rouca, deixando um tapa em sua bunda, o ajudando a levantar.

 

Max suspirou, gemendo quando suas costas se chocaram na parede do chuveiro e Erik estava ajoelhado na sua frente. A água caia em seu cabelo e descia por todo o seu corpo o deixando muito sexy. Ele beijou suas coxas, subindo os lábios até envolver todo o seu membro com eles.

Max gemeu mais alto, jogando a cabeça pra trás e segurando os cabelos dele com força, apertando sua nuca contra ele, enquanto Erik continuava empenhado nos movimentos até Max gozar forte em sua boca.

 

Ele esperou que o outro se recuperasse até escorregar para o chão novamente, sentando ao lado dele e passando as mãos pela sua cintura, abraçando ele e apoiando a cabeça no ombro do Erik, um pouco corado.

 

Erik riu, beijando o nariz dele todo carinhoso.

 

— … A gente devia sair logo daqui, não é? — Perguntou Max.

 

— Sim, Peter deve estar achando que fomos sequestrados — Erik disse com uma risadinha.

 

— Eu não duvido — Max riu fraco e levantou a cabeça para cima, alcançando os lábios dele mais uma vez.

 

De volta ao campo, Max estava tão avoado que nem notou que o intervalo do jogo havia acabado, muito menos que Erik o estava chamando provavelmente há muito tempo.

 

— Max? Você está bem? — ele perguntou com o cenho franzido.

 

— Oh, sim, só estava lembrando de algo que meus pais me pediram para fazer e acabei me distraindo — Max disse calmamente. Parecia menos idiota na sua cabeça.

 

Erik deu de ombros. Max o encarou por um instante e depois se virou para os bancos, procurando Emily no meio das líderes — o que não era difícil já que ela era a única líder de cabelo rosa.

 

Se arrependeu no instante em que a encontrou. Emily estava com os braços cruzados, com uma expressão fechada. Max forçou um sorrisinho para ela, que foi retribuído um pouco forçadamente, então o olhar dela caiu sobre Erik, que continuava ao lado de Max. Não era possível que ela havia descoberto.

 

Não que Max tivesse algo a esconder da namorada, mas a idéia de alguém saber que era Erik o garoto o deixava assustado após tanto tempo fazendo tudo escondido.

 

— Sua namorada não gosta de mim. — Erik disse, parando ao lado dele e encarando Emily.

 

Max desviou os olhos dela para ele e depois de volta para ela. Emily parecia muito furiosa embora tentasse disfarçar. Ele suspirou antes de se desvencilhar do “abraço” de Erik e voltar para se alongar.

 

— Ela só deve estar chateada que estamos massacrando o time dela.

 

Era mentira e os dois sabiam disso. Erik ergueu uma sobrancelha para ele mas também não disse nada, se abaixando para pegar no chão do campo o seu capacete, piscando para Max antes de ir para os bancos.

 

Ah, ele estava ferrado!

 

****

 

Depois do time do Instituto perder de 2 a 6 para a Escola de Idris Max correu para encontrar quase sua família toda no final da arquibancada.

 

Thalia e Rafe parabenizaram ele com entusiasmos antes de saírem correndo arrastando seus pais e sua tia para comer alguma coisa nas barraquinhas da escola. Max segurou Emily pela cintura suspendendo ela só o suficiente para conseguir lhe dar um selinho demorado.

 

— Você estava torcendo por mim. É uma péssima líder de torcida. — ele provocou.

 

A menina esqueceu a carranca por um momento para sorrir pra ele, passando os braços por seu pescoço.

 

— Eles dão a nota pelos treinos e por aparecer nos jogos. Não preciso ser boa. — ela beijou ele mais uma vez. — Você arrasou.

 

— Nosso time é ótimo.

 

Ela continuou olhando pra ele, dessa vez com uma sobrancelha arqueada, os olhos sérios.

 

— Por falar em time… Erik, hein? Ele é bonito.

 

Max coçou a garganta nervoso.

 

— Hmm… ele é. — deu um sorrisinho. — Estava prestando atenção nele?

 

— Ele estava prestando atenção na sua bunda. Eu tenho que admitir, é uma bunda bonita, mas só eu posso ficar mordendo ela com o pensamento.

 

Max tentou evitar ficar corado mas não conseguiu.

— Sério? Deve ter sido impressão sua — tentou.

Emily suspirou e escorregou a mão pelo peito Max, mudando o peso de um pé para o outro.

— É ele, não é? O seu ex.

Max ficou mais surpreso por não sentir nenhuma irritação no tom de Emily. Pela cara que ela estava, ele pensou que ela iria fazer um escarcéu. Mas Emily era maravilhosa demais pra isso, Max até se sentiu mal por ter pensado tal coisa.

— Sim — ele respondeu com um suspiro.

— Entendi — Emily respondeu. — Pelo menos você tem bom gosto. Espero profundamente que você não retribua aqueles olhares porque senão eu serei obrigada a bater nessa sua carinha linda.

Max deu uma risadinha e apertou mais Emily contra si. Afastou uma mechinha de cabelo que havia se desprendido do rabo de cavalo e colocou atrás da orelha dela.

— Porque eu olharia para mais alguém enquanto eu tenho uma namorada linda dessa em um uniforme de líder de torcida muito sexy e adorável ao mesmo tempo?

Emily revirou os olhos carinhosamente e deu uma risadinha.

— Hum, mas eu vou ficar de olho nele — disse ela. — Agora vá tomar um banho, você está todo suado.

 

Max sorriu, colando mais os corpos só pra provocar ela, beijando seu nariz e começando a esfregar o rosto no pescoço dela.

 

Emily se afastou rindo, limpando a pele com as mãos e estapeando ele ao mesmo tempo.

 

— Eca! Max! Seu nojento!

 

— Seu nojento. — ele sorriu e ela foi obrigada a sorrir também.

 

— Você é tão brega. — não era bem uma crítica, Emily adorava quando Max falava essas coisas bobas pra ela.

 

— Vai comigo na comemoração, certo? Prometo que vai ser divertido.

 

Ela assentiu, beijando ele mais uma vez antes de deixar Max sair correndo para o vestiário, quase caindo algumas vezes no caminho.

 

(...)

 

Max entrou no consultório do pai levando uma sacola com o almoço até comprou na lanchonete da esquina.

 

Ele sabia que era o horário do almoço de Magnus agora então não se importou de bater na porta antes de entrar. Agora que eles sempre conversavam durante aquela hora e que o assunto de Erik já estava pronto para entrar em ebulição na família.

 

— Oi papa. — Ele deu um sorriso, balançando a sacolinha na frente do corpo.

 

Magnus estava deitado totalmente largado sobre o divã do consultório, folheando um jornal de deliverys, provavelmente para o almoço. Abriu um sorriso quando Max apareceu e se sentou, batendo no estofado ao seu lado para o filho sentar.

 

— Ei, Smurfinho. Como foi a aula?

 

— Foi normal — Max jogou a mochila no chão e arrastou a mesinha que ficava no centro do consultório para o lado do divã, colocando a sacolinha em cima dela. — Mais um dia como outro qualquer com quase todo mundo me perguntando sobre o Rafe.

Quando Rafe estava no ensino médio, ele era bem popular entre os alunos e talvez tenha beijado todos os garotos não héteros de lá, o que resultava em: agora que ele estava na faculdade todas as conquistas dele e as garotas que nunca tiveram chance com ele ficavam atrás de Max perguntando como Rafe estava etc.
Max perdia a conta de quantas vezes falava que não podia passar o número de Rafe porque ele é comprometido.

— Se perguntam dele até para mim não quero nem imaginar como é com você — Magnus deu uma risadinha e começou a tirar as coisas da sacola. Assim que se virou para Max viu que ele estava levemente inquieto. — Está tudo bem, filho?

Max mordeu a boca. Estava ensaiando para contar para seus pais sobre tudo, mas decidiu contar para seu papa primeiro.
Magnus era psicólogo, o trabalho dele era ouvir e ajudar as pessoas, então Max supôs ser um pouco mais fácil.
E era mais fácil acalmar um pai surtando com informações novas do que dois.

— Eu queria, hum, conversar com você sobre... hã, minha experiência com garotos, sabe? — Max disse gaguejando. Riria de si mesmo se não estivesse nervoso.

Magnus arqueou as sobrancelhas e se recostou no divã com um sorrisinho pequeno.

— Garotos? No plural?

— É, talvez eu tenha dado alguns beijos em outros garotos, mas o ponto principal é o garoto.

— Que você ficou escondido?

— Sim — Max deu de ombros. — Olha só, não surta, tá bom? Você se lembra do Erik? Aquele meu amigo que dormiu lá em casa algumas vezes?

Magnus franziu o cenho como se estivesse tentando vasculhar sua mente. De repente a imagem de um garoto de cabelos castanhos e olhos claros invadiu sua cabeça e ele arregalou os olhos.

— O que?!! É ELE??

 

— É. Eu contei isso pra Emily e depois ela descobriu quem era então eu achei justo contar pra você e pro papai também.

 

Magnus segurou a mão dele e apertou de leve, dando um sorriso.

 

— Fico feliz que tenha contado. — Depois ele arregalou os olhos como se houvesse acabado de pensar direito. — Isso significa que quando ele ia lá em casa…? Max! Vocês pelo menos usaram camisinha?

 

— O QUE? PAPA! Eu não transei com ele. Só com a Emily.

 

— Só queria ter certeza. — ele suspirou, dando uma mordida em seu lanche.

 

— Foi quase, na verdade. Mas não aconteceu.

 

Magnus esperou ambos terminarem de mastigar e bebericou seu refrigerante antes de encarar o rosto ansioso do filho.

 

— Porque quase? O que aconteceu?

 

— A gente ficava escondido, nem o Rafael sabia.

 

— Eu... Eu não sei, eu acho que... Eu tinha um pouco de medo, sabe? Eu não sei o que acontecia comigo, eu tinha medo de não saber o que fazer.

Magnus bebeu mais um gole de seu refrigerante e colocou a lata na mesa antes de voltar a encarar Max.

— Você só não estava preparado, Max. as vezes ficamos com medo de fazer algo quando não estamos 100% certos de que devemos fazer — ele disse calmamente.

Max deu de ombros. Pensou em como foi sua primeira vez. Sem dúvida ele estava 100% certo que queria aquilo, que era a hora certa e que Emily era a pessoa certa.

— Deve ser, antes de começar a ficar com a Emily as vezes eu me arrependia de nao ter... você sabe, com ele.

— Agora voce não se arrepende mais? — Magnus perguntou com uma sobrancelha arqueada.

Max deu um sorrisinho pequeno e balançou a cabeça.

— Não. Acho que era pra ser com a Emily mesmo.

— É... As coisas acontecem na hora certa, voce gostou de ter a sua primeira vez com a Emi? — Magnus perguntou com um sorrisinho curioso.

— Gostei, foi tudo fluindo sabe? Espontâneo. Foi ótimo — Max respondeu ignorando suas bochechas corando.

Sempre teve problemas em conversar com seus pais sobre seus sentimentos, mas agora parecia estar ficando um pouco mais fácil.

— Então no final foi tudo ótimo, você e a Emily tiveram uma primeira vez bacana, sem medo, é uma coisa boa.

— É, eu acho que sim — Max suspirou. — Mas é estranho, sabe? Eu... gostava do Erik, tenho certeza que seria especial com ele também, ele sempre foi incrível comigo. Nós fazíamos coisas... mas eu nunca, hum, consegui ir até o final, e eu nunca entendi o porquê.

 

— Não era a hora, Max. As coisas acontecem quando devem acontecer.

 

Max assentiu, mordendo mais uma vez o seu lanche, sujando todo o queixo de ketchup.

 

— Sim, no fim tudo antes dela não era pra passar de alguns amassos mesmo.

 

Magnus sorriu, se esticando para limpar a boca dele com um guardanapo. O filho sorriu, aproveitando para deixar um beijo na mão dele.

 

Max gostava de como ele estava ficando mais próximo dos pais agora. Os amava mais que tudo, era reconfortante conseguir conversar com eles mais tranquilamente. Mostrar todo o carinho que tinha pode eles.

 

— É agora você tá tirando o tempo perdido porque haja camisinha pra você e a Emily. Precisa arranjar um emprego de verão nas férias.

 

Max riu um pouco, corado. Mas nunca poderia perder a chance de provocar.


— Depois de todos esses anos ouvindo gemidos de vocês acho que eu mereço.

 

— Tão engraçadinho. — Magnus rebateu, jogando o canudo do refrigerante nele.

 

— Aprendi com o melhor.

 

OoOoOoOoO


Notas Finais


acabamos
vemos vocês nos comentários sz


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