História Talismã - Capítulo 24


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Categorias Gabriel "Gabigol" Barbosa Almeida, Giorgian De Arrascaeta, IZA, Rodrigo Caio
Personagens Gabriel "Gabigol" Barbosa, Giorgian De Arrascaeta, Isabela "IZA" Lima, Rodrigo Caio
Tags Bruno Henrique, Flamengo, Futebol!, Gabigol, Gabriel Barbosa, Giorgian Arrascaeta, Iza, Rodrigo Caio
Visualizações 69
Palavras 3.703
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 24 - Capítulo 24.


Fanfic / Fanfiction Talismã - Capítulo 24 - Capítulo 24.

Coloquei o décimo vestido. Fazia uma hora que estava em frente ao guarda-roupa procurando o que vestir. Hoje ia ser a festa de comemoração da vitória do Flamengo e ia ser a primeira vez que eu e Gabriel iamos aparecer juntos assim, pra bastante gente. Não que isso significasse que estavamos assumindo um relacionamento, até porque nem temos, mas não vou negar que estava um pouco nervosa. Terminei de me vestir(1), fiz um penteado no cabelo, já que tinha mudado (2)... de novo. Me maquiei, passei um batom vermelho e coloquei um salto preto também. Gabriel como sempre demorou mais que eu, mas logo avisou que já estava saindo de casa. Peguei aquelas carteiras de mão, coloquei só o celular, passei perfume e saí. 

- Que noivinha ein - disse, assim que abri a porta.

- Para, certeza que acabou de... Caralho, minha preta - disse me medindo - É a mulher mais linda que eu já vi, puta que pariu. Queria agradecer primeiramente a Deus pela oportunidade, segundamente ao destino, certo? Agradecer também a Jesus por ter feito ela me dar uma chance. - eu gargalhei.

- Deixa de ser besta - ele riu e segurou minha cintura, selando nossos lábios. - Você também ta lindo, olhei rapido achei até que fosse o Drake - ele gargalhou, nós descemos e fomos em direção ao carro dele.

- Não, mas cê ta bonita demais, vou até tirar uma foto, pera - disse antes de sairmos do condomínio, pegando o celular, eu ri envergonhada - Faz uma pose aí.

- Tu vai tirar foto mesmo?

- Lógico, pra ficar admirando depois - eu ri e fiz uma pose, ele tirou umas 3 fotos. - Agora sim. Próxima vez que cê for lá em casa, vai ver logo um quadro na sala - eu gargalhei.

- Besta, vamos vai - ele riu, nós fomos pro carro dele. - Vai ser na casa de alguém?

- Não, vai ser em uma casa de eventos lá, nunca nem fui.

- Ta sabendo bem então - ele riu.

- Vai se ferrar, garota - ri, peguei o celular dele pra colocar música.

- Posso? 

- Deve ué, não devo, não temo - eu ri e revirei os olhos.

- Mesmo assim, gosto não. Da o dedo aqui pra tia - ele colocou o dedo e eu comecei a passar lá pelas playlist dele, coloquei 50 Cent, Best Friend. Fui cantando olhando pra ele.

- Izabela, Izabela. Você quer que eu te peça em casamento hoje, né? Não, pode falar, fala que eu to caindo direitinho. Na real a gente ta indo pra uma festa surpresa, chegar lá vai ta cheio de balão, vai começar a sair fogos e eu vou tirar isso aqui do bolso - disse colocando a mão no bolso, eu arregalei os olhos e ele riu.

- Ai, garoto - eu disse, dando um tapinha em seu ombro. - Só porque eu ia aceitar...

- Nem brinca, sou capaz até de improvisar, pego uma grama no chão e faço de aliança, sei lá. - eu ri.

- Agora não adianta mais - ele riu, fomos brincando assim até chegar lá no local. Era um puta casarão, parecia até aquelas casas que tem festa de casamento, de fora já dava pra ver que estava muito cheio.

- Ta tudo ben? - Gabriel perguntou, parando na minha frente.

- Tudo - sorri, ele sorriu, selou nossos lábios, entrelaçou nossas mãos e entramos. Tinha uma pista de dança lá dentro, com palco, onde estava tendo pagode e lá fora, uma área só com música, piscina e tudo mais. Estava me sentindo nas festas na casa do Tufão em Avenida Brasil. Olhei em volta, o tanto de mulher bonita que tinha, estilo modelo, estilo panicat, todos os tipos. 

- Ala o casal do ano - eu disse vendo a Gabi e o Rodrigo vindo na nossa direção.

- Junto com vocês, né? - Caio disse e a gente riu, nós nos cumprimentamos, Gabi tava linda também.

- Chegaram faz tempo?

- Acabamos de chegar, parça. 

- Vamos lá com o pessoal então, Camilinha tava perguntando de você.

- Me ama essa garota - nós rimos e fomos nos aproximando dos meninos, tava o pessoal de sempre. Arrasca e Camila, Diego e Bruna, Bruno e Giselle, Everton e Marília. Cumprimentamos eles, eu parei do lado da Gabi.

- Menina, ainda bem que você chegou, já estava me sentindo mal aqui. Quanta mulher bonita. Precisava de alguém pra me dar uns tapas na cara já.

- Vou dar mesmo - rimos - Você ta a coisa mais linda, nem estressa. Mas que tem muita mulher gata, tem. Reparei assim que entrei.

- Nunca tinha vindo em uma festa assim, já vou bem aproveitar a boca livre - gargalhei. 

- E eu? Nem sabia como era.

- Mas falar que achei bonitinho você chegando com o Gabriel.

- Vou me intrometer aqui que só ouvi essa parte, mas também achei - Camila disse, se aproximando da gente. - Puta casal bonito do caralho.

- Maior presença, né? Tem nem como não olhar quando vocês chegam.

- Inclusive, cê ta bonita, ein garota? Chega, ja deu - eu ri.

- Vocês que estão maravilhosas. - Nós começamos a conversar, estavamos um pouco mais afastadas dos meninos, logo Giselle, Bruna e Marília se juntaram com a gente. Ficamos conversando, até que chegou um grupinho de garotas no Bruno, Gabriel e Rodrigo, aparentemente só pra cumprimentar mesmo, pareciam que se conheciam, mas teve uma que só de olhar, já não fui com a cara, cara de quem estava caçando. E justo com quem que o Gabriel engatou a maior conversa cheio de intimidade? Pareciam que se conheciam a bastante tempo, pela minha leitura falha lábial consegui identificar um "quanto tempo". Ela era meio loira, bronzeada, baixinha e toda tatuada. Ok, digamos que talvez, mas só talvez, tenha batido uma insegurança. Eu continuei conversando com as meninas de boa, mas não tirava os olhos de lá. Ele tinha esquecido total da minha existencia, nem olhava mais, estava 100% entretido com a loirinha tatuada, até as amigas dela já tinham ido embora e ela lá. Emburrei e parei de olhar também, fiquei ali conversando com as meninas.

- Gente, vou ali pegar uma bebida - disse, saindo e indo até um quiosque de caipirinha, pedi uma de morango e fiquei ali esperando, fiquei olhando a festa, até parar os olhos em um pretinho, bem estiloso. Ele estava me olhando enquanto segurava uma garrafa de cerveja, disfarcei. Olhei de novo, porque conhecia ele de algum, semicerrei os olhos, era o Gerson. Não, ainda não me acostumei a ficar no mesmo ambiente que esses meninos. Acho que ele percebeu que eu estava o encarando tal qual uma maluca e riu, que vergonha. Ri sozinha de mim mesma e virei pra frente, olhando o barman fazer minha caipirinha, se não for pra passar vergonha, eu nem venho. Olhei de novo, ele estava vindo na minha direção, puta que pariu.

- Boa noite - disse, parando do meu lado, as pernas chegaram a tremer.

- Oi - sorri, tentando disfarçar o nervosismo.

- Prazer, Gerson. - amigo eu sei, se tem uma coisa que eu sei, é teu nome. Ele esticou o mão.

- Izabela - sorri e apertei sua mão, ele beijou.

- Desculpa ser invasivo, mas eu estou te olhando a um bom tempo e você sem dúvida nenhuma é a mulher mais linda da festa - juro que me segurei MUITO pra não rir tal qual a Jay de Eu, a Patroa e as Crianças, naquele episódio que ela ta flertando com o professor de samba.

- Muito obrigada - sorri, passando a mão no cabelo.

- Como que uma mulher linda dessas ta sozinha aqui? 

- Também queria saber - disse baixinho, olhando pra onde o pessoal estava, Gabriel não estava mais. Cretino.

- Posso te fazer companhia? 

- Claro - sorri, me entregaram minha caipirinha, ele pediu uma pra ele. Juro, que preto bonito do caralho, o que é isto @Deus? Mas continuava procurando o Gabriel, burra faz assim, né? Garoto deve estar bem lá com a loira tatuada, e eu burra, o procurando, com um Deus do Ébano aqui na minha frente.

- Você é daqui do Rio mesmo?

- Sou, na real, nasci em Niterói, mas agora moro ali no Recreio.

- Sério? Eu moro ali pela zona sul também. Mas sou de Nova Iguaçu. A gente podia marcar alguma coisa algum dia, né? Já que moramos perto. - A dor no coração de recusar um pedido desses.

- Então, é que eu to com o - comecei a falar, mas me interromperam.

- Pode não, meu parceiro. Ela já tem com quem sair, pode ficar tranquilo.

- Eaí, Gabriel.

- Eaí nada, vai dar em cima de outra que essa aqui é minha - eu o olhei feio.

- Pô, não sabia que ela estava com você.

- Ta sabendo agora.

- Foi mal, cara. Mas foi um prazer te conhecer, viu Izabela? - eu sorri e o Gabriel revirou os olhos. - Me olha com essa cara não. Vi ela sozinha a festa toda, como vou saber que tava com você? Próxima vez fica pelo menos perto da sua mulher, é o mínimo, ela é muito bonita pra ficar sozinha, se eu não chegasse, outro ia chegar. 

- Ela é linda mesmo, mas não é pro teu bico não. 

- É isso, tchau Iza. Desculpa aí de novo, irmão - disse, dando dois tapinhas no ombro do Gabriel, que revirou os olhos de novo. - O que ele queria com você?

- Ai, me erra ein.

- To te perguntando.

- E eu não tenho obrigação de te responder, eu ein. O principal você ouviu, não sei porque ta perguntando. Não vou ficar discutindo na frente dos outros não, vai curtir sua festa, depois a gente conversa - peguei meu copo e fui pra dentro da casa. Fiquei andando ali, procurando um banheiro, encontrei um corredor com várias portas, a segunda era o banheiro, entrei, porra, era do tamanho da minha sala de estar, eu ein, tinha banheira e tudo. Encostei a porta e me olhei no espelho, nem queria usar, só queria um lugar silencioso pra respirar mesmo. Me olhei no espelho, respirei fundo, não vou chorar, parou. Respirei fundo de novo, engoli o choro e bateram na porta.

- Tem gente - disse, depois de alguns segundos, bateram de novo, não se pode mais segurar o choro em paz. Peguei meu copo, abri a porta, dando de cara com o Gabriel. Eu nem consegui falar nada, ele entrou no banheiro e trancou.

- Tu ta ficando maluco por acaso?

- Cê falou que não queria discutir na frente dos outros, pronto, aqui não tem ninguém - eu ri, ironica. - Fala o que ele queria contigo, cara.

- Meu filho, pra que você quer saber? Nem olhou na minha cara a festa toda pra ficar falando com aquela menina, quer vim me cobrar o que? Eu ein. Inclusive, acabou o assunto?

- A diferença é que a Carol é minha amiga, Izabela. Não temos segundas intenções. Não apresentei vocês porque você saiu pra ficar de conversinha com o Gerson, se não te explicaria. Foi uma das primeiras pessoas que conheci quando vim pra cá.

- Ta, vai lá atrás dela então, meu filho. Me deixa. E não estava de conversinha com ninguém, ele só estava me fazendo companhia, coisa que tu nem se preocupou em fazer a festa toda.

- Te fazendo companhia? O cara tava quase te comendo com o olho!!

- Pode abaixando esse seu tom, quer ficar gritando vai gritar com suas putas, porque eu não aturo não.

- Você não é tão inocente pra achar mesmo que ele só estava ali pra te fazer companhia, é um pior que o outro ali, valem nada, conheço, falar que ele estava de segundas intenções é até pouco pelo jeito que ele tava te olhando.

- Ahh e você vale muito, né?

- Isso você que tem que me responder - eu revirei os olhos. - Não quero você de graça com esses porra, Izabela. 

- Você não tem que querer nada, Gabriel.

- Ta, vamo embora.

- Pode ir, to com pressa não.

- Chegou comigo, vai embora comigo, ué.

- Pode ir, meu bem. Pergunta lá se tua amiga quer carona. Qualquer coisa eu vou com o Gerson, se preocupa não - disse, pra provocar,  imatura? Sim, mas foda-se. Ele me olhou bravo, eu dei um risadinha e fui em direção a porta, ele pegou no meu braço, me puxou e me encostou na pia, prensando meu corpo contra o seu.

- Você vai embora comigo, porque seu homem sou eu, não ele - disse firme, baixinho, perto da minha orelha. Porra, acabou com toda minha postura. Assim que ele terminou de falar, ele me beijou, um beijo quente, com fogo, desejo, ele colocou as mãos na minha bunda, e apertou, eu suspirei, foi descendo a mão, até a minha coxa e me puxou pra cima, fazendo eu ficar sentada na pia. Entrelacei as pernas em volta da cintura dele, que começou a beijar meu pescoço, mordi os labios pra não soltar um gemido e arranhei as costas dele, que soltou um gemido perto do meu ouvido. Ele me puxou pra mais perto fazendo meu vestido subir até a cintura, senti seu membro ereto na minha calcinha, o olhei e sorri maliciosa, prendendo ainda mais sua cintura. Coloquei a mão por baixo da sua camiseta e passei a unha sob seu abdomen, ele arfou baixinho, me afastei um pouco e fui descendo as mãos até seu cinto, quando fui abrir, bateram na porta. Nos olhamos com cara de "E agora?"

- Tem gente! - Gabriel gritou.

- Aê caralho, vai logo, to mó apertado. - ouvimos a voz do Éverton, arregalei os olhos enquanto ele segurava a risada. Eu desci da pia, abaixei meu vestido, fui até o vaso e apertei, fazendo gesto com a mão pra ele abrir a porta e me escondendo atrás dela, ele abriu ela um pouco.

- Eaí mano. Oh, fala pra ninguém não, mas me deu o maior piriri.

- Ih, qual foi?

- Sei lá, acho que foi alguma coisa que eu comi antes de vim pra cá - fez careta, passando a mão na barriga, eu segurei a risada - Ta zuado a situação aqui, na moral. Vê se tem algum banheiro lá em cima, acho que vou demorar.

- Não vai fazer estrago no banheiro dos outros, ein caralho- ele riu.

- Vou tentar. Sei lá, me deu mó negócio do nada, mas ó, fica entre nós ein? Se alguém perguntar de mim, fala que nem me viu.

- Achei que você tivesse com a Iza, viado.

- Não. A gente brigou, sei onde ela ta não.

- Cê é foda ein - ele deu de ombros.

- Ah, já já procuro ela e a gente se acerta, mas aí, deixa eu fechar aqui que ta foda.

- Fecha, fecha que não quero sentir cheiro nenhum não. Vou ver se lá em cima ta aberto.

- Beleza, meu mano - disse, fechando a porta, esperamos um pouco e começamos a rir.

- Caralho - disse rindo - Jurei que o flagra ia acontecer - fui até a pia.

- Ainda bem que era o Éverton, se não, não ia conseguir mentir assim não - eu ri, lavei a mão, ele veio atrás de mim, beijando meu pescoço.

- Nem vem - o empurrei pra trás com o bumbum, que riu, sequei a mão e fui em direção a porta.

- Vai me deixar assim mesmo? - disse, olhando pra baixo, eu o medi, peguei meu copo, abri a porta e sai. Cretino. Voltei lá pra fora, indo de encontro com o pessoal.

- Sumiu, ein filha? - Camila disse, fazendo todo mundo prestar atenção em mim.

- Tava lá fora tomando um ar.

- Gabriel tava com você? Outro que sumiu também, achei que estavam juntos - Arrasca disse.

- Sei onde ele ta não - dei de ombros.

- Ihh, já entendi tudo - Bruno riu, eu ri fraco, logo Gabriel apareceu com a cara fechada. Nós ficamos afastados a festa toda quase, ele me olhava direto e dava uma risadinha debochada, já falei que ele é um cretino? Entramos, estava tendo um puta pagodão, logo os meninos subiram e começaram a cantar, a sorte é que o grupo tocava bem, porque os meninos, era um cantando pior que o outro.

- Aê, eu queria agradecer a esse time foda que me apoiou desde o meu primeiro dia. Vocês são meus irmãos, agradeço pelos conselhos, pelas brincadeiras e sei que vamos conquistar titulo pra caralho nessa porra ainda - Gabriel disse e os moleques começaram a gritar - Queria agradecer também a uma pessoa muito especial, que vem me ajudado muito nesse processo todo, que eu já conheço a um bom tempo, mas agora estou tento a oportunidade de conhecer um pouco melhor. E... essa aqui é pra ela, porque representa bastante o que sinto agora e o que senti a primeira vez que a vi.

Geral gritou, as meninas me olharam rindo, eu segurei a risada. Ele começou a cantar Só de Olhar, do Ferrugem. 

- Só de olhar pra você eu fiquei apaixonado, quanta loucura, vai entender. Coração tá disparado, eu tô te querendo, é pra valer. Mas tenho que ir embora, meu bem, tá ficando tarde. Qual é o seu telefone? Eu preciso saber, nem sei onde você mora, tão grande essa cidade. Se eu não arriscar agora depois como eu vou fazer. Pra tentar conquistar teu coração, eu preciso te provar que o que eu sinto é de verdade. O teu olhar me chamou a atenção, eu nem sei como explicar, to ficando com saudade ao pensar em ir embora. - Ele cantava olhando pra mim, meu coração só faltava ir na boca, ele terminou de cantar, passou o microfone pro Bruno, eles cantaram mais algumas do Exalta e depois desceram, ele veio na minha direção.

- Você é um cretino - disse e ele gargalhou.

- E você é maravilhosa... linda! - selou nossos lábios, ouvi os moleques comemorando em nossa volta, ri e coloquei o rosto entre o pescoço dele. Depois disso voltamos um pouco ao normal. Mas sabia que ele tava um pouco bravo ainda, e ele sabia que eu também, mas nossos corpos não aguentavam ficar longe não. 

(...)

É oficial, essas festinhas de comemoração de titulo são realmente muito boas, fazia tempo que não me divertia assim. Tocou de tudo, pagode, sertanejo, charme e principalmente funk, de todo o tipo. Quando deu umas três e pouco, nós fomos embora. A maioria dos jogadores que ficaram, eram solteiros, então entendemos que agora a festa seria outra. Fomos pra minha casa, assim que entrei, já fui tirando o salto, o vestido e entrando no banheiro. Mulheres que sustentam o salto no rolê mas chegam em casa podres. Entrei no banheiro, fiz um coque e tomei um banho quentinho, depois de alguns minutos, Gabriel entrou só de cueca.

- Tem gente usando.

- Por isso que entrei - revirei os olhos, me enrolei na toalha e saí do box.

- Faça bom proveito - ele riu, deixou o box aberto e começou a tomar banho, vira e mexe eu dava umas olhadinhas, porque também não sou de ferro. Tirei a toalha e comecei a passar óleo corporal, bem pra provocar mesmo, ele começou a cantar.

Mas o quanto mais a gente briga você fica mais bonita e eu desejo mais você, e não dá pra entender. Vai, me diz que vai, mas você fica e no final, depois da briga, o amor tem muito mais prazer - eu não aguentei e ri.

- Como cantor, você joga muito - eu disse enrolando a toalha no corpo de novo e começando a passar creme no rosto.

- Essa do Péricles é foda, já ouviu? Surgiu na minha cabeça agora, não sei porque.

- Nunca ouvi não. Não curto pagode, desculpa. - ele riu, desligou o chuveiro e enrolou a toalha na cintura, escovamos os dentes juntos, se entreolhando. Ele começou a passar os cremes dele lá e eu comecei a trançar meu rabo de cavalo, na intenção dele ficar ondulado amanhã. Fui até ele, o abracei por trás e beijei seu ombro, ele me olhou pelo espelho com cara de "Não vai falar nada?"

- Não vou pedir desculpa, não estou errada, amorzinho - dei de ombros e ele riu.

- Você é a pessoa mais marrenta que eu conheço, meu Deus.

- E tu não fica atrás, né? - ele virou pra mim e me abraçou pela cintura

- Ta, dona Izabela. Desculpa. Primeiro por ter te deixado de lado pra conversar com a Carol, que ressaltando, é só minha amiga, mas mesmo assim não foi certo. Segundo pela cena de ciumes, realmente não tenho que ficar marcando território. Você é bonita pra caralho, como você mesmo diz, eu que lute - gargalhei.

- Desculpa pela ceninha de ciume também, tu tem direito de fazer o que quiser.

- Tenho, mas quero só você - disse, acariciando o meu rosto.

- Ah, e outra coisa... Você vale muito, ta? Obrigada pela música - ele riu.

- Obrigado por admitir - eu ri e beijei a mão dele. Ele segurou minha mão e me girou, me abraçando por trás.

- A gente podia continuar o que começamos no banheiro, né? - disse, beijando meu pescoço, fechei os olhos, mordendo os lábios. Me afastei dele, deixei a toalha cair, ele me mediu, eu simplesmente virei e fui pro quarto, assim que saí do banheiro, senti ele me pegando no colo, ri e ele foi comigo até a cama, me jogando nela, aquela toalha marcada já estava me deixando excitada, ele a tirou e subiu por cima de mim, logo estavamos nos amando de novo e realmente, transar depois da briga devia estar na lista de melhores coisas do mundo.

(...)


Notas Finais




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