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História Talismã - Capítulo 68


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Capítulo 68 - Capítulo 68.


Acordei com aquele sol gostoso no rosto, junto com aquele ventinho, virei e vi o Gabriel na varanda. Assim que me mexi um pouco mais, ele virou.

- Boa tarde, bela adormecida.

- Bom dia, meu dengo. Calma, tarde? - ele riu e deitou do meu lado.

- Sim amor. Achei que não fosse acordar nunca mais, mas tava tão bonitinha dormindo - disse, enquanto beijava meu pescoço. - Vai dar uma hora já.

- Mentira? - virei e peguei o celular, vendo que ainda eram oito horas da manhã, o olhei séria, ele gargalhou. - Que ódio, garoto - mordi o ombro dele.

- Me agredindo essas horas da manhã, meu Deeeeus - fez drama e eu ri. - Olha como tua mãe é, filhão. - disse, abaixando pra falar com a cabeça deitada na minha barriga, como toda manhã - Bom dia, moleque do pai - deu vários beijos na minha barriga. Eu levantei, fui no banheiro, fiz minhas higienes e saí, encontrando o quarto vazio. Fui até a varanda e o encontrei sentado, com uma mesa de café da manhã cheia de fruta, torradas e panquecas em formato de coração.

- Ta me saindo melhor que a encomenda, ein? - ri e sentei ao seu lado, beijando seu rosto.

- Fazendo uma pra Deus ver - riu

- Nossa, amor, nós nem ligamos pro pessoal né? - ele arregalou os olhos.

- Caralho, verdade - riu - "Ain, deixa que eu ligo ta Tia Linda? Porque se depender do Gabriel, vocês já sabem" - me imitou.

- Eu esqueci, garoto, eu ein. - joguei uma uva nele, que jogou em mim de volta.

- Você fala muito, isso sim - rimos.

- Ó, come, pra parar de falar um pouquinho - disse, passando melado na panqueca, cortando um pedaço e dando pra ele.

- Que esposa romântica, meu Deus - disse irônico.

- É, eu sei, fiz curso de "como tratar o seu marido bem"

- Só tem psicopata nesse curso, né?

- Para de falar das minhas colegas, ta? - ele riu, tomamos café naquele climinha, depois ligamos pra Gabi e pra Tia Linda pra avisar que estava tudo bem. Tomamos um banho juntinhos, passei meus cremes, coloquei o biquini, uma regatinha, um shorts jeans e chinelo, fiz um coque alto no cabelo e coloquei um óculos. Gabriel tava demorando tanto que até baby hair fiz e ele nada.

- Parece uma noivinha, meu Deuss - ri.

- Acha que é fácil ficar bonito assim?

- Pra você deve ser bem difícil mesmo - ele me mostrou o dedo do meio e eu ri.

- To pronto. Doeu?

- Muito - rimos, coloquei as coisas na minha bolsa e nós saimos.

- Qual vai ser a nossa primeira aventura? - disse animada, assim que entramos no carro.

- Tem uma praia que eu ouvi falar que é bonita, tal de Makena, a gente pode ir.

- Bora então, é longe?

- Não, acho que uns 15 minutos daqui, passa o Waze pro pai - dei o celular pra ele, que colocou no mapa e deu partida no carro.

- Ta craque nas estradas, ein?

- Ta ligada, né? - rimos, liguei o som e pluguei com o meu celular, coloquei um reggae para entrarmos no clima, fomos conversando enquanto eu admirava a paisagem. Estava 100% encantada com tudo. O trajeto foi de aproximadamente 30 minutos,estacionamos pertinho e assim que saímos do carro, vimos um guia turistico explicando algumas coisas para um grupinho de turistas, paramos pra ouvir também. Básicamente, a praia era localizada em uma antiga cratera formada das cinzas de uma explosão vulcânica, há 32 mil anos atrás. Era considerada uma das praias mais lindas do mundo, e de fato, era maravilhosa. Em formato de U, com a água rasinha e super cristalina. O guia foi explicando que ela era bem calma, com só uma atividade pra fazer, que era o mergulho, assim que ele disse, olhei para o Gabriel, que me olhou de volta com uma expressão de "nem pensar, boneca" ele morria de medo dessas coisas. Fizemos uma trilha de 5 minutos até chegar lá, e de fato era a coisa mais linda. Ficamos um bom tempo ali nas cadeiras da praia, tomando um sol e agua de coco, depois de muita insistência, consegui convencer o bonito a fazer o mergulho comigo, a primeira parte era bem rasa, os corais eram lindos e tinha vários peixinhos. Já a segunda parte era bem mais funda, com corais enorme e umas tartarugas do tamanho da minha cabeça, cada um que passava, Gabriel arregalava o olho de uma forma que quase saia pra fora e ficava no óculos.

- Pronto, doeu? - disse, assim que saímos do barco.

- Lógico que doeu, viu o tamanho daquela tartaruga? Jurei que fosse dar um jeb na minha cara. - gargalhei - Ri mesmo, quase fica viuva.

- Para de ser besta, garoto. Mó bonito, fiquei me sentindo naquela cena de Lillo e Stich, que eles estão nadando com as tartarugas lá.

- E eu em Espanta Tubarão, quando o peixe bonitão ta sendo apavorado pelos tubarões lá que querem matar ele - eu ri

- Você é ridículo, garoto - rimos, fomos no quiosque comer porque a fome tinha batido fortíssima. Pedi uma porção de camarão empanado com um molhinho lá, e um suco de abacaxi.

- Mais um pouco perdia seu marido, queria só ver.

- Desbravava sete mares pra te achar, filho.

- Me ama demais, que isso.

- Amar mesmo não sei, mas não quero meu filho sem pai não, me mete barriga depois finge que se perdeu no mar, né? - ele riu.

- O plano era esse, me fazer de perdido, ser dado como morto, casar com uma havaiana e ficar por aqui. Pique Beto Falcão.

- E eu ia ser a Carola com muito orgulho, viuva sofrida desfrutando do seu dinheiro. - rimos.

- Fingida, não vive sem mim que eu sei. - ri

- Lógico que vivo, e como vivo, viu? 

- Vive nada, não consegue viver dois dias, imagina anos?

- Coitado, ia fazer festa - ele riu.

- Mas vem cá, cê ta curtindo, amor? - acariciou minha mão.

- Muito, amor. Não queria admitir, mas realmente ia curtir qualquer lugar só por você estar ao meu lado, mas aqui então? To parecendo uma criança.

- Estamos - rimos. - Como que não gravei essa declaração, gente?

- Devia ter gravado mesmo, porque não vou mais repetir não - ele riu.

- Sem terror, o principal, que foram os seus votos, ta gravadinho. Quando você se irritar comigo e falar que me odeia, vou te mostrar, pra tu ver como cê é mentirosa. - rimos.

- Dei aula naquele voto, né? Fala tu.

- Talvez, talvez.

- Que talvez o que, chorou e tudo.

- Tava sensível. - rimos - Mas tu jogou sujo também, logo fez um chá revelação no meio do discurso, fiquei como? Besta, né?

- Mandei bem demais, não adianta.

- Não, sério, mandou mesmo - beijou minha mão - Chorei na frente de geral mesmo, nem aí pra nada. Você já tava parecendo uma rainha núbia, falando aquelas coisas maravilhosas, e ainda soltou que a gente ia ter um molecão? Me senti o cara mais sortudo do mundo - eu ri e beijei seu rosto.

- Lindo... eu chorei pra caralho também. Por mim voltava naquele dia sempre que possível.

- Foi bom demais, né? Jurei que não fosse ficar tão nervoso, deu três da tarde tava tremendo mais que pau de vara verde, andando de um lado pro outro.

- Me contaram - ri.

- Lindalva, né? - assenti e rimos - Fofoqueira pra caramba, eu ein - rimos.

- Tinha que explanar mesmo, por mim tinham era gravado, queria ver sua cara - ele riu.

- Mas han, cadê aquele romantismo todo de um minuto atrás? Acabou rápido, né?

- Acabou já filho, ta achando que a vida ta morango, é? Romancezinho toda hora? Sai daí.

- Vou anular esse casório agora, não aguento mais ser seu romantismo acaba rápido, né? quero mais declarações, gata, anda.

- Quem é o melhó malidão do mundo, quem é? É, é voxê - disse fazendo voz fina e apertando a bochecha dele, que gargalhou - Ta sendo o melhor dia da minha vida do xeu lado, mô.

- Da nossa, mô. Amo fica assim ó, gudadinho com voxê - disse me abraçando e segurando o riso. - Toma camarãozinho na boquinha, toma - disse, passando o camarão no molho e me dando, enquanto fazia barulho de aviãozinho.

- Não da, parei com você, cumulo do ridiculo - rimos

- Amor, é pra me tratar com carinho, estou sendo romântico.

- Ó, abre o bocão que sua mozona que te ama demais vai te dar papinha - , ele fez cara de criança feliz e abriu a boca, eu fiz um zig zag - abi a boca pa titia Izaaa - ele gargalhou e abriu a boca de novo, eu dei comida pra ele e começamos a rir.

- Ivana e Max que lutem pra chegar no nosso nível de romance, ta? - rimos, comemos ali nesse clima e depois voltamos pra curtir a praia, ela era uma delícia, a agua rasinha, cristalina. Entramos no mar, ficando na altura de sempre, ali batendo um pouco pra baixo do peito, enquanto eu estava grudada nas costas dele, que me carregava.

- Amor, olha!! - eu disse apontando pro meio do mar, onde dava pra ver uma baleia espirrando água.

- Vida, volta aqui!! Izabela!!! Volta aqui agora, ta fazendo o que aí no meio, mulher??? - gritou e eu gargalhei, mordendo o ombro dele - ai garota - riu e me soltou.

- Você é muito escrotinho, garoto - rimos.

- Mas sério, nunca tinha visto isso de perto. Olha que foda - disse, vendo ela pular - Ela não vem pra cá não, né?

- Tava demorando - ri - Tenho que saber ué, já pensou ela vem no rasante e a gente aqui moscando?

- Não amor, não tem chance de vir pra cá. Só se seu amigo te ver e quiser te chamar de volta pra lá - ele riu.

- Vai se ferrar - eu ri e voltei a grudar nele, dessa vez, de frente. Passamos o dia ali, até ver o por do sol. Quando começou a escurecer, entramos no carro e voltamos pra pousada.

(...)

Assim que chegamos, Gabriel entrou primeiro no banheiro, fiquei escolhendo uma roupa, iamos em um luau que ia ter na praia atrás da pousada. Escolhi um vestidinho fresquinho e um chinelinho, logo ele saiu do banho, eu entrei, deixando a porta aberta.

- Não demora pra se arrumar, ein.

- Você ta tomando banho ainda, fia.

- Vou demorar também, só de graça.

- Han, te deixo aí.

- Não é louco, me deixa que não vê mais minha cara hoje.

- Agora que eu deixo mesmo - rimos, tomei um banho rápido, sai, sequei o cabelo e prendi no estilo abacaxi, pra quando soltar, ele ficar armado do jeito que eu gosto. Assim que sai do banheiro, dei de cara com o Gabriel de bermuda branca, camisa salmão e jordan branco e preto.

- Nossa, que homem linda é esse? Cade meu marido?

- O próprio - dei uma voltinha, eu ri e dei um selinho nele, começando a me vestir. Ele deitou na cama e começou a mexer no meu celular.

- Iiiih, pode largando.

- Confiscado, já era.

- Quem te deu permissão?

- Eu mesmo.

- Como se tivesse autoridade, né?

- Ta devendo, amada?

- Ta, olha ai então, só não reclama depois.

- Reclamar do que? Tem o que aqui?

- Não vou falar, né? Sou besta agora?

- Izabela, Izabela... - eu ri e tirei o celular da mão dele - Ó... óia que filha da mãe.

- Vai fuçar no seu, amadinho - ele me olhou sério e depois revirou os olhos. Eu vesti o vestido, calcei o chinelo, fui pro banheiro, escovei os dentes e voltei pro quarto.

- Amorzinhoo - disse, deitando em cima dele.

- Sai, não quero - ri.

- Te amo, você sabe, né?- beijei o pescoço dele.

- Provoca não vai - riu - Sou lindo mesmo.

- Lindo, gostoso.

- Sei disso tudo.

- Só quis te deixar feliz - ri e levantei.

- Que isso ein, amor... Ta linda.

- Eu sei.

- Só quis te deixar feliz - piscou e rimos.

- Cretino - ri - Vamos logo, vai. - demos as mãos, apagamos o quarto e saímos, logo chegamos na praia. Não, não era que nem nos filme, mas não deixava de ser legal. Logo na entrada, você escolhia entre o colar com flores naturais ou um com concha. Pegamos os dois, um pra colocar agora e outro de lembrança. Tinha um palquinho pequeno, diversas mesas em volta e jantar com comidas tipicas sendo servido. Pegamos uma bem pertinho do palco, ficamos conversando um pouco e depois fomos comer, fizemos nossos pratos. Peguei um misto de saladas e um suco. Voltamos pra mesa e logo começou um espetáculo, com direito a dança havaina e malabarismos com tocha de fogo.

- Vai fazer essas dancinhas pra mim nunca? - eu ri.

- Faz você, to prenha. Mas cara, tudo é lindo aqui, né? To de cara.

- Escolhi um lugar bonito que nem eu, nada mais justo.

- Ai menino, você é convencido demais, eu ein.

- Aprendi com quem, né?

- Comigo que não.

- Com você mesmo, filha. Mais convencida não tem.

- Amor, eu sou realista, é diferente. Já você...

- Quem jogou esse balde de ilusão na tua cabeça?

- Come ai, vai.

- Depois não implora pra eu ficar falando, ein.

- Dessa vez eu não imploro.

- Você me ama demais, ta louco.

- Nossa, você precisa de um banho de realidade amor, juro.

- Vai comigo?

- Nunca, já sou bem lúcida, você que vive em um mundo paralelo ai.

- Você é besta, isso sim.

- E você idiota. Meu maridão é um idiotão. Até rimou.

- Rimou onde, fia?

- Maridão, idiotão. Não sabe o que é rima não? Só sabe jogar futebol e outras coisas, né? Foda.

- Outras coisas eu sei fazer bem mesmo, tu sabe. - não aguentei e ri.

- Tchau, deixa eu assistir o espetaculo.

- Já to olhando pra um.

- Ai Gabriel... - tentei ficar séria, mas acabamos gargalhando. A comida aqui era maravilhosa, juro que por mim comia uns 3 pratos fácil. Assim que terminamos, fomos dar uma volta na praia aqui na frente do hotel. A lua estava enorme, refletindo no mar a ponto de clarear a praia.

- Não tem lugar mais nossa cara que esse, né?

- Não, amor. Tudo o que eu queria todo dia era essa rotina.

- Quero viajar muito com você ainda. Arthur que lute.

- Quem é esse?

- Nossa filho ué, ta besta? - eu ri.

- Arthur nada, meu filho.

- Para, vai falar que não gosta?

- Eu não.

- Ta, depois a gente decide, mas ein, vamos uma vez por ano pelo menos?

- Vamos, amor. Todo aniversário de casamento.

- Casamento... caralho. Até ano passado era namoro.

- Ta arrependida, mona?

- Nunca, meu amor - disse, me pegando no colo e me girando. - Minha melhor escolha. Não tem como ser mais feliz do que isso, agora é certeza.

- Eu também não, amor. Construindo uma família, com o homem da minha vida... Quero mais nada, só nosso pequeno com a gente.

- Nem me fale... to ansioso demais. - disse, passando a mão na minha barriga - Eu amo vocês demais.

- Nós te amamos, meu amor. Paizão do ano. - ele riu e me girou no ar, beijando meu rosto todo.

ficamos nos beijando, ali, ouvindo as ondas do mar, me veio uma sensação surreal de boa, me senti no começo de tudo, quando eramos novinhos, quando só era nós dois e as ondas do mar, quando não tinhamos preocupação mas tinhamos muito sonhos, e estamos aqui, realizando um deles agora. Abracei ele mais forte, e ficamos curtindo nossa presença ali.

(...)

- Vejo a menor graça em golfinho - ele disse, colocando o óculos e entrelaçando sua mão na minha.

- Você também é e ninguém fala nada - ele riu e me empurrou de leve.

- Ta falando isso só porque são seus parentes, né?

- Ta me chamando de baleia de novo? Não né?

- Nunca, meu amor, to te chamando de sereia, que isso. - me abraçou e eu gargalhei, o beliscando. - Dou amor, só recebo porrada.

- Gente debochada a gente trata assim mesmo.

- Dormiu com o bozo né? Pra estar engraçadinha assim.

- Com o irmão gêmeo dele, cê acredita? - ele revirou os olhos e nós rimos. Hoje iriamos em um aquário natural, com passeio de barco depois, com vários golfinhos pelo caminho. Fomos provocando um ao outro até chegar em uma salinha, onde colocamos a roupa de mergulho e depois fomos liberados pro mergulho. Gabriel ficou mais besta que eu com as tartarugas, jurei que ele ia pegar um e levar pra casa, mas na hora do passeio de barco com os golfinhos, bichinho não quis nem descer do barco. Saímos de lá exausto, tanto que comemos no restaurante do hotel mesmo.

- Até que enfim um lugar em terra firme, jesus.

- Você é muito medroso cara, meu Deus - rimos.

- E você é uma chatisse.

- Aprendi com quem, né?

- Com seus amantes, porque eu sou o cara mais legal do mundo.

- Vai ver que foi com eles mesmo.

- Nem pra escolher amante serve, olha aí o que virou, um porre. Se andasse com o papai aqui, ia ser daora.

- Nossa, você ta precisando de um banho de realidade, né? - ele gargalhou e jogou uma batata frita em mim. Começamos uma guerrinha de batata e só paramos porque estavam olhando. Terminamos de comer de forma descente e fomos dar uma volta no hotel. Paramos em uma parte bem reservada, lá no fundo do hotel, com a vista pro mar e pro temido vulcão. Sentamos ali na grama, abraçados e observando aquele por do sol maravilhoso.

- Não quero voltar nunca mais, ta decidido.

- Colocar o Gabigordo pra jogar no seu lugar, Camila me cobre e já era, não voltamos nunca mais - rimos.

- Porra, podia, né? Ele ta me devendo essa - eu ri.

- Mas sério, to apaixonada por tudo aqui. Já quero o próximo destino quando fizermos 1 ano de casados.

- Porra, nem me fale. O próximo você pode escolher, ta? Só não faz suspense.

- Ah pois vou fazer sim, vai descobrir só quando a gente chegar. - ele riu.

- Tenho vontade de fazer aqueles cruzeiros.

- Que passa por vários lugares, né? Também tenho... Uns lugares mais frios seria legal também.

- Logo você?

- Ah, com um maridão desses pra grudar na gente, o que é frio mesmo? - rimos.

- Olha, gosto assim, ein? - rimos. O silencio se instalou, mas não aquele constrangedor ou por falta de assunto, e sim porque estavamos curtindo a companhia um do outro mesmo, com aquele barulho do mar de brinde. Senti que Gabriel me olhava, o olhei rindo.

- O que foi? - ri.

- Você ta linda demais com essa barriguinha. - sorriu, passando a mão nela.

- Quero ver se vai falar isso na reta final. - rimos.

- Lógico que vou, o que eu mais quero é te ver com barrigão.

- Para, vou ficar feíssima.

- Você não fica feia nunca, amor. Linda de todas as formas, gostosa de todas as formas, cada dia que passa, melhora - disse, apertando minha coxa, eu me arrepiei.

- Não começa, ein.

- Não to fazendo nada, vida. - jogou meu cabelo pro lado e beijou minha nuca, eu me arrepiei, o fazendo dar uma risadinha e começar a espalhar alguns beijos pelo meu pescoço, enquanto acariciava minha coxa. Eu não aguentei e o beijei, ele foi subindo por cima de mim e voltou a beijar meu pescoço, fechei os olhos e mordi os lábios, com a intenção de segurar qualquer barulho, as mãos do Gabriel foram subindo e assim que chegaram até minha bunda, senti um negócio na minha barriga, o que nos fez parar imediatamente.

- Você sentiu isso, amor? - disse, olhando pra minha barriga com um sorrisinho no rosto.

- Senti, será? - levantei minha regata, deixando a barriguinha de fora e Gabriel deitou do meu lado, com o rosto pertinho dela.

- Ei, amigão... Desculpa, viu? O papai é vacilão, as vezes se anima mais do que o necessário - eu ri.

- Meu filho é ciumento, ta? Te puxou.

- Isso mesmo filhão, tem que ter ciúme da mamãe mesmo. Se algum malandro chegar perto dela, já sabe, mete a bicuda. O pai tem passe livre, ta? Mas se eu te apertar, pode falar também, amo vocês e a ultima coisa que eu quero é te machucar. - senti mais um chute, Gabriel me olhou surpreso e eu, derretida que sou, já estava com os olhos marejados - Olha quem finalmente deu as caras... Se você tivesse noção do tanto que esperei por isso, carinha. Só não tanto quanto estou esperando pra você vir ao mundo. Vamos nos divertir muito juntos, enquanto a mamãe tira várias fotos e fica brava com as minhas brincadeiras imprudentes. Vamos brincar de tudo, pega pega, esconde esconde, jogar futebol - ele chutou de novo e o Gabriel riu, senti as lagrimas dele na minha barriga.

- To feita, né?

- É disso que eu to falando, meu moleque - disse, acariciando a parte que ele chutou - O papai te ama muito, muito mesmo. - Senti um chute de novo, dessa vez, bem mais forte que os outros, e foi o suficiente pro Gabriel cair no choro de novo.

- O homem mais chorão do Rio de Janeiro, Santos e adjancencias - ele riu e me abraçou.

- Porra, amor. Olha isso... Nunca senti um negócio desses. Fruto do nosso amor crescendo dentro de você, reconhecendo minha voz e tudo... - limpou as lágrimas e eu ri, secando as minhas também.

- Eu também nunca tinha sentido, acho que é uma das melhores sensações do mundo... E você viu o complô, né? Com a mamãe ninguém conversa - disse, passando a mão na barriga, Gabriel riu e colocou a mão por cima da minha.

- E o que você sente? Fisicamente falando.

- É uma sensação indescritível. Antes era como se fosse um carinho, bem leve. Agora dessa vez, foi mais um empurrão mesmo - rimos.

- Chega a doer?

- Não, é bem gostoso. Dizem que na costela dói bastante, então me poupa, viu menininho? - ele chutou de novo, eu ri e ele beijou minha barriga de novo.

- Já te falei que você me faz o homem mais feliz do mundo? - disse, subindo e chegando perto de mim.

- E você me faz a mulher mais realizada do mundo - ele sorriu e me beijou, aquele barulho do mar de fundo, aquele ventinho gostoso, pode parar nesse momento pra sempre @Deus?

- Vamos pra qual baladinha hoje? - perguntei.

- Tu não sossega não, garota? - rimos - Procura uma, aí, que nós vamos.

- Tranquilinha, né? Porque sou uma mãe de família agora.

- Isso mesmo, pode começar a usar roupas mais longas, inclusive - rimos.

- Isso nunca, bonitinho - ele riu - Eu te amo - disse olhando nos olhos dele.

- Eu sei - rimos e eu revirei os olhos.

- Romance, cadê?

- Eu amo você, meu amooor. TE AMO IZABELAAAAA - gritou pro horizonte, eu gargalhei.

- Amor demais, como pode? - disse passando a mão no cabelo dele

- Onde?

- Aqui, bem na minha frente

- Pior que tenho mesmo, e muito - rimos, ficamos ali no chamego e depois fomos pro quarto, ele tomou banho, e eu fui em seguida, porque tinha que lavar o cabelo, de hoje não dava pra passar, nem o coque ia dar conta mais daqui a pouco. Lavei, hidratei, sequei, coloquei uma camisola e saí.

- Mentira que você ta lendo isso? - gargalhei, vendo ele concentrado lendo "As melhores posições para sexo na gravidez". - ele me olhou por cima do livro.

- Ué, não iamos pra baladinha ô inimiga do fim? - eu ri.

- Ah amor... Esse banho me deu foi sono.

- Pior que em mim também. Mas sim, estou lendo isso. Não quero machucar vocês, tenho que saber, né? - gargalhei, e fui até ele na cama, tirando o livro da sua mão e colocando na comoda, em seguida, sentindo em seu colo.

- Você não nos machuca nunca, pelo contrário. - ele me mediu, deu um sorrisinho e iniciamos um beijo cheio de amor, ternura, carinho, mas que logo esquentou, quando fui ver, nossas roupas já estavam no chão e nossos gemidos ecoavam pelo quarto, aquele homem era absurdo, sempre vou dizer. Eu quicava sobre ele quase na mesma posição que a gente tinha iniciado, ele colocou a mão no meu peito e empurrou um pouco, fazendo com que eu ficasse inclinada pra trás e ele tomasse partido dos movimentos, enquanto estimulava meu clitóris, só consegui apoiar meu corpo com os braços e jogar minha cabeça pra trás, segurando os gemidos. Já estava quase chegando no ápice e isso foi o que estava faltando. Assim que ele percebeu que eu gozei, me puxou de volta, me pegando no colo e trocando as posições, subindo por cima de mim, segurando minhas pernas, colocando pra cima e as abrindo. Eu nem tive tempo de fazer contando visual e já senti ele penetrar em mim de novo, me fazendo gemer alto. Enquanto dava estocadas fortes, me olhava nos olhos, com aquela cara de prazer, enquanto eu intercalava entre fechar os olhos e encara-lo, me concentrando em não morrer, de tão gostoso que estava. Aparentemente ele leu bem o livro enquanto tomava banho, porque estavamos fazendo posições novas e que estavam me dando um prazer absurdo para os dois, a ponto de gozarmos diversas vezes e continuar por não querer parar. Finalmente caimos exautos, um ao lado de outro, ofegantes. Ficamos ali só no nosso momento, nos acariciando, trocando carícias, ouvindo o som lá de fora.

- Jura que não gosta de Arthur? - disse, do nada, eu ri.

- Juro, amor... Mas Davi eu gosto.

- Ah, Davi tem um monte... Mas acho que os dois estão de acordo com um curto, né?

- Sim, acho lindo, tipo sei lá... Otto.

- Ou Theo.

- Gael também é lindo.

- Nossa, Gael eu amo. Apesar que é quase teu nome, né? Só tira um Bri - ele riu.

- Verdade, né? Aí ó, mais bala ainda, nome do pai.

- Se liga - rimos.

- Mas sério, não tinha pensado nisso, mas ainda acho lindo.

- E é diferente... E Lucaa?

- Lucca é bonito também ein... Porra, agora to em dúvida.

- Ta, Lucca ou Gael, vamos ver.

- Isso, vamos ficar entre esses, porque vai ser difícil entrarmos em consenso de novo - rimos e eu virei pra ele, o olhando, enquanto ele me encarava.

- A mulher mais bonita do mundo, meu Deus do céu - eu ri e escondi o rosto no pescoço dele, ficamos ali trocando carinhos, até eu apagar em seu peito.

 

 



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