História Talk me down «vmin» - Capítulo 18


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Personagens Originais, V
Tags Vmin
Visualizações 339
Palavras 1.117
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Hentai, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu sei, eu me sinto envergonhada por demorar tanto a escrever, mais ainda por desanimar, logo dessa que era minha fic bebê.

Ao novos favoritos obrigada por curtirem espero que estejam gostando

Ao antigos, aqueles que me acompanharam até aqui, que sempre cometam e tudo mais, meu sinceros agradecimentos, obrigada por não desistirem até quando eu desanimei, isso aqui é e sempre vai ser pra vocês

💓

https://youtu.be/2zm48tI9raM pra quem quiser ouvir enquanto lê

Capítulo 18 - Eu Kim Taehyung


Fanfic / Fanfiction Talk me down «vmin» - Capítulo 18 - Eu Kim Taehyung

Sentado no chão do futuro estúdio segurando as mãos pequenas e gordinhas do Jimin enquanto ele está com seu cabeça deitada em meu ombro, finalmente começo a ver como a vida pode dar reviravoltas que nunca seremos capazes de prever, ou reverter ou evitar. 

Uma hora estamos correndo pelo quintal, tentado tocar o céu enquanto somos lançados para o auto em um balanço, temos joelhos ralados, braços quebrados, cortes nas canelas e estamos bem, estamos felizes, continuamos a correr sem se importar com a dor, quando menos esperamos estamos jogados na cama abraçados aos travesseiros chorando por um coração partido, batendo a porta na cara dos nossos pais por acharmos que eles só querem se meter em nossa vida sendo que eles só querem o nosso melhor, queremos encher a cara, colocar um piercing, fazer um tatuagem, pixar um muro porque achamos descolado, em outro momento só queremos ficar trancados em nossos quartos porque não vemos necessidade em socializar ou fazer amizades, nos achamos auto suficientes, e quando menos percebemos a vida nos dá a pior rasteira que imaginamos.

Eu só queria passar os aniversários, natais, ver os fogos de artifícios do ano novo com eles, mas no mesmo instante em que você vê sua mãe lhe dando um beijo no joelho ralado, você se vê gritando que a odeia por achar que ela não sabe o que é melhor pra você, no mesmo momento que você vê seu pai te carregando nas costas enquanto corre pela casa, você o vê lhe chamando de aberração enquanto sua mão chora e sua irma menor se assusta, aqueles que deviam te amar incondicionalmente, te proteger de todo mal pelos simples motivo de terem te colocado no mundo começam a te rejeitar pelos simples motivo de você não poder escolher quem amar, no momento em que você vê sua família sorrindo enquanto corre no parque, você abre os olhos e descobre que nunca mais poderá os ver, que nunca mais irá escutar sua voz, sentir seu cheiro, rir, brigar, se magoar, você descobre que eles não estarão mais lá para te ouvir, guiar, proteger, aconselhar, dar sermão, colocar de castigo, você descobre que um não era a melhor coisa do universo comparado ao sentimento de saber que nem os enterrar você pode. 

E você se sente perdido, você começa a  se sentir caindo sem sair do lugar, você descobre que seu coração pode sim doer, você percebe que a vida pode perder todo o sentido; então você começa a vagar por corredores brancos onde enfermeiros correm para la e para cá, você bebê todo e qualquer remédio sem relutar afim de apagar, na esperança de acordar e ver sua irmã correndo pela sala enquanto sua mãe faz panquecas e seu pai lê o jornal em um domingo de manha, mas você acorda e tudo o que tem é um quarto frio e uma dor no peito que nunca passa, ou diminui.

Mas a vida também pode ser generosa quando você não desisti dela, quando você aprende a conviver com as dores e pancadas que ela dá, quando você acorda de manha e simplesmente aceita que a dor sempre vai estar ali, com você, aonde você for, basta você entender que precisa dela para se lembrar de agradecer quando coisas boas vierem, mesmo que passageiras, lembrar de agradecer quando ver uma pessoa que também te ama, e que decidiu cuidar de você apesar do seu passado conturbado, aquela pessoa que tem cheiro de lar. A vida retribui mesmo, eu vi isso no exato momento em que o dono do sorrisso mais lindo do mundo veio correndo em minha direção pulando em meu colo fazendo os primeiros cacos que eu havia me tornado voltarem ao seu lugar, se encaixando, se colando no lugar do qual nunca deveria ter saído, e hoje, nesse exato momento eu percebo que familia não se resume a pai e mãe, se existi  alguém que te escuta, que cola seus pedaços, que recolhe seus cacos, que concerta seu coração esmiuçado, que te abraça mesmo quando você sente vontade de bater aceitando seus 'socos', se existe alguém que aceita suas cicatrizes, que cura suas feridas, que grita, bate boca, te joga contra a parede mas que fala a verdade, que mesmo machucando abre teus olhos porque sabe que você pode sofrer futuramente, ou porque ela apenas não quer que você cometa os mesmos erros, essa pessoa ou pessoas, são sua família, são as pessoas que a vida deixou você escolher para chamar de sua pessoa.

Jimin e tia Soyeon eram as minhas pessoas.

Eu nunca vou esquecer meus pais e irma, nunca vou esquecer o que eles fizeram por mim, e esse buraco que só eles podem preencher vai continuar, os anos passando ou não.

 Mas a vida me mostrou que devo e posso seguir minha vida, por eles, mas principalmente por mim, por que eu escolhi a vida e ela me escolheu de volta, mesmo eu tentando acabar com ela uma vez, ela me jogou na cara que eu precisava continuar aqui, que eu precisava fazer pelas pessoas o que ela fez por mim, então era isso que eu iria fazer.

Sai do meus pensamentos e encarei o rosto de Jimin, estávamos aqui sentados a algum tempo, observando a reforma que havia terminado, eu ja podia ver ele dançando aqui depois do expediente, colocando todo o seu amor em cada movimento, porque ele era isso, Jimin era amor da cabeça aos pés, e o seu amor pertencia a mim.

Lhe dei um beijo na testa, e ele fechou seus olhos.

- Ja quer ir?

- Sim, preciso de um banho.

Me ergui e peguei sua mão, e a ergui no ar, ele entendeu o recado, então eu e ele começamos a dançar pelo piso recem colocado, sem música, mas nossos corpos sabiam o que fazer mesmo no silêncio.

- Eu amo você Park, eu nunca vou me cansar de dizer isso.

Ele deitou sua cabeça em meu peito.

- Você é meu mar, eu nunca vou me cansar de nadar.

Ergueu seu rosto e fez um carinho no meu.

- Vem, vamos, vai passar um filme ótimo na tv hoje, quero ver com você.

Sorriu e saiu me puxando, apaguei as luzes internas, não sem antes olhar o lugar mais uma vez.

Isso é por você mãe.

Acendia a luz do letreiro, liguei o alarme e tranquei a porta, as paredes de vidro estavam cobertas por um enorme adesivo preto onde se lia em breve, ergui o rosto e vi o letreiro brilhava em quatro cores diferentes onde se lia Studio de dança Vmin

Jimin abraçou minha cintura e eu o abracei de volta, então saímos andando rua abaixo, olhei para trás mais uma vez e sorri para mim mesmo.

Eu Kim Taehyung, sou um sobrevivente.


Notas Finais


Priscila, você é minha pessoa


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