História Talking to the Moon - Capítulo 4


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Emma Swan
Tags Captain Swan, Ouat
Visualizações 32
Palavras 799
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi Oi pipocas!!
Espero que estejam gostando da fic, de verdade.
Avisando: O próximo capitulo será uma lembrança.

Capítulo 4 - Capitulo 3


Os dias foram passando lentos. Quase tão lentos que chegava a ser tortura. Pensar que enquanto eu estava em casa me matando, Emma poderia estar falando com outra pessoa, estava me consumido. Sim, ela estaria conversando com as suas amigas ou com a sua mãe, eu espero, mas mesmo assim…

Todos os dias eu tentava ligar para ela ou mandar mensagem, mas nunca tinha dado retorno. Minha cabeça começou a andar à roda, me sufocando. Talvez a ideia de “dar um tempo” tivesse desaparecido e ela tivesse desistido de mim, talvez ela tivesse partido para outro.

Eu estava sozinho à demasiado tempo. Sem uma ligação. Sem uma mensagem. Sem uma batida na porta. Pelo menos não da pessoa que eu esperava.

Como Belle dizia, eu estava mais morto do que vivo. David tomou as rédeas da delegacia e eu me tranquei em casa, passo o tempo inteiro no quarto, deitado no chão, apenas me levantando para ir no banheiro e só como quando Belle ou Snow me obrigam, como um garoto mimado, eu sei. Mas eu apenas não tenho mais vontade para nada, meu chão se foi com ela.

Eu próprio me coloquei nesta posição e agora tenho que lidar com esta situação, mas eu não consigo ver como. É como se eu tivesse este véu negro à minha volta que me sufoca e me mata aos poucos.

Eu fui um idiota ao pensar que Emma seria minha para sempre, que não precisaria me esforçar mais. Eu pensei que ela ficaria. Como fui burro. Ela foi a única se esforçando e segurando as paredes dessa casa e, eventualmente, ela não teve mais forças. A culpa disto é toda minha. Minha.

Eu me coloquei no primeiro lugar, sendo que Emma e a nossa filha deveriam ser o centro do meu mundo. Me esqueci que a minha missão era cuidar delas, não me trancar na minha bolha, que é o que eu estou fazendo agora, mas, quem estou eu enganando? Agora eu não tenho ninguém para proteger. Ela sempre esteve lá por mim, sempre me entendeu, sempre me agradeceu e eu…eu a ignorei.

Agora, aqui, sentado nesse chão, com as minhas costas encostadas na cama, no meio da noite, olhando pela janela, não ouço nada, apenas os sons normais da casa. Nem a respiração calma de Emma dormindo na cama ou o choro interminável de Hope no quarto ao lado. Ou Emma se escapulindo do quarto para fazer o seu cacau com canela quando não consegue dormir no meio da noite. Não sinto suas pernas se entrelaçarem nas minhas, as suas mãos percorrerem a minha barriga enquanto ela ri maldosa no meu ouvido para me provocar.

Estou sozinho.

Sem Hope subindo na cama para dormir com o “popa” e a “momi”. Sem “Boa noite, capitão”.

Sozinho.

Sempre adormeço olhando a lua e essa noite não seria diferente. Pensando se ela estaria pensando em mim também. Se ela estaria fazendo o mesmo.

Talvez eu a veja como a minha única ligação a ela, pois eu tenho a certeza que tanto eu como ela estamos por baixo da mesma lua neste momento. Talvez esteja esperando que a lua me confirme a qualquer momento que ela entrou no seu fusca e está voltando, trazendo Hope para casa…Mas não passa de uma ilusão…certo?

Ela não vai voltar.

Nunca.

Nesse momento a minha cabeça começou a doer e eu me levantei com algum esforço. Me sentei na cama e fiquei olhando para baixo, para os meus pés descalços, enquanto os movia em movimentos aleatórios lentamente. Não porque eu queria. Simplesmente o meu corpo não me obedecia mais.

Me levantei e andei até ao banheiro. Abri a porta e liguei a luz, que quase me cegou. Fiquei parado até me habituar e então andei até ao lavatório. Lavei o rosto rapidamente e então apoiei as mãos na pia e fiquei olhando a água escorrer pelo ralo.

No que a minha vida tinha se tornado?

Olhei para cima e me deparei com o espelho. Suspirei. Nunca tinha estado tão malcuidado como naquele momento.

O meu cabelo estava bastante comprido e desgrenhado, tal como a minha barba. Seria facilmente confundido com um mendigo.

Eu sei que as pessoas começavam a comentar. Podiam não se importar comigo, mas todo o mundo me conhecia.

Okay, sim, eu exagero. Alguns se preocupam.

Granny, por exemplo. Ela passa bastante tempo comigo aqui durante a noite. Ela me faz o jantar às vezes e fica falando comigo até tarde.

Grumpy já passou algumas manhãs comigo, apenas jogando conversa fora nas escadas do lado de fora da casa.

Mas a maioria…apenas começou a falar de mim nas costas. Falando que eu estou louco. Talvez eu esteja, mas não totalmente. Mesmo sem estar aqui, Emma tem me mantido são. As suas memoria tem me mantido vivo…


Notas Finais


Prontinho, mais amanhã!


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