História Talvez - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 481
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, LGBT
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eu não pretendia continuar, porém acho que as vezes algumas coisas precisão ser contadas, de um forma ou de outra!!
Espero que gostem ❤

Capítulo 2 - Capítulo 2


Minha infância foi como a da maioria de todas as crianças, eu era amada por todos, mas vigiada a todo segundo! O que é normal quando se é menor... era 2010, eu estava usando um vestido rosa, com uma trança no cabelo! A trança tinha flores, e eu era "A Rainha do baile de primavera".
Lembro-me que Rodrigo foi ver como eu estava e eu o disse "Papai, estou bonita?" Ele me olhou de cima a baixo e disse "Linda como sua mãe", eu nunca tinha visto aquele olhar, mas me parecia algo errado... Foi o que eu senti na hora.
Apartir desse momento tenho falhas na memória, creio que uma tentativa frustrada do meu psicológico de fazer isso doer menos agora! Rodrigo pegou em minha mão e me levou para atrás da casa onde morávamos, para atrás da MINHA CASA! E me disse "Eu prometo que você vai ganhar o que quiser depois", e eu fiquei empolgada, tinham tantas coisas que eu queria, Rodrigo me empurrou para o final da rua atrás de casa, onde era um beco... E foi ai a primeira vez em que eu senti uma dor que não se comparava a nada no mundo, ele não tinha me dito que minha mãe morreu, mas foi o mesmo vazio, ele não me disse nada aliás, eu senti ele me invadindo e eu não consegui gritar, ele falava... mas eram palavras incompreensíveis pra mim, em meio a barulhos altos, pessoas falando, carros passando na rua, e eu ali, imóvel, sem conseguir dizer uma palavra, ou derramar uma lágrima, ele me levantou e me levou pra casa, me deu banho e desfez minha trança, o que eu ainda não havia percebido é que junto com as flores que caiam pelo caminho de volta, meus sonhos, brincadeiras, minha infância, caia junto, esparramadas pelas ruas do Rio de Janeiro. Naquele momento, depois dele cuidar dos meus machucados como "um bom pai", não tinha mais nada que eu queria ganhar, nenhuma boneca, celular, câmera ou esmalte imendaria novamente um pedaço caído, perdido, e destroçado de alma.
A dor era física e psicológica, doia no peito, no estomago, no útero, e as pernas tremiam, uma sensação devastadora de culpa corria em mim, eu devia ter gritado, batido, corrido, sumido, mas eu fiquei lá, como um maldito objeto! A minha mãe chegou cedo do trabalho aquele dia, me deu um beijo na testa, e beijou ele, eu disse desesperadamente "Mãe, precisamos ir embora, estou machucada" e ela riu, me perguntou se eu tinha cortado o dedinho novamente brincando com uma amiga, Rodrigo riu também, mas ele sabia que tinha me machucado, aquela noite no meu quarto ele me disse que me amava, que eu deveria perdoa-lo, que ele jamais faria isso de novo e eu disse que o amava e chorei em seus braços.
Mas como eu já havia dito antes, pessoas mentem, Não?



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