História Talvez a verdade - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 610
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura!🌹🍃

Capítulo 3 - Capítulo três.


E então completou seus sete anos, ainda morava com a avó, ainda com a certeza que não era um menina, ainda com aquele sentimento ruim que só crescia, ainda sem notícias do pai, ainda sem ninguém que pudesse confiar e conversar, ainda absorvendo tudo de ruim que era desferido à ela, ou tudo que acontecia com ela, começando então a se esfriar e afastar as pessoas.

A mãe sempre à visitava aos finais de semanas, todos, sem exceção, ela e o padrasto estavam lá, e aquilo de certa forma abafava aqueles sentimento ruim, eles se importavam com ela. A mãe decidiu que era hora da menina ir morar com ela, mas a avó não deixou, pediu para que continuasse ali, pelo menos até terminar o ano letivo, a mãe então concordou. 

E então completou seus oito anos, e foi morar com a mãe e o padrasto (no fundo ela sentia que era melhor ter ficado com a avó), e foi realmente bom, se aproximou mais do padrasto, ele virou uma referência para ela, uma referência que ela não tinha a seis anos, se tornou um pai para ela aos poucos, não um pai qualquer, o melhor pai do mundo. 

Ela começou a estudar, e nossa, lá era tudo diferente, as pessoas, à escola, tudo, ela estava acuada, até conhecer a Amanda, há, a Amanda se tornou a sua amiga fiel, e com ela vieram a Karine, e a Rebeca, e junto da Rebeca o sentimento mais forte do que a menina já tinha certeza do que ela era. As quatro eram inseparáveis, e foi delas que a menina ouviu seu primeiro eu te amo, um eu te amo de amigas, um eu te amo que a menina não soube responder, afinal de contas afeto e como retribui-lo foi a única coisa que ela deixou de aprender. A menina ficou tão sem graça que apenas sorriu e deu um abraço, um abraço verdadeiro em cada uma delas, e respondeu um "eu também" tímido, com as amigas, ela se sentia livre, pra agir e pensar como quisesse e aquilo era realmente maravilhoso para ela.

Já em casa, bom de manhã escola, depois casa, e essa era a rotina, a sensação que tinha quando estava com as meninas era ótima, mas era só naqueles momentos, a menina não conseguia mais manter nada bom por muito tempo dentro de si. Antes ela já se sentia sozinha, cercada de pessoas, e agora ela literalmente estava sozinha e ficava sozinha, de manhã escola, e quando voltava só dava tempo de ver a mãe almoçar e ir ao trabalho, e passava o resto do dia sozinha, pensando, há os pensamentos, estes eram seu pior inimigo, o pior de todos. E era todos os dias assim.

E a menina completou seus nove anos, e com essa idade ela já tinha certeza de muitas coisas sobre ela mesma, e uma delas era que ela na verdade se sentia ele, e foi aí que começou a ser como ele, o jeito de agir havia mudado, aos poucos mais havia, assim como sua vida também, agora ela tinha uma irmã, sua mãe e seu padrasto  (que já era seu verdadeiro pai aquela altura) tiveram um bebê, e nessa época ela ajudou a mãe, e também teve mais interação, começando pelos vizinhos da frente, Keizy, Laiza, e Marlon, agora além das amigas da escola, a menina também tinha os amigos da rua, e estes jogavam bola todos os dias, exatamente todos os dias. Até que um dia ela conheceu Emanuela, e junto da Emanuela, veio o Gustavo, este que se tornou seu melhor amigo. Mal sabia ela o que estava pra acontecer.



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