História Talvez Em Um Filme - Capítulo 4


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Categorias DAY6
Personagens Dowoon, Jae, Personagens Originais, Sungjin, Wonpil, Young K
Tags Day6, Dopil, Friendship!dopil, Hidekang, Jae!safadona, Jaehyungparkian, Jaek, Kang!doidinho
Visualizações 288
Palavras 1.793
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Não sei o que escrever aq, mas é noiz



Slk

Capítulo 4 - Minha cabeça é como um carrossel


Fanfic / Fanfiction Talvez Em Um Filme - Capítulo 4 - Minha cabeça é como um carrossel

Eu estava mais agitado que o normal, meu coração doía tanto, um sentimento estranho percorria meu corpo, de cima a baixo.

Estava lá eu, sentado na cama do hospital, pensando em um milhão de coisas ao mesmo tempo, eu estava tão inquieto.

- Menino, você está bem? - uma voz surge de repente me assustando.

- O que? Quem? - olho para todos os lados procurando o dono daquela voz.

- Eu estou aqui - diz um homem parado na porta do meu quarto, apoiado na parede.

- Ah, o que você quer? - digo ríspido cruzando os braços.

- Eu perguntei se você está bem...- responde arqueando a sobrancelha como se fosse óbvio.

- Eu estou ótimo - olho para a janela do quarto tirando minha atenção do homem por um segundo.

- Que bom - sua voz ecoa pelo quarto como se ele estivesse distante.

- Mas qu... - congelo ao voltar meu olhar para porta e não ver mais o homem ali parado.

Corro até a porta procurando aquele homem estranho, mas o mesmo havia desaparecido, como em um passe de mágica. 

Mas era impossível alguém ter sumido daquele jeito, esse hospital é imenso, eu conseguiria o ver mesmo se ele tivesse saído correndo pelos corredores.

- Eu estou aqui - me viro vendo o homem agora sentado em minha cama.

- Quem é você? - questiono assustado.

- Você pode me chamar de Yoon Dowoon - sorri largo.

- Okay Dowoon - digo ríspido - Então, será que você poderia sumir da minha vista?! - sorrio falsamente disfarçando o medo enorme que me atingia.

- Claro que eu posso, eu só não quero - se levanta vindo em minha direção.

- Ai caralho - murmuro comigo mesmo, sentindo um embrulho no estômago.

Mais e mais aquele estranho se aproximava de mim, seus passos ecoavam pelo quarto, me fazendo gelar por completo.

Fecho meus olhos batendo as costas na parede fria do quarto, desejando que tudo isso acabasse agora mesmo.

- Kang? - uma mão toca meu ombro.

- Sai daqui satanás!!! - como um louco, eu corro para minha cama, me jogando na mesma.

- Kang, você está bem? - olho bem para a pessoa que tocou meu ombro e lá estava, meu médico me questionando preocupado.

- Filho da puta - resmungo irritado.

- Eu? - questiona.

- Não - suspiro pesadamente - Eu estou com sono, você pode sair? - me deito por completo na cama, me escondendo entre os lençóis, enquanto o mesmo vai embora.

Minha vergonha era evidente naquele momento. Eu tinha acabado de berrar com meu médico igual uma menininha em um filme de terror.

Parando para pensar na minha vida, eu provavelmente já estava em um filme... talvez em um filme de terror.

Um filme que todo mundo morre, que todo mundo some, que todo mundo nunca consegue o que quer, um filme com um final triste.

É o que me espera, um final triste, nesse filme que eu chamo de minha vida.

Talvez uma pessoa comum pudesse me ajudar agora, talvez o Jae.

- Isso! - estalo os dedos levantando da cama - Não! espera - por um momento eu tinha esquecido do que aconteceu agora pouco.

Aquele bastardo, aquele mesmo bastardo que estava com o Jae a primeira vez que eu o vi. Aquele bastardo não gosta de mim, certeza.

Eu não posso ir até o Jae com aquele idiota lá com ele.

Me jogo novamente na cama frustrado com tudo e com todos.

Eu não reclamo por ele não gostar de mim, mas sempre, sempre me julgam sem ao menos falarem comigo. Aquele olhar de desprezo, aquele jeito frio, eu estou realmente acostumado com isso, mas já está cansando. 

Aposto que ele -igual a todos-, ouviu algum boato sobre a minha pessoa e não quer se aproximar de mim.

Jae realmente foi diferente, muito diferente mesmo...

- Provavelmente ele vai me matar - sussuro pensando no motivo do mesmo ser tão gentil comigo - Ele não disse muita coisa sobre ele... acho que ele é daquele grupo lá de homens assassinos que eu esqueci o nome agora!

- Ainda falando sozinho menino? - aquele impecilho da sociedade reaparece, agora no canto do quarto.

- Ah! O que você quer?! - o encaro com uma cara nada boa.

- Você quer mesmo saber? - por um momento, eu noto uma ponta de esperança em seu olhar.

- Não, deixa quieto - me encolho na cama, juntando os joelhos ao corpo - Vai que você é um macumbeiro louco...

- Assim você me ofende - mais uma vez o bastardo se aproxima de mim.

- Missão cumprida - o encaro cínico.

- Me ajude a encontrar meu amigo - em um piscar de olhos, o homem agora estava cara a cara comigo, segurando meus ombros. 

- Sai - arregalo os olhos espantado.

- Por favor, você é minha única esperança - sou sacudido pelo mesmo.

- Aish, me solta! - bato em seus braços perdendo a paciência que ainda me restava.

- Por favor - murmura cabisbaixo.

- Não!

- Mas... - uma lágrima escorre de seu rosto e o mesmo abaixa sua cabeça.

- Aigoo - tento me controlar para não xingar esse bastardo - Para com isso! - sou ignorado - Ei! Para com isso! - empurro seu ombro, mas sem reação, apenas lágrimas e mais lágrimas - Tá bem, eu ajudo!!

- Sério?! - de imediato Dowoon levanta seu rosto, sorrindo largo.

- Sério - dou de ombros - Agora me diz, o que aconteceu com seu amigo?

- Bom, a gente estava lá fora, no pátio, correndo - explica tentando limpar suas lágrimas - Mas do nada, ele sumiu.

- Nossa, quanta informação - digo irônico - Quando isso aconteceu?

- Faz um tempo, eu não sei quanto, mas desde então eu não paro de procurar por ele, mas ninguém nunca o viu... - suspira - Eu preciso achar ele, ele não conhece esse hospital como eu, ele deve estar perdido por ai!

- Então vamos procurar esse puto - levanto da cama rapidamente - E eu vou ignorar o fato de você ser a personificação de satanás.

- Como? - questiono rindo.

- Sei lá, você é estranho - saio do quarto junto de Dowoon - Muito estranho.

Fomos juntos até o pátio do hospital, no local exato que eles estavam no dia que ninguém sabe.

Ficamos horas ali, procurando e procurando, estavamos rodando em círculos, nunca achariamos o tal Wonpil desse jeito.

- Me diz algo que ajude - suplico me perguntando porque eu ainda fui ajudar esse imbecil Dowoon.

- Flores acalmam ele - sua expressão de quem não entendia o que eu dizia me matava, eu estava a dois passos de socar a cara dele.

- E COMO ISSO VAI AJUDAR? POR UM ACASO VOCÊ TEM DEMEN...

Um estalo veio até mim. Talvez aquilo ajudasse mesmo, talvez aquele homem não fosse de todo idiota, ainda tinha um pouco de sanidade nele.

Corro rapidamente até o jardim que fica na parte de trás do hospital, aonde Jae e eu estavamos antes.

Em meio rosas brancas, vejo a forma de uma pessoa mexendo nas mesmas. Me aproximando com cautela, eu passo despercebido pela pessoa que estava lá, indo até sua frente para o observar bem.

- Wonpil...- o chamo agaichando perto do mesmo.

- Hm? - o menino levanta o rosto, mostrando que havia acabado de chorar.

- Sabia - sorrio largo pensando no quão inteligente eu consigo ser.

- Ei! Voc...- Dowoon para de gritar imediatamente quando vê Wonpil ali, parado em meio de tantas rosas - Wonpil-ssi - o mesmo vem correndo em nossa direção e abraça seu amigo, quase o jogando no chão.

- Idiotas... - bufo me levantando pronto para ir embora.

- Ei! - Dowoon me chama e eu paro de caminhar, virando e o encarando - Como você sabia que ele estava aqui?

- Eu sou o Kang - sorrio vitorioso indo embora.

Na verdade, quando você passa horas pensando em uma mesma coisa, você fica mais e mais concentrado.

Ele tinha se perdido aqui e não sabia nada sobre o hospital, certo?

Ele obviamente ficou nervoso e amedrontado com tudo isso, e uma coisa que sempre o acalma são flores, e esse hospital tem um jardim lindo.

Tudo era questão de pensar um pouco.

Depois daquele incidente, eu não vi mais nem Dowoon e nem o seu amigo. E agora, estava de noite, um escuro enorme em todo hospital, um silêncio horrível.

Eu estava acostumado com esse hospital, já que era minha nova casa -por enquanto-, então aquele escuro e silêncio não me incomodava mais.

- KANG! - me surpreendo com uma pessoa de muletas entrando no meu quarto e se jogando em minha cama -em cima de mim-. E suas muletas parando em outro canto do quarto.

- Caralho! - salto da cama observando a pessoa se escondendo entre meus lençóis assustada - Aish... Jae.

- Vem, deita logo - diz trêmulo dando tapinhas no espaço vazio ao seu lado da cama.

- Depois eu que sou o louco - resmungo - O que você tem? - me deito ao seu lado, me cobrindo com o lençol.

- Eu estou com medo, está muito escuro - me abraça de lado.

- Medroso... - murmuro me ajeitando em seus braços.

Ficamos alguns segundos ali, parados, em um silêncio profundo, mas ainda sim, com os braços em volta dos ombros de Jae, eu tentava o acalmá-lo.

- Jae - o chamo recebendo um murmuro em troca - Você não me contou muito sobre você - minha curiosidade sobre aquele menino medroso aumentava cada vez mais.

- E o que você quer saber? - questiona em um murmuro.

- Ah, não sei, qualquer coisa - qualquer coisa que mate minha curiosidade.

- Hmmm - fica pensativo por um instante - AH! - estala os dedos - Eu ia embora hoje, mas aconteceu um problema e eu não pude ir... é uma novidade, não é? - diz animado.

- Eu falei para você me contar sobre você, não uma novidade - riu debochado.

- Para! - estapeia meu ombro.

- Mas sério, conta algo melhor - digo tentando me controlar para parar de rir.

- Tipo o que? - ri baixinho.

- Hm - penso um pouco, mas a única coisa que me vem a cabeça é uma coisa - Você namora?

- U-Uhum... - murmura mais uma vez, só que dessa vez, quase eu não consigo o ouvir.

- Quem? - questiono me sentindo um pouco estranho.

- O B-Byungchan, aquele de hoje cedo... - me afasto um pouco de seu corpo sentindo um leve desconforto.

- Como vocês se conheceram?

- A gente sempre foi amigos, e quando eu estava namorando uma menina, ela realmente ferrou comigo - solta um riso nasal - Ela espalhou tanta coisa sobre mim por ai... a maioria falsas - Jae me puxa mais para si - E a única pessoa que ficou comigo foi o Byun, e então aconteceu.

- Você o ama? - eu não sei o que tinha dado em mim, mas eu não conseguia parar de fazer perguntas para Jae.

- Eu estou feliz... - murmura.

- Não, não me diz que você está feliz, porque isso não significa que você o ama...


Notas Finais


Só pra deixar claro...
Eu não vou tratar a doença do Brian como se fosse algo woow, pq essa fic vai ser voltada as reviravoltas da vida


Inté o próximo capítulo


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