História Também Quero - Capítulo 1


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Categorias Luan Vieira
Tags Everton Sousa Soares, Grêmio, Luan Guilherme
Visualizações 54
Palavras 2.463
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, LGBT, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


da série: devo não nego, pago quando puder (sofro)
@Amorim-Feer mana me perdoa KKKKKKKKKKK faz dois meses que te devo essa fanfic, mas por glória finalmente consegui finalizar e postar ela! espero que tu goste e perdoa o atraso sz (aliás, vi que hoje é teu aniversário, então parabéns! muitas felicidades pra ti ♡)

aqui saiu uma tentativa de fazer algo inspirado na música "Também Quero" da Clau com o PK, mas acho que fugiu um pouco do contexto da música em si.

enfim, é isto. boa leitura e qualquer erro me perdoem. xx

Capítulo 1 - .faz tanto tempo que eu te espero


Luan sabia que tinha encontrado seu amor no time certo.

Sabia disto desde o primeiro dia em que se conheceram e a troca de olhares tão intensa foi inevitável; sentira uma diferente sensação lhe tomar conta de seu corpo em todas as vezes que Everton aproximava-se ou até mesmo tocava em si, como se seu corpo reagisse a Soares apenas de uma única forma a qual ele não comumente reagiria com os outros.

Everton era diferente dos demais aos que tinha se relacionado; era doce, inteligente e completamente encantador. Cada detalhe que circundava o cearense tornavam-se os que mais lhe deixavam bonito aos olhos de Guilherme.

O paulista tinha certeza de que estava se apaixonando por Everton. Desde a primeira vez em que combinaram de sair a sós até a primeira vez em que trocaram o primeiro beijo serviram para que ele chegasse a esta conclusão.

E Luan tinha a vontade; a vontade de que não gostaria de passar apenas mais uma noite com Everton sendo ele somente o seu ficante.

Queria passar mil e uma noites com ele. Queria fazer Everton feliz ao seu lado. Queria dar todo o amor do mundo para o atacante, com ele sendo o seu namorado.

Apenas o que lhe faltaria, era saber se Everton gostaria de fazer o mesmo.

{...}

Luan não gostava de ter que sentar a frente de todos durante um voo.

Por algum motivo, sempre preferiu ficar ao fundo, sozinho e no seu próprio silêncio, ouvindo alguma música que lhe agradasse. 

Olhava pela janela do avião e via o sol se pôr. Estava anoitecendo, faltava apenas meia hora para que a delegação do Grêmio estivesse em São Paulo, mas Luan já conseguia sentir seus olhos pesarem pelo sono. Ignorava o fato de que alguns de seus colegas de time estivessem fazendo bagunça no avião por estarem ansiados para chegarem logo; apenas queria aproveitar alguns minutos de sono.

Estava quase fechando os olhos quando sentiu um toque leve em seu ombro. Guilherme virou-se aos poucos, mas assim que seu campo de visão foi tomado por Everton ao seu lado, sentiu perfeitamente um friozinho subir por sua barriga e seu coração acelerar.

— Oi. — Everton sorriu para Luan. — Eu posso sentar aqui?

— Uh, claro. — Luan ajeitou-se no assento e por ora, sentiu que seu sono havia desaparecido com a presença de Everton ali.

— Obrigado. — agradeceu Everton. — Desculpa te acordar, mas é que o Jean e o Matheus não param de agitar atrás do meu assento e eu não consigo dormir. Aí vi que você estava sozinho aqui. — explicou enquanto ajeitava-se em seu lugar. 

— Eu não estava dormindo, Cebolinha. — Guilherme riu. Por um momento, sentiu seu corpo aquecer com o sorriso tímido que Everton lhe expôs, mantendo um olhar fixo ao dele.

— É que eu não queria incomodar você caso você estivesse dormindo, sabe?

— Não iria incomodar. Você nunca incomoda. — Luan sorriu, mordendo o lábio. 

— Ah. — Everton riu timidamente. — Ei, tem algum fone sobrando?

— Não. Por quê? 

— Eu queria ouvir música, mas o meu fone parou de funcionar. — Everton comentou emburrado. Luan divertiu-se com a cena de um beicinho formando-se nos lábios do cearense; achava completamente adorável quando ele ficava daquele jeito. 

— Tudo bem, ouve comigo. — Luan tirou um de seus fones, o oferecendo para Soares. — Espero que as minhas músicas estejam no seu gosto também. — disse, fazendo Everton rir.

Durante pelo resto daquele tempo, além de compartilharem a música, compartilharam uma intensa troca de sorrisos e olhares.

E se antes gostariam de estarem dormindo, com o clima que predominava entre ambos e lhes favorecia o momento, trocaram o sono por beijinhos e carícias. Bastava apenas ter a vontade, que o sono tornava-se perdido.

Com aquilo, Luan sentia que as suas investidas a Everton estavam sendo recíprocas. Aos poucos, tomaria coragem o suficiente para que pudesse então, sair de apenas daquele status de ficante que possuía com o camisa onze.

{...}

São Paulo - SP

O dia seguinte à chegada da delegação gremista a São Paulo estava movimentado e puxado. Faltavam dois dias para que a decisão da Libertadores contra o Palmeiras se concretizasse e com isto, os treinos de preparação para a partida haviam começado cedo.

Como costume, as penalidades máximas estavam sendo treinadas por último e assim, restava um mínimo intervalo para um descanso entre os jogadores. Descanso o qual, Luan estava gastando em admirar Everton e o quanto o atacante estava lindo com a luz do sol batendo contra o seu rosto.

Ficava bobo, sem graça e até mesmo desatento quando Soares encontrava-se sorrindo para ele em algum determinado momento — como estava acontecendo naquele exato minuto em que estavam no campo.

— Não acha que já está na hora de vocês serem maduros o suficiente para assumirem o que vocês tem?

Luan tivera sua atenção desviada com a pergunta repentina que Maicon lhe fez enquanto esperavam suas oportunidades para treinar pênaltis. Olhou para o colega, exibindo um sorrisinho em seu rosto; Maicon como ninguém sabia da relação entre ele e Everton, então aquela pergunta havia se tornado diária em todas as vezes que se encontravam.

— Nós somos maduros. — Luan rebateu a pergunta do volante, ouvindo uma risada debochada como resposta.

— Sim, muito maduros. — Maicon revirou os olhos. Encostou sua mão no ombro de Luan, lhe dando um aperto. — Vocês só estão namorando, mas não estão assumindo isso. Irônico ser maduro assim, não acha?

— Não estamos namorando. — Guilherme resmungou. — Everton ainda não é meu namorado.

Ainda. — Maicon gargalhou, deixando Luan sem graça com a sua reação. — Ou seja, vai ser. Quando você pretende tomar uma atitude e pedir ele logo em namoro, Luan?  

— Relaxa capita. — Guilherme sorriu bobo. — Eu já tenho tudo pensado na minha cabeça, e se Deus e o Everton quiserem, até o final do jogo de terça eu estarei namorando.

Grilo, o Everton gosta de você. — afirmou o capitão com convicção depois de ter convertido o seu pênalti. — Isso é visível nele. Se você não aproveitar essa chance que você tem agora com ele...

— Eu não aproveito mais, certo? — Luan suspirou ao ver Maicon concordar com a sua pergunta. — Às vezes eu fico assustado com isto, sabe? Tipo, eu sabia que algum dia eu poderia me apaixonar por alguém, mas não imaginei que ia ser tão forte assim ao ponto que eu estou agora pelo Everton.

— Amar alguém é bom, Luan, apesar de que às vezes possamos pensar que não. — Maicon disse. — Você vai ver isto.

Guilherme assentiu, com um sorriso no rosto. Maicon de certa forma tinha razão sobre aquilo; já via como se sentir apaixonado por alguém lhe trazia essa sensação boa e no fundo, gostaria que aquilo não precisasse seguir-se em apenas um tempo.

Mas sim, durante um longo período da sua vida.

{...}

A noite havia chegado e mais um dia estava indo embora, aproximando cada vez mais a data do jogo. Naquela altura, todos do elenco já haviam ido para os seus respectivos quartos após o jantar e prontamente iriam descansar após um longo dia de treinamentos.

Todavia, sempre havia um, porém por ali. Enquanto alguns dividiriam o mesmo quarto que seu respectivo colega, tanto Everton como Luan não costumavam seguir este padrão.

Bastou apenas que uma conversa com Alisson fosse o suficiente para que o meia-atacante deixasse o quarto que dividia com Everton e permitisse então que Luan pudesse passar mais uma noite junto do cearense.

E assim, estavam juntos novamente, buscando aproveitar aquele momento em que estavam a sós e poderiam fazer o que quisessem naquele quarto de hotel.

Sentado sob o colo de Luan, Everton suspirava com o contato da boca de Luan contra seu pescoço, o beijando e o marcando. Suas mãos deslizaram-se pela nuca e pelas costas do paulista, enquanto as de Guilherme acariciavam a sua cintura. Seus olhares mantinham-se fixos um ao outro; era visível como o brilho nos olhos castanhos de Everton ficava evidente quando ele estava com Luan daquela maneira.

Tão próximo e com o coração acelerado.

Logo, selaram um beijo demorado. Everton sentia perfeitamente a pele de Luan arrepiar-se com seus toques em sua nuca e pelo seu peito nu. Gemeu baixinho e em aprovação em meio ao beijo quando teve seu lábio levemente mordido e puxado, aproveitando para rebolar lentamente sobre o colo de Luan, também ouvindo um baixo gemido vindo abaixo de si.

— Eu te quero demais. — Luan sussurrou contra o ouvido de Everton. O puxou mais contra o seu colo, sentindo cada vez mais o calor da pele morena de Soares contra a sua; definitivamente, não existia melhor sensação do que aquela.

— Então me faça seu mais uma noite. — sussurrou Everton, com um sorrisinho travesso em seu rosto antes de selar outro beijo com Luan, o vendo assentir antes de afundarem-se em meios aos lençóis em mais uma noite.

Enquanto estivesse ali, com Everton envolvido em seus braços, sentindo seu calor e o seu amor transbordando entre eles, Luan estaria realizado. Estaria se sentindo bem; estaria fazendo Everton sendo seu e isso era o que mais lhe trataria aquela boa sensação.

Everton suspirava contra os lábios enquanto trocava beijos com Luan e descansava sob o colo do paulista depois do ato sexual — ou então como ele poderia dizer de amor. O suor escorrendo na pele de ambos, tornando o contato físico muito mais presente e as respirações ainda desreguladas davam os ares de que aquela, provavelmente seria mais uma noite em que perderiam o sono e ficariam acordados.

Apenas pelo simples ato de amar.

— Tudo bem? — Luan perguntou baixinho quando viu a expressão de Everton mudar rapidamente.

— Tudo. — o cearense respondeu, procurando olhar diretamente nos olhos de Luan. — É que… Eu só estava pensando em algumas coisas.

— Tipo? 

— Tipo o fato de que eu e você estamos transando ao invés de estarmos dormindo porque já deve ter passado da meia noite e amanhã temos um jogo importante. — disse Everton em um tom irônico, fazendo Luan gargalhar com a sua fala. — Estou brincando, isso não é problema pra mim. — riu.

— Então o que foi que te fez pensar e te deixar preocupado assim do nada? — Luan perguntou suspirando.

— É só um pouco de ansiedade pro jogo mesmo. — o cearense suspirou e abaixou o olhar, concentrado em contornar as tatuagens de Luan com seus dedos. 

— Fica tranquilo, bebê. — Luan beijou Everton, logo invertendo sua posição com a dele e o deitando na cama. — Já passamos por isso várias vezes e você sabe o final. É só o time se concentrar bem que iremos conseguir. — completou. — Aliás, tenho certeza de que um dos gols vai ser seu e sua noite vai ser brilhante, aposto e ganho. — riu junto com Everton.

— Então se você vai ganhar, qual é o prêmio disso? — disse o cearense ao dar alguns selinhos nos lábios de Luan, enquanto estava deixando o mais velho envolver-se no meio de suas pernas. 

— Não diria que seria bem um prêmio, mas acho que se eu puder ter mil e uma noites com você. Não somente noites, mas dias também… — Luan dizia enquanto acariciava a bochecha de Everton. Percebia como o olhar do mais novo havia tornado-se brilhante e suspirou, ainda mantendo fixamente em olha-lo. — Seria a melhor coisa que poderia me acontecer, sabe? Você ser meu namorado, mas óbvio, se tu aceitar.

— Luan...

— Você pode me dar à resposta sobre isso quando você quiser, não precisa ter pressa. Eu sei que nós ficamos há bastante tempo e pode ser que não seja algo que você queira exatamente, por isso vou te deixar pensar bem nisso. — finalizou. Guilherme ainda sabia que Everton poderia ficar sem resposta exatamente naquele momento e por este motivo, lhe deu esta liberdade de tempo. — E se não quiser também, eu vou entender.

— Tudo bem. — Everton sorriu para Luan e por um lado, aliviou a tensão que o paulista estava sentindo com a falta de palavras vindas de Soares. Novamente selaram outro beijo, logo sendo interrompido para que o cearense pudesse falar. — Eu irei te dar uma resposta. E eu prometo que vai ser logo.

{...}

Final de jogo: Grêmio 2 x 1 Palmeiras

No final das contas, tudo havia ocorrido bem — mesmo que em alguns momentos, algumas coisas não estavam no planejamento. 

Uma das vagas da semifinal da Libertadores agora era preenchida pelo time gaúcho e tanto o time quanto a torcida não podiam estar mais felizes do que isto.

Everton, acima de tudo, era quem mais se encontrava feliz por ali. Sua noite havia sido brilhante, havia feito um gol e ainda proporcionando uma assistência para o de Alisson. Definitivamente, não teria como ele não estar se sentindo melhor tendo em vista todo aquele aproveitamento.

Mas em nenhum momento esquecera-se de todas as palavras de Luan na noite que antecedeu o jogo. Toda a confiança do camisa sete em que Everton brilharia no jogo, sem contar as declarações as quais Guilherme havia lhe feito enquanto trocavam beijos e carícias.

Tinha pensado durante um dia inteiro e era o que ele também queria. Não podia enrolar Luan com uma resposta se não fosse algo que ele não quisesse. 

Queria, e falaria logo com ele.

Assim que adentrou o vestiário, notou a festa que estava no local por conta da classificação. Ouvia os cumprimentos de seus colegas em sua volta, porém seu foco era logo encontrar Luan por ali.

Sorriu para o camisa sete quando o encontrou conversando com Matheus Henrique. Logo, Luan afastou-se do volante para cumprimentar Everton pela partida.

No entanto, foi surpreendido por Everton quando o cearense o envolveu em um abraço e em seguida, selou um beijo. Rapidamente, todas as atenções dos presentes ali no vestiário voltaram-se para Everton e Luan; em sua maioria, esbanjaram sorrisos  de alegria para eles, ora por estarem presenciando aquela cena do relacionamento de ambos que já haviam percebido antes.

Eu também quero. — Everton sussurrou e sorriu para Luan. — Eu disse que iria te dar uma resposta logo, e é exatamente isso. Eu também quero ser seu namorado.

De imediato, um sorriso de felicidade apontou nos lábios do Luan com a resposta de Everton. Guilherme olhou rapidamente para Maicon, vendo o sorrir para eles e imitar palminhas.

— Isso é sério?

— Claro que é Luan! — Everton riu e aconchegou-se no abraço apertando de Luan. — Eu te amo, muito. — afirmou, dando um beijo na bochecha do mais velho.

— Eu também te amo muito, Cebolinha. — respondeu, voltando a beijar Everton e o abraçando mais forte.

Se antes já estavam felizes, naquele momento estavam mais ainda. Percebiam, com os gritos e os aplausos em sua volta, que seus colegas também estavam felizes por eles.

Sairiam dali com as mãos entrelaçadas, oficializados como namorados, podendo viverem o seu amor da maneira que queriam e da maneira que mereciam.

Porque era aquilo, além de uma classificação, que importava por ali: que pudessem estar juntos, que pudessem estar se amando


Notas Finais


beijinhos sz


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