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História Tangerina - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Gana Suicida


Aurélio acabara de voltar de um longo dia de trabalho na fazenda. Enquanto Julieta havia chegado mais cedo da empresa. A BS Coffee era a maior exportadora de café do Brasil e administrar aquilo era cansativo, Camilo ajudava a mãe, junto a Jane, mas ainda sim, ela era quem decidia tudo.

Ela sabia que tava na hora de férias, e pretendia conversar sobre viagens com o marido. 


Caminhando, cansado, até o quarto, cada passo do homem era algo de sua roupa sendo aberto. Jane havia informado ao sogro que Julieta estava em seu habitual banho de sais, era o que relaxava a mulher depois de um dia estressante. Entrou no quarto e tudo estava calmo, e conseguia sentir o cheiro de rosa que exalava. Ele sorriu. 


"Hei! Dia difícil?" Aurélio perguntou ao encontrar Julieta com a cabeça recostada na borda da banheira de olhos fechados. Observou-a abrir os olho lentamente enquanto um sorriso discreto moldava seus lábios. Ela percorreu o olhar por todo o corpo do marido. Sua postura era imponente, mas seus semblante era de cansaço. A empresária estendeu a mão tocando a barba por fazer do marido. Sorrindo, sentindo o toque da esposa, Aurélio pegou-lhe a mão e beijou serenamente. 


"Não tão quanto o seu. Está bem? Parece cansado." Julieta era calma, aprendeu a ser assim após a chegada de Aurélio. Sabia reconhece-lo. 

"Estou bem. E estou cansado." Ele declarou e Julieta continuava com seus olhos fixados nele. Sorriu aberto e foi impossível não contagiar o homem. 


"Vem!" ela pegou a mão do marido. "A água ainda tá quente."

Sendo impossível recusar o convite, Aurélio tirou o resto de roupa que lhe faltava e se posicionou atrás da esposa, recebendo-a em seus braços. 

"Camilo falou comigo hoje sobre férias. E analisando a situação, acho merecemos. O que acha?" Julieta quebrou o silêncio. Geralmente, o silêncio deles era algo bom. Era onde os dois se encontravam, mas a empresária sentiu necessidade em conversar com o marido, ela sabia que depois não teriam tempo. Não se fizessem o que ela estava querendo.



"Julieta Sampaio querendo férias? Essa me surpreendeu!" Ele zombou antes de lhe dar um beijo na bochecha e no pescoço, fazendo-a fechar os olhos e recostar a cabeça ainda mais no marido. "Acho que merecemos, meu amor. Não viajamos há o que, 3 anos?!" 

Julieta suspirou e decidiu terminar seu banho, encorajando Aurélio a fazer o mesmo. Com a água esfriando, sairam da banheira e caminharam até o quarto.

"Então está decidido, marido. Iremos tirar férias." Declarou seu ultimato sorrindo. Chegou mais perto dele que vibrava a cada "marido" que saía dos lábios de sua esposa, e o beijou, calma e sedenta. 


Chega bem devagar

Calma, só me beija

Cala minha boca

Me leva desse lugar


Não que estivessem muito longe da cama, mas chegaram até ela em uma velocidade surpreendente. Acalmando o beijo e lagando-se os lábios deram risada cúmplices. A intimidade para eles era algo muito maior que a entrega carnal. Juntos e sentados na cama, com Aurélio parcialmente por cima, se beijaram novamente, dessa vez mais ferroz. Aurélio a beijava por todo o rosto, pescoço ao colo. Ao perceber que a toalha atrapalhava sua visão, tirou-a num segundo. Julieta satisfeita o puxou para um beijo travoso, convencida a começar suas férias ali. E suas férias consistia em morrer de amor todos os dias. Avançando para um estágio perigoso, a empresária viu Aurélio cada vez mais perto de faze-la temporana. 

A beijou. Tão intimamente que ela tremeu enquanto agarrava os cabelos do marido deslumbrada. Não era a primeira vez, mas era tão doce e potente quanto, fazendo-a se elevar num estado de espirito tão profundo e avassalador que lhe tirava de órbita. Os lábios do marido era como duas nuvens que ela não queria, jamais, se desprender. E entrega ao sentimento absoluto de satisfação e êxtase, ela sentiu toda sua glória se transformar em pequenos pedaços de estrelas, enquanto era jogada sem piedade ao céu. 


Minha sina

Gana suicida

Morte divina

Doce tangerina


Disposta a ir mais a fundo e faze-lo vibrar na mesma intensidade que ela, Julieta colocou-se sobre o marido, lhe olhando tão profundo e intensa, que ele gemeu em excitação, pronto o suficiente para o que sabia que viria a seguir. Obedecendo os desejos e instintos do seu corpo, Julieta beijava cada parte do marido, demorando-se mais em seu peitoral tão forte e desejoso. Aurélio sempre soube que Julieta exercia poder sobre si, tão dominadora que era capaz de senti sua imponência há quilômetros de distância, e suava ao senti-la tão autoritária assim, perto demais, pronta para leva-lo a loucura. 


"Estou ciente que quer me proporcionar o mesmo que lhe causei" A voz de Aurélio falhava. "Mas estou a beira do abismo, meu amor." Suas últimas palavras foram tão arrastadas e fortes que Julieta sentiu uma pontada interior, queimando de paixão. 

"Acho que podemos pular juntos, marido. O que acha?" Julieta falou tão somente, mas não sabe como. Seu corpo descia de encontro ao dele de uma maneira tão sensual e avassaladora que foi impossível a garganta dos dois não arranhar de forma dolorosa. Julieta reunuiu o pouco de força que lhe restava e abriu os olhos. Sorriu sofrida ao ver o marido entregue; seus olhos fechados, a boca semiaberta e suas mãos marcando-a sem piedade no quadril, enquanto ela cumpria com a palavra, decidida a pular naquele abismo. 


Sabe me provocar

Desce, me domina

Me arranha e me ganha

Na manha, pra me acabar


Perto demais do fim, Julieta desacelerou e quase sentiu-se enlouquecer, decidida a prolongar aquela espumosa onda. Devagar demais, e Aurélio não ousou interromper a decisão dela. Era mais afetuoso e inebriante quando se arriscavam a amar-se do seu modo. Aurelio se levantou o bastante para ficar sentado, e juntos continuaram entrelaçados, se olhando como se estivessem gravando tudo aquilo. E estavam. Julieta observava o suor escorrer pelo rosto do marido. Seus olhos azul-céu estavam mais intenso e ali, Julieta teve a certeza que estava no paraíso. E se não estivesse, estava tão próxima. O abismo os chamavam como uma sereia traiçoeira, sussurrando as coisas mais indecentes e cheias de amor. Mais rápido e mais fundo. Tão intenso quanto o infinito. Julieta agarrou-se com força no marido, encostando sua testa na dele. Chocaram-se um ao outro, enquanto um grito saía sem permissão de suas gargantas, tão liberto quando eles sentiam-se agora. 


Em câmera lenta, acompanho o teu suor

De encontro ao meu

A gota da seiva do céu, ninguém faz melhor

Que você e eu


Sentindo-se fraquejar, Aurélio caiu para trás, levando Julieta consigo. Com a cabeça a vontade no pescoço do marido, Julieta sentia perfeitamente seus cheiros misturados. Desejava viver eternamente ali, sem largar jamais. Ainda sentindo tudo a flor da pele, Julieta estremeceu em espasmos quando sentiu Aurélio sair de si. Estava tão acostumada a serem um, que quando se distanciavam, ela sentia-se vazia. Aconchegando-se melhor, a empresária sentia seu corpo enfim relaxar. As carícias de Aurélio em suas costas acalmava mas também lhe incendiava. Uma de suas mãos deslizou do peitoral marcado por pelos grisalhos, ate a barba que lhe fazia delirar de jeitos absurdos. Sorrindo contra a pele do marido, ouviu um doce "eu te amo " seguido de um beijo na testa. E então ela sabia que não precisava de mais nada.


Notas Finais


espero que tenham gostado 💕


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