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História Tantas tintas que não couberam no pôr do sol. - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Paleta.


nós nos misturamos durante o pôr do sol, quando você me disse que o céu era a pintura mais bela do mundo, depois do meu sorriso. não queria, não me arrependo, mas da mesma forma, continua doendo, não queria me apaixonar, mas parece que foi mais forte na luz lunar. ah, jeno, se tu soubesse como você completa as cores da minha paleta e faz com que o quadro fique mais bonito, se você soubesse a forma que meu mundo fica contigo. entretanto, não pude te prender, depois da mistura, sentimos como se fossemos água e óleo, por mais que eu quisesse que fossemos água e açúcar, queria estar contigo, queria ficar junto a ti, mas parece que quanto mais eu tentava, mais nós éramos incompatíveis. éramos obsoletos. eu disse que eu era o vermelho e você disse que era o azul, éramos a mistura perfeita, mas também não éramos para ser, aquilo que mais uma vez, espero que um dia nós nos encontremos com um olhar mais maduro e um coração mais decidido. éramos a mistura perfeita, até quando não era para ser, éramos quase como a água e açúcar. apenas não podíamos. o que mais me machucou foi você ter despertado em mim um sentimento tão profundo e intenso que não conseguiria suportar, mas para ser sincero? eu gostava, eu amo me sentir assim, amava te amar de todo o coração e te agradeço por ter sido essa paixão. e é com o quadro em branco que eu te peço pra não deixar se perder esse balanço. 

 

  que balanço? tu me perguntas, eu te digo, o balanço que você deu na minha vida e me fez conhecer as cores mais bonitas e os quadros mais bem feitos, me ajudou a entender o azul das tuas pílulas, me ajudou a entender o vermelho da intensidade do nosso amor e me ensinou a entender sobre a tinta amarela de van gogh. é um boato, acredito eu, mas dizem que van gogh bebia a tinta amarela pois de acordo com ele, era uma cor feliz, então ele ficaria feliz, certo? bem, a tinta amarela tinha um substância que causava depressão, nós éramos uma tinta amarela que eu não entendia. eu não entendia que eu me quebrava por dentro ao nós dançarmos de madrugada pela sala com taças de vinho barato sobre a mesinha de de centro, abraçados enquanto uma música de jazz aleatória ecoava naquele teu apartamento pequeno, eu não entendia que casa risada nossa era um grito de socorro quando batiamos sem querer nos móveis, quando estávamos no chão do quarto como uma coisa tão pura e crua, com nossos vícios, eu não entendia que a cada suspiro era um adeus incompleto. 

 

 mas sem falar isso, lee. você sabia que van gogh tinha como cor favorita, o amarelo, porque nunca conheceu o castanho dos teus olhos? 



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