História Quando Acontece. - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Garotas, Lesbicas, Romance
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Palavras 2.074
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Orange, Policial, Romance e Novela, Suspense, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Segundo hoje por que... Sim!

"Parcialmente editado"

Capítulo 2 - A admiradora secreta.


A tão esperada segunda feira chegou, acordei assustada com o despertador gritando em meus ouvidos e acabei caindo literalmente da cama. Confesso que demorou um pouco mas levantei preguiçosamente do chão tateando o colchão em busca do celular e quando enfim achei o desliguei olhando para os lados ainda sonolenta.

Demorou um pouco para que eu me situasse, mas por fim tomei coragem indo fazer minha higiene matinal. O clima estava frio, perfeito para mais algumas horas de sono, pretendia tentar ao menos mais alguns minutinhos quando a lembrança de que o Gabe logo me chamaria para irmos à escola anulou essa possibilidade.

Aquele ser que conseguia ser extremante irritante e que eu carinhosamente chamava de Gabe sempre foi meu melhor amigo, o conheci antes mesmo de ter qualquer tipo de vínculo com a Laura e fazíamos praticamente tudo juntos. Mesmo sendo maiores que eu, quando tudo pareceu desabar durante o ano passado foi neles, meus melhores amigos, que encontrei apoio.

Me distrai pensando nisso e esqueci de levar minhas roupas para o banheiro, o que resultou em um pequeno ser, que no caso era eu, correndo somente de toalha pelo corredor, o que foi no mínimo hilário para meus irmãos que se arrumavam para ir trabalhar.

Cheguei no quarto um pouco ofegante e logo coloquei minha roupa habitual, meu velho tênis negro cano alto e minha calça jeans, a blusa da farda obrigatória e um casaco por cima para me ajudar com aquele dia frio.

Enquanto penteava o cabelo olhei para o espelho e sorri, estava gostando do meu estilo ultimamente, meu cabelo cortado um pouco acima do ombro com as pontas pintadas de castanho avermelhado me davam um ar mais jovial apesar de faltar poucos dias para o meu aniversário de 17 anos, meu corpo estava muito mais atlético em comparação a alguns anos atrás e isso me deixava bastante feliz. Terminei o que estava fazendo e acabei piscando para mim mesma pelo espelho.

Assim que me virei Gabe gritou lá do protão, corri para pegar a mochila e logo estávamos fazendo o caminho para a escola.

– Já sentiu como se tivesse alguém te observando? – perguntei quando já estávamos na metade do caminho interrompendo algo que ele estava falando.

– Tem alguém observando a gente, paparazzi? – ainda um pouco confuso perguntou olhando para os lados, divertido.

– Não palhaço, é que, – tentei explicar mas logo desisti. – esquece vai, do que você estava falando mesmo? – tentei desconversar.

– Agora você vai falar! – o maior cortou a minha tentativa. – Começou, agora termina. – ele parecia animado com a possibilidade de um novo segredo ou quem sabe somente um novo motivo para me zoar.

– É que as vezes sinto como se tivesse alguém me observando quando passamos por aqui, mas isso geralmente acontece quando estamos voltando. – falei olhando para os lados, desconfiada.

– Ui, a gostosona acha tem um estranho admirador secreto. – e começando com as provocações sorriu.

– Não é bem isso que imagino. – falei revirando os olhos.

– Então acho que já entendi. – parou de rir um pouco, pensativo.

– Mesmo? – Perguntei com expectativa.

– Claro! Oh produção! – ele exclamou me deixando sem entender muito bem. – É isso mesmo que entendi? Ela acha que é importante o suficiente para ter um sequestrador à espreita, devemos chamar os policiais? – Gabe falou e eu soquei o seu braço. – Ai! Isso doeu vádia! – ele reclamou.

– Também não é isso, imbécil. – falei o empurrando quando estávamos próximos a um ponto de ônibus.

Senti um arrepio percorrer minha nuca e novamente a sensação de estar sendo observada me invadiu, olhei para os lados e nada pareceu estar fora do normal.

– Você está paranoica. – Gabe sussurrou e o olhei com a expressão fechada. – Pessoas pequenas quando ficam bravas é a coisa mais fofa do mundo, você faz até biquinho, sabia? – perguntou me provocando e revirei os olhos já acostumada com as piadas sobre meu tamanho.

Olhei para trás e fui atraída para um ônibus que estava parado por ali. Observei algumas janelas e em todas elas pessoas desconhecidas estavam admirando a paisagem ou fazendo qualquer outra coisa do tipo, mas uma delas me chamou atenção.

Uma garota me olhava fixamente, comecei a me ater mais aos detalhes, sua pele clara tinha algumas sardas na região da bochecha, e seu cabelo negro escorria ombros a baixo, prestei mais atenção e seus olhos castanhos avermelhados pareciam sorrir para mim. Quando ela finalmente percebeu que eu retribuía a sua atenção demonstrou ficar sem graça ao desviou o olhar, o ônibus engatou novamente e eu fiquei um tempo ali parada pensando em algo que não sabia explicar exatamente.

– Ai! – exclamei sentindo uma dor invadir minha nuca voltando novamente a prestar atenção no que acontecia ao meu redor.

– Finalmente voltou para a terra! – Gabe estava parado a minha frente com os braços cruzados.

– Por que me bateu? – choraminguei esfregando o local dolorido.

– Porque vamos chegar atrasados na escola se continuar ai parada observando o tão interessante... Nada! – ele falou mal humorado. – Estou te chamando a 20 minutos.

Recomeçou a andar.

– Que exagero, não foi nem um minuto. – O segui.

– Como você sabe? – Gabe perguntou irônico. – Você se lembra ao menos o que te perguntei antes de você entrar nesse seu transe? – Meu melhor amigo pareceu estar falando sério dessa vez.

– Se eu sabia que eu faço biquinho quando estou zangada? – respondi, insegura.

Busquei na memória o que ele realmente havia me perguntado e pedia internamente para que aquela fosse a resposta correta.

– Errou! – revirou os olhos para mim. – Viu? não tem como provar que foram menos que 20 minutos, não lembra nem do que falei. – mostrava seu argumento me deixando pensativa.

– Um ônibus não fica parado no mesmo ponto por 20 minutos. – contra argumentei arqueando as sobrancelhas.

– Amenos que esteja quebrado. – ele rebateu menos confiante que antes.

– Ele não estava quebrado. – afirmei sorrindo.

– Não foram 20 minutos, e daí? – perguntou fazendo pouco caso, ele odiava não ter razão, sorri com isso. – Você ainda não me respondeu. – desconversou.

– Te responder o que? – questionei ainda um pouco aérea.

– O que você tem pra estar tão lerda hoje? Não que você já não seja lerda, mas hoje está demais, fumou alguma coisa foi? – Gabe implicou comigo.

– Gabe! Fala essas merdas baixo. – o repreendi quando um senhor que andava um pouco atrás da gente me olhou desconfiado. – Ótimo, agora aquele senhor acha que fumo maconha. – Revirei os olhos enquanto o Gabe ria de mim.

– Você agiu como se tivesse que esconder algo, a culpa é só sua! – Meu melhor amigo levantou as mãos se livrando da responsabilidade. – Vai me responder ou não? – perguntou novamente mais impaciente desta vez.

– Não sei o que responder, você ainda não falou o que perguntou, ficou ai implicando comigo. – expliquei fazendo pouco caso da sua impaciência.

– Por que achou que tinha alguém te observando? – ele perguntou curioso. – Tem have com aquele teu transe? – perguntou desta vez com mais expectativa.

A princípio pensei em não contar para ele, não havia motivos para isso, era algo banal, mas então associei, se realmente era algo banal não havia motivos para não contar.

– Tem haver sim – respondi finalmente. – Tinha uma garota no ônibus me olhando – falei não me importando com o assunto.

– Aff, achei que era algo realmente importante – Gabe revirou os olhos voltando ao antigo assunto.

Não demoramos muito a chegar na escola, e como de costume ficamos em nosso cantinho logo na estrada esperando alguns amigos chegarem. Me sentei de costas para o espaço que, caso seguíssemos, levaria a cantina e de frente para o Gabe que se acomodara de encontro a uma das paredes.

Ele falava algo quando, interrompendo a fala, olhou por sobre meu ombro e focou em algo que aparentemente ocorria longe do meu campo de visão.

– Não olhe agora, mas o seu ex está no maior chamego com aquela guria da sua sala – sussurrou e tive que me forçar a permanecer imóvel e não olhar. – É muito sem noção da parte dele fazer isso sabendo que você provavelmente vai ver – ele comentou balançando negativamente a cabeça.

– Não é sem noção, nós não temos mais nada, e foi eu a terminar, ele está em seu direito. – Olhei para o lado distraidamente. – Ele está em seu direito. – Repito novamente a frase que falei para meu ex quando ele optou por me contar que havia beijado aquela mesma garota cinco dias depois de nosso termino.

Eu não faria aquilo, também não havia ficado nada bem com o que aconteceu, mas nem todos pensam como eu.

– Ei, ele é um babaca. – Gabe sussurrou me fazendo sorrir.

– Eu sou uma babaca, Gabe. – rebatai sua frase. – Mas isso não vem ao caso. – tentei desconversar.

– Ele não é o único trans do mundo. – ele tentou me animar.

– Não é porque sou bi que só vou pegar trans. – Revirei os olhos perante sua frase.

– Ué, os dois em um, melhor opção. – falou tão inocentemente que me fez rir, as vezes ele é realmente ingênuo quanto a esses assuntos.

– Não é isso, mas se for para te explicar tudo, vai demorar muito tempo, e eu estou com preguiça. – falei me sentando ao seu lado encostada na parede e podendo ver finalmente a cena que ele havia falado. – Ai que grude. – Me aconcheguei a ele e fechando ainda mais o zíper do casaco. – Eu era assim com ele? – perguntei e o Gabe confirmou.

– Diria que era muito pior que isso em questão de grude. – Gabe colocou um dos fones.

– Por que não me deu um tiro? – perguntei roubando o fone que restou.

– Bem que eu queria, vádia. – ele respondeu e deu play na música.

Já estava quase dormindo quando Esther e Augusto chegaram, eram os amigos que estávamos esperando, ainda faltava uma amiga minha mas era de costume o atraso por parte dela.

– Gente, vocês não sabem! – ele falou levantando de supetão me deixando atordoada com a movimentação repentina.

– Então conta homem. – Esther se sentou.

– Bom dia. – Augusto saudou o eufórico Gabe e se aproximou depositando um beijo em minha testa sentando-se ao meu lado logo em seguida. – Bom dia, titã. – Aquele apelido carinhoso que me foi direcionado acabou por causar um leve sorriso involuntário. 

Desta vez me aconcheguei em Augusto temendo outra movimentação repentina do Gabe que voltara a se sentar também ao meu lado.

– Bom dia, Guto. – respondi quando ele se ajeitou para me receber melhor em seu abraço.

– A Lara tem uma admiradora secreta que a olha do ônibus. – Gabe falou ao meu lado.

– Como é? – Dessa vez eu que levantei sem aviso deixando o Guto um pouco desnorteado.

– Então... Uma admiradora é? – Esther perguntou maliciosa.

– Não é bem isso! – Tentei me defender. – Conte a história direito! – repreendi o Gabe que sorria maroto.

– Eu também quero saber essa história. – Guto falou parecendo se recuperar e foi nesse exato momento que o sinal tocou.

– Isso! – exclamei. – Salva pelo gongo. – falei esperançosa.

– Sem problemas, na subida para as salas eu conto a eles. – Gabe falou acabando com minha alegria momentânea.

E assim passou minha manhã, entre aulas e implicâncias, nada muito fora do comum tirando o motivo das implicâncias ser minha suposta "Admiradora Secreta".

Durante meu namoro com o Felipe, o ex de quem o Gabe havia comentando horas antes, eu costumava me relacionar com algumas pessoas que faziam parte do seu grupo de amizades, consequentemente quando o relacionamento terminou aquele grupo se desfez, ao menos para mim. Apesar de mais amenos com relação a minha presença eles me convidaram para um verdade ou desafio durante o intervalo entre aulas, me neguei terminantemente considerando que já havia tido vários problemas por conta daquela mesma brincadeira.

Quando os alunos foram liberados esperei os meninos para voltarmos para casa. Esther e Augusto não moravam tão próximos a minha casa quanto o Gabe, mas ainda sim podíamos ir parte do percurso juntos, o que no caso fazíamos todos os dias. Paramos em uma praça, aquele era o ponto de despedida, a partir dali nossos amigos seguiam por um caminho diferente. Foi em meio a uma de nossas conversas que me lembrei da aposta.

– Está indo pra onde, louca? – Gabe perguntou ao ver que eu me afastava do grupo. – Sua casa fica pra lá. – implicou.

– Preciso fazer algo. – respondi ignorando a última parte.

Fui em direção ao banco e peguei o piloto que havia guardado na mochila.

Senti novamente a sensação de estar sendo observada mas desta vez a ignorei. Estava indecisa no que escrever, tentei fazer com minha melhor letra, “Oi!?” foi tudo o que saiu de mim naquele banco de praça.


Notas Finais


E ai... O que acham?


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