História Tão fora da terra - Capítulo 5


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Categorias Saint Seiya
Personagens Afrodite de Peixes, Aiolia de Leão, Aioros de Sagitário, Aldebaran de Touro, Camus de Aquário, Dohko de Libra, Mascára da Morte de Câncer, Miro de Escorpião, Mu de Áries, Personagens Originais, Saga de Gêmeos, Shaka de Virgem, Shion de Áries, Shura de Capricórnio
Tags Camus, Cavaleiros De Bronze, Cavaleiros De Ouro, Cavaleiros Do Zodiaco, Cdz, Milo, Saint Seiya, Yaoi, Yuri
Visualizações 51
Palavras 5.843
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, LGBT, Luta, Musical (Songfic), Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoas queridas!
Desculpem a demora. Na sexta e ontem acabei muito ocupado e aí não consegui postar. Mas não se assustem, a história já está pronta e revisada(mais em erros de Pt por que quis manter ela o mais próxima possível da primeira versão), por isso as postagens seguirão as segundas e sextas, eventualmente alguns caps extras nas quartas.
Bom, já falei bastante. Boa leitura

Capítulo 5 - Vidas passadas


Fanfic / Fanfiction Tão fora da terra - Capítulo 5 - Vidas passadas

“Hora da batalha”- pensou Milo, quando deu de cara com os dois guerreiros de bronze. Os dois eram tão jovens quanto Camus e ele quando começaram a ir além da amizade... Seu sorriso de carinho por uma lembrança foi interpretado por Seiya como um deboche de sua posição de cavaleiro de bronze.

-Hora da batalha, cavaleiro de Escorpião!

Milo piscou, focando sua atenção no presente. Um sorriso sádico se espalhou em seu rosto, típico de quando ele iniciava a batalhar. Ao sentir o cosmo de Milo oscilando, os dourados remanescentes no Santuário também mergulharam em lembranças. Camus principalmente.

-- -- --

Um Saga sonolento e satisfeito foi indo se encontrar com Milo e Camus, em uma arena próxima ao Santuário. Aioros por sua vez ia para a mansão de Leão. Encontrou Mdm olhando pro vazio, com cara de aborrecido.

-Ei, como que vai?

-Há, oi Aioros...

-Que cara é essa? Aconteceu alguma coisa?

-Hum... Sim...

-Posso ajudar?

-Só se você me ajudar a achar alguma coisa pra me vingar daquela bicha escrota. Nesse caso, sua ajuda será muito bem-vinda.

-Máscara -Aioros ria por dentro, mas por fora estava sério- Ainda está com raiva do Afrodite? Por quê isso?

-Como por quê? Ele tira uma comigo, me prega uma peça, e eu vou deixar isso passar em branco? Não, não mesmo... Não vou nem conseguir dormir enquanto não aprontar alguma pra cima dele.

-Olha, ele é tão cabeça dura quanto você... Deixa ele quieto, cuidando daquele monte de rosas...

-Quer dizer que você também prefere ele Aioros?

-Eu? Preferindo? Que papo é esse Mdm?

-O Shura disse que eu ia me foder -com essas palavras- gostoso se eu continuasse provocando o Afrodite. Estou mentindo? Ele é uma bicha muito estranha. Pra que falar fino, fazer unha, andar com o cabelo todo arrumadinho, passar perfume de flor? Me poupe, ele é um cavaleiro, não uma das donzelas do Santuário. Eu não vou respeitar uma bicha daquela nunca.

-Máscara... Eu sei que isso vai soar estranho, mas o Afrodite... Ele não é essa bicha que você diz...

-O que? Que mentira Aioros. Claro que é. Olha o jeito dele, se aquilo não é um travesti, eu não sei o que é então.

-Mdm, o Afrodite não faz nada disso... Ele não faz unha, cabelo, nem nada disso... Aquilo é natural. Ele já disse isso lembra?

-O que?

-Ele nasceu debaixo de uma estrela da constelação de Peixes, que tem por nome Afrodite. Ele foi ”agraciado” pela deusa com uma beleza natural, vaidade dos deuses...mas como o destino dele estava previsto para ser um cavaleiro de Atena, Afrodite enciumada por um ser que nasceu sob sua estrela servir a outra deusa, permitiu que sua beleza fosse quase que feminina... Pode ver, ele não usa batom, mas a boca dele sempre parece pintada. Ele não sua por não gostar, mas quando o faz, tem cheiro de flor. A voz dele é grossa, mas no calor da batalha, parece que ele está cantando. Eu sei, sacanagem. Mas o Mestre Shion comentou um dia que ele teve uma namorada para os lados de onde treinava, antes de vir ao Santuário.

-Namorada? Só se fosse uma sapatão, para manter as aparências... Até parece...

-É sério. A história é triste, acho que ela morreu perto da casa deles. Ele despertou o cosmo como cavaleiro movido pela dor da perda. E ele usa as flores que ela mais gostava quando ataca, como forma de sempre se lembrar dela.

-Não acredito em nada disso. Isso é herança das constelações, não pode ser relacionado a uma situação dessas...

-Bom, essa é a história que eu sei. Se a sua raiva é por achar que ele é gay, arrume outro motivo. Esse não tem fundamento.

-Não é só por isso. Ele me desafiou, aprontou comigo.

-E ganhou!

-NÃO! Ele não ganhou NADA! Se o Mestre tivesse me dado mais um minuto...

-Vocês iam entrar em uma guerra de mil dias e os dois iam morrer. Mas você é teimoso, não? Bom, vou indo, preciso treinar meu irmão. Melhoras no humor.

-Hum!

Aioros foi caminhando e rindo sozinho. Era óbvio que aconteceria alguma coisa entre aqueles dois. Era questão de tempo apenas...

Enquanto isso, Milo andava de um lado para outro esperando Saga e Camus. Saga atrasar era normal, mas Camus sempre chegava na hora. Por que será que não havia aparecido ainda? Milo estava bravo, queria conversar com ele sobre o beijo, mas também sobre a cena que ele fizera de manhã. Oras, ele não recuou, não falou nada, não fez nada. Então ele gostou... Ou não? Mesmo que ele tivesse dito que não, Milo sentiu que havia algo mais ali... Era essa a sua curiosidade. Por que ele havia gostado... Os lábios de Camus estavam frios, deveria ser o fator surpresa... Aquilo provocou arrepios por todo o corpo de Milo, e o fez ficar revirando na cama a noite toda.

-Bom dia Milo.

-Há?- Milo se assustou.

-Opa, calma rapaz -disse Saga erguendo as mãos, enquanto Milo apontava sua "Agulha Escarlate" em seu pescoço- nem começamos ainda e você já quer me matar é? Eu não sou inimigo não...

-Ai, desculpa Saga! -disse Milo envergonhado- Eu estava distraído aqui...

-Percebi -Saga sorriu- Posso saber o que te deixa tão inquieto?

-Hum... Nada... É só... Ansiedade.

-Sei... Bem, vamos começar então.

-E o Camus?

-Hum? Há é, o ruivo... Está ali.

Milo se virou e encarou um Camus muito mal humorado, encostado em uma pilastra. Quando foi que ele havia chegado ali?

-Bom, já que estamos todos aqui, vamos lá! -disse um Saga mais animado.

Saga colocou Camus e Milo em uma luta corporal. Todos haviam visto Mdm e Afrodite em batalha, e os dois eram muito bons. Nenhum deles aparentava ser tão veloz e violento como realmente era, por isso a surpresa foi grande. Milo não queria fazer menos, mesmo que o seu adversário fosse Camus.

-Bom, você disse que não ia pegar leve, não? Faço minhas as suas palavras, Camus.

O aquariano nem respondeu. Se limitou a ficar de olhos fechados.

-Hum? Abre os olhos Camus, não vou devagar por que você está com sono não.

-Não preciso nem abrir os olhos para ganhar de você Milo. Pode vir.

O tom que Camus usou trouxe de volta toda a raiva que Milo sentira de manhã. Além de debochar dele, ainda ia levar uma dizendo que podia derrotá-lo de olhos fechados? Pois bem, essa ele queria ver.

Milo avançou com um soco, Camus desviou facilmente. Voltou com um chute, a mesma coisa. Colocou as mãos no chão, e começou a atacar com chutes giratórios. Nada. Camus desviava como se não houvesse ninguém ali. Milo estava começando a ficar bravo.

-Bom, você pediu cavaleiro de Aquário. Agora é para valer.

-Você fala demais. Vamos acabar logo com isso.

Milo partiu com tudo pra cima de Camus, que dessa vez foi obrigado a desviar de seus ataques com alguns bloqueios. Saga assistia aquilo sem muito entusiasmo, mas achava engraçado como Milo ficava fora de si diante de Camus. E começou a reparar como o escorpiano era bonito. Um loiro até que interessante...

Camus ainda não abrira os olhos. Milo parecia incansável, atacava sem parar. Decidiu que era hora de parar de se defender e atacar também. Afastou-se alguns passos, e começou a se esconder atrás de pedras e ruínas. Estava preparando uma armadilha para Milo. Torcia apenas que ele não fosse idiota o suficiente para cair naquilo.

Mas estávamos falando de Milo. Impetuoso, impaciente, inconsequente. Camus armou a situação, o que deixou Saga boquiaberto. Por Camus conseguir pensar tão rápido em batalha, e por Milo ser tão burro.

Milo seguia Camus cada vez que ele se desviava, e corria para alguma pedra, ou coluna. O calor da batalha estava fazendo seu cosmo oscilar, então de forma inconsciente, sua agulha escarlate estava pronta para o ataque. Camus percebeu a hostilidade no cosmo do guerreiro, e resolveu agir baseado na personalidade de Milo.

Resfriou o ambiente ao redor. As ruínas começaram a congelar. Tudo em um raio de 300 metros era gelo. Milo olhava fascinado a sua volta. Agora sim ia ser uma batalha de verdade. Milo começou a queimar seu cosmo, e quando olhou para seu lado esquerdo, viu Camus agachado preparando uma lança de gelo.

-Acabou Camus. Essa você perdeu -Milo gritou indo pra cima do adversário, que se virou para ele ainda de olhos fechados, mas com um sorriso de deboche no rosto, antes de se espatifar em pedaços de gelo com o impacto do soco de Milo.

Saga e Milo ficaram surpresos. Como foi que Camus...

Antes mesmo de ter tempo para se virar, Milo sentiu braços em volta de seu pescoço o imobilizando.

-Como você? Você estava na minha frente, nem tempo para desviar tinha...

Camus respondeu:

-Antes que você desmaie, Milo, deixa eu te lembrar que você como cavaleiro precisa analisar o ambiente ao seu redor. Já sabe que eu sou mestre de água e gelo. Você viu, na verdade, o meu reflexo...

-Co... Co... Como?- Milo estava ficando sem ar.

-Eu não resfriei o ambiente a toa, e muito menos estava fugindo dos seus ataques. Quando me movi para o lado das ruínas estava apenas conhecendo o território. Comecei a resfriar o ambiente quando já havia marcado lugares para criar espelhos de gelo. Bastaram três espelhos no ângulo certo para você atacar a minha imagem refletida de propósito em um deles. Você achando que ia me atacar atacou apenas meu reflexo. E agora, bons sonhos, cavaleiro.

Um soco na nuca foi o bastante e Milo desmaiou. Saga se aproximou, dando risada.

-Parabéns Camus. Muito bem pensado, o Milo caiu direitinho. Trabalho bem-feito... Haha...

-Hum. Saga, você pode me fazer um favor?

Saga notou que Camus pousara Milo com gentileza no chão.

-Eu? O que seria?

-Pode pedir para o Mestre que me libere disso? Não sei quanto tempo um treino desses pode levar, e não gosto de ficar perdendo tempo com batalhas inúteis. Ainda mais com ele -apontou pra um Milo desacordado.

Saga riu internamente de novo.

-Hum... Eu falo com o Mestre sim, mas não garanto nada. O trato era que as armaduras diriam quando vocês estivessem prontos. Até lá...

-Pode tentar ao menos?

-Sim, conte com isso. E agora?

-Agora? Eu vou tomar um banho e ir para a biblioteca. Tenho muita coisa a fazer ainda. Posso?

-Claro, claro... Vá, eu me viro com o Milo aqui.

Camus deu uma última olhada em Milo, caído de costas no chão. Seu corpo era tão bem desenhado... E céus, como ele era quente. Na hora que Camus deu o mata-leão, ele sentiu todo o calor do corpo de Milo, e aquilo lhe causou uma sensação estranhq. Era bom, quase como o toque da mão dele, mas, ao mesmo tempo, era como aquele roçar de lábios...

“Chega de besteira”-pensou Camus-“Se der tudo certo, não vou precisar mais encarar esse ser por um bom tempo”.

Afastou-se e foi para a biblioteca. Enquanto isso, Milo estava perdido em um sonho estranho, em que mirava uma manta de cabelos ruivos tapando sua visão a medida que...

Acordou sendo estapeado de leve, e se deparou com um rosto angelical. Até que tudo tomasse foco, ficou um pouco confuso.

-Milo? Milo?

-Hã? Quem?

Afrodite o ajudou a se sentar. Por Atena, ele cheirava a flor de uma maneira muito forte.

-Tudo bem? Saga me pediu pra vir te ver aqui, disse que você estava mal...

-O Saga? E o Camus?

-Camus? Não tinha ninguém aqui além de você. O Mestre chamou o Saga pra uma missão urgente, e ele me pediu pra te ajudar aqui, por que ele tinha que correr. O que aconteceu?

-Eu estava treinando com o Camus, o Saga estava assistindo... Então eu perdi...

-Perdeu? Perdeu o que?

-A nossa batalha. Estávamos duelando...

-Há... Faz parte... Não fique chateado, depois você desconta isso.

-É...

Milo estava com o orgulho ferido. Como pode, Camus o derrotara sem nem abrir os olhos.

-Milo? Milo? Está bem mesmo?

-Hum? Há, sim, estou sim… Obrigado Afrodite. Estou meio tonto, só fiquei sem ar algum tempo, nada sério.

-Certo... Quer companhia para ir a sua casa?

-Sim, aceito sim.

Afrodite passou um braço por baixo das costelas de Milo, o levantou, e ajudou a caminhar. Assim foram indo em direção a casa de Escorpião. Milo se surpreendeu com Afrodite: era um bom ouvinte, engraçado e atento. Milo simpatizou com ele. Conversaram bastante, e perceberam logo que seriam bons amigos.

Ao chegar na oitava mansão, Afrodite se certificou que Milo estava realmente bem antes de se despedir.

-Milo, a conversa tesá boa, mas eu tenho que ir.

-Poxa cara, que pena... O papo está ótimo...

-Também achei. Mas tenho que cuidar de umas flores, essa época do ano elas são muito sensíveis, preciso regar e tudo o mais... Enfim, gostei de conversar com você.

-Eu também. Podemos marcar de sair qualquer hora, fazer alguma coisa diferente não é?

-Sim, com certeza! Só uma pergunta...

-Pode falar.

-Você não está sendo simpático comigo achando que vai rolar alguma coisa a mais não, certo?

-O QUE? Que pergunta é essa Afrodite?

-Hum -o pisciano ficou sério- Todo mundo acha que eu sou feminino demais, já teve muita gente se aproximando de mim querendo se aproveitar, me achando frágil, delicado... Uma mulher praticamente. Aí eu nunca sei quando querem ser meus amigos, ou quando querem sexo. Por isso a pergunta.

-Nossa... Sinceramente, achei você legal, só isso. Não tenho nenhuma intenção além da amizade mesmo, só gostei de você. De verdade.

Afrodite deu um sorriso que deixaria até Atena com inveja.

-Que alívio Milo. Até que enfim apareceu alguém por aqui para conversar mais tranquilamente! Obrigado! Então, a hora que quiser, é bem-vindo a minha casa, podemos comer alguma coisa, conversar. Já adianto para que fique à vontade.

-Digo o mesmo. Obrigado pela ajuda.

-De nada.

Apertaram as mãos. Ali era o começo de uma grande amizade.

Milo resolveu se lavar e ir a biblioteca. Se Camus estivesse por lá, ele ouviria poucas e boas. Ainda não havia terminado seu assunto com ele. E estava com o orgulho ferido. Ia arrumar isso, propondo outra batalha.

Era finalzinho de tarde quando Milo foi a biblioteca. Teve alguns momentos de tontura ao longo do dia, mas estava se recuperando bem. Quando entrou, tentou sentir a presença de Camus, mas não parecia haver ninguém lá. Andou silenciosamente, mas realmente não havia ninguém. Lembrou-se do tal livro que Camus lia, e resolveu procurar, queria saber o que era que o fazia rir e ficar nervoso ao mesmo tempo.

Olhou em alguns corredores, fuçou em algumas prateleiras, mas não viu nada parecido. Já estava quase indo embora, quando ouviu alguém entrando.

Aioria.

-Hum? Milo? Você por aqui?

-Oi Aioria. Tudo bem?

-Tudo. Como vai o treino?

-Hum... Ruim... Fiz feio hoje, logo no primeiro dia perdi pro Camus.

-É mesmo, vocês treinam juntos...Também não posso dizer que fui bem, meu irmão pegou pesado.

-Depois dessa, quero ver se me distraio...

-Hum, o Saga que tá responsável por vocês né? Sorte sua...

-Por quë?

-O Aioros é tão chato, disse que se eu quiser logo me ver livre dele preciso aprender um golpe novo, que o meu relâmpago é muito fraco. Por isso estou aqui. O Saga é mais relaxado, vai deixar rolar até cansar de vocês dois...

-Hum? E como que uma biblioteca vai te ajudar?

-Há, aqui tem os diários dos cavaleiros da última guerra santa. Eles podem ajudar, se falarem de golpes, como eles treinaram, essas coisas. Vim dar uma olhada, parece que o último cavaleiro de Leão era bem esquentadinho, disse o Mestre que ele fez milagres no campo de batalha. Vim checar se acho algo que me ajude.

Uma ideia começou a brilhar na cabeça de Milo.

-E como você pretende achar isso?

-Ué, você não deve ter visto mesmo... Sabe a prateleira dourada, no começo de um corredor lá em cima?

“Aquela que eu vi o Camus aqui pela primeira vez”- Pensou Milo.

-Hum, sei...

-Eles ficam lá. Não sei se alguém já pegou algum, mas é onde eles são guardados.

-Vou dar uma olhada no meu também. Quem sabe o último escorpiano me ajuda a melhorar em batalha, não?

-Vamos lá...

Aioria estava falando algo que Milo nem escutava. Se sua desconfiança estivesse correta, Camus deveria ter lido o diário do último aquariano. Isso seria interessante.

Quando chegaram na prateleira, Aioria começou a procurar, até que achou um livro com capa dourada, com um leão em alto-relevo. Embaixo, com uma caligrafia quase infantil, estava escrito “Régulus de Leão”, em meados de 1700 d.c. Aioria pegou o livro, e perguntou?

-Vai ficar por aqui?

-Hum? -Milo ainda estava tentando localizar o livro de Aquário- Sim, vou sim... Preciso me inteirar bem, sabe...

-Certo... Boa sorte. Vou indo. Nós não podemos tirar nenhum livro daqui, mas acho que não vai acontecer nada até minha casa mesmo, né? Segredo heim, Milo?

-Fica tranquilo, não vi nem sei de nada.

Aioria sorriu, despediu-se e foi andando.

-É agora!

Milo fuçou de cima abaixo, mas não viu nenhuma inscrição de Aquário. Tinha signos, como de Virgem que tinham até 4 diários diferentes, mas nenhum com a inscrição que ele procurava. Aquele idiota deveria ter pego todos, Milo pensou. Encontrou embaixo de dois cadernos juntos, um branco e outro preto, que pelo jeito deveriam ser do último geminiano, um caderno púrpura, escrito “Kárdia de Escorpião”. Na capa, um ferrão em alto-relevo.

-Gostei desse cara!

Sem nenhuma chance de saber mais sobre o livro que Camus lia, Milo foi em direção a mesa para ler o diário de Kárdia. Sentou-se onde Camus havia sentado nas outras vezes e começou a ler. No começo passava os olhos nas páginas, não havia nada de mais. Até chegar mais ou menos na metade.

Havia um dia que a primeira palavra estava destacada.

“FRIO”

Aquilo chamou a atenção de Milo.

O texto era esse:

“FRIO. Acho que não vou conseguir esquecer esse cara tão cedo. Foi a primeira coisa que pensei quando o vi. Seu cosmo é frio, suas mãos são frias, seu jeito é frio. Seu nome é Degél. Mas o Mestre disse que só ele pode me ajudar. Ele faz o remédio, e tem o poder de controlar esse calor todo. Ultimamente meu coração tem acelerado demais, e eu sinto um calor enorme se espalhando pelo meu corpo. Alguns médicos do Santuário disseram que é uma doença estranha, eles nunca ouviram nem falar em nada parecido. Mas o Mestre chamou esse cara frio, disse pra ele pesquisar sobre. Ele nem me olhou, só perguntou o que eu sentia, e disse que assim que soubesse de algo, me avisaria. Achei ele muito antipático no começo. Ainda acho as vezes. Mas ele veio falar comigo depois de uns três dias. Disse que minha doença, na verdade, era um tipo de maldição dos deuses, meu coração estava sendo gradualmente substituído pela estrela mais incandescente da constelação de Escorpião. Quando isso acontecesse por completo, eu morreria. Meu corpo explodiria com o calor. Fiquei assustado, ainda mais quando ele disse que o processo se acelerava quando eu queimava meu cosmo. Isso era obra de Hades. Ele havia amaldiçoado minha alma na última guerra santa por que o último escorpiano teria ajudado o último cavaleiro de Pégaso no embate final, e assim, selado mais uma vez o imperador dos mortos. A vingança de Hades veio assim, como uma doença, por causa da paixão pela vida do último cavaleiro. Se eu bem entendi, Hades matou pessoalmente os cavaleiros de Aquário e Sagitário da última guerra. Aquário era amante de Escorpião, e Sagitário, amante de Gêmeos. Quando seus amantes morreram diante de seus olhos, os dois cavaleiros juraram por Atena liquidar eles mesmos o próprio Hades. Gêmeos e seu irmão acabaram sozinhos, sem dificuldades com Hypnos e Tânatos, selando os dois deuses. O mais velho dos gêmeos matou Pandora com requintes de crueldade. Hades enlouqueceu. Sua serva mais fiel, e seus braços foram aniquilados por dois humanos, cavaleiros de Atena. Ele prometeu torturá-los até a morte, mas queria que sua vingança fosse além. Hades invadiu o santuário sozinho para duelar com os gêmeos. O que ele não esperava é que ambos estivessem esperando por isso. Seus golpes selaram metade da alma do imperador dos mortos em duas dimensões distintas. Mas Hades era um deus, assim, conseguiu manter parte de sua essência no corpo de seu hospedeiro. Os três juízes foram os únicos espectros vivos que restaram para defender o imperador. Ele usou seus corpos como marionetes. O mestre havia morrido, Sagitário estava em seu lugar, e Aquário era o chefe das tropas de Atena. Wivern e Garuda foram usados como peças de um jogo, e em uma batalha sangrenta, com o poder de Hades, mataram os dois cavaleiros debaixo dos olhos de Atena. O geminiano mais velho enlouqueceu. Seu irmão mais novo se sacrificou para acabar com Griffon. Seu amante morrera por causa dos caprichos de vingança de um deus baixo. Ele explodiu seu cosmo despertando o Arayashiki. Explodiu o corpo do imperador dos mortos, usando o seu como bomba. Escorpião percebendo que não mais veria Aquário, criou com seu cosmo uma prisão estrelar para levar a alma de Hades de volta ao sono no Tártaro. Isso custaria sua vida, mas ele sentia que não havia mais sentindo em viver sem seu amante. Hades perguntou por que ele ainda tentava combatê-lo, sendo que ele voltaria mais uma vez. Ele disse que acreditava na vida que continuaria, acreditava no amor, das pessoas e de Atena pela terra. Por isso ele daria a sua vida, para que mais uma geração tivesse paz, e vivesse por ele e seu amante. Hades então disse que quando o poder das quinze estrelas acabasse, ele daria para sua reencarnação a maldição da última estrela. Já que sua vida poderia ser queimada para conjurar aquela prisão, quando ele renascesse, seria consumido pelo calor dessa paixão tão preciosa pela vida. Sua própria vida seria sua morte. O último Escorpião morreu sem conseguir enviar Hades para o tártaro, apenas o selou. O Pégaso foi aquele que o enviou para lá a custa de sua vida. Atena e a terra foram salvos mais uma vez.”

Milo ficou bobo. Então uma vez os cavaleiros de Aquário e Escorpião foram amantes? E se ele entendera bem, o seu antecessor era uma reencarnação? Puxa, que história... Bom, uma coisa ele deduzira: a antipatia que sentia por Camus era quase a mesma que Kárdia dizia sentir pelo tal Degél. Ficou preocupado com uma coisa: será que ele também era uma reencarnação? Ele não acreditava em vidas passadas, nem nada do tipo. Mas, se fosse verdade, ele estaria destinado a ter algo com Camus? A ser seu amante?

Havia mais coisas a se ler. A próxima página continuava a história.

“Fiquei muito bravo com meu antecessor. Por causa dele, agora eu tinha que morrer no auge da minha vida? Tinha que ficar agonizando em febre e dor? Mas que idiota, se matar por causa de outro homem... Como amigo, companheiro de batalha, tudo bem. Mas amante? De outro homem? Isso era muita, mas muita idiotice.

O tal Degél foi designado para me acompanhar. Seremos parceiros em missões. Estaremos o tempo todo juntos, afinal, só ele pode controlar meu calor com o frio do seu cosmo. Ele é mestre de água e gelo. Já que minha vida depende dele agora, espero ficar bem. Mas ele não é fácil. É rabugento, calado demais, não gosta de nada que eu gosto. Tenho que me controlar muito pra não esmurrá-lo. E ele não facilita, não aceita o que eu proponho, quer tudo do jeito dele. O ruim mesmo é na hora do remédio. Ele me ajudou fazendo uns comprimidos horríveis, mas é melhor que tomar aqueles chás que queimam minha garganta. São frios. E ele me disse que, pelo menos, por enquanto ele mesmo tem que resfriar meu coração. Eu odiei no começo. Ele botava a mão no meu peito, pedia pra eu respirar devagar, e começava a resfriar. Doía, queimava, era horrível. Acho que de tanto eu reclamar, ele achou outro jeito, mas esse me deixa morto de vergonha. Eu fico deitado ao lado dele, ele resfria todo o meu corpo, pega minha mão e eu durmo. Não sinto nada agora. Só sinto uns arrepios, mas não pelo frio. Sim por que ele pega na minha mão. Nos primeiros dias ele só botava a mão em cima da minha. Agora ele enlaça os dedos. E eu tenho gostado. As vezes até finjo que tem alguma coisa incomodando, aí ele fica me encarando, com uma cara de preocupado. Os olhos dele... Parecem o reflexo de um lago de manhã... São de um azul-esverdeado. Minha última visão nesses dias antes de cair no sono tem sido isso: os olhos do Degél. Antes eu acordava e ele havia ido embora, mas de quinze dias pra cá ele tem praticamente dormido comigo. Não vou negar que tenho gostado de acordar com ele do meu lado. Antes eu acordava todo suado. Agora durmo fresquinho. É gostoso virar na cama e encontrar com o corpo dele. Cada esbarrão o faz ficar com o corpo gelado no toque, mas depois passa e fica um calor gostoso. Ele tem a pele macia. E cheira tão bem. Continua calado, mas pelo menos está mais gentil comigo. Apesar de que eu tenho que tomar cuidado. Ando me excitando muito fácil, e quando estou com ele... Droga, não quero me apaixonar por um homem. Ele é meu curandeiro, meu médico particular, nada mais. E depois dessa história do último cavaleiro... Não, definitivamente, não posso. E se ele ficar bravo com isso, eu corro é risco de morrer. Vai que ele inventa de me largar. Se ele não me acompanhar, eu morro mais cedo que o previsto.

Maldito Hades.”

Milo estava bobo. Imaginava como seria viver sabendo que você pode morrer a qualquer instante, dependendo da boa vontade de alguém para continuar sem agonizar. Preferiria morrer se fosse ele. Por sorte, não sabia de maldição nenhuma em si, sua saúde era perfeitamente normal. Agora o que mais havia intrigado Milo era o fato do Kárdia falar do Degél como se ele fosse Camus, sem nem imaginar conhecê-lo. Ora, Camus nasceria muito mais de duzentos anos depois. Mas a descrição que Kárdia fizera era praticamente de Camus. Frio, chato, olhos lindos... E mesmo sob o mata-leão de Camus, e toda a agitação da batalha, ele conseguiu reparar que Camus cheirava bem... Sua pele era macia, sim, e seu calor... Era tão gostoso...

Milo se deu um tapa na cara, e fechou o diário. Aquilo bastava para um dia. Não simpatizou muito com a ideia de Aquário e Escorpião serem amantes nas duas últimas guerras santas. Ele gostou de Camus sim, sua atenção foi atraída, sim, mas quanto a realmente deixar rolar para aquele nível de intimidade... Isso não!

Quando se levantou e foi pegar o diário, Milo reparou que uma gaveta estava meio aberta. Foi fechá-la, mas ela estava meio dura. Quando tirou para recolocá-la no lugar, viu que dentro estavam três diários.

Os diários dos aquarianos.

O que estava por cima de todos era o diário de Degél. E era mesmo o livro que Camus estava lendo, e que Milo estava atrás.

Milo sentou-se novamente. Abriu o diário, em uma página marcada com uma pena de pavão. Deveria ser onde Camus parara a leitura. Era pouco mais da metade do livro.

“Eu não sei mais o que fazer. Hoje quase enlouqueci. Na verdade acho que estou louco. De amor. Não queria assumir isso, mas hoje foi palpável. Literalmente. Voltei da Sibéria de uma missão curta, e me contaram que Kárdia havia ido batalhar com alguns estrangeiros que poderiam ter sequestrado Sasha. Sozinho. Até aí, tudo bem, mas quando passei na casa de Escorpião para deixar os comprimidos, vi que ele não havia tomado os últimos quatro que fiz. Isso significaria que ele estava correndo um risco muito grande de morrer. Saí apressando em direção a sala do Mestre, e qual não foi minha surpresa ao encontrar Kárdia desmaiado, sendo escoltado por Sísifo e El-Cid. Sasha disse que Kárdia havia salvado ela, mas após a luta começou a ter febre, e não teriam voltado se Sísifo não houvesse seguido o cosmo de Atena. Sísifo me ajudara a pesquisar sobre a doença de Kárdia. Ele me disse que se eu não agisse rápido, ele duraria no máximo duas horas.

Levamos Kárdia até seu quarto. Ele delirava em febre, chamava por mim, mas não conseguia me ouvir. Quando deitei ele na cama, e retirei sua armadura, seu corpo estava em um tom de vermelho muito forte. Forcei cinco comprimidos em sua garganta, mas Sísifo me disse que aquilo ia demorar muito. E me mandou tirar a roupa, a minha e a de Kárdia.

Tomei um susto. Ele estava louco? Sísifo explicou que quando um humano fica muito exposto ao frio, só o calor de outro humano pode ajudar a aquecê-lo. No caso de Kárdia era o inverso. Só seria resfriado por um humano, mas nenhum humano normal consegue ficar com o corpo frio. A não ser um cavaleiro. E que domine os elementos que eu domino.

Muito envergonhado, me despi, e Sísifo disse que me esperaria do lado de fora do quarto. Ainda bem que ele é educado. Kárdia estava nu na cama. Resfriei o ambiente, resfriei meu corpo o máximo que pude suportar, e me deitei em cima dele. Ele estava realmente ardendo em febre, chegava a sair fumaça quando nos encostamos.

Coloquei meu corpo em cima do seu corpo. Ele gemeu incomodado, abriu os olhos, e suspirou:

-Degél... Ainda bem...

Malditos olhos azuis. Respirei fundo e comecei a resfriar seu corpo com o meu, dando atenção ao seu coração. Kárdia pegou minha mão e a levou a seu peito. Não falou nada, nem reclamou do frio, apenas me olhava com os olhos cerrados. Aos poucos o calor foi diminuindo, sua pele foi voltando ao normal, sua respiração desacelerava. Demorou para que a situação normalizasse. Fiquei muito cansado por gastar tanto cosmo. Quando ele estava bem, tentei me levantar, mas não consegui, estava esgotado. A maldição de Hades era algo terrível, quase que me consumiu. Ainda bem que sou o cavaleiro de Aquário.

Embaixo de mim Kárdia respirava devagar. Ele estava tão bonito... Como sempre, quando dormia, ele parecia um anjo. Fiquei encarando ele não sei quanto tempo, gravando na memória cada traço do seu rosto. Tão forte, tão temperamental, e tão frágil... Para mim, ao menos. Comecei a passar uma mão em seu rosto. Ele abriu os olhos. A conversa foi mais ou menos a seguinte:

-Degél.

-Ei, você está bem?

-O que aconteceu? Cadê a menina?

-Atena? Está bem. E você como se sente?

-Hum... Agora, só meio fraco. Mas eu estava muito tonto, via coisas estranhas, Degél, fiquei desesperado...

-Ei, calma -Acarinhei seu rosto sem perceber- Está tudo bem agora. Você está no Santuário, defendeu Atena, e eu estou aqui, cuidando de você. Sísifo e El Cid te resgataram, o Mestre está aguardando você acordar... Fica calmo.

Mas quem precisava se acalmar era eu. Aquele irresponsável não se cuidara, não tomara o remédio, quase morrera diante dos meus olhos. Eu acabaria com ele, mas queria me certificar que ele ficaria bem primeiro. Quando ia me levantar, ele passou os braços pelas minhas costas. Fracamente sussurrou:

-Obrigado... Degél...

Fiquei meio sem saber o que fazer. Ele havia me enlaçado, e me encarava com aqueles olhos azuis... Eu estava despido em cima dele, e corpo com corpo... Sem nada... Eu percebi que reagiria. Tentei sair, mas ele se antecipou ao que eu faria.

Kárdia me beijou.

Que boca quente, minha primeira ideia era que não havia resfriado o corpo dele o suficiente, mas não, era sua boca mesmo. Estava eu beijando um homem? Era isso mesmo? Inspirei fundo enquanto ele afastava as pernas, e eu acabei me encaixando ali, sentindo seu sexo roçar no meu. Quando nos tocamos, abri a boca pra suspirar, e ele enfiou sua língua. Céus, aquilo era bom...Em demasia. Ele tinha hálito de canela por causa do último comprimido que eu fizera. Não consegui reagir além de um gemido rouco, senti que minha ereção estava aumentando, e a dele correspondia a minha. Suas mãos estavam em minhas costas, me apertando mais forte. Começamos a roçar nossos sexos com força. Ele beijou meu pescoço, isso me causou arrepios por todo o corpo. Comecei a corresponder, e aumentar a intensidade daquela esfregação. Logo perdi a consciência, nos beijamos avidamente, e senti que gozaria. Ele me encarou, gemeu rouco e disse:

-Degél, eu... Degél...

E arqueou o corpo. Na hora que ele fez isso, comecei a sentir algo jorrando em meu pênis, então minha cabeça girou, e eu comecei a jorrar minha semente em cima do pênis de Kárdia. Esqueci tudo ao meu redor, estava gritando, quando Kárdia, sorrindo, me beijou pra me calar e disse:

-Ei, quer que o Santuário todo ouça?

Soltei meu corpo em cima do dele, e ele relaxou embaixo de mim. Depois de uns minutos, virei para o lado e o encarei.

Olhos azuis que me tiram desse planeta. Sorriso angelical. Calor...

Kárdia sorriu, resmungou um ’até que enfim’, e dormiu.

Me levantei meio tonto, mas me sentindo ótimo. Vesti minha roupa devagar, e saí do quarto.Sísifo me olhava do lado de fora, com um sorriso no rosto. Disse em tom provocativo:

-Ainda bem que vocês estão bem. Ótimos por sinal. Vou indo, já posso ficar despreocupado, não?

-Sim -Senti meu rosto corar- Ele está bem, já dorme...

-É, deu uma canseira não?

-Hum? O que você quer dizer com isso Sísifo?

-Nada, nada! Só quero que lembre que sou um bom confidente, certo?

-Eu sei -Acho que fiquei púrpura naquela hora. Ele devia ter ouvido tudo, com certeza- Obrigado.

-Disponha!

Pronto. Eu havia estado com um homem, e um dos meus poucos amigos sabia disso agora. Tudo em menos de uma hora. Parabéns Degél!”

Milo não quis ler mais. Seu pênis além de incrivelmente duro, estava todo melado. Mais uma página e ele teria que se masturbar ali mesmo. Saiu correndo, deixando o diário de Degél aberto em cima da mesa, levando o de Kárdia debaixo do braço.

-- -- --

Camus estava triste por ter congelado Hyoga, e em meio a tristeza havia se perdido em uma lembrança antiga em que Milo, como sempre, havia adentrado em locais de seu coração que ele jamais descortinara a ninguém. Era verdade que um momento triste nos fazia reviver outros mil; mas qual não foi sua surpresa quando, de repente, sentiu uma explosão cósmica em Libra, e a chama vital de seu pupilo estava mais uma vez ativa.

Ele fora salvo por um outro cavaleiro de bronze? Até onde iria a determinação desses meninos?

Camus se postou a porta da mansão de Aquário, mirando as casas zodiacais abaixo. Se Hyoga ressurgira de fato...

Mais uma batalha dolorida se aproximava.


Notas Finais


Pois é, revelações antigas sempre mexem com as pessoas...e o Miluxo ficou bemmm mexido hahaha
E como ficou o Camus?
Com certeza saberemos nos próximos capítulos!

Obrigado de novo pelos comentários e novos favoritos.

Beijaço e até breve


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