História Tão opostos quanto iguais - Capítulo 222


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Categorias Marco Pigossi, Paolla Oliveira
Personagens Marco Pigossi, Paolla Oliveira
Tags Briga, Família, Gravidez, Jeiza, Jeizeca, Luta, Romance, Zeca
Visualizações 69
Palavras 1.568
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oii

Então... A primeira versão desse capítulo eu achei que ficou muito pesada e não tive coragem de postar e refiz não se sei se essa está tão forte assim mas se tiver pensem que poderia ser pior😓

Boa leitura❤❤

Capítulo 222 - Cap.222


Fanfic / Fanfiction Tão opostos quanto iguais - Capítulo 222 - Cap.222

                      Jeiza:

O despertador toca antes das cinco. Abro vagarosamente os olhos e me espreguiço antes de me levantar.

— Amor, tá tudo bem...?— Zeca resmunga tateando meu lugar na cama. Tadinho, tão grogue de sono que ainda não se situou.

— To, amor. Eu to indo trabalhar. — Digo e ele não responde. Acho que nem estava de fato acordado, foi apenas seu subconsciente que o alertou.

Tomo um banho e tomo café para sair.

— Droga! — Digo batendo no volante ao perceber, no meio do caminho, que havia esquecido meu celular em casa. — Tomara que o Zeca não fique preocupado.

                        ( . . . )


   O dia foi cheio. Tive vários casos para analisar e arquitetar alguma intervenção cabível, fiquei algumas horas ajudando alguns colegas durante uma negociação através ponto eletrônico fora os mapeamentos e inúmeros planos de busca e apreensão que eu formava e em breve seriam colocados em prática.

— Por favor... Qualquer sinal de perigo, eu me retiro.— Insisto pela milionésima vez para o comandante me deixar participar de uma blitz local.

— Não, major! — Ele responde um pouco irritado por eu estar no pé dele à um tempo. — Se te acontece alguma coisa...

— Não vai! Deixa, vai!

— Pode se retirar, major. Se quiser ir, tá liberada.

— Com a equipe?

— Pra casa!

— Mas... Ah, ta bom. Licença. — Presto continência e saio.

— Tá tudo bem?— Uma colega questiona.

— Tá. Tirando o fato de eu ser inútil por aqui, tudo bem. — Digo enquanto me trocava no vestiário.

— Até parece... Você tá grávida, não inútil. — Dou de ombros enquanto terminava de me vestir.

— Quer uma carona? Sua casa é no caminho da minha.

— Ah, eu não to indo embora, não. Eu só vou comprar um remédio e vou voltar.

— Eu vou pra você, então. Se preocupa, não.

— Que isso. Não precisa, vai pra casa sua neném ta te esperando.

— Aline, eu só vou alí! Dá o dinheiro ou cartão, sei lá.

— dinheiro. Tá bom, vai... Toma. Obrigada.

— Que isso. Já, já eu to aí.— Digo pegando o dinheiro e a receita.

Como a farmácia era na rua de cima, vou a pé mesmo.

— Boa tarde. — Cumprimento o atendente.

— Boa tarde.

— Eu queria esse remédio aqui, por favor. — Digo lhe entregando a receita. Ele franze o cenho enquanto lê.

— Só um minuto.

Ele sai e fica longos minutos em uma sala onde deveria ser o estoque, depois de examinar a extensa fileira de medicamentos.

— Desculpa, moça. Infelizmente esse remédio ta em falta, mas tem uma drogaria que é um pouco mais longe que deve ter com certeza. É subindo alí perto da rua do morro.

— No morro?— Pergunto já sabendo que eu não iria por motivos óbvios.

— É... Não é bem lá, mas é bem pertinho. Espera aí... Oh, Francisco! — Ele grita e logo um homem que não devia ter mais de vinte anos atende seu chamado.

— Oi?

— Fica de olho aqui, que eu vou acompanhar a moça até alí e já venho.

— Ok.

— Não. Não precisa. Mesmo— Digo já colocando a receita no bolso.

— Que isso, é coisa rápida. Vamos. — Suspiro.

— Ta bom.

O caminho era um pouco longo mas logo chegamos até a tal farmácia, e era praticamente no morro. Fico um pouco desconfortável e com medo de ser reconhecida já que à poucos meses eu havia abordado ums vinte alí mesmo.

Comprei o remédio e o dono da farmácia ficou para negociar algumas trocas de medicamentos com o dono enquanto eu ía embora.

— Perdeu, perdeu, perdeu!! Vai, vai, passa tudo, anda!!— Tomo um susto ao ser abordada por três homens armados que estavam escondidos na esquina da farmácia. Provavelmente me viram entrar e ficaram só esperando. Vagabundos...

— Pera aí... — Digo tirando minha aliança para lhe entregar. Me doeu o coração mas era melhor que levar um tiro lá.

— Tá de brincadeira?!? Se acha que eu to brincando?!? — Ele diz agarrando meu braço com força enquanto o outro apontava a arma no meu rosto, ela estava bem encostada em mim.

— É só o que eu tenho!

— Eu mandei você me entregar tudo, você é surda?!? Anda!!— Ele diz e um outro coloca a mão em mim. Por um instinto eu quase o golpeio mas a arma apontada pra mim me faz ficar quieta para não morrer.

— Tem nada mesmo não. — O outro diz ainda passando a mão no meu corpo e sorrindo. Droga de arma...

— Então tira essa mão de mim! — Digo firme, minha vontade era lhe encher de socos.

— Já que não tem o que eu quero, então você vai me dar outra coisa!— o que estava me assediando diz enquanto me puxa bruscamente pelo braço. Faço um força infinita para ficar no mesmo lugar, então o outro me puxa também.

— Me solta!!! Me larga, eu já dei tudo de valor que eu tinha!!!— Berro tentando soar ameaçadora mas eles continuaram me puxando. Eu não iria chorar, não iria mostrar fraqueza para que eles se sintam poderosos. Eu apenas rezava para a ronda local me ouvir embora eles terem tampado minha boca enquanto eu sentia mãos em mim e o local fosse um pouco distante da farmácia e deserto. Mas foi o que aconteceu, graças a meu bom Deus.

  Duas viaturas pararam ao nosso redor e cinco polícias foram me separar deles, um dos bandidos na hora da fuga me empurra com muita força contra o retrovisor do carro, e me faz cair no chão.

— Tudo bem, major?— Um colega pergunta me levantando. — Deixa eu ver...

— Não eu to bem. — Digo me levantando ainda com as pernas trêmulas pelo que me aconteceria em poucos segundos.

Dois deles conseguiram fugir, somente o que deu a ideia de me estuprar foi pego. Me levanto e mesmo com dor pela queda eu uno todas as minhas forças para lhe dar um chute no meio das pernas, não satisfeita dei mais um seguido de um soco e tive que ser contida.

— Major... Calma... — Minha colega, a Aline me levava para a viatura.

Eles me levaram de volta antes que eu o visse ser algemado. Eu não disse nada o caminho todo.

Em todos os meus anos de carreira, eu já trabalhei em vários e vários casos e já ouvi muitos relatos de mulheres que passaram por isso, eu sabia o quanto era sofrido e quanto isso feria tanto o físico quanto o psicológico delas, mas eu nunca havia sentido na pele o que era isso... Agora eu tenho uma ideia do que elas sofreram e do quanto ainda sofrem todos os dias com isso mesmo que não tivesse chegado a ocorrer. Naquela hora eu me senti tão impotente, humilhada... Eles passavam a mão em mim e eu não podia me defender pois estava correndo o risco de morrer! E se eles tivesem conseguido? Eu estaria jogada em algum lugar? Talvez morta por ter tentado escapar? Essa hora eu teria perdido meu filho? Ou sobrevivido e sendo atormentada pelo pesadelo que nunca mais acordaria... Eu só queria chorar mas não conseguia, eu não tinha reação nenhuma, era como se eu estivesse anestesiada e somente respondendo de forma robótica a todos.

                      ( . . .)

— Eu perdi o remédio que eu comprei...— Digo para Aline. Ela me abraça e chora, eu não consigo ter reação alguma.

— A sua aliança... — Ela diz depois de um tempo após se recompor.— Tava no bolso do vagabundo.

— Obrigada. — Digo e ao me levantar do banco, desmaio.

                 ~    ~    ~

Depois de tomar um remédio para a pressão e avaliar o machucado no ombro, o médico me libera e diz que tanto eu quanto o bebê estamos bem.

Durante o caminho de volta eu procurei pensar em coisas aleatórias para esquecer de vez o que havia acontecido e eu me prometi que ninguém saberia, eu só queria que esse dia nunca tivesse existido então se ninguém soubesse eu poderia fingir que estava tudo bem e que eu não fui assaltada e quase estuprada, morta e jogada em qualquer terreno baldio. Minha mãe percebeu que eu não estava normal, mas consigo contornar a história e a à deixo distraída falando de Zana que já estava causando desde que um colega veio traze-la à pedido meu, já que o carro dele tinha mais espaço e quando Zeca chegou estava distraído demais com os cachorros e a sapequice de Lara para reparar nisso mas infelizmente não pude esconder.

— Jeiza! E tu ias esconder isso de mim! — Ele diz tão nervoso quanto assustado depois que eu lhe conto "toda" a história.

— Foi só um assalto, ele levou o dinheiro e me empurrou antes de sair e eu machuquei o ombro. Só isso.— Digo tentando segurar as lágrimas.

— Não foi só um assalto! Jeiza, e se ele descobre que tu é polícia e te mata igual quase aconteceu daquela vez?!?

— Eu não tava com a identificação, tá? E eu dei o dinheiro e pronto. Por isso eu não queria te contar! Não queria que você ficasse desse jeito! — Ele me abraça. Repiro fundo e me mantenho forte. Eu não iria entregar o jogo... Disso ele não saberia.

— Vem cá...— Ele me abraça apertado e logo repara nos meus pulsos roxos — Jeiza, aconteceu mais alguma coisa?


Notas Finais


Ficou muito pesado?


Obrigada por ler💜💜


Bjs da Maah😚😚


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