História Tão opostos quanto iguais - Capítulo 59


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Categorias Marco Pigossi, Paolla Oliveira
Personagens Marco Pigossi, Paolla Oliveira
Tags Briga, Família, Gravidez, Jeiza, Jeizeca, Luta, Romance, Zeca
Visualizações 43
Palavras 1.512
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiii boa leitura.❤❤❤❤

Capítulo 59 - Cap.59


Fanfic / Fanfiction Tão opostos quanto iguais - Capítulo 59 - Cap.59

                       Jeiza:

Acordo e Zeca ainda dorme. Sorrio ao ver a cena, dou-lhe um selinho de leve nos lábios e ele se remexe um pouco, abre os olhos sonolentos e sorri, mas logo volta a dormir.

— Melhorou, filha? — Minha mãe pergunta colocando um pote na mesa.

— Ainda to com um pouco de dor mas vai passar... — Ela se senta e faz um gesto para que eu faça o mesmo.

— Filha... Você já pensou que... Ah, sei lá...

— Que eu posso tá grávida? Já. Mas isso é impossível, eu tomo pílula.

— Vocês usam camisinha?

— Não. As vezes, sim mas ontem não. Depende também do momento mas eu sempre tenho que lembrar né, porque Zeca...

— Então minha filha... As vezes a pílula não é tão confiável... Você pode ter esquecido sei lá...

— Eu não to grávida!

— Dona Nazaré perguntou também quando soube, ela até mandou uma sopa pra você tomar— Ela despeja um pouco em um pratinho fundo.— Ta aqui, é de fubá, elá falou que é ótimo pra qualquer coisa.

— Tá uma delícia. — Digo ao provar a primeira colherada.

— O que eu to dizendo minha filha é que você tem que ir no médico ver isso aí.

— A dor já passou. Eu já to bem. E não to grávida! Você não começa a botar pilha no Zeca, não! Não brinca com isso porque você sabe que ele é doido por um filho nosso e eu não posso dar um pra ele agora!

— Eu só estou dizendo o que eu acho, afinal eu só mãe.

Termino de tomar a sopa. Lavo alguns pratos que estavam na pia e parto pro banho.

Um pouco mais tarde resolvo que já é hora de Zeca levantar. E ele já chegou com as desconfianças de gravidez. Agora eu vi mesmo, não posso nem passar mal mais que já estou grávida.

  
                     *    *    *

— Só de lembrar que eu comi o doce que a senhora deixou alí, já me bate um arrependimento. Olha aí como tá o Zeca!— Digo assim que ele bate a porta.

— Pera... Você comeu aquele doce?— Ela diz se levantando do sofá.

— É...

— Garota! Aquele doce ficou dois dias fora da geladeira aqui em casa! Eu achei que tinha jogado fora!

— Ah, ta explicado minha gravidez! Não falei pra senhora? Não tem como eu ta grávida, não.

— É... Mas nunca se sabe, né. Melhor fazer o teste. — Reviro os olhos.

        Zeca chega bem na hora.

— Cheguei, amor. Deixo o prato de sopa ao lado.

— Marrento! Já sei o que me deixou assim, o pote de doce tava estragado.

— Toma, vai lá.— Ele diz ignorando tudo o que eu disse.

— Você ouviu o que eu disse?

— Eu comprei isso aí, não vais desperdiçar meu dinheiro não! Foi trinta reais ao todo.

— Quem quis comprar de teimoso que é não fui eu, não! Eu vou usar um só, os outros eu deixo pra quando eu realmente achar que estou grávida.

Faço o xixi no negócio e fico esperando aparecer o tracinho. Eu queria que fosse positivo, eu realmente queria ser mãe, e mais ainda pelo Zeca, ele vai ficar chateado quando der negativo... Por mais que eu reforçe com convicção que eu não estou grávida, uma parte de mim também está desconfiada. Eu sei que um filho agora atrapalharia meus planos, não é bem atrapalhar posso soar grossa assim, eu diria modificar algo que já é bem certo e a outra parte de mim ( uma parte egoísta, talvez) quer e sabe que dará negativo, eu odeio essa minha parte.

— E aí? Tu tá grávida?— Ele diz, ansioso.

— Como eu disse: negativo. — ela murcha.

— Eu tava lendo aqui, e as vezes quando dá negativo e porque a gravidez não foi detectada. Faz com outro, só pra ter certeza. Pegue aí. — Seguro seu rosto com as duas mãos.

— Amor... Eu sei que você quer muito mais um filho. Mas agora não é hora... E ele não está aqui— Digo apontando pra minha barriga.

Ele simplesmente sai e vai para meu quarto. Solto um suspiro triste e vou até minha mãe.

— E agora, mãe? — Digo deitando em seu colo. — Você viu o jeito que ele ficou?

— Vai lá falar com ele. Ele tava esperaçoso, né!

Entro no quarto devagar. Ele esta sentado de costas para a porta. Chego por trás o abraçando.

— Marrento... Nosso filho vai vim num momento bem especial, você vai ver! Eu prometo que a gente descuida quando minha luta acabar.

— Tua luta, tua luta! Vem cá, Jeiza, tu não queres um filho só por causa desse cinturão aí? — Ele diz como se fosse uma coisa banal.

por causa desse cinturão? Olha aqui, esse cinturão que você não dá a mínima é um sonho de uma vida inteira! Para de diminuir isso desse jeito! E outra coisa: não é que eu não quero um filho, eu não tenho um filho dentro de mim e pronto! O que você quer que eu faça? — Ele se vira para me encarar.

— Que tu me dê um filho! É muito?

— Você ta colocando a culpa em mim? Você vai fazer o que agora, vai esconder os anticoncepcionais pra eu engravidar, deixar meus sonhos de lado só porque você quer?

— Égua! Tu é muito egoísta isso, sim! Só pensa na tua luta! No teu cinturão! E dane-se a nossa família!

— É o que? Há, eu é que sou a egoísta por ter planos de vida? Se você não sabe existe uma coisa chamada planejamento, não se coloca um filho no mundo do nada, sem ter certeza de que sua vida esta estabilizada! Olha pra gente, não temos nossa casa, nossas economias, não casamos, estamos bem longe de ter uma vida estabilizada e você quer ter um filho agora?

— A gente se ajeita você sabe muito bem! A gente pode não ser rico mas temos condições, sim, de criar uma criança!— Ele diz já um pouco alterado pelo calor da discussão.

— O que eu to falando é que um bebê não é uma boneca! Tem gastos, tem a questão psicológica, emocional... Fora que eu não sei se eu to...— Paro a frase no meio.

— Não ta o que?

— Eu não sei se eu to preparada pra ser mãe e outra eu nem sei se eu quero!— Aquilo não era exatamente verdade, claro que eu tinha minhas dúvidas se eu seria mesmo uma Boa mãe e isso me preocupava mas eu quero sim um filho do Zeca. Nem sei por que eu disse aquilo, talvez para provoca-lo... Não sei mesmo.

— É isso, então? — Ele diz sério. Aquilo o chateou? Não é possível... Ai meu Deus...

— É isso o que?

— Tu não quer um filho? Então porque ficou frescando com a minha cara, dizendo que iria ter muitos?

— Zeca você não tá achando que...

— E se eu não tivesse Ruyzinho, eu nunca iria saber o que é ser pai porque a mulher que eu amo não ía querer filhos.

— Ah, é? Então faz outro com a Ritinha!

— Eu faria mesmo! Se não fosse tu que eu amasse tanto!— Ele diz beijando meu rosto.

— Sai. — Ele continua a me beijar — Eu já falei pra você parar!! — Digo bem mais dura do que antes.

— Vem cá, para com isso...— ele me puxa mais pra perto.

— Não é que eu não queira ter filhos, Zeca! Eu nem sei porque falei isso.

— Desculpe ter desmerecido teu sonho, visse? — Ele diz mexendo no meu cabelo.

— Eu só quero que você entenda que eu não quero bebê agora porque eu não to preparada. Eu quero ser uma boa mãe pra ele, pra eles. E se acontecer do nada eu tenho medo de não conseguir alcançar o planejado.— Ele me abraça e me deita, ficando de conchinha.

— Eu sei que tu vais ser uma mãe maravilhosa, não importa quando. — Ele diz e iniciamos um beijo demorado e intenso.

— E sobre o casamento...

— Eita! Mudando assim de pato pra ganso... O que você acha da gente casar lá em Parazinho?

— Na mesma igreja que você casou com a Ritinha? Nem pensar. — Ele gargalha alto.— A gente pode ir pra Parazinho depois... Tá?

— Voltando da lua de mel.

— Beleza. Então a gente casa numa igreja perto daqui mesmo ou no Rio de Janeiro?... Porque a gente não casa na praia?

— Na praia?

— É! Ah! Tem um lugar super legal pra casar lá em Ipanema, é lindo,lindo! E igual a um casamento normal, eu vou vestida de noiva, vai ter o padre, só não vai ter a igreja mas de resto... O que você acha?

— Sei, não.

— Eu vou te mandar umas fotos do lugar aí você me diz

— Esse negócio de casar na praia nunca vi isso.

— Ah, deixa de ser chato! — Digo mostrando a língua.

Nem sei a hora em que resolvemos dormir, falamos tanto de casamento, filhos, casa, tudo... Foi a conversa mais gostosa que eu já tive. 


Notas Finais


Obrigada por ler 💜💜💜💜



Bjs da Maah😙😙


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