História Tão opostos quanto iguais - Capítulo 85


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Categorias Marco Pigossi, Paolla Oliveira
Personagens Marco Pigossi, Paolla Oliveira
Tags Briga, Família, Gravidez, Jeiza, Jeizeca, Luta, Romance, Zeca
Visualizações 157
Palavras 1.605
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiii boa leitura❤❤❤

Capítulo 85 - Cap. 84


Fanfic / Fanfiction Tão opostos quanto iguais - Capítulo 85 - Cap. 84

                          Jeiza:

  Escuto algumas vozes distantes e aos poucos consigo identificar um quarto branco, olho para o lado e vejo minha mãe conversar com um enfermeiro. Meu braço esta conectado com uma agulha que contém soro e minha cabeça dói um pouco.

— Mãe...?— Digo num fio de voz.

— Oi, minha filha! Como você tá? Eu encontrei você desmaiada em casa, caída no chão! O que você ta sentindo, meu amor? Sua pressão tava lá em baixo quando você chegou aqui!

— Eu to só com dor de cabeça e to sentindo meu corpo quente...

— O médico já te examinou, falou que os resultados saem mais tarde. — Ela fecha a boca e um outro enfermeiro entra na sala.

— Licença! Que bom que acordou, eu só vou medir sua pressão e checar a temperatura.— Ele diz já colocando ambos os aparelhos em mim.— Tá um pouco alta agora... Ta bem descompassado dando picos altos e baixos... Sua temperatura não está alta mas seu estado é febril. O doutor Paulo vai falar com você assim que os resultados saírem.

— Ta bom... Obrigada. — Ele sorri e sai.

— Meu amor eu quase tive um treco quando te vi caída no chão! Ainda bem que o Guto tava lá e me ajudou a te trazer pro hospital... Eu falei tudo pro médico, o que você tava sentindo durante essas semanas, suas febres, desmaios, pressão, tudo! Ele tirou seu sangue, disse que tinha uma suspeita mas não poderia falar... Eu to tão aflita!

— Calma, mãe... Não adianta nada ficar angustiada sem nem saber o que eu tenho. Às vezes é só uma queda de pressão, eu não cheguei com a pressão baixa?

— Chegou! Quatro por nove, e ele falou que tu só sai quando ela tiver normal... Agora subiu de novo! To com medo, Jeiza...

— Mãe, relaxa!

— Oi... Vim te trazer o almoço. — Só o cheiro daquela comida me enjoou.

— Não... Obriga...— Não consigo nem terminar a frase. Tento me levantar mas o soro não deixa, então coloco tudo pra fora ali mesmo.

— Licença, eu vou chamar alguém pra limpar. — Ela sai e logo em seguida entra alguém da limpeza.

— Desculpa...

— Imagina... Acontece.— Ela diz sorrindo, simpática.

Ela termina de limpar e logo alguém vem repor o soro. Ficamos esperando o resultado até mais ou menos duas da tarde.

— Boa tarde...— Digo entrando na sala do doutor. Entrei só, minha mãe havia saído para almoçar quando fui chamada.

— Boa tarde, Jeiza. Sou o doutor Paulo.

— Prazer... Eu recebi os exames...— Digo os colocando delicadamente em sua mesa. Ele abre e fica alguns minutos olhando atentamente.

— Jeiza... Pelo seus exames...

— O que? Fala!

— Você tá com uma baixa quantidade de plaquetas... Está com princípio de anemia. Mas não é isso que me preocupa...

— Anemia? Mas eu me alimento bem, faço exercícios tenho uma vida ativa... Pera o que te preocupa, então?

— Pelos sintomas que sua mãe me descreveu é evidente que você esteja grávida e...— Por um momento tudo parou. Eu não conseguia acreditar, na verdade eu não acreditava. Eu não estava grávida.

— Não... Impossível.

— Você toma anticoncepcional?

— Não... Quer dizer parei faz um tempo mas eu fiz um teste faz pouco tempo e deu negativo.

— Ah, esses testes de farmácia... Não são cem por cento confiáveis, sabe eles só identificam a gestação a partir da segunda semana ou mais adiante o melhor a se fazer caso tenha uma desconfiança é vir ao médico e pedir exames próprios para isso. Você vai fazer um exame de urina que irá nos informar. Em duas horas mais ou menos estará pronto, vou pedir com urgência.

— Tudo bem... Er... Faz umas duas semanas que eu comecei a sentir dores abdominais e eu tomei alguns remédios. Esses aqui.— Mostro pra ele.

— HM... Nenhum deles é apropriada pra gestantes... Olha se o exame der positivo, iremos marcar uma ultrassonografia e uma consulta com o obstetra que irá saber lhe explicar melhor o estado do seu bebê.

— Meu Deus... Eu posso perder o bebê?

— Isso eu não posso lhe dizer. Infelizmente é um risco mas você vai ter que esperar.

— Esperar? Eu não sei nem se meu filho ta vivo dentro de mim e eu vou ter que esperar? — Digo um pouco alterada.

— Calma... O bebê está aí ou você teria um sangramento.

— Ah, é... Desculpe. — Ele acente.

— Aqui...— Ele me entrega um potinho para que eu possa realizar os exames.— Depois é só entregar no laboratório e com o resultado pronto eu lhe atendo novamente.

— Obrigada...

Saio de lá tentado não ficar esperançosa. Eu já havia me decepcionado mas foi inevitável não colocar a mão na barriga e imagina um ser vivendo lá dentro...

— E aí, filha...?— Minha mãe chega e eu já havia feito o exame.

— O médico acha que eu to grávida...— Seus olhos brilham.

— Ai, meu amor! Que bom, isso é maravilhoso! — Ela diz me abraçando, acabo me emocionando também.

— Ei... É só uma suspeita, tá? Não quero criar nenhuma expectativa. — Ela sorri afastando meus cabelos do rosto. — E... Eu to com principio de anemia.

— Eita, Jeiza! Ele passou remédios?

— Não. Primeiro eu tenho que saber se eu to grávida.

— Jeiza Nascimento Rocha! — Escuto o doutor chamar. Entro junto com minha mãe.

— Oi, e aí? — Pergunto aflita.

— Parabéns mamãe! Duas semanas certinhas. — Ele diz sorrindo. Uma alegria imensa toma conta de mim, começo a chorar e minha mãe me abraça chorando também.

— Eu to grávida, mãe... O Zeca vai ficar tão feliz! — Sussurro ainda com a voz embargada. Mas logo a angústia toma conta devido a anemia e os remédios que eu tomei e não podia. — E... A anemia?

— Relaxa. Seu bebê será o menos prejudicado nessa história, seu corpo irá mandar o quantidade certinha de ferro que ele precisa. O que me preocupa é a sua saúde porque é de você que será tirado esse ferro que já está em falta... Mas eu vou recomendar que você coma alimentos como: beterraba, folhas escuras, laranja, feijão, muito mais muito feijão! Fígado, também... E se não melhorar eu passarei um suprimento de ferro mas só a partir do terceiro mês, quando os enjôos já tiverem cessados.

— E a febre? Tava altíssima quando chegamos.

— Sim, a febre vem por vários motivos, provavelmente pela falta de ferro, ela nada mais é que um jeito do organismo dizer que tem algo errado mas mesmo assim eu vou passar um remédio, e você só poderá tomar dele, seja pra dor ou febre, sim? Se a alta temperatura persistir durantes dias ou tornar-se periódica você volta ao hospital, dessa vez com um obstetra especialista.

Ficamos um bom tempo tirando dúvidas, eram seis horas quando finalmente fui liberada. Estava exausta de ficar no hospital.

— Filha? Tudo bem? Ta tão calada...— Ela diz quando chegamos em casa.

— To preocupada... Eu tomei remédios que não podiam e isso aumenta os riscos da gravidez... E se eu perder meu bebê? Eu não vou me perdoar nunca...— Digo e as lágrimas vem sem que eu possa impedi-las.

— Não fica se culpando, não... Você nem sabe o que aconteceu ainda... Vem cá, meu amor!— Ela me deita em seu colo. — Você vai ligar pro Zeca?

— Não... Eu não vou contar agora...

— E por que? Tu não vai contar?!? Essa hora ele já deve ta sabendo que você foi parar no hospital...

— Claro que vou! Mas é uma coisa delicada que eu quero contar com Jeito, não é só isso tem mais coisa e contar de uma vez não vai dar, tem que ter um preparo. — Ela revira os olhos. Escuto um bater na porta, era Zeca. Quase que ele escuta o que não deve.

                          ~   ~   ~

Zeca não parece ter ficado satisfeito com minhas respostas. Tive que mentir um pouco, quase nada... Mas é só pela surpresa.

  Nos deitamos e seu perfume forte me embrulha o estômago e mais uma vez eu levanto para vomitar tudo o que eu comi no almoço.
   Desse jeito eu não vou curar essa anemia nunca, nada para no estomago.
  Na volta encontro minha mãe na sala.

— Precisava mentir?— Ela susurra de braços cruzados.

— Eu não menti... Minha pressão tava alta mesmo! Eu só não contei o por quê, mas eu não quero contar agora. Eu tenho meu jeito de revelar a senhora vai ver, você e todo mundo.

— Jeiza...

— O que? Tá, semana que vem, sábado, no aniversário do Zeca eu vou contar!  Feliz? E outra, mãe... Eu to com tanto medo pelo meu bebê... Tanto... — Ela me abraça de novo.

— Calma, meu amor... Olha se Deus te deu esse presente ele não vai tomar de volta. — Ela diz acariciando meu rosto.

— Tomara... Eu não vou aguentar perder meu filho...

— Não pensa isso. O neném sente tudo o que você sente. Eu vou dormir, tá? Boa noite.

— Boa noite.— Ela sorri e sai.

Antes de voltar para o quarto resolvo ir na varanda de casa tomar um ar. Lá eu passo a mão na minha barriga e sorrio.

— Oi, meu amor... A mamãe te ama muito, tá? — Sussurro ainda acariciando o local.— Me perdoa... Me perdoa, meu bebê... Perdoa por estar tão preocupada, por te expor à esses riscos todos... Se alguma coisa te acontecer, eu...

Não consigo terminar a frase. Choro tudo de novo, demoro um tempo até eu me recompor para não assustar Zeca...

  Por favor, Deus... Proteja meu neném de qualquer mal que eu possa ter feito... Não leva ele contigo... 


Notas Finais


Obrigada por ler💜💜


Bjs da Maah😘😘


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