História Tarde de sonhos - Capítulo 13


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 1.187
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Vamos para mais um episódio de nossa série em palavras....

Capítulo 13 - Parte em que tudo vira saudade




Narrador ON


A mesa estava posta. Aurora, Felipe, Nando, Agustín, Gustavo, Harry, Ane e Saulo, todos sentados em seus respectivos lugares.
A árvore brilhava do outro lado da sala e no fundo a garota só queria mudar de idéia. Mas tudo já estava pronto...
As malas estavam em seu quarto, todas arrumadas e cheias de saudade.


Pov. Harry


Havia chegado a hora de abrir os presentes e eu passei muito tempo procurando o melhor para Aurora.
Andei por todas as lojas, em todos os lugares e nada. Até fitar minha prateleira de livros.
"Tarde de Sonhos"
Eu havia escrito, mas nunca mostrei a ninguém. A não ser pra ela.
Eu a mostrei ainda sendo Greem
- Eu amei amor!!! Obrigada....
- Mais um dos capítulos de meu pedido de desculpas...
- Como você é bobo...
- Não me definiria assim....
- Eu te amo!
- Também. O suficiente pra perder o fôlego se você for embora... Me promete que só vai começar a ler depois que tiver ido?
- Por que isso?
- Você vai saber...
Talvez aquela pessoa em quem pensei inventar para amar, a fim de criar uma história de amor, em folhas em branco estivesse bem em minha frente.
O destino estava me pregando algumas peças mas ainda assim, esse seria o melhor a dar-lhe.



Narrador ON


O grande dia havia chegado e junto a ele muitas lágrimas e saudade. Aurora estava prestes a embarcar para EUA, e sua família toda estava no aeroporto para desfrutar dos poucos minutos que ainda restavam.
- Eu te amo filha, promete que vai ligar assim que chegar lá?
- Prometo papai.
- Eu te amo meu amor...
- Também te amo pai...
Ela olhou para o lado e viu Agustín com os olhos cheios de lágrimas.
- Vou sentir tanta saudade ...
- Eu também meu amor. Agora enxuga isso, senão vou chorar mais ainda...
- Te amor maninha...
- Também te amo irmãozinho!!!
E ele também estava lá, Harry não conseguiu segurar o choro. O que poderia fazer? Sua amada estava indo embora. Uma parte sua estava indo junto.
- Não fica assim meu amor...
- Vou sentir tanto sua falta...
- Eu também...
- Te amo, mesmo em mil quilômetros...
- Te amo, mesmo em milhões de anos luz.
....
As despedidas cessaram. Os abraços foram desfeitos e apenas a distância os contornavam.
Aurora estava se distanciando, ficando cada vez mais longe de seus campos de visão. Em poucos minutos estaria em uma poltrona, derramando algumas lágrimas e depois leria o livro que ganhou de Harry.
E foi justamente o que aconteceu. O livro foi aberto e a jovem se deparou com uma dedicatória.
"Escrevi todo meu amor nessas folhas, e essa história parece tanto conosco que passei a acreditar no destino. Foi tudo tão detalhado, tão espacial que meus versos parecem sumir. Somos eu e você, nós dois.
Te desejo o melhor e vou te dar o melhor de mim também. Porque você está me dando a chance de ser o homem mais feliz do mundo inteiro... Te amo."
A história era tão intensa, tão igual a deles. As travas foram desmentidas. Era um caos e não um amor.
O cheiro do mar impregnava em suas narinas, sentia como se ainda estivesse correndo na praia.
Mas o mar estava tão alto agora. Tão superficial.
O avião pousou algumas horas depois. Tempo suficiente para fazê-la viciar em uma história. Seus laços com Harry estavam formando um labirinto entre os sentimentos tempestuosos dos dois.
Olhou para o lado e não viu nada além de desconhecidos. Onde todas as declarações foram parar? Longe do aeroporto, longe da realidade.
Com as malas em mãos, entrou em um táxi e seguiu até seu novo lar. Era um lugar mais afastado e imprevisível.
Ela queria estar ali, mesmo com tudo que teve de deixar pra trás. Eles estariam lá quando voltasse, ao menos esse era seu maior desejo.
Entrou em seu quarto, pequeno e com poucos detalhes. A pessoa com que dividiria o cômodo estava organizando algumas peças de roupa em um dos armários.
- Olá!
- Olá! Tudo bem?
- Sim e você?
- Um pouco cansada... A viagem foi longa!
- A minha também. Mas ao contrário de você, cheguei pela manhã aqui.
- Se fosse você, estaria em um sono renovador.
- Você vai perceber que dormir não é bem a atividade mais realizada pelos alunos daqui.
- Sei bem como é.
As duas aproveitaram o momento de desfazer as malas para conheceram melhor uma a outra.
Tinham algumas coisas em comum, inclusive o amor pelos livros. Tinham lido vários deles e sem perceber estavam comentando sobre os seus preferidos.
- Acredito que o amor entre pessoas sem nada em comum são os mais verdadeiros.
- Já eu, penso o contrário. O mais importante está no sentimento.
- O amor não possui uma definição muito clara.
A noite caiu rápido demais. Aurora ao menos conseguiu sair do quarto. Caiu na cama, com todo seu cansaço e saudade.
Os lençóis não a aqueciam como os braços de Harry.
Eles demoraram a se acostumar com tudo aquilo. Era duro demais encarar os fatos.


Pov. Harry


Ela me ligou mais cedo, avisando que a viagem havia sido tranquila e que o lugar era realmente enorme.
Não nos falamos por tanto tempo pois ela alegou estar muito cansada e sabia que era verdade.
Prometi que ligaria no dia seguinte e pedi para ela descansar um pouco, mas pelo que conheço, Aurora iria dormir até a tarde se possível.
Dormir era uma qualidade sua, ou talvez um grande defeito.
Eu já sentia os efeitos dessa distância, já sentia o frio longe de seu corpo. E era tão verdadeiro que me vi aos pedaços.
Estava tão destruído que nem as muralhas do orgulho conseguiam esconder essa dor.
Tentei me enganar, fazendo-me acreditar que essa saudade é momentânea.
O amor não se esvai como o ar. Ele fere até não suportar de ver sofrendo. E quando some, o vazio da arrogância se instala com perfeição...
Olhei a tela mais uma vez e sabia que não obteria resposta alguma. Nem se meus desejos aceitassem por uma.
O espelho criou outra versão minha, onde o sorriso que ela coloriu em mim, foi apagado com uma borracha...
Falar que conseguiríamos superar a distância foi uma de nossas maiores aventuras. Quem sabe, a maior...

"Onde joguei aquela espaçonave? Queria encontrar outra igual a ela. Foram belos dias. Ainda me sinto puxado pela gravidade. Onde estavam todos aqueles momentos nos livros que compus? Diga-me onde estou agora. Preciso enviar uma coordenada para longe daqui. Estou em um oceano de pedras. Eles levaram algo consigo. Não sei distinguir dos meus pertences. Tinha sido tão rápido da primeira vez. Foi tão corrido da segunda. Andei longas milhas através das árvores. Em uma floresta ancestral te vi sozinha. Correndo de ninho em ninho. Vindo a mim e sumindo ao longo dos anos. Seria inegável tragar-te. Sinto frio em ti. Estou só em mim. Não viajei fugindo. Apenas queria vir te falar. Do enorme amor que guardo nessa caixinha de vida, chamada coração."


Notas Finais


Obrigada....


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