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História Target Heart - Satzu - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


Oi vidas, como vocês estão?

Desde já peço perdão pela demora, com a volta das ead tem tudo ficado mais difícil e quando chega a noite me sinto esgotada e acabo não escrevendo, peço perdão por isso.

Espero que gostem e esperarei pelo comentários de vocês. Eu amo vocês, se cuidem.

Capítulo 7 - It's ok not to be okay


Alguns dias depois


Sana tinha suas miradas admirando os leves movimentos das folhas verdes cintilantes penduradas em um dos diversos galhos distribuídos de forma igual pelo tronco da grande árvore. Choerry estava ao seu lado sentada, entretanto seu olhar era fixo para o asfalto da frente da delegacia. As madeixas roxas brincava com seus dedos e estava constantemente trocando as pernas que cruzava.


Hyunjin e Joohyun estavam dentro do prédio cinza da delegacia fazia alguns longos minutos. Elas estavam lá para dar depoimento contra o garoto asqueroso. Sana já havia feito o mesmo, contou tudo o que viu naquele dia, incluindo a briga que teve com Jaehyun. A japonesa estava apreensiva com a situação, até porque isso tudo merecia sua preocupação, mas ao encarar a Yerin ao seu lado pôde perceber que ela estava muito mais nervosa do que a Minatozaki:


-Fique calma. - Sana pousa sua mão sobre o ombro da mais nova e tenta desenvolver um sorriso acolhedor. - Estamos fazendo o certo.


Choerry soltou um riso sarcástico:


-Pela primeira vez na vida né? - A mais nova olha para os olhos de Sana e comprime os lábios. - Não estou me referindo a você e sim a mim… Eu sinto que pela primeira vez estou fazendo o que é certo.


-Antes tarde do que nunca, roxinha. Você não tem que provar nada a ninguém ok? Apenas para si mesma e para seu coração. 


-Obrigada. - Minatozaki franziu o cenho após ouvir a voz trêmula da garota sair dentre seus lábios. - Mesmo sabendo que eu publiquei as notícias sobre você no jornal da escola você ainda quer me ajudar… É muito nobre.


Ambas as garotas foram interrompidas pela ruiva e a morena descendo as pequenas escadas que davam acesso à delegacia. Choerry prontamente foi de encontro com Hyunjin dando um forte abraço na garota de tez clara, Joohyun seguiu seu caminho até Sana e agradeceu. A mais velha tinha um semblante cansado, isso era constatado pelas duas bolsas escuras debaixo de seus olhos. Bae disse que os policiais pareciam ter outras denúncias feitas contra o garoto e que eles já recolheram provas o suficiente para que colocassem Jaehyun atrás das grades.


A japonesa não podia estar mais feliz por aquelas duas garotas que ultrapassaram todos seus medos e foram até a delegacia para fazer a denúncia. Joohyun parecia pensativa, mas seu semblante era sereno, pleno. Havia tirado um enorme peso de suas costas e estava pronta a continuar sua vida sem aquelas horrendas cenas rondando sua cabeça. A coreana se despediu de Sana e foi de encontro de seus pais para ir para casa, Choerry e Hyunjin faziam o mesmo e quando viu estava sozinha naquele banco em frente a delegacia. 

Minatozaki respirou fundo e se apoiou em suas próprias coxas para se levantar. Em passos lentos a japonesa caminhava sem destino.A garota tinha as palavras de Yerin batendo em sua cabeça, ela de fato sempre ajudava os outros e não se importava com as consequências daquilo. Entretanto a questão era, quem salvaria Sana? Por trás das orbes brilhantes e do sorriso contagiante, Minatozaki escondia uma dor silenciosa. Ao cessar dos dias a garota se via esgotada por ter que aguentar um peso que não era dela.


Como um imã a personalidade de Sana capturava todas as energias ruins daqueles que gostava. Para que, assim, ao fim da noite ela grite de forma muda para as estrelas perante o céu. Minatozaki sentia-se vazia, desmerecedora do amor, inerte em seu próprio poço de desolação e quem poderia salvar ela por agora?


Seria importuno dizer que a japonesa precisava ser salva por um outro alguém, pois mesmo tendo toda essa escuridão dentro de si, ainda tinha orgulho para pedir ajuda e ela também queria se salvar e não que um outro alguém o fizesse. Sana sabia que no fundo ela precisava de amparo, entretanto não podia… Imaginar “criar” mais um problema que preocupasse sua mãe, estava fora de cogitação. E ainda mais tinha que cuidar de Jun, dos afazeres de casa e também de sua própria vida.


Alheios poderiam observar a garota de longe, perguntando a si mesmo o porquê dela estar tão sobrecarregada, a vida era perfeita. Bem, era isso que ela passava para as pessoas e não o que de fato acontecia dentro de si. 


Com o passar dos anos, Sana pôde regularizar algumas sombras que insistiam em ficar atormentando o seu coração e mente, como também lidou melhor com a pressão. Entretanto, sua válvula de escape não era bem algo saudável, Sana colocava toda sua dor naqueles finos tubos brancos que continham milhares de toxinas.


As fumaças proferidas na atmosfera levavam consigo uma tonelada de sentimentos que a japonesa simplesmente não conseguia explicar, só sabia como aquilo a consumia. Como um cupim dentro de uma madeira, a corroía de dentro para fora. Minatozaki saiu de seus devaneios tentando ocupar a mente com as belas árvores que enfeitavam e purificavam o ar daquela longa rua. Suas miradas encontravam cada mínimo detalhe camuflado pela própria natureza e assim, respirando o ar puro que aquelas árvores produziam, sentia-se um pouco mais leve consigo mesma. 


… 


Chaeyoung tinha seus olhos presos na tela luminosa de seu notebook, a música leve emanava pelo ambiente da pequena cafeteria, trazendo uma sensação de conforto juntamente com o aroma do recente café. Os dedos finos da garota beiravam a xícara branca ainda preenchida do líquido escuro, sua orbes liam e reliam cada linha daquela mais  recente matéria para o jornal escolar. Após a saída de Choerry, todos os participantes chegaram a um consenso de que quem deveria ficar no lugar dela seria Chaeyoung. E assim foi feito. Entretanto, Chae queria ser diferente, não queria esconder suas opiniões pessoais, mostraria aos estudantes aquilo que estava acontecendo independente de que fosse.


Yerin era uma boa líder, não podia negar isso, porém, sempre publicava aquilo que era de seu interesse. Se fosse prejudicá-la de alguma forma era a primeira a descartar o assunto ou melhor, varrer a sujeira para debaixo do tapete. Mas Chaeyoung não queria esconder nada de ninguém.


Por exemplo, por agora ela escrevia sobre todas as diversas denúncias feitas contra Jaehyun e claro, de alguma forma tentando melhorar a reputação de sua mais recente amiga, Sana. Injustiça não era algo que Son gostava, portanto, estava tentando seu melhor para ajudar a japonesa.


Chaeyoung estava tão concentrada que apenas desviou seu olhar ao ouvir o barulho de unhas batendo contra a mesa de madeira que usava. Suas miradas foram de encontro com o corpo da pessoa que estava a sua frente segurando um médio copo de algum líquido quente. Son encontrou as orbes escuras de Myoui Mina e pôde sentir todo o tempo parar por alguns segundos.


Nada mais importava para a menor a não ser admirar a beleza excessiva do ser a sua frente. Chaeyoung espantou-se ao ver os longos cabelos antes escuros como carvão, agora loiros como o dourado do sol. Dando um ótimo contraste com a roupa escura que a garota usava:


-Oi garota jornalista, posso me sentar com você? - Mina tinha um sorriso meigo no rosto, o que fazia o coração da pequena jornalista palpitar contra sua garganta.


-Mina-yah… claro! - Chaeyoung prontamente tentou recolher todos os papéis e cadernos que havia espalhado na mesa, mas fora impedida pela mão quente da japonesa.


-Não precisa, não quero te atrapalhar. - Myoui disse preocupada.


-Eu quero que fique. - onde Chaeyoung havia tirado coragem para dizer aquilo? 


Mina sorriu de forma única. Ao invés de sentar-se na cadeira a frente de Chaeyoung a japonesa se esgueirou para o lado da jornalista. As miradas japonesas correram por algumas linhas digitadas por Chaeyoung, mas logo desviou sua atenção. Não queria que a garota achasse que ela queria ler a matéria de propósito:


-Seu cabelo… - Chaeyoung apontou para os fios loiros da japonesa com a mão praticamente encoberta pelo moletom. 


-Você gostou? - Mina adentrou com os dedos em suas madeixas puxando seus cabelos para trás e a Son pôde sentir o perfume dos mesmos atingirem seu olfato com força.


-Eu a-amei, combinou com você. 

Com a ponta dos dedos gélidos devido ao nervosismo Chaeyoung apanhou a alça de sua xícara e levou aos lábios rosados. A fumaça quente bateu contra seu rosto e de uma forma fofa as lentes de seu óculos acabaram sendo preenchidas pela mesma. A pequena jornalista fez uma careta ao observar suas miradas embaçadas como também sentiu a risada de Mina invadir seus ouvidos.


A japonesa levou seus finos dedos para a armação metálica de Chaeyoung,essa que por sua vez ficou travada em sua posição. Mina retirou o óculos da coreana e os pousou sobre a mesa de cor amadeirada, naquele momentos as miradas das duas puderam trocar um singelo carinho, mesmo que sem toque.


Dizem que nossas pintas são marcas de nossas vidas passadas, onde nossos amantes deixaram um beijo que marcou de forma carinhosa cada um de nós. Dessa maneira, Mina e Chaeyoung compartilhavam dessa curiosa teoria, a japonesa admirava sutilmente a pequena pinta que a mais baixa portava perto dos lábios. Myoui teve certeza que aquela teoria estava mais do que comprovada pois sentia uma tremenda vontade de deixar um selar naquela região, mais precisamente nos lábios convidativos em formato de coração.


E com Chaeyoung não era diferente. Inicialmente suas orbes admiravam a imensa galáxia presente nos olhos da loira a sua frente, entretanto não demorou para que suas miradas fossem deslizando pelo rosto de Myoui. Ao encontrar a primeira marca, uma pintinha sútil no nariz, sentiu seu lábios formarem um sorriso notório, porém sua visão continuou descendo e assim viu a segunda pintinha, perto dos lábios da japonesa.


Desde da primeira vez que teve Mina em seu campo de visão, Chaeyoung sentiu-se com as pernas bambas. Seus dedos tremiam contra o metal da câmera digital que a jornalista usava para fotografar o evento gamer. Myoui mostrou um sorriso simpático para a baixinha enquanto posava para uma foto, essa que “curiosamente”, fora a capa da manchete do outro dia.


Mina apoiou sua mão sobre o couro sintético que cobria o acento que as duas estavam sentadas e deu uma leve aproximada da jornalista, que tinha tinha suas mãos ainda segurando a quente xícara branca. Chaeyoung olhou nos olhos da japonesa e pôde ver como eles pareciam pedir por uma certa atenção, mas ainda sim permissão para continuar. 


Son desviou um pouco a atenção de Myoui para pousar a xícara sobre a mesa, mas assim que suas miradas voltaram para a loira tentou não pensar nas consequências, apenas levou as duas palmas pequenas para o maxilar da mais velha. Trouxe o rosto da japonesa consigo e finalmente pôde sentir os lábios úmidos sobre os seus. Mesmo tendo como música de fundo xícaras batendo contra os pires, diversas vozes se contradizendo, e principalmente os barulhos externos jacente das ruas Mina e Chaeyoung sentiam-se como se fossem únicas ali.


Os lábios dançantes de ambas compartilhavam passos sincronizados num ósculo lento e calmo. Mina ditava os passos mas, isso não fez com que Chaeyoung deixasse de tentar tomar as rédeas da situação. Ambas faziam um apreço sobre a tez da outra, os dedos de Chaeyoung deslizavam pela linha do maxilar da japonesa, já Mina tinha suas mãos na nuca da jornalista e ali deixava um carinho nos cabelos que se arrepiavam com o toque da mesma. Com o término do beijo, Mina deixou alguns selinhos sob o lábio da mais nova antes de afastar-se da mesma, entretanto isso não aconteceu.


As mãos da jornalista seguraram Myoui, fazendo com que ela ficasse ali perto de ti. Trocando consigo calor e alguns carinhos sutis. Porém, essas estimas não duraram por muito tempo. O som do pequeno sino da cafeteria badalara, anunciando um novo cliente, por curiosidade as orbes da jornalista foram de encontro com a porta e assim viu duas figuras conhecidas pela mesma.


Yeji e...Nayeon? 


Chaeyoung abaixou-se no banco se escondendo atrás de seu próprio notebook. A japonesa ao seu lado olhara de forma curiosa e logo perguntou o que tinha acontecido:


-Mina, eu preciso de um favor seu. - Chaeyoung dizia enquanto buscava seu celular com as pontas dos dedos sobre a mesa.


-O que estiver no meu alcance, Chae.


-É simples, apenas sente-se em minha frente e finja que eu estou tirando fotos de você ok? - Mina franziu o cenho, mas fez o que a jornalista havia pedido.


Assim que a japonesa se sentou na cadeira a sua frente, Chaeyoung abriu a câmera de seu celular e apontou para as duas garotas que haviam se sentado em uma mesa um pouco afastada da janela. Nayeon tinha uma aura diferente, não usava seus óculos e o mais incrível de tudo é que ela estava muito confortável com Yeji, essa que por sua vez tinha uma extensa lista de prática de bullying inclusive com Nayeon.


A mais velha parecia irritada pois maneava com as mãos e batia algumas vezes na mesa, Yeji por sua vez ouvia tudo cabisbaixa, o que não era de seu feitio. Chaeyoung tirou algumas fotos e até fez um vídeo da garota coreana. Todos seus sentidos estavam imersos a uma completa surpresa… a Son estava pensando o pior, mas era inevitável, será mesmo que Nayeon estava por trás do acontecimento com a Tzuyu? Será que foi ela que pediu a Yeji para tirar foto de Sana beijando Tzuyu? Ou até mesmo a implantação das pedras no armário da japonesa?


Chaeyoung anunciou para Mina que elas precisariam sair dali para que as duas garotas não a visse. Myoui estava um pouco hesitante, pois não sabia se a coreana estava fazendo algo bom ou ruim, entretanto seguiu seus extintos e permaneceu com a jornalista.


Após recolher todos seus materiais que estavam dispostos na mesa, Chaeyoung saiu da cafeteria junto com Mina e ambas as garotas começaram a andar lado a lado e essa fora a oportunidade perfeita para a jornalista explicar o recente acontecimento. A japonesa arregalhava os olhos cada vez mais com os fato que a baixinha contava, enquanto elas iam caminhando e conversando Chaeyoung tentava de tudo conseguir alguma internet para poder enviar as fotos no grupo das garotas.


Foi aí que tudo deu errado. As duas garotas caminhavam por uma rua bem movimentada tanto por pessoas quanto por carros e devido ao fato de sua atenção estar apenas concentrada na tela luminosa em suas mãos, não viu um homem de bicicleta pedalando em certa velocidade em sua direção. Só dera tempo de Myoui a puxar para si para que a passagem fosse livre, porém, o celular da coreana caiu de suas mãos. 


Assim, ela viu sua tela se estraçalhar e o ciclista, ainda por cima, passou pelo celular. Myoui e Son estavam boquiabertas ao ver a tela luminosa toda desconfigurada e em cores primárias. Podia até ver uma parte da tela do dispositivo perto do mesmo. A baixinha se abaixou para apanhar os restos mortais do seu antigo companheiro.


A japonesa ainda estava perplexa com que tinha acontecido, portanto apenas viu que seria melhor consolar a garota. Até porquê, havia perdido uma grande pista sobre o atentado de Tzuyu.



Tzuyu apanhou os livros sobre a mesa da biblioteca juntando todos para guardá-los na bolsa. Seus olhos rondavam o ambiente silencioso e bem, parecia ser a única ali além da bibliotecária. Levou sua mochila nas costas e caminhou em passos sem rumo e bem, não eram tão sem rumos assim. Ela percorreu pelo caminho conhecido por si, aquele mesmo caminho que dava uma sensação de liberdade.


Subiu as longas escadas até o telhado, mas assim que chegou na porta e tentou abrí-la pôde ver que estava trancada. A porta pesada não dava um sinal de que iria se mexer e isso fez com que a garota suspirasse desanimada. 


Tzuyu praticamente arrastava seu corpo cansado até o campo atlético que a escola fornecia para corredores tanto profissionais quanto amadores. Era uma bela pista de atletismo e quando ocorria de seu terraço estar trancado, ela aparecia por lá. 


A sensação que tinha no telhado não era a mesma, mas daria para o gasto. Assim que ia se aproximando do grande gramado com uma cor vívida, sentia algumas gramíneas roçarem em seus tornozelos dando uma leve cócega. Ela segurava a alça de sua mochila de forma desanimada, mas assim que viu uma figura correndo de forma muito rápida sentiu a curiosidade atiçando para que ela ficasse e assistisse.


Tzuyu andou pela a pequena arquibancada que rondava a pista de atletismo, analisando a figura corredora. Ela subira com os dois pés em um dos acentos da arquibancada e foi andando pela pequena "passarela" onde as pessoas se sentavam. O vento batia contra a figura alta fazendo com que sua gravata do uniforme saísse do lugar assim como seus cabelos escuros. 


A taiwanesa cambaleava em seus próprios pés apenas para brincar um pouco e algumas vezes tinha que abrir os braços devido a falta de equilíbrio. Escutou seu nome sendo chamado e olhou para a pista de atletismo e viu ali a japonesa… diferente de todas as outras vezes. Sana usava um conjunto branco esportivo e seus cabelos estavam um pouco molhados devido ao suor, depois de acenar para Tzuyu ela levou suas mãos pálidas para o fecho da jaqueta e deslizou o zíper para baixo.


A Chou pôde sentir seu equilíbrio faltar e logo engoliu em seco ao encarar a cena descaradamente. Em passos lentos foi descendo os últimos andares da arquibancada e assim já estava no mesmo patamar da japonesa. A medida que se aproximava ainda mais da japonesa, podia ver cada vez mais detalhes.


O rosto da japonesa era iluminando pelos últimos raios de sol do dia, que abraçavam as duas garotas num gesto acolhedor, lá estavam elas novamente perante o por do sol. As gotas de suor caiam das têmporas da dona da tez clara, mas a japonesa logo tratou de passar sua jaqueta sobre as mesmas.


Os olhos de Chou acompanhavam cada movimento feito pela japonesa e bem, tinha que admitir o corpo alheio era muito bonito. Ainda mais pelo fato do abdômen de Sana estar contraindo de forma rígida pelo fato de estar recuperando o fôlego:


-Oi, Sana. - Tzuyu tentou desviar os olhos da tentação pecaminosa e encarou as orbes brilhantes da japonesa.


-Oi, Tzu. - a japonesa ajeitava sua jaqueta de forma desanimada.


-Aconteceu algo? - se conheciam a pouco tempo, mas talvez Tzuyu saiba ler as pessoas como ninguém.


A taiwanesa se aproximou da japonesa pois sua pergunta não teve resposta. Tzuyu largou sua bolsa sobre o gramado verde e levou suas mãos para o encontro das bochechas coradas e quentes de Sana. Dessa maneira encarou as orbes castanhas que forneciam um brilho semelhante com a de uma estrela cadente, mas tenha certeza que nenhuma delas seria capaz de reproduzir o sonho que Minatozaki era.


Afinal, Minatozaki Sana era um sonho para Chou Tzuyu?


Os dedos da taiwanesa deixavam no rosto da japonesa um apreço desigual, daqueles de não se esquecer nem por um momento. Apenas assim, com seus olhos cravados no sonho, Tzuyu repetiu a pergunta:


-Sana, você está bem? - assim que as palavras calmas saíram dos lábios da taiwanesa, ela pôde ver os olhos da morena encherem-se de lágrimas.


-Não… Isso é muito pesado. Sinto em um abismo escuro sem volta, Tzuyu. Eu preciso de ajuda.


Sana abaixou a cabeça e se deu a liberdade de liberar todas aquelas lágrimas que segurava por dia seguidos. Tzuyu puxou o corpo da japonesa para si e deixou com que a mesma se desfizesse em seus braços. 


Ela podia ter o gosto da liberdade em seus lábios, mas ela mesmo estava presa em seus próprios demônios.


-Escute, você me apresenta a liberdade em seus beijos e toques. Até mesmo em suas ações. - Tzuyu adentrou com seus dedos nas madeixas castanhas e nem ligou se estavam umedecidas pelo suor. - Deixe-me ajudar, bem… eu não sou a melhor pessoa para aconselhar sobre problemas internos porque eu mesma vivo em um. Mas eu estaria aqui, te apoiando. 


A taiwanesa esperou com que a japonesa se acalmasse e assim que aconteceu, buscou as mãos, agora gélidas, de Sana e fez a garota deitar consigo sobre o gramado. A japonesa estranhou o ato da taiwanesa se deitar ali mesmo e usar sua mochila como travesseiro, mas logo se pôs a deitar do lado dela. Assim que ela o fez, Tzuyu procurou sua mão para entrelaçar os seus dedos:


-Assista o pôr do sol comigo, vamos esquecer que o mundo existe por alguns instantes. - Tzuyu proferiu aquelas palavras vindas do coração.


-Você já faz isso… - Sana disse pendendo a cabeça para o lado encontrando o perfil da Tzuyu.


E assim que Tzuyu a ouviu, também pendeu sua cabeça para o lado, encontrando os olhos inchados de Sana devido ao recente choro. Elas ficaram se encarando até a mais nova se aproximar vagarosamente da japonesa e deixar um selar carinho sob a testa de Sana. 


A japonesa segurou a cintura de Chou para que ela não se afastasse, Sana deslizou suas mãos para as costas da estudante e aproximou seus rostos lentamente. As mãos da taiwanesa seguraram o rosto de Sana fazendo com que selassem um beijo. 


Os lábios já conhecidos entre si brincavam um com o outro e desfrutavam da maciez de cada um. Os dedos da taiwanesa começavam a dedilhar os fios escuros de Sana, enquanto as mãos da japonesa apertavam a camisa por debaixo do blazer da mais alta. Ali sendo apenas elas mesmas, Tzuyu sentia liberdade e Sana sentia leveza.


Esse selar teve como espectador a estrela mais brilhante do céu, o Sol. Ali acalentando ambas com sua presença e calor, as abraçou e deixou com que fossem apenas elas.  


Notas Finais


Eai o que acharam? E vamos de Nayeon sendo a vilã que vocês não esperavam? Ou a Chae que acabou se equivocando? Também temos a possibilidade de todo mundo ter se engano com a Yeji 😳

Se cuidem pfvr, não saiam de casa e mantenham-se seguros. Até a próxima 💞


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