História Taro - Uma fanfic Reylo - Capítulo 18


Escrita por:

Postado
Categorias Star Wars
Personagens Kylo Ren, Rey
Tags Episode Ix, Reylo, Star Wars, Stormpilot
Visualizações 63
Palavras 1.053
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Essa fanfic foi escrita com base em todos os filmes da saga Star Wars. Sua linha histórica se passa depois dos acontecimentos do episódio VIII - Os últimos Jedis, e usa como base as histórias das músicas da banda Alt-J (o link de todas as músicas são postadas nas notas finais por questões de regras do site). Os capítulos são postados de acordo com o tamanho do conteúdo e disponibilidade do autor. Boa leitura!

P.S.: Estou postando os capítulos o mais rápido possível por conta do tamanho deles, mas ao longo da fic vou determinando melhor as datas de postagem.

Capítulo 18 - XVII - Bloodflood


Fanfic / Fanfiction Taro - Uma fanfic Reylo - Capítulo 18 - XVII - Bloodflood

Breath in, exhale, I’ve poked a nerve

he’ll slap me like a whale

Slaps the C-O-double M-O-N

Flood of blood to the heart

ALT-J - BLOODFLOOD

Os aparelhos improvisados para vigiar o estado de saúde de Leia expressavam um barulho consideravelmente irritante. No começo Poe não havia notado, era como barulho de pássaros; da brisa ao encontro de folhas em árvores; ou dispositivos em naves que sussurravam sempre enquanto estivessem ligadas. Todavia aquele barulho havia passado de sussurros para gritos, e o garoto passou a desejar quebrá-los para que pudesse concentrar-se na ex general. Aquela que tanto havia lhe ensinado, que considerava sua segunda mãe - mais pelas responsabilidades impostas do que pelo afeto -. Agradeceu quando o barulho havia sido substituído por uma das vozes dos profissionais que cuidavam de Leia e foram lhe alertar de um relatório:

— Poe...

— Como ela está? — Ele a interrompeu em desespero. Só que não era a primeira vez que lhes perguntava isso. Já havia sido a sétima. A rebelde suspirou.

— Os sinais continuam normais, mas o organismo dela parece desacelerar a cada minuto que passa. O curioso é que essa é uma situação muito mais psicológica do que física.

— Quer que ela mentalize para ficar bem? Ela está inconsciente! — Poe exaltou sua voz enquanto exalava preocupação, mas a mulher não se deixou ser intimidada.

— É uma situação que sai completamente do nosso controle, Srº Dameron. Não podemos fazer nada para estabilizar isso. É como se ela pudesse lutar contra isso, ela só não quer.

Os dois então observaram o corpo adormecido da mulher enquanto o peito de Poe enchia de angústia. Não queria aceitar que Leia estava se preparando para ir embora e que ele não podia impedi-la porque era uma vontade dela. Era como se ela ainda estivesse ordenando-o, e nos mandatos dela ele não mexia.

Do lado de fora do pequeno casebre Rose e Finn estavam sentados à espera do amigo. Finn contraia-se de uma maneira que Rose podia sentir o clima ruim pairar entre eles. Queria acreditar que era consequência do estado de Leia, mas sabia que ela era a culpada por seu desconforto. Não haviam conversado desde que ela acordou e podia notar o garoto fugir de situações que os possibilitassem de se comunicar. Mas ela era muito mais afrontosa que ele. Não ficaria roendo a unha esperando que a situação fosse explicada sozinha, então adiantou:

— Até quando não vamos falar sobre isso? — Ela perguntou enquanto o garoto ainda fingia não escutá-la.

— Sobre o que?

E Rose soube que ele estava mentindo. Mentia sobre não saber do que se tratava. Aquilo com certeza o corroia, impregnava em sua cabeça noite após noite e o deixava ansioso sobre tudo relacionado a ela, então ela tentou ser mais direta.

— Finn, eu o beijei!

E era a primeira vez que ele a olhava nos olhos. Ela pressentiu que ele continuaria disfarçando, mas dessa vez parte daquilo havia os libertado e eles enfim estavam conversando. Por mais que ele disfarçasse, estava corado e tão sem jeito que começou a gaguejar:

— Eu... Eu achei que você... Que você estava um pouco... Fora de si... — Ele disse em tom baixo, voltando a olhar para todos os cantos do recinto exceto para os olhos dela.

— Então por que você está me evitando desde que eu acordei? — Rose continuou. Queria ter suas respostas.

— Eu não estou, eu só... Tenho muito o que fazer...

— Você ficou do meu lado enquanto eu dormia o tempo todo. Eu te vejo ocupando lugares e os mudando constantemente pra evitar que eu vá ao seu lado. E eu até o vejo parado inúmeras vezes, mas quando eu apareço você simplesmente arruma o que fazer. — Ela jogou, e Finn já não conseguia disfarçar seu constrangimento.

Talvez ela iria mais fundo, talvez conseguisse tirar aquele peso, mas não saberia o que afirmar. Mal sabia o que sentia. Não entendia por que agia daquele jeito, mas fora quase um impulso de seu corpo. Nunca havia beijado uma garota. Nunca havia beijado. Mas também não era daquela maneira que queria se sentir quando Rose o beijou. Queria construir sua família, se relacionar, amar... E não se sentia daquela maneira com ela. Então pela confusão em sua cabeça decidiu permanecer calado e ela continuou falando:

— Eu não quero te obrigar a gostar de mim, e também não quero que ache que eu sou irresponsável o bastante pra me magoar por algo que simplesmente não aconteceu. Finn, foi um beijo, e só um beijo! — Ela se aproximou de seu rosto para que ele pudesse olhá-la nos olhos. Estava aflita com aquilo. — Eu posso ter considerações fortes por você, mas isso é natural e acontece, isso não significa que você precise segurar e carregar nas costas sempre que alguém se aproximar de você.

Aquilo havia sido o gatilho para que Finn pudesse aceitar a situação, e Rose aliviou-se em ver que ele já havia deixado de ficar tão tenso e agora conversava diretamente com ela, mesmo mantendo a cabeça baixa.

— Eu só não sabia o que fazer. — Ele enfim disse.

— Então seja honesto comigo e é só isso que você precisa saber. De resto, siga o seu coração! Você se importa tanto com as pessoas que esquece de se importar com você, mas saiba que as pessoas também querem te ajudar. Eu sou sua amiga, eu quero te ajudar.

Nesse momento Finn tentou esconder uma lágrima que passeou por sua bochecha. Não sabia afirmar o motivo, mas tanto havia segurado durante os últimos dias que aquilo lhe pareceu tirar um peso das costas. Estava a um turbilhão de emoções e não conseguia direcionar nada com nada, mas Rose continuou a falar para que pudesse lhe ajudar:

— E eu sei que você está apaixonado por alguém que não sou eu. — Ela disse, mas aquilo pareceu alertar o instinto de perigo do rapaz pelo susto que havia levado e ele rapidamente negou.

— O que? Poe? — Ele forçou uma risada. — Não! Não estou apaixonado por ele. Que bobagem.

Rose sorriu enquanto assistia o rosto de Finn corar mais uma vez.

— Viu?! Eu não precisei nem citar o nome dele.

E então ele havia parado de sorrir. Encarou-a nos olhos porque sabia que não podia esconder mais nada dela e nem dele mesmo. A última coisa que soube fazer foi abraçá-la e deixar o choro vir.


Notas Finais


Música: https://goo.gl/E3xAbU
Twitter: @joleabotene

Galera, eu gostaria muuuito que vocês opinassem sobre a sequência da narrativa. Então dêem suas sugestões e críticas, elas me ajudam muito a saber como está sendo o desenvolvimento que eu criei e como posso alterna-lo para agradar vocês! :-) <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...