História Taro - Uma fanfic Reylo - Capítulo 20


Escrita por:

Postado
Categorias Star Wars
Personagens Kylo Ren, Rey
Tags Episode Ix, Reylo, Star Wars, Stormpilot
Visualizações 65
Palavras 2.045
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Essa fanfic foi escrita com base em todos os filmes da saga Star Wars. Sua linha histórica se passa depois dos acontecimentos do episódio VIII - Os últimos Jedis, e usa como base as histórias das músicas da banda Alt-J (o link de todas as músicas são postadas nas notas finais por questões de regras do site). Os capítulos são postados de acordo com o tamanho do conteúdo e disponibilidade do autor. Boa leitura!

P.S.: Estou postando os capítulos o mais rápido possível por conta do tamanho deles, mas ao longo da fic vou determinando melhor as datas de postagem.

Capítulo 20 - XIX - Dissolve Me


Fanfic / Fanfiction Taro - Uma fanfic Reylo - Capítulo 20 - XIX - Dissolve Me

Broken sweethearts who sleep apart

Both still pine for the other's side spine, spoon as sleep starts

She makes the sound the sea makes to calm me down

Sleep now my only one

ALT-J - DISSOLVE ME

Depois de horas de tensão Leia havia despertado. Houve um mutirão de pessoas desejando se comunicar com a ex princesa, questionando-lhe o mal estar, as possibilidades dela voltar à ativa, de ficar bem, de se curar… Nada disso interessava à ela. Era decisão dela. Tinha aquilo sob controle, mas teria de ser paciente para que pudesse transformar aquilo em paz, e não em luto. Decidiu então pedir que entrassem somente aqueles que pudessem repassar seus dizeres e ideais. Conversou pouco a pouco com eles e sempre no final oferecia-lhes um abraço, fazendo com que todos saíssem em prantos. Deixou para o final somente os que não conseguiria terminar seus dizeres sem querer enfim descansar: Poe e Jon.

Ambos estavam sentados em sua cama esperando que ela pudesse respirar para voltar a se comunicar. Jon parecia calmo, ela observou. Estava no final da cama com um semblante puro e paciente. Mas Poe não. Poe estava sôfrego, ansioso, posicionado do seu lado enquanto segurava sua mão e esperava logo que ela falasse. De tanto esperar, antecipou-se:

— Por que me chamaram pra me despedir de você?

— Porque isso é uma despedida. — Leia o respondeu, objetiva.

Ele já havia esperado por aquela resposta desde o ritual que ela havia feito depois de acordar. Sabia que algo estava errado. O nariz passou a lhe arder e agora ele já não conseguia segurar as lágrimas.

— Eu me preparei anos pra te acompanhar, para liderar essa Resistência me espelhando em você, mas eu nunca me preparei pra fazer tudo isso sem você.

— Eu acho que já te atormentei tanto sobre tudo que você nunca mais fará nada precipitado sem pensar em mim. — Ela lhe mandou uma piscadela fraca e o deixou por alguns segundos refletindo sobre tudo.

Era o fim. E ele iria aceitar aquilo alguma hora.

— Por favor, fique. — Ele implorou, lembrando-se do que a médica havia lhe dito. — Você pode fazer isso.

Ela entregou-lhe de começo um sorriso frouxo e cansado.

— Eu passei todos os anos da minha vida tentando encaixar a paz na galáxia e só agora, só nesse exato momento eu parei para refletir sobre mim, de que agora chegou a hora da paz me ceder um pouco de espaço. Eu lutei por muito tempo, Poe, essa não é uma luta que eu quero travar, pelo menos não mais uma. Todos têm o direito de criar guerras e de me fazer lutar por elas, mas agora isso é só sobre mim, e eu e somente eu posso decidir o que eu quero pra mim. E acho que agora é eu quem devo pedir que, por favor, me deixe ir.

Aquilo havia feito Poe desabar, escutando enquanto projetava toda a ideia de estar sem sua maior mentora do lado, sua general, quase sua mãe. Ele a abraçou e suas lágrimas agora molhavam as vestes de Leia, quase como se as atravessassem e passassem para seu coração, mas ela continuou:

— Me deixe ir, mas não com suas lágrimas. — Ela segurou o rosto do garoto. — Me dê um sorriso porque enfim vou conseguir paz, e é dessa maneira que eu quero que você olhe para aqueles que o segue fielmente: porque é pra eles que você vai conseguir paz, também. — Ele então a presenteia com um beijo na testa e se levanta. — Agora deixe-me com Jon. — Ela pede, e ele a obedece. Sua última ordem sendo cumprida.

Dentro do destroyer Rey havia acordado com um impulso horripilante. Não estava assustada, nem aterrorizada, nem ao menos se lembrava de ter sonhado algum pesadelo cruel. Todavia uma sensação estranha lhe percorria o corpo. Isso sim a amedrontava. A mesma sensação que havia a acordado naquele instante, e que pedia para que se direcionasse à Ben. Não soube dizer o que sentia, mas por relacionar à ele achou que algo estivesse acontecendo com o rapaz. Ela levantou-se em um pulo e direcionou-se aos aposentos do líder que não eram tão distantes como costumava ser no centro médico. O desespero a consumia e ela sentia aquilo tomar parte de sua cabeça, imaginando o que poderia estar acontecendo. Quando chegou, dois guardas pretorianos estavam instalados em frente a porta do quarto, parados como uma estátua.

— Peço permissão para falar com Kylo Ren.

Os guardas não se mexeram. Não sabia dizer se estavam paralisados, ou se apenas haviam a ignorado, mas a aflição havia tanto lhe incomodado que Rey não desistiu.

— Me deixem entrar, por favor. — Ela continuou, mas nada pareceu chamar-lhes a atenção. — Tem algo acontecendo com Ben, e eu preciso verificar se está tudo bem. Me deixem entrar!

Jon havia se transportado do final da cama para o lado de Leia, esperando que a mulher pudesse enfim falar com a última pessoa que havia chamado. Entretanto, assim como Poe, ele foi o primeiro a falar. Não por impaciência, mas sabia que ela esperava que ele falasse o que tanto lhe assustava.

— Eu posso acabar me perdendo depois que você for embora. E eu me preocupo que eu não consiga continuar forte o bastante. — Ele confessou enquanto Leia aconchegava sua mão na branca bochecha do garoto.

— O medo levou meu pai embora, o medo levou meu irmão embora, e levou meu filho embora. O medo matou o homem que eu amo. Não é errado ter medo, mas sim evitá-lo porque é quando você o perde de vista e não consegue controlá-lo mais, fazendo com que ele te controle.

— Eu não tenho medo, eu só desconfio de que todo esse domínio sobre minha capacidade e a Força seja influenciado por algo mais forte do que eu. Toda vez que alguma coisa fora do meu controle acontece eu me preocupo que possa ser o fim do que eu sou hoje.

— Essa guerra não é e nunca foi sua. Você sempre soube que tinha o direito de permanecer escondido por quanto tempo quisesse e mesmo assim você voltou, disposto a ganhar a luta não por vingança, não por honra, mas por altruísmo, por empatia, e por compreender sua natureza e seus maiores objetivos. Isso tudo é o controle que você tem sobre a Força dentro de você, e não é só isso que te faz tão poderoso, mas também é o que te permite ser quem você é. E não há fenômeno no mundo que mude isso em você. — Ela usou o pouco que ainda lhe restava de força para elevar o tronco e se aproximar de Jon. — O que me impediu de cair para o lado negro da Força foi nunca encará-lo como uma ameaça. Ameaça é quem parte para o lado dele, então faça a única coisa que o enfraquece: ignore-o. — Leia voltou a se deitar enquanto Jon absorvia tudo aquilo que ela lhe dizia. — Você tem muito de mim em você, Jon, e é isso que me conforta porque, de todos, eu fui a única pessoa a quem eu deveria confiar. Eu te amei muito, Ben te amou, e principalmente seu pai, e eu quero que isso ocupe o seu coração quando você se sentir confuso novamente porque eu não fui capaz de dizer essa mesma coisa ao Ben. Então eu lhe peço, de todo coração: tente trazê-lo de volta, livre-o dessa dor e dessa tortura. Mas se não conseguir, então impeça que outros sofram essa mesma dor e acabe com aquilo que matou meu filho.

Ao escutar a voz de Rey, Kylo Ren preferiu ignorar. Sabia que a garota iria ainda querer insistir no que haviam discutido, mas não queria continuar. Pensou que ela fosse desistir quando não a deixassem entrar uma vez que ele havia pedido aos guardas que a proibissem de se aproximar, mas logo escutou sua voz alterada e, em segundos, ela gritava. Pedia que lhe deixassem entrar, que o garoto não estava bem, e Kylo soube que mentia para que pudesse falar com ele. Ele também pensou em desprezá-la, mas aquilo estava tornando-se irritante e ele direcionou-se a porta, abrindo-a.

— O que é isso? — Ele a observou. — Não tem nada acontecendo comigo.

Rey o encara. Realmente estava bem, pelo menos fisicamente, mas aquilo não era normal, algo dentro dela dizia que ele não estava bem. Uma angústia ainda lhe atravessa o estômago e ela considerou insistir no assunto enquanto o rapaz voltava à sua cama sem fechar as portas.

— Ben… — Ela sussurrou chamando-o. Algo não estava bem nele.

— E, principalmente, que a Força esteja com você. — Leia terminou de dizer, apertando a mão de Jon pela última vez e fechando seus olhos, encontrando a morte segundos depois.

Rey sentiu. Aquilo que a incomodava agora lhe veio claro como uma imagem.

Kylo Ren também sentiu. O rapaz paralisou, interrompendo seu andar e direcionando seus pensamentos para sua mãe. Ela havia morrido. Ela havia ido embora e, junto com ela, toda sua força. Todo o sustento do rapaz sumiu e ele se deixou desabar de joelhos no chão. Do lado de fora Rey o observava. Ela queria abraçá-lo porque no fundo a angústia que sentia não vinha da tristeza em ver Leia partir. A angústia que sentia era do pesar que o próprio garoto iria carregar, que já carregava. Ela aproveitou o abrir das portas para entrar e se aproximar de Ben, mas os guardas a acompanharam prontos para retirá-la.

— VÃO EMBORA! — O grito do líder foi o bastante para que os pretorianos abaixassem suas armas rapidamente. Estava de costas para todos eles, mas sabia que se aproximavam para impedir a garota. — TODOS VOCÊS!

Ele ordenou fazendo com que os guardas se retirassem imediatamente em marcha. Mas Rey permaneceu por alguns segundos. Por mais imperativo que seu grito havia sido, Rey conseguia escutar a dor que vinha de fundo. Não queria deixá-lo sozinho, queria poder confortá-lo como nunca tinha conseguido antes, mas eram suas ordens, ela precisava respeitá-la, então virou-se e passou a andar devagar para fora do quarto.

Até que algo havia a feito parar. Não soube dizer se Ben estava tentando mantê-la ali no quarto, ou se ela mesmo tinha deixado se paralisar, porém algo em seu corpo havia a dito para mudar de ideia. Não hesitou em obedecê-lo e voltou a se virar em direção ao garoto, aproximando-se, ajoelhando-se atrás dele e o aninhando em um abraço que desejou ter oferecido para ele há muito tempo.

Quando Jon se retirou do quarto todos da Resistência o esperavam. Não estavam ansiosos, nem inquietos. Queriam não estar, mas estavam tristes. Todos sabiam, e bastou que Jon assentisse para que todos confirmassem. Em silêncio um garoto jovem direcionou a mão em um punho fechado para o centro do peito, representando o símbolo da Resistência. Não demorou muito para que todos os seguissem e, quase como um coral de movimentos, todos agora estavam cabisbaixos, com a mão no peito e mentalizando o luto para Leia Organa.

Rey mais uma vez sentiu-se como um ímã com Ben. Ainda o abraçava enquanto o garoto permanecia em silêncio ajoelhado no chão, mas ela não sabia como reagir. Queria continuar ali, enquanto a noite durasse ou durante o tempo que fosse preciso, mas havia prometido deixá-lo em respeito ao seu luto. Não sabia se o rapaz sentia-se confortável com ela ali em um momento tão difícil, então deveria suspendê-lo em paz.

Ela levantou-se com cuidado para não incomodá-lo e, ao se virar para a direção da porta, a mão do rapaz alcançou seu punho impedindo-a de ir. Pela primeira vez ele havia se virado.

— Você não. — Ele disse, baixo, e Rey escutou o choro que cobria sua voz. Ela até tentou forçar, mas ele segurou seu braço com mais força. — Por favor, fique comigo.

E era tudo o que ela queria escutar. Ele se levantou e voltou a se direcionar para sua cama, mas dessa vez levava consigo Rey, puxando-a pela mão. Os dois se deitaram e se ajeitaram no leito enquanto Ben se virava para o lado e fechava os olhos para que pudesse encontrar conforto no sono, mas o que já o confortava era o braço de Rey que o rodeava em seu corpo como um encaixe até sua mão, aninhada na dele e quase transformando-os em um só.


Notas Finais


Música: https://goo.gl/BDG8xk
Twitter: @joleabotene

Galera, eu gostaria muuuito que vocês opinassem sobre a sequência da narrativa. Então dêem suas sugestões e críticas, elas me ajudam muito a saber como está sendo o desenvolvimento que eu criei e como posso alterna-lo para agradar vocês! :-) <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...