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História Tarrasque - A fúria do apocalipse - Capítulo 16


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Notas do Autor


Capítulo longo, mas com final interessante. Espero que gostem da história.

Capítulo 16 - A Caverna de Jô


Alexander e Merlin observam Kabutomaru andando em direção ao grande orc Grum, que carrega uma enorme clava em sua mão. Ao redor deles, estão outros 6 orcs apenas observando qual vai ser o desfecho dessa batalha.

“Grum é o Orc mais poderoso da nossa tribo! Ele foi capaz matar vários ursos ferozes em apenas alguns minutos e vai fazer picadinho desse humano...” Pensa um dos orcs.

- Alexander? Diz Merlin. – Se alguma coisa der errado, nós vamos ter que intervir.

- Não vamos fazer isso! Responde o paladino.

- Mas por quê não? Pergunta Merlin.

- É uma questão de honra... Diz Alexander, enquanto observa o guerreiro se aproximar do orc.

Kabutomaru para de caminhar. Ele está de frente para Grum.

- Homenzinho fraco!.. Vai morrer!..

Kabutomaru olha nos olhos da criatura e diz:

- Eu vou ter que discordar... EM CHAMAS!!!

A lâmina da língua flamejante começa a pegar fogo, emanando um calor latente e poderoso. Nesse momento, Grum balança a sua clava em direção a cabeça do guerreiro para matá-lo com um só golpe: Ele atinge o chão com toda a sua força, espalhando um pouco de poeira pelo local.

- Grum!!!!!! Gritam os orcs.

- Ele foi atingido? Pergunta Merlin.

Alexander fica em silêncio. Assim que a fumaça dissipa, o dano causado pelo golpe pode ser visto no chão: um buraco surgiu no chão devido a grande força de Grum, porém não é possível ver o corpo de Kabutomaru:

-Lento demais... Uma voz ecoa nos ouvidos do Orc:

- O quê?!! Grita Grum, surpreendido por um golpe em suas costas. Uma espada flamejante perfurou seu corpo, e ele fica surpreso com a velocidade de Kabutomaru.

-Ahhh!!! Grum segura sua clava com força e gira, tentando acertar Kabutomaru mais uma vez. O guerreiro tira a espada das costas do Orc e a utiliza para se defender do novo golpe. Há um choque entre as duas armas e os dois guerreiros, que faz até mesmo as árvores ao redor balançarem. Todos os outros sentem a força do impacto:

- Que força absurda! Grita Merlin.

Alexander apenas observa. Ele consegue perceber que, tanto Kabutomaru quanto Grum possuem o mesmo nível de força, então a batalha não será decidida por esse critério.

- Aquele humano!.. Não é possível que ele tenha a mesma força que Grum!.. Diz um dos orcs que também observam a luta.

Kabutomaru e Grum estão segurando o golpe um do outro. Eles parecem estar fazendo muita força pra isso:

- Um humano com a força de um Orc?!! Impossível!! Grum grita, estando impressionado com o que está acontecendo.

- Você também é muito forte!... Mas é só isso que você tem?

- Ahhhhh!!! Grum fica com muita raiva e, num ato de fúria, segura a clava com as duas mãos e começa a pressionar sua arma ainda mais contra Kabutomaru. O guerreiro percebe que a força do Orc aumentou consideravelmente.

- Ele não estava usando toda a sua força contra Kabutomaru! Diz Alexander, que começa a perceber uma ligeira discrepância entre os dois combatentes. Os pés de Kabutomaru começam a afundar um pouco no chão.

“ Ele está tentando me pressionar no solo e impedir que eu consiga me movimentar. Parece que ele percebeu que meus movimentos são mais ágeis que os dele”. Pensa o guerreiro, enquanto continua sendo coagido pela força do Orc.

“ Esse humano... Se eu continuar fazendo força, ele vai perder o controle e eu irei matá-lo com um único golpe.

- Grum conseguiu! Ele vai derrotar o humano!

- Uhhhhhhh! Grummmm!!!!!

Os orcs começam a gritar, encorajando o seu mais poderoso guerreiro.

- Se Kabutomaru continuar sendo pressionado, vai acabar mal pra ele! Diz Merlin.

Grum abre um sorriso no rosto. Sua clava de pedra está segurando as chamas e ao mesmo tempo, coagindo seu inimigo. Kabutomaru, que até então tinha a vantagem no início, agora está se segurando para não cair e ser atingido por um golpe fatal:

- Morra!!! Grum então empurra a clava com mais força em Kabutomaru, porém, é surpreendido por algo: Kabutomaru começa a arrastar a espada na clava e andar ao mesmo tempo. Ele faz força para que Grum não o esmague no chão e, ao mesmo tempo, começa a se aproximar do Orc.

- Você...?!

Grum não tem a chance de terminar sua frase, pois Kabutomaru arrasta sua língua flamejante até onde as mãos do Orc estão segurando a clava e o calor da espada, junto com sua lâmina afiada, cortam os polegares de Grum.

- Ahhhh!! Grum dá um grito e solta sua clava. Assim que ela cai, Kabutomaru usa uma manobra para empurrar a clava para longe do campo de batalha, impedindo assim, que o Orc a utilize novamente.

- Maldito... Humano!!! Grum se ajoelha, se remexendo de dor em suas mãos. Kabutomaru então aponta a sua espada para o Orc:

- A batalha está decidida, Grum! Renda-se e eu não lhe matarei! Resista e eu não terei misericórdia.

Grum começa a se levantar. Suas mãos estão sangrando, mas ele não parece estar sentindo mais dor. Ele então olha para Kabutomaru:

- Seu maldito...!!! O Orc tenta dar um soco em Kabutomaru, mas o guerreiro desvia do seu ataque e, ao mesmo tempo, corta o braço de Grum. Ele então o atinge no corpo, na direção do coração, com a língua flamejante.

- Eu avisei... Kabutomaru retira a espada do corpo do Orc e desativa as chamas. Grum, que foi mortalmente ferido, dá o seu último suspiro e desaba no chão, sendo derrotado.

- E então? Alguém mais quer me enfrentar? Pergunta Kabutomaru. Os Orcs então começam a bater seus braços no peito, como se estivessem fazendo um ritual. Eles param e um deles grita:

- Nada mal, humano. Você conseguiu derrotar o nosso guerreiro mais forte. Nós admiramos sua coragem e reconhecemos que você e seus amigos eram sim capazes de derrotar um membro de nossa tribo.

- Ah, que bom que ele conseguiu! Diz Merlin.

- Como eu disse antes, era uma questão de honra... Repete Alexander.

- Agora que sabem a minha força, saiam do caminho! Nós iremos passar! Grita Kabutomaru.

- Como desejar... Vamos!!

Os Orcs começam a andar em direção à floresta, sem qualquer sinal de ameaça, desaparecendo entre as árvores. Alexander e Merlin começam a se aproximar do guerreiro. O mago elfo então dá um grito:

- É isso aí! Espero que tenham aprendido a lição! Nós temos o guerreiro mais forte no nosso grupo!

- Parabéns, Kabutomaru. Provou que é mais forte que os Orcs. Diz Alexander.

- Sim, não foi muito difícil. Eu quase fui encurralado, mas consegui dar um jeito de escapar. Agora... Temos outros assuntos para resolver!

Os três então olham para a entrada da caverna, o local é muito escuro para se observar de fora.

- Pois bem... Se atravessarmos essa caverna, estaremos na floresta dos elfos... Diz Alexander.

- Mal posso esperar pra rever meus parentes! Diz Merlin.

- Então vamos! Os três entram na caverna.

***********************

A caverna de Jô é um local muito escuro. Qualquer um sem o devido equipamentos poderia se perder facilmente, o que não é o caso dos nossos aventureiros:

- LUZ!!! Diz Alexander.

- EM CHAMAS!!! Diz Kabutomaru.

- Eu não preciso de luz, já que posso ver no escuro, mas já que vocês ligaram a luz... Diz Merlin.

Os três percebem que o local é feito de um material bem escuro, que cobre grande parte dela. Além disso, há 4 entradas nesta sala, duas para norte, uma pro leste e outra pro oeste:

- Nossa, já chegamos em uma bifurcação. E agora, pra onde nós vamos? Pergunta Merlin.

- Eu não faço ideia... Diz Kabutomaru.

Alexander observa que, em uma das paredes, há algumas palavras escritas. Ele então se aproxima e começa a ler o que está escrito:

- “Desbravar essa caverna, é uma coisa que poucos consegue fazer... E eu sou um desses poucos... T.” Lê em voz alta o paladino.

- Ah é? Quem foi que escreveu isso? Pergunta Merlin.

- Menor ideia... Diz Alexander.

- Pois nós também vamos ser um desses poucos! Vamos nos separar pra fazermos isso de forma mais rápida!

- O quê? De novo? Pergunta Merlin. – Nós nem sabemos que perigos existem neste lugar!

- Tanto faz... Eu vou pela entrada do oeste e a gente se encontra aqui depois! Diz Kabutomaru, enquanto começa a se afastar rumo à escuridão da entrada oeste com sua língua flamejante.

- Francamente, esse cara não tem jeito. Pra onde nós vamos então, Alexander? Pergunta o mago elfo.

- Um momento, Merlin. Estou analisando algo...

- E o que seria?

- No final da frase, tem uma letra “T”. Talvez seja de Timaeus, já que ele foi o único a atravessar esse lugar sem nenhum arranhão.

- Agora que você falou... Deve ser isso mesmo.

- Então, vamos pelo caminho do Leste, depois a gente dá um jeito de encontrar com Kabutomaru. Diz Alexander.

Assim, Merlin e Alexander se separam de Kabutomaru rumo ao leste. Ao entrarem, os dois se deparam com uma sala bem longa, onde existem várias fissuras no chão. Ao final da sala parece haver uma porta bem grande.

- Parece que alguém fez a festa aqui, hein. Diz Merlin.

Alexander se aproxima de uma das fissuras e analisa:

- E pelo visto, essas fissuras foram feitas por uma arma bem afiada. Acho que uma batalha ocorreu nesta sala. Diz o paladino.

Merlin então pega um livro que está em sua mochila: É o livro de Timaeus.

- A Retalhadora! Talvez tenha sido ela que fez essas fissuras no chão, afinal era a arma de Timaeus. Conclui Merlin.

- Então foi isso que aconteceu... Bem, vamos ver o que tem lá no final.

Assim que eles se aproximam da grande porta, eles percebem que ela é feita do mesmo material negro da entrada da caverna.

- Não parece que vai abrir só com força...

- Talvez a gente precise de Kabutomaru aqui! Diz Merlin.

- Ou talvez exista uma chave...

Eles então observam o que parece ser uma pedra negra caída no canto desta porta. Alexander pega a estranha pedra:

- O que será isso?

- Talvez seja outra pedra amaldiçoada como aquela que eu peguei! Diz o mago elfo.

- De qualquer forma, vamos guardá-la. Depois que descobrirmos como atravessar essa porta, a gente volta aqui. Vamos atrás de uma chave!

********************

Kabutomaru está andando por um corredor há 3 minutos. Ele então segue dobrando para a direita e continua, até que o guerreiro chega em uma sala bem aberta. O local possui as mesmas paredes escuras do início da caverna, mas o que chama a atenção são algumas barras de ferro que estão no meio da sala, e que impedem as pessoas de chegarem até o outro lado da mesma sala. Além disso, há um mecanismo de giro do mesmo lado onde Kabutomaru está:

- Humm... Esse mecanismo... Parece estar faltando alguma peça para fazer funcionar. Analisa o guerreiro.

- E quanto a essas barras? Kabutomaru se aproxima do local e vê que, do outro lado das barras, há o que parece ser uma entrada escura e, na direção oposta a essa entrada, há uma porta escura.

- É hora de dobrar essas barras! O guerreiro então guarda sua língua flamejante, fazendo com que a sala volte a ficar escura. Ele segura as barras e começa a fazer força, mas muita força mesmo, porém nada acontece com as barras:

- Que tipo de barras são essas? São muito resistentes!

Kabutomaru é atraído então pelo fraco brilho do que parece ser uma pedra, caída bem próximo as barras. Ele não tinha visto antes, pois a claridade da sua espada impedia isso. O guerreiro então pega a pedra, colocando o braço entre as barras:

- O que será essa pedra? Se questiona Kabutomaru. Ele então decide voltar, buscando encontrar a peça que falta para ativar o mecanismo.

- EM CHAMAS!!!

*********************

Enquanto isso, o paladino e o mago caminham pelos corredores da caverna. Eles voltaram para a entrada, e agora, decidiram pegar um dos caminhos do norte e escolheram o da esquerda. Para a surpresa de ambos, ele leva a uma pequena sala, onde há algumas mobílias quebradas e um baú no canto da parede.

- Fora aquele baú, não parece haver nada de interessante aqui! Diz Merlin.

- Então vamos abri-lo! Alexander se aproxima do baú e o abre, revelando o que parece ser uma alavanca e uma pedra parecida com a que eles carregam, porém é da cor verde:

- Outra pedra... Algo me diz que elas são importantes! Fique com esta, Merlin.

- Vou guardá-la na minha mochila. E essa alavanca?

- Não sei pra que serve...

- É pra usar no mecanismo que eu encontrei!

Uma voz interrompe Alexander, fazendo com que ele e Merlin olhem para trás: É Kabutomaru.

- Você voltou... Nós já íamos atrás de você! Diz o elfo.

- Eu tava procurando por essa alavanca, pra usar na sala que eu acabei de sair. Diz o guerreiro.

- Agora que estamos juntos, então vamos até lá!

********************

De volta até a sala das barras de ferro, os três aventureiros se aproximam do misterioso mecanismo.

- Parece haver um encaixe ali! Veja se há algo parecido nessa alavanca!

Merlin começa a verificar, até que o encontra:

- Achei! E agora?

- Vamos fazer essa alavanca girar! Kabutomaru pega o objeto de Merlin e o coloca no mecanismo. Dessa forma, ao fazer força, a alavanca começa a girar, fazendo com que a porta do outro lado das barras de ferro comece a se abrir:

- Está dando certo! Grita Merlin.

- Agora só falta um lugar para irmos... Diz Alexander.

Kabutomaru gira a alavanca até o limite. A porta agora está totalmente aberta:

- É hora de sairmos desta caverna!

********************

Os aventureiros dão mais uma volta pelos corredores, até que chegam a mesma sala de antes, porém do outro lado das barras. A porta a frente deles leva para uma outra sala. Assim que eles entram, percebem uma pedra caída no chão, com a cor azul:

- Tinha esquecido de dizer: Eu achei uma pedra branca parecida com essa aqui quando eu entrei na outra sala! Vocês sabem pra que que serve? Pergunta Kabutomaru.

- Nós também achamos 2 pedras assim, mas não sabemos o que elas fazem! Responde Merlin.

Alexander pega a pedra azul do chão e diz:

- Chegou a hora de descobrirmos, vejam!

Os aventureiros se deparam com o que parecem ser 4 estátuas no formato de dragões, uma em cada parede desta sala. Elas estão com as mãos estendidas para frente:

- Isso me lembra a fortaleza do Timaeus! Mais um enigma para resolvermos... Diz Kabutomaru.

- Eu já entendi o que devemos fazer! Temos 4 pedras e existem 4 estátuas. Talvez cada uma delas deve ser colocada em cada estátua! Raciocina Merlin.

- Você pode estar certo, Merlin... Mas como vamos saber qual pedra encaixa em qual estátua? Pergunta Alexander.

- Vamos primeiro analisar melhor a sala!

Eles começam a verificar todo o lugar:

- A única coisa que tem de diferente são uns buracos na mão das estátuas. Provavelmente é aqui que devemos colocar as pedras. Agora a ordem...

- Se formos analisar esta sala, a única coisa que me vêm a mente é que cada uma delas está posicionada em uma direção diferente: Norte, sul, leste e oeste. Podemos considerar também que um relógio segue o mesmo princípio: O ponteiro principal sempre começa no norte, onde o dia se inicia, passa por todas as outras direções, seguindo primeiro para a direita e depois pra esquerda, e por último, finaliza o dia no mesmo lugar em que começou. Então se compararmos a ordem das estátuas com os ponteiros de um relógio, devemos começar pela estátua do norte, seguir pela do leste, descer para a do sul e terminar com a do oeste!

Kabutomaru e Merlin olham surpresos para Alexander:

- De onde surgiu tanta inteligência pra criar essa sua teoria? Pergunta o mago elfo.

- Eu estava pensando e aí, aconteceu! Responde Alexander.

- Bom, digamos que você está certo... E quanto as cores das pedras? Não acham que são importantes para resolvermos o enigma também? Pergunta Kabutomaru.

- Aí eu já não sei...

Merlin então lembra de algo:

- Pois eu já tenho uma ideia! Grita o mago elfo, retirando de sua mochila o livro de Timaeus.

- E qual seria?

- Este livro tem muitas coisas sobre dragões! Talvez haja uma pista relacionada as cores deles! Responde Merlin. O elfo começa a ler o livro de forma precisa, buscando algo que possa ajudar. Até que ele encontra algo:

- Achei! Observem esse trecho: “ Timaeus já matou mais de 30 dragões em toda a sua vida, dentre eles: Brancos, Negros, Verdes e Azuis...”. Essas são exatamente as mesmas cores de pedras que nós temos. Eu imagino que as cores ditas aqui foram colocadas em ordem de poder, do mais fraco para o mais forte. Se formos colocar nesta ordem e combinar com a teoria de Alexander, talvez funcione...

- De repente todo mundo aqui ficou mais inteligente do nada! Diz Kabutomaru.

- Só tem uma maneira de descobrir! Alexander reúne as pedras e caminha em direção à estátua do norte:

- Se der problema, a culpa não vai ser minha! Diz o guerreiro, cruzando os braços.

- Eu estou confiando que vai dar certo! Diz o mago elfo, enquanto se esconde atrás de Kabutomaru.

Alexander se aproxima da estátua, respira fundo, e então, coloca a pedra branca no encaixe. De repente, a estátua começa a brilhar com uma luz branca. Parece que deu certo:

- Uhuuu! Deu certo! Comemora Merlin.

- Agora só faltam as outras... Alexander vai colocando as pedras, uma por uma, em cada estátua, que emanam uma escuridão, uma luz verde e outra azul, respectivamente. No fim, deu tudo certo.

- Tenho que parabenizar vocês! Nunca imaginei que isso daria certo. Diz Kabutomaru.

- Você tem que confiar mais na gente, Kabutomaru! Responde Merlin.

- Mas então... Elas só brilharam e nada aconteceu... Ou será que...

Alexander então se apressa e começa a voltar pelo caminho que eles vieram:

- Pra onde você vai, Alexander? Pergunta Kabutomaru.

- Só venham atrás de mim! Grita o paladino, apressado.

- Vamos atrás dele! Kabutomaru e Merlin começam a correr também.

**********************

Alexander voltou até a sala com as fissuras no chão. Ele então observa que aquela porta de antes, agora está aberta, levando a um corredor onde o fim não pode ser visto devido a escuridão. O guerreiro e o mago chegam logo em seguida:

- Então foi por isso que você correu? Parece que conseguimos abrir a porta sem precisar usar a força! Diz Merlin.

- Eu sabia que havia outro jeito de abrir! Diz Alexander.

- Mas pelo visto, a caverna ainda não terminou... Diz Kabutomaru.

- O jeito é continuar seguindo em frente, mas com cuidado!

- Então vamos!

Os três começam a andar pelo corredor. Conforme o tempo passa, eles chegam ao que parece ser o fim da linha: Uma parede negra está impedindo que eles continuem em frente e não parece haver nenhuma outra forma de avançar:

- Este é o fim da linha? Pergunta Merlin.

- Se for, vamos construir outra saída então! Diz Kabutomaru. Ele se aproxima da parede e se prepara usar seus punhos:

- COMBATE SEM ARMAS: PUNHOS FURIOSOS!!!

O guerreiro começa a socar a parede com seus punhos, buscando abrir um buraco e liberar a passagem. Merlin e Alexander estão um pouco afastados esperando seu amigo terminar:

- Você acha que ele consegue? Pergunta Merlin.

- Talvez sim... Diz Alexander, meio pensativo.

- O que houve, Alexander? Pergunta o mago elfo. – Você parece estar incomodado com algo...

- Você não acha estranho esta caverna não ter nenhuma criatura para protegê-la? Eu imaginei que haveria um monstro naquela sala das estátuas, mas mesmo assim, nada apareceu... Diz o paladino.

- Talvez Timaeus tenha derrotado todos os monstros desta caverna e aí, não sobrou ninguém pra contar a história! Diz Merlin.

- É, talvez seja por isso... Acho que estou tão acostumado a enfrentar criaturas em cavernas assim, que imaginei que algo assim fosse acontecer...

Kabutomaru para de socar a parede. Seus punhos não foram capazes de quebrá-la. Ele então se vira para seus amigos:

- Parece que não deu certo! Essa caverna tem as paredes muito resistentes!

Assim que Merlin e Alexander olham para Kabutomaru, eles percebem que a parede que ele estava batendo sumiu:

- Você não estava batendo em uma parede? Pergunta Merlin.

- Eu bati, mas ela não quebrou! Diz Kabutomaru.

- Então onde ela foi parar? Pergunta Alexander.

Kabutomaru se vira para onde a parede estava, e percebe que ela sumiu:

- O quê? Mas ela estava aqui há 10 segundos...

Kabutomaru mal termina de falar e é surpreendido por um golpe que vem da sua direita: uma coisa grande e pesada lhe prende contra a parede:

- Kabutomaru!!! Grita Merlin!

- Mas o quê foi isso? Eu não consegui ver e nem sentir nada! Grita Alexander.

Kabutomaru é agarrado por alguma coisa, mas ninguém consegue ver o que é:

- Essa coisa... Eu não senti o seu ataque vindo... Diz Kabutomaru, que foi ferido pela força do golpe e agora está sendo agarrado por uma pata com garras bem afiadas. Neste momento, dois olhos vermelhos surgem na escuridão, observando o guerreiro ferido...

CONTINUA... 


Notas Finais


Parece que os aventureiros encontraram um monstro diferente dos outros... Como será que eles vão lidar com esse novo inimigo?
Próximo capítulo - 24/03 TER


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