História Te Amar Mais Uma Vez - Capítulo 53


Escrita por: ~

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Categorias A Seleção
Personagens Eadlyn Schreave, Kile Woodwork
Tags A Coroa, A Herdeira, Eadlyn, Eadlyn Schreave, Keadlyn, Kile, Kile Woodwork, Romance
Visualizações 416
Palavras 2.174
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oii queridos leitores!!!

Eu ando com a cabeça na lua ultimamente, completamente distraída. No último capítulo esqueci de comentar que o Kile estava fazendo exatamente o que a Eady disse que queria. No capítulo 51 durante a conversa deles, Eadlyn disse que queria o Kile todos os dias, para contar como foi a sua rotina e saber sobre a dele. Ele realizou esse desejo dela, mesmo distantes. Espero que se havia alguém confuso, tenha entendido melhor agora.

💜Boa Leitura💜
💚Desculpa qualquer erro💚

Capítulo 53 - Destruiria o mundo por ela!


Fanfic / Fanfiction Te Amar Mais Uma Vez - Capítulo 53 - Destruiria o mundo por ela!

— Kile, você anda um pouco bipolar — Bia comenta, observando-me atentamente sentada no sofá da minha sala. — Ontem você estava na maior deprê, e hoje cheio de sorrisos.

— Isso não significa que sou bipolar — aviso e logo depois bocejo levando a mão à boca, e apertando meus olhos, torcendo para que assim eles parassem de ficar pesados.

— Dormiu mal?

— Sim.

— Isso foi causado por uma garota?

— Talvez — respondo sorrindo de lado, sem desviar os olhos do documento que analisava.

— Ai meu Deus! — exclama sorrindo. — Me diga por favor que esse bom-humor não foi causado pela espanhola chatinha.

— Não, não foi. Mas falando nisso hoje à noite tenho um jantar com ela.

— Jantar? Onde?

— Na casa dela, Alice vai embora daqui uns dias, então jantaremos depois do serviço hoje no apartamento que ela está hospedada.

— Vocês dois? Sozinhos? Sério?

— O que tem de mais?

— Ah claro, certamente o prato principal será uma massa, que sem dúvidas será acompanhada por um ótimo vinho italiano. Depois de uma garrafa, ela insistirá para abrirem mais uma e depois outra e outra — narra gesticulando com a mão. — Ela não beberá muito, quase nada, mas você sim, beberá demais. Ai depois, por conta da bebida, vocês acabarão parando em uma cama totalmente nus e por acaso, por pura coincidência e descuido, ela não lembrará da camisinha e muito menos você, pois o vinho tratará disso, e puff. Não precisa aplaudir, todo esse texto está disponível na internet com o título de como aplicar o golpe do baú barra como prender um homem — Diz totalmente irônica.

— É um jantar de amigos, Bia. Como outros que já tivemos. E se você quer saber, ela ao contrário de você, me incentiva a esperar a Eady.

— Ela fala isso em inglês ou espanhol? — ironiza. — Mentirosa e manipuladora! Você não enxerga a cara de sonsa dela?

— Por que você é contra qualquer outra amizade que eu tenha? Você é minha melhor amiga, mas isso não significa que não posso ter nenhuma outra amiga além de você — esclareço.

— O que você está insinuando?

— Que você não aceita que eu ou outro amigo seu lhe troque por outro. É assim com a Eady, é assim com a Gabi e é assim comigo também.

— Você mal a conheceu e já está brigando comigo? Por causa dela, Kile? Viu, eu tenho razão. Ela te manipulou. Você nunca brigou comigo nem por conta da Eady, mas por essa garota na primeira oportunidade falou besteira para mim — joga na minha cara e sai batendo a porta.

Suspiro pesadamente, odiava ter que brigar com a Bia.

Minha cabeça estava vagante. Pensava em Bia, e em quando ela me desculparia. Com ela era assim, desculpas não adiantavam, ela que tinha que decidir quando voltaria a falar com você. Também pensava em Eady, e no quanto estava ansioso para falar com ela amanhã pela manhã. Meus pensamentos são interrompidos ao ouvir alguém pigarrear. Instintivamente ergo os olhos, e me espanto ao me deparar com America. Há tempos não a via.

— Kile — cumprimenta, abrindo um sorriso.

— Oi — respondo sem jeito, observando a ruiva elegante a minha frente, com uma calça preta justa que se abria na boca, uma camisa branca e uma bolsa preta pendurada elegantemente em seu braço, os cabelos presos em um coque e os óculos escuros deixava claro que a ruiva era dona de uma das maiores empresas de moda de Angeles.

— Não vai me convidar para sentar, querido? — pergunta erguendo os óculos.

— C-claro... — gaguejo.

— Quanto tempo, não é mesmo, Kile? — pergunta se sentando na cadeira a minha frente. — Sem rodeios, okay? — concordo. — Você brigou com a Eady, não com a família dela. Sabia que há mais de um ano lhe convido para o almoço de domingo lá em casa e você nunca aparece?

— Eady e eu não estamos mais juntos, não parece certo eu ir à casa dela, interagir com sua família.

— Antes de qualquer coisa, você sempre foi filho da minha melhor amiga, sobrinho meu e de Maxon. Só porque vocês não namoram mais, não significa que deixamos de te amar, e considera-lo da família.

— Desculpa.

— Só irei lhe desculpar quando você for almoçar lá em casa — avisa. — Trouxe alguém para você conhecer.

America se levanta e vai até a porta, ela abre a mesma e depois volta com uma bebê com os cabelos loiros avermelhados no colo.

— Kile, essa é Louisa. Lou, esse é o Kile — apresenta.

Eu estava estático, encarando a bebê sem reação. Não precisei de muito tempo para saber que era a filha de Ahren, os olhos castanhos eram os mesmos.

— Quer segurar? — questiona.

Eu afirmo levemente, ela me ajuda, colocando a menininha de mais um ano no meu colo. Apesar de ela já não ser tão nova, tinha medo de machucá-la, segurava da forma mais delicada que conseguia.

Encaro ela e sorri, a garotinha olha para mim e gargalha. Arregalo os olhos assustado, mas ao perceber que ela ria, começo a gargalhar igual a ela. Sua risada era idêntica a de Eady, contagiante.

— Parece que vocês se deram bem — constata, nos observando.

— Acho que sim, né, Lou? — pergunto encarando a menininha sapeca, que ri ainda mais quando ergo as sobrancelhas. — Ela já fala?

— Você terá um tempinho para descobrir isso... vou comprar um café, já volto — e quando dou por mim, America havia saído tão depressa da sala que não pude nem dizer algo.

— Ai meu Deus — exclamo olhando Louisa. — E agora, Lou? — ela apenas olha para a minha cara e gargalha. Uma risada infantil alta e divertida. — Ei, você está rindo da minha cara! — acuso me levantando com ela no colo, vou até o tapete que havia na minha sala e me sento nele, e ponho Lou sentada ali ao meu lado.

Ela estranha um pouco, suas sobrancelhas se franzem e ela olha ao redor, parecia assustada. Porém ao olhar para a minha cara volta a gargalhar.

— Ei mocinha, sou mais velho que você, sabia? Você não pode rir da cara dos mais velhos — brinco. Ela para de rir, mas dura por poucos instantes, pois volta a rir. — Claro, você faz o que quiser, afinal é uma Schreave. Sua tia Eady iria te adorar.

— Dy — a bebê diz, o que me faz sorrir.

— Titia Eady — repito.

A cada vez que repetia, mais perto de falar certo Lou ficava.

— Muito bem! — elogio.

Não consigo me segurar e pego o celular no meu bolso, abro a câmera frontal. Louisa estava em meu colo, olhava sua própria imagem gargalhando, quer dizer, olhava a minha imagem no celular gargalhando. A garotinha não cansava de rir de mim.

— Fala oi para a titia Eady — pelo.

— Ti...

—Tia Eady — repito mais uma vez.

— Ti-tia Eady — diz, e quando termina gargalha olhando meu reflexo na tela do celular.

— Dá tchau para a titia Eady — peço. Ela parece saber o que era tchau, pois ergueu a mãozinha direita e a mexeu.

— Céus, você é esperta demais — conto orgulhoso, terminando o vídeo. — Hum... você gosta daquelas musiquinhas chatas de criança? — pergunto procurando na internet algum desenho musical.

Quando o som ecoa pela sala, Lou sorri e começa a bater palmas, parecia conhecer a música.

— Ah, essa é muito boa. Ouvia ela quando criança, sabia? — pergunto. Começo a cantarolar a música, enquanto Lou segurava o meu polegar e mexia com a mão.

Estava tão distraído que só percebi segundos depois que America havia chegado, e observava eu e a Lou sorrindo.

— Parece que alguém leva jeito com crianças — brinca com dois copos de café na mão.

— É, um pouco — concordo me erguendo do chão, com Lou em um braço. — Ou talvez essa garotinha que seja linda e esperta demais, e não deu nem um pouquinho de trabalho.

— Ela gostou de você — afirma observando a Lou olhar para mim e gargalhar.

— Ela tá fazendo isso desde que chegou, não para de rir da minha cara — conto sorrindo.

— Obrigada por cuidar dela — agradece pegando a menininha do meu colo e me entregando o café. — Camille veio nos visitar recentemente, está aqui há alguns meses, achei que você adoraria conhecer a Lou.

— Ela é incrível, America — conto sorrindo para Lou, que brincava com o brinco da avó. — Me lembra a Eady.

— Também me lembra, a personalidade delas são parecidas e a...

— Risada — completo. — É idêntica.

— Exatamente — concorda. — Agora temos que ir, dá tchau, querida — Lou ergue a mão e me dá tchau, o que faz eu me derreter.

— Adorei te conhecer, Lou. Até logo! — ela olha para mim e gargalha uma última vez, antes de America se despedir de mim e ir embora.

—∞—

Exatamente nove em ponto Alice e eu saímos da sede da Woodwork. Ela estava animada, não parava de contar sobre seus novos projetos. Estava bonita também, usando uma saia estampada, uma blusa de alças e o cabelo soltos sobre seus ombros. Ela parece perceber que eu a observava enquanto caminhávamos a pé até o apartamento dela que ficava próximo a empresa, pois também me analisa. Seu olhar nem ao menos tenta ser discreto, passeando demoradamente pelo meu corpo.

— Ehhh — gaguejo. — O que iremos comer? — pergunto enquanto aguardávamos o elevador parar no sétimo andar.

— Ravióli, gosta?

— Claro — respondo, engolindo em seco.

Assim que entramos no pequeno apartamento de Alice, que havia os cômodos divididos confortavelmente em um quarto, banheiro, cozinha e sala, pude sentir o cheiro de molho de tomate pairando no ar.

— Vai abrindo o vinho, enquanto tiro a preparação do forno — pede colocando o vinho italiano na minha mão.

Alice vai até a cozinha, fico estático, encarando a garrafa. A ideia de sair dali rapidamente estava em minha cabeça, porém tentava me convencer que era apenas uma coincidência maluca o cardápio ser exatamente igual a que Bia havia dito.

— Está com um cheiro maravilhoso — comento quando ela serve meu prato.

— Obrigada — agradece abrindo um sorriso, sentada na cadeira a minha frente.

Durante todo jantar Alice falou sobre arquitetura, as opiniões dela eram iguais à da maioria das pessoas que eu conhecia. Seus arquitetos preferidos clichês e previsíveis, tudo nela era previsível, desde a forma que ela via o mundo até seus gestos.

— O que acha de mais vinho? — sugere, já se levantando da sua cadeira.

Não consigo deixar de estreitar os olhos.

— Ah não vai dar, sinto muito, Alice, amanhã será um longo dia de trabalho. Não vai dar, desculpe — minto me levantando o mais rápido possível da mesa. — Foi um ótimo jantar, mas preciso ir.

Estava indo em direção à porta quando a sinto me segurar pela mão. Meus olhos se encontram ao dela, seus olhos como de um gato pidão. Não consigo evitar que as palavras de Bia invadam minha cabeça: mentirosa e manipuladora. Será que Alice era realmente aquilo? Ela havia mentido já, não seria difícil mentir novamente.

Meus pensamentos são afastados quando a vejo aproximar o rosto ao meu. Instintivamente dou alguns passos para trás.

— Kile? — chama franzindo as sobrancelhas.

— Por que você está fazendo isso? Você sabe que amo a Eady, e estou esperando por ela.

— Ela te deu um pé na bunda.

— Isso não é da sua conta — rebato.

— Ela é a maior vadia, Kile. Até Bia acha isso.

— Não, desculpe contar, mas a Bia acha você uma vadia manipuladora e mentirosa.

— Vai negar que a Eadlyn não presta?

— Imagina então se prestasse — ironizo não conseguindo controlar um riso irônico. — Se sendo uma vadia ela já consegue te causar tanta inveja, não consigo imaginar o que ela causaria em você se prestasse.

— Não estou com inveja dela, me poupe. Sou inteligente, uma arquiteta genial...

— Genial, mas com ideias meio... ultrapassadas. Você sabe fazer o que está nos livros, mas renovar não.

— Você está destruindo nossa amizade por conta da Eadlyn?

— Destruiria o mundo por ela — esclareço.

— Você é trouxa, muito trouxa.

— Hum... — finjo pensar. — É, sou, completamente trouxa por Eadlyn Schreave, unicamente e loucamente trouxa por ela. Porque eu a amo.

— Você poderia ser mais feliz comigo! — seu rosto vermelho por conta da raiva transmitia indignação e ódio.

— Não sei... Como posso dizer de uma forma legal que você me deixa entediado?

Ouço o vento ser cortado pela mão de Alice, sua palma voava em direção ao meu rosto.


Notas Finais


Só eu achei que o Kile pegou um pouquinho pesado com a Alice? Odeio a sonsa, mas ninguém suporta Kile Woodwork se fazendo de cínico. É insuportável e irritante demais. Mas até que foi bom, deixou claro que ele não é ingênuo e percebeu como ela o manipula, e tudo graças a Bia. E em falar dela, to amando ver vocês completamente confusos em relação a ela, uma relação de puro amor e ódio.

💞"Sempre que der
Mande um sinal de vida de onde estiver dessa vez
Qualquer coisa que faça eu pensar que você está bem
Ou deitada nos braços de um outro qualquer
Que é melhor
Do que sofrer
De saudade de mim como eu to de você, pode crer
Que essa dor eu não quero pra ninguém no mundo
Imagina só pra você

Quero é te ver
Dando volta no mundo indo atrás de você, sabe o quê
E rezando pra um dia você se encontrar e perceber
Que o que falta em você sou eu" — Pra você dar o nome - 5 a seco💞


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