História Te amarei até o fim - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Drama, Guerra, Romance, Tragedia, Yuri
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Palavras 1.261
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Me animei pra voltar a postar <3

Capítulo 3 - Reencontro


O sol já estava começando a nascer e eu fui abrindo os olhos lentamente, olhei para o lado e senti um aperto no coração ao ver que Luna não estava ao meu lado, mas sabia que não era o momento certo para me colocar pra baixo. Levantei e olhei pela janela, todos já pareciam estar prontos, então fui em direção as escadas do palácio e fui até onde o povo estava.

Assim que desci e cheguei aonde todos estavam eu comecei a andar procurando pelos meus guardas.

- Majestade, vamos partir agora? 

- Eu quero lutar, não irei desistir.

Várias pessoas me chamavam enquanto eu passava por elas, mas minha cabeça já estava com muitas coisas para se pensar, então mal prestei atenção no que diziam. Ao ver meus guardas eu fui em direção a eles.

- Bom dia Majestade, está tudo pronto! A duração da viagem é de mais ou menos de 9 horas, estamos com umas 600 pessoas para levar e não temos cavalos para todos. - Disse o guarda.

- Entendi, coloque os mais feridos nos cavalos e o resto terão que andar. - Eu disse para o guarda.

- A senhora não vai de cavalo? - Uma criança que estava escutando a conversa me cutucou perguntando.

- Não, eu irei emprestar o meu a vocês. - Sorri e baguncei o seu cabelo.

Logo, anunciei para todos se arrumarem dentro de 10 minutos, a jornada era longa e não poderíamos esperar muito. Várias pessoas haviam morrido durante a noite, seus corpos já estavam cobertos e foi assim que abandonamos a vila que já estava destruída, não havia mais ninguém lá, apenas as almas de todos que batalharam até o fim. Ao ir embora todos olhavam para trás com um olhar triste, alguns choravam muito, outros tentavam ser positivos, eles não eram diferentes de mim, a diferença era que eu não podia mostrar minha fraqueza, afinal, como uma guerreira fraca conseguiria proteger todos?

Durante o caminho ficava cada vez mais quente e muitas pessoas reclamavam, o tempo passava, mas o mais importante era que chegávamos mais perto da vila.

- Estão cansados? - Perguntei.

- Muito majestade. - Um menino disse.

- Vamos parar um pouco para descansar, abram as caixas com comidas e água. Aproveitem.

Enquanto todos estavam comendo eu sentei em um canto, não estava com fome nem com sede, fiquei pensando no que eu faria, Luna não vai aguentar se eu demorar e se eu não voltar a tempo, nosso povo irá morrer também. Vários pensamentos ruins passavam pela minha cabeça, era uma situação difícil de lidar.

- Majestade, você parece preocupada, o que foi? - Um guarda chegou perto de mim e perguntou.

- Hum, nada, apenas estou... Não, não é nada. - Eu respirei fundo e me levantei.

Fui em direção ao povo e encostei ao lado dos cavalos, eu olhava para todos, os adultos distraídos e as crianças comendo felizes sem saber o que estava por vir, acabei lembrando de minha infância, quando eu era uma pessoa como eles, quando eu era uma criança inocente assim como elas. Um sorriso havia saído do meu rosto, mas não era um sorriso de tristeza, era um sorriso de esperança, sabendo que não poderia esperar mais, eu logo disse:

Não temos mais tempo para descansar. - Falei alto.

Todos levantaram desanimados e continuamos andando, o problema era que, quanto mais andávamos mais ficava calor e mais as pessoas morriam no caminho. Eu não podia fazer nada e começaram a me ver como uma pessoa que só estava preocupada consigo mesma, eu também estava muito cansada e com fome mas continuei seguindo em frente sem demonstrar. Depois de mais umas horas andando, nós estávamos bem perto.

Um garoto começou a me chamar desesperadamente, fazendo com que todo mundo parasse e desse passagem para ele passar.

- O que está acontecendo?. - Eu virei para trás.

- Minha mãe, ela não consegue falar e não consegue mais andar, me ajude. - O menino chorava.

Eu olhei para os guardas, sinalizando para que eles dessem uma olhada na mãe do garoto e enquanto eles examinavam, eu e o povo esperávamos pacientes. Logo, os guardas vieram perto de mim e cochicharam que não daria para fazer nada a respeito. Olhei para o lado e respirei fundo, sem saber como diria para o menino.

- Ei... Sinto muito dizer isso... Não podemos fazer nada, o estado dela já está bem ruim. - Olhei bem triste para o menino e agachei para falar com ele.

- Podemos salvar sim, estamos quase lá, é so alguém carregar ela, não deixe ela aqui. - O menino apontava para a sua mãe e chorava mais ainda.

Com um aperto no coração, eu sabia que não poderíamos parar de caminhar agora e voltei a posição normal.

- Vão andando pessoal, não parem. - Eu gritei para que todos ouvissem e me virei para me desculpar com o menino.

- Você não quer ajudar porque você não conhece ela, sua idiota, você nem guerreira é, por que estamos te obedecendo? - O menino falou bem alto com lágrimas nos olhos.

Eu estava sem paciência, tantos problemas na minha vida e esse menino piorando a situação. Olhei para os guardas avisando para que eles tentassem acalmar ele e virei de costas seguindo o caminho.

- Você irá perder a pessoa mais importante para você e ninguém irá te ajudar nem ficar ao seu lado. - O menino disse.

- Cala a boca. - O guarda disse olhando para ele.

Ao escutar as palavras do menino eu parei de andar, olhei para o chão, minha cabeça doía e as palavras se repetiam na minha cabeça, fazendo com que eu me sentisse tonta.

- Eu... Vou perder... - Meu peito doía e minha visão estava embaçada ficando cada vez mais impossível de enxergar.

Eu me virei pra trás e uma luz veio em minha direção, fechei os olhos e abri novamente, Luna e eu estávamos deitadas em uma cama e ela estava me abraçando bem forte.

- Luna, você está bem? - Olhei em seus olhos e passei a mão pelo rosto dela.

- Eu estou bem porque estou com você. - Disse Luna.

- Estou tão feliz que você está bem. - Fui me aproximando de Luna e a beijei.

- Eu te amo. - Luna disse.

Eu sorri e então ela começou a se afastar de mim e ficava cada vez mais longe, eu me levantei e corri, lagrimas escorriam e eu gritava pelo seu nome, então novamente uma luz apareceu e eu acordei.

Tudo estava embaçado e eu estava com uma forte dor de cabeça, fui abrindo meus olhos lentamente.

- Moça, você está bem? - Uma menininha perguntou. 

- Onde está Luna? - Perguntei com uma voz bem calma.

Olhei para o lugar, tentando descobrir onde eu estava, parecia uma casa bem rica, as paredes eram desenhadas, a cama tinha um pano dourado lindo e na janela eu via árvores bem verdes.

- Moça, enquanto você estava dormindo você gritava pelo nome Luna, ela é uma pessoa importante para você não é?

- É sim... Muito... - Olhei para a janela.

- O que aconteceu com ela? - A menininha segurou a minha mão.

Eu estava prestes a responder a pergunta, mas logo a porta abriu e uma elegante mulher apareceu.

- Já faz bastante tempo ein- A mulher sorriu.

Eu olhei para ela e memórias passaram pela minha cabeça, nunca achei que reencontraria com ela novamente, mas lá estava ela diante de mim, a Jeanne!



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