História Te amarei para sempre - Capítulo 11


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Levi Ackerman "Rivaille", Mikasa Ackerman
Tags Attack On Titan, Época, Levi, Levimika, Mikasa, Rivamika, Romance, Romance De Época, Shingeki No Kyojin
Visualizações 37
Palavras 3.661
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Literatura Feminina, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meus leitores,

Tudo bem com vocês? Espero que sim!

Demorei um pouquinho para atualizar. Me desculpem! E o capitulo esta grande também.

Esta estória também vai demorar um pouco mais para atualizar. Não me matem! rsrrs.

No mais espero que gostem, se divirtam ou se emocionem e tenham uma boa experiência de leitura.

Capítulo 11 - Unidos por Vidas Passadas


Mikasa acordou na manhã seguinte. Sua mãe parecia exausta pelos dias que passou no hospital e as noites de terror enquanto ela tinha sofria seus pesadelos. Preparou seu café, arrumou e foi para a faculdade.

Erwin ficou surpreso ao vê-la, mas não disse nada no momento.

- Olha como o sensei olha para você. – Provocou Ymir.

- Ele é apenas, meu professor. – Respondeu seca.

- Esqueço que seus pensamentos estão com o doutorzinho. –Ymir Ironizou.

História ficou indignada.

- Já perguntou como a Mikasa está? – Questiona.

- Eu estou bem. – Respondeu. Voltou a prestar atenção em Erwin que continuou a explicar.

Ymir sorriu.

- O vampirinho moreno que se cuide. O loiro é bem mais interessante. – Riu.

Mikasa balançou a cabeça chocada. História sorriu.

- Como foi a primeira noite fora do hospital?

- Sem sonhos e sem pesadelos. Dormi na mesma cama que a minha mãe.

- Você já sabe a cura para o seu problema. – Disse Ymir. – Companhia, uma boa noite de sexo que eu sei que você não tem e muito beijo. Senta nele. -Sugeriu. -Tenho certeza que quando sair de cima vai ser uma mulher renovada.

Mikasa suspirou chocada. Historia começou a rir e os colega em volta ficaram surpresos.

-Ymir! – Disse Historia. –Você está passando dos limites!

-Vai lá Mika! Diz que estou certa. – Pediu manhosa.

- Ele não é a cura. Ele é a razão do problema. – Respondeu triste e sem se importar com os conselhos maliciosos da amiga.

Ymir e História trocaram olhares. Mikasa percebeu que havia dito coisas sem sentido. Mas pelo ao menos elas serviriam para manter Ymir calada.

- Vamos prestar atenção na aula. – Pediu História.

As duas fizerem silêncio e Mikasa agradeceu silenciosamente. Erwin se aproximou apenas no intervalo.

- Ei, Mikasa. Como tem passado? –Perguntou.

- Maus momentos professor. Mas nada que eu não consiga superar.

Ele assentiu, ela colocou a mão no pescoço chamando a atenção de seu professor.

- O que foi mestre? – Ela perguntou.

- Apenas por curiosidade, você nunca quis saber a origem desta joia?

Mikasa sorriu.

- Gostaria sim. – Respondeu.

- Meu amigo possui uma semelhante. Digamos que a sua se encaixa perfeitamente na joia dele.

“ Como dois...”

Ela ficou surpresa.

- Que amigo?

- Levi, seu psiquiatra. Ele tem tanto apreço por esta relíquia que mal nos deixa tocar.

Mikasa passou a mão no cabelo.

- Quer estudar o meu amuleto? Eu gosto dela, mas gostaria sim de saber mais sobre seu passado. Sua origem.

Erwin sorriu.

- Se algum dia estivermos com Levi poderemos falar sobre isso, caso não o aborreça.

Mikasa sentiu.

- Obrigada, professor.

Erwin assentiu e se afastou. No intervalo, Mikasa ligou para a senhora Ackerman.

- Como está sendo o primeiro dia de aula? – Perguntou a mãe.

- Bom. As pessoas me olham com surpresa.

- Normal. Que horas é a consulta com Doutor Ackerman?

Mikasa pensou um pouco.

- Vou ligar para ele. Não me disse nada. - Respondeu.

Desligou e suspirou. Ligava ou não? Decidiu ligar.

 

*

Levi estava no refeitório. Seu próximo paciente seria dali a duas horas. Olhou o número desconhecido e aguardou.

- Doutor Ackerman?

Reconheceu a voz de sua paciente.

- Mikasa? – Ele perguntou surpreso.

Ela sorriu.

- Sim, sou eu. – Se apresentou animada.

Ele ficou preocupado embora a voz dela demonstrasse alegria.

- Está com algum problema? Aconteceu alguma coisa?

Ela sorriu ao notar que ele estava preocupado.

- Não. Apenas gostaria de saber o horário da minha consulta.

Levi passou a mão nos cabelos e no rosto para aliviar a tensão idiota.

- As dezesseis. – Disse. – Quer desmarcar... – Foi interrompido.

- Não. É que eu não lembro de termos agendado. Apenas ouviu dizer que teríamos consulta hoje.

Levi sorriu.

- O que vai fazer no seu horário de almoço? – Perguntou.

- Nada. – Respondeu.

Ele pensou um pouco.

- Que almoçar comigo?

Mikasa quase caiu do banco.

- Como assim doutor?

Levi ficou sem resposta. Mikasa sentia o coração palpitar e a mente louca para aceitar o convite. Olhou a joia em seu pescoço.

- Pensando bem, vou aceitar seu convite. – Disse por fim.

Ele sorriu.

- Das últimas vezes que recusou um convite algo bom não aconteceu.

- Verdade. – Ela disse. – Não posso recusar nem afastar você.

“ Por que eu te amo. “

Balançou a cabeça.

- Que loucura. – Ela disse.

- O que disse?

- Nos vemos em...- Ela olhou as horas no celular.

- Te ligo no final da aula. – Levi avisou.

- Tudo bem. Estarei no portão principal. –Ela concordou.

- Me aguarde, Mikasa. – Ele disse em tom de voz baixo.

Mikasa desligou a ligação e soltou um grito de felicidade. Estava andando nas nuvens. Mandou mensagem para a mãe e passou o restante da aula sonhando acordada com o médico.

*

Levi parou o veículo que causou o incidente em frente a faculdade. Abaixou o vidro e ela pacientemente olhou o rosto de seu motorista.

- Olá, doutor. – Cumprimentou animada.

Ela entrou e olhou o homem de óculos escuros a sua frente.

- Tem preferência por algum estabelecimento? – Ele perguntou.

Ela sorriu.

- Não tenho.

Levi conduziu por alguns minutos e parou no seu preferido. Ele entrou no estabelecimento e foi seguido por ela.

- Não é luxuoso demais? – Perguntou.

Ele a fitou.

- Não se preocupe. É a minha convidada.- Disse com um certo charme.

Ela parou.

- Não acho certo. – Disse vendo o requinte.

Ele segurou sua mão.

- Mikasa, está tudo bem. – A confortou.

Ela balançou a cabeça e entraram.  Fizeram os pedidos e aguardaram. Levi a fitava com curiosidade. Ela arrumou o cabelo para tentar se desvencilhar dos olhares dele e passou a mão na jóia.

- Erwin me disse que temos joias semelhantes.

Levi retirou a dele do bolso e a colocou sobre a mesa. Fascinada olhou rapidamente para o médico e voltou sua atenção para o objeto que pegou, retirou a sua do pescoço e as uniu.

- Que lindo! -Olhou para ele. – Incrível!

Levi desviou a atenção.

 - Como foi sua noite de sono? – Ele perguntou notando a admiração dela pelo objeto.

- Perfeita. – Disse colocando a dela dentro da dele e ativando. – Se encaixam perfeitamente como duas pessoas que se amam e estão destinadas a ficarem juntas. – Ela percebeu o que disse e colocou a mão na boca.

- O que foi? – Ele perguntou.

Ela abriu os lábios.

- Estamos destinados a ficarmos juntos?  - Questionou Mikasa.

Ele suspirou e cruzou os braços numa posição relaxada.

- Eu não sei. – Respondeu. – Pode ser apenas uma coincidência.

Ela olhou para a joia.

- Estas peças não dizem que são coincidências. Estamos aqui, agora por algum motivo. – Ela disse.

Ele se aproximou.

- Diga-me o motivo. – Ele pediu.

Mikasa olhou para ele. Tentou trazer a mente algum fragmento e não conseguiu. Poderia ser apenas uma atração boba por um quase desconhecido. O garçom se aproximou com o pedido quebrando o clima e fazendo com ela devolvesse a joia. Levi segurou a mão dela com carinho e a levou aos lábios. O contato fez com que ela se lembrasse do beijo na praia e sua morte em seguida.

- Aí! – Disse levando a mão a cabeça.

- Está tudo bem. – Disse Levi suave.

Ele a trouxe para mais perto de si, fazendo com que tocasse o corpo dele, sentisse seu perfume e sua pele arrepiasse com o som de sua respiração meticulosamente controlada.

- O que este acontecendo? – Ela perguntou olhando nos olhos dele.

Levi a soltou imediatamente.

- Se sente mais calma? – Perguntou.

Ela assentiu. Os dois iniciaram a refeição atentos um ao outro.

- Erwin me disse que pode analisar as jóias e suas escritas antigas

Ele a fitou.

- Que ótimo. Quando? – Perguntou.

Ela sorriu.

- Posso marcar com ele um horário se preferir. – Sugeriu.

Ele sorriu.

- Estou ansioso. – Disse.

Os dois ficaram em silêncio. Fizeram o restante da refeição atentos aos celulares e ao local. Mal trocaram palavras.

- Tenho que retornar. – Levi disse. - Vejo você em meu consultório as dezesseis.

Mikasa assentiu. Desperdiçou o momento mais íntimo entre eles. Levi pagou a conta e deixaram o local. Eles se despediram com um aceno tímido e ele retornou para o trabalho.

 

*

Mikasa se sentou na praça. Depois de checar o celular e pensar um pouco decidiu ir à biblioteca da faculdade pesquise por algo para ocupar a mente. Quando se deu por conta estava atrasada.

- Merda!

Tentou ligar para Levi e ele não atendia. Começou a se desesperar e mesmo assim foi ao hospital. Já eram quase dezoito.  Ao chegar a recepção, informou que tinha uma consulta.

A recepcionista olhou para ela com certo desdém.

- Doutor Ackerman não pode atende-la. Já passou do horário. Desculpe.

Mikasa decidiu ir para casa. Sua mãe a mataria por ter perdido a consulta. Ao passar pela faixa onde foi atropelada, ouviu uma voz conhecida.

- Está atrasada. – Ele disse.

Mikasa sorriu ao vê-lo encostado no muro de braços cruzados com a franja quase cobrindo os olhos.

- Desculpe. Estava lendo um livro sobre vidas passadas e acabei perdendo o horário. – Justificou.

Ele sorriu e se aproximou a deixando tensa.

- Está interessada em vidas passadas?  - Perguntou curioso.

Mikasa abaixou o olhar.

- Sim. – Respondeu.

Ele sorriu.

- Estava indo para casa. Posso fazer uma consulta particular. – Sugeriu. – Em minha residência.

Mikasa abriu os lábios.

- Ah... – Disse indecisa.

Gostava dele. Ele estava fazendo apenas para ajudá-la. Ficou pensando se deveria recusar o aceitar ou não o convite. Levi sorriu ao perceber a indecisão dela e olhou para o lado.

- Como seu médico. – Ele completou.

Ela assentiu e colocou a mão nos bolsos traseiros.

- Doutor, eu... – Iniciou sendo interrompida por ele.

- Podemos falar sobre os sonhos ou pesadelos. Falar sobre nossas vidas passadas. – Ele sugeriu. – Um pouco sobre o tratamento ou apenas conversar sem compromisso, tomar chá.

A estudante olhou para ele e o interrompeu.

- Nossas vidas passadas? – Questionou surpresa.

Ele a fitou a deixando ainda mais tensa. O sorriso quase imperceptível dele estava lhe causando nervosismo.

- Não tem curiosidade? – Perguntou.

- Muita. – Respondeu.

- Então vamos? – Ela fitou os olhos azuis.

Mikasa assentiu e os dois foram para o estacionamento.  Caminharam em silêncio até o veículo dele e fizeram o trajeto também em silêncio. Ela não conseguia não deixar de observar o médico e ocultar o fascínio que sentia pela figura presente em seus sonhos.

- Acha que ela fez alguma loucura? – Mikasa perguntou.

Ele a olhou rápido e voltou a prestar atenção no trânsito.

- Gostaria de saber. – Respondeu.

Ela olhou para a rua e depois para ele 

- Erwin me disse que gostaria de ver as duas peças juntas e desvendar as línguas antigas. Ele também me disse que sempre se irrita quando fala dela.

Levi olhou para baixo e novamente para ela

- Meus amigos são uns fofoqueiros. – Comentou sério.

Ela riu com a seriedade dele. A mão do rapaz estava sobre o câmbio. Não resistiu e a tocou. Ele a fitou rápido e voltou sua atenção ao trânsito. O simples toque dela em sua pele o deixou tenso. Seria mesmo uma boa ideia leva-la a sua casa?

Mikasa percebeu o clima estranho e retirou a mão. Ouviu seu celular tocar.

- Minha mãe. – Disse para o médico.

Levi assentiu.

- Oi mãe. – Ela cumprimentou.

- Onde está, minha filha? Estou preocupada.

- Estou com um amigo. Daqui a pouco vou para casa. Não se preocupe.

- Tudo bem. Só não demora, está? Não quero ficar preocupada.

Ela sorriu.

- Estou em boas mãos.

Levi ouviu e assentiu. Mikasa desligou.

- Fico feliz que tenha alguém para cuidar de você. – Ele disse.

Ela o fitou enquanto ele entrava no estacionamento.

- Acho que é a única forma de manter segura dos meus demônios do passado. – Respondeu.

Eles desceram do veículo e começaram a caminhar até o elevador.

- Demônios? – Ele perguntou.

Ela suspirou e entraram no elevador.

-Na madrugada em que sofri afogamento...- Ela olhou para ele. – Tive um pesadelo estranho. Minha vida passada parecia casada e se apaixonou por você. – Ele a fitou. – Bom... é...por sua vida passada. Outra de mim veio após uma série de coisas...- Ela abraçou a si tentando se livrar do mal-estar.

Levi se aproximou e tocou sua mão.

- Não se esforce para trazer a mente coisas ruins. – Pediu tocando seu ombro.

Ela assentiu e adentraram no apartamento dele. Mikasa notou que o apartamento tinha um perfume maravilhoso. Aspirou o aroma enquanto observava a organização.

- Fique à vontade. – Levi pediu.

Ela assentiu.

- Vou fazer um chá. – Avisou.

Eles foram para a cozinha. Enquanto ele preparava a bebida Mikasa observava a cidade da janela e ficaram em silêncio durante alguns minutos.

- Não acha que foi um pouco precipitada em retornar a rotina.

Ela o fitou.

- Não. – Respondeu. – Apenas gostaria de me livrar dos sonhos e dos pesadelos. – Sorriu. – Desde o acidente você tem me ajudado bastante. – Ela olhou para fora. – Bela visão você tem aqui. – Olhou para ela que se aproximou e entregou a xícara.

Levi a fitava intensamente.

- Bela mesmo. – Disse focado em Mikasa. – Vamos.

Retornaram para a sala e Levi indicou o sofá. Ela se sentou e tomaram a bebida com direito a biscoitinhos para ela.  Levi estava atento ao seu chá e Mikasa a ele.

- Parece cansado, doutor.  – Observou.

Ele assentiu.

- Confesso que estou um pouco nervosa. - Disse. – Mas sua expressão me deixa preocupada.

Mikasa colocou a xícara sobre a mesa.

- Podemos fazer isso outro dia. – Concluiu.

- Não vamos adiar mais. – Ele pediu. – Vê-la sofrer me faz sofrer.

Mikasa prestou bem atenção nas palavras.

- Então, o que eu faço? – Perguntou curiosa.

- Deite-se. – Ele pediu. – Eu tenho meus métodos.

Ele se aproximou, se sentou em uma poltrona e olhou toda a extensão do corpo da jovem.

- Como inicio? – Perguntou notando a admiração explícita dele.

- Feche os olhos. – Ele pediu. – O que você você vê?

Mikasa os fechou. A princípio não via nada. Levi disse mais algumas coisas que ela não ouviu. Apenas começou a falar e reviver seu passado.

 

 

1937

Mikasa colocou o disco na vitrola. Ficou dançando lago dos cisnes sozinha. Ouviu vozes e desligou imediatamente.

- Senhorita. – Disse um soldado.

- Filha. – Disse o pai beijando a garota.

Enquanto o homem abraçava a jovem o soldado olhava para ela com admiração.  

- Conversaremos depois, filha. – Disse o homem se aproximando. – Vai ficar tudo bem. – Ele garantiu.

Foram para a sala de reuniões e seu pai retornou algum tempo depois e se despediu do soldado. Ela continuou ouvindo lago dos cisnes agora em volume mais baixo e atenta aos movimentos do soldado.

- O que aquele homem queria? – Perguntou preocupada.

- Sua mão, querida. – Disse insatisfeito.

Mikasa fechou o semblante.

- Eu não o quero. Recuso seus avanços.  – Respondeu. – Quero que saiba que o detesto.

Ele observou a jovem atentamente.

- Ele veio me avisar dos perigos do exército japonês. Minha única preocupação é você minha filha. Estou pensando em promovê-lo. Talvez ficaria mais interessada na pessoa maravilhosa e incrível que ele é.

Ela moveu os ombros.

- Não se preocupe – Pediu. – Casamento não é a minha prioridade, papai.

Ela era uma espadachim habilidosa. Morreria tentando se proteger. Nenhum homem do exército inimigo a tocaria. Mataria todos que ousassem tocá-la. Ouviram vozes.

- Meu Deus! – Ele gritou.

- Papai! – Chamou vendo o pai sair para proteger a família.

- Se esconda! – Ele pediu.

Os japoneses invadiram rapidamente a sua casa. Matava os que a alcançam e corria indo se esconder no local planejado. Poucos minutos depois ouviu explosões, gritos, sua casa estava repleta de soldados japoneses. Matou alguns, mas não venceria todos. Um se aproximou rasgando parte do seu vestido, matou o homem. Ela ficou assustada, estava ficando cansada, sem forças e resolveu se e aguardar que aquele inferno tivesse fim ou outra opção.

Mais tarde foi encontrada por outro. Ele conversou com ela. Foi gentil.  A garota horrorizada não conseguia balbuciar nenhuma palavra. Ele a cobriu com seu sobretudo e a levou dali em seus braços.  Navegaram juntos. Aos poucos ela foi cedendo ao carinho dele, nas terras inimigas.

Percebeu durante todo este tempo que ele não era o único completamente apaixonado por ela. O soldado lhe conseguiu uma nova família. Sendo filha de um nobre aprendeu novos trabalhos mesmo braçais e se dedicou ao máximo que podia. Se esforçou muito para aprender a viver novamente.  Durante boa parte do tempo ficou sem falar como um meio de se proteger.  O soldado era um homem especial e foi conquistando seu coração. Quando percebeu estava completamente envolvida por ele.

- Eu te amo. – Ele disse.

Ela nunca havia dito nada. O rapaz sempre conversou com ela.

- Eu te amo . – Disse sincera.

Ele ficou surpreso e pela primeira vez a abraçou.

- Quero que seja minha esposa. – Pediu.

 A partir daquele momento, enquanto tentava se afastar do exército para se dedicar ao seu casamento alguém o denunciou.  Quando descobertos, ela retirou a própria vida para salvá-lo morrendo em seus braços.

 

- Levi.  – Ela disse calma. – Levi! – Chamou novamente ficando nervosa. – Você está a salvo, eu sei!

Levi suspirou e a segurou.

- Mikasa. – Chamou baixo. – Acorde. – Ordenou.

Ela despertou lentamente, moveu a cabeça para sua direção e o fitou. Mikasa parecia sob efeito da hipnose. Tocou seu rosto, seus cabelos.

- É você. Eu voltei para você. – Ela sorriu.

Tocou seu rosto com o dela. Levi sentiu uma emoção com o carinho da jovem. Ficaram juntos. Alguns minutos depois Mikasa se afastou.

- Desculpe. – Disse tímida. – Eu me empolguei com a estória da minha vida passada e acabei passando dos limites. – Disse vermelha e se levantando rápido.

Ela se sentiu zonza e Levi se levantou e a segurou.

- Está tudo bem. – Ele disse. – Acalme-se.

Ela olhou para as mãos dele que seguravam seu corpo.

- Eu preciso ir. – Pediu.

- Aspire e inspire. – Ele pediu segurando suas mãos.

Ela o fez fechando os olhos. Sentiu o perfume dele.

- Se sente melhor? – Ele a soltou.

Ela abriu os olhos e suspirou.

- Me sinto bem, doutor. – Disse abrindo um sorriso.

- Eu te levo para casa.

- Não! – Ela o segurou. – Eu vou de ônibus.

Levi a fitou sério.

- Eu faço questão.

Mikasa ficou parada com lábios abertos. Ela a fitava com superioridade que ela desistiu de recusar.

- Tudo bem. – Aceitou.

Pegou suas coisas e eles deixaram o apartamento.

 

*

Levi parou o veículo diante da casa e observou com cautela.

- E aqui que reside? – Perguntou.

- Sim. – Ela sorriu. – Foi uma indicação do seu tio Kenny e da sua mãe.

Ele sorriu.

- Então, vocês se conhecem?

- Não. Minha mãe os conhece. – Respondeu.

- Entendo. – Disse Levi.

Ela suspirou e sorriu.

- Ela acha que o contato com a minha casa e a natureza vão melhorar meu estado de saúde. Concorda, doutor?

Ele assentiu e ela se preparou para sair.

- Bom, doutor. Eu preciso ir. Obrigada pelo chá e pela consulta em seu apartamento. Acho que parte de mim está feliz por ter descoberto um dos motivos de sua morte sombria e por amor.

Ele assentiu distante.

- - Doutor, está tudo bem? – Ela perguntou.

Ele a fitou.

- Estou bem. – Disse.

Ela segurou a mão dele.

- Queria convidá-lo para ir a faculdade amanhã. O que acha de conversarmos com Erwin juntos?

Ele assentiu.

- Eu irei. – Olhou para ela.

Mikasa abriu os lábios.

- Doutor, eu realmente preciso ir. – Falou.  – Te vejo amanhã.

- Ficarei ansioso por este momento. – Disse sincera.

Mikasa olhou para o rosto dele e desceu do carro. Levi fez o mesmo esperando que ela ao menos desse mais uma olhada. Ela fez o que ele esperava e se aproximou.

- Posso fazer uma coisa? – Perguntou curiosa.  

Levi a fitou e suspirou.

- Claro.

Mikasa se aproximou dele e ficaram se olhando.

- O que quer fazer? – Ele perguntou. – Quer perguntar algo...

Ela sorriu.

- Ainda tem dúvidas? – Riu.

- Não. – Ele respondeu com voz rouca.

Ele sorriu nervoso, ela segurou as mãos dele, inclinou seu rosto em sua direção e ficaram próximos, se olhando. A estudante fechou os olhos e tocou seus lábios do médico esperando sua permissão.  Mikasa segurou seus ombros e o trouxe para mais perto. Levi cedeu. Sua boca tocou a dela, sua língua invadiu seus lábios enquanto ela tocava seus ombros, subia sua mão por sua nuca e ele segurava sua cintura, tentando conduzi-la.

Ele apertou seu corpo com delicadeza, mas forte. Queria sentir seu calor em si para ter certeza que aquele momento estava acontecendo. Mikasa provava um sabor adocicado, os corpos colados como se pudessem ocupar o mesmo espaço. Com as mãos, as peles grudadas podiam sentir e compartilhar as sensações de desejo, saudade e ao mesmo tempo medo.

Depois do toque, vários beijos nos lábios os dois se olharam.

- Beijo incrível. – Ele elogiou quase ao seu ouvido.

Mikasa o abraçou e permaneceram assim.

- Minha vida passada sente falta da sua. – Ela disse.

Ele sorriu enquanto tocavam seus rostos.

- É a sua vida passada mesmo ou é você? – Ele perguntou confuso.

Ela o beijou mais vezes.

- Acho que sou eu. – Respondeu com um pequeno sorriso. – Como no passado estou completamente envolvida por você.

Levi continuou compartilhando os carinhos.  Queria dizer o mesmo, mas ainda não se sentia preparado.

- Eu preciso ir. – Ele disse a afastando um pouco.

Mikasa o fitou decepcionada. Estava entregando o coração para ele e o médico não dizia nada?

- Desculpe por isso. – Ela pediu e suspirou.  – Até amanhã doutor.

Ela se afastou, olhou mais uma vez e seguiu para casa. Levi ficou observando ela abrir o portão de madeira e adentrar na residência. Voltou para o veículo e foi para casa se sentindo um completo idiota por deixar ela partir outra vez. Agora, sem corresponder seus verdadeiros sentimentos. 


Notas Finais


Muito obrigada e até o próximo!


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