História Te amei primeiro. - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Min Yoongi (Suga), Personagens Originais
Visualizações 16
Palavras 1.028
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capítulo 1


Hana podia ouvir o choro da mãe mesmo com a porta trancada e os fones de ouvidos. Mas ela não ligava, não conseguia ligar. Ultimamente tem sido isso que sentia por todos, indiferença. Era como se sua mente dissesse que todos tinham culpa pelo o que aconteceu, todos, menos ela. Sabia que era um pensamento egoísta e errado, já que ela era a culpada por ter ficado 6 meses internada.

Era clichê pensar isso, mas talvez fosse o único pensamento sensato que tinha depois de anos nesse estado, Won Hana, filha de um psicólogo e uma arquiteta, queria morrer. Sua mente era suicida, e os pensamentos de morte vem e vão como ondas. Já era normal para Hana fantasiar como seria sua morte, e tudo bem para ela pensar nisso.

Hana olhou o teto do seu quarto, ou pelo menos tentou. Seu quarto estava um escuro total, não conseguia ver nada além da profunda escuridão, mas mesmo assim ela encarava o teto do seu quarto. Ela lembrou de quando tinha 8 anos e seu pai comprou tintas néon para fazer estrelas no teto. Ela lembra de como ficou feliz de, mesmo com as luzes apagadas, vê aquela tinta brilhar. Seu quarto ficou mágico, e por um tempo ela achava que suas estrelas de néon no teto, que agora já não estavam mais lá, fossem as coisas mais lindas do mundo. Mas quanto mais o tempo passava, mas as estrelas se apagavam, e mais sua mente afundava em uma profunda insanidade.

Ela lembra de quando as brigas começaram, lembra de ficar chorando no quarto abraçada ao travesseiro enquanto ouvia seus pais brigarem na cozinha. Lembra de ficar com medo por ouvir pratos quebrarem e o choro da sua mãe. Ela lembra de olhar pro céu pela janela do quarto e implorar por ajuda. Mas a ajuda não veio, nunca veio. Hana se lembrava perfeitamente de quando se mutilou pela primeira vez, lembra de ter sentido que aquele corte em sua coxa não era o suficiente. Hana se lembrava perfeitamente de quando tinha 17 anos e quase morreu por ter perfurado seu abdômen com uma faca de cozinha. Ela lembra com tanta clareza que até parece que está revivendo tudo, dia após dia, segundo após segundo. Lembra de ouvir seu pai falar que internaria ela na tentativa de que ela melhore, e lembra de quando dois homens a levaram a força para uma clínica psiquiátrica. 6 meses, 6 malditos meses se passaram e hoje era sua primeira noite em seu quarto depois de 6 meses. Quando ela chegou hoje pela manhã foi recebida por sua mãe com um sorriso no rosto, mas Hana não tinha “ melhorado ”, e não iria fingir está bem quando na verdade estava pior. Ela odiava fingimentos, mas que tudo no mundo.

Hana aumentou o volume do celular na tentativa de parar de ouvir os choros da sua mãe no quarto, e a música Everybody Hurts foi ouvida com mais clareza. Mesmo não querendo, ela levantou da cama e foi até a varanda do seu quarto. Quando abriu a porta da varanda ela pode sentir a brisa gelada de Seul em sua pele pálida. Hana encarou o céu estrelado e ficou hipnotizada pela escuridão do céu. E aquela vontade que estava com ela a muito tempo, veio. Pensou em pular da varanda, mas era não alto o bastante, sabia que não iria morrer, e sim apenas se machucar. Ela não queria apenas se machucar.

Se Hana fosse uma garota “ normal ” talvez até tivesse ficado assustada se visse um carro perto da sua casa com uma pessoa a encarando dentro do mesmo. Mas ela não temia ameaças, não ligava para qualquer coisa que fosse anormal, até porquê ela mesma era anormal. Talvez fosse por esse motivo que Yoongi tinha se encantado por ela. Ele encarava ela sentado no banco do motorista do seu carro. Ela, o motivo pelo qual ele comprou uma passagem só ida para Seul, ela, a pessoa que não saia da sua cabeça e ficava dia e noite em sua mente. Sua garota. Yoongi suspirava aliviado por vê-la depois de 6 meses. Todo esse tempo ele ficou perdido sem notícias da sua garota, até pensou e invadir aquele lugar e tirá-la de lá, mas sabia que não era o momento certo para isso.

Yoongi desviou seu olhar para o retrovisor do carro e se olhou no espelho. Talvez não esteja em sua melhor forma, mas ele precisava pelo menos vê-la mais de perto.

Então ele saiu do carro, respirou fundo antes de caminhar até a porta da casa em passos lentos. Suas mãos excitaram antes de tocar a campainha, e quando ele tocou sentiu o seu coração bater rápido ao ouvir passos vindo de dentro da cara. Quando a porta se abriu Yoongi pode vê Hana de perto, o mais perto que ele pode chegar. Ela era tão lindamente acabada. Seu rosto estava estampado a desistência da vida. Yoongi amava isso.

- Poço ajudar ? - disse Hana com sua voz rouca, por ter sido a primeira vez que tinha falado algo desde que chegou em casa.

- O senhor Won está ? - perguntou Yoongi colocando sua máscara de bom garoto.

- Ah, não. Ele ainda está no consultório. Sou Hana - disse estendendo a mão e tentou sorri de forma falha.

- Yoongi - falou ele apertando a mão da mesma, e quase teve um treco por finalmente poder tocar em sua pele. - Sou paciente do seu pai e pensei em dá uma passada aqui - disse percebendo o olhar intrigado Hana.

- Ah, quer deixar recado ?

- Não, tudo bem, eu falo com ele amanhã - disse sorrindo e tentando captar todos os detalhes do seu rosto uma última vez. - Bom, boa noite Hana.

- Para você também.

Quando Yoongi finalmente voltou para o seu carro percebeu que sorria feito idiota. Será que ela tinha se assustado ? Será que ele deu uma boa impressão ? Não tinha certeza, a única certeza que tinha era que dormiria melhor hoje, por finalmente falar com sua garota. Hana era a sua garota, mesmo ela não sabendo disso ainda.


Notas Finais


Postei essa fanfic para uma certa pessoa, e ela não quis esperar até eu terminar, até por que demoraria um pouco. Vou ser sincera, tô com medo dessa fanfic, medo do que as pessoas vão achar. Mas farei o possível e o impossível para continuar ela até o fim.

Espero que gostem seja lá quem tá lendo.🖤🖤


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