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História Te perder nunca foi uma opção - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Ain essa fic me dexou soft :3

Capa divina feita pela maravilhosa e salvadora @artjsoul !!!

Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Te perder nunca foi uma opção - Capítulo 1 - Capítulo Único

— Você é perfeito.

Segredei contra a pele macia do seu pescoço enquanto me enterrava em seu interior, então senti as suas pernas tremerem com a pressão de meus dedos e um sorriso libertino cruzou a minha face.

— Kacchan.

Izuku gemeu com lágrimas em seus belos olhos esmeraldas e dentes cravados em seu lábio inferior, ah, como eu o amo.

— Se continuar me olhando desse jeito. — deslizei a destra pela coxa carnuda. — Eu vou perder o controle.

Beijei a sua boca e passei a me mover bem devagar, nossas línguas se tocaram e um arrepio percorreu a linha da minha coluna vertebral. Ele suspirou dengoso e o meu orgulho se acendeu como uma maldita fogueira, e eu quis que ele soubesse o quanto eu o desejava.

— Você é a minha vida, Izuku.

Confessei, traçando um caminho de beijos por todo o seu rosto, passando por cada uma das suas sardas. Apaixonado, eu o vi sorrir antes de jogar a cabeça para trás e gritar o meu nome ao que o seu pontinho mais sensível era atingido.

Ainda não satisfeito, concentrei-me no ritmo de meus quadris, deitando a cabeça na curvatura do seu pescoço e entrelaçando as nossas mãos, pressionando-as contra o colchão.

— Nunca mais se esqueça do quanto eu te amo. — ditei e os nossos olhares se encontram. — Nunca mais.

Ele assentiu, permitindo-me admirá-lo, os fios verdes e levemente encaracolados colados em sua testa suada, as bochechas avermelhadas e repletas de pintinhas pretas, assim como o restante de seu belo corpo.

Izuku era uma obra de arte, a mais linda e perfeita criação.

— Kacchan. — ele arfou, buscando pela minha boca.

Então nossos lábios se encontram e um ósculo lento e carinhoso teve início, sendo assim, os minutos se passaram naquele sexo calmo e ainda assim deveras gostoso.

Naquela noite, assim como em muitas outras, mostrei a Izuku todo o meu apreço, eu o amei sem pressa e com intensidade, porque ele precisava entender que era o único para mim.

— Você é perfeito, Izuku. — repeti assim que alcançamos o orgasmo. — Maravilhoso.

Toquei com cuidado a sua face, secando as pequenas lágrimas que ousaram escapar de seus olhos e com um último beijo apaixonado, eu me retirei de seu interior e o apertei em meus braços.

— Você é o que eu tenho de mais precioso.

Fechei os olhos, lutando contra a vontade de chorar, porque eu sabia o quão machucado ele estava, o quão difícil estava sendo seguir em frente, mas eu não o deixaria desistir.

— Eu amo você. — sussurrou choroso, o nariz afundado em meu peito. — Amo muito, Kacchan.

Naquela noite, enquanto Izuku desabafava sobre a sua vida, eu me peguei pensando no que eu poderia ter feito para que os seus sonhos não tivessem sido destruídos.

 

Um ano atrás

 

Era a última turnê do ano, só mais uma semana e eu poderia passar as minhas férias ao lado do meu noivo, merda, eu me sentia como um adolescente ansioso por causa de um primeiro encontro.

Revirei os olhos, porém não consegui parar de sorrir, logo recebendo um olhar sugestivo da minha agente, conhecido também como Ashido Mina.

— Qual foi, alien?

— Tava pensando no Izuku-chan, né?

— Vê se me erra, inferno! — bradei e ela gargalhou.

O fato de eu ser inteiramente apaixonado pelo meu verdinho não é segredo para ninguém, literalmente falando, já que o mundo todo já deve estar sabendo do nosso noivado.

— Ei, Kat boy, o Kiri pediu pra você atender o celular. — ela disse, fazendo uma careta para o próprio aparelho. — Tô com um mau pressentimento.

Sem pressa, caminhei até o onde o aparelho estava carregando e o nome do meu melhor amigo piscava no visor, então eu o atendi e nunca senti uma sensação tão ruim quanto no momento em que ele disse:

— O Midoriya sofreu um acidente!

Dias depois, eu estava de volta ao Japão, sentado no pequeno e desconfortável sofá de um quarto de hospital, aguardando o término da sua cirurgia. E tudo o que eu mais queria era vê-lo.

As horas foram passando e o meu medo de perdê-lo foi aumentando, até que vieram me avisar que Izuku estava bem e que em breve seria trazido de volta. Embora um pouco aliviado, meu peito não deixou de doer, e quando eu finalmente o vi, tudo a minha volta pareceu ruir.

Não havia um único pedaço do seu corpo que não estivesse machucado, e eu senti tanto ódio, tanta raiva daqueles desgraçados que resolveram economizar na construção daquele prédio, tanta vontade de matar cada um deles que só notei estar aos prantos quando uma das enfermeiras me sedou.

Então tudo ficou escuro e eu tive um pesadelo, sonhei que Izuku havia morrido e despertei com os olhos marejados. Felizmente, ele estava vivo, a sua respiração era lenta e quase inexistente, mas estava ali e isso fez toda a minha aflição desabar em um choro compulsivo.

Minhas mãos tremiam tanto que eu não era capaz de tocá-lo, tinha receio de feri-lo ainda mais, por isso fechei os olhos com força e tentei me acalmar. Eu me ouvia soluçar enquanto o meu coração se recusava a diminuir o ritmo, mas eu precisava cuidar de você.

Com esse objetivo em mente, consegui conter a minha angústia, enfim me colocando ao seu lado e acariciando a sua face, tomando todo o cuidado do mundo com os seus ferimentos.

— Eu tô aqui, Izuku. — murmurei, mordendo o lábio na falha tentativa de conter as minhas lamúrias. — Eu tô aqui.

Durante os sete dias em que o meu noivo ficara desacordado, eu me afundei em uma nuvem de desespero, aterrorizado com a possibilidade de nunca mais ver o seu sorriso.

Então quando os seus olhos se abriram, eu quase te amassei em meu peito, todavia havia algo de errado contigo e horas depois o médico veio nos dar a notícia.

— A sua capacidade motora foi severamente comprometida, Midoriya-san.

E o mundo pareceu se quebrar novamente.

 

Atualmente

 

— Bom dia, anjo.

Depositei um beijo no topo de sua cabeça, ouvindo-o ronronar um pedido de mais alguns minutinhos de sono.

— Vou fazer o seu café.

Expliquei e com mais um murmurinho manhoso, Izuku se acomodou em meu travesseiro, substituindo-me. O que me fez admirá-lo por longos segundos, acariciando os pedacinhos de derme que não estavam devidamente cobertos.

Infelizmente, eu sabia que ele teria fome ao despertar e, por isso, apressei-me no preparo de nosso desjejum, e em pouco tempo pude ouvir o familiar som dos seus passos desajeitados acompanhados dos pezinhos do seu andador.

— Bom dia, Kacchan.

Ele disse ainda sonolento e eu o ajudei a se sentar, beijando a sua boca antes de voltar ao fogo, rapidamente finalizando as suas panquecas.

— Você vai na gravadora hoje? — questionou assim que terminei de colocar a mesa.

— Não tô muito a fim não.

Afirmei sincero e dando uma bela mordida no meu sanduíche de queijo e presunto, sorrateiramente a minha mão se acomodou sobre a sua.

— Quero passar o dia com o meu bem mais precioso.

De bochechas rosadas, Izuku me ofereceu um sorriso antes dos seus olhos caírem sobre a panqueca, e então o seu semblante se entristeceu.

— Você poderia... cortar pra mim?

Sem dizer nada, arrastei a minha cadeira até ficar praticamente colada a sua e beijei a sua face, depois peguei os talheres e fatiei a massa esponjosa, permitindo-o comer.

— Como você está se sentindo hoje, Izuku?

— Um pouco dolorido. — ele se encolheu, mas não deixei de fita-lo com carinho. — Você não precisa ficar em casa pra cuidar de mim, Kacchan.

Às vezes, gostaria de estapear a sua bunda carnuda até ele entender que não me era um estorvo, porém a mente dele funciona de outra maneira.

— Vai sonhando. — retruquei, divertindo-me com a sua careta confusa. — É a sua vez de cuidar da casa, anjo.

O seu riso fez o meu coração galopar no peito e, naquele clima mais descontraído, a manhã se passou. Nós aproveitamos para assistir a um filme e falar sobre a gravidez da minha agente.

— Eles querem uma menina. — comentei, massageando as suas costas.

Izuku estava deitado sobre o meu corpo, as nossas pernas entrelaçadas enquanto a sua cabeça repousava em meu peito.

— Hmmm... eu não acho que me importaria. — ele disse pensativo e beijei a ponto do seu nariz. — Kacchan, você me mima demais.

— É amor, anjo.

Esses tipos de momentos mais tranquilos e românticos se tornaram frequentes depois do acidente, todavia gosto de pensar que não foi a perda de grande parte da sua capacidade motora que me deixou mais gentil.

Não, eu acredito que quase perdê-lo, isso sim, fez eu perceber a importância dessas pequenas ocasiões, do valor de cada simples ato e do amor que eu sinto por esse homem.

Poucas pessoas sabem que quando eu tinha por volta dos dezessete anos, meus pais estavam se separando e eu me sentia perdido, sem saber que rumo tomar.

Com isso, eu acabei fazendo péssimas escolhas e me envolvi com as pessoas erradas, então eu me afundei nas drogas. Foi o Izuku, um completo estranho, que me ajudou com o vício, eu lembro que ele me acolheu em sua própria casa, não importava o quão fodido eu estava, ele sempre me deixava entrar.

Até que um dia, ele me mostrou o que era amar alguém e me convenceu a procurar ajuda, foi difícil para um caralho, ainda assim ele esteve ao meu lado em cada etapa.

— No que você está pensando, Kacchan?

— No quanto eu tenho sorte de ter você na minha vida. — afirmei e ele me mostrou um tímido sorriso.

— Então somos dois. — murmurou, acomodando-se em meus braços que o envolveram protetoramente. — Amo você.

São nesses instantes que eu me pergunto o que uma criatura tão doce e amável quanto o Izuku fez para merecer tanta dor.

 

Uma semana depois

 

Era uma tarde chuvosa e eu estava voltando para casa, depois de um dia cansativo e cheio de gravações, todavia o que estava me afligindo era a ausência de notícias suas.

O celular só dava caixa postal e os vizinhos não faziam ideia de onde ele estava, meu coração batia desenfreado enquanto os meus pés colidiam rudemente contra o chão.

A água caia em abundância sobre a minha cabeça e o vento gélido me causou calafrios, mas só parei de correr quando o achei. Izuku estava caído na esquina do nosso prédio, o andador tombado com uma das pernas enfiadas em um buraco.

— Izuku!

Seu corpo, encharcado pela chuva, tremeu ao toque de meus dedos e o choro que escapava como soluços de sua boca me entristeceu, então eu o peguei no colo e o carreguei até o nosso banheiro.

E apesar de me doer o peito, eu compreendia que Izuku precisava chorar, ele tinha de colocar aquela angústia para fora.

— O que aconteceu, anjo?

Questionei preocupado e mãos trêmulas alcançaram o próprio rosto, indeciso, deixei que chorasse enquanto eu me ocupava em despi-lo. O tecido molhado poderia comprometer a sua saúde, por isso retirei lentamente as duas camadas de blusa que usava.

Depois, eu me agachei a sua frente, segurando o seu quadril com o braço ao passo que a canhota descia a calça e a peça íntima, e nem por um segundo se quer, ele parou de tremer.

— Preciso que fale comigo, Izuku. — pedi, voltando a me erguer e o seu olhar se encontrou com o meu. — Você se machucou?

Negou e apoiou todo o seu peso em mim, obrigando-me a carregá-lo até o chuveiro, onde eu o sentei no pequeno banquinho de plástico.

— Eu fiquei preocupado. — anunciei e ele se encolheu.

Exausto, tanto física como psicologicamente, optei por ficar em silêncio, aguardando a água atingir a temperatura ideal. Aproveitei para me despir, jogando a roupa no piso do banheiro para logo em seguida pegar o sabonete e a esponja.

— Eu só queria te comprar um presente.

A sua voz saiu frágil e as minhas mãos travaram, naquele instante, quando os seus olhos me fitaram, eu soube que você havia quebrado uma vez mais.

— Tá tudo bem. — tentei lhe passar segurança, porém as lamúrias voltaram com ainda mais força. — Por favor, não chore, Izuku.

— Eu não c-consigo, Kacchan.

Doía muito te ver daquele jeito, tão vulnerável e entristecido, então eu o envolvi em meus braços, sentindo a água quente nos atingir e pedi aos céus que ela pudesse levar a sua insegurança embora.

— Não consigo n-nem mesmo passar d-da esquina.

— Você só precisa de mais tempo. — expliquei, apesar da sua recuperação ser algo tão incerto. — Não se cobre tanto.

Com um concordar de cabeça, Izuku voltou a ficar mudo, a água escorria pela sua derme e meus olhos não puderam deixar de observar as cicatrizes que marcavam grande parte do seu lado direito.

— Estou tão cansado, Kacchan. — sussurrou e algo dentro de mim se apertou.

— Shh... me deixe cuidar de você.

Beijei a sua testa antes de começar a banhá-lo, esfregando a sua pele e ensaboando o seu cabelo, tudo com calma e extremo zelo, já que Izuku era o meu maior tesouro.

De banho tomado e roupa trocada, eu o acomodei no sofá da sala, sabendo que ele gostaria de estar próximo o suficiente para me ouvir cozinhando.

— O que você quer para o jantar?

— Tô cansado. — repetiu, fazendo-me engolir em seco.

— Que tal eu fazer aquela carne de porco que você tanto gosta, hein, Izuku?

Agachei-me a sua frente e com as mãos em suas coxas, eu procurei por aquele brilho em seus olhos, mas não havia nada. Eu estava te perdendo, ali e naquele instante, você estava saindo do meu alcance, então eu me desesperei.

— Eu tô aqui com você, amor. — eu me joguei no sofá e o puxei para o meu colo. — Eu te amo, Izuku.

Meus lábios grudaram em seus fios esverdeados e o seu cheiro pós-banho me ajudou a amenizar o receio presente em meu coração, até que ele se remexeu, movendo o rosto para me fitar.

— Ne, Kacchan, você me perdoaria se eu desistisse?

Sabe quando o tempo parece congelar e a sua mente faz uma seleção com os momentos mais memoráveis da sua vida?

De alguma maneira, eu finalmente percebi o quão egoísta estava sendo, forçando-o a continuar lutando depois de cair tanto, após perder tanto. Ainda assim, não permiti que o altruísmo destruísse aquilo que eu tinha de mais precioso.

— Não. — falei e seu olhar caiu em direção as nossas mãos unidas. — Eu nunca me perdoaria por te perder.

Ele voltou a se mover, dessa vez se acomodando melhor em meu peito e aproveitei para abraçá-lo apertado, afagando-o gentilmente ao passo que implorava para tê-lo em meu futuro.

— Então eu te peço, Izuku, não desista.

Funguei em seu cabelo, sentindo que a sua vida estava passando entre os meus dedos, a esperança se desvanecendo como se fosse uma fina linha de algodão.

— Por favor... por mim.

Talvez fosse errado prendê-lo ali, naquela realidade cruel e assustadora, mas eu o queria comigo.

— Não chore, Kacchan.

Seu rosto voltou a se erguer e a sua boca se encontrou com a minha, e eu me odiei por ser tão egoísta, culpando o amor pela minha atitude egocêntrica.

— Por você... se for por você, Kacchan, eu luto.

Naquela noite, eu chorei agarrado ao seu corpo, desculpando-me por ser tão fraco e agradecendo Izuku por ser quem ele era. Porque a vida havia lhe tirado muitas coisas, os seus sonhos e a sua autonomia, e lá estava ele, sobrevivendo e dando um passo de cada vez.

Enquanto eu não podia nem suportar a ideia de perdê-lo.

 

Oito meses depois

 

— Eu consegui, Kacchan!

A sua felicidade fez o meu peito se aquecer e esquecer-me do meu pequeno acesso de ciúmes de segundos atrás, culpa daquele médico atrevido de cabelo bicolor.

Enfim, o foco aqui é o meu amado verdinho que estava se recuperando aos poucos, o processo era lento, porém Izuku havia começado a se conformar com a sua nova realidade.

O sonho de virar médico agora era apenas uma lembrança, todavia as idas à psicóloga estavam surtindo efeito, ainda aconteciam algumas crises e recaídas, felizmente não eram mais tão frequentes.

— Você viu, Kacchan?!

Exclamou ao que o seu fisioterapeuta, chamado Mirio, ajudava-o a sentar na cadeira de rodas.

— É claro que eu vi, anjo.

Com um sorriso, desencostei o ombro da parede e caminhei até si, agachando-me para beijar e provar da doçura de seus lábios.

— Eu sabia que você conseguiria, Izuku.

Já fazia alguns dias que ele estava tentando atravessar a sala, tendo como apoio apenas uma barra de metal, e hoje Izuku finalmente atingira a sua meta pessoal. E era óbvio que eu estava orgulhoso.

— Onde você quer comemorar?

— Hmmmm... McDonalds! — ele gargalhou, ciente do meu ranço por fast food.

— O que você não me pede sorrindo que eu não te faço chorando, não é, meu amor?

O riso de Izuku era como uma linda melodia, e o olhar que há anos não brilhava, agora cintilava como a esmeralda mais bela. Acendendo o fogo que mantinha o meu coração vivo, fazendo-me grato por não o ter permitido desistir.

— Você sabe que eu amo você, Kacchan. — ronronou, permitindo-me guiar a sua cadeira. — Obrigado, Mirio-san, até semana que vem!

— Não se esqueça dos exercícios diários, Izuku!

— Pode deixar que eu pego no pé dele, Mirio. — acenei e suspirei assim que nos encontrávamos do lado de fora da clínica. — Você quer ir naquele do shopping?

— Uhum. — concordou, comportando-se como uma criancinha mimada.

Então, eu o acomodei no bando do passageiro, cuidando para que ele estivesse completamente seguro, ouvindo-o rir do meu excesso de zelo.

— Já disse que você é o meu tesouro. — defendi-me e as suas bochechas coraram.

Dei a volta no carro para que pudesse entrar no mesmo, rapidamente ligando o veículo e o seu aquecimento interno, já que nenhum de nós lidava bem com o frio. O caminho fora bem silencioso, Izuku se manteve atento a tudo a nossa volta enquanto eu lutava para não beijar cada uma das suas sardas.

— Você acha que as pessoas vão gostar... do nosso casamento?

Sinceramente, estava cagando para o que o mundo fosse pensar, porém Izuku sempre se preocupou com a minha carreira de cantor, por isso pensei bem antes de respondê-lo.

— Anjo, você é o amor da minha vida. — ditei sério, aproveitando de um farol fechado para fita-lo demoradamente. — E quando os meus fãs virem o quanto você me faz feliz, eles vão se apaixonar por você também.

Ele me sorriu timidamente, deitando a cabeça contra o encosto e fazendo aquela sua carinha sapeca de quem estava planejando alguma coisa, que provavelmente me faria querer arrancar alguns fios de cabelo.

— Diga, Izuku. — o trânsito voltou a fluir e meu olhar seguiu para a rua.

— Eu estava aqui. — sua voz amoleceu propositalmente. — Contando os meus pauzinhos.

Não contive o revirar de olhos, sabendo que teria de lidar com mais uma de suas mirabolantes ideias, contudo para a minha imensa surpresa, ele disse:

— E hoje completa uma semana.

Levei meio segundo para entender aonde ele queria chegar e, com um sorriso nada casto, eu lhe respondi.

— É, bebê, hoje eu vou fazer amor com você.

BKDK

Como havia prometido, eu o deflorei em nossa cama, amando-o com intensidade, recuperando os dias em que Izuku ficara de repouso devido a uma pequena queda na semana passada.

— Aah, Kacchan.

Arfou quando os meus dedos pressionaram a sua entradinha enrugada, o meu verdinho estava de joelhos no colchão, agarrado ao travesseiro enquanto empinava a bunda em minha direção.

A tentação em forma humana, pensei ao acariciar a sua pele, inserindo o primeiro dedo em sua cavidade, deleitando-me com os seus gemidos nada contidos.

— Tão sensível. — admirei sem parar com os mimos. — Oe, Izuku, você ainda não me disse como vai querer hoje.

Sem conseguir me responder, visto que decidi agraciá-lo com mais um dedo, ele apenas rebolou a cintura, mordiscando a fronha na tentativa de descontar toda aquela tensão sexual acumulada.

— De... de ladinho. — enfim conseguiu dizer, choramingando em seguida ao que um terceiro dedo o invadia. — Aah.

Sorrindo, eu observei as contrações de sua entrada gulosa, a boca chegando a salivar com a vontade de fazê-lo meu.

— Já tá bom, Kacchan. — disse entre arfares.

— Você anda muito apressado, anjo. — provoquei, embora estivesse tão necessitado quanto.

Ainda assim fiz o que me pediu, retirei os dedos da sua bundinha carnuda, vesti a camisinha e aguardei que Izuku se ajeitasse, o corpo miúdo se deitando de lado, permitindo-me abraçá-lo por trás.

— Você é perfeito. — sussurrei ao mesmo tempo em que distribuía beijos por todo o seu pescoço.

Ele se encolheu com o contato, ronronando palavras que fui incapaz de compreender, talvez por causa dos meus dedos que envolveram o seu pênis endurecido, estimulando-o com extrema lentidão.

— K-Kacchan.

Provavelmente, aquilo deveria ter sido um protesto, todavia acabara saindo como um dengoso gemido, o que me deixou com uma imensa vontade de penetrá-lo, e assim o fiz.

Erguendo a sua perna direita e apoiando-a em meu braço, tão logo me inserindo em sua entradinha quente e melada,  soltando um longo e prazeroso arfar ao que sentia o seu corpo se ajeitar ao intruso.

— É assim que você gosta, não é, meu amor?

Voltei a beijar a sua derme, passando a mover o quadril de maneira lenta e profunda, desbravando cada pedacinho do seu cuzinho guloso. Tudo isso enquanto Izuku choramingava em puro deleito, a face avermelhada me dando um tesão de outro mundo.

— Fala pra mim, Izuku, diga o quanto você gosta de foder devagarzinho. — mordisquei o seu pescoço e ele gritou ao que minha glande lhe atingia a próstata.

— Hmmm... e-eu gosto devag-garzinho. — afirmou.

Então ele jogou o braço para trás, agarrando o meu cabelo, os dedos trêmulos indicando a sua falta de instabilidade tanto por causa da sua excitação quanto pela sua condição motora.

— M-Mais forte.

Pediu e eu prontamente o obedeci, mantendo o ritmo lento, mas estocando com um pouco mais de pressão, maravilhado com os sons nada castos que escapam de sua boca.

— Aah... Kacchan!

Os seus gemidos se tornaram cada vez mais altos até o momento em que Izuku ejaculou em seu próprio abdômen, apertando-me em seu interior, intensificando o seu orgasmo e provocando o meu.

— Isso foi... intenso.

Sua voz agraciou os meus ouvidos com a sua doçura e, com um demorado beijo em sua boca, eu me retirei de seu interior, mas não deixei de acariciá-lo, tentando lhe dizer que só aquilo não havia sido o suficiente para expressar todo o meu amor.

— Eu quero um banho, Kacchan. — solicitou, tão manhoso quanto um filhote de cachorrinho.

— Seu pedido é uma ordem.

Nós sorrimos entre mais alguns ósculos trocados, depois desfrutamos de um caloroso banho, regado de carícias inocentes até que a fome pareceu nos abater.

E foi durante a janta que Izuku me surpreendeu com um assunto um tanto quanto delicado.

— Eu queria voltar a estudar.

Ele disse sem cerimônia, o olhar fixo em seu prato me dizendo o quão inseguro o próprio estava.

— Acho uma ótima ideia. — aprovei, afinal quanto menos tempo ele tivesse livre, menos ansioso ele ficaria. — Você quer fazer outra faculdade?

— E-Eu não sei ainda. — murmurou, começando a brincar com a comida. — Você acha que é uma boa ideia mesmo, Kacchan?

Fitou-me demoradamente, fazendo-me demorar alguns segundos para lhe responder, pois sabia o quanto ele se importava com a minha opinião.

— Você sempre amou estudar, Izuku. — comentei, largando os talheres e alcançando a sua mão sobre a mesa. — E ocupar a mente vai te fazer bem.

Optei por ser sincero, vendo um tímido sorriso surgir em sua face ao que ele concordava com a cabeça, aparentemente satisfeito com o desfecho daquela conversa.

— Pensei em fazer biomedicina e me especializar na área de pesquisa. — explicou.

E meus olhos brilharam com o seu entusiasmo, visto que fazia tanto tempo que não o via tão radiante.

— Então eu poderia ajudar o mundo... mas do meu jeitinho.

Finalizou todo enrubescido, obrigando-me a levantar para encher o seu rosto de beijos, repetindo o quanto eu o amava e que o apoiaria em todas as etapas, até mesmo prometi não reclamar dos seus futuros momentos de reclusão, provocados pela famigerada semana de provas.

— Não prometa aquilo que não pode cumprir, Kacchan. — alertou.

— Tá me desafiando, anjo?

Peguei-o no colo, adorando o som da sua risada assim que nos joguei no sofá, apertando-o em um forte abraço e mordiscando as suas bochechas sardentas.

— Isso é injusto! — bradou entre risos. — Kacchan!

— Você que lute! — exclamei de volta e o seu sorriso me fez perder o ar por breves segundos.

— Obrigado, Kacchan. — seus dedos tocaram carinhosamente o meu rosto. — Por tudo.

Os olhos verdes lacrimejaram, mas antes que Izuku pudesse se quer se permitir chorar, eu beijei o cantinho de cada uma das suas pálpebras.

— Me agradeça sendo você mesmo.

Depositei um outro beijo em seu nariz e, dessa vez, permiti que algumas lágrimas teimosas deslizassem pela sua face, então finalizei.

— Porque você é tudo o que eu preciso.

Confesso que acabei não resistindo e o amei uma vez mais, tocando cada pedacinho da sua derme e provando dos seus lábios enquanto o fazia inteiramente meu.

 

Um mês depois

 

O meu coração batia tão forte que, por um segundo, eu pensei que fosse enfartar ali mesmo na frente de todas aquelas pessoas, mas então Izuku me sorriu e o mundo a nossa volta sumiu.

Ele usava um terno branco e caminhava em minha direção, sua mãe ao seu lado, apoiando-o com extrema cautela e paciência, andar ainda não era uma habilidade que o meu verdinho recuperara completamente, porém ele estava se esforçando.

Os passos eram pequenos e a demora quase me fez pegá-lo em meu colo, porque estava ansioso demais para torna-lo o meu esposo.

— Está entregue, meu filho querido. — dona Inko disse, tão chorosa quanto a sua cria. — Cuide bem do meu menino, Katsuki.

— Não se preocupe, Inko-san. — assegurei com um sorriso. — Izuku é a razão do meu viver.

— Kacchan. — choramingou, lutando contra as lágrimas.

— Sem chorar, anjo. — beijei a sua testa e ele assentiu, recompondo-se.

Então um dos nossos amigos mais próximos coçou a garganta, dando início à cerimônia, visto que havíamos optado por um casamento ao ar livre. Vou ser bem sincero, não estava prestando atenção nas palavras do Denki, na verdade, eu não conseguia.

Izuku estava tão maravilhoso, tão deslumbrante que meu cérebro parou de processar o que ocorria a nossa volta, eu só conseguia pensar no filho da mãe sortudo que eu era.

Ele me mostrou que valia a pena lutar para viver, conhecer o meu verdinho coloriu o meu mundo, eu não seria nada sem ele.

— Sim, eu aceito o Kacchan como o meu marido.

Sua voz fez o tempo fluir novamente e o meu peito queimou com o olhar que me era direcionado, eu podia sentir todo o seu carinho e foi muito difícil não tomar a sua boca.

— Bakugou Katsuki, você aceita o...

— Aceito.

Só então percebi que as alianças já estavam em nossos dedos, provando a minha teoria de que Midoriya Izuku tinha o poder de me desestabilizar, como um feitiço que me deixava todo bobo por ele.

— Então pode beijar o noivo!

O loiro declarou animado, jogando as mãos para o alto enquanto eu não perdi tempo, puxando o amor da minha vida pela cintura e amassando os seus lábios em um ósculo de tirar o fôlego.

Quando nos separamos, ouvi palmas e gritaria, todavia nada disso ganhou a minha atenção, e como poderia, quando o sorrido de Izuku o fez brilhar como um bendito sol.

— Obrigado por ser você, anjo. — declarei, completamente apaixonado.

— Amo você, Kacchan.

Ele ainda estava em meus braços, então roçou os nossos narizes antes de beijar a minha boca, um breve selar que me deixou ainda mais ansioso pela nossa lua de mel.

— Cancún que nos aguarde, Izuku.

Murmurei contra a sua bochecha, pegando-o no “estilo noiva” e sem demora o carregando até a nossa mesa, resistindo à vontade de mandar todo mundo embora para que eu pudesse deflorá-lo sobre aquela toalha de cetim.

— Brinde! Brinde! Brinde!

A mulherada exclamou assim que nos acomodamos nas cadeiras e como sabia que elas não sossegariam, fui obrigado a me levantar e gritar:

— O meu esposo é um gostoso e é todo meu!

— Kacchan!

Completamente vermelho, Izuku cobriu o rosto ao passo que o pessoal gargalhava, felizmente, não demorou para que a atenção se dissipasse e o meu verdinho voltasse a me fitar.

— Você é impossível, Bakugou Katsuki.

— E mesmo assim você nunca desistiu de mim.

Ditei, dando-lhe uma piscadela e depositando mais um beijo em sua boca, sussurrando um “eu te amo” antes de beijá-lo profundamente.

— E como eu poderia, Kacchan? — ele juntou as nossas testas e os nossos olhares se encontraram. — Você roubou o meu coração.

Ele declarou usando a sua voz doce, acabando com as minhas defesas e fazendo os meus olhos lacrimejarem.

— Sabe, Kacchan, eu perdi muita coisa... a minha carreira... a minha independência. — nossos rostos se afastaram e os seus dedos tocaram gentilmente a minha face. — Mas eu agradeço todos dias por não ter perdido você.

Eu queria ter dito tanta coisa, havia tantos sentimentos explodindo em meu interior, mas tudo o que consegui fazer foi abraçá-lo apertado e chorar baixinho em seu ombro.

— Se depender de mim, você nunca estará só, Izuku. — ditei ao me recompor, expondo um sorriso. — Porque você também roubou o meu coração.


Notas Finais


Vocês não têm ideia de como eu amei escrever essa One, gzuis amado <3

Espero que vocês também tenham sentido todo o amor e o carinho envolvido nessa história >.<

E fiquem atentos que esse mês todo dia teremos fics bakudeku da Moya !!!

Para mais informações segue o jornal:
https://www.spiritfanfiction.com/jornais/desafio-mensal-bakudeku-em-construcao-22011584


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