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História Te vejo linda... - Capítulo 23


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Capítulo 23 - Eu te amo!


Fanfic / Fanfiction Te vejo linda... - Capítulo 23 - Eu te amo!

 

(...)

Conforme as semanas se passaram, eu estava cada dia mais preocupada com a Catarina, estar longe dela não me deixa dormir bem, sempre pensando quando eu poderia tê-la comigo. Luan estava novamente viajando á trabalho e eu sinceramente estava cansada de ficar só, não o culpo jamais! Aliás, ele deveria ter chegado á três horas atrás e isso me preocupa um pouco. Estou sem noticias!

O almoço já está pronto, a casa está limpa, tudo devidamente organizado apenas pelo motivo de que precisava me distrair. Até ao supermercado eu fui, mesmo sabendo que não precisava comprar nada... Por isso, enchi o carrinho de biscoitos, balas, doces... Apenas doces para satisfazer o meu desejo. Por vezes me peguei ligando para Bruna, jogando conversas foras e torrando todo o seu tempo, pelo menos ela não parecia tão incomodada. Estava me preparando para almoçar quando finalmente ouvi a porta se abrir, meu namorado me olha com um sorriso enorme, e isso é o suficiente para eu me recompor inteirinha!  

—Boa tarde amor, me perdoa por essa demora!- ele me olhou de cima á baixo. —Você está maravilhosa com essa camisola, mas preciso que você troque de roupa pois temos visita!- ele disse me encarando, em seguida, me beijou rapidamente. —Não demore, vou acomodá-la enquanto você não desce!- assenti, mesmo sem entender. Subi as escadas e fui para o quarto me trocar, soltei meu cabelo e coloquei um vestido soltinho, lavei o rosto e o enxuguei, em seguida respirei fundo descendo para a sala.

—Vocês só precisam assinar esses papéis...- ouço a voz de uma mulher. 

—Oi meu amor!- Luan dá seu melhor sorriso e eu fico estática olhando para os dois á minha frente. 

—Muito prazer!- a moça que parecia bem simpática disse me estendendo á mão, sorri.

—O prazer é meu!- falei me sentando ao lado do meu marido.

—Eu sou a advogada que Luan contratou. - ela disse após um minuto de silêncio, encarei meu namorado.

—Nós conseguimos!- ele disse. —A guarda é sua!- arregalei os olhos enquanto novamente alternava o olhar para os dois. 

—Não!- digo quase sem voz sentindo as lágrimas descerem involuntariamente. 

—Sim, Cecília.- ela disse pegando os papéis. —É só assinar esses papéis, e finalmente Catarina poderá vir morar com vocês! 

—Ai meu Deus!- falo eufórica. —Isso é verdade?- Luan concorda e eu libero mais lágrimas, sem a capacidade de contê-las. —Onde eu assino?

Assinei todas as folhas, Luan me garantiu que havia lido tudo e que por isso assinou. EM poucos minutos a advogada já havia voltado para seu trabalho e eu, bem, eu estava radiante com a nova notícia!

—Quando é que podemos ir buscá-la?- perguntei pegando os pratos.

—Hoje mesmo, se quiser podemos ir depois do almoço...

—Eu quero!- sorri. —Mas você não está cansado?

—Meu amor, há tantos dias que não te vejo tão feliz que com toda a certeza eu deixaria de lado todo o cansaço se isso te faz ficar assim!- comentou beijando minha testa.

—Eu te amo, Luan!- falo sincera e nesse momento ele paralisa, seus olhos vão ganhando mais brilho a medida que se enchem de lágrimas. 

—O que foi que você disse?- perguntou colocando os copos na mesa, em seguida se aproximou. —Repete!

—Eu te amo, Luan!- falo ainda mais confiante e completamente ciente do que acabei de dizer, e principalmente do imapacto que isso terá.

—Nossa Senhora!- ele ainda parecia em choque.

—Está tudo bem, amor?

—Eu acho que estou sonhando!- falou e eu corei.

—Ah, Luan!- digo sem graça.

—É que ouvir você dizendo isso, é justamente algo que eu sempre imaginei que acontecesse porém, jamais pensei que seria tão satisfatório!

—Satisfatório?- pergunto rindo. —Só você mesmo!

—Estava tentando ser romântico!- falou fazendo bico. —Mas de qualquer forma, foi a melhor coisa que você já me disse!

—Ei, não quero que pense que eu disse isso por causa do que aconteceu!

—De maneira alguma, Cecí!

—É que na verdade, eu estava guardando isso á um tempo e agora simplesmente saiu da minha boca, involuntariamente... Se não é amor, eu realmente não sei o que é!

—É por isso que você me faz o homem mais feliz do mundo!- sorriu. —Você é maravilhosa!- me beijou e eu se quer cogitei em não ceder. 

(...)

Apesar de querer ir buscar minha irmã o quanto antes, eu sabia que Luan estava bastante cansado e justamente por isso concordei que seria melhor irmos no dia seguinte. Luan se esforçou dizendo que não seria necessário mas eu o confortei dizendo que estava tudo bem. Aproveitei que ele dormiu para ir ao shopping, senti falta de Bruna e confesso que queria que ela estivesse comigo para fazermos compras. Mas, tive que me contentar com a minha companhia, não que seja uma má ideia, é claro!

— Boa tarde... 

—Cecília!- falo sorrindo para a moça simpática que acabara de me atender. 

—Você procura algo em específico?

—Na verdade não...- sorrio

—Meu nome é Clara e estou aqui para te ajudar!

—Obrigada! Vou dar uma volta pela loja...

—Claro! Fique á vontade, qualquer coisa é só me chamar!- sorri assentindo. Andei um pouco e logo avistei uma ala de pijamas, um mais lindo que o outro. 

—Tenho certeza que Catarina vai amar!- digo pegando um de unicórnio e um da Barbie. Aproveitei para comprar algumas peças de roupas, ela iria precisar. Comprei o básico, com toda certeza voltaria para comprar mais. 

Volto para a casa sentindo uma felicidade percorrer minhas veias, Luan ainda estava dormindo e eu aproveitei para entrar no quarto onde Luan havia dito que seria da Catarina. Luan havia preparado tudo, escolheu todas as cores de tintas, os papéis de paredes, os móveis, a decoração... Tudo! Ele havia preparado e escolhido com tanto amor e carinho que eu me senti mal por não ter participado. 

Eu queria ter me envolvido mais, porém não me sentia forte o suficiente para fazer. Eu não entrei um dia se quer, mesmo sabendo que o quarto havia ficado pronto há semanas atrás. A verdade é que eu tinha medo de não conseguir a guarda da minha pequena irmã, e tinha medo de me apegar demais e me frustar depois...

—Não vai entrar?-Luan interrompeu meus pensamentos. —Você já olhou como ficou?

—Ainda não tive coragem... Você vem comigo?- peço e ele assente sorrindo. Ele parou á minha frente e pegou minhas mãos. 

—Você está tremendo!- comentou, em seguida deixou um beijo carregado de carinho em minha testa, sorri fechando os olhos. —Eu realmente espero que você goste...- disse depois de alguns segundos. —Bem, espero que a Caca também...- completou me fazendo sorrir.

—Tenho certeza que sim!

—Vem?- perguntou e eu concordei e segurei firme sua mão. Ele girou a chave e abriu.  E foi nesse momento que as palavras sumiram. Eu jamais imaginei que Luan tivesse tanto bom gosto... —Você gostou? Se não tiver gostado a gente pode mudar... Cecília, pelo amor de Deus diz alguma coisa!!!

—É... Maravilhoso, amor!- digo olhando cada detalhe do quarto. O tom rosado o deixava  ainda mais aconchegante, o papel de parede atrás da cama é realmente lindo. —Catarina vai amar tomar chá aqui...- comento vendo uma mesinha com quatro cadeiras. 

—Eu sei que vai!- riu me abraçando por trás. —Os brinquedos ainda não comprei, queria que ela escolhesse. 

—E esse castelo? Meu Deus!- falo abismada e encantada. —Não precisava disso tudo, Luan!

—Precisava sim, Catarina é importante para você, e pra mim também! O que eu puder fazer por vocês, com toda a certeza irei fazer!- sorrio com os olhos repletos de lágrimas. 

—Você não existe!- digo num sussurro e ele me beija sutilmente.

—Acha que exagerei?- ele diz preocupado.

—Está perfeito! Até eu queria dormir aqui...- ele fecha a cara me fazendo rir.

—E me deixar sozinho naquele quarto? Dormir sem meus abraços? De jeito nenhum!

—Dramático!- ri. —Esse quarto parece ter saído da Disney!

—E com certeza você é a princesa que fugiu de lá!- rimos.

(...)

No dia seguinte partimos cedo, estava tão ansiosa que mal havia dormido á noite. Luan estava sentado ao meu lado, mesmo sem dizer uma palavra se quer eu sabia que ele também estava ansioso. A viagem foi mais rápida do que imaginei, não demorou muito para que nós estivéssemos na antiga casa de meus pais. Era doloroso estar ali, mas pedi para que Luan fosse comigo, queria pegar algumas recordações que meus pais haviam deixado.

—Você está pronta?

—Estou... eu acho!

—Se quiser posso pegar para você...- disse preocupado.

—Não...  preciso entrar!- falo sorrindo fraco. Ele apertou firme minha mão e entramos na casa. Meus olhos se encheram de lágrimas ao ver a ausência dos meus pais, não me importei em liberá-las. Luan me ajudou a procurar os álbuns de fotos e algumas fitas antigas que estavam numa caixa. Separei uma caixa para levar alguns objetos, embora soubesse que minha tia ficara responsável pela casa a partir de então...

"Simbora" buscar a dona Catarina?- ele perguntou trancando a porta.

—SIM!- falo mais feliz do que antes...




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