História Teacher Rabbit — Jikook - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Palavras 5.408
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hi, babys!

PARABÉNS AO MENINOS PELOS 10K DE SEGUIDORES NO TWITTER! ♥♥

Me diz?! O que eu não faço por vocês, hm? 5K de palavras em um capítulo. Nunca escrevi um capítulo tão grande assim. Enfim, boa leitura.

Capítulo 2 - Dul


Fanfic / Fanfiction Teacher Rabbit — Jikook - Capítulo 2 - Dul

Surpreso, era assim que o loirinho se encontrava. Jeon Jungkook, seu professor de literatura estava ali na sua frente sorrindo levemente por ter feito uma brincadeira consigo. Estava enlouquecendo, só podia ser!

— Por que estava me seguindo? — indagou assim que o carro começou a afasta-se de onde estavam.

Após o breve e leve choque que teve ao ver a figura ali dentro, o mais novo apenas sorriu abertamente e lhe ofereceu uma carona. Que foi aceita. Lógico que não rejeitaria uma carona, mal havia começado a caminhada e já estava cansado com o dia que teve, imagina se fosse caminhando até em casa?

— Tecnicamente eu não estava te seguindo, já que também estou no meu caminho de casa. — fitou o garoto por breves segundos e logo voltou sua atenção para a pista a sua frente. — Só estava indo mais devagar e dando algumas paradas no caminho.

— Engraçadinho. — murmurou. Conhecia aquele lado do Jeon, tinha visto algumas vezes, quando ia a sala dos professores tirar dúvidas com alguns deles e via o moreno brincar com Seokjin, um dos professores de gastronomia. — Estou falando sério.

— Não sei. — arqueou os ombros. — Queria ver se iria mesmo andando até em casa.

— Sério? — indagou. — Não iria nem oferecer uma carona?

— Não parei para pensar nisso. — fitou o loiro por breves minutos, pensativo quanto ao assunto. — Acho que, talvez, quando você não estivesse aguentando mais. Quem sabe? — deu de ombros mais uma vez.

Jimin fitou-o abismado com suas palavras que pareceram — e de fato eram — sinceras. Sinceras até demais. E cruzou os braços emburrado, juntando seus lábios em um biquinho estupidamente fofo e virou seu rosto para o vidro, observando as casas passarem em meio a alguns resmungos voltados ao mais novo.

— Eu não sou insensível. Sou sensível até demais. — murmurou, atraindo a atenção do mais velho.

— Você iria me deixar morrendo enquanto apenas me seguia, Jeon! — ralhou, baixo, mas o suficiente para que ele pudesse lhe ouvir.

— É bonitinho te ver andar, você fic... — calou-se rapidamente ao perceber o que havia saído de sua boca, segurou o volante mais firme conforme sentiu o rubor em suas orelhas.

Não houve mais nenhum diálogo durante o trajeto final a tensão se instalou ali. Jimin não havia entendido, mas tão pouco perguntou sobre nada, apenas voltou a observar as ruas e voltou a si quando o carro foi parando ao poucos, denunciando que haviam chegado em frente às suas casas. Saiu do automóvel após ver o menor sair apressado e fitou-o à sua frente, correndo para os braços de uma mulher.

Havia visto ela várias vezes na caso do mais novo e reconheceu-a assim que o garoto a abraçou. Jeon Hemin, uma morena alta assim como seu filho, olhos azuis como o mar e cabelos negros como os do mais novo. Aparentemente o gorro era hábito de família, pois sempre que a via ela estava usando o acessório, eles não eram preto como do Jeon mais novo; eram coloridos, ou com alguns enfeites bonitinhos, que lhe deixavam com um ar mais jovem mesmo tendo seus trinta e nove anos.

Hemin fitou o loiro por cima do ombro de seu filho e sorriu para o mesmo que retribuiu, afastou-se do abraço e caminhou até o garoto, abraçando-lhe em seguida.

Uma vez, quando foi visitar o filho e este não estava em casa, passou um bom tempo na residência do Park. Que viu a mulher sentada em frente a porta por quase meia hora e não aguentou, indo lhe chamar para beber alguma coisa. Desde então sempre que visitava o filho dava uma passadinha na casa a frente e conversavam por horas.

— Minnie, nunca mais tomamos aquele chá. — sorriu ao se afastar. — Estou te devendo um desde a semana passada.

— Você não apareceu mais. — sorriu. Reclamou bastante sobre formalidades, então já havia adquirido a mania de chamá-la informalmente, afinal se conheciam a quase quatro anos. — Também estive bastante ocupado ultimamente. 

— Estava indo para casa? — o menor assentiu. — Por que não entra? Posso fazer aquele chá que eu sei que você adora e podem...

— Mãe, o Jimin já estava indo. Ele está casando. — resmungou se aproximando da mais velha. Em partes estava com ciúmes de toda aquela atenção para com o loiro. Havia sido deixado de lado.

— Eu já lhe disse, Jungkook. — virou-se para poder lhe fitar. — Não é porque você é professor dele que fora dos muros do campus você não lhe deve respeito. Jimin é mais velho que você, deve chamá-lo de hyung. — ralhou e voltou sua atenção ao Park. — Vamos?

Jungkook resmungou algumas coisas ao voltar para o carro para estacioná-lo ao ver sua mãe e seu vizinho — aluno — caminharem para dentro de sua casa. Depois da vez que ficou fora de casa e teve que se refugiar na casa do Park, Jeon fez cópias das chaves e entregou a mais velha. Coisa que deveria ter feito antes.

Jimin estava sentado sobre o sofá na sala do Jeon. Já havia entrado ali e em todas as vezes que nada era tocado na casa, sempre que adentrava ao local tudo estava no exato lugar. Os livros na pequena estante em frente aos dois sofás e a poltrona estavam bem posicionados e arrumados em ordem alfabética, os controles dos aparelhos eletrônicos no mesmo local de sempre como se não fossem tocados a anos, a televisão bem posicionada acima da estante presa a parede com um painel cor cinza ao fundo e um tapete de mesma cor, porém mais escuro, sob os sofás e mesa de centro com alguns mangás.

— Aqui está. — ditou a mulher, chamando sua atenção. — Não vai beber conosco? — indagou ao ver seu filho passar por trás de si.

— Não. Vou para o meu quarto. — o moreno nem ao menos para ou se virou, apenas seguiu seu caminho para o andar de cima.

— Podemos deixar o chá para outro dia Hemin. — murmurou. — Acho que ele não gosta muito de mim.

— Jeon só está um pouco chateado. — pousou o copo sobre a mesinha de centro. — Irei falar com ele, não sai daqui. Voltou em um minuto.

A mulher subiu as escadas apressada deixando o loiro para trás, pensativo com tudo. Definitivamente o moreno teria alguma empatia consigo, pois sempre que estava em sua casa — com a mais velha — este não ficava presente no mesmo cômodo que os dois e apenas se isolava em algum canto qualquer, para ser mais exato; seu quarto.

Jimin já estava quase indo embora quando viu a mulher descer e logo depois a silhueta do mais alto atrás de si. Hemin ligou a televisão procurando um filme enquanto conversava com o mais velho sobre como havia sido seu dia e fazendo as mesmas perguntas ao filho. Em meio ao filme a mulher precisou ir embora e insistiu para que o loiro ficasse até o seu término, já que havia visto sua concentração voltada para o mesmo, e mesmo desconfortável em ter que ficar no mesmo ambiente que o mais novo — sozinhos — ele acabou ficando.

— Jeon, eu j... — calou-se ao se virar para se despedir do moreno e ver que este dormia, envolto do coberto; encolhido no sofá. — Ele realmente estava cansado. — sussurrou para si mesmo.

Pensou em ir embora e deixá-lo ali mesmo, mas sentiu pena do garoto ao imaginá-lo que quando acordasse no dia seguinte teria dores na coluna e provavelmente um torcicolo no pescoço pela posição a qual dormia.

Suspirou profundamente e se levantou, arrumou o cobertor no corpo do mais novo antes de pegá-lo em seu colo, subindo consigo para o andar de cima. Ok, Jungkook era pesado e não sabia onde era o quarto do mesmo, mas deu graças aos céus quando na segunda perto que abriu achou o quarto do mesmo. Caminhou até sua cama, deixando o moreno ali e esticou seus braços; sentindo a tensão se esvair.

Ajeitou o cobertor em seu corpo e levou sua mão aos gorro sobre sua cabeça; retirando-o dali, pois imaginou que este não fosse para cama com um gorro todas as noites e Jimin quase foi ao chão quando seu olhos pousaram em um par de orelhas negras no alto da cabeça do mais novo. Levou sua desta trêmula até seus fios, enquanto a canhota cobria sua boca pelo susto e puxou-a levemente, imaginando que pudesse ser algum acessório.

Já havia visto algumas vezes — pela janela de seu quarto — o professor com tais orelhas, mas supôs que fosse alguma tira e por vezes gargalhou, achando graça pelo mesmo usar tiras em casa. Contudo o par de orelhas por entre os cabelos negros não eram nada comparada a uma tira; não podiam ser retiradas e Jimin percebeu isso após receber um resmungo de dor por parte do mais novo e se afastou rapidamente, caminhando a passos rápidos até sua casa, parando apenas para trancar as portas atrás de si.

Naquela noite o loiro mal conseguiu fechar seus olhos e quando estava quase conseguindo dormir as imagens das orelhas de gato, negras, sobre a cabeça do moreno vinham em sua mente; a textura macia qual ainda podia sentir nas pontas dos seus dedos e só após algum tempo depois que conseguiu dormir.

— Park Jimin! Está ouvindo o que eu estou lhe dizendo? — indagou o loiro pela terceira vez. — Está acontecendo algumas coisa?

— Não. — ditou.

— Como não? Você está andando todo aéreo, fica assustado quando te chamam e para piorar... — aproximou-se mais do amigo para sussurra próximo ao seu ouvido. — Você está fugindo do professor Jeon. Jeon Jungkook, qual você defendia a sua vida inteira.

— E-Eu só... Yoon... Estou cansado. — sussurrou ao mesmo tom que o amigo. — Desculpa. Eu vou ficar bem, preciso ir para casa agora.

— Quer que eu te leve até o ponto? — indagou acompanhado o garoto até a saída do campus.

— Pode ficar comigo até o ônibus chegar? — sorriu levemente, vendo-o assentir.

Ambos sentaram ao banco do ponto e Yoongi procurou conversar coisas aleatórias com o loiro tentando deixá-lo mais animado, não disperso como estava nos últimos dias e até que funcionou. Pelo menos até um carro preto parar em frente onde os dois estavam e o vidro descer, revelando o motorista do automóvel.

— Podemos conversar, Jimin? — indagou. — Eu te dou uma carona até em casa.

— O ônibus já está chegando, não precisa de preocupar. — sua fala saiu quase num sussurro, enquanto apertava a mão do garoto ao seu lado.

— Claro que ele aceita. — ditou o moreno, com um sorriso no rosto. — Já está tarde e possa ser que o ônibus demore, Minnie. — acariciou a mão do menor, sussurrando para si um "aproveita" e logo o empurrou, devagar, até o banco do carona.

A contra gosto o loirinho sentou-se ali e apenas após o cinto de segurança, fitando seu amigo em um pedido interno por ajuda, esta que não veio. Exceto um piscar de olho, antes do carro entrar em movimento. Jimin não teve coragem de tirar seus olhos das casas que passavam rapidamente por seus olhos, ainda estava assustado com a cena que viu dias atrás e não sabia o que fazer.

Era fato de que perdia uma boa parte das aulas por ficar admirando seu professor, assim como por vezes não ouvia o que era falado em sala por estar ocupado demais nos dente mais avantajados que lhe lembravam um coelho ou quando Yoongi lhe provocava chamando-o de gato, contudo nunca passou por sua cabeça que ele fosse realmente um gato.

— Será que ele tem calda? — balançou sua cabeça rapidamente, afastando seus pensamentos para longe.

— E-Eu sei que você sabe. — murmurou o moreno, mesmo receoso em ter aquela conversa com o mais velho.

Havia conversado com sua mãe no dia seguinte ao ocorrido e contou-lhe que sentiu sua orelha ser puxada e logo depois Park saindo de sua casa as pressas. Sim, percebeu que o garoto viu, após ser acordado com um puxão em sua orelha esquerda, mas não teve coragem de ir atrás do garoto no mesmo dia. Precisava do conselho da mais velha.

— Você sabe que eu sei do quê? — encoheceu-se ao notar o olhar do outro sobre si.

— Você me acordou, Jimin. Eu vi quando você saiu quase correndo da minha casa. — suspirou frustrado ao relembrar da cena e voltou a fitar a pista em sua frente.

— Foi a primeira vez. — murmurou. — A primeira vez que vi algo assim e eu me assustei porque não saia. — confessou.

Jungkook nada disse, assim como o outro também se calou e o silêncio se instalou dentro do carro. Park fitava o painel do carro à sua frente e o moreno dirigia, com os olhos fixos a rua; pensando em tudo que sua mãe lhe disse. Meio hesitante levou suas mãos ao topo de sua cabeça e puxou lentamente o gorro, colocando-o sobre suas pernas.

— Eu nasci assim. — ditou, chamando a atenção do loiro. Que virou para si fitando as orelhas que se mexeram com o vento. — Minha mãe é um híbrido de gato e meu pai era híbrido de gato. Pela genética dela ser mais dominante eu nasci como ela.

Mais uma vez o silêncio tomou conta do ambiente e Jeon se aquietou já que havia revelado seu verdadeiro eu ao garoto e este não lhe disse nada. Apenas fixou seu olhar com cada movimento que as orelhas de pelagem negra fazia no alto de sua cabeça, estava tão atento aos movimentos desta que nem ao menos viu quando o carro foi parado em frente a casa de ambos. Jungkook se virou de frente para si e ele observou o rosto do garoto calmamente.

Ele parecia ainda mais bonito ao seu ver, agora que não estava mais com o gorro para atrapalhar. Se já era bonito com o acessório, sem ele era ainda mais.

Park superou, olhou para os lados vendo que a rua estava vazia e voltou seu olhar novamente para o mais novo.

— Não dói? — indagou em um quase sussurro.

— O que? — fitou o loiro em completo desentendimento, vendo-o apontar para o gorro. — Você está preocupado se dói? — franziu o cenho. — Eu disse que sou um híbrido... Você ouviu o que te falei?

— Eu quero saber. — se aproximou, minimamente, fitando as orbes castanhas a sua frente. — Dói? 

— As vezes incomoda, mas não chega a doer. — murmurou baixo, mas num tom audível para o menor. — Agora você sabe o porque do gorro.

— Você ouviu? Mas vocês estava longe, não tem como...

— A audição dos híbridos são melhores do que as dos humanos. — ditou. Mesmo conversando tranquilamente ainda sentia medo da reação do garoto a sua frente.

O loiro se aproximou mais um pouco, levando sua destra as orelhas de pelagem negra. Desde que tocou-a havia ficado com a sensação dos pêlos em seus dedos e de certa forma sentia vontade em tocá-lo novamente, mesmo que no início estivesse assustado com o que viu. Dias depois só queria levar sua mão as orelhas do seu professor e acariciá-las, assim como estava fazendo no momento.

Jungkook se assustou, levantando seu rosto apenas para poder fitar as orbes castanhas a sua frente, estas que estavam vidradas no local qual seus dedos acariciavam lentamente, com muito cuidado da parte do menor que estava com medo de machucá-lo. O moreno suspirou, mordendo seu lábio inferior para conter um gemido manhoso, que escapou logo em seguida a qual Jimin acariciou levemente atrás de sua orelhas direita.

— Aish, Jungkookie. — resmungou, afastando-se do mais novo que rapidamente abriu seus olhos, pronto para se desculpar por qualquer coisa, quando o loirinho voltou a se aproximar abraçando sua cintura. — Seu eu soubesse que você era tão fofo assim eu já teria vindo falar com você. — confessou, o som saindo abafado por estar com a cabeça colada ao peito alheio. — Eu já te achava fofo, mas as vezes eu tinha medo de você. — afastou-se fitando os olhos assustados do moreno. — Você ficava sério e com raiva do nada e isso me assustava às vezes, mas ainda sim eu te achava fofo. Até com raiva você fica fofo. — sussurrou a última parte para si mesmo, arrancando um riso baixo do mais alto.

— Algumas vezes era por sua causa. — sorriu ao ver o olhar espantado do aluno. 

— Eu nunca faço nada de errado. — cruzou seus braços, mostrando sua revolta com a fala alheia e juntou seus lábios em um biquinho por pura mania. — Eu já tinha visto que me odeia, mas eu nã...

— Eu não te odeio! — argumentou rapidamente. Jimin apenas resmungou um "hm". — Não te odeio, de verdade. Só fico chateado quando você fica de intimidade com outros. Hyung, eu só ficava com ciúmes.

— M-Mas... Jun...Jungkook, não tem... Espera. — levou sua mão ao peito inspirando e suspirando por alguns segundo afim de acalmar sua respiração. Jeon sorriu, puxando o corpo menor para seu colo, abraçando sua cintura. — Até da sua mãe? — indagou após alguns minutos.

— Vocês são muito íntimos, se tornaram em apenas um dia que ela passou na sua casa. Eu moro aqui há quatro anos e você só falava comigo sobre as aulas. — acariciou as costa do garoto, que acariciava suas orelhas. — Também fico de mau humor quando não recebo carinho por muito tempo. — sussurrou. — Alguns híbridos são assim.

— Se você não me escondesse as coisas. — afastou-se do mais novo. — Eu sei, não deve ser tão simples contar que é um híbrido, mas até que eu não reagir tão mal. — sorriu minimamente, vendo o moreno juntar seus lábios em um biquinho.

— Você só me ignorou por uma semana, quase não falava na sala e evitou ir lá em casa.

— Eu só estava assustado.

— E com medo. — sorriu anasalado. — Não deve ser fácil ver alguém tão diferente. — retirou a chave do seu carro, saindo do mesmo em seguida.

Park apressou-se em sair após alguns segundos absorvendo o que o mais alto lhe disse. Fechou a porta do automóvel e correu em direção ao moreno.

— Jeon, eu não quis dizer o que você está imaginando. — segurou suas mãos antes que ele fechasse a porta, abrindo e adentrando-a em seguida. — Eu vi duas orelhas de gato em sua cabeça, tentei tirar e não saiu. Aquilo me assustou.

— Doeu. — resmungou, ainda emburrado.

— Desculpe. — murmurou, aproximando-se do mais alto próximo a porta. Esta que já estava fechada. — Eu não disse que tive medo, só fiquei assustado. — levou suas mãos ao pescoço a sua frente, acariciando a nuca alheia. — Eu gosto de você, Jungkookie. Desde o dia que sua mãe gritou com você por algo que você fez. Eu não lembro bem o porquê, porque faz bastante tempo, mas você não falou nada apenas se encolheu quieto enquanto chorava. Senti vontade de te abraçar. — envolveu a cintura do mais alto. — De te ter pertinho de mim e com o passar dos dias as coisas só foram aumentando, porém você parecia me odiar e mesmo assim eu continuava gostando de você.

— As vezes eu ouvia seus sussurros com seu amigo. — levou suas mãos às costas do loiro, acariciando lentamente. — Nunca ouvir você falar que gostava de mim, mas ouvia você me defender quando eu estava de mal humor. — sorriu ao que o garoto se afastou para fitar suas orbes. — E me chamando de fofo e gost...

Levou suas mãos a boca do moreno, após sentir seu rosto esquentar por causa da vergonha. — Eu já entendi. É feio ouvir a conversa dos outros sabia?

— Eu sei. — aproximou-se, puxando o corpo menor para próximo do seu, voltando a envolver a cintura do garoto. — Porém a culpa diminui quando você ouve a pessoa que você gosta te elogiar. — sussurrou próximo ao ouvido alheio, deixando um selar em sua bochecha. — Estou perdoado, certo?

— Estou pensando. — mordeu seu lábio inferior, impedindo que um sorriso lhe escapasse. Friccionou a ponta de seu nariz em uma carícia sobre a bochecha do Jeon, subindo em seguida para próximo do seu lóbulo e sussurrou. — Vai ter que fazer mais que me dar um beijo na bochecha para que eu te perdoe.

— Hm. — selou a bochecha esquerda. — Dois beijinhos resolvem? — o outro balançou sua cabeça negativamente. O híbrido friccionou seus lábios contas sua tez e colocou a língua para fora tocando-a com a ponta e em seguida lambeu a pele alheia, sentindo o garoto se arrepiar por entre seus braços e soltar um gemido sôfrego com o susto. Trilhou seu músculo, deixando um rastro molhado até o lóbulo do mais velho, onde deixou uma leve mordida em sua ponta. — Se eu te lamber por inteiro... — sussurrou, a voz incrivelmente mais rouca e acentuada. — Você me perdoa, hyung?

Jungkook não esperou por uma resposta, tão pouco sabia que está não viria pois o loiro estava atordoado demais; entregue, hipnotizado demais para que pudesse formular alguma resposta coerente para aquela pergunta ou qualquer outra no momento. Puxou o corpo menor para mais próximo do seu, apertando-o — sem lhe machucar — por entre seus braços, beijando novamente as bochechas do mais velho antes de alcançar seus lábios cheinhos. Tocou-os sutilmente, resvalando-os sobre seus lábios. O loirinho arfava com seu ato e pressionou seus dedos contra sua nuca, puxando-lhe para que enfim o selo fosse findado, dando início a um movimentar de cabeça para lados opostos: sem o aprofundamento de nada, apenas o contatos de ambos em um ósculo terno. As mãos ousadas do moreno subiam para o meio de suas costas ou desciam lentamente até suas nádegas dando alguns leves apertos, enquanto o outro acariciava os fios de sua nuca ou descia suas palmas até os músculos do braço alheio: apertando ou arranhando-o.

— Jungkookie. — arfou em um gemido manhoso ao ter seu músculo traseiro apertado mais uma vez.

— Eu preciso te lamber, hyung. — ditou, mordendo o seu lóbulo. — Agora.

Segurou as coxas do Park, impulsionando seu corpo para que este pudesse entrelaçar suas pernas pelo seu tronco: como estavam no momento e a passos rápidos, porém cuidadosos, conseguiu alcançar o sofá. Deitou o corpo menor sobre o móvel, cobrindo-o com o seu próprio corpo e distribuiu selos por todo seu rosto, descendo para sua mandíbula e parando por fim em seu pescoço. Deixando por onde passava; selos seguidos de uma sugada mais intensa e rapidamente lambia o local.

Suas mãos subiram a barra da camisa vermelha de seu hyung e separaram-se para que o tecido fosse retirado de seu corpo, sendo jogado ao chão assim como fez com sua própria camisa antes de voltar a explorar o pescoço alheio.

Jimin gemeu ao sentir os dedos longos e finos do gatinho sobre seu mamilos, apertando-os entre seus dedos sem nenhum aviso prévio, vez ou outra sendo massageado entre os polegares e indicadores, até sentir o músculo quente e molhado circula-los; lambendo-os para que depois fossem sugados e logo depois lambidos novamente.

Jungkook lhe torturava fazendo todos os seus movimentos com bastante sutileza e vagareza, sempre com os olhos — quando estavam abertos — fixos nos seus, buscando ver suas expressões e Jimin não lhe escondia nada. Soltava gemidos sôfregos e baixos todas vez que sua tez era machucada para ser tratada com carinhos segundos depois ou apenas gemia alto ter seu mamilo sugado com mais força enquanto os dedos ágeis percorriam seu corpo lentamente; sendo precisando vez sim, vez não. Jeon friccionou seus dedos sobre o fecho da calça do mais velho, esperando que este protesta-se sobre algo, mas abriu-a assim que as orbes castanhas se fixaram as suas. Não houve protesto e ele sabia que não haveria, pois o garoto estava totalmente entregue a si: sempre esteve.

Ambas as calças tiveram os mesmos destinos de suas camisas, assim como suas cuecas, já que o moreno — tão pouco o loiro — queria prolongar mais as coisas. Assim como dito, Jeon compria sua fala; selando, sugando e, o principal, lambendo cada pedaço do corpo alheio. Deixando suas marcas sobre ele, que se contorcia e gemia a cada toque seu. Gemia o nome do garoto em um quase sussurro; querendo, necessitando mais de seus toques.

Era possível ver o grande e peludo rabo atrás do moreno, balançando no ar de um lado para o outro e Jimin sorriu com aquilo, levando sua desta em direção aos fios negros e acariciou-o ali ouvindo-o ronronar baixinho ao afastar seu rosto das coxas alheia.

— N-Não faz isso hyung. — murmurou, tirando a mão de sua madeixa e segurou-a. — Pelo menos, não agora. — beijou os lábios já inchadinhos e vermelhos devidos as mordidas que havia dado para segurar algumas gemidos mais altos. — Eu vou te lamber agora, Jiminnie. — sussurrou rente ao ouvido do mais velho, antes de descer seu rosto.

Tocou o falo já ereto com as pontas de seus dedos e resvalou-os, vendo o corpo abaixo de si soltar pequenos gemidos com o contato. Fixou seu olhar no do loiro e desceu seus lábios até sua glande, deixando um selo molhado após brincar com sua região pélvica. Foi impossível para Jimin segurar o gemido assustado quando seu falo foi tomado pela cavidade bucal do mais novo, não estava esperando, já que este tinha se afastado por alguns segundos e seus olhos estavam fechados desde o momento que viu a língua levemente áspera tocar sua glande inchada.

Jeon engolia-o com mestria e o retirava de sua boca apenas para lambê-lo por inteiro e assim repetir seu ato novamente, os olhos fixos nos semicerrados do mais velho, que se contorcia a cada vez que seu pênis era posto por inteiro na cavidade alheia e ao ser retirado era sugado na glande.

— Kookie. E-Eu... — Jungkook se afastou, ouvindo um resmungo e selou seus lábios aos do loiro, mais uma vez, apertando sua cintura.

Park sentiu suas pernas serem dobradas e o copo maior se afastar de si: sem cortar o ósculo. O músculo alheio foi pressionado aos seus lábios e rapidamente foi cedido o espaço necessário para que sua língua percorre-se cada canto de sua cavidade bucal, assim como a sua fazia quando adentrava a boca do híbrido. Sua língua foi sugada no exato momento em que sentiu um primeiro dedo lhe adentrar. Mal havia notado que este o circulava — a alguns segundos atrás — brincando com sua entrada. Doeu e sentiu um incômodo horrível ao ser atravessado pois não houve nenhum tipo de lubrificação, contudo Jungkook foi cuidadoso ao extremo, deixando seu dedo parado por tempo o suficiente para que o loirinho não estivesse mais reclamando de dor e seus beijos amenizavam a sensação de incômodo. Com o terceiro a dor foi mais intensa, fazendo-o parar com os beijos trocados para cravar seus dentes no ombro do Jeon, arranhando suas costas e braços quando este era posto para dentro de si.

— Já vai passar. — murmurou, acariciando seus fios quando o mesmo se afastou; deitando sua cabeça sobre o estofado, enquanto apertava seu lábio inferior entre os dentes. — Você tem que relaxar um pouco, hm?

O mais velho balançou a cabeça assentindo e segurou a mão livre do moreno, entrelaçando seus dedos uns aos outros e selou seus lábios quando ele se aproximou. Deixava um ósculo tênue em seus lábios, demonstrando todo o seu carinhos; cuidado e preocupação para com o bem estar do menor. Tinha sim, o desejo dominando seu corpo pelo louro sob si, todavia o amava na mesma intensidade ou até mais que o seu desejo pelo corpo musculoso. Queria Park Jimin de todas as formas. Necessitava dele!

— Kookie. — resmungou, friccionando sua entrada contra os dedos compridos, denunciando que a dor já havia ido embora. Ainda tinha o incomodo, mas nada que não pudesse aguentar.

Jeon fazia seus movimentos com sua mão, enquanto acariciava e beijava todo o corpo do menor, marcando onde ainda não havia marca e deixando lambidas e selos onde já havia. Afastou-se tirando seus dedos de dentro da cavidade quente e apertada, recebendo resmungou de protesto, mas não deu ouvidos. Não irei tranzar com seu hyung em um sofá, mesmo que já tivessem começado com tudo ali, não iria de forma alguma finalizá-lo no local pelo simples fato de não ter nenhum lubrificante por perto e não querer lhe machucar. Tinha consciência de que havia preparado-o bem, porém também sabia que seu pênis não tinha o tamanho nem a grossura de seus dedos. Iria lhe machucar se não fosse cuidadoso e não queria isso, portanto sustentou o peso do loiro sobre seus braços: do mesmo modo que havia carregado-o até o sofá e subiram para o quanto do gato.

O rosto de Jimin se encontrava extremamente rubro com toda a agitação que tiveram e a vergonha que acometeu-lhe ao ser posto colado ao corpo alheio; desprovidos de nenhuma vestimenta e pelo fato de ter visto o tamanho do membro do Jeon. Havia visto todo aquele volume, mas estava tão entretido com os prazeres que recebia e que ouvia o outro soltar que nem ao menos se focou ali. Percebendo apenas no momento que foi deixado na cama grande enquanto Jeon pegava um lubrificante apressado. Mordeu seu lábio inferior em expectativa ao que este se aproximou, dobrando suas pernas e passou seus dedos molhados sobre sua entrada, que se contraiu com seu toque.

— Jungkookie. — choramingou. — Para... Com essa tortura.

Sem esperar por mais nada, o moreno encostou seu falo teso, após despejar mais um pouco do lubrificante sobre a entrada pensante do loiro e encostou sua glande sobre a mesma. Resvalou-a em um tortura para ambos, contudo lhe forçou para dentro ao ouvir um gemido necessitado clamando seu nome.

Devido a lubrificação sua entrada, mesmo que difícil, foi rápida e segundos depois já se encontrava dentro — por inteiro — do mais velho. Jimin respirava pesado e rapidamente do mesmo modo que o gatinho a sua frente, que lhe beijava o pescoço enquanto recebia carinho em seus fios e orelhas, ronronando vez ou outra, friccionando seu rosto contra a bochecha alheia. O incômodo e dor diminuiu ao ponto dele questionar pedindo em um muxoxo que o mais novo desse início aos movimentos e seu pedido logo foi prontamente acatado. O rabo felpudo encontrava-se enrolado em sua perna direita ao que Jungkook acelerava os movimentos de sua pelve, investindo fundo e com força contra a entrada alheia.

— Jun-Jungkook... Ah... — gemou o loiro ao sentir sua próstata ser acertada em meios às investidas.

— Hyung. — chamou, inclinando-se para próximo de seu lóbulo sem diminuir ou parar seus movimentos. — Tão apertado. — sussurrou. — Geme pra' mim, hyung. — ditou. Sua voz saindo mais rouca devidos aos gemidos que haviam sidos soltos.

Seu pedido — quase ordem — mais uma vez foi acatado e ambos gemiam o nome um do outro a cada vez que um pontinho dentro do loiro era pressionado pela glande inchada, contorcendo-se embaixo do gatinho enquanto o outro apertava sua cintura com certa força. Os gemidos aumentaram para quase gritos denunciando que o loiro logo chegaria ao seu ápice, o que não tardou a sentir quando Jungkook retirou seu pênis e adentrou a sua cavidade anal lentamente, mas findo e forte o bastante para tocar seu ponto de prazer. Contorcendo-se sob o híbrido, gemendo seu nome e lhe apertando o falo. Havia dificultado a entrada e saída do membro do outro, que forçava seus movimentos ao ponto de gozar quando impulsionou sua pelve contra sua entrada, desmanchando-se dentro de si.

Jungkook sentiu os braços do loirinho envolverem sua cintura e sorriu com o ato, beijando seus lábios e se afastando-se com alguns selos para então deitar ao seu lado na cama após retirar seu membro de sua cavidade. Puxou o corpo menor para entre seus braços, envolvendo-o por entre eles enquanto recebia afagos em suas madeixas.

— Namora comigo, hyung? — sussurrou rente ao seu ouvido. Os olhos semicerrados, quase se fechando com o caminho que recebia enquanto retribuía-o acariciando sua cintura desnuda.

— Eu te amo, gatinho. — selou seus lábios, afastando-se apenas para lhe sussurrar um "sim" com um sorriso adornando seu rosto 

— Eu também te amo muito, Jiminnie. — ditou em um murmúrio, fechando seus olhos ao sentir o cansaço e o sono lhe invadir. Os braços do loiro rodearam sua cintura e deixou-se, também, ser levado pelo sono.


Notas Finais


Então, o que acharam da histórinha?

Eu sempre tive vontade de ler uma fic em que o Jungkook fosse híbrido e ativo da relação. Pelo menos até hoje eu nunca achei uma assim. Então espero que tenham gostado.
A princípio eu não irei fazer lemon (que olhou direitinho, percebeu que não havia Lemon no aviso, nem nas tag), mas como sou uma boa omma resolvi presentear vocês com esse capítulo fofo meio pervertido. Estava inspirada com essas interações Jikook. Cada dia mostrando mais o relacionamento deles.^^♥

Muito obrigada a todos os quase duzentos favoritos somente com um capítulo e a todos os comentários. A omma ama vocês, viu?!

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