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História .teasing - obidei. - Capítulo 1


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Capítulo 1 - .one;


Em um momento estavam os dois no chão. Se batendo e xingando feito dois animais selvagens.

Na real, nem sabiam mais o porquê de estarem brigando, só estavam tão acostumados a se bater toda vez que se virem, que apenas caíram na porrada.

Os alunos de quase todas as turmas formaram um grande círculo em volta e alguns gritavam, outros filmavam e outros apenas olhavam. Não era nenhuma novidade, eles sempre brigavam, não importava onde estivessem. 

Agora estavam sentados nas cadeiras giratórias da diretoria, cheios de band-aids e curativos no rosto, enquanto a diretora os encarava com o semblante sério.

— Quem vai se pronunciar primeiro? — Perguntou simples, quebrando o silêncio.

— Foi ele quem começou de novo! — Deidara disse irritado. — Esse idiota sempre implica comigo e fica comprando briga.

— Você é quem fica se exibindo o tempo todo e me provocando. — Obito rebateu, olhando seriamente para o loiro.

— Eu te provocando?! — Riu sarcástico. — Até parece! É você que não consegue me deixar em paz por um só minuto! 

— Não zoa, Deidara! — Respondeu um tanto alto. — Está mentindo 'pra se safar! 

— Seu- — Interrompeu sua fala ao ouvirem o barulho das mãos da diretoria batendo contra a madeira firme da mesa.

— Já chega! — Gritou um pouco alto. — Vocês dois não conseguem ficar perto um do outro sem brigar?! Poxa, eu estou cansada de todos os dias ter que ficar separando as brigas de vocês.

— É ele quem com-!

— Não me interessa quem começa e quem termina! — Massageou a testa com os dedos. —  Olha, sinceramente, não dá mais.

Se sentou novamente em sua poltrona de couro marrom escuro. Olhou os garotos, que encaravam um canto qualquer da sala, em direções opostas. Suspirou cansada e pegou chaves em sua gaveta, arrastando até o meio da mesa, atraindo a atenção dos dois.

— 'Pra eu não precisar expulsá-los, vou dar apenas um trabalho. — Falou dando ênfase. — Terão que ficar depois da aula e limpar a sala de teatro, juntos.

— Juntos?! — Perguntaram em uníssono, arregalando os olhos.

— A menos que queiram ser expulsos. — Cruzou as mãos. — Seus pais iriam gostar, Deidara? Se você, um garoto inteligente e estudioso fosse expulso?

— Não. — Cruzou os braços e olhou para baixo.

— E você, Obito? Seu pai iria gostar de saber que o filho dele, o melhor jogador de basquete dessa cidade, foi expulso? — O moreno negou de cabeça baixa. — Poxa, vocês têm um futuro maravilhoso pela frente e ficam desperdiçando as chances com brigas e mais brigas, o tempo inteiro.

Realmente, ela estava certa. Deidara era bem inteligente e tirava nota boa em todas as matérias, sem excessões. Por ainda ser o único filho, era o maior orgulho de seus pais.

Obito também era bastante inteligente, mas se destacava ainda mais pelo jeito que jogava basquete. Tinha diversas medalhas, e seu pai também se orgulhava imensamente disso. 

Mas ninguém é de ferro.

— Tudo bem. — Deidara respondeu calmo. — Eu vou limpar. — Pegou as chaves. 

— Eu também. — Obito indagou, com sua típica voz rouca. — Ainda gosto de estudar aqui. — Ambos olharam para a mulher mais velha. 

— Nós vamos limpar. — Disseram em uníssono.

— Não sabem o quanto me agrada ouvir isso. — Sorriu doce. — Mas não quero apenas que limpem, e sim que também conversem e se resolvam, sem brigas ou xingamentos. — Assentiram. — Vocês são os meus alunos preferidos e eu realmente não quero expulsá-los. Então, por favor, façam isso. Não precisam virar amigos, apenas resolvam suas diferenças.

— Sim senhora. — Deidara sorriu gentil, o que deixou Obito um tantinho nervoso. Ele sabia o porquê. — Eu não vou brigar com o Uchiha, se ele não implicar comigo.

— E eu não brigo com você, Namikaze, se não me provocar. — Se entreolharam. 

Fechado. — Disseram juntos, apertando as mãos.

####

— Ufa! — Obito indagou cansado, largando a vassoura em algum canto da sala de teatro. — Enfim, terminamos.

— Finalmente. — Deidara suspirou aliviado, se sentando na borda do pequeno palco de madeira.

— Está bastante calor. — Murmurou, abanando o abdômen com a camisa escolar. — Não tem um ar-condicionado por aqui? Ou ventilador, pelo menos?

— Faz alguns meses que os garotos do seu time jogaram a bola aqui e quebraram o único ar-condicionado, você não lembra? — Revirou os olhos.

— Ah, então foi essa sala? Os garotos me falaram que a bola tinha caído em alguma sala, mas eu não sabia qual. — Deu de ombros.

— Não me surpreende, vocês nunca sabem de nada mesmo.

— Cara, a culpa não foi minha. Eu nem 'tava aqui nesse dia. — Encarou o loiro. — Porra, nem tudo que acontece é culpa minha.

— Eu não estou dizendo que a culpa é sua. — O olhou um pouco bravo. — Só estou dizendo que... Hunff, esquece! — Fechou os olhos novamente. — Eu não quero discutir com você de novo. — Falou calmo. — Na real, eu nem sei porquê a gente briga tanto.

— Você é tão inteligente, mas tem algumas coisas que estão na sua frente e você não percebe. — Falou com a maior simplicidade possível.

— Como assim? 'Tá me chamando de burro ou cego? — Se sentou rapidamente com uma sobrancelha arqueada.

— Viu? — Riu baixinho se aproximando do menor. — Eu não disse que você é burro e nem cego, apenas não consegue ver coisas muito óbvias.

— Que coisas muito óbvias? — Olhou para o moreno, que agora estava bem próximo, em pé na sua frente. 

— Quer mesmo saber? — Curvou minimamente o corpo.

— Sim. — Respondeu, já ficando irritado.

— Ok. — Se aproximou ainda mais, agora, ficando cara a cara com o Namikaze, podendo sentir sua respiração quente e um pouco descontrolada. — Desculpa.

— Pelo q-? — Se surpreendeu ao sentir os lábios do maior colados aos seus. 

A sensação era estranhamente boa. O Uchiha tinha lábios cheinhos e macios, não tinha um gosto específico, mas era algo parecido com hortelã e mel. 

Sem pensar muito no que estava fazendo, o mais novo abriu a boca e fechou os olhos, sentindo a língua quente do mais velho explorar cada canto de sua cavidade, trazendo sensações, nunca antes sentidas, mas muito boas.

Obito levou suas mãos para a cintura fina e muito bem desenhada de Deidara, enquanto o último citado envolvia seus braços ao redor do pescoço alheio. O Uchiha deitou lentamente o Namikaze no chão amadeirado do palco, ficando no meio de suas pernas.

Separaram o beijo ofegantes, ficando conectados por um único filete de saliva transparente. Deidara mantinha os ombros fechados e o rosto vermelho, enquanto Obito o encarava com seu coração quase saindo pela boca.

Nunca pensou que beijaria Deidara. Quer dizer, já pensou nisso muitas vezes. Mas, para si, era apenas uma fantasia que nunca aconteceria realmente.

— Sinto muito. — O moreno falou, quebrando o silêncio que havia se instalado naquela sala. — Eu não queria fazer isso, é só que...

— Tudo bem. — O loiro respondeu, abrindo os olhos. — Não foi ruim. — Se sentou novamente, "forçando" o de olhos escuros a ficar de joelhos. 

— Deidara... — Suspirou um pouco cabisbaixo. — Eu gosto de você, gosto muito. Desde o terceiro ano, não tem um dia sequer que eu não me pegue pensando em você. — Sentia o de olhos azuis o encarando profundamente. — Eu sei que você deve me odiar por eu ter implicado tanto, mas me desculpa.

— Eu também não te odeio. — Virou o rosto, um pouco -muito- envergonhado e tirou os braços do pescoço do Uchiha. — Sim, você implica bastante comigo, mas eu nunca cheguei a te odiar de verdade. Não que eu goste de você, quer dizer, eu não sei. Estou um pouco confuso ainda. — O olhou.

— Você não precisa gostar de mim dessa forma. Apenas não vamos mais brigar e voltar a ser como antes, quando crianças. — Sorriu sincero, fazendo o pequeno coraçãozinho do Namikaze se derreter por completo. — Vamos conversar, sair, almoçar e podemos até brincar naquela pracinha, como fazíamos antigamente. — O loiro riu baixo. — Eu só não quero mais brigar com você. 

— Eu também não. — Suspirou. — Daqui 'pra frente, podemos voltar a ser como antes. Vamos sair, almoçar juntos e tudo mais. Como amigos. — Sorriu doce. 

Era um lindo sorriso, o mais lindo que Obito já viu. E tinha o dono mais lindo também. Aquele mesmo sorriso o fazia sorrir e chorar. E também fazia com que seu coração se esquecesse como se faz para bombear sangue.

— Obrigada. — O abraçou, emanando seu cheiro maravilhosamente doce. — De verdade, obrigada. 

— Obrigada também. — Retribuiu o abraço, apoiando o queixo no ombro do maior. 

###

— Eu 'to morrendo de fome. — Obito indagou de repente, atraindo a atenção de Deidara, que fazia um leve carinho em seus cabelos enquanto assistiam um filme qualquer pelo celular do mais velho. — Você não tem nenhum lanche na sua mochila? 

— Não, mas tenho outra coisa. — Se levantou, indo até sua mochila e pegando as chaves. — A diretora me deu as chaves da escola. 

— Não me diga que..? — Cerrou os olhos minimamente. 

— Sim, também tenho as chaves da cantina. — Sorriu orgulhoso.

— Vamos roubar a cantina? — Perguntou um pouco confuso.

— Nah, claro que não. — Riu. — Eu trouxe dinheiro, então não vai ser bem um roubo. — Se aproximou do outro, estendendo o braço em sua direção. — 'Vamo lá, eu também 'to com fome.

##

— E prontinho. — Deidara sorriu ao abrir o portão grande da cantina, adentrando-a juntamente com Obito.

— Uau. Nunca pensei que o garoto estudioso iria roubar a cantina da escola. — Sorriu ladino, cruzando os braços.

— Eu já disse, não vamos roubar nada. — Reclamou. — Se você preferir ficar com fome, tudo bem. — Deu de ombros.

— Claro que não. — Passou o braço pelo seu pescoço. 

— Hn, vai logo pegar o que você vai comer. Eu tenho que ir embora daqui a pouco. — Murmurou, caminhando para trás do balcão, onde ficavam os doces e salgados. — E não esquece de pôr o dinheiro certo na caixa. 

— Pode deixar, senhor certinho. — Se afastou, indo pegar dois pratos. 

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Novamente, assistiam o mesmo filme de antes, mas, dessa vez, Obito estava deitado sobre as pernas de Deidara, enquanto ambos comiam seus respectivos lanches.

Quando os créditos aos atores e toda a equipe do filme apareceram na tela, o Uchiha apagou a tela do celular e se levantou do banquinho. 

— Já está bem tarde. — Olhou para o Namikaze. — Quer que eu te leve em casa?

— Sim. — Respondeu curto. — Se eu estou aqui até essa hora, a culpa é sua. Então você vai me levar em casa. — Se levantou, pondo a mochila nas costas.

— Dessa vez não vou discordar. — Ambos riram e caminharam em direção á saída da cantina.

Deidara trancou o portão novamente e foi com Obito para o portão principal, destrancando-o. 

— Vem, meu carro 'tá ali. — Segurou o pulso do outro quando saíram da escola -com o portão já trancado novamente-, o levando até seu carro. Era bem grande e bonito. Uma Suv de luxo, na cor preta.

— Esse é o seu carro? — O loiro perguntou indiferente.

— Muito chamativo, não é? — Assentiu. — Eu ganhei do meu tio, e meu pai disse que eu deveria  usar ele 'pra não fazer desfeita. — Suspirou, tirando a chave do bolso. — Desculpa.

— Não, tudo bem. — Sorriu, abrindo a porta. — É meio estranho ir embora num carro assim, mas eu me acostumo. — Entrou no automóvel, no banco traseiro.

— Se acostume sim, porquê eu vou te levar 'pra casa e te buscar todos os dias. — Se sentou no banco do motorista.

— Eh?! — Arregalou minimamente os olhos. — Ficou louco?

— Eu não tenho nada demais 'pra fazer o dia todo mesmo, então isso vai ser bem... produtivo. — Sorriu, olhando o menor pelo reflexo do retrovisor. — Não vamos discutir sobre isso, certo?

— Tsc, tudo bem. — Deu de ombros. — Só vamos logo, porquê minha mãe já deve estar preocupada.

— Sim, sim. — Girou a chave e deu a partida, saindo do pequeno estacionamento da escola. 

×××

— 'Té mais, Obito! — Deidara acenou sorrindo, se distanciando do carro, que estava parado frente ao jardim de sua casa.

— Até, Deidara! — Acenou de dentro do automóvel, observando o garoto se distanciar e entrar em casa.

Suspirou sorrindo e deu a partida novamente.

Não conseguia parar de pensar no quanto aquele menino era incrivelmente lindo. Como disse, a pessoa mais linda de todo esse mundo, e olha que não são poucas.

Finalmente estavam se entendendo novamente. E isso era uma das coisas que Obito mais queria;


voltar a ver Deidara sorrir por sua causa.


Notas Finais


Oi, galerouskk como cês tão?
Aqui é a @mintrwx_, estou "comandando" a conta da minha anjinha por enquanto, porquê ela tá na casa de uma tia, e lá não tem internet e nem sinal. É, literalmente, no meio do mato.
Eu pus a fanfic principal — de sope — em hiatus temporário porquê ela pediu antes de ir pra lá, então não se preocupem, porquê a história vai voltar em alguns dias.

___


E agora, falando dessa obra aqui, foi idéia da @lynxx_, aquela linda perfeita, que, por sinal, é minha namorada perfeitinha, te amo fofa. ☉-☉
Bom, esperamos muito que tenham gostado, e vão lá seguir ela, pf.

Até mais, pessoal.
Fiquem bem e até a próxima.
Sua saúde importa sim, então lava a mão, porra.

Beijos na [email protected] e tchau tchau!


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